Manaus de antigamente - os fatos e registros da nossa história - Page 7 - SkyscraperCity
 

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Old December 27th, 2010, 09:31 PM   #121
Grande Manaus
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Me recordo dos meus tempos de infância ,da Manaus antgiga quando se passeava tramnquilamente pela praça do congresso , os 10 cinemas que existiam na década de 80 por volta de 1987 eram completamente lotados ....
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Old December 29th, 2010, 03:29 PM   #122
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Polícia Feminina no Amazonas

Em Manaus, há trinta anos foi criada na Polícia Militar do Estado a Polícia Feminina (P Fem), rompendo a predominância masculina de mais de 140 anos.

Em fevereiro de 1980, a P Fem tomou existência legal com o engajamento das primeiras mulheres no serviço policial militar. Foram incluídas trinta jovens, as quais, ao final do curso específico de sargento, seriam promovidas.
Com essa decisão, a Polícia Militar do Amazonas incorporou o privilégio de ser a terceira instituição no Brasil a congregar as mulheres em seu efetivo.

Dois pequenos detalhes para a reminiscência desta instituição. Um, que as policiais foram antecedidas por funcionárias civis. Em 1976, a Polícia Militar fez a experiência de contratar as primeiras civis. Em número bem reduzido, mas é certo que esse batom impôs algumas modificações no quartel. Ainda hoje existem civis na administração da PM amazonense.
Outro detalhe: a criação da Polícia Feminina se deve em grande parte a dona Amine Lindoso, esposa do governador José Lindoso (1979-1982). Ao final do primeiro ano, em viagem a São Paulo, o casal foi recebido conforme o protocolo. Mas, dona Amine foi contemplada com policiais femininas para a devida segurança e conforto.

De retorno a Manaus, a primeira dama insistiu com o marido na criação de idêntica corporação no Amazonas. Era comandante da PM amazonense o coronel Ribeiro Raizer, evangélico convicto.
O curso específico funcionou no quartel da então Polícia Rodoviária, instalado no entroncamento da rua Recife com a avenida Constantino Nery, onde hoje funciona uma dependência do Corpo de Bombeiros. O comandante geral, por sua convicção religiosa e pelo cuidado na admissão das primeiras mulheres, cuidou pessoalmente da formação das policiais. Para isso, escolheu a dedo os comandantes.




A Crítica. Manaus, 28 jan. 1980




Registro da formatura da Polícia Feminina




A Crítica. Manaus, 14 dez. 1980


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Old December 29th, 2010, 03:35 PM   #123
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Memorial Amazonense

Dezembro, 27

1851 – Desembarca, em Manaus, viajando no vapor Guapiaçu da então Marinha de Guerra, João Batista de Figueiredo Tenreiro Aranha, que chegava para inaugurar a Província do Amazonas. A instalação ocorreu no primeiro dia de 1852.

1894 – Foi criado, por disposição do decreto n.º 83, sancionado pelo governador Eduardo Ribeiro, o município de Manacapuru, localizado no rio Solimões. A padroeira é Nossa Senhora de Nazaré, festejada em 29 de outubro.

1909 – Nasceu em Manaus, João Nogueira da Matta, tendo concluido o curso médio estudando no Colégio Dom Bosco e Ginásio Amazonense Pedro II e o superior, na Faculdade de Direito do Amazonas.
Ingressou nos quadros do Partido Social Democrático, de Álvaro Maia, tendo sido Interventor Federal, interino.
Colaborador de jornais e revistas locais, deixou publicado cerca de duas dezenas de livros. A maioria sobre a história do Amazonas e alguns de seus trabalhos parlamentares.
Pertenceu a Academia Amazonense de Letras, onde ingressou em dezembro de 1959. Faleceu em agosto de 1991.

1911 – Foi criado o município de Carauari, localizado no rio Juruá, por disposição do Decreto n.º 683, sancionado pelo governador Antônio Clemente Ribeiro Bittencourt.

1915 – Nasceu em Manaus, Paulo Pinto Nery, filho de Abilio e Deolinda Pinto Nery, casado com Maria Souza Marinho, irmã de Jauary Marinho, seu colega de graduação na Faculdade de Direito do Amazonas, da turma de 1939. Pertencia a segunda geração da família Nery, cujo astro maior foi Silverio Nery, governador e senador pelo Estado.
Paulo Nery pertenceu ao Partido Social Democrático (PSD), pelo qual exerceu os mandatos de vereador e deputado estadual e federal. Em duas oportunidades (1958 e 1962) candidatou-se ao governo do Estado, mas, em ambas foi derrotado.



Nery, candidato a governador.
Jornal do Commercio. Manaus, 30 set. 1958



Propaganda eleitoral. O Jornal.
Manaus, 6 out. 1962


Ao tempo do Governo Militar de 1964 foi nomeado Chefe de Polícia do Estado e, adiante, Prefeito de Manaus, exercendo a função por seis anos (1966-1972). Apesar das derrotas sofridas, teve o mérito de encerrar sua carreira política como governador (1982-83), ao substituir o titular José Bernardino Lindoso (1979-1982), quando este renunciou ao mandato para disputar uma vaga ao senado.



Nery, prefeito de Manaus. Resumo biográfico.
Jornal do Commercio. Manaus, 26 jul. 1962


Nery foi professor doutor pela Faculdade de Direito. Pertenceu a Academia Amazonense de Letras, onde ocupou a Cadeira 5, cujo patrono é Araújo Filho.
Morreu em Manaus, a 15 de novembro de 1995.


http://catadordepapeis.blogspot.com/...ense-xlii.html
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Os cinemas de Manaus

Álvaro do Rego Barros, em 1º de janeiro de 1920, inaugurou na avenida Joaquim Nabuco, nº 157, “uma casa de diversões para a exploração de um magnífico cinema, cuja sessão de experiência foi realizada ontem”. Segundo Selda Vale, chamava-se cinema Popular. E, provavelmente, a “sessão de experiência” não deve ter dado certo, vez que, após essa data, não se encontra referências jornalísticas a respeito.

Seis anos depois, a empresa J. Fontenelle & Cia. adquire o prédio construído em 1909, na rua Silva Ramos, nº 190 (atual 1054), onde estivera instalada a loja A Brasileira. Ali instala uma sala de exibição cinematográfica, com o nome de Popular.
Constituiu-se no primeiro espaço da Sétima Arte fora do centro da cidade. O Popular, segundo a coluna Teatros e Cinemas, do Diário Oficial (14 nov. 1926), foi pré-inaugurado no dia anterior, às 20h30, quando tocou à porta a banda de música da Força Policial.

No avant-premiére, foi exibido O prêmio da vitória. Presentes, além do proprietário Jonas Fontenelle (1880-1947), Ephigenio Salles, governador do Estado (que cortou a fita de inauguração); M. Xavier Paess Barreto, juiz federal; deputado Aprígio de Menezes (que, em 1928, abriria seu próprio cinema no bairro de Aparecida, o Ideal Cine-Teatro); Joaquim Tanajura (médico, depois Prefeito de Manaus); Washington de Almeida; Dr. Alfredo da Matta; Maximino de Miranda Corrêa; vereador Julio Verne e o Dr. Elviro Dantas, todos acompanhados de suas famílias.

A inauguração para o público ocorreu em 14 de novembro, com a reprise de O prêmio da vitória (em oito partes), da Paramount, estrelado por Claire Windson (1892-1972) e Frank Keenen (1858-1929), astros da cena muda. A sessão de abertura ocorreu às 20h30, ao preço de 1$100 (mil e cem réis).
O cine Popular exibia sessão todas as noites e, justificando a denominação, oferecia ingressos mais baratos. Não possuía cadeiras, todavia, mas sim extensos bancos de madeira assemelhados aos de igreja. Ainda assim, o Jornal do Commércio (17 nov. 1926) apregoava que o Popular havia sido “instalado magnificamente, apresentando conforto aos espectadores. Comporta mais ou menos quinhentas pessoas e ostenta boa iluminação”.

Talvez devido à euforia da inauguração, o articulista tenha exagerado sobre a capacidade da nova casa. O Popular não era assim tão grande, não possuía palco para apresentação e a fachada não apresentava qualquer visual de cinema. Isso sem falar do desconforto que oferecia.
Ao contrário do que se possa imaginar, a tela de projeção diferia da dos demais cinemas. Era composta de sacos vazios de trigo, unidos lado a lado por costura, um tipo de tecido muito resistente e que, em alguns casos, servia para confeccionar vestuário pela camada menos favorecida da população.

Em 1931, o Popular passou a exibir filmes do chamado “gênero livre” (equivalente nos dias atuais aos filmes eróticos). Acontecia em sessões exclusivas para homens. Películas, como Mulheres viciosas, Vício e perversidade, Mulheres faladas, Caixinha de costura etc., eram exibidas disfarçadas pelo titulo de “científicos ou artísticos”, tendo sido algumas delas produzidas no Brasil.

O cine Popular, também conhecido por “Quebra-orgulho”, “Cine Poeira”, “Poli-Pulgas”, “Odeon do bairro”, entre outros epítetos, fez bastante sucesso junto aos moradores do Alto Nazaré, Boulevard Amazonas e adjacências. Mesmo sem levar em conta as pequenas dimensões deste cinema, era frequentado assiduamente nas décadas de 1930 e 1940.

Neste período, em sua tela, seriados americanos começaram a ganhar destaque: O Homem-Morcego, da Columbia; O Falcão da Floresta; O Terror dos Mares; O Aranha Negra; Tambores de Fu-Manchu; Adaga de Salomão e O Misterioso Dr. Satã, entre outros. Também não se pode esquecer as séries de faroeste estreladas por Gene Autry (1907-1998), Tom Mix (1880-1940), Roy Rogers (1911-1998), Wild Bill Elliott (1915-1965), Charles Starret (1903-1986), Hopalong Cassidy (William Boyd) e o mais famoso de todos os cowboys, Allan Rocky Lane, cujo fã-clube era admirável, notadamente entre as mulheres.

No início dos anos 1940, inexistiam linhas de ônibus. Aqueles que desejassem aproveitar os módicos preços do cinema do Alto Nazaré, poderiam apanhar bondes da Manáos Tramways, cujas linhas: Entroncamento, Alto Nazaré, Bilhares, Flores e Vila Municipal trafegavam pela rua Silva Ramos, com parada em frente ao “velho poeira”.

Uma explicação aqui se faz necessária: entre as décadas de 1940 e 1960, os filmes ali exibidos procediam do eixo Rio/São Paulo, depois de dois ou três anos. Como se tratava de filmes bastantes “surrados”, costumavam arrebentar ou “queimar” (como se denominava na época) inúmeras vezes durante a projeção. O conserto demorava, as luzes eram acesas... e paciência.
Nem sempre tal acontecia. Os frequentadores se aborreciam e, aos gritos de ladrão, ladrão, esperavam a sessão recomeçar. Então, para solucionar o problema, Arlindo, o projecionista do Popular, fazia antecipadamente revisões e emendas, esperando que o pior não acontecesse.

Em incontáveis oportunidades, ele era auxiliado pelo garoto Aluízio Ferreira (meu pai, ainda vivo para confirmar a versão), que morava ali próximo no Boulevard Amazonas e, por sua amizade com todos os funcionários, possuía livre acesso.


O poeira do Alto Nazaré foi o grande beneficiado com a reforma do Odeon. Foi contemplado com as cadeiras pertencentes ao mesmo, substituindo os desconfortáveis bancos de madeira Também foram realizados reparos no prédio, que incluíram pintura interna e externa, consertos do telhado, para exclusão de goteiras, instalação de novos projetores, entre outros melhoramentos.
A reabertura do Popular aconteceu a 9 de fevereiro. A proprietária consegue êxito retumbante ao exibir, bem antes de outros cinemas, a fita A canção da Índia, com Sabu (1924-1963), Gail Russel e outros. Ainda nesse mesmo dia, o “velho poeira” apresenta No tempo das diligências, com John Wayne no papel principal, e os dois primeiros episódios de O homem de ferro.

Em agosto de 1959, “o velho poeira” encosta as portas para mais uma reforma. Parecia não voltar, pois demorou exatamente três anos para ser concluída. Enquanto esteve fechado, o Popular passou por manutenção em seu salão de projeção, onde foi instalada a nova tela destinada a exibição em cinemascope, além de dois novos projetores.
Reaberto em 30 de dezembro de 1962, a direção do Popular alegou que a demora se deveu a problemas com energia elétrica, resolvidos pela Companhia de Eletricidade de Manaus (CEM), atual Manaus Energia. A re-inauguração foi efetivada com grande pompa e expectativa. Em todas as sessões foi exibida a película O gladiador invencível.

Em setembro de 1963, a empresa Fontenelle, administrada pelo Dr. Alberto Carreira da Silva (1907-1982), herdeiro de Jonas Fontenelle, abandona o mercado exibidor de Manaus após arrendar todas suas salas (Odeon, Éden, Polytheama e Popular) para o grupo Severiano Ribeiro, pertencente a Luiz Severiano Ribeiro Júnior.



Cine Popular, ao tempo de seu fechamento, 1972. O prédio ainda existe, abrigando
comércio variado

Seis anos depois de relativo sucesso, o cine Popular apresenta sinais de desgaste em sua estrutura, ainda mais agravado pela inauguração da TV em Manaus. Em setembro de 1969. A aceitação desta motivou e acentuou o afastamento de grande parte de seus frequentadores.
Para completar a desventura, o prefeito de Manaus, Paulo Pinto Nery (1915-1995), proclamou uma devassa nos cinemas sem condições de funcionamento. O recém-inaugurado diário A Notícia (3 maio 1969), fundado pelo comendador Felix Fink, ainda em sua terceira edição, socorre os cinemas: FECHAR OS CINEMAS, ESSA É BOA! “Nós nada temos a ver com isso, mas em nossa modesta concepção a idéia de fechar os cinemas é simplesmente ridícula.”

Em novembro de 1970, a São Luiz (nome de fantasia do grupo Severiano Ribeiro), escala os cines Odeon e Polytheama como lançadores de novos filmes. No Éden e no Popular, de outra maneira, a empresa resolve modificar o horário das sessões. Somente no domingo seriam apresentados dois filmes distintos, um na vesperal e outro à noite. Além do desconforto, a sujeira e outros inconvenientes constituíam problemas destacados nas casas de exibição de Manaus, como acentua o matutino da empresa Archer Pinto (O Jornal, 5 dez. 1970): “Realmente, a sujeira, o calor, e o mau cheiro reinantes em nossos cinemas causa revolta e humilha a nossa cidade.Somos uma terra em crescimento. Tudo melhorou ou está melhorando. Menos os cinemas que ficam piores, na medida que os dias passam. Uma vergonha.”

No final de 1971, a Prefeitura e o Instituto Nacional do Cinema (INC) passaram a controlar e fiscalizar severamente as atividades das casas de diversões. Para isso, foi nomeada uma “comissão de saúde” que, em conjunto com a Secretaria de Desenvolvimento Comunitário (Sedeco) e o INC, por seu representante local, Alfredo Jackson Cabral (substituído, em 1º jun. 1972, por Afonso Lopes) realizou vistorias nas salas de projeção cinematográfica, encaminhando relatório completo ao Prefeito Paulo Nery. Esta autoridade concedeu o prazo de 30 dias, para que os responsáveis executassem os reparos adequados ao padrão de conforto exigido pela comuna. Ao contrário, não poderiam continuar funcionando.

De todos os cinemas vistoriados pela Prefeitura e pelo INC, o Popular se apresentava em piores condições, especialmente em seu interior. Ali, havia cadeiras soltas, piso de madeira completamente deteriorado e, pior, estava infestado de ratos e morcegos. Diante do quadro, a empresa São Luiz optou pelo encerramento das atividades nesta sala.

Data do fechamento: 28 de junho do mesmo ano, quase 46 anos de funcionamento.


Ed Lincon, autor do texto


Encerradas as atividades do Popular, o arrendatário em Nota ainda apregoava para breve a reabertura, após rigorosa reforma que acabou nunca acontecendo. No ano seguinte, Manaus viu desaparecer quase todos seus cinemas. Odeon, Vitória, Palace, Eden, Polytheama e Avenida encerraram as atividades, restando Guarany e Ipiranga que passariam por reformas parciais.

Mas o Popular ainda ressurgiria... como cine POP (1977-1979).


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Os cinemas de Manaus


Cine Pop (1977-1979)



Três anos depois do fechamento do Popular, circula na cidade o rumor de que o velho “poeira” reabriria as portas. Esse ruído teve o patrocínio da coluna Bazar, assinada por Flaviano Limongi, em A Crítica (1º jun. 1976): “Dizem, dizem, dizem, melhorado, evidentemente, o Cine Popular, poderá voltar a funcionar... dizem, dizem, eu não sei...”
Limongi sabia o que informava. O prédio do Popular foi arrendado por Luiz Moraes (proprietário da Cinemazon, situada à rua Dr. Almino, nº 48, distribuidora e locadora de filmes em 16mm), que o reforma em sua totalidade, para reabri-lo com o sugestivo título de Cine Pop.

Na parte externa, somente uma modificação: em uma das entradas que abria para a rua Silva Ramos houve ampliação e nela foi colocada uma porta metálica, do tipo “enrolar”.
Repetindo o esforço do Popular, o Pop também oferecia ingressos a preços módicos, para concorrer com os demais cinemas da cidade. E, apesar de não ter melhorado o conforto, ainda conservava as cadeiras que pertenceram ao Odeon. Novamente é o Limongi, em A Crítica (4.jan.1977), quem fornece subsídios sobre a inauguração e melhoramentos implementados na “nova” sala de cinema: “Na noite do dia 6, Manaus vai ganhar mais um cineminha. O careca Moraes, bamba no assunto, reformou o antigo “Cinema Popular”, colocou umas trezentas poltronas, tela panorâmica, som ótico, projeção 100% de nitidez, ventilação Fresh-Air System, botou o nome de “Cine Pop” e vai abrir as portas com o filme brasileiro Simbad, o marujo trapalhão, com Renato Aragão e Dedé Santana, em duas sessões [às 19 e 21 horas]. Muito bem!”

No dia da inauguração, a 6 de janeiro de 1977, o ajuntamento de pessoas para a estréia foi tão vultoso, que redundou em portas quebradas e algumas cadeiras danificadas. Nada que ofuscasse a festa de reabertura. Resolvidos esses problemas, já em fevereiro foram exibidas com grande sucesso de público as seguintes fitas: A fúria do dragão, estrelado pelo astro das artes marciais Bruce Lee (1940-1973); Júlia e seus homens, com a atriz holandesa Sylvia Crystel; Sexy e marginal e, ainda, Regina e o dragão de ouro. E, em 16 de fevereiro, outro sucesso de Renato Aragão & Cia., Os Trapalhões na ilha do tesouro.

Este cinema funcionava todos os dias com três sessões: vespertinas (14h e 16h) e a noturna (20h) e, aos domingos, havia a sessão das 21h. Em março, na programação do Pop constavam os seguintes filmes: dia 17, Presas brancas, a partir das 16h; dia 18, em sessão dupla: O destino do Poseidon e O pistoleiro não muito mortal, (14h e 16h); dia 23, Os mais atrevidos dos transplantes; dia 25, Carambola; e, dia 26, a pedidos, no horário das 18h20 e 22h, novamente O destino do Poseidon.

Ainda em 1977, na esteira da vitória do Cine Pop surgiram: o Studio Center, construído pela empresa Bernardino no terceiro andar do edifício Manaus Shopping Center (20 de abril). E o Cinema-2 (inaugurado em 23 de julho), pertencente à empresa Cinemas do Amazonas Ltda., de Jesus W. Leong e Orsine Oliveira (a partir de 1981, a razão social desta empresa é alterada para J. W. Leong Ltda.).

Mas, quem volta ao noticiário é o "cineminha" de Luiz Moraes. A coluna “Sim & Não”, de A Crítica (30 jul.1977), traz uma nota lamentando o mau-comportamento de alguns frequentadores: “Os proprietários do Cine Pop, anteontem, chamaram a polícia para coibir os abusos de alguns baderneiros que estavam promovendo quebra-quebra e perturbando os demais espectadores. Várias chamadas telefônicas foram feitas, mas nenhum policial apareceu. A ordem foi mantida à custo, pelos próprios responsáveis pelo “Cine Pop”.

Ainda em 1977, a 2 de novembro, foi instalada nova tela, vinda de São Paulo, e implantado melhoramento no sistema de som. No dia 8, estreou A Profecia, com Gregory Peck e elenco. A despeito desse esforço, repetidas vezes eram exibidas fitas que haviam saído de programação recentemente dos outros cinemas da cidade. Como aconteceu com King Kong, lançado com sucesso no cine Ipiranga, em setembro e, em dezembro, no Pop.
Outro, Contatos imediatos do 3º grau, que lançado em julho de 1978 no cine Veneza, esteve no Pop em dezembro seguinte. Também as pornochanchadas tinham lugar garantido nesta sala: Deu a louca nas mulheres, O cortiço, Mulher objeto, Procura-se moças de fino trato etc.

Quando completou dois anos de funcionamento, o Cine Pop passou a exibir dois filmes em cada sessão. Em 11 de fevereiro constava da programação: Robin Hood, o trapalhão da floresta, com Renato Aragão e Dedé Santana, e O sanguinário, com Oliver Reed. Em junho, Luiz Moraes decide passar filmes do gênero “kung fu” e épicos como Maciste na corte do czar, Os doze gladiadores, entre outros.

A carreira do Cine Pop, todavia, não teria longa duração. Em 26 de outubro de 1979, exibe na última sessão a película O vento e o leão. Assim, as atividades do “velho poeira” foram encerradas definitivamente.

Há alguns anos, em conversa telefônica com Luiz Moraes, este me explicou que o fechamento do cinema ocorreu devido o proprietário do prédio. Sucessor do fundador, Dr. Alberto Carreira da Silva (falecido nos anos 1980, em idade bem avançada), decidiu não mais alugá-lo, mas vendê-lo pela quantia de dois milhões de cruzeiros. Como Luiz Moraes não dispunha do valor total, o negócio não se concretizou.
Não fosse a intransigência do dono do prédio, Moraes garantiu, certamente o Cine Pop ainda estivesse funcionando. Desenganado com o final da atividade cinematográfica, Luiz desfez-se do material guardado em casa (fotos, pôsteres de filmes etc.).



Última lembrança do Cine Pop. A Crítica. Manaus, 24 ago. 1980


Após o fechamento deste “cineminha”, o prédio foi transformado em depósito de cargas (criminosamente incendiado em 23 de agosto de 1980). Permaneceu fechado durante anos, até ser restaurado e nele instalada uma drogaria. Adiante, funcionou no local uma boate de categoria duvidosa. Atualmente, abriga uma loja de tintas.
Hoje, somente os moradores mais antigos sabem que ali, naquele velho prédio construído em 1909, funcionou um cinema, o inesquecível Popular. Sou feliz porque, na minha infância, tive o privilégio de frequentá-lo ainda que raras vezes.

* Ed Lincon tem pronto um livro sobre Os cinemas de Manaus.


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INSTITUTO BENJAMIN CONSTANT








O Instituto Benjamin Constant foi concebido e construído pelo engenheiro militar e governador do Estado do Amazonas Eduardo Ribeiro, em 1894, em plena fase áurea de borracha (1890 a 1910).Fica localizado na Rua Ramos Ferreira, 1609, centro de Manaus, o prédio foi tombado através do Decreto numero 11.190, de 14.06.1988.Este prédio suntuoso abrigou várias instituições, como o Orfanato, para meninas com idade entre seis e quatorze anos, ficavam por lá até os vinte e um anos, recebendo uma educação com base na cultura religiosa.Funcionou como Colégio Estadual do ensino fundamental, tive a felicidade de estudar as antigas 6ª, 7ª. e a 8ª. séries do primeiro grau. Atualmente, abriga o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas, uma parte, foi desmembrada e formado dois colégios do ensino médio e fundamental, com entrada pela Rua Tapajós.


http://jmartinsrocha.blogspot.com/20...-constant.html
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Minha mãe lecionou no Benjamim dos anos 80 aos 90. Lembro que quando era pequeno costumava ir sempre por lá... Adorava lanchar por lá, e sempre comia croquete de carne e bebia um barezinho. hehehehe
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Old January 5th, 2011, 04:20 PM   #128
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Cidade Flutuante


Existiu na orla do rio Negro, com entrada em frente a praça dos Remédios, um alomerado de flutuantes, que dispunham de arruamento, intitulado de Cidade Flutuante. Tudo sobre as águas. As casas de madeira e palha, claro, os troncos reunidos que serviam de ruas, a distribuição de energia elétrica e o vai e vem do comércio de todas as tendências.
Obviamente que os dejetos de toda natureza acabavam nas águas. Era um espetáculo curioso, mas que depunha contra cidade de Manaus.



Cartões postais da Cidade Flutuante, Manaus, cerca 1964


Constituido há décadas, alcançou a instalação do Governo Militar, em 1964. Coube ao primeiro governador do período, Arthur Reis, desmobilizar a "cidade". Foi realizada utilizando a Força Militar, mandando os moradores para bairros em formação.






Cartão Postal mostrando a Cidade Flutuante, Manaus, c1963


Ainda hoje se discute, não o encerramento do conjunto, mas a forma como se tratou os moradores.


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Old January 14th, 2011, 03:06 PM   #129
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O Cinema da Cachoeirinha (final)

Como aconteceu a outros cinemas de Manaus, o fechamento definitivo do Ipiranga foi inevitável e melancólico. Bem diverso da inauguração, morreu no Dia de Finados de 1983 em triste sessão noturna, em que poucas pessoas na platéia assistiram ao pornô Corrupção de menores.


Além da baixa frequência, outros fatores também contribuíram para o encerramento das atividades do cinema da Cachoeirinha, entre esses, pode-se destacar: gasto bastante elevado com a energia elétrica; multas em decorrência dos boxes instalados no prédio; o aluguel de filmes e a concorrência de cinemas instalados no centro da Cidade.
Em depoimento ao matutino A Notícia (8 dez.1983), Elza Bernardino, esposa de Adriano Bernardino Filho, comenta o encerramento deste cinema e as esperanças dela para o futuro:

“O público do Ipiranga já havia diminuído pela fraca qualidade dos filmes e a situação foi ficando cada vez mais difícil, tornando-se insustentável a manutenção do prédio, que apesar de estar em perfeito estado, era pouco frequentado.



Loja da TVLar no prédio do extinto cine Ipiranga, 2011


(...) Enquanto não houver interesse pelo prédio, o cine Ipiranga continuará fechado. A intenção é arrendar ou vender a alguém que esteja disposto a utilizá-lo como cinema, pois “nada foi mexido”, não tem nada mudado e será triste vê-lo transformado em supermercado ou qualquer outra coisa. Infelizmente o perigo é esse, não tem nada resolvido sobre o destino do Ipiranga. Se puder reabrir, vai ser muito bom, pois além de ser importante para a memória de Manaus, causa uma alegria muito grande aos moradores locais, que já se acostumaram com o seu funcionamento mesmo sem um grande público".


Três anos depois, 154 cadeiras que pertenceram a este cinema foram instaladas no Teatro dos Artistas e dos Estudantes (atual Teatro Américo Alvarez), situado na rua Ramos Ferreira, quase esquina da rua Major Gabriel. Quanto aos projetores, ambos foram transferidos para o cine Veneza (boulevar Amazonas) onde ainda permanecem; bem danificados e entregues ao abandono no que restou da antiga sala de projeção.

Com o fechamento do Ipiranga, o último remanescente de áureos tempos, encerrou-se o ciclo dos cinemas de bairro. O progresso, representado pela televisão e outros recursos tecnológicos, rendeu a velha forma de apreciar as imagens.

Ed Lincon, autor de Os cinemas de Manaus (em elaboração)
Confirmando os temores da esposa de Bernardino, o prédio onde funcionou o cine Ipiranga permaneceu fechado por dois anos, quando foi vendido ao empresário Roberto Daou. Reformado com esmero viu-se transformado em loja de eletrodomésticos da TV Lar.


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Old January 14th, 2011, 03:12 PM   #130
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Terreno do IAPETC, em Manaus


Quando o governador Plínio Ramos Coelho assumiu o governo em 31 de janeiro de 1955 encontrou alguns problemas insanáveis. Para pressionar em busca de solução, deu ciência deles ao povo pelo jornal da Cidade.

Nessa semana reproduzi dele uma notícia sobre a Santa Casa de Misericórdia, sobre o título Curiosidades Históricas. Hoje, ele fala do edifício do extinto Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Empregados em Transporte de Carga, portanto, IAPETC e não IAPTEC, como o articulista grafou e ainda memorialistas o fazem.
Acredito que nada mudou para o IAPETC, que foi por décadas o sinônimo de maior edificação em Manaus. O prédio que pertence ao INSS foi revitalizado e mostra há muito o visual que conhecemos.

Agora, intitulado de O TERRENO DO IAPETC, o saudoso governador revela mais uma desventura de nossa Cidade.



Plínio Coelho A Crítica, 1958


O Amazonas é pouco conhecido por seus filhos, referentemente à sua História. Parece até que somos desmemoriados, pois, em que pese sua curta existência como unidade federativa, quase nada sabemos de sua vida. Afora alguns representantes da velhíssima geração ou uns dois ou três curiosos, raríssimos são os que se interessam por coisas do passado.
Excluindo-se os padres jesuítas, carmelitas e mercedários e outros historiógrafos do período colonial ou do Império, algumas noções nos são dadas por um Agnelo Bittencourt, um Anísio Jobim, um Mário Ypiranga, um Arthur Reis, um Júlio Uchoa... Todos fornecem, em narrativas orais ou em livros ou artigos, informes precisos. Eles mesmos, porém, cochilam algumas vezes.

No que dizia respeito às terras do Estado, então a ignorância é palmar. O Estado ignora o que lhe pertence, não possui um cadastro, não sabe a quem cedeu por compra, doação ou arrendamento as suas glebas. E, de quando em quando, surgem dois ou três proprietários com o mesmo terreno vendido, cedido ou arrendado pelo Estado! Também há o anverso – terrenos que o Estado integrou por desapropriação e compra ao seu patrimônio são vendidos por espertos que se servem de títulos velhos! O governador A. Constantino Nery lutou demoradamente para levantar a “estatística territorial”, declarando caducas algumas concessões, anulando sentenças de aprovação de autos de terras. Nada conseguiu. Deixou o governo sem que o Estado houvesse obtido a “estatística territorial”.

Os livros de Tombo existentes na Fazenda Pública são de pobreza franciscana. Dizem mal, descrevem mal os bens do Estado e são incompletos. Precisam ser atualizados. Requerem renovação. Hão de ser completados. Ainda assim, representam boa fonte de informação.
Lendo, por exemplo, o livro Tombo nº 1, feito por uma comissão que teve como presidente o Dr. Feliciano de Souza Lima, fiquei sabendo que o terreno onde se construíra o edifício do IAPTEC (sic) pertence ao Estado. Foi adquirido por trezentos contos, hoje desvalorizados trezentos mil cruzeiros.

Nessa gleba estavam edificadas varias casas térreas. Numa delas funcionara o “Hotel Comércio”, que de hotel só possuía o nome, pois, realmente, fora um conventilho, segundo explica o histórico que se encontra às pgs. 12 do dito Tombo, de barregãs. Em outra, funcionara o célebre “Eden Teatro”, que recebera atores de renome, funcionando por entre aclamações de entendidos.

Essas casas foram demolidas depois que oEstado as comprara aos herdeiros de D. Olímpia Monteiro de Miranda Leão, Manoel de Miranda Leão e sua mulher, Francisco Xavier da Costa e sua mulher, João Pereira Machado e sua mulher, e herdeiros do comendador Francisco de Souza Mesquita. As escrituras de compra acham-se, excetuada a referente à aquisição dos herdeiros do comendador Francisco de Souza Mesquita, que o Tombo não faz referência, no livro de notas nº 202, do notário João Reis, às folhas 4 e 96, e foram lavrados a 9 de fevereiro e 26 de abril de 1907.

A fim de que se efetivassem essas compras, o governador Constantino Nery baixou o decreto º 721, de 18 de maio de 1905, declarando de utilidade pública todo o quarteirão compreendido, ao Norte, pela praça Pedro II, ao Sul, pela rua Demetrio Ribeiro, a Leste, pela rua Governador Vitório, e a Oeste, pela rua Taqueirinha. O decreto tem a seguinte ementa:
Declara de utilidade pública o terreno e casas entre a Praça da República e ruas Taqueirinha, Demetrio Ribeiro e Governador Vitório (DOE, de 19.05.1905).



Pertencente ao INSS, onde funciona uma agência


Terá passado esse quarteirão para o patrimônio municipal? Se foi doado ou vendido à Prefeitura de Manaus, quando foi baixado esse ato? Foi executivo ou legislativo? São perguntas que deixo a Júlio Uchoa, Mário Ypiranga, Mario Jorge [Couto Lopes] e outros estudiosos. Respondê-las é prestar notável serviço ao Estado, pois os registros oficiais nada explicam. Se não passou, a Câmara Municipal não podia doar ao IAPTEC. A doação, por isso, não tem, nessa hipótese, o mais mínimo valor. O belo edifício do IAPTEC, pois, não está edificado em terreno próprio.

Confesso que soube disso há pouco tempo. Nas discussões que se feriram, na Câmara Municipal ou pela imprensa, em derredor da doação que fez a Prefeitura da gleba estadual que os senhores edis consideravam uma praça, nunca ouvi ou li referência a respeito do verdadeiro dono. O certo é o registro oficial que está no livro Tombo. Até aqui, temos aquele terreno como pertencente ao Estado. E é bom que saiba disso a direção do IAPTEC.


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Old January 14th, 2011, 03:17 PM   #131
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Cervejaria Amazonense, extinta





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Old January 14th, 2011, 03:21 PM   #132
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ARMANDO DIAS SOARES




Armando Dias Soares, nasceu em Coimbra, Portugal, mudou-se para Manaus na década de 50, veio com a intenção de trabalhar com o seu tio Armindo Dias, proprietário da Casa Dias, na Rua Luiz Antony e, da Casa Renascença, na Avenida Joaquim Nabuco.

Desde cedo, aflorou o seu espírito empreendedor – resolveu desvincular-se do seu tio e seguiu a sua “carreira solo”. Foi magarefe no Mercado Municipal Adolpho Lisboa, depois abriu o seu próprio negócio na Rua Xavier de Mendonça, no bairro de Aparecida, era uma venda de secos e molhados e um açougue.

Em sociedade com outro portuga conhecido por Maravalha, abriram um bar chamado Micro Bar, tamanho 10 por 100 m, na Avenida Eduardo Ribeiro, no local existiam diversas mesas de sinuca e era vendida uma famosa batida (bebida); o estabelecimento foi fechado em decorrência da venda do Cine Odeon (o bar ficava ao lado do cine, pertencia ao mesmo dono).

O Armando conheceu a portuguesa Lourdes Soeiro, foi amor a primeira vista, casaram e foram trabalhar juntos no famosíssimo Bar do Armando, no Largo de São Sebastião. Tiveram duas filhas, a Ana Cláudia, pedagoga e administradora dos negócios dos pais e, Ana Lúcia, advogada, casada com um português e mora atualmente em Portugal, ela já deu um netinho para o Armando.

Com o projeto do então vereador Francisco Praciano, em 1998, foi considerado “Cidadão de Manaus” , na Câmara Municipal, passou a ser conhecido por Armando Brasileiro. Chegou a ser cogitado para assumir o Consulado de Portugal, em Manaus, mas ideia não vingou, não era a sua praia ficar carimbando passaportes, o forte dele sempre foi vender sanduiches de leitão e cervejas.

A Escola de Samba Reino Unido da Liberdade, fez uma justa homenagem ao português, com o tema “Armando Brasileiro”, foi consagrada campeã do carnaval de Manaus de 1999. No seu Bar, acontence toda ano o maior e melhor carnaval de rua de Manaus, a famosa Banda Independente da Confraria do Armando - BICA.

O portuga está chegando à casa dos 80, anda um pouco doente, mas, com a ajuda da filha Ana Claúdia e da esposa Dona Lourdes, continua firme e forte no comando do seu e do nosso querido Bar do Armando.

Vida Longa ao meu amigo Armando!


Foto: Rogélio Casado


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Old January 15th, 2011, 01:48 AM   #133
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Lembro com muitas saudades dos Cinemas dos anos 80
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Old January 15th, 2011, 04:08 PM   #134
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Cheguei a ir ao Cine Chaplin e Grande Otelo.

No final da década 90, o Cine Chaplin ficava lotado por causa do ''Eu quero a Nota''
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Amazonas, o melhor destino verde da América Latina (World Travel Market, o Oscar do Turismo)

O Amazonas preserva mais de 90% da sua cobertura vegetal. Quer que essa floresta continue de pé ? Peguem-nos por ela!

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Old January 17th, 2011, 04:47 PM   #135
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Cheguei a ir ao Cine Chaplin e Grande Otelo.

No final da década 90, o Cine Chaplin ficava lotado por causa do ''Eu quero a Nota''
O último filme que assisti em um cinema do centro , foi no Cine Chaplin

Senhor dos Anéis ( Janeiro de 2002 )
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Manaus a Metrópole da Amazônia
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Old January 18th, 2011, 04:51 PM   #136
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O ultimo que vi no cine Chaplin foi o Titanic

la se vao 12 anos
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Old January 18th, 2011, 04:55 PM   #137
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PRAÇA DO CONGRESSO DE MANAUS





Esta Praça foi projetada no período áureo da borracha, chamava-se Praça Antônio Bittencourt, em homenagem ao homem que governou o Estado do Amazonas, no período de 1908-1912, depois passou a chamar-se Praça do Congresso, em decorrência da realização do 1º Congresso Eucarístico da Igreja Católica, realizado no ano de 1942, ocasião em que foi erguido o monumento a Nossa Senhora da Conceição.

Foi a mais famosa e bonita de Manaus, pois foi exatamente naquele local em que o governador Eduardo Ribeiro, iniciou a construção de uma das mais belas edificações de Manaus, a futura sede governo estadual, o sucessor mandou derrubar e projetou um novo prédio, não conseguiu ir em frente, depois, fizerem um mais simples, onde funciona, atualmente, o Instituto de Educação do Amazonas (IEA). Existia também o Palacete Miranda Corrêa (atual edifício Maximino Corrêa) e o Prédio da Saúde (atual loja dos Correios), além de outro palacete, hoje ainda de pé, onde abriga a Biblioteca Municipal João Bosco Pantoja Evangelista. No seu entorno fica o Ideal Clube, local onde a nata da sociedade manauense se encontrava para memoráveis bailes, além da Boite Moranquinho, onde somente os bacanas entravam. Existia também um bela casa, pertencia ao empresário Moisés Sabá, foi derrubada e no local foi construido o Hotel Go Inn.

A praça em si não era tão bonita, não chegava aos pés da Praça da Saudade e a Praça Heliodoro Balbi, porém, todos os maravilhosos prédios em seu redor, formando um belo conjunto, dava um charme todo especial a Praça do Congresso, além de ficar na cabeceira da famosa Avenida Eduardo Ribeiro, onde tudo de bom e de melhor acontecia.

Esta Praça faz parte da minha infância, adolescência e adulta. Estudei no Colégio Estadual Divina Providência, atual Faculdade da Uninorte; da janela da sala de aula presenciei a demolição do Palacete do empresário Miranda Corrêa, para construção de um espigão feio; segundo relatos da minha saudosa mãe, o meu bisavô trabalhou como carpinteiro na confecção das portas do Palacete.

Acompanhei também a demolição do Prédio da Saúde, construíram outro de mau gosto, para abrigar uma agência dos Correios. Alguns anos depois, fui estudar no Colégio Benjamim Constant, começaram as paqueras na praça e as rodadas de sorvetes na Lanchonete Pinguim; posteriormente fui estudar no Instituto de Educação do Amazonas, comecei a frequentar o Bar Pinguim, nesta altura do campeonato, já rolavam umas cervejas.

Fiz o terceiro grau na Faculdade de Estudos Sociais, ficava próxima a praça, todo santo dia passava por lá. Tive o privilégio de participar do comício em prol das eleições diretas para Presidente da República, em 1984, este movimento ficou conhecido nacionalmente como “DIRETAS JÁ”, no comando do Deputado Federal Ulysses Guimarães.

Tudo para mim girava no entorno daquela praça: nasci no Hospital da Santa Casa de Misericórdia; estudei em colégios e faculdade próxima da praça; divertia-me no Luso Sporting Club e no Clube Juvenil; bebericava e paquerava na praça; babava das festas promovidas pelos bacanas no Ideal Club; presenciava os desfiles de Carnaval, Sete de Setembro e Peladão; a minha formatura foi no Teatro Amazonas e casei na Igreja de São Sebastião.





A Praça do Congresso encontra-se, atualmente, abandonada, descacterizada, pichada pelos vândalos, quebrada, as saúvas tomaram conta dos canteiros, serve de dormitórios para mendigos, desocupados e de usuários de drogas. Mesmo com todo esse abandono, por parte da Prefeitura de Manaus, ela ainda é frequentada pelos estudantes secundaristas; nos finais de semana o pessoal do “heavy rock” toma conta do pedaço, além da turma destruidora do Skate e do Grafite; ainda existem barracas de vendas de comidas da culinária baiana e amazonense, além de ser o local preferido para manifestações e discursos de políticos. Aos domingos, um grupo de pessoas do bem, ligados o espiritismo, levam grandes panelas de Sopa de Legumes, distribuem para os moradores de ruas, levam também o conforto espiritual para os mais necessitados.

Não dá para entender o porquê do seu abandono, ela é histórica, está inserida no nosso cotidiano, é lamentável a omissão do atual Prefeito de Manaus. Era a Praça mais bela de Manaus, hoje, está feia, esquecida e abandonada!


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Old January 18th, 2011, 05:02 PM   #138
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Projeto Jaraqui

Sob esta denominação bem regional, intelectuais e técnicos, professores e o próprio povo reuniam-se na Praça da Polícia, abrigados na rotunda (construção do prefeito Araújo Lima). A iniciativa bem sucedida teve início no final dos anos 1970 e adentrou a década seguinte.

O encontro, sem necessidade de mesa diretiva ou de moderador, permitia o debate franco sobre o tema preestabelecido, e tomava o final da manhã do sábado.
Esse encontro do povo aliada à arquitetura da “sede” poderia sugerir uma "ágora" manauense. No intuito, Ramayana de Chevalier, em ensaio (A Gazeta, agosto 1961) reconstrói com sua imaginação superdelirante o movimento dos primeiros filósofos gregos.


ASSIM deveria de ter sido, na velha Grécia. Era na “ágora”, a praça ensaiada e discreta, sob o clima salubre do Mediterrâneo. Por todos os lados, os pregões dos vendedores de azeitonas, enchendo o espaço pela manhã. Cruzavam rudes mergulhadores do arquipélago bronzeados pelo sol do Egeu, mercando lagostas e lulas, ou meninos ariscos, das montanhas do norte, de cestos cheios de figos opulentos. Ao meio-dia, cessavam os rumores. A praça ficava deserta. Atenas ia dormir a sesta, inebriada do vinho de Samos, dos beijos das filhas da Calcedônia. De tardinha, o aspecto era ilustre. Chegavam, lentos e graves, nas suas túnicas, os filósofos.



A Notícia. Manaus, 20 jun.1980


A foto do outro instante trazia uma legenda de sucesso: "O Projeto Jaraqui, do Fórum de Debates da Amazônia, foi um grito que levantou contra o imperialismo e devastação da floresta e a incoerência dos programas governamentais. Do coração da Selva, o Jaraqui gritou para o mundo e foi ouvido".



A Crítica. Manaus, 25 dez. 1980


Enfim, a sede do Projeto Jaraqui na manhã de hoje. Ninguém, apenas os dirigentes do Café do Pina arrumam a loja para o dia seguinte.





Um dia, o Jaraqui entendeu que havia dado seu "recado". Se o mundo ouviu, como queria o jornal de Manaus, desconheço. Sei apenas que o jaraqui voltou para as águas do grande rio.A seguir, dois momentos do trabalho desenvolvido pelos seguidores do Jaraqui. No primeiro, discutiu a questão dos anticonceptivos. Dr. Frederico Arruda estava lá, eu o vi muitos sábados com sua disposição. Para mim, ele era o Projeto.


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Old February 1st, 2011, 04:17 PM   #139
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A Rádio Patrulha e o Fusca

A solenidade hoje na Polícia Militar despertou atenção pelo inusitado. A inauguração de um Sedan Volkswagen, o prosaico Fusca, como um monumento à Rádio Patrulha. O veículo mais homenageado pelo mundo recebe agora do Comando do Policiamento da Área Oeste (CPA), situado no bairro da Compensa, novo registro.



Monumento ao Fusca da Rádio Patrulha, no CPA, em Manaus


O monumento pode ser visitado no quartel do CPA, antigo 5º Batalhão.


A memorável idéia e a realização do projeto pertencem ao tenente-coronel Fábio Pacheco, comandante desta unidade da PM. Oficial entusiasmado com a memória da corporação vem se empenhando em materializar alguns semelhantes planos.
Na ocasião, foram cumprimentados os ex-comandantes (apenas dois prestigiaram, coronel Fernando Oliveira e o autor desse post) e outros integrantes da extinta Rádio Patrulha. Esta unidade da PM operou entre 1972 e 1988. Vejamos alguns detalhes dessa presença.



A Polícia Militar do Amazonas (Pmam), com o advento de o Governo Militar (1964-1985) vinha prosperando. Ainda assim, seu efetivo na Capital cabia no quartel da Praça da Polícia, e seu melhor desempenho estava no policiamento a pé executado pelo Cosme e Damião. A capital amazonense, no entanto, crescia com velocidade espantosa devido a instalação da Zona Franca de Manaus. Em especial, o comércio da Zona Franca.

Em 1972, o comandante da PM, coronel Paulo Figueiredo, decidiu ampliar o serviço de policiamento. Havia necessidade de atendimento mais rápido, portanto, em veículo. A primeira operação foi realizada com picape Ford, onde na carroceria foram instalados bancos de madeira. Diante ao atual código de transito, aquilo era um atentado a segurança, não passaria em qualquer vistoria. Mas, era preciso operacionalizar o serviço.

A solução foi singular para montar o serviço de radio patrulhamento: a aquisição de prosaicos Fuscas, os quais, dotados de um rádio simples para comunicação com o Centro de Operações. Conduziam dois patrulheiros para dois turnos de serviço, com intervalo de seis horas. Ao menos, era essa a escala inicial.


Ainda foi aquele comandante quem debuxou a “planta” do quartel. Localizada na avenida Duque de Caxias, em terreno do extinto Piquete de Cavalaria, ao lado da Maternidade Balbina Mestrinho. Concluídos esses preparativos, em junho de 1972, a Rádio Patrulha inaugurou o serviço. E foi um sucesso.
Surpreendeu a todos, porque atendia com uma presteza marcante. Não cabe aqui discutir os motivos, mas que todos temiam os comandados do capitão Fausto Ventura, seu primeiro comandante. Cinco anos depois, ganhou sede nova, agora pela rua Dr. Machado, onde hoje se aquartela o RAIO. Em 1978, tive o privilegio de comandar aquele pessoal.

A evolução da Cidade exigia cada vez mais e com rapidez maior e mais pronto policiamento. A corporação policial militar respondia como era capaz. Mas esse esforço, com novas unidades, com novos conceitos de segurança, com imposições federais, levou a mudanças. Até a Rádio Patrulha sentiu.
Em 24 de março de 1988, o major Wilde Bentes, comandante da Rádio Patrulha, encerrou a atividade daquele quartel, ainda que os Fuscas seguissem rodando.



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Tanto a PM quanto a PC utilizaram o Fusca , depois ficou batizado o uso da Veraneio conhecido como camburaão , dos anos 70 e 80
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