Tesouros Culturais no Centro de Porto Alegre - SkyscraperCity
 

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Old April 15th, 2008, 11:10 PM   #1
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Tesouros Culturais no Centro de Porto Alegre

Bens tombados no Centro:




Fonte: www.portoalegre.rs.gov.br/vivaocentro











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Old April 15th, 2008, 11:12 PM   #2
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1. Antiga Confeitaria Rocco



End.: Rua Riachuelo, 1
Complemento: esquina Rua Doutor Flores, 465
Tombado: SMC - Secretaria Municipal da Cultura

Nicolau Rocco (1861-1932), natural da Itália, antigo funcionário da famosa confeitaria “El Molino” de Buenos Aires, fundou, em 1892, a Confeitaria Sul-América em Porto Alegre. Em 1910, acompanhando o ‘boom’ imobiliário decorrente do desenvolvimento econômico da cidade, mandou construir o prédio da Confeitaria Rocco.

O projeto, em estilo Eclético, foi elaborado pelo arquiteto e construtor Salvador Lambertini, que faleceu em 1911. A obra foi concluída pelo arquiteto Manuel Itaqui Barbosa Assunpção sendo inaugurada em 20 de setembro de 1912. O edifício destaca-se por sua implantação no terreno de esquina como um bloco monolítico esculpido.

A estrutura do prédio é mista de alvenaria de tijolos de barro e vigamentos de ferro. A área total do imóvel é de 1.560,00m2 distribuídos em quatro pavimentos:
• fabricação dos doces no subsolo;
• confeitaria, com acesso ao público, no térreo;
• salão de festas no 2º pavimento;
• copa e outras dependências no 3º pavimento.
As fachadas são ornamentadas com requintado trabalho em ferro nas sacadas e balcões, colunas e pilastras com capitéis em forma de cabeça de leão, grandes letreiros em relevo ornamental com o nome da empresa, profusa decoração de frisos, cornijas, mísulas e a platibanda com balaustradas.



Nelas estão distribuídos três pares de atlantes, formados por um Atlante jovem e outro idoso. O Atlante jovem representando a América e a Fartura e o Atlante idoso representando a Europa e a Abundância. Os Atlantes suportam com uma mão a sacada e com a outra a cornucópia da fecundidade. O conjunto escultórico no frontispício representa a Luz. A figura feminina central está emoldurada por uma lira tendo ao seu lado duas crianças. Há alusão explícita às artes, em especial à música. O terraço era utilizado como depósito e como local de contemplação da cidade.

A fábrica de doces, confeitaria, salão de chá e de festas, junto à Praça Conde de Porto Alegre (antiga Praça do Portão), era o local privilegiado dos encontros da sociedade riograndense, tanto pela localização e qualificação do imóvel, quanto pela qualidade dos doces. A decoração do interior era luxuosa, com tampos de mármore, entalhes de madeira, pinturas murais de grandes dimensões e iluminação cenográfica. Freqüentaram seus salões, entre outros, Góis Monteiro, Eurico Gaspar Dutra, Getúlio Vargas, Daltro Filho e Mario de Andrade.

Foi tombada pela Prefeitura em 1997.
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Old April 15th, 2008, 11:15 PM   #3
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2. Antiga Provedoria da Real Fazenda



1º sede do Legislativo - Casa Rosada - Prédio da Junta - Futura Sede do Memorial do Legislativo
End.: Rua Duque de Caxias, 1029
Tombado: IPHAE - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado

Prédio mais antigo de Porto Alegre, construído em 1790, abrigou a sede do Legislativo gaúcho de 1835 a 1967, quando o Parlamento foi instalado no Palácio Farroupilha, onde funciona até hoje.

A chamada Casa Rosada foi construída para sediar a Provedoria da Real Fazenda e passou a abrigar o Conselho-Geral da Província, em 1828, que mais tarde foi substituído pelas Assembléias Provinciais, com ampliação das competências. Sua arquitetura original apresentava apenas um pavimento, com planta regular, segundo o estilo colonial que predominava na época.

Foi neste prédio que aconteceu a sessão de abertura da primeira Legislatura, em 20 de abril de 1835. Naquele ano, em 20 de setembro, o confronto entre o presidente da província, Antônio Fernandes Braga e no deputado Bento Gonçalves da Silva, culminou na invasão de Porto Alegre e o início da Revolução Farroupilha. Durante os 10 anos da Guerra dos Farrapos, o casarão teve períodos em que permaneceu fechado. Somente após a Paz de Ponche Verde, assinada em 1845, é que a Assembléia Provincial voltou a funcionar, com a instalação da segunda Legislatura do Parlamento, em 1º de março de 1846. A sessão foi presidida por Lima e Silva, o futuro Caxias.



Em 1860, o prédio ganhou um 2º piso e seu estilo foi alterado - recebeu influências neoclássicas, mantendo elementos originais da época da construção e passa a abrigar a Junta de Administração e Arrecadação da Fazenda, que emprestou o nome ao prédio.

Entre 1835 e 1967 sediou a Assembléia Legislativa. Ali ocorreu a promulgação da 1º Constituinte Republicana do Estado, em 1891. Com a instituição do Estado Novo, as portas do casarão permaneceram fechadas por quase dez anos. O prédio foi totalmente reformado para receber os novos deputados da
terceira Assembléia Constituinte da história gaúcha, instalada em 1947. O casarão foi utilizado pelo Parlamento até a conclusão da nova sede, o atual Palácio Farroupilha, em 1967.

As tratativas para construção do prédio iniciaram em 1956 na gestão do ex-deputado Manoel Braga Gastal (PL), com base no relatório solicitado no ano anterior pelo deputado Victor Graeff, que presidia a Casa. A inspeção concluiu pela condenação da bicentenária construção, recomendando a sua
desocupação urgente. Mas isso só ocorreria em 20 de setembro de 1967 com a conclusão da nova sede, o atual Palácio Farroupilha, inaugurado, na gestão do então presidente Carlos Santos.

No local onde foi erguido o prédio existia uma concha acústica, que seria transferida até o Parque da Redenção, onde mais tarde foi erguido, com recursos da Assembléia Legislativa, o Auditório Araújo Viana. Após a desocupação do prédio, o antigo plenário que por tantos anos serviu de cenário para os mais importantes fatos políticos do Rio Grande do Sul, foi totalmente demolido.

Em 2004, o casarão foi retomado pela Assembléia e passará a abrigar o Memorial do Legislativo, com toda a museografia, banco de dados, fotos, filmes, documentação, mobiliário e objetos antigos que compõem a história da do Parlamento gaúcho, abrindo um espaço de 1.100 metros quadrados no Solar dos Câmara para outras atividades culturais.

O organograma do Memorial do Legislativo é dividido em quatro grandes áreas: Patrimônio, Museu, Acervo Documental e Institucional. O projeto da antiga sede do Parlamento gaúcho, que conta com a contribuição de intelectuais, universidades e empresas, servirá como mais uma opção cultural da cidade, além de resgatar a história do Poder Legislativo gaúcho.

A parceria da Assembléia Legislativa com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) está resultando na organização do acervo documental do Legislativo. O Departamento de Arquivologia da UFRGS está realizando o levantamento dos documentos existentes e o Departamento de História realiza a proposta para utilização do acervo, no espaço.
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Old April 15th, 2008, 11:16 PM   #4
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3. Antigo Cine Imperial (Futuro Conjunto Cultural da Caixa)



Antigo Cine Imperial
End.: Rua dos Andradas, 1051/1073
Tombado: SMC - Secretaria Municipal da Cultura

O Cine Teatro Imperial foi inaugurado em 18 de abril de 1931. Com 1.632 lugares, garantia boa visibilidade em qualquer ponto da sala e foi palco de grandes espetáculos. Considerado o cinema mais luxuoso da época, é um dos exemplares mais sofisticados da arquitetura Art Déco no Brasil, representando uma variante desse estilo arquitetônico que utilizava motivos Marajoara.



O edifício é um dos marcos da verticalização em edificações residenciais no centro de Porto Alegre, que era usualmente empregada para fins comerciais. Passou por duas reformas, em 1960 e 1987, quando foi inaugurado o Cinema Guarani.

Em abril de 2004, foi tombado como patrimônio histórico municipal, a partir de aprovação pelo Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural (Compahc).

O Cine Imperial, propriedade municipal, vai abrigar o Conjunto Cultural da Caixa, que investirá cerca de R$ 13 milhões nas obras de restauração. Os espaços das salas dos cinemas Imperial e Guarani, térreo, mezanino e mais dois pavimentos do prédio de onze andares ficarão sob responsabilidade da Caixa durante 30 anos. Os demais pavimentos, também recuperados, serão utilizados por setores da administração municipal.





Programa Monumenta, que tem recursos do BID para a revitalização de sítios urbanos, por meio da recuperação do patrimônio cultural, também participará do investimento para a recuperação da fachada e cobertura.

O projeto integra o plano de revitalização do centro de Porto Alegre, fazendo parte de conjuntos arquitetônicos da Praça da Alfândega voltados à área cultural, como o Margs, o Santander Cultural e o Memorial do Rio Grande do Sul.

A iniciativa pretende manter a concepção original de cine-teatro, preservando a fachada e outros elementos como pisos, luminárias e escadaria. O Conjunto Cultural, além de sala de espetáculos com capacidade para 800 pessoas, terá salas multimídia e espaços para museu, ambiente climatizado para exposições, mostras de cinema, oficinas e seminários, sala de dança, camarins, vestiários, banheiros adaptados para portadores de necessidades especiais, foyer, cafeteria e livraria. Conforme o engenheiro Ismael Solé, um dos responsáveis pelo projeto, é o primeiro cine-teatro brasileiro a ser restaurado integralmente.
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Old April 15th, 2008, 11:17 PM   #5
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4. Antigo Hotel Nacional



End.: Rua Sete de Setembro, 687/695
Complemento: esquina Rua General João Manoel, 180/184
Tombado: SMC - Secretaria Municipal da Cultura

Seu projeto arquitetônico foi elaborado pelo italiano Augusto Sartori, responsável por inúmeros prédios na Capital, a pedido do comerciante Guilherme Alves, em 1919. Em estilo eclético-historicista, possui seis pavimentos diferenciados uns dos outros por um conjunto de ricos detalhes.

Na década de 40, o hotel entrou em decadência e em 1953 passou a abrigar um escritório de engenharia. Em 1991 um incêndio destruiu praticamente todo o prédio, restando apenas a torre de circulação e a fachada.

Em 2006, o Conselho Municipal do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (Comphac) aprovou o Estudo de Viabilidade Urbanística (EVU) para a reforma e restauração do imóvel. O projeto, assinado pelo arquiteto Evandro Eifler, abrigará uma agência bancária no térreo e salas comerciais nos demais pavimentos.

É um dos imóveis privados relacionados pelo Projeto Monumenta, iniciativa do Ministério da Cultura em parceria com a Prefeitura e a Caixa Econômica Federal (CEF), que receberá financiamento para recuperação.
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Old April 15th, 2008, 11:18 PM   #6
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5. Armazéns do Porto A1,A2,A3,A5,A6, B1,B2,B3



End.: Avenida Mauá, sem número
Tombado: SMC - Secretaria Municipal da Cultura



O conjunto de aterro, cais e edificações portuárias fazem parte das realizações que trouxeram à fisionomia da cidade novos padrões de dinamização, higiene e embelezamento. Representou um imenso esforço do governo e da sociedade do início do século, de modernização urbana e de desenvolvimento econômico do Estado.



Os armazéns A1, A2, A3, A4, A5, B1, B2, B3 e o edifício sede do DEPREC, juntamente com o Pórtico Central e armazéns A e B (considerados patrimônio cultural nacional desde 1983) fazem parte de um conjunto que foi sendo estruturado por etapas, a partir da construção do primeiro trecho do cais defronte à Praça da Alfândega (1911/13), do Pórtico Central e armazéns A e B (1919/22), dos demais armazéns (1917/27) e da sede administrativa do DEPREC (1947).



A estrutura dos Armazéns A1, A2, A3, A4, A5, B1, B2 e B3 é composta por peças metálicas, importada da empresa Daydée, de Paris, e montada no local. A vedação da estrutura é executada em alvenaria de tijolos maciços. O vão livre de cada prédio é de, aproximadamente, 20 metros na transversal e 90 metros no sentido longitudinal.



A altura atinge entre sete e dez metros, correspondendo a um único pavimento. A cobertura compõe-se de cumeeira e calhas dispostas transversalmente, o que dá ao conjunto um coroamento ritmado e contínuo, conformando sucessivos frontões.



As gruas para movimentação de cargas, dispostas em trilhos metálicos na base da estrutura do telhado, os guindastes existentes ao longo do cais e a pavimentação em granito são bens integrados às edificações e compõem o conjunto tombado.
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Old April 15th, 2008, 11:20 PM   #7
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6. Arquivo Público



End.: Rua Riachuelo, 1
Tombado: IPHAE - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado

Construído entre 1910-12 (1ª fase) e concluído entre 1918-21, tendo como arquiteto Alphonse Herbert.

Em 1991 este conjunto foi tombado pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico de Estado – IPHAE.

O Arquivo forma um conjunto arquitetônico composto por três construções: um prédio para abrigar as atividades administrativas e técnicas, e dois pavilhões construídos respectivamente em 1910 e 1920, com características específicas para armazenamento de documentos: possuem teto em forma de abóbada, paredes com espessura entre 0,90 e 1,5 metros, estantes de ferro revestido por cimento, piso de ferro vazado sobre o qual deslizam escadas móveis de ferro e exaustores elétricos. Essas atribuições técnicas asseguram o melhor controle da circulação de ar e da temperatura ambiental além contribuir para a prevenção de incêndios .



O prédio foi criado para armazenar registros civis, escrituras, inventários, testamentos, processos, processos criminais e documentos administrativos governamentais, caracterizando a organização burocrática do novo governo provincial na era republicana.

Possui duas alas que formam um “L”. Uma das faces é um arrimo que demarcava a terminação do auditório Araújo Vianna (onde hoje está situada a Assembléia legislativa do Estado). A outra ala foi completada em 1918.



Um sistema de escadarias conformaria uma ligação natural entre a Praça da Matriz e a área da Praça da Alfândega através do Arquivo Público. Os exteriores são demarcados por pilastras assentadas em base rusticada.



O acervo do Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul é constituído por aproximadamente 18 milhões de documentos referentes ao seguintes poderes:

Poder Executivo: documentos administrativos de diversas Secretarias de Estado, como prontuários do Hospital Psiquiátrico São Pedro e processos de distribuição de terras públicas. Datas-limites: 1868 a 2002.

Poder Legislativo: processos de alterações territoriais de municípios (emancipações). Datas-limites: 1953 a 1994.

Poder Judiciário: aproximadamente 6 milhões de processos, provenientes da maioria dos municípios do Estado. Processos-crimes, medições de terras, inventários, testamentos, etc. Datas-limites: 1763 a 1982.

Registro Civil: certidões de nascimento, casamento e óbito com datas-limites entre 1929 a 1975; habilitações de casamento datas-limites entre 1890 a 1985, expedidas na maioria dos cartórios do Estado. Totalizando cerca de 8 milhões de documentos .

Tabelionatos: livros notariais com escrituras de compra e venda, cartas de alforria de escravos, contratos, hipotecas, etc., oriundos da maioria dos municípios do Estado. Datas-limites: 1763 a 1985.
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7. Biblioteca Pública do Estado



End.: Rua Riachuelo, 1190
Complemento: Esquina General Câmara
Tombado: IPHAE - Instituto do Patrimônio Histórico e IPHAN - Artístico do Estado e Instituto do

Patrimônio Histórico e Artístico Nacional




A história da Biblioteca Pública do Estado começa na Província de São Pedro durante o reinado de Dom Pedro II. Em 30 de março de 1871 o deputado João Pereira da Silva Borges Fortes Filho apresentou à Assembléia Provincial do Rio Grande do Sul um projeto de lei pedindo a criação de uma biblioteca oficial. O projeto foi aprovado e transformado na Lei n° 724 de 14 de abril do mesmo ano, tendo sido sancionado pelo então presidente da Província, Francisco Xavier Pinto de Lima.

Em 21 de janeiro de 1877 a BPE foi instalada e aberta ao público possuindo 1.809 obras em 3.566 volumes. Seu diretor e principal organizador foi o Dr. Fausto de Freitas e Castro. Neste ano atendeu 1483 leitores que consultaram 691 obras.



Em 1891 o RS sofre forte influência do pensamento de Augusto Comte. Júlio de Castilhos imprime então à Constituição do Estado uma linha de orientação positivista. Uma ideologia progressista e ao mesmo tempo autoritária pautou o estilo de seu governo, definindo os rumos do Partido Republicano no sul do Brasil. Borges de Medeiros deu continuidade à obra política e administrativa do Castilhismo.

A Biblioteca Pública é profundamente influenciada por este pensamento, tendo sido anexada administrativamente ao então recém criado Arquivo Público, a partir de 1906. A partir desta data o poeta parnasiano Vitor Silva, nomeado diretor, empenhou-se em dar novas características à Instituição, procurando normas técnicas para os catálogos e introduzindo a Classificação Decimal Universal (CDU) na organização do material bibliográfico.



Com projeto do Arquiteto Alphonse Herbert, em 1912 inicia-se a construção da primeira etapa do prédio da BPE. Em 1915, já autônoma, transfere-se para a sede atual na rua Riachuelo, esquina General Câmara (antigamente conhecidas como Rua do Cotovelo e Rua do Ouvidor). Construído por sugestão de Vitor Silva, a Biblioteca foi projetada por engenheiros das Obras Públicas do Estado.



Tanto na sua fachada como em seu interior apresentam influência da doutrina positivista, utilizando vários estilos em sua representação. A fachada é contornada por 10 bustos dos patronos do calendário positivista, que caracterizam os diversos aspectos do conhecimento - Júlio César, São Paulo, Carlos Magno, Dante, Guttemberg, Shakespeare, Descartes, Frederico III, Aristóteles e Bichat (ficam faltando três personagens do total de 13 - Moisés, Homero e Arquimedes). O projeto original previa linha dupla de janelas para a Rua Riachuelo com medalhões entre elas com retratos de Laplace, Descartes, Camões, Bichat, Sócrates, Plutarco, José Bonifácio e Gonçalves Dias.

Em seus aspectos formais, a fachada mostra um vocabulário de tradição clássica, inspirada em modelos greco-romanos, classificado como neoclássico. Apresenta uma modulação horizontal em dois níveis. No primeiro, a alvenaria apresenta uma rusticação, imitando pedra romana. No segundo, a ordem jônica define o ritmo do projeto. As colunas jônicas estão praticamente embutidas nas paredes. A entrada principal, com seu entablamento, define um módulo vertical na lateral direita. O acabamento é semelhante ao do Palácio Piratini, que na época da construção da biblioteca estava quase pronto.

Os espaços internos combinam diversos tipos de decoração historicista: o salão de leitura é clássico, em estilo Império, enquanto outros ambientes apresentam referências a outros estilos, entre eles o rococó, o egípcio, o gótico e o florentino. A porta principal do vestíbulo é em madeira esculpida e emoldurada em gesso dourado com soleira em mármore. A iluminação elétrica era novidade e foi projetada com requinte e exuberância.

O acesso externo ao subsolo (ou primeiro pavimento) é feito pela rua General Câmara e, internamente, pela área de circulação e escada. Possui um jardim interno, uma área coberta e os seguintes compartimentos: sala de coleções especiais e de coleções doadas, sala de processamento técnico equipada com serviço de computação, sala de pesquisa, setor de empréstimos domiciliares, almoxarifado, Sala da Associação de Amigos da Biblioteca Pública do Estado do Rio Grande do Sul e sanitários. Originalmente havia uma "Sala dos Homens", em conformidade com o espírito patriarcal da época.

No pavimento superior, um hall principal distribui a circulação aos outros níveis. A escadaria metálica foi importada da fábrica Alemã Joly, com parafusos marchetados em forma de flores e peitoril decorado. A esquerda, o usuário encontrava o grande Salão de Leitura que originalmente estava separado em três grandes setores: a Sala de Conferências A, a Sala das Senhoras B, a Sala de Conferências C. Esta possuía uma tribuna em madeira lavrada acompanhada de um grande número de cadeiras em forma de platéia. A Sala das Senhoras tinha uma decoração feminina e floral, em conformidade com a imagem da mulher desejada pela sociedade. Provavelmente, nesta sala, as mulheres tratariam ou pesquisariam assuntos femininos como economia doméstica, educação dos filhos, preparo das filhas para o casamento, namoros, noivados, culinária, bordados, moda, enfim, "assuntos de mulheres".

As Salas de Conferência mantêm a decoração original, com colunas de mármore com capitéis em bronze dourado. Teto e paredes foram decorados com pinturas de Ferdinand Schlatter. As três salas apresentam arcos almofadados com medalhões em bronze dourado com efígies de brasileiros ilustres como José Bonifácio, Visconde do Rio Branco, Quintino Bocaiúva, Joaquim Nabuco, Gonçalves Dias, Araújo Porto Alegre, Machado de Assis, Euclides da Cunha, Raul Pompéia, Olavo Bilac, Castro Alves, Carlos Gomes, Araújo Vianna, Pedro Américo, Victor Meirelles e José de Alencar.

A Sala Borges de Medeiros abrange dois espaços congregados, um para pesquisa e outro de acesso ao elevador elétrico (Otis), que foi um dos primeiros elevadores instalados no estado, representando uma inovação tecnológica para a época. Executado em madeira e ornamentos dourados em estilo gótico florentino, facilitava a circulação de usuários, funcionários, livros e documentos.

Segundo o professor Júlio Nicolau Curtis "o luxo dos reposteiros, o conforto das tapeçarias e o refinamento do mobiliário hospedaram por vários anos o Gabinete da Presidência do Estado". Borges ali despachava enquanto o Palácio Piratini estava em construção. Possuia mobília de Luís XIV, sendo que a mesa era cópia de uma existente em Versailles. As portas laterais abrem para uma área ajardinada, com uma fonte de pedra e uma estátua art-nouveau em cuja base está escrito: "envolve-me um sonho de beleza".



As galerias metálicas para guarda do acervo bibliográfico foram concebidas dentro da concepção de arquitetura da engenharia do século XIX (tal como os interiores do Arquivo Público), quando a figura do engenheiro, com suas estruturas metálicas, sobrepujava a figura do arquiteto. A proposta lembra a estrutura metálica de Henri Labrouste para a Bibliothèque Nationale de Paris (1860-68). É inteiramente metálica, em três níveis, executada em chapas de aço pesando seis toneladas.

O terceiro pavimento possui oito compartimentos: galerias, sala da administração, Sala Mourisca, Sala do RGS, secretaria, sanitário, cozinha e caixa da escada. A decoração do Salão Mourisco, executada por Ferdinand Schlatter, é inspirada no Palácio do Alhambra. Destaca-se a pintura dourada, o mobiliário e as luminárias em estilo gótico florentino e as esculturas. Cada canto possui uma coluna de mármore com bustos de Camões, Shakespeare, Dante e Homero. Um pedestal em mármore azul com colunas duplas abriga uma tortuosa serpente. Dois bustos de Luis Sanguini, de Júlio de Castilhos e Borges de Medeiros e uma escultura da "Esfinge" completam a decoração.

Em 1919 uma reforma modifica o formato da planta baixa, que passa a ter a forma de um U. Em 1920 foram encomendadas 40 colunas para a firma José Vicente Friederichs, um elevador de luxo para o vestíbulo de entrada e parte dos lustres. A porta principal foi alargada e a escada de ferro modificada. O piso foi executado em madeira do Pará: amarelo (pau amarelo) e castanho escuro (acapú), cada sala possui um desenho diferente. Nas arcadas que separam o prédio de sua ampliação foram colocadas 48 colunas de mármore de Carrara, com capitéis de galvano-bronze. Em 1920 foram concluídas as obras de ampliação e, em 1921 o jardim com sua fonte. Neste período a obra foi fiscalizada pelo engenheiro Theóphilo Borges de Barros. O prédio foi inaugurado como parte das comemorações do centenário da Independência a 07 de setembro de 1922.

Em 1944, após vistoria, a Sala de Leitura do subsolo foi considerada insalubre devido à ventilação imprópria e pouca iluminação, sendo transferida para a Sala de Conferências. O mobiliário foi transferido para a Associação Riograndense de Imprensa, retornando em 1960. Em 1956 o prédio perdeu muitas de suas pinturas originais, sob a orientação de Ado Malagoli. A justificativa era que a pintura não tinha valor artístico e não se adequava à arquitetura do prédio.

Em 1960 os Salões Mourisco e Egípcio foram restaurados. Em 1974 a Biblioteca esteve fechada por um ano para reforma: pintura interna e externa, rede elétrica e hidráulica, piso do térreo e do primeiro pavimento, impermeabilização do subsolo, substituição das portas internas e restauração das telas de valor histórico. Em 1972, no governo Triches, parte dos móveis e objetos de adorno forma transferidos para o Palácio Piratini.

Em 1986 o prédio foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (IPHAE) e em 2000 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Neste ano já contava com 100.000 volumes, entre os quais obras raras, sendo a mais antiga de 1519. Cabe salientar que ao longo de sua história tem abrigado diversos tipos de manifestações da sociedade riograndense, desde encontros políticos e literários, até palestras, cursos, conferências, reuniões, concertos musicais, saraus, apresentações de orquestras e, principalmente, atividades da Academia Riograndense de Letras.

A partir de 1996 foi iniciada a informatização do processamento técnico da Biblioteca e constituído o Setor de Multimeios, que oferece acesso gratuito a Internet, e-mail, vídeos e CD-ROM. A Biblioteca mantém um Setor Braille voltado aos portadores de deficiência visual.

O Salão Mourisco oferece uma agenda artística e cultural de março a dezembro em parceria com a Associação dos Amigos da Biblioteca Pública. Através de agendamento são realizadas visitas guiadas para pessoas e grupos.

Novos projetos em implementação visam resgatar as formas originais da Biblioteca (Projeto Monumenta), recuperar seu acervo e ampliar as oportunidades de acesso a todos os públicos a que a Biblioteca se destina.
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8. Cais do Porto - Pórtico e Armazéns A e B



End.: Avenida Mauá, sem número
Tombado: IPHN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e SMC - Secretaria Municipal

da Cultura





O Pórtico Central e os dois armazéns laterais possuem estruturas metálicas encomendadas à Casa Costa Daydée, de Paris. Sua montagem foi iniciada sob orientação do engenheiro francês, Henri Hauser, e concluída, em 1922, pelo engenheiro brasileiro Trajano Ribeiro.

Foi o primeiro imóvel restaurado pelo projeto Monumenta em 2002/2003. Servia de entrada principal da cidade numa época em que os ilustres visitantes chegavam à cidade a bordo dos "paquetes", as embarcações da época.



Os panos de vidro da fachada foram executados pela vidraçaria De Lucca, de Porto Alegre. Sua construção insere-se no contexto de introdução e desenvolvimento no Brasil da arquitetura de estruturas metálicas industrializadas, importadas da Europa.

Apreciada pelo baixo custo do material e pela facilidade de montagem, essa modalidade de construção foi praticada no Brasil, sobretudo entre 1870 e 1920, restando nos dias de hoje poucos exemplares. O antigo cais do porto possuía, além dos armazéns, escadaria de granito rosa, pela qual ligava-se ao conjunto arquitetônico formado pelos prédios hoje ocupados pelo Museu de Artes Ado Malagoli e pelo Memorial do Rio Grande do Sul, a Praça da Alfândega e a Avenida Sepúlveda.

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9. Calçamento da Rua dos Andradas



Rua da Praia
End: Rua dos Andradas, entre a Rua Doutor Flores e a Rua Marechal Floriano
Tombado: SMC - Secretaria Municipal da Cultura

Até 1860, o calçamento da Rua da Praia era formado por uma calha central para a qual as calçadas laterais apresentavam declividade. O sistema de pista abaulada, com sarjetas adjacentes a cada um dos passeios começou a ser construído em meados de 1860/70, primeiramente entre as ruas General Câmara e Uruguai, após estendeu-se até a Rua Marechal Floriano e, posteriormente, até a Rua Vigário José Inácio. Em 1869 foi executado o trecho entre a Rua da Ladeira, atual Rua General Câmara, e Rua Clara, atual Rua General João Manoel. Já o trecho entre a Rua Doutor Flores e Rua Senhor dos Passos foi concluído em 1874.

A partir de 1885 o “novo” calçamento, executado com pedras irregulares, começou a ser substituído por paralelepípedo. Em 1923, sob o governo do Intendente José Montaury, fio introduzido o requinte do calçamento de “paralelepípedos de granito em mosaico”, em duas cores, preservado no trecho entre a Rua Doutor Flores e a Rua Marechal Floriano e entre a Rua Caldas Júnior e a Rua General Portinho.

O calçamento foi substituído por um “Calçadão para Pedestres” entre a Marechal Floriano e General Câmara na administração do Prefeito Guilherme Socias Villela. O trecho entre a Rua Doutor Flores e a Rua Senhor dos Passos foi revestido por asfalto.

Em 1989 o trecho do calçamento entre a Rua Doutor Flores e a Marechal Floriano foi tombado pelo Decreto Municipal n.º 9442. Neste trecho, o leito viário possui aproximadamente sete metros, com calçadas de dois metros e cinqüenta centímetros (em média).

Entre as ruas Doutor Flores e Vigário José Inácio, predominam paralelepípedos cinzas com pequenos losangos de paralelepípedos vermelhos. Já no trecho entre as ruas Vigário José Inácio e Marechal Floriano, os paralelepípedos vermelhos e pretos formam uma malha com grandes losangos intercalados.
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10. Solar Riachuelo, 525



End.: Rua Riachuelo, 525
Tombado: SMC - Secretaria Municipal da Cultura

Construído por volta de 1906 como residência do imigrante português Antonio Francisco Soares, funciona atualmente como centro de eventos de pequenas e médias proporções.

O sobrado é um dos exemplares remanescentes mais antigos localizados em uma das ruas estruturadas da malha inicial da cidade, sendo testemunho da forma de viver das famílias burguesas da época.

Apresenta um esquema de implantação surgido no país na metade do século XIX, com planta em L, fachada sobre o alinhamento, jardim lateral e porão alto. A inserção do jardim lateral proporcionava a ventilação e a iluminação dos ambientes internos, possibilidades até então desconhecidas nas tradições construtivas do Brasil da época. Com o porão alto, as casas conservavam uma altura discreta da rua, protegendo a intimidade, aproveitando o porão para o alojamento de empregados e áreas de serviço. Os elementos de acabamento e decoração da fachada, a simetria, o uso da platibanda para esconder o telhado, e demais elementos como compoteiras, vergas retas e balcão em ferro atendem a expressão do movimento conhecido como Ecletismo.

Em 1956, um reforma descaracterizou o layout interno da casa, adaptando-a para atender as funções sócias da Sociedade Síria. Alguns elementos permanecem inalterados como, por exemplo, as paredes externas, a ornamentação das fachadas, os vãos das janelas e algumas esquadrias.
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11. Casa Riachuelo, 645



End.: Rua Riachuelo, 645
Tombado: SMC - Secretaria Municipal da Cultura

O prédio foi lançado no livro de controle do Arquivo Municipal em 1893 em nome de Firmina Ignácia Soeiro, porém sua construção deve ser anterior a esta data.

Em 1899, passou por escritura pública para a família Ferreira de Azevedo, cujo patriarca era o Comendador João Batista Ferreira de Azevedo, importante comerciante da cidade. O Comendador fundou, em 1856, a firma Azevedo, Bento & Cia. e foi um dos fundadores do Banco da Província, em 1858. Após a sua morte, em 1889, a casa é herdada pela esposa, Generosa Barcellos Ferreira de Azevedo e, em 1933, pelo filho, Felisberto Ferreira de Azevedo, diretor do Banco da Província entre 1917 e 1938, permanecendo na família por gerações. Em 1946, o município concede licença para instalação de uma casa de cômodos.

O sobrado construído em um terreno em aclive, medindo 6.75mx50.00m, com área total de 337.50m2, possuía dois pavimentos com implantação característica do período colonial, fachada no alinhamento e paredes laterais nos limites do lote. A estrutura do edifício era autoportante, construída com tijolos assentados com argamassa de barro. Todas as paredes externas foram executadas com esta técnica e revestidas com argamassa de barro.

A fachada era composta por esquadrias com verga em arco, cercadura de madeira, duas folhas de abrir, com madeira fixa, caixilhos de madeira com vidro e postigo de madeira na pane interna. Já a porta externa tinha duas folhas de abrir sem bandeira. Foi acrescentada ao projeto uma platibanda com cornija - originalmente a água da chuva era despejada sobre a rua e o quintal.

O pavimento superior, possivelmente destinado à moradia dos proprietários, possuía um salão na parte frontal, corredor, escada de acesso ao sótão, duas alcovas, varanda, poço de iluminação e cozinha nos fundos. O acesso principal era localizado no lado esquerdo da fachada, no térreo. A presença de uma soleira, no lado direito, onde hoje existe uma janela, pressupõe que tenha existido um segundo acesso destinado a um armazém.

Em 16 de setembro de 1977, através da lei 4317, o sobrado é considerado de "valor histórico e cultural e de expressiva tradição na cidade de Porto Alegre". O proprietário, Dr. Júlio Zancani de Azevedo, solicita que o prédio seja desapropriado ou excluído da referida lei, para que possa construir um edifício no local. A solicitação foi indeferida pela Prefeitura e a edificação sofreu um processo de degradação.

Em 05 de maio de 1980, é tombado pelo município.

Atualmente resta apenas a fachada principal da casa, escorada por ação do Município.
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12. Casario da Rua Fernando Machado



End.: Rua Coronel Fernando Machado, 464, 472, 480
Tombado: SMC - Secretaria Municipal da Cultura

A área onde foi edificado o casario da Rua Cel. Fernando Machado localizava-se nos fundos do terreno do prédio nº 863 da Rua Duque de Caxias, residência de Antonio Chaves Barcellos Filho.

Antigamente, um pouco acima do local das casas, ficavam as cocheiras do Palácio da Província. O terreno foi adquirido no início dos anos 20. Uma parte da área fora adquirida do Dr. Freitas e Castro e outra do Governo do Estado.

Entre 1927 e 1928, Antônio Chaves Barcellos Filho mandou construir o conjunto de casas sobre a área frente à Rua Cel. Fernando Machado, hoje números 464, 472, 480, 482, 492, 494, 504, 506 e 514. Os construtores das casas foram João Knogl e Theo Backer. Em dezembro de 1929 as casas são vendidas para Felisberto Barcelos Ferreira de Azevedo.



Os prédios formam um conjunto homogêneo com suas nove casas de três pavimentos geminadas. São construídas em alvenaria de tijolos e cobertas com telhas francesas. As coberturas têm a cumeeira longitudinal, perpendicular à fachada da frente e quatro águas.

No nível do passeio localizam-se as portas de entrada e da garagem. A circulação de cada unidade organiza-se a partir do acesso, com aproveitamento do desnível do terreno. Da porta de entrada ergue-se um lance de escada que chega ao primeiro piso do sobrado, que corresponde ao térreo.

Devido à topografia do terreno em desnível, a casa possui três pavimentos em sua parte frontal e dois pisos na parte posterior. Alcançando o topo do lance de escada chega-se a um hall de distribuição. Entre a escada de madeira que leva ao pavimento superior, ficam duas portas, uma para a sala e outra para a varanda.

A sala possui duas janelas e peitoril com floreira voltada para a rua. A varanda (antiga denominação da sala de jantar), fica em direção aos fundos, seguida da copa, cozinha e de um quarto nos fundos.

Em todas estas peças as aberturas são voltadas para o pátio. Este piso corresponde ao térreo.

No terceiro pavimento o hall distribui três dormitórios e um banheiro. O dormitório voltado para a rua tem abertura constituída de porta-janela com sacada, guarda-corpo em ferro trabalhado e floreira.

Os prédios têm as fachadas simétricas, duas a duas, como casas geminadas. No geral, a movimentação nas fachadas é feita pelo desenho das aberturas nos diferentes níveis e alturas dos panos, sacadas e balcão com floreira. Em cima, no coroamento, cinco casas têm saindo da tacaniça no telhado, uma mansarda. Em outras três, o pano da parede ergue-se a partir da parte superior da porta da garagem até a cumeeira de parcela do telhado formando um frontão.

Os ornamentos são definidos com a texturização do reboco, constituindo-se de linhas de textura lisa, na maioria das casas, pintadas em cor diferente do restante da fachada; nos elementos estruturais (vigamento e pilares) simulados. Possui pintura rugosa ou tipo salpique sobre as paredes e detalhes em flores sobre textura rugosa.

As casas no 480 e 514, localizadas nas extremidades do conjunto, são diferenciadas, com entrada lateral que acessa o 1o pavimento através de escada. Ambas possuem fachadas laterais. As demais organizam-se em três tipologias básicas. As de no 480 e 482 são idênticas e espelhadas, bem como as de no 504 e 506. São idênticas e espelhadas as de no 480 e 492, não geminadas. A de no 494 se apresenta isolada.

Desde 1883, o município revelou preocupação em urbanizar a quadra entre Duque de Caxias e Cel. Fernando Machado, onde a ladeira do Morro da Formiga criava dificuldades intransponíveis.

Em 1922, conforme o relatório do Intendente José Montaury, foram ali plantados 20 jacarandás; em 1928, cuidou-se da construção do belvedere e escadaria para a Rua Cel. Fernando Machado, com projeto do arquiteto Christiano de La Paix Gilbert, construção pela empresa do arquiteto Theo Wiederspahn e com ajuda da família Chaves Barcelos, que, sendo dona dos imóveis do quarteirão, custeou um terço do total das despesas.
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13. Casa de Cultura Mário Quintana





Antigo Hotel Magestic
End.: Rua dos Andradas, 726/736/748
Complemento:Rua Sete de Setembro, 563 e Travessa dos Cataventos, 187/165
Tombado: IPHAE - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado





A construção do edifício do Hotel Majestic, hoje Casa de Cultura Mario Quintana, ocorreu entre os anos de 1916 e 1933. O prédio foi projetado pelo arquiteto Theodor Alexander Josef Wiederspahn, nascido na Alemanha, residente no Brasil desde 1908. Em 1916 tiveram início as obras e, em 1918, foi concluída a primeira parte do edifício. Em 1926 foi projetada a parte leste. Ao final da obra, em 1933, o Majestic possuía sete pavimentos na ala leste e cinco na parte oeste. O estilo do prédio mistura formas, procurando dar impressão de grandiosidade.

Foi o primeiro grande edifício de Porto Alegre em que se utilizou concreto armado, sendo concebido para ocupar os dois lados da Travessa Araújo Ribeiro. Interligando a construção, grandes passarelas, embasadas por arcadas e, contendo terraços, sacadas e colunas. O projeto do hotel foi considerado muito ousado para a cidade, pois a idéia das passarelas suspensas sobre a via pública era inédita na época.

A potencialidade do setor hoteleiro, na época, fora percebida pelo empresário Horácio de Carvalho, homem ligado ao ramo da importação e exportação que, em maio de 1913, protocolou, na Intendência Municipal, um pedido de licença para pagamento de impostos referentes à construção do edifício do futuro hotel.

Os anos 30 e 40 foram os de maior sucesso do Majestic, período em que nele se hospedaram desde políticos importantes, como Getúlio Vargas, a artistas famosos, como Virgínia Lane e Francisco Alves. Porém, nas duas décadas posteriores, o hotel foi vítima da desfiguração que atingiu o centro da maioria das cidades brasileiras - em decorrência do período denominado "desenvolvimentista" -, passando a sofrer a concorrência de novos hotéis que contavam com instalações mais amplas e modernas.

Os antigos hóspedes foram aos poucos sendo substituídos por lutadores de "cath" e luta livre, além de solteiros, viúvos, boêmios e poetas solitários como Mário Quintana, nascido na cidade gaúcha de Alegrete mas que adotou Porto Alegre como sua cidade de coração. O escritor viveu no hotel entre 1968 e 1982, no apartamento 217.

A história da Casa de Cultura Mário Quintana tem início em julho de 1980, com a compra do antigo prédio do Hotel Majestic, pelo Banrisul, no governo de Amaral de Souza. O negócio foi feito para que o Governo do Estado pudesse comprá-lo, já que o Poder Público não dispunha de recursos suficientes para cobrir o valor real.





Em 29 de dezembro de 1982, o Governo do Estado adquiriu o Majestic do Banrisul e, um ano mais tarde, o prédio foi arrolado como patrimônio histórico, tendo início, a partir de então, sua transformação em Casa de Cultura. No mesmo ano, através da Lei 7803 de 8 de julho, recebeu a denominação de Mario Quintana, passando a fazer parte da então Subsecretaria de Cultura do Estado. Os espaços tradicionais da Casa de Cultura Mario Quintana estão voltados para o cinema, a música, as artes visuais, a dança, o teatro, a literatura, a realização de oficinas e eventos ligados à cultura.

Eles são os seguintes:
Galeria Augusto Meyer, Complexo Bruno Kiefer, Teatro Bruno Kiefer, Sala Eduardo Hirtz, Biblioteca Érico Verissimo, Espaço João Fahrion, Auditório Luís Cosme, Discoteca Nato Henn, Sala Paulo Amorin, Espaço Romeu Grimaldi, Espaço Vasco Prado, Biblioteca Armando Albuquerque, Teatro Carlos Carvalho, Espaço Elis Regina, Espaço Fernando Corona, Biblioteca Lucília Minssen, Espaço Maurício Rosemblatt, Sala Norberto Lubisco, Sala Radamés Gnattali, Galeria Sotero Cosme, Galeria Xico Stockinger.
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Old April 15th, 2008, 11:38 PM   #15
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14. Catedral da Santíssima Trindade da Igreja Episcopal do Brasil



End.: Rua dos Andradas, 880
Tombado: SMC - Secretaria Municipal da Cultura

A catedral, que pertencente à Igreja Episcopal Anglicana do Brasil – Província da Comunhão Anglicana, teve sua construção iniciada em 1900 e foi inaugurada em 1903, sendo o primeiro trabalho dos anglicanos no sul do Brasil.

O prédio é caracterizado por arquitetura neogótica. O engenheiro do projeto foi John Meen e o construtor Francisco Tomatis que, com seu irmão, construiu inúmeros prédios históricos em Porto Alegre. Por falta de recursos, a construção não foi realizada conforme o projeto arquitetônico original que incluía uma alta torre.

Na fachada destaca-se a nave central, mais elevada, com cobertura em duas águas e pórtico no alinhamento. O corpo central é salientado por pináculos. As aberturas são em arcos ogivais.

O retábulo de madeira atrás do altar mor, entalhado na década de 20, foi o primeiro elemento tombado pelo Município. Em 1981 toda a Catedral foi tombada.

A partir da década de 30, foram colocados vitrais coloridos com cenas bíblicas e símbolos cristãos, doados por membros da Igreja e confeccionados por artífices alemães da antiga Casa Genta, especializada em vitrais clássicos confeccionados com vidro importado e chumbo.

A galeria para o coro, acima da porta principal, foi construída em 1945 pela Construtora Barcelos e Cia. Ltda. Em 31 de dezembro de 1949, a Igreja da Santíssima Trindade foi elevada à categoria de Catedral, sede da Diocese Meridional de Porto Alegre. Nela está a Cátedra do Bispo Diocesano.
Em 1957 uma reforma no piso da Igreja,substituiu o piso de madeira por ladrilhos.

O sistema atual de iluminação foi instalado na década de 70 e o desenho dos lustres foi feito por Jaury Lopes dos Reis.

Em diversas partes do mundo, as igrejas anglicanas se tomaram autônomas, ou seja, igrejas nacionais ou regionais (incluindo parte de uma nação ou mais de uma nação), formando o que hoje se chama províncias anglicanas ou igrejas anglicanas em permanente comunhão com Cantuária. Esse conjunto de províncias, igrejas nacionais ou regionais forma a grande família da Comunhão Anglicana.

No Brasil, a igreja anglicana se chama Igreja Episcopal Anglicana do Brasil. A expressão episcopal indica que é governada por bispos e a palavra anglicana, antes de significar inglês, aponta para a grande família cristã internacional. Os anglicanos celebram a sua liturgia em terras brasileiras desde o início do século XIX.



Entretanto, a igreja voltada especialmente para os brasileiros começou intencionalmente em 1890, quando os missionários americanos Lucien Lee Kinsolving e James Watson Morris estabeleceram a primeira missão em Porto Alegre. No ano seguinte, chegaram William Cabell Brown, John Gaw Meem e a professora leiga Mary Packard. Esses cinco missionários podem ser considerados como os primeiros fundadores da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil em solo brasileiro.




O primeiro culto na liturgia anglicana foi realizado em 1º de junho de 1890, em Porto Alegre que na época, tinha 60 mil habitantes. Logo depois estabeleceram missões em Rio Grande e Pelotas que, juntamente à capital do estado, se transformaram em importantes centros estratégicos para a expansão e desenvolvimento da nascente igreja. Hoje a Igreja Episcopal tem templos, missões e instituições educacionais e assistenciais em 150 diferentes localidades do país, concentrando-se a maior parte no Rio Grande do Sul. Ao longo de sua centenária história, acumulou uma relação de 95 mil membros batizados e 45 mil confirmados.

No mundo, os anglicanos são mais de 70 milhões de membros espalhados por 38 províncias, 450 dioceses em 165 diferentes países nos hemisférios norte e sul. Seus cultos seguem a liturgia anglicana, semelhante à missa católica. Sua doutrina é eclética e abrange evangélicos, anglo-católicos e liberais, é forte apoiadora do movimento ecumênico. É administrada por um governo epicospal.

Atualmente é uma igreja de alinhamento teológico moderado para liberal e litúrgico voltado ao anglo-catolicismo.
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15. Centro Cultural CEEE Érico Veríssimo





Museu da Eletricidade - Antigo Prédio da Força e Luz
End.: Rua dos Andradas, 1223
Tombado: IPHAE - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado

Construído entre os anos de 1926 e 1928 pelo engenheiro Adolfo Sterne. Em 1929 recebeu a inscrição Força & Luz na fachada. Ao todo são 2.775 m² de área construída em plena rua dos Andradas, região central de Porto Alegre.

Inicialmente a obra tinha como objetivo ampliar as dependências do famoso Clube dos Caçadores, ponto de encontro obrigatório de políticos e intelectuais. Por ser utilizado nesse período como casa de jogos, foi cognominado “Palácio das Lágrimas”, devido ao choro dos apostadores que perdiam seu dinheiro no clube.

Em estilo eclético, mas com influência francesa do início do século XX, o edifício foi tombado em 1994 pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico do Estado do RS.

Nestes 74 anos de vida, um incontável número de reformas descaracterizaram o interior da obra.

Apenas o 5º e o 6º andar preservaram o traçado original, já que as pequenas salas foram destinadas à administração do Centro Cultural.

Alguns detalhes enriquecem ainda mais o prédio, como os gradis de ferro nas sacadas em estilo art-noveaux e o mármore de Carrara, que reveste as escadas e o saguão de entrada.

A reciclagem do edifício, integralmente patrocinada pela CEEE, através da Lei de Incentivo à Cultura, custou R$ 4,4 milhões e durou 2 anos. Tendo o arquiteto Flávio Kiefer como responsável, a obra proporciona acessibilidade universal aos usuários. Quatro plataformas elevatórias e um elevador portátil garantem liberdade a cadeirantes e pessoas portadoras de deficiência.

A segurança também foi priorizada pelo arquiteto, que garantiu um sistema integrado de prevenção a incêndios, com sprinklers, escadas internas pressurizadas e saída de emergência para a Rua dos Andradas, através de um túnel que atravessa o prédio. Além deste itens, o espaço foi totalmente climatizado nos seis andares e possui geradores de energia próprios, garantindo mais segurança e tranqüilidade em todos os eventos.

Em 2002 foi inaugurado o Centro Cultural CEEE Érico Veríssimo, um local voltado especialmente para as culturais relacionadas à literatura.

O Centro Cultural CEEE Erico Verissimo é o resultado de um esforço conjunto entre a CEEE (Companhia Estadual de Energia Elétrica), a ALEV, Associação Cultural Acervo Literário de Erico Verissimo e a PUCRS, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. No local, além do acervo de Erico Verissimo, o público tem acesso às obras de outros autores, como Mario Quintana, Josué Guimarães, Reynaldo Moura, Dyonélio Machado, Pedro Escosteguy, Zeferino Brasil, Francisco Fernandes, Lila Ripoll e Manuelito de Ornellas, totalizando uma coleção permanente de cerca de 50 mil itens.

O Museu da Eletricidade do Rio Grande do Sul, órgão cultural da CEEE, também possui espaço nobre no Centro Cultural. Reformulado, o Museu tornou-se mais interativo, oferecendo experimentos que instigam a participação do público.
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16. Centro Cultural Usina do Gasômetro



End.: Avenida Presidente João Goulart, 551
Complemento: Rua General Salustiano, 21
Tombado: IPHAE - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado e SMC - Secretaria Municipal da Cultura





Em 1928 a Cia Energia Elétrica Riograndense (CEERG) - subsidiária da multinacional americana Eletric Bond and Share que geriu a eletricidade e o transporte elétrico de Porto Alegre até 1954 - assume o monopólio do setor de produção e distribuição de energia elétrica e a gás na capital, substituindo as usinas Cia Fiat Lux, Cia Força e Luz Porto-Alegrense e a Usina Municipal. Segundo o contrato, a nova Companhia deveria manter em funcionamento aquelas três usinas e construir uma nova termoelétrica.

A usina termelétrica do Gasômetro foi inaugurada no dia 11 de novembro 1928, na então chamada Praia do Arsenal, produzindo energia de carvão vegetal. Sua importância histórica é inegável, pois foi palco da industrialização ainda incipiente no Brasil.

O complexo arquitetônico recebeu esta denominação devido à proximidade com a antiga Usina de Gás de Hidrogênio Carbonado que fornecia gás destinado à iluminação pública e abastecimento de fogões, construída em 1874. Localizada às margens da Rua Washington Luiz, antiga Rua Pantaleão Telles, no perímetro popularmente chamado de "volta do Gasômetro", compreendido entre as ruas Pantaleão e General Salustiano.



O projeto veio da Inglaterra, assim como todas as máquinas e materiais. Foi uma das primeiras edificações em concreto armado do Estado. Possui fechamento em alvenaria de tijolos, com aberturas definidas por grandes esquadrias de caixilharia de aço.

O edifício era dividido em 3 casas (Casa das Caldeiras, Casa das Máquinas e Casa dos Aparelhos). "A Casa das Caldeiras" - com pé-direito em torno de 20,00 m - é constituída por grandes pórticos que sustentam cinco tremonhas. Estas, após receber o carvão, distribuíam combustível por gravidade aos cinco fornos existentes no térreo.

A “Casa das Máquinas" possuía um único piso dividido por blocos de concreto que serviam de apoio aos turbos-geradores. Abaixo deste nível existia um conjunto de tanques para arrefecimento dos equipamentos, que se comunicava diretamente com o rio. Acima deste conjunto de fundações, ficava a sala dos turbos-geradores. Este espaço era amplo e sem anteparos, com paredes revestidas com azulejos brancos. Acima, na laje do forro, existia um lanternim com venezianas para aeração natural que caracterizam, hoje, o 5º e 6º pavimentos.



A "Casa dos Aparelhos" continha o conjunto de apoio: transformadores de distribuição, administração e serviços. Era coberta por um grande terraço com laje impermeabilizada dee 780,00 m2.

A fundação é formada por imensos maciços de concreto, assentados sobre rocha granítica no nível 1,50m.

A chaminé de 117 metros foi construída em 1937 durante a administração de Alberto Bins para amenizar os problemas causados pela emissão de fuligem.

Devido à crise do petróleo e à falta de condições de atender à demanda de energia, em 1974 a usina foi desativada. Após algumas tentativas de demolição, que foram evitadas graças à reação da sociedade civil, em 1982 a Eletrobrás transfere para o município o uso do terreno. Neste mesmo ano, o governo estadual tomba a chaminé e, em 1983, o governo municipal tomba o prédio.



Desde 1991 a Usina do Gasômetro funciona como Centro Cultural. Os 18 mil metros quadrados de área abrigam auditórios, salas multiuso, anfiteatros para vídeo e atividades múltiplas, laboratório fotográfico, estúdio de gravação, videoteca, espaços para exposições, centro de documentação com biblioteca, cinema, teatro e praça de variedades com restaurante e bares.

Administrada pela Prefeitura, conta com espaços para exposições no térreo, como a Galeria Iberê Camargo e a Galeria dos Arcos, esta última exclusiva para mostras fotográficas. No segundo andar está o Teatro Elis Regina, com 745m². A Sala P. F. Gastal, situada no terceiro andar, é a primeira sala de cinema municipal. Com capacidade de 118 lugares em 292m², homenageia o jornalista e crítico de cinema gaúcho Paulo Fontoura Gastal.

O térreo conta ainda com recepção, saguão utilizado para eventos, exposições e feiras, loja, Usina do Papel (espaço utilizado para reciclar papel e realizar oficinas) e Memorial da Usina.

O segundo andar possui espaço para grandes eventos, feiras e exposições, além de bar e terraço. Com palco para eventos, seminários e conferências, a Sala Julieta Battistioli (em homenagem à primeira vereadora de Porto Alegre) possui capacidade para 250 pessoas.

No terceiro andar está a TV Usina-Vídeo Wall, com nove monitores e programação mensal de vídeo, além das coordenações de Cinema, Vídeo e Fotografia, Nativismo e Tradicionalismo. O Programa Nacional de Incentivo à Leitura/Região Metropolitana de Porto Alegre (Proler/RMPA) também conta com espaço neste pavimento. O quarto andar tem uma área de 403m² para exposições e terraço com vista para o Guaíba e para o Centro da cidade.

O quinto andar possui uma sala para ensaios e duas salas multiuso com capacidade para 40 lugares. Lá está ainda a Galeria Lunara, inaugurada em 26 de junho de 2001 e que homenageia um dos pioneiros da fotografia local, Luís Nascimento Ramos, o Lunara. Em suas fotos, ele fez registros memoráveis da cidade, nas primeiras décadas do século XX. Na sala 503 está um acervo climatizado de filmes e vídeos da SMC, sob a responsabilidade da Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia.



A área do sexto andar é utilizada pela Direção, Núcleo de Serviços Gerais e pelas coordenações do Carnaval, da Descentralização, das Manifestações Populares, Setor de Mostras, equipe do Acervo Artístico e Conselho Municipal de Cultura. A Usina apresenta ainda um espaço externo privilegiado, com amplo estacionamento, local para shows e o Bar Chaminé Usina.

Em 2007 a Usina passou por algumas reformas internas, incluindo repintura de seu exterior e previsão de reforma do Teatro Elis Regina, hoje uma sala adaptada para espetáculos teatrais, que receberá uma nova conformação de seu espaço físico e equipamentos.

A Usina do Gasômetro é um dos pontos mais tradicionais de contemplação do pôr-do-sol da cidade, às margens do Lago Guaíba.
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17. Chalé Praça XV



End.: Praça Quinze de Novembro, sem número
Tombado: SMC - Secretaria Municipal da Cultura





O Chalé da Praça XV, localizado em frente ao Mercado Público, na Praça XV de Novembro, antiga Praça do Paraíso - ponto de grande importância para a cidade no século passado - é um dos mais tradicionais Bar Chopp Restaurantes de Porto Alegre.

Em 22 de agosto de 1884 foi prevista a construção de um quiosque, destinado à comercialização de sorvetes e bebidas. Em 1885 é concedida a primeira licença para ocupação do Chalé. Inaugurado em 22 de novembro do mesmo ano, o bar era freqüentado pela alta sociedade (principalmente de origem alemã), substituída, aos poucos, por boêmios e intelectuais que desembarcavam no terminal dos bondes.



Em 1909 foi construído um "pavilhão restaurant" em substituição ao velho Chalé. Em 1911, o Poder Público Municipal substituiu o antigo chalé de madeira por um prédio composto por estruturas inglesas de aço desmontável e vidros que vieram da Feira Internacional de Buenos Aires.

Em estilo bávaro, com traços art-noveau na decoração, principalmente nos gradis de ferro com motivos florais, o edifício manifesta a influência exercida pelo “Pitoresco” na arquitetura Eclética predominante no período, principalmente nos equipamentos relacionados ao lazer. A planta baixa em esquema radiocêntrico, a simetria das elevações e a referência ao chalé e ao quiosque, evidenciam a hegemonia desta tendência.



A edificação é composta de dois pavimentos em planta octogonal, mais subsolo e mezanino, totalizando 195,23m² de área construída. O pavimento térreo abriga o salão principal do restaurante e possui piso de ladrilho hidráulico decorado com motivos geométricos em branco, preto e cinza. Sobre a entrada principal, há um pequeno mezanino acessado por uma escada metálica móvel e sustentado por tirantes. O pavimento superior é constituído por um octógono menor com telhado de várias águas ornamentado com lambrequins, rodeado por um terraço com gradeamento metálico.

Os pilares, as decorações metálicas e os painéis modulares de madeira e vidro que compõem a fachada demonstram as inovações tecnológicas ocorridas na virada do século XX que influenciaram a arquitetura.

A segunda reforma aconteceu em 1971, após um incêndio



O imóvel atravessou décadas como restaurante, passando por um processo de degradação que resultou na revogação do contrato com o permissionário em 19 de setembro de 1997.
Em 25 de junho de 1998, o Chalé foi tombado pelo Patrimônio Histórico Municipal.

Com a restauração do mercado, a criação dos calçadões e a reforma dos terminais de ônibus, a região passou a ser revitalizada. O célebre Chalé da Praça XV, fechado a mais de dez anos, passou por uma reforma completa em 1999, custeada pelo Senac, novo permissionário, para abrigar um restaurante com cardápio típico da culinária gaúcha, a exemplo do que funciona no Pelourinho, em Salvador.

A reabertura do Chalé foi saudada por gaúchos ilustres, como o escritor Moacyr Scliar, freqüentador da casa desde o tempo dos bondes: "Este é um espaço afetivo na vida de Porto Alegre", resume.

Após dois anos de funcionamento o restaurante é fechado e o contrato rescindido. Neste mesmo ano, o prédio passa a abrigar o Restaurante Boccato, especializado em culinária regional e internacional com capacidade para 310 pessoas, incluindo a parte externa.
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18. Cinemateca Capitólio



Antigo Cine Capitólio
End.: Avenida Borges de Medeiros, 108
Complemento: esquina Rua Demétrio Ribeiro, 1079
Tombado: SMC - Secretaria Municipal da Cultura

Inaugurado em 12 de outubro de 1928, o Cinema Capitólio era de propriedade do alfaiate José Luiz Faillace, tinha capacidade de 1.295 lugares, numa área de 1.300 m². Na década de 30, época em que os cinemas ocupavam um lugar de sociabilização na sociedade, foi o cinema mais importante de Porto Alegre.

Estabeleceu um convênio com os dois maiores produtores de filmes da época, o United Artists e a R. K. O. Radio. O filme “Voando para o Rio” marcou o início deste convênio. Além de filmes exibia peças de teatro, bailes de carnaval e até concursos de misses.

Foi construído e projetado pelo arquiteto Domingos Rocco em estilo eclético com ornamentos voltados para a arquitetura colonial açoriana, pesquisada pelo arquiteto. Sua fachada era de ciréx ocre, e interior em tons de bege e branco com degraus de granitina, conferindo ao prédio suntuosidade.

Na década de 60, o mercado do cinema entra em colapso, e os cinemas de calçada, como eram chamados, começam a fechar. Em 1969, o Capitólio é arrendado para o Grupo Serrador, de São Paulo, que muda o nome para Cinema Premier. No final da década de 70, o cinema volta a ser denominado Capitólio.

Ainda em crise, na década de 80, passa a exibir filmes pornográficos até o seu fechamento, em 30 de Julho de 1994. O Capitólio foi desativado ao lado dos antigos Cinemas São João e Marrocos. Era o fim dos cinemas de calçada. Em um artigo publicado na Zero Hora, Tuio Becker relembra os tempos de gloria dos cinemas de bairro:

A decadência destas três salas de cinema que já estiveram entre as mais tradicionais de Porto Alegre cumpre um ciclo ditado pelo nome de consumismo voltado para as colméias que se tornaram os Shoppings”.

Sem ter como manter a casa, nem atrair investimentos, os arrendatários entregam o imóvel para a família que transfere a propriedade ao Município em total decadência: rebocos caídos, vazamentos, goteiras, ornamentos quebrados, entre outros estragos. Através da Lei 365/95 o prédio é transformado em patrimônio histórico municipal.



A discussão sobre a criação de um centro cultural unificado no Centro da cidade estava em pauta na Câmara Municipal já em 1991. Em 1995, o SESC, através de um convênio com a Prefeitura, assume a restauração do prédio, orçada em R$ 1 milhão, e se responsabiliza pela administração do local. Pelo convênio, a cessão do local ao SESC deveria durar 50 anos. O projeto SESC Capitólio (ou Instituto Policultural Cine Theatro Capitólio) é lançado oficialmente em 23/11/97, mas o projeto não vingou.

Em 2001 o edifício passou por uma reforma no telhado - substituição da cobertura e o prédio foi escorado, em uma área de 448 m², de forma emergencial.

Em 2004 é retomada a recuperação do Capitólio, numa parceria entre a Prefeitura de Porto Alegre, a Fundacine, e a Associação dos Amigos do Cinema Capitólio – AMICA - tendo como principais intervenções a entrada de energia, sub-estação, drenagem, demolições, estruturas de concreto e limpeza. Os recursos financeiros necessários são captados junto à iniciativa privada e aos poderes públicos estadual e federal, através dos benefícios fiscais promovidos pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura e pelo PRONAC.

O projeto arquitetônico foi elaborado pelos arquitetos Marcelo Fernandez e Telmo Stensmann, com a supervisão da Equipe do Patrimônio Histórico e Cultural da Secretaria Municipal da Cultura e do Escritório de Projetos e Obras da Secretaria Municipal de Obras e Viação e procurou preservar as características do monumento. O tombamento do prédio pelo patrimônio cultural do Município define as diretrizes de intervenção. Os novos elementos procuram se apresentar como ação atual, evitando a tentação de mimetizar o antigo ou de competir com as estruturas preservadas.

A função-âncora do Capitólio será representada por uma instituição chamada Cinemateca Capitólio, catalisadora de agentes, acervos, tecnologias e políticas de preservação, recuperação, difusão, crítica e reconhecimento do patrimônio audiovisual gaúcho.

O desenvolvimento do audiovisual gaúcho tem ficado bastante evidente no volume inédito da produção de longas-metragens, que credencia o Estado como o mais importante pólo produtor de obras audiovisuais fora de Rio e São Paulo. Este projeto vincula-se aos programas em implementação de desenvolvimento da indústria audiovisual, e apresenta ao país uma instituição destinada à formação de públicos em vários níveis, viabilizando iniciativas para a valorização da crítica, a coleta de informações sobre os públicos e a preservação de acervos importantes.

O acervamento e a pesquisa sobre a produção audiovisual gaúcha são apenas o mote para uma instituição marcada pela fomação e trato direto com os públicos e pelo manuseio dos signos e imagens produzidas pela televisão e pelos cineastas locais. Estarão na Cinemateca a Escola de Pelotas e a de Porto Alegre, Teixeirinha e Ilha das Flores, a produção em Super-8 e os cinejornais, Vento Norte e os filmes de Antônio Carlos Textor, a vigorosa produção curta-metragista dos anos 80 e 90 e Anahy de las Misiones.

Exposições de cartazes e fotos ou da indumentária gaúcha de Netto Perde Sua Alma poderão conviver com a programação da sala de cinema, das oficinas e da biblioteca. Clássicos do cinema disputarão espaço com o lançamento de novas produções. A opinião e o gosto do espectador serão objeto de pesquisa, assim como a história e a arte da televisão no Rio Grande do Sul e dos cineastas do Brasil.

A criação dessa instituição, em um prédio pleno de história e significados, se aliará a uma série de outros serviços próprios de um centro cultural de uso múltiplo. Contará com uma sala principal de exibição, com lotação de 188 lugares, cinco salas para exibição de recursos multimídia com espaço para pesquisa, café, lojas e salas de exposição.
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19. Clube do Comércio



End.: Rua dos Andradas, 1079/1085/1089/1091
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O Clube do Comércio foi fundado em 1896 por comerciantes e feirantes que escolheram a Rua da Praia, onde a atividade terciária concentrava-se na virada do século, para construir sua sede.

Localizada em frente à Praça da Alfândega, antiga Praça da Quitanda, a sede teve sua construção iniciada em 23 de junho 1938 pela firma Dahne, Conceição e Cia., sendo concluída e inaugurada em 16 de dezembro de 1939.

Foi um dos clubes mais tradicionais da sociedade porto-alegrense e teve a primeira boate do Brasil com luzes coloridas. O prédio representava um marco ao bom gosto e distinção - espelhos de cristal rosado e vidro de cristal negro foram importados da Europa. Em estilo eclético, com detalhes Art Déco e Art Nouveau, o volume externo do edifício compreende uma estrutura de 13 pavimentos revestidos de sirex rosa.

O Clube ocupa os quatro primeiros pavimentos destacados pela diferenciação da fachada que é composta por um embasamento tratado de forma especial, com uma grande porta de ferro entalhado ao centro, ladeada por duas colunas coríntias em granito rosa. Sobre a entrada, distribuem-se quatro grandes janelas envidraçadas e duas colunas coríntias gigantes, que abrangem dois pavimentos.



O corpo principal possui seis pavimentos-tipo, caracterizados pela divisão da fachada por três faixas verticais. Os dois últimos pavimentos têm tratamento diferenciado, definindo o coroamento do prédio.

O Vestíbulo, com piso de mármore e lustres art-déco, conduz ao Hall principal, onde se localiza a chapelaria, ladeada por tocheiras de iluminação, o elevador, a escada revestida com mármore branco e preto e os vitrais com jateamento branco.

O primeiro andar, tradicional reduto de políticos como o presidente Getúlio Vargas e desportistas foi palco de grandes disputas de jogos, como os famosos campeonatos de sinuca e bridge. É composto por hall de espera, com piso de parquet e móveis em couro da década de 40, sala de bilhares franceses, atualmente ocupada pelo Salão de Exposições, e pela sala da Diretoria, com mobiliário do século XIX.

O segundo andar é ocupado pela Biblioteca e pela Sala de Leitura - com piso composto por mosaicos de madeira, móveis art déco e obras de arte - que se abre para a Praça da Alfândega. Na parte posterior está localizado o restaurante, o antigo reservado e o jardim de inverno, com piso de ladrilho hidráulico.

No terceiro andar destaca-se o Salão dos Cristais (Antigo Dancing), revestido com painéis de espelho de cristal decorado, piso em parquet, forro em forma de cúpula elipsoidal nervurada, lustres art déco, colunas, luminárias embutidas, mezanino, chapelaria e o salão de chá, com portas envidraçadas e recantos semicirculares.
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