Projectos Cancelados, Utopias e Não Realizados - Page 38 - SkyscraperCity
 

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Old July 19th, 2018, 08:19 PM   #741
RuiG21
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Originally Posted by Spedfrom View Post
O Porto tem o encanto que tem por ser como é. Adoro a rede encruzilhada de avenidas, ruas e ruelas. É como um labirinto urbano que foi crescendo ora de forma orgânica, ora de forma mais ou menos bem planeada.

Se querem maravilhosas e largas avenidas, terão que as procurar noutra cidade. Nova Iorque, Buenos Aires, Madrid, ou outra que queiram. As cidades não têm que ser todas iguais e o Porto está muito bem como está. Naturalmente que isso traz desafios à mobilidade, mas prefiro que o foco seja a procura de soluções para o que existe, do que derrubar partes da cidade para a tornar igual a tantas outras. Ou podem sempre criar a vossa cidade de sonho no Cities: Skylines onde derrubar não afecta a história de uma cidade milenar nem lhe retira tanto daquilo que tem de único. Porto só há uma.
Meu amigo, fora do centro as cidades são todas muito parecidas. E mesmo nas zonas antigas há bastantes semelhanças, ou só há edifícios neoclássicos no Porto?
Além disso ninguém te pediu para derrubar o que o Porto tem de único e como o Portucalense disse, até seria mantida uma parte da cidade com bastante valor que foi demolida para rasgar os Aliados. Isso dá história é treta porque, mais uma vez, o centro hoje histórico mal seria afetado.

Tu até podes adorar as ruas estreitas do Porto, mas duvido que a generalidade dos habitantes goste do trânsito e da falta de espaço para pedestres, bicicletas, etc.

Se esses desafios à mobilidade não gastassem milhões de euros vindos dos impostos de todos nós também não me importaria...

E nem precisas de ir a Madrid. Lisboa com um urbanismo muito mais planeado não deixa de ser uma cidade única e com essa 'história milenar'.
__________________
Rui Granja

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Old July 20th, 2018, 03:23 PM   #742
Spedfrom
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Discordamos de forma profunda. E de qualquer modo alguém que facilmente ficaria agradado com outro Porto hipotético que não o real, o actual e existente, não é um verdadeiro amante da cidade. Felizmente não passa de hipotético.
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Old August 21st, 2018, 07:00 PM   #743
DiogoBaptista
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http://www.ub.edu/geocrit/sn/sn-296/sn-296-4.htm

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O projecto de Thomé de Gamond (1870)

O Projecto de engrandecimento da cidade de Lisboa, em cuja memória o engenheiro francês Thomé de Gamond (1807-1876)[17] apresentava as suas soluções para o “estabelecimento de um grande porto marítimo” e "a creação de novos bairros e o caminho de ferro de Collares”[18] pode considerar-se como um dos bons exemplos das preocupações com o embelezamento urbano por parte dos engenheiros oitocentistas. Este estudo, nas palavras do seu autor, tinha o “fimprincipal" de resolver o “melhoramento das condições nauticas e commerciaes d'essa grande cidade oceânica”, como ele classificava Lisboa, dando-se igualmente “larga satisfação... às necessidades de extensão e de aformoseamento d'esta importante capital”[19]. O seu “plano d'engrandecimento” dividia-se em três aspectos: a criação de um grande porto comercial; o alargamento territorial da cidade a partir dos terrenos conquistados ao Tejo e, acessoriamente, a construção do caminho de ferro (sistema Larmanjat) de Lisboa a Sintra. Uma planta colorida acompanhava a memória descritiva para melhor se entenderem as propostas apresentadas (figura 1).


Figura 1. Planta que acompanhava o estudo de Thomé de Gamond.


Thomé de Gamond considerava o seu projecto para o engrandecimento de Lisboa completamente diferente dos que tinham já sido apresentados. A originalidade da sua proposta consistia, na sua opinião, na construção de vários diques, a começar por alturas da ribeira de Alcântara, continuando para Leste, envolvendo toda a superfície de terrenos a conquistar ao Tejo. “D'esta maneira” explicava, a cidade expandia-se “ao mesmo tempo para Leste e para Oeste, ...ficando a praça do Commercio sempre ao centro”[20] .

Para a zona oriental, onde existiam já algumas instalações fabris, eram projectados um porto e um bairro “do trabalho, reservado à actividade da marinha, do commércio e da industria”. Esta decisão de remeter o novo porto comercial para esta zona, afastando-o assim da parte mais central e populosa da cidade, mereceu-lhe críticas diversas em posteriores apreciações[21]. Gamond, porém, preconizava com esta localização não só uma melhor conjugação do novo porto com a recente estação de caminho de ferro construída no Cais dos Soldados, como também a libertação da zona ocidental para outro tipo de equipamentos e actividades. Toda a zona Oeste, para lá da Praça do Comércio, ficava reservada para o “bairro de luxo, dos prazeres, largamente apropriado às aspirações de uma das grandes metropoles do Oceano”[22] destinado aos estratos mais abastados da sociedade lisboeta da época. Não é possível apurar, contudo, se foi por desconhecimento da realidade existente que Thomé de Gamond, ao projectar para a margem ocidental a habitação de qualidade e os melhores equipamentos de lazer, omitia a forma como se realizaria a articulação deste novo tecido urbano com as pré-existências duma zona onde se concentrava a parte mais significativa das instalações industriais e as habitações da população operária de Lisboa em meados do século XIX.

Segundo os cálculos apresentados, a área dos terrenos conquistados ao rio destinada às vias públicas era maior na parte oeste, com um total de 40 hectares, dos quais 25 eram para a construção de boulevards de 25 m. de largura. Na zona oriental (menos nobre e de carácter marcadamente "laborioso"), não se previa a construção de boulevards e o total de área destinada a novas ruas (que não excederiam os 15 m. de largura) era de 35 hectares. O maior destes boulevards era “uma avenida de 115 m. de largura, coberta de arvores bastas”, projectada ao longo da margem do Tejo, a começar na zona Leste, passando diante da Praça do Comércio e terminando junto da ribeira de Alcântara. Para o engenheiro francês, esta “Avenida do Tejo” constituíria, “por sua posição e amplidão, um passeio único no mundo”. Este projecto da construção de uma grande avenida ribeirinha tornou-se num projecto recorrente ao longo das últimas décadas de Oitocentos e primeiras do século XX, com vários intérpretes e soluções diversas.

Os outros “principaes embellezamentos” que Thomé de Gamond propunha consistiam em dotar Lisboa de numerosos espaços verdes que deviam ter um triplo papel: contribuir para o aumento de salubridade da cidade, constituir locais de lazer para os seus habitantes e embelezá-la. Para isso, propunha a criação de três novos parques. O maior deles, denominado “Jardim de Alcântara”, ficaria situado no final da “Avenida do Tejo” (junto da ribeira de Alcântara) e teria uma superfície de 42 hectares, “igual à metade do Bosque de Bologne, em Paris”. À semelhança do seu óbvio e referido modelo francês, a colocação deste parque na “extremidade da ampliação da cidade evitava o inconveniente de um grande parque entreposto no interior da cidade”, que Gamond considerava como “um obstáculo à communicação entre bairros”[23]. Mais dois parques, de menores dimensões, eram ainda projectados : o “Parque da Moeda, (…) no centro dos bairros do Oeste e o Bosque da Marinha, (…) jardim coberto de sombreados, de uma superfície de sete hectares, e em terraço sobre o rio”, destinado a servir de “lugar de reunião do pessoal marítimo” e à restante população laboriosa da zona oriental[24], contribuindo, simultaneamente, para a sua distracção e para o embelezamento desta parte da cidade[25].

Em relação ao modo como se realizaria a harmonização do tecido antigo da cidade – a parte pombalina e o tecido urbano existente entre a Praça do Comércio e a Ribeira de Alcântara - com os novos bairros e arruamentos, é enunciada uma solução de compromisso entre as duas malhas urbanas, “de sorte que, os bairros antigos e os novos ficão confundidos em um só todo”, com as novas ruas a serem prolongamentos das antigas[26]. Uma observação atenta da planta permite perceber que esta conjugação das duas malhas urbanas apenas acontecia a um nível muito superficial. A zona a construir é apresentada como uma malha composta por quarteirões cortados por artérias transversais e rotundas, de acordo com os príncipios do urbanismo oitocentista de inspiração haussmanianna, com a qual os antigos bairros existentes não ficavam, de modo nenhum, “confundidos”.

Da leitura desta proposta é possível detectar em vários aspectos a influência que terão tido no seu autor as renovações urbanísticas a desenrolarem-se nas principais cidades do seu país natal - Paris, Lyon, Marselha[27] - sob o impulso orientador e inspirador do perfeito do Sena, o barão Haussmann. Estamos a referirmo-nos à opção por uma zonificação do espaço a construir, separando os bairros habitacionais para as classes mais abastadas dos destinados às classes “laboriosas”, acentuando uma tendência que já se fazia sentir por causa do processo de industrialização em curso e do crescimento do operariado, de relegar para as periferias a actividade industrial e os bairros da população a ela ligados[28], assim como a criação de espaços verdes que servissem cada uma destas zonas.
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Old August 28th, 2018, 08:16 PM   #744
DiogoBaptista
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Biblioteca Pública de Évora

Para quem não conhece, a fachada da Biblioteca Pública de Évora poderia ser muito mais bela!

Projecto arquitectónico de Joaquim de Oliveira para a transformação do Colégio dos Meninos do Coro da Catedral de Évora em Biblioteca - Museu de Frei Manuel do Cenáculo

Quote:
Projecto arquitectonico da autoria de Joaquim de Oliveira e patrocinado por Frei Manuel do Cenáculo, que visava transformar o edifício Colégio dos Meninos do Coro da Catedral de Évora num espaço para albergaria a sua Biblioteca e Museu. A obra terá sido iniciada em 1803-1804 mas boa parte do projecto não passou do papel.
Fachada Sul




Projecto para a fachada sul da Biblioteca Pública de Évora by Biblioteca Pública de Évora, no Flickr

Projecto para a fachada sul da Biblioteca Pública de Évora
Autor: Joaquim de Oliveira
Data de produção: c. 1802
Dimensões: 26,5 x 36,5 cm
Proveniência: Fundo Patrimonial Biblioteca Pública de Évora (Portugal)
[BPE – CIM GAV 8 Pasta 1 nº44a


Projecto para a fachada sul da Biblioteca Pública de Évora by Biblioteca Pública de Évora, no Flickr

Projecto para a fachada sul da Biblioteca Pública de Évora
Autor: Joaquim de Oliveira
Data de produção: c. 1802
Dimensões: 26,5 x 36,5 cm
Proveniência: Fundo Patrimonial Biblioteca Pública de Évora (Portugal)
[BPE – CIM GAV 8 Pasta 1 nº44b]


2º Projecto para a fachada sul da Biblioteca Pública de Évora by Biblioteca Pública de Évora, no Flickr

2º Projecto para a fachada sul da Biblioteca Pública de Évora
Autor: Joaquim de Oliveira
Data de produção: c. 1802
Dimensões: 26,5 x 36,5 cm
Proveniência: Fundo Patrimonial Biblioteca Pública de Évora (Portugal)
[BPE – CIM GAV 8 Pasta 1 nº54]


Projecto para a Biblioteca Pública de Évora - corte E-W by Biblioteca Pública de Évora, no Flickr

Projecto para a Biblioteca Pública de Évora - corte E-W
Autor: Joaquim de Oliveira
Data de produção: c. 1802
Dimensões: 26,7 x 36,5 cm
Proveniência: Fundo Patrimonial Biblioteca Pública de Évora (Portugal)
[BPE – CIM GAV 8 Pasta 1 nº41]

Fachada Ocidental






Projecto para a fachada ocidental da Biblioteca Pública de Évora by Biblioteca Pública de Évora, no Flickr

Projecto para a fachada ocidental da Biblioteca Pública de Évora
Autor: Joaquim de Oliveira
Data de produção: c. 1802
Dimensões: 43,9 x 34,5 cm
Proveniência: Fundo Patrimonial Biblioteca Pública de Évora (Portugal)
[BPE – CIM GAV 8 Pasta 1 nº39]


2º Projecto de Fachada Ocidental para a Biblioteca Pública de Évora by Biblioteca Pública de Évora, no Flickr

2º Projecto de Fachada Ocidental para a Biblioteca Pública de Évora
Autor: Joaquim de Oliveira
Data de produção: c. 1802
Dimensões: 35,4 x 44 cm
Proveniência: Fundo Patrimonial Biblioteca Pública de Évora (Portugal)
[BPE – CIM GAV 8 Pasta 1 nº45]


Projecto para a transformação do piso térreo do Colégio dos Meninos do em o edifício da Biblioteca Pública de Évora by Biblioteca Pública de Évora, no Flickr

Projecto para a transformação do piso térreo do Colégio dos Meninos do em o edifício da Biblioteca Pública de Évora
Autor: Joaquim de Oliveira
Data de produção: c. 1802
Dimensões: 35,7 x 43,9 cm
Proveniência: Fundo Patrimonial Biblioteca Pública de Évora (Portugal)
[BPE – CIM GAV 8 Pasta 1 nº50]


Projecto para a Biblioteca Pública de Évora - corte N-S by Biblioteca Pública de Évora, no Flickr

Projecto para a Biblioteca Pública de Évora - corte N-S
Autor: Joaquim de Oliveira
Data de produção: c. 1802
Dimensões: 26,7 x 42,3 cm
Proveniência: Fundo Patrimonial Biblioteca Pública de Évora (Portugal)
[BPE – CIM GAV 8 Pasta 1 nº]48


2º Projecto para a Biblioteca Pública de Évora, corte N-S by Biblioteca Pública de Évora, no Flickr

2º Projecto para a Biblioteca Pública de Évora, corte N-S
Autor: Joaquim de Oliveira
Data de produção: c. 1802
Dimensões: 26,7 x 42,3 cm
Proveniência: Fundo Patrimonial Biblioteca Pública de Évora (Portugal)
[BPE – CIM GAV 8 Pasta 1 nº49]


Planta do piso nobre da Biblioteca Pública de Évora by Biblioteca Pública de Évora, no Flickr

Planta do piso nobre da Biblioteca Pública de Évora
Autor: Joaquim de Oliveira
Data de produção: c. 1802
Dimensões: 34,9 x 43,9 cm
Proveniência: Fundo Patrimonial Biblioteca Pública de Évora (Portugal)
[BPE – CIM GAV 8 Pasta 1 nº46]


2º Projecto para planta do piso nobre da Biblioteca Pública de Évora by Biblioteca Pública de Évora, no Flickr

2º Projecto para planta do piso nobre da Biblioteca Pública de Évora
Autor: Joaquim de Oliveira
Data de produção: c. 1802
Dimensões: 34,9 x 43,9 cm
Proveniência: Fundo Patrimonial Biblioteca Pública de Évora (Portugal)
[BPE – CIM GAV 8 Pasta 1 nº38]
__________________

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DiogoBaptista no está en línea   Reply With Quote
Old August 29th, 2018, 04:45 PM   #745
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Wow! Teria sido magnífico se tivessem realizado esse projecto. É pena, seria uma enorme mais valia para Évora. Não que lhe faça falta, mas quanto mais melhor.
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