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Old December 3rd, 2019, 10:57 AM   #11921
toniho
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Apesar de existirem sistemas que integram ferrovia ligeira e pesada no mesmo canal (em Cádiz, penso que existe um exemplo deste tipo).
Humm, talvez o nome "tram-train" de que falas no resto do post te de umas dicas sobre que potencial sistema se poderia utilizar para integrar os dois tipos de ferrovia.
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Old December 3rd, 2019, 11:44 AM   #11922
Modivas Oeste
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Pelo que vou vendo, o sistema da Baía de Cádiz utiliza material CAF Urbos TT (Tram-Tren) de bitola ibérica, parecido na maioria dos aspetos com o que circula no Metro do Porto. As principais dificuldades de compatibilização, parece-me, teriam a ver com a tensão (os suburbanos/regionais da Andaluzia são de 3 KV contínua, os nossos 25 KV alternada) e com a altura das plataformas. No primeiro caso, desconheço se estes veículos podem ser bitensão (penso que sim, só não sei se encarecia demasiado o custo dos veículos). No segundo caso, existe o exemplo do Metro de Manchester (Metrolink), que utiliza Tram-trains (ou coisa parecida) com o piso elevado.
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Old December 3rd, 2019, 01:03 PM   #11923
inquietação
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Este artigo (em inglês) fala em particular do exemplo do tram-train em Sheffield e no Reino Unido em geral, e de como se está a integrar a sinalização ferroviária nas linhas convencionais com a circulação urbana. Para o Minho acho que encontrar uma solução tram-train com percurso urbano à superfície (pegando nos melhores exemplos do Metro do Porto) pode ser uma maneira interessante de ligar a região.
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Old December 3rd, 2019, 01:44 PM   #11924
njsg
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Como seria o tram-train em termos de velocidade e aceleração comparado com a opção por ferrovia pesada?
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Old December 3rd, 2019, 01:48 PM   #11925
ljbk
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Seja qual for a solução, não será possivel escapar a expropriações em zona semi-urbana ou seja bem caras.
Quem conhece a região, sabe que as avenidas largas não são muitas e que a maioria das estradas são estreitas, ladeadas de casas em grande parte da sua extensão, com zonas com curvas de raio apertado e apinhadas de transito como a EN101.
Assim se o novo meio de transporte seguir uma via existente, sempre que o equipamento possa acompanhar as rampas da tal via, haverá que alargar o canal ou criar um novo paralelo.

Onde se poderá poupar é na quantidade ou no comprimento dos tuneis se não for um comboio pesado. Em contrapartida, não se poderá aproveitar o novo corredor para as mercadorias.
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Old December 3rd, 2019, 02:00 PM   #11926
toniho
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Originally Posted by njsg View Post
Como seria o tram-train em termos de velocidade e aceleração comparado com a opção por ferrovia pesada?
Aceleracao bastante melhor. Velocidade maxima ha-os para 100/120 (os do Porto sao Vmax=100). Um comboio regional dificilmente faria melhor (mesmo que tivesse Vmax de 160, nunca la chegaria). Tambem tem a vantagem de permitir maiores pendentes, o que neste caso parece ser uma condicionante.

A desvantagem era que a ferrovia pesada permitiria eventualmente servicos de longo curso, ferrovia ligeira estariam limitados a servicos regionais/suburbanos.
(Mais a parte de nao permitir mercadorias, como dito acima.)
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Old December 3rd, 2019, 02:10 PM   #11927
inquietação
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O ideal aqui seria desenhar a linha entre Braga e Guimarães de forma a ter todo o tipo de tráfego, e quando chegar aos centros urbanos os tram-train saírem da linha convencional e entrarem em modo urbano, que é o que está descrito no exemplo de Sheffield que partilhei ali.
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Old December 3rd, 2019, 02:12 PM   #11928
ljbk
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IP INVESTE 40,5 MILHÕES DE EUROS NO REFORÇO DOS SISTEMAS DE CONTROLO-COMANDO E SINALIZAÇÃO

https://www.infraestruturasdeportuga...rolo-comando-e

A Infraestruturas de Portugal vai dar inicio à empreitada de conceção, fornecimento, montagem e manutenção de um novo sistema de Controlo-Comando a implementar nos seguintes troços da Rede Ferroviária Nacional:

- Linha do Douro: Troço Caíde-Marco de Canaveses-Régua;
- Corredor Internacional Norte: Ligação Ferroviária Aveiro-Vilar Formoso no Corredor atlântico: Linha da Beira Alta (Pampilhosa-Vilar Formoso);
- Corredor Internacional Sul: Ligação Ferroviária Sines/Elvas (Espanha): Troço Évora - Elvas – Caia.

Representando um valor de investimento superior a 40,5 milhões de Euros, a intervenção tem inicio formal hoje, dia 3 de dezembro, com a assinatura do Auto de Inicio de Trabalhos da empreitada, que foi adjudicada à THALES - Consórcio THALES PORTUGAL, S.A./ SISINT – Supervisão, Conservação, manutenção e Gestão de Redes de Energia, Lda..


Empreitada para a Conceção, Fornecimento, Montagem e Manutenção de sistemas de Sinalização & European Train Control System (ETCS) em vários troços da Rede Ferroviária Nacional (RFN)

As intervenções de modernização da Rede Ferroviária Nacional, que estão a ser desenvolvidas pela IP no âmbito do Plano Ferrovia 2020, compreendem também o reforço da segurança do sistema ferroviário, nomeadamente, através do investimento na instalação de sistemas de controlo, comando e Sinalização.

Para além da conceção e construção de Sistemas de Sinalização e ETCS, o contrato prevê também a prestação dos serviços de manutenção integral das mesmas instalações.

A instalação de sinalização eletrónica prevista neste contrato, além do aumento da segurança assegura ainda a uniformização das condições de comando e controlo com as existentes na restante Rede Ferroviária, bem como a melhoria das condições de exploração, nomeadamente:

- Com a instalação de encravamentos que comandam e controlam as agulhas (dispensando as operações de guarnecimento das estações com recursos humanos), detetam a presença de comboios nas linhas, permite que a segurança da circulação ferroviária deixe de estar exclusivamente dependente do fator humano;

- Pela instalação de sistemas interoperáveis de controlo de trafego – ETCS, nas linhas/troços com ligações transfronteiriças, nomeadamente na Linha da Beira Alta e no troço Évora-Elvas-Fronteira;

- Através do novo controlo e comando centralizado, pelos Centros de Comando Operacionais (CCO) de Lisboa e do Porto, permitirá um maior nível de fiabilidade, flexibilidade, capacidade e disponibilidade dos troços a intervencionar, semelhante à restante rede da RFN já comandada e controlada pelos CCO;

- Com a integração e automatização das Passagens de Nível incrementando a segurança rodoferroviária.


Adicionalmente, este investimento garante:

- O cumprimento das condições de interoperabilidade estabelecidas na Diretiva (UE) 2016/797 relativa à interoperabilidade do sistema ferroviário na União Europeia, no Regulamento (UE) 1315/2013 da Rede Transeuropeia de Transportes (RTE-T) e enquadramento legislativo da União Europeia, no que se refere aos Sistemas de Controlo, Comando e Sinalização, e do Regulamento de Execução (UE) da Comissão 2017/6, de 5 de janeiro de 2017, relativo ao Plano de Implantação do Sistema Europeu de Gestão do Tráfego Ferroviário (ERTMS).

- Implementar um plano combinado de adoção do ERTMS/ETCS, numa estratégia de migração sincronizada para infraestrutura e material circulante que garanta a interoperabilidade técnica e operacional sem lesar a intraoperabilidade nacional, de acordo com o Plano Nacional de Implementação do ERTMS, definido pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT);

- A substituição dos equipamentos de sinalização e controlo de velocidade existentes em fim de ciclo de vida, através do plano de investimentos decorrentes dos projetos de modernização dos troços.

Este investimento, com enfoque no reforço da segurança do sistema ferroviário nacional, é complementar e está devidamente articulado com as diversas empreitadas já em curso, ou com início de obra previsto a muito curto prazo, que a IP está a desenvolver no âmbito da modernização da RFN.
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Old December 3rd, 2019, 11:42 PM   #11929
RuiG21
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Originally Posted by inquietação View Post
O ideal aqui seria desenhar a linha entre Braga e Guimarães de forma a ter todo o tipo de tráfego, e quando chegar aos centros urbanos os tram-train saírem da linha convencional e entrarem em modo urbano, que é o que está descrito no exemplo de Sheffield que partilhei ali.
E que tal fazer uns estudos de procura antes de se concluir este tipo de coisas?
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Old December 4th, 2019, 12:33 AM   #11930
inquietação
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sim fazer uma suposição que duas das maiores cidades do país precisam de transporte público de alta capacidade, que horror propor tal coisa
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Old December 4th, 2019, 01:23 AM   #11931
Modivas Oeste
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Originally Posted by toniho View Post
Humm, talvez o nome "tram-train" de que falas no resto do post te de umas dicas sobre que potencial sistema se poderia utilizar para integrar os dois tipos de ferrovia.
Pois. Mas pelo que vejo poucos tram-trains fazem justiça ao nome. A grande maioria (incluindo o do Porto) estão mais para "trams" do que para “trains”, no sentido em que não circulam nas redes ferroviárias pesadas. Seria interessante perceber porquê.

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Originally Posted by inquietação View Post
Este artigo (em inglês) fala em particular do exemplo do tram-train em Sheffield e no Reino Unido em geral, e de como se está a integrar a sinalização ferroviária nas linhas convencionais com a circulação urbana. (…)
Esse artigo talvez lance alguma luz sobre essa questão. É sintomático que no caso de Sheffield tenha havido um atraso de seis anos e os custos previstos inicialmente tenham quadruplicado. O artigo não diz porquê, mas suspeito que os veículos são tão complexos e a adaptação das infra-estruturas tão profunda que poucos se metem nisso. No Minho haveria pelo menos a vantagem de a componente “tram” ser construída de raiz.
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Old December 4th, 2019, 01:43 AM   #11932
RuiG21
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Não estou a falar da ligação em si.
Mas antes de andar a dizer que a linha "ideal" deveria ser assim ou assado (só porque sim) não convinha saber se se justifica construir uma linha de comboio pesado para levar todo o tipo de tráfego ou se uma linha estilo Póvoa?
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Old December 4th, 2019, 08:16 AM   #11933
transportfanboy
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Originally Posted by Modivas Oeste View Post

Esse artigo talvez lance alguma luz sobre essa questão. É sintomático que no caso de Sheffield tenha havido um atraso de seis anos e os custos previstos inicialmente tenham quadruplicado. O artigo não diz porquê, mas suspeito que os veículos são tão complexos e a adaptação das infra-estruturas tão profunda que poucos se metem nisso. No Minho haveria pelo menos a vantagem de a componente “tram” ser construída de raiz.
Aqui esta a historia da quadruplicacao dos custos, que nao teve a ver com os veiculos.

Quando foi "encomendada" a extensao, estava previsto ser electrificada a Midland Main Line ate Sheffield, que incluiria este bocado em Rotherham como trajecto diversionario. Portanto, a eletrificacao para a parte do Tram-Train foi feita para no futuro poder ser convertida para 25kV AC, embora estivesse previsto inicialmente ser como no resto do sistema de Sheffield, 750V DC.

Entretanto, com uma mudanca de standard para eletrificacao a 25kV, foi preciso levantar mais pontes do que tinha sido previsto ao inicio, o que teve um grande impacto nos custos. Isso e a Network Rail (que fez a eletrificacao) teve de andar a reinventar a roda e a inventar standards para convencer o regulador.

Entretanto cancelou-se a electrificacao da Midland Main Line a Norte de Market Harborough, portanto vai ficar a 750V DC no futuro mais proximo e nao tinha sido preciso gastar tanto dinheiro.

Mas va la, agora ja se sabe como e que se pode fazer, porque nao se podia ter ido a Alemanha ver, era preciso descobrir aqui.
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Old December 4th, 2019, 11:40 AM   #11934
ljbk
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Após a Linha do Norte entre Gaia e Espinho, temos mais um caso:


Preço é o novo travão nos concursos do Ferrovia 2020
As construtoras nacionais não estão a conseguir apresentar propostas que encaixem nos preços-base dos concursos da ferrovia. IP vai ter de relançar processo na linha da Beira Alta.

https://www.jornaldenegocios.pt/empr...-ferrovia-2020 (Acesso pago)

e

IP investe 70 milhões no Ferrovia 2020 e PETI até setembro
A execução de investimentos da Infraestruturas de Portugal na rodovia e ferrovia aumentou até setembro, mas continua abaixo do orçamentado.

https://www.jornaldenegocios.pt/empr...T_relacionadas (Acesso pago)
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Old December 7th, 2019, 05:01 AM   #11935
sotavento
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Terem arruinado a industria nacional quando estiveram no governo da ultima vez e agora estarem obrigados a lidar com os valores reais das coisas é msmo lixado!

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E que tal fazer uns estudos de procura antes de se concluir este tipo de coisas?
Diz ai qual conclusão queres para se fazer o estudo!
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"Each of us is a mixture of some good and some not so good qualities. In considering one's fellow man it's important to remember the good things ... We should refrain from making judgments just because a fella happens to be a dirty, rotten SOB."
-- Marion Robert Morrison --
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Old December 7th, 2019, 01:41 PM   #11936
The_Knight_rider
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Bom dia pessoal, há alguma notícia das obras do Ramal de Thomar? Porque desde que começaram, nunca mais se soube o progresso e era suposto acabarem este mês.
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Old December 17th, 2019, 12:34 AM   #11937
ferrobico
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https://youtu.be/Th4U5atvoMM
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Old December 18th, 2019, 04:04 PM   #11938
ljbk
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Ferrovia 2020 tem 5% das obras concluídas ao fim de quatro anos

https://www.dinheirovivo.pt/empresas...e-quatro-anos/

Infraestruturas de Portugal conta lançar projetos para concurso até ao final do primeiro trimestre de 2020 e concluir obras até ao final de 2023.

Lançado em fevereiro de 2016, o programa de intervenções nas linhas de comboio Ferrovia 2020 só tem 5% das obras concluídas. O número foi anunciado pelo presidente da Infraestruturas de Portugal, António Laranjo, durante a audição parlamentar na comissão de Economia que decorre esta quarta-feira. As obras concluídas neste plano prendem-se com a eletrificação do troço entre Caíde e Marco de Canaveses e a eletrificação do troço entre Nine e Viana do Castelo.
De resto, 37% das obras estão em desenvolvimento e há ainda 58% das obras ainda vão ser lançadas no terreno, acrescentou Carlos Fernandes, vice-presidente da IP, na mesma audição.
Ao fim de quatro anos, a empresa conta lançar todos os projetos para concurso até ao final do primeiro trimestre de 2020 e concluir todas as obras até ao final de 2023. O presidente da IP lembrou ainda que o Ferrovia 2020 representa um investimento total de 2,171 mil milhões de euros, grande parte dele suportado por fundos comunitários. Para 2020, prevê-se que sejam executados 250 milhões de euros de investimento, segundo a proposta de Orçamento do Estado entregue na segunda-feira no Parlamento. A audição do líder da IP foi requerida pelo PSD na sequência da notícia do Dinheiro Vivo sobre os atrasos nas obras ferroviárias, publicada em novembro de 2019.
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Old December 18th, 2019, 10:11 PM   #11939
DiogoBaptista
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Nada de novo neste país portanto:

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Calendário para obras na ferrovia foi “otimista”, reconhece a IP

A gestora da ferrovia portuguesa justificou a demora na execução do plano de investimentos Ferrovia 2020 com as mudanças no mercado de obras públicas.

São as “circunstâncias não controladas pela Infraestruturas de Portugal” que explicam os atrasos sistemáticos nas obras ferroviárias. A gestora da ferrovia portuguesa justificou a demora na execução do plano de investimentos Ferrovia 2020 com as mudanças no mercado de obras públicas em Portugal e afastou a hipótese de as intervenções virem a perder fundos comunitários. António Laranjo, presidente da IP, reconheceu que em fevereiro de 2016 foi apresentado um calendário “otimista”.

Os problemas começaram logo no lançamento dos projetos. “Tivemos um mau exemplo com o Ferrovia 2020 nos seus primeiros anos, em que era necessário concluir projetos para lançar obras. Em 2016, só tínhamos executado 11% dos projetos”, reconheceu António Laranjo durante a audição na comissão parlamentar de Economia, esta quarta-feira. Só no primeiro trimestre de 2020 é que todos os projetos para concurso serão lançados. Até agora, apenas 5% da obra está concluída.

Os novos problemas têm surgido quando a IP procura empresas para executar os projetos de obra. Entre 2016 e 2018, “os preços das propostas eram 20% ou 30% abaixo do preço-base do concurso. Era assim que o mercado estava a responder, até as empresas encherem a capacidade de encomendas”. Em 2019, o cenário mudou: “As propostas não podem ser apreciadas por preços irrisoriamente baixos ou preços acima do preço-base. Há concursos desertos e propostas que não são validadas.” A administração da IP assume que vai ter se adaptar a esta realidade, “o que vai ter custos”.

A empresa pública lembrou também os problemas que existem nas empresas de engenharia em Portugal. “O mercado de projetistas e de empreiteiros sofreu uma crise maior do que as empresas públicas. Houve uma sangria enormíssima nos quadros. Houve reformas e quadros que foram para o exterior. Isso sentiu-se no lançamento e retomar destes projetos.”

Por causa desses problemas, “os projetos mais simples acabaram por ser revistos cinco vezes porque só poderemos executar as obras com tudo feito. As empresas têm quadros técnicos sem qualidade”.

A IP também tem enfrentado desafios nos tribunais. “A litigância [entre concorrentes] faz suspender a execução de projetos e de obras por um prazo que não é controlado por nós. Temos processos a aguardar mais de oito meses por uma decisão no tribunal”, detalhou Carlos Fernandes, vice-presidente da IP.

Apesar destas circunstâncias, a administração da gestora de infraestruturas assegura que “não é por falta de dinheiro que as obras não têm sido feitas”. E garantiu não sentir qualquer condicionamento do Governo.

Ainda assim, reconhece a empresa pública reconhece que precisa de recuperar os 1500 trabalhadores que saíram nos últimos 10 anos (entre a antiga Refer e a antiga Estradas de Portugal). “Se a empresa for autorizada a substituir funcionários um por um nos próximos anos, teremos o problema resolvido. Não precisamos de guardas de passagem de nível [por causa da automatização]. Precisamos é de pessoas com outras qualificações, como engenheiros.”

Sem perda de fundos comunitários

Mesmo com os atrasos em relação ao calendário original, a IP garante que as obras na ferrovia não vão perder os fundos comunitários. “A Comissão Europeia tem estado em cima dos projetos com pouca maturidade e andado a retirar os fundos. Tivemos uma reunião em outubro, apresentámos os calendários e garantiram-nos que todas as obras não vão perder fundos comunitários. Os riscos estão a ser monitorizados”, assegurou Carlos Fernandes.

Lições para a próxima década

Depois da execução do Ferrovia 2020, a ferrovia vai contar com as obras ao abrigo do Programa Nacional de Investimentos 2030 (PNI 2030). E há lições que a IP está a tomar em relação a esta matéria.

“O PNI 2030 será um programa ainda mais ambicioso. Temos de aprender com as dificuldades e não poderemos ter problemas com os projetos.”

A audição do líder da IP foi requerida pelo PSD na sequência da notícia do Dinheiro Vivo sobre os atrasos nas obras ferroviárias, publicada em novembro de 2019.
Quote:
IP assegura que obras na ferrovia vão avançar mas reconhece percalços

Em reação às notícias que indicavam o cancelamento ou adiamento de 18 obras no âmbito do programa Ferrovia 2020, a Infraestruturas de Portugal faz o ponto de situação e garante que todos os projetos vão avançar, apesar de enumerar vários contratempos.


Olhando às linhas individualmente, a empresa confirma que no caso da linha do Douro entre Marco de Canaveses e Régua "dificuldades técnicas evidenciadas pelo consórcio projetista obrigaram à revogação do contrato" mas avança que a contratação de um novo consórcio está a ser concluída.

Também o projeto de execução relativo à modernização da Linha de Sines teve um percalço, e encontra-se atualmente em fase de revisão por parte da direção de engenharia da IP. Já a eletrificação da linha do Algarve, "ao contrário do inicialmente previsto", os troços Faro-Vila Real de Santo António (VRSA) e Tunes-Lagos terão de ser sujeitos a processos de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA), uma "situação que tem implicações nas datas de lançamento dos concursos de empreitada".

Por fim, a renovação integral de via entre Válega e Espinho tem o lançamento do concurso de empreitada marcado para 2020 e a conclusão está prevista até 2023, quando, de acordo com o JN, "deveria ter ficado pronta no final de setembro deste ano".
Quote:
IP garante que programa Ferrovia 2020 estará todo em obra em 2020

António Laranjo disse no parlamento que o programa de mais de 2 mil milhões de euros "está sensivelmente a meio". Em termos de obra, 5% está concluído e 58% ainda por lançar.


Na comissão de economia, António Laranjo sublinhou que 42% dos investimentos previstos estão em contratação, 52% em fase de projeto e 6% concluídos.

O presidente da IP adiantou que em 2019 acabarão os projetos a lançar, garantindo em 2020 todas as obras estarão no terreno.

Neste momento, em termos de empreitadas, apenas 5% estão concluídas, estando ainda 37% em desenvolvimento e 58% para lançar. Já relativamente aos projetos 69% estão concluídos e 31% em desenvolvimento.

"Estamos no início do ano na fase de transição do acabar dos projetos para a fase de obra", disse, lembrando que o Ferrovia 2020 é um programa para decorrer até ao final de 2023.

Na intervenção inicial, o vice presidente da IP, Carlos Fernandes, apontou para o primeiro trimestre de 2020 o lançamento de vários concursos nos diferentes corredores, salientando aos deputados que o mesmo acontecerá na linha de Vendas Novas, que não fazia parte do Ferrovia 2020 e que exigirá investimento de 100 milhões.

Outra obra que não estava incluída no programa é a linha de Cascais, que será objeto de intervenção, cujos concursos serão lançados também no próximo ano.
Quote:
Presidente da IP diz que o programa Ferrovia 2020 está “sensivelmente a meio” para execução plena em 2023

O presidente da Infraestruturas de Portugal (IP), António Laranjo, garantiu hoje, no parlamento, que o programa Ferrovia 2020 está “sensivelmente a meio” e terá a sua execução plena em 2023.
__________________

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Last edited by DiogoBaptista; December 18th, 2019 at 10:21 PM.
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Old December 19th, 2019, 01:08 PM   #11940
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É evidente que quando um projeto ou um programa (conjunto de projetos) denota tal desvio, o mais provável é esse desvio se ir agravando ao longo do tempo.
Aliás, a probabilidade de esse programa ser concluído no prazo previsto deve ser agora perto do zero.
__________________
“They [socialists] always run out of other people's money.”
Margaret Thatcher, Fev.5, 1976.
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