Notícias do Arquipélago dos Açores e da Madeira - Page 132 - SkyscraperCity
 

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Old January 12th, 2020, 04:34 PM   #2621
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Old January 12th, 2020, 04:39 PM   #2622
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A Floresta Laurissilva é uma máquina do tempo que nos leva “para outro século”


Percorremos a Levada do Rei e subimos a mais de 700 metros para ver o que se esconde entre o denso arvoredo da Floresta Laurissilva que a UNESCO classificou como Património da Humanidade há 20 anos. E que sorte é termos ali a natureza, a Madeira, em estado puro. Esta é a quarta de uma série de reportagens pelos lugares de Portugal que a UNESCO tornou do mundo.

https://www.publico.pt/2020/01/10/fu...4HzfgTnSV3x04w
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Old January 12th, 2020, 06:13 PM   #2623
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Madeira tem sinal de trânsito único no país e pediu ajuda para o divulgar. Em resposta, a Autoridade de Segurança Rodoviária mandou-o retirar


A Madeira tem um sinal de trânsito, que é único no país, e pediu ajuda à Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária para uma campanha de divulgação nacional. A resposta veio noutro sentido.


O sinal em questão estabelece limites de velocidade conforme o estado do piso na via rápida da Madeira. A sinalização entrou em vigor no fim de 2018 , é única no país e é baseada num modelo francês.

O novo sinal tem a indicação da via em causa (como “VR1”, relativo à via regional 1), seguido de um sol e da indicação “+10 km/h”. Abaixo há uma nuvem com chuva e o sinal para cumprimento da velocidade máxima estabelecida para o local em causa (“VMax”). O segundo sinal criado indica o fim da área em que o primeiro sinal está em vigor.

O Governo Regional da Madeira pediu ajuda à Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) para uma campanha de divulgação, mas a resposta não foi positiva.

Avança a SIC que a ANSR recusou promover a sinalização, alegando a sua inconstitucionalidade, e mandou retirar.

À estação o Secretário Regional dos Equipamentos e Infraestruturas, Pedro Fino, disse que "o sinal fica". "Existe apenas uma única entidade do país que pode confirmar essa legalidade, e é o Tribunal Constitucional".

A posição do executivo madeirense alega autonomia da Madeira para legislar sobre vias de circulação, trânsito e transportes.

A Madeira alega ainda que o sinal não viola o código da estrada e sustenta a sua manutenção no decreto de lei aprovado pelo Parlamento Regional e promulgado pelo Representante da República na região.

Em junho de 2018 o secretário regional dos Equipamentos e Infraestruturas, Amílcar Gonçalves, explicava a sinalização à Agência Lusa.

"A medida é simples. Se o piso estiver seco, o condutor pode circular 10 quilómetros/hora acima do que está indicado na sinalização da via. Se o piso estiver molhado, respeita os limites impostos", explicou.

"Tomemos o exemplo de uma zona onde o condutor se depara com um sinal vertical de limite de velocidade não superior a 80 km/h. Se o piso estiver seco ele poderá circular a 90 km/h, se estiver molhado, respeita o limite dos 80 km/h", indicou o secretário regional.

O governante referiu que, "embora seja um sistema inovador a nível nacional, a medida não é inédita na Europa e teve por base o exemplo francês”, pelo que, sublinhou, "se está a falar de uma experiência testada e com resultados positivos."

Fonte: https://24.sapo.pt/atualidade/artigo...1qNRAkaQdidrZo
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Old January 14th, 2020, 09:02 PM   #2624
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Old January 19th, 2020, 06:46 PM   #2625
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“SE NÃO FOSSE A FORÇA AÉREA NÃO TINHA OUTRO MEIO DE SER EVACUADO DE PORTO SANTO” DIZ UM HABITANTE

Pedro Rodrigues, residente na ilha do Porto Santo, deu recentemente o seu testemunho à cerca da experiência que teve em transportes médicos urgentes, levados a cabo pela Força Aérea.

“Se não fosse a Força Aérea não tinha outro meio de ser evacuado de Porto Santo. Acho que é um contributo muito bom para quem reside em Porto Santo, ter este trabalho e experiência da Força Aérea” expôs Pedro Rodrigues.

Na última década, a Força Aérea realizou cerca de 1886 transportes médicos urgentes no arquipélago da Madeira e deste para o Continente, apoiando 2333 pessoas nas ilhas.

Em 2019, foi prestado auxílio a 244 doentes.


Fonte: https://www.jm-madeira.pt/regiao/ver...SgoON5joLpysAs
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Old January 19th, 2020, 07:26 PM   #2626
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Funchal vai cobrar uma taxa de dois euros aos turistas que dormem nos hotéis do concelho


O município prevê arrecadar oito milhões de euros por ano.

http://www.rtp.pt/madeira/sociedade/...yKhv-JsUHPuGcs
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Old January 20th, 2020, 08:10 PM   #2627
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De 13 a 19 de janeiro, a Força Aérea realizou nove missões de transporte de doentes e três resgates a navios.

Foram transportadas 10 pessoas que precisavam de assistência médica urgente, uma em Portugal Continental, três no arquipélago da Madeira e seis no arquipélago dos Açores.

Nessa semana foram também efetuados três resgates de pessoas a navios.

Nas missões estiveram empenhadas as aeronaves EH-101 Merlin, operada pela Esquadra 751-“Pumas”, e o C-295M, da Esquadra 502-“Elefantes”.



https://www.facebook.com/PortugueseA...type=3&theater
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Old January 20th, 2020, 09:53 PM   #2628
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Câmara de Ponta Delgada investe 723 mil euros na compra de terrenos para estacionamento


A Câmara Municipal de Ponta Delgada investiu 723 mil euros na compra de dois terrenos destinados a estacionamento.


Situados na Rua de Santana (São Sebastião) e na Rua do Moinho de Vento (São Pedro) e com cerca de 2.200 m2 e 1.600 m2, respetivamente, dispõem de características geométricas de planimetria e altimetria que favorecem a implantação de parques de estacionamento, explica nota de imprensa.

Desta forma, a autarquia estima criar 115 lugares de estacionamento para veículos ligeiros, 65 no futuro parque de estacionamento da Rua de Santana e 50 no futuro parque de estacionamento na Rua Moinho de Vento.

Pretende ainda disponibilizar um conjunto de 20 lugares de estacionamento para motociclos e uma área de 16m2 para velocípedes, tendo em conta a promoção de uma mobilidade sustentável - ambas as tipologias de lugar divididas em igual número pelos dois novos parques de estacionamento.

Este é um investimento que vem dar resposta à procura crescente de estacionamento no centro de Ponta Delgada, fruto do crescimento do turismo e das políticas municipais de regeneração urbana, finaliza a nota.

Fonte: https://www.acorianooriental.pt/noti...s1MaIoM8QVknyU
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Old January 23rd, 2020, 12:04 PM   #2629
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Old January 23rd, 2020, 12:41 PM   #2630
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Vendido o Solar das Necessidades no Livramento

Imóvel classificado chegou a pertencer ao Grupo SIRAM, mas acabou na propriedade do Banif, e integrava agora os imóveis da Oitante


O Solar das Necessidades, edifício setecentista localizado na freguesia do Livramento, em Ponta Delgada, foi vendido. O imóvel, que integrava o portefólio da Oitante, veículo financeiro que herdou os ativos do antigo banco Banif, foi vendido em dezembro pela Altamira Asset Management, mas a gestora de créditos e ativos imobiliários não divulga quem comprou a propriedade.

O prédio na Canada das Necessidades “Solar das Necessidades” - Livramento é um imóvel classificado como de interesse público, pela Resolução n.º 64/1984 de 30 de abril, tendo uma zona de proteção de 50 metros. E, como tal, está sujeito às normas de intervenção em imóveis classificados, definidas na legislação em vigor.
Este solar rural, construído na segunda metade do século XVII, é constituído por uma casa rústica T14, de três andares e uma área bruta de 1803 metros quadrados.

Fonte: https://www.acorianooriental.pt/noti...dFhdJddZ1s9t5w
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Old January 23rd, 2020, 04:23 PM   #2631
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Ciclovia a concurso por 1,3 milhões de euros


São 2,5 quilómetros que vêm permitir o prolongamento da ciclovia até à Praça do Turista, numa aposta clara na “mobilidade suave”, segundo Miguel Silva Gouveia.

Decorreu hoje a primeira reunião descentralizada da Câmara Municipal do Funchal (CMF), no actual mandato. Uma das salas do Colégio de Santa Teresinha acolheu toda a vereação funchalense para uma sessão que ficou marcada pela aprovação, por unanimidade, do lançamento do concurso público internacional para a execução do projecto da rede ciclável, entre o Fórum Madeira e a Praça do Turista (junto à Ponte do Ribeiro Seco). O preço base da empreitada será de 1,3 milhões de euros, com um financiamento de 917 mil euros por parte do Madeira 14-20.

Prevendo-se o início da obra ainda no primeiro semestre de 2020, estão em causa 2,5 quilómetros de percurso que vêm dar continuidade a outros dois troços da ciclovia já existentes, e que contemplará, também, uma zona pedonal, promovendo a mobilidade suave. No seu conjunto, esta empreitada permitirá obter uma via pedonal e ciclável com 1,2 metros em toda a extensão da Estrada Monumental.

Miguel Silva Gouveia destacou o facto de, num momento prévio à reunião, a vereação ter passado por algumas salas de aulas dos 4.º e 9.º anos de escolaridade, tendo sido dada a oportunidade dos jovens alunos colocarem as perguntas que achassem pertinentes, o que no entender do presidente da Câmara, demonstra bem “aquela que deve ser a política de uma cidade educadora, um executivo que procura a proximidade e a intervenção de todos os munícipes, incluindo da comunidade educativa, na construção de uma cidade”, frisou. Dessa acção antes da ordem do dia o autarca enfatiza o facto das crianças estarem despertas para aspectos como a sustentabilidade ambiental, os riscos, as questões sociais, nomeadamente os sem abrigo.

PSD levou à reunião obras ‘esquecidas’ em Santa Luzia e São Pedro

Foi pela voz de Joana Silva, porta-voz dos vereadores do PSD, que o maior partido da oposição no executivo camarário funchalense chamou a si a obra da ciclovia aprovada por unanimidade na reunião desta manhã.

Mas mais do que a aprovação do lançamento do concurso dessa empreitada, que “finalmente dá os seus primeiros passos em termos de realização”, a vereadora social-democrata destacou o facto de o PSD ter questionado o executivo sobre algumas obras ou projectos previstos para Santa Luzia e São Pedro, freguesias que acolhem a Presidência Aberta este mês e no próximo, respectivamente.

De entre esses trabalhos que, segundo Joana Silva, teimam em não avançar, destacam-se “o projecto de requalificação e ampliação do Centro Cívico de Santa Luzia, que continua sem data prevista, a repavimentação e requalificiação da Rua Pedro José de Ornelas, que também não vai ser executada por esta Câmara Municipal”, ambas em Santa Luzia. Quanto à freguesia de São Pedro, a oposição PSD alertou para a situação do prédio da Confeitaria Felisberta, “que é um prédio devoluto da responsabilidade desta Câmara Municipal”, cuja requalificação não tem data prevista para ser iniciada, bem como para a necessidade de ir para o terreno a requalificação da rede de águas e saneamento do Bairro dos Moinhos, que carece, também, de um meio eficaz de combate a incêndios.

Já a vereadora do CDS, Ana Rita Gonçalves, lamentou a alteração do regimento da CMF, que mereceu um voto contra do seu partido, na medida em que, segundo afirma, “limita o número de inscrições para as reuniões públicas.

Fonte: https://www.dnoticias.pt/madeira/cic...juvq77yl4bQXyg
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Old January 27th, 2020, 11:18 AM   #2632
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A família que construiu uma microcasa (quase) 100% sustentável nos pastos açorianos


Numa freguesia rural de Ponta Delgada, um casal que se mudou para os Açores há seis anos construiu a própria casa, com electricidade, água e saneamento próprio. A mudança, asseguram Ricardo e Mafalda, “está ao alcance de qualquer um”. É a “pequena grande casa”.

A canada é de terra, com várias rochas pelo caminho. São os muros de pedra, grande parte em ruínas, que definem a estrada por entre os montes verdes típicos da paisagem açoriana. O mar está mais ao longe e para ali só vão os agricultores que têm vacas naqueles pastos. Naquele caminho, na freguesia dos Fenais da Luz, em Ponta Delgada, a única habitação nas redondezas é a de Ricardo Pereira, Mafalda Fernandes, do filho Joaquim e de Pi, o cão da casa. Decidiram mudar-se para os Açores e construir uma microcasa de raiz, com sistemas de energia, de água e esgoto próprios. Uma habitação quase totalmente sustentável à qual chamaram “a pequena grande casa”.

“A sustentabilidade total é um objectivo impossível de alcançar”, corrige Ricardo, enquanto nos mostra a casa, toda em madeira, com 7,5 metros de altura, seis de largura, 45 metros quadrados no total. “Só o estarmos a respirar cria pegada ecológica, o nosso objectivo é demonstrar que é possível ter uma vida diferente com tanto ou mais conforto do que o do estilo de vida normal, estando completamente off the grid [desligado da rede] e utilizando materiais reciclados e reutilizáveis”, explica ao P3 o carpinteiro de 34 anos. Há seis, juntamente com a namorada, optou por viver em São Miguel, em busca de “uma vida diferente”.


O ano era o de 2013, auge da crise económica que assolou o país. Mafalda, de Almada, e Ricardo, de Beja, viviam juntos em Lisboa e eram presença assídua nas manifestações que aí aconteciam. Como muitas da sua geração, estavam revoltados com o estado do país. “Os nossos amigos estavam todos a ir embora, nós estávamos muito desanimados e o ambiente em Lisboa estava mesmo muito em baixo”, recorda Mafalda, que naquele ano, foi até ao festival Walk & Talk, em São Miguel, apresentar “Conversas”, um projecto que tinha com uma amiga. Durante a estadia, surgiu o convite para trabalhar numa habitação de turismo rural na ilha. “Aceitámos logo”, confessa a designer de equipamentos. Ricardo, o namorado, seguiu-a e começou a trabalhar no mesmo projecto de turismo rural.

Seis anos, cinco casas depois e já com o filho Joaquim (agora com três anos), compraram um terreno para construírem uma casa e se fixarem em definitivo. Escolheram um espaço rural a 15 minutos de Ponta Delgada, mas esbarraram numa série de impedimentos: como se trata de uma zona florestal, estão impedidos de construir uma casa e de ter água, luz e esgotos. As licenças iriam exigir um longo e dispendioso processo burocrático.

“Foi uma sequência de encontros, não tínhamos dinheiro e foi fruto da necessidade”, recorda o casal para explicar o que os motivou a criar a própria casa. Arrendaram, então, um armazém e meteram mãos à obra. Um ano e meio depois, e com a ajuda fundamental dos tutoriais do YouTube, estava feita. “A casa são duas tiny houses, dois módulos desmontáveis que depois encaixam e cada um está sobre um atrelado de vacas [feito propositadamente]”, conta-nos Ricardo, que actualmente trabalha por conta própria fazendo peças em madeira para hotéis. Os dois módulos foram transportados por um tractor, um de cada vez e sem “problema nenhum” porque “cada um tem as dimensões para andar na estrada”, explica o carpinteiro, detalhando com precisão o dia em que a nova casa ficou pronto: 15 de Dezembro de 2018.

“Mas não está acabada”, alerta a companheira. “Falta um móvel para a cozinha, dar óleo no tecto e fazer o sofá para a sala.” “Nós é que fazemos as mobílias todas”, esclarece Ricardo, entre risos. Tudo é feito com materiais presentes na região, como a madeira proveniente da criptoméria ou da acácia.

“Transformar um desperdício num recurso”

Estando a casa (quase) pronta, faltava ainda luz, água e esgotos. Não se tratava de ser ou não possível ter energia, era apenas “uma questão de dimensionamento e de a ajustar ao consumo diário”, explica Ricardo. O sistema da casa utiliza baterias de carros eléctricos recicladas e tem 12 painéis solares de 3,3 kW — o que dá e sobra para as necessidades da família. “A partir das 10 horas já está tudo carregado e estávamos a desperdiçar energia”, complementa Mafalda, contando que, para aproveitar este excedente de electricidade, compraram um carro eléctrico. Um sistema que os obriga a “ter alguma atenção ao consumo”, sobretudo no Inverno. Mas, asseguram, a partir da Primavera “nem pensam” na quantidade de energia que utilizam.

“O mesmo se passa com a água”, começa Mafalda, para logo ser interrompida. “Posso ir ver uma coisa lá fora?”, pergunta Joaquim. “Aqui ele pode brincar à vontade”, explica, enquanto o filho faz corridas com o Pi no exterior da casa. A ideia inicial é retomada. “Nós armazenámos 8500 litros de água da chuva em bidões, o que nos dá para dois meses.” Depois, construíram um sistema com cinco etapas: quatro filtros (dois de sedimentos, um de carvão e outro de porcelana) e uma lâmpada ultravioleta para garantir que todos os químicos, bactérias e vírus da água são removidos. Um sistema que custou 1500 euros no total, mas tem uma duração “muito grande” e sai “muito mais em conta”. A água serve para tudo, menos para beber — pelo menos para já. É que “apesar de, em teoria”, esta água “ser melhor para consumo do que a da rede”, a família quer fazer testes primeiro.

“Estamos a transformar um desperdício num recurso”, diz Ricardo, referindo-se à água da chuva, à energia solar e aos próprios desperdícios. Têm uma sanita seca e um sistema que separa a urina das fezes, de modo a que os sedimentos sejam utilizados como fertilizante na horta da família. O mesmo destino tem o restante lixo orgânico que não é separado para reciclagem. Um adubo natural que ajuda a crescer o milho, a fava, grão-de-bico, batata-doce, couves e tomates, conforme descreve Joaquim, que nos leva numa visita guiada pelo exterior da casa enquanto come um tomate selvagem que por ali nasce.

“Viver com a natureza e não da natureza”

Mas que impedimentos existem ao viver numa casa como esta? A família parece não se lembrar de nenhum. Para ter este estilo de vida não é preciso ser “hippie”, como diz ironicamente Ricardo. Usam frigorífico, máquina de lavar loiça e roupa e uma Bimby. “São coisas muito burguesas”, atira Ricardo com ironia, questionando depois: “Porque não? Estamos a utilizar água da chuva, energia do sol — e gastamos mais água se lavarmos à mão.” “O maior desafio é só ter mais consciência e procurar incutir isso no Joaquim, é um desafio positivo”, prossegue Mafalda, que sempre que vai ao mercado leva caixas de plástico reutilizável para colocar os alimentos que viriam em plástico descartável.

Para o futuro, querem aumentar o painel solar para terem mais um carro e substituir a botija de gás que ainda alimenta o forno (para isso já compraram um digestor de biogás). Ah, e fazer o tal sofá para a sala. Até lá, vão continuar de portas abertas para quem quiser comprovar que é possível — e “fácil e mais barato” — viver de outra maneira. “Para o futuro da humanidade, temos de começar a viver com a natureza e não da natureza”, diz Ricardo. A mudança está ao dispor de qualquer um: “A tranquilidade depende da pessoa que és e não do sítio onde estás”. Basta “pesquisar na Internet” e ter “força de vontade”. Com uma família destas, até parece fácil.

Fonte: https://www.publico.pt/2019/08/13/p3...bt05X6uGAboKCQ
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Old February 4th, 2020, 09:26 PM   #2633
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MADEIRA RECEBEU HOJE O PRIMEIRO PONTO DE RECOLHA IKEA FORA DE PORTUGAL CONTINENTAL

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A partir desta terça-feira, os clientes IKEA na Madeira passam a ter disponível um Ponto de Recolha para soluções de mobiliário e decoração da marca de origens suecas. Neste local, operado por parceiros externos da IKEA, os clientes poderão levantar as suas compras online, independentemente do valor de compra ou dimensão da encomenda, por um valor fixo de 49 euros.

Segundo Ricardo Pereira, CFO da IKEA Portugal, "estamos muito satisfeitos com este novo ponto de contacto, já que é mais uma opção para as famílias madeirenses poderem ter acesso aos nossos artigos de uma forma conveniente e acessível, com um preço de serviço fixo. Este é, assim, o 9.º Ponto de Recolha da IKEA, que abrimos no mesmo dia que o Ponto de Recolha de Coimbra. Temos a ambição de, durante este ano, operar catorze Pontos de Recolha no País e com isso estarmos mais próximos da maioria dos portugueses".

Enquadrado na estratégia de transformação multicanal, este serviço torna mais acessível e conveniente às famílias da Região adquirir soluções inspiradoras para a casa, que combinam design, qualidade, funcionalidade, sustentabilidade, sempre a preços acessíveis.

Este novo serviço irá funcionar na Estrada do Garajau n.º 139, no Caniço, sendo que as encomendas podem ser recolhidas nos dias úteis entre as 08h00 e as 12h30 e as 13h30 e 17h30.
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Old February 5th, 2020, 09:48 AM   #2634
Mauricereed
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Old February 10th, 2020, 03:16 PM   #2635
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Originally Posted by ERVATUGA View Post
Madeira tem sinal de trânsito único no país e pediu ajuda para o divulgar. Em resposta, a Autoridade de Segurança Rodoviária mandou-o retirar

Evidentemente que a aprovação de um novo sinal de trânsito terá de ser válida para todo o território nacional e para isso existe uma autoridade nacional, e por isso o submeteram para aprovação.

Agora, não gostando da resposta não podem simplesmente ignorar a decisão e partir para o conflito invocando argumentos sem sentido.
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Old February 10th, 2020, 04:50 PM   #2636
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Originally Posted by zientara View Post
Evidentemente que a aprovação de um novo sinal de trânsito terá de ser válida para todo o território nacional e para isso existe uma autoridade nacional, e por isso o submeteram para aprovação.

Agora, não gostando da resposta não podem simplesmente ignorar a decisão e partir para o conflito invocando argumentos sem sentido.
Como referido na notícia, o sinal não foi submetido à autoridade nacional para aprovação. Foi submetido à autoridade nacional para ajudar à divulgação. Como também é referido na notícia, existe interpretações diferentes sobre a questão legal que só pode ser decidida pelo tribunal constitucional.
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Old February 13th, 2020, 02:02 PM   #2637
hawksfnc
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Transporte de componentes eólicos para o Paul da Serra começa amanhã e pode encerrar estradas

A Laso Transportes prepara-se para efectuar o transporte de vários componentes eólicos na Madeira, a partir das 22 horas desta sexta-feira, 14 de Fevereiro. Dada a complexidade da operação, desde o Porto do Caniçal até ao Paul da Serra, serão necessárias algumas medidas de prevenção, tais como o corte total de estradas, intervenção em 8 rotundas e desvio, quando necessário, de fios eléctricos.

Especializada na prestação de serviços de transportes rodoviários de mercadorias especiais, esta empresa vai transportar até ao Parque Eólico Alecrim-Urze, no Paúl da Serra, 12 pás eólicas com 67mt cada uma, dividido em 2 fases. Na primeira fase, o transporte será feito de forma convencional, cujo percurso tem início no Porto do Caniçal até à Ribeira Brava.

Já na segunda fase, o transporte será efectuado com recurso à utilização do equipamento Blade Lifter que, para além de desempenhar um papel determinante quando existem estradas sinuosas, curvas apertadas, zonas povoadas, e inclinações anormais, permite levantar a pá eólica transportada até 60º de inclinação, assim como rodar 360º sobre o seu eixo.

Já o transporte dos 4 geradores, cada um com 120 toneladas de peso, será feito em 4 fases devido à complexidade do trajeto e exigência das obras de arte a atravessar. Serão usadas três composições diferentes de transporte com comprimento máximo acima dos 70mt. No transporte de cada gerador serão utilizados 2 a 3 camiões para tracionar as respectivas composições e vencer as acentuadas subidas que caracterizam a ilha. A primeira fase do transporte do gerador arranca no Porto do Caniçal até à entrada da VR1; passando aí para a segunda fase, até à Ribeira Brava. Até aos Prazeres estará em curso a terceira fase, terminando no Parque Eólico Alecrim Urze.

A operação inicia-se amanhã à noite, a prtir das 22 horas decorrerá pelo menos durante um mês e meio, envolvendo cerca de 8 camiões, 38 linhas de eixo para o transporte de cada gerador, 1 Blade Lifter, 18 colaboradores da LASO e 20 agentes da PSP.

O envolvimento da LASO neste projecto é contribuir para o aumento do fornecimento de energia para a Ilha da Madeira.
https://www.dnoticias.pt/madeira/tra...das-BF5788751#
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Old February 14th, 2020, 07:52 PM   #2638
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Foto funchalnoticias.net

O camião que transporta a pá de 67 metros e que sai hoje às 22h do Porto do Caniçal levará 12 horas a chegar ao planalto do Paúl da Serra. O trajecto implica remover e desviar sinalização rodoviária, árvores, cabos de energia e intervencionar várias rotundas removendo as áreas ajardinadas.
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Old February 17th, 2020, 06:20 PM   #2639
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Passagem pelo 1º túnel no Caniçal.



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