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Old June 25th, 2019, 11:06 PM   #61
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Uma casa para visitar as memórias e confissões de Manoel de Oliveira


A Casa do Cinema com o nome do realizador de Aniki-Bóbó é inaugurada esta segunda-feira em Serralves. Álvaro Siza desenhou-a; António Preto vai dirigi-la, com a convicção de que “é possível habitar um filme como se habita uma casa”, e vice-versa.

https://www.publico.pt/2019/06/22/cu...iveira-1877203
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Old June 25th, 2019, 11:07 PM   #62
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Casa do Cinema Manoel de Oliveira "faz justiça" ao cineasta e à cidade do Porto


A Casa do Cinema Manoel de Oliveira foi inaugurada nesta segunda-feira, na Fundação de Serralves. Na cerimónia, que reuniu várias personalidades da cidade e do país, o Presidente da República afirmou que a Casa, projetada pelo arquiteto Siza Vieira, "faz justiça" ao "maior e mais reconhecido cineasta" português, ao cinema nacional e à cidade do Porto.

"Faz-se enfim justiça com a inauguração da Casa do Cinema Manoel de Oliveira. Justiça ao nosso maior e mais reconhecido cineasta, justiça ao nosso cinema, que temos o dever de defender e de preservar, e justiça ao Porto, cidade-berço do cinema português", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, cita a Lusa, durante a cerimónia que decorreu nos jardins de Serralves, defronte para a Casa, na presença da ministra da Cultura, Graça Fonseca, do arquiteto portuense Álvaro Siza Vieira, da presidente do Conselho de Administração da Fundação de Serralves, Ana Pinho, do presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, do presidente da Assembleia Municipal do Porto, Miguel Pereira Leite, de vereadores do Município, entre outros convidados.

Convicto de que "Manoel de Oliveira estará muito feliz pela justiça" que lhe foi prestada "no dia de São João", o Chefe de Estado recordou o cineasta enquanto "artista fiel às suas ideias e obsessões", enalteceu também a duração da sua própria obra: "oito décadas de cineasta, caso sem igual", destacou.

Recordando que a obra de Manoel de Oliveira "começou no cinema mudo e terminou em 2014, contemporânea do modernismo", o Presidente da República afirmou que o cineasta foi "mestre da duração em vários sentidos" e que, com ele, "aprendemos a ter uma noção de longo termo do cinema e uma noção de que o cinema é também a memória do cinema e que isso não depende do inefável, mas da decisão política, do trabalho, do trabalho cultural, da organização financeira, material e institucional", acrescentou.

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, a inauguração da Casa do Cinema Manoel de Oliveira - seis anos passados sobre o acordo celebrado entre o cineasta e a Fundação de Serralves e quatro após a sua morte, em 02 de abril de 2015, - é "ainda muito justo para o Porto", cidade que foi palco de muitos dos seus filmes e "onde Oliveira nasceu, onde a família geriu uma fábrica, onde estudou, onde foi atleta, piloto de automóveis e cineasta, onde viveu e morreu".

Na conclusão da sua intervenção, assinalou que se a inauguração da Casa tivesse sido feita em vida do cineasta que tal lhe daria uma "alegria ilimitada", mas que ainda assim não tem dúvidas de que "estará também ele feliz, muito feliz, pela justiça que hoje lhe é prestada".

Para a ministra da Cultura, Graça Fonseca, a Casa do Cinema Manoel de Oliveira é "um lugar primordial de conservação e descoberta da grandeza e originalidade da obra de um criador ilustre que prestigiou Portugal", tendo-o recordado como "um dos maiores realizadores em qualquer tempo, em qualquer lugar, em qualquer território".

Já Manuel Casimiro, filho do cineasta, referiu-se ao momento da inauguração como "um culminar feliz de um longo caminho" e de "uma história por vezes muito penosa", considerando que o processo de criação da Casa do Cinema Manoel de Oliveira "se arrastou ao longo de muitos, demasiados anos, mais de 20".

Ana Pinho, presidente da Fundação de Serralves, salientou a "simplicidade complexa, meditativa e desafiadora" do edifício, que vai "prolongar a obra imortal de Oliveira", através de uma atividade vasta e diversificada, estando programadas exposições, ciclos, conferências, entre outras iniciativas.

Por seu turno, Siza Vieira, em declarações ao JN, afirmou que o processo de conceção foi "anormalmente tranquilo" e que o ponto de partida quando começou a desenhar foi "pensar no homem e na sua obra".

A Casa do Cinema Manoel de Oliveira, orçada em cerca de Cifrada em cerca de 3,7 milhões de euros, foi edificada de raiz nos 18 hectares do parque de Serralves, ao lado do edifício das garagens do Conde de Vizela, antigo proprietário da quinta.

O que cabe dentro da Casa?

A Casa do Cinema apresenta o guião da vida e obra de Manoel Oliveira, através de fotografias, textos, desenhos preparatórios, adereços, guiões de filmes e também prémios, cartazes, correspondência e toda a biblioteca do cineasta, num vasto núcleo documental que visa aprofundar o conhecimento da sua obra e da história do cinema, da arte e da cultura em Portugal nos séculos XX e XXI.

No interior da nova infraestrutura estão a decorrer duas exposições: uma permanente (onde é proposto um percurso através da globalidade da obra de Manoel de Oliveira e onde estão expostas algumas das dezenas de galardões e homenagens que o cineasta ganhou) e uma temporária, batizada "Manoel de Oliveira: A Casa", que reflete sobre as representações da "casa" na obra do cineasta.

Fonte: http://www.cm-porto.pt/noticias/casa...idade-do-porto
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Old June 25th, 2019, 11:09 PM   #63
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Tanto no artigo do Público...



Como no artigo da CMP, podem encontrar diversas fotos. Cliquem nos links.
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Old June 26th, 2019, 06:51 PM   #64
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Oh ERVA, não é preciso colocares as noticias de cada jornal e site deste pais, já todos sabemos, torna-se excessivo e repetitivo, a não ser que tenham conteúdos distintivos e únicos..
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Old June 26th, 2019, 07:03 PM   #65
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Lê o meu comentário do post 63 outra vez
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Old July 1st, 2019, 08:04 PM   #66
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A Casa do Cinema Manoel de Oliveira, no Porto, é uma imensa tela

Ao fim de mais de 20 anos, abriu portas o projeto assinado por Siza Vieira que pretende homenagear a obra do realizador português e dedicar-se ainda à sétima arte. A Casa do Cinema Manoel de Oliveira já pode ser visitada no Parque de Serralves, no Porto


Da obra produzida por Manoel de Oliveira ao cinema contemporâneo de autor, muitas serão as valências da casa, que inclui uma sala de cinema e Serviço Educativo

Há um rasgo cinematográfico na forma como os dois edifícios da Casa do Cinema Manoel de Oliveira (CCMO) foram implantados no limite nascente do Parque de Serralves, a enquadrar e a animar a paisagem. O primeiro, fruto da reconversão da antiga garagem do Conde de Vizela (um dos anteriores proprietários da quinta), é discreto e respeita o espírito do lugar. Serve ainda de inspiração ao segundo bloco, do qual está separado por uma ramada de buganvílias, em diálogo com toda a envolvente e a carregar a assinatura clara de Siza Vieira. Arquiteto e cineasta (falecido em 2015) tiveram a oportunidade de falar profundamente sobre o projeto. E, ultrapassando os problemas que impediram a sua concretização durante mais de 20 anos, os desígnios de Manoel de Oliveira foram integralmente respeitados.


A sala com cinco telas onde se abordará a vida e obra de Manoel de Oliveira

Na casa original ficam as áreas expositivas. Uma permanente, no piso superior, que “propõe um percurso através da globalidade da obra de Manoel de Oliveira, apresentando toda a sua filmografia e colocando-a em confronto com uma seleção de documentos extraídos do acervo”, explica António Preto, diretor da CCMO. Siza Vieira criou um conjunto de telas onde serão projetadas sequências, planos e cenas que apresentam novas possibilidades de olhar para a estética recorrente nos processos de trabalho do realizador. No piso inferior, decorrerão as exposições temporárias, sendo a inaugural (vigente até novembro) dedicada às representações da casa no cinema de Manoel de Oliveira, tendo como fio condutor o documentário Visitas ou Memórias e Confissões, realizado em 1982, quando tinha 73 anos. Pensado como filme-testamentário (a ser visto postumamente), tornar-se-ia uma obra profética, antecipando toda a filmografia que estava por vir.

A instituição pretende ainda dialogar com o cinema contemporâneo e antecipar o cinema do futuro – em novembro, inaugura a exposição retrospetiva dedicada a Eugène Green, cineasta norte-americano, radicado em França e próximo de Portugal. No novo edifício, encontra-se a sala de cinema de 59 lugares, que terá uma programação regular – nesta primeira fase, acolherá o ciclo Manoel de Oliveira, Portas Abertas e, em setembro, será dada carta-branca ao arquiteto Siza Vieira para apresentar as suas referências cinéfilas. E ainda o Serviço Educativo – com programas para todos os públicos, uns mais circunscritos, outros mais ambiciosos e de longa duração –, um espaço dedicado à investigação, além do depósito onde está guardado o gigantesco acervo do realizador.


Alguns dos prémios conquistados pelo realizador

A CCMO vai promover inúmeras colaborações com Serralves – aliás, as instituições partilham a entrada e bilhética –, seja com ciclos de cinema em articulação com as exposições do museu, seja com atividades do Serviço Educativo que partem de instrumentos próprios do cinema para pensar as linhas de atuação de Serralves, seja ainda com mostras organizadas pelos dois polos, dedicados a artistas que trabalhem no cruzamento entre cinema e arte contemporânea. Não faltam planos, a lembrar a longevidade e a criatividade de Manoel de Oliveira.


TRÊS PERGUNTAS A... ANTÓNIO PRETO

Diretor da Casa do Cinema Manoel de Oliveira

1. Esta casa era um objetivo de Manoel de Oliveira?

Ao longo de mais de 80 anos, Manoel de Oliveira reuniu um espólio documental ligado ao cinema, que ele pretendia colocar ao serviço da cidade e do público em geral. Esse acervo, depositado em Serralves, é uma das peças que estão na origem deste projeto, além do desejo do próprio realizador de constituir uma instituição dedicada ao cinema.

2. O que proporcionará a Casa do Cinema?

Há uma constante no percurso de Manoel de Oliveira: tratar de temáticas que têm um primeiro nível de leitura romanesco, mas que, ao mesmo tempo, interpelam criticamente o seu tempo, pela via da alegoria ou da metáfora. A Casa do Cinema será um espaço no qual se fará uma síntese retrospetiva do que foi a obra produzida por Oliveira e, ao mesmo tempo, um balanço de toda a História do Cinema.

3. O que teve a sua obra de tão singular?

Oliveira atravessou todas as transformações técnicas e estéticas da História do Cinema. É o único realizador a fazer a travessia do cinema mudo ao sonoro, do preto e branco à cor, e chegando até ao cinema digital. Sempre teve uma enorme e genuína curiosidade em relação a tudo o que era novidade. E acompanhou todos os acontecimentos marcantes do século XX, funcionando os filmes como um repositório de experiência passada.


Uma ramada de buganvílias separa os dois edifícios da Casa do Cinema projetados por Siza Vieira, um resultante da reconversão de uma antiga garagem, outro inteiramente novo, em diálogo com o Parque de Serralves

Casa do Cinema Manoel de Oliveira > R. de Serralves, Porto > T. 22 615 6584 > seg-sex 10h-19h, sáb-dom 10h-20h > €12 (Parque de Serralves+Casa do Cinema)

Fonte: http://visao.sapo.pt/actualidade/vis...zVdRzPRA5aAJ8U
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