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Old February 1st, 2012, 08:05 PM   #101
ThalesVeiga
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É verdade, modificaram, "modernizaram" tanto que deu no que deu. Os daqui de Santos são 100% originais, inclusive o nº40 recebeu lanternas traseiras e espelhos retrovisores para maior segurança, mas só. Até que combinou! Santos tem 4 bondes originais da cidade, nºs 32 (antigo 84, não sei porque mudaram), 38 (funcionando como reboque, em breve ganhará motor novamente) 40 e 46. Além desses há o reboque 1, de 1870, o primeiro bonde de santos, três bondes da Cidade do Porto, nºs 179, 193 e 224, Dois bondes de Turim (2700 e 3265), um bonde gilda de SP (1799) e o bonde da antiga EF Elétrica Votorantim (nº2). Em breve chegará um bonde de Assunción, Paraguai (não confirmado) e uma surpresa da qual não posso falar, acredito que poucas pessoas saibam..
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Old February 6th, 2012, 05:53 PM   #102
raffasoares
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Nova entre aspas.

Santa Teresa ganhará nova linha de bonde

Rio - Paralisado desde 2004, o ramal Silvestre, que ligava os bondes de Santa Teresa ao trenzinho do Corcovado, será reativado. A linha voltará após revitalização do sistema sob trilhos. As obras devem ficar prontas em 2013.

A empresa responsável pelos serviços será escolhida em licitação. O projeto prevê a recuperação da via aérea, construção de nova subestação, total substituição dos trilhos, reforma completa da oficina, das estações, paradas e museu do bonde.

Em agosto do ano passado, acidente com o bondinho de Santa Teresa deixou seis mortos e mais de 50 feridos. Após a tragédia, um termo de cooperação técnica foi celebrado entre a Central de Engenharia e Logística — responsável pelos bondes — e a empresa portuguesa Carris, contratada pelo governo do estado. A parceria deve custar R$ 40 milhões e vai permitir a modernização dos carros elétricos.

http://www.band.com.br/noticias/cida...d=100000484036
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Old February 6th, 2012, 05:55 PM   #103
raffasoares
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Bairro de Santa Teresa aguarda volta de bonde
Moradores denunciam principais problemas de Santa Teresa ; reestruturação dos bondinhos será apresentada até fim de fevereiro

Já se passaram seis meses desde o acidente com um bondinho que deixou cinco vítimas em Santa Teresa, em agosto, mas até hoje o bairro convive com a expectativa sobre a volta do transporte. Enquanto aguardam a divulgação do plano de reestruturação dos bondes pelo Estado, os moradores denunciam a situação de abandono do bairro. De acordo com a Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa (Amast), os problemas incluem coleta de lixo, rede de esgoto e o patrimônio histórico e cultural do local.

Ao mesmo tempo em que os antigos bondinhos aguardam na garagem alguma resolução sobre seu destino, a população se movimenta pelo retorno do transporte. O referendo “O bonde que nós queremos” está sendo organizado por um grupo de moradores e, ao longo de fevereiro, vai mobilizar a comunidade do bairro a participar do projeto de reimplantação. Ao final, ele será apresentado ao poder público.

“O que vai ser discutido é o bonde que o usuário precisa. Questões como segurança dos passageiros, a manutenção das características originais e a tarifa não podem passar em branco, afinal quem usa o transporte no dia a dia não é o turista, e sim o morador”, conta Abaeté Mesquita, da Amast, que apoia o referendo e faz várias ressalvas quanto ao projeto do Estado para os bondes: “Não concordamos com a adoção de bondes portugueses, que são mais caros dos que os produzidos no Brasil”.

A Central Logística, empresa estadual que administra os bondes, adiantou, em nota ao que até o fim de fevereiro os primeiros editais do plano de reestruturação já estarão publicados.

Segundo a Central o cronograma incluirá “a reforma da via permanente com substituição dos trilhos atuais por trilhos bilabiados (tipo original do sistema), rede aérea incluindo subestação de energia, reforma das estações, paradas e oficina – incluindo o museu – e a aquisição de 14 bondes com características preservando o tombamento”. Paralisado desde 2004, o ramal Silvestre, que ligava Santa Teresa ao trenzinho do Corcovado, será reativado até 2013.

A Central definiu como “cooperação técnica” sua relação com a empresa portuguesa Carris, que vai colaborar no processo de reestruturação, enquanto enfrenta uma crise financeira que a obrigou a demitir 300 funcionários em janeiro.

http://www.band.com.br/noticias/cida...d=100000484036
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Old February 6th, 2012, 05:59 PM   #104
Adrecal
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A volta do ramal Silvestre será ótimo!!!
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Old February 6th, 2012, 06:17 PM   #105
Rodrjgw
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Só não entendi uma coisa, na matéria diz que serão adquiridos novos bondes, porém, será mantida as características originais do sistema por ser tombado. Quer dizer que irão manter um serviço turístico disfarçado de transporte colectivo e altamente subsidiado? O padrão original dos bondes, hoje, não possui características apropriadas a um sistema regular de transporte urbano! Ao menos é o que eu acho ...
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Old February 6th, 2012, 06:19 PM   #106
Paulo Magalhães
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edit.

Last edited by Paulo Magalhães; February 6th, 2012 at 06:25 PM.
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Old February 6th, 2012, 06:24 PM   #107
Paulo Magalhães
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Só não entendi uma coisa, na matéria diz que serão adquiridos novos bondes, porém, será mantida as características originais do sistema por ser tombado. Quer dizer que irão manter um serviço turístico disfarçado de transporte colectivo e altamente subsidiado? O padrão original dos bondes, hoje, não possui características apropriadas a um sistema regular de transporte urbano! Ao menos é o que eu acho ...
há um equívoco na matéria, pois os termos do tombamento fazem referência aos veículos que integravam o material rodante do sistema, no momento de sua publicação... em outras palavras, o GERJ não poderia adquir um veículo com valor histórico peculiar a outro lugar ou simplesmente um veículo novo e o rotular de "tombado, patrimônio histórico"

Talvez a matéria tenha a intenção de atenuar a real pretensão do GERJ.

Last edited by Paulo Magalhães; February 6th, 2012 at 06:30 PM.
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Old February 6th, 2012, 08:06 PM   #108
ThalesVeiga
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Acho que os novos veículos nada mais são do que os antigos, pois são em mesmo número, 14, que irão passar de novo por modernização. Se pra fazer, tem que ser bem feito.
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Old February 7th, 2012, 03:22 PM   #109
raffasoares
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Opinião de blog, mas acho pertinente

O sumiço do bondinho de Santa Teresa
Antes livres, as ruas do bairro estão se entupindo de carros, enquanto a volta do transporte público e limpo é adiada. Mais um desastre nos preparativos para a Copa?



Por Andrea Dip, na Pública | Fotos de André Mantelli

Os trilhos de ferro estão lá, encrustrados nas ladeiras de Santa Teresa, bairro do centro do Rio de Janeiro. Lembram um tempo bom que, embora recente, já traz saudade à comunidade. Os taxis ainda não gostam de subir os paralelepípedos escorregadios do morro, os ônibus passam derrapando nas curvas e os carros – antes raros por ali – agora entopem as ruas estreitas, disputando espaço com pedestres.

Tudo porque o bonde, meio de transporte tradicional do bairro há mais de cem anos, não está mais lá. Hoje só se vê a falta que faz nas imagens que o representam “chorando”, pintadas nos muros ou estampando adesivos e cartazes que cobrem o Largo do Curvelo, na rua mais antiga do bairro.

Os bondes foram tirados de circulação depois de um descarrilamento ocorrido no dia 27 de agosto de 2011, matando seis pessoas. Não se sabe exatamente o que provocou o acidente – o inquérito ainda não foi concluído pelo Ministério Público. Mas os moradores têm motivos para acreditar que o sucateamento proposital dos bondes, que acompanharam de perto, é o grande responsável pelo “pesadelo” que viveram.

Em uma tarde chuvosa em Santa Teresa, Abaeté Mesquita, advogado, morador e diretor secretário da AMAST (Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa) se emociona falando do que considera “uma tragédia anunciada”. “Foi um projeto político que trouxe esses bondes ‘frankensteins’ para o nosso bairro – porque não eram bondes tradicionais nem trens de tecnologia moderna, eram um misto – resultando em acidentes terríveis. Não temos dúvidas de que o sistema de bondes foi sucateado para justificar a entrada de trens de alta tecnologia a valores superiores a um milhão de reais e ser transformado em um elemento puramente turístico”, denuncia. E explica:“A imagem do bonde de Santa Teresa sempre foi usada para vender a Copa mas nosso bonde tradicional não iria comportar o turismo de massa”.

O pesadelo toma forma

O sistema de bondes sofreu várias tentativas de ser modificado e até extinto durante mais de um século até que os moradores conseguiram seu tombamento em 1988. Bem antes disso, a artista plástica Maria Lúcia pegava o bonde todos os dias para ir à escola e ao mercado.

“Morei 40 anos em Santa Teresa e a gente usava o bonde para tudo porque era pontual, a gente conhecia os motoristas. Muitas vezes eles já sabiam dos nossos horários e esperavam uns dez minutos na porta de casa se a gente atrasava” lembra. “Na época da ditadura militar também tentaram acabar com os bondes mas não conseguiram” diz.

Em 2003, um morador fez uma denúncia ao Ministério Público sobre o abandono completo do sistema de bondes de Santa Teresa, um bem tombado. O processo ficou rolando de um lado para o outro e enquanto isso a Central (Companhia Estadual de Engenharia de Transportes e Logística) firmou contrato com uma empresa da cidade de Três Rios chamada Ttrans para “restaurar” os bondes. Em 2007, a comunidade recebeu de surpresa o primeiro bonde com tecnologia modificada, e não restaurado como se esperava.

“Os bondes foram levados para a cidade de Três Rios, no interior do Rio para restauração mas o que aconteceu foi uma aventura tecnológica do então secretário estadual de transportes Júlio Lopes e da Central, junto a Ttrans – que não tinha experiência com bondes”, conta Abaeté.

Segundo ele, a empresa fez um trabalho de engenharia reversa, desmontando os bondes para ver como funcionavam e utilizar esse conhecimento para programar a construção de 14 VLT’s (Veículo Leve sobre Trilhos) – trens para transporte de massa em áreas planas com tecnologia de ponta. “Na época, a recuperação dos bondes originais custaria menos de 300 mil reais. Cada VLT custaria um milhão de reais”.

O primeiro VLT que chegou a Santa Teresa não saiu do lugar. Do mesmo jeito que chegou, em cima de um caminhão, voltou para Três Rios. “Seria muito mais barato e simples restaurar os bondes nas oficinas do bairro, que fizeram isso durante todo este tempo. A Ttrans foi a única empresa a participar desta licitação e mais tarde o contrato com a Central foi cancelado por irregularidades na planilha de gastos” lembra, Abaeté.

Nem bonde, nem trem

Os VLT’s voltaram de Três Rios seis meses depois. Enquanto isso, alguns bondes tradicionais sucateados continuavam em funcionamento, em processo de canibalismo, transferindo peças de um bonde para outro para substituir as que estavam quebradas. O primeiro acidente com o VLT aconteceu ainda dentro da oficina, quando um trem que estava parado escorregou e pegou a perna de um funcionário.

Na ocasião, a AMAST diz ter recebido denúncias de que a maior dificuldade da empresa era no sistema automático de freios. “A gente denunciou, mas a empresa desmentia” diz Abaeté. Após um curto período de testes, os “frankensteins”, com aparência estética de bonde e tecnologia de trens de alta velocidade foram colocados nas ruas. “Os motorneiros morriam de medo de conduzir porque não tinham o bonde ‘na mão’, era tudo computadorizado, algo completamente diferente do que conheciam a vida toda” diz Abaeté.

Agravando a situação, os bondes restantes foram entregues às pressas e os incidentes começaram a se multiplicar. “Havia sete trens mas eles nunca circularam ao mesmo tempo. Primeiro, porque viviam quebrados e segundo, porque gastavam uma quantidade de energia elétrica que o bairro não dava conta” explica o advogado.

Ao contrário dos bondes antigos, que tinham jogo para andar nas ladeiras e curvas, os novos trens tinham o truck rígido – a parte que suporta o peso da locomotiva, fornece propulsão, suspensão e freios, que fica entre o trem e a roda – e trepidavam nas curvas com perigo de descarrilar. Com aceleração eletrônica, eram silenciosos demais, causando riscos de atropelamentos e acidentes com carros e motos. “O barulho dos bondinhos alertava os moradores e não incomodava ninguém, ao contrário, as pessoas iam para as janelas vê-lo passar, cumprimentar os vizinhos” diz.

Os outros sete dos 14 VLTs não foram entregues porque o contrato com a Ttrans foi considerado ilegal pelo Tribunal de Contas do Estado e dois diretores da empresa, na época, condenados a pagar multa de 5 mil reais.

O primeiro acidente grave

Em 2008, após sucessivos incidentes, o CREA denunciou vários problemas com os freios dos trens novos, principalmente o fato de estarem localizados fora do trem o que poria em risco sua eficácia se houvesse uma colisão. Foi exatamente o que aconteceu, em 2009, quando o VLT se chocou com um táxi que vinha em alta velocidade em uma curva acentuada. A batida aconteceu exatamente na caixa de freio externa e o motorneiro não tinha como controlar o trem. Para piorar, os passageiros de um ônibus que vinha atrás do trem se assustaram e Andréa de Jesus Rezende, uma professora de Paraty que visitava o namorado em Santa Teresa, pulou e morreu esmagada.

O inquérito foi arquivado e o taxista levou a culpa. Como não conseguiram anotar a placa, ele nunca foi encontrado. O CREA fez uma investigação para identificar os possíveis problemas de engenharia e mais uma vez a localização do freio foi condenada, mas a Ttrans se limitou a colocar uma grade de proteção na caixa de freios.

Na ocasião, dois processos que estavam em andamento tiveram decisões. Em um deles, no âmbito federal, que pedia a suspensão da transformação do bonde tradicional – tombado – em VLT houve a condenação da Ttrans por dano ao patrimônio. A justiça determinou a interrupção do processo de transformação dos bondes em VLT até que fosse demonstrado que isso não feria o patrimônio tombado.

O Estado recorreu e conseguiu continuar com os “frankesteins”. No segundo processo, movido pelo Ministério Público na Justiça estadual a partir da denúncia de 2003 daquele morador – que exigia a recuperação integral do sistema de bondes -, o juiz mandou o Estado recuperar o sistema e devolver os 14 bondes tombados. E determinou multa de 50 mil reais por dia em que o Estado não cumprisse a ordem.

“O Estado entrou com mais de 15 recursos e perdeu. A multa chegou a 50 milhões de reais. Na época era preciso 22 milhões para recuperar o sistema e este dinheiro existia, foi dado pelo BID na gestão Rosinha Garotinho e até hoje a gente não sabe para onde foi este dinheiro” denuncia Abaeté.

Foi aí que o processo de “canibalização” dos bondes, segundo a AMAST se agravou: “Para não arcar com a responsabilidade política de tirar os trens de circulação, o Estado permitiu um processo de canibalização, quando em vez de fazer a manutenção, tiravam peças de um bonde para colocar no outro” diz Abaeté.

Antecedentes perigosos

Esses foram os fatos que antecederam o trágico dia 27 de agosto de 2011, quando a sorte dos bondes de Santa Teresa foi selada e os moradores se viram privados do tradicional meio de transporte. Segundo testemunhas, um bonde perdeu o freio e tombou, matando seis pessoas, incluindo o motorneiro Nelson, que há tempos reclamava das condições de segurança dos bondes.

Não se sabe o que o futuro reserva agora para o querido bondinho de Santa Teresa. A Central respondeu por nota os questionamentos do blog Copa Pública sobre o como e quando o sistema voltará a funcionar e sobre a contratação da empresa portuguesa Carris para fazer a terceira geração de bondes.

Afirmou que haverá a aquisição de 14 novos bondes com características que preservem o tombamento porém com modificações que garantam mais segurança ao material e aos passageiros. E que a expectativa de conclusão do sistema é “daqui a dois anos”. Ano de Copa do Mundo!

Sobre os valores dos novos bondes, não tivemos respostas, mas em entrevista à revista Veja no ano passado, o presidente da empresa declarou que ficariam em torno de 4 milhões cada. Ainda sobre a relação com a Carris, a Central afirma ser um termo de cooperação com “intercâmbio de conhecimento e cooperação nos novos projetos”.

A Carris de Lisboa enfrenta uma crise. Atualmente tenta negociar 300 demissões e teve de tirar vários trens de circulação. Há diversas organizações populares que denunciam episódios parecidos aos da Ttrans em Santa Teresa.

Nesta terça-feira (31), deveria acontecer a audiência judicial do processo que obrigava o Estado a recuperar o sistema de bondes na justiça estadual, na 3a Vara de Fazenda Pública. A Central e o Estado deveriam apresentar os termos de referência, ou seja os planos de recuperação dos bondinhos. Segundo a AMAST, a Central e o Estado não levaram qualquer plano e pediram mais tempo ao juiz, que negou a extensão do prazo (a audiência foi adiada por três vezes) e determinou o prazo de 30 dias para a apresentação dos termos.

A AMAST disponibiliza em seu site todos os processos e documentos que comentamos aqui. Para ler é só clicar AQUI.

(Colaborou Marcela Genaro)

http://ponto.outraspalavras.net/2012...-santa-teresa/
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Old February 7th, 2012, 09:08 PM   #110
ThalesVeiga
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Não disse, se restaurasse era melhor.
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Old February 9th, 2012, 02:52 PM   #111
Adrecal
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TJ cobra do estado projeto dos bondes


Governo tem 30 dias para apresentar dados sobre sistema em Santa Teresa


RIO - O juiz Belmiro Gonçalves, do Tribunal de Justiça do Rio, determinou que o governo do estado apresente, no prazo de 30 dias, informações sobre o projeto do novo sistema de bondes que será instalado em Santa Teresa. A decisão se seguiu a uma audiência da qual participaram o Ministério Público, a Procuradoria do Estado e a Companhia Estadual de Engenharia de Transporte e Logística (Central). O governo não comentou a determinação alegando ainda não ter sido notificado.

Moradores de Santa Teresa temem que o novo sistema desrespeite obrigações estabelecidas em decisão judicial de agosto de 2009 — dois anos antes do acidente que matou seis pessoas e deixou mais de 50 feridos. A Amast, associação do bairro, aguarda agora a apresentação dos Termos de Referência do projeto.

— Essas informações são a base da licitação e devem passar pelo crivo do Fórum Permanente dos Bondinhos de Santa Teresa, que conta com a participação de engenheiros do Crea, da UFRJ e do Clube de Engenharia, além de integrantes com conhecimento jurídico e administrativo. É fundamental que o investimento não se limite à compra dos bondes, mas garanta autossustentabilidade ao serviço, que não pode ter sua manutenção muito custosa — disse o diretor secretário da Amast, Abaeté Mesquita.

Moradores, empresários e até integrantes de blocos de carnaval apoiam também um referendo com dez pontos que não podem ser deixados de lado pelo governo, como o horário de funcionamento do bonde (das 5h à meia-noite), a gestão transparente e o serviço voltado prioritariamente para os moradores.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/tj-cobra...#ixzz1lt9gnSoF
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Old February 10th, 2012, 05:30 PM   #112
Heaven_BR
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Maximilian Dörrbecker - http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheir...aneiro2005.png
Funcionava até onde?
Com o ramal Silvestre, o que muda?
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CEFET-MG - Bacharelado em Engenharia de Transportes - 03/2015 a atualmente
CEFET-MG - Técnico em Transportes e Trânsito - 06/2011 a 02/2014
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Old February 10th, 2012, 07:20 PM   #113
Uhr Ban
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Legal esse mapa. Acontece que, Haven BR, em 1966 ocorreu um grande diluvio no RJ com deslisamento de terra em vários pontos de Santa Teresa. Desde então, o trecho entre Dois irmãos e Silvestre ficou fora de serviço. Como sempre, houve várias promessas de reativação, mas nada efetivo...

Mais informações aqui

...do site:http://www.tramz.com:
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Old February 13th, 2012, 05:35 PM   #114
raffasoares
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Bondes de volta aos trilhos
Reforma no sistema de Santa Teresa dará 14 novos carros e monitoramento por satélite
POR CHRISTINA NASCIMENTO


Rio - Seis meses após o acidente com bonde em Santa Teresa, o projeto de renovação do sistema começa a ganhar forma. Uma das novidades é a criação do Centro de Controle de Operações (CCO) na Estação Carioca, que vai servir para monitorar todos os 17 km de trajeto e antecipar aos passageiros sobre possíveis problemas nas linhas. Além disso, os cinco bondinhos que operavam na época da tragédia darão lugar a, pelo menos, 14 novos, que terão vigilância por satélite (GPS) para ajudar no rastreamento das conduções. Mudanças no trilhos vão por fim às trepidações e barulhos.



A expectativa é de que cada bonde custe, em média, R$ 3 milhões. O edital de licitação para a compra está previsto para sair este mês. “Acredito que a gente consiga publicar em seguida o edital para a aquisição dos trilhos”, explicou o diretor-presidente da Companhia Estadual de Engenharia de Transporte e Logística, Eduardo Macedo. O investimento total é de quase R$ 100 milhões.

A Estação Carioca vai passar por reforma e ampliação. Sucateada, a oficina dos bondes será recuperada e terá novo visual, com mais ventilação. O barranco num dos acessos vai ser transformado em jardim. Os dormentes de trilhos, que são de madeira, serão substituídos por lajes de concreto — que terá no meio material elástico — a exemplo do modelo do sistema de bondes de Lisboa, em Portugal.|

As obras para troca de trilhos vão causar transtornos para os moradores de Santa Teresa, mas devem servir para a troca de equipamentos antigos que fazem a distribuição de água e de saneamento. Em agosto, acidente causou a morte de 5 pessoas, deixou mais de 50 feridos e trouxe à tona as precárias condições em que os bondes circulavam.

Pilotos vão passar por treinamento em Portugal

Funcionários dos bondinhos vão passar por treinamento de aperfeiçoamento em Lisboa, Portugal. O estágio vai ser ministrado por engenheiros da Carris, empresa contratada pelo governo estadual para dar consultoria à revitalização dos bondes.



Um dos temas abordados será o funcionamento do Centro de Controle de Operações. Farão o curso motorneiros, mecânicos, engenheiros e o pessoal da manutenção e energia.

Apesar de ainda não ter data exata para voltar a circular, os bondes de Santa Teresa continuarão a ter a tarifa social. Os preços acessíveis, no entanto, devem ficar restritos a moradores do Rio. Turistas deverão pagar mais caro.

http://odia.ig.com.br/portal/rio/bon...ilhos-1.405990
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Old February 13th, 2012, 06:20 PM   #115
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Mas, os novos bondes terão estilo "retrô"?
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Old February 13th, 2012, 09:45 PM   #116
ZakSpeed
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Mal posso esperar por essa intervenção em Santa Teresa!

E é ótimo saber que vão aproveitar pra reformar os sistemas de água e saneamento. Provavelmente irão reformar as calçadas também.

Por mais que tenha o transtorno das obras, os moradores tem que aplaudir essas notícias.
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Old February 13th, 2012, 10:15 PM   #117
ThalesVeiga
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Com certeza, irão aroveitar a carcaça dos antigos. Porque exatamente 14, mesmo número de antes? Não seria mais fácil 10 ou 20?
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Old February 13th, 2012, 10:32 PM   #118
Rodalvesdepaula
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A R$ 3 milhões? Sei lá... Este é o preço de um VLT, mas o povo de Santa Tereza quer o bonde aberto...
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Old February 13th, 2012, 10:43 PM   #119
Paulo Magalhães
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Os trams antigos tambem são VLT's

Seria interessante que a operação regular, voltada à população, fosse segregada da operação turística.
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Old February 14th, 2012, 03:20 AM   #120
caoscarioca
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Originally Posted by Paulo Magalhães View Post
Seria interessante que a operação regular, voltada à população, fosse segregada da operação turística.
Paulo

Creio que você parte do presuposto que o Bonde tem uma funação diferente aos moradores. Presuposto partilhado infelizmente por muitos moradores de Santa Teresa que erroneamente acham que o Bonde é um Transporte Público Regular.

O Bonde NÃO É transporte público regular. Não tem as condições minimas para ser caracterizado como transporte público regular. Ou seja, acessibilidade, performance, segurança e conforto.

O Bonde deve ser visto prioritáriamente como monumento histórico e turistico com função LIMITADA E ACESSÓRIA na mobilidade do bairro. A meu ver consegue-se isso mantendo o bonde com o MESMO preço do ônibus.
__________________
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