Brasil | Ferrovias entre Rio e Espírito Santo [EF-118 e afins] - Page 8 - SkyscraperCity
 

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Old August 26th, 2019, 10:33 PM   #141
lorrampaiva
#pas
 
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Trens de passageiros de média-longa distância só são viáveis com ferrovias e equipamento modernos. Isso quer dizer ferrovias construídas do zero.

Não que isso seja má ideia, mas nós temos outras prioridades (ex: transporte metroferroviário nas grandes metrópoles, como já foi dito).
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Old August 27th, 2019, 10:45 AM   #142
Abu.EdL
Eduardo Lima
 
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Concordo que investimentos em transporte ferroviário metropolitano é prioritário, mas existem fontes de financiamento diferentes. Essa ferrovia Rio-Campos está sendo feita para o transporte de carga e de passageiros, então é um investimento proporcionalmente menor do que se fosse apenas uma ferrovia para passageiros, uma oportunidade que pode ser bem aproveitada.

E acho que a eletrificação poderá ser descartada nesse primeiro momento, pois se mesmo em SP onde a demanda é significativamente maior estão considerando usar trens a biodiesel, infelizmente, aqui não deverá ser diferente...

Essa ferrovia, se bem planejada, passaria a ser também uma importante forma de acesso às regiões Serrana, dos Lagos, além de Macaé. Com terminais de integração com o trem bem planejados e horários combinados para um bom tempo de integração, é possível atender bem à demanda de quem quer viajar economizando e não se importa em fazer baldeação. Se são 30 ônibus diários para Campos, quantos mais diariamente não seguem para essas regiões?

A demanda reprimida não pode ser negligenciada. Se hoje tem gente que usa os péssimos horários da SuperVia para ir a Teresópolis pelo ramal Guapimirim + ônibus, imagine com um trem moderno e rápido até o pé da serra, ao menos?
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Last edited by Abu.EdL; August 27th, 2019 at 10:53 AM.
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Old August 27th, 2019, 12:32 PM   #143
Nighto
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Originally Posted by bitolado View Post
tem dois pontos aí, que é a possível integração com outros meios de transporte/mobilidade, não é só RJ-Campos que vai utilizar essa demanda.

outro ponto, o que marquei acima em negrito, que foi falado de trens, faz MUITO mais sentido pro modal rodoviário. trens exigem trechos menos sinuosos, velocidade no aclive todo mundo perde e "diminuir velocidade nas curvas" não é regra, aliás, é a exceção, desde que a ferrovia seja bem projetada.

mas, apesar de tudo que eu disse, tenho lá minhas dúvidas, também, se seria uma boa saída para a região, considerando o trajeto. mas também estou falando sem ver maiores detalhes.
Eu acho que o ponto central é o compartilhamento com cargas. É claro que enquanto defensor de transporte ferroviário adoraria ver mais serviços de passageiros - ainda que não tão bons assim - mas a realidade é que, por exemplo, "diminuir velocidade nas curvas" é exceção em ferrovias de passageiros projetadas para média/alta velocidade, algo que em geral não é necessário para ferrovias de carga.

Pensando realisticamente, acho que se a gente tivesse uma operação similar a da EFVM já estaria bem interessante.

[]s
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Old November 7th, 2019, 04:37 AM   #144
André cavando n'água
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Originally Posted by Abu.EdL View Post
Centro do Rio pode ter trem para passageiros até Campos
Secretário Estadual de Transportes, Delmo Pinho, anunciou medida durante fórum do Conleste, em Magé

O Rio de Janeiro pode ganhar uma rota de trem elétrico de passageiros e de carga entre o Centro do Rio e Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. O anúncio foi feito na manhã de ontem pelo Secretário Estadual de Transportes do Rio, Delmo Pinho, durante o Fórum Técnico de Transporte do Conleste, realizado em Magé. Além de representantes dos municípios do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento do Leste Fluminense (Conleste), participou o Secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico e Emprego e Relações Internacionais, Lucas Tristão.

De acordo com Pinho, a medida faz parte do Plano Estratégico de Logística e Cargas (Pelc) do Rio de Janeiro. A ideia é que o trem de carga saia de Queimados, na Baixada Fluminense, onde será feito uma área de transbordo da carga do trem para o caminhão. Já o trem de passageiros sairá de uma estação, que está abandonada, próximo à Rodoviária Novo Rio e seguirá até Campos dos Goytacazes.

"A linha passará por Magé, Macaé, Silva Jardim e outros para chegar até Campos. O governo de Brasília também gostou do projeto. A vantagem é que, além das melhorias, vamos conseguir trazer o trem do subúrbio até Magé. Esperamos que a licitação saia até o fim do ano que vem", adiantou, completando que o futuro do desenvolvimento dos transportes está nos trens e no metrô.

Um dos temas mais debatidos durante o fórum foi a situação precária de obras interrompidas da rodovia federal BR-493, entre Manilha e Magé, que faz parte do Arco Metropolitano do Rio e deveria ter sido duplicada. Por conta disso, a via se tornou uma estrada sem sinalização, com muitos buracos e viadutos inacabados no meio do caminho, além da falta de iluminação. O prefeito de Magé, Rafael Tubarão, ressaltou a necessidade de melhorias na estrada para evitar mais acidentes.

"Vivemos na expectativa de Magé ser um pólo econômico, de ter a obra do entroncamento entre a BR-493 e a RJ-116 finalizada para melhorar a logística e terminar a obra do Arco Metropolitano, que deixou esta região para o final, e está morrendo pessoas. Magé precisa deixar de ser uma cidade dormitório. O desenvolvimento do município acontecerá através do investimento no transporte", afirmou, pedindo que o projeto de instalar uma barca em Magé saia do papel.

Sobre a questão, Delmo Pinho lembrou que a BR-493 está inserida no primeiro grupo de rodovias federais que serão passadas para concessão de empresas privadas no ano que vem, recebendo melhorias de infraestrutura como sinalização e iluminação, além de cobranças de pedágios, para manter os investimentos. O secretário adiantou que a cobrança deve passar de tarifa fixa para tarifa por quilometragem rodada.

Além de Delmo Pinho, Secretário de Transportes, Lucas Tristão, Secretário de Desenvolvimento Econômico e Emprego e Relações Internacionais e o Prefeito de Magé, Rafael Tubarão, participaram do fórum o Prefeito de Itaboraí e presidente do Conleste, Sadinoel Souza, o Diretor Geral do Conleste, João Leal e o Diretor de Desenvolvimento Econômico da Companhia de Desenvolvimento de Maricá, Carlos Guimarães.

Também estavam presentes o Deputado Estadual Vandro Família e o Presidente da Câmara Setorial de Máquinas Rodoviárias da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), Alexandre Bernardes, além de Secretários Municipais de Transporte e de Desenvolvimento Econômico dos municípios do Conleste.

(...)

Fonte: http://www.ofluminense.com.br/editor...te-campos.html




Pessoal,


Estive presente hoje (06/11/2019) à audiência pública da frente parlamentar Rio nos Trilhos e pude obter algumas informações mais detalhadas. Infelizmente não deu para ficar até o final, pois tudo começou muito atrasado. Mas vamos lá a alguns destaques que anotei:


A) Agora em novembro de 2019, a Secretaria de Estado de Transporte e a frente parlamentar, que conta com mais de 20 deputados dos mais variados partidos, irão entregar a remodelagem do projeto da EF-118. Parece que eles conseguiram reduzir o custo total da obra, mesmo considerando a não possibilidade de aproveitar o antigo leito do trecho São Bento - Ambaí e a inclusão do trem de passageiros. O interesse e a participação da administração do Porto do Açu foi fundamental para a consecução do projeto atualizado;


B) Apesar da EF-118 contemplar a ligação Rio - Vitória, todo o envolvimento do ERJ está concentrado no trecho Nova Iguaçu (Ambaí) - Campos;


C) O trem de passageiro será um expresso regional, não um metropolitano esticado ao limite, e não será elétrico;


D) A Estação terminal do trem de passageiro será a Barão de Mauá. Ao que tudo indica, a reforma da histórica estação sairá antes mesmo da conclusão do primeiro trecho da EF-118. A MRS está colaborando ativamente com esse processo. A Secretaria parece ter melhorado a relação com o IPHAN e tem um entendimento encaminhado para que parte do antigo pátio de cargas da estação, ali onde estão as aduelas da L4 do metrô, seja construído o museu dos transportes (não exclusivamente de trens), mas que deverá receber o Museu do Trem, hoje fechado por falta de funcionários (info IPHAN). O secretário Delmo afirmou apenas que o patrimônio no Engenho de Dentro tem vigilância 24 horas, mas que o Estado não tem pessoal para alocar lá. Também já foi definido que a Estação ficará sob a administração estadual, findando aquela ideia de deixá-la com o TJ. Os recursos virão de leis de incentivo;


E) O secretário e vários presentes foram bem críticos com o representante da FCA (VLI), atacando a quase inoperância das linhas métricas no Rio. Seja como for, boa parte do antigo leito entre Itaboraí e Campos será a base para a remodelada EF-118. A briga agora vai ser com a União para que parte dos valores devidos pela FCA, em razão da devolução e inoperância de trechos em todo Brasil, seja aplicado no Estado do Rio na proporção da quilometragem desativada aqui. Papo de 260 milhões de reais que o Estado quer investir basicamente em trens turísticos, dentre os quais: Trem da Mata Atlântica (Angra-Lídice), trem de Miguel Pereira (não mais com a Litorina larga, mas novamente métrica a vapor de locomotiva obtida junto ao SESC de Grussaí), trem de Conservatória, trem entre Campos e São Fidelis, entre outros;


F) Ainda sobre a métrica, há convergência entre a VLI, o ERJ e a União para a viabilização das shortlines de cargas, mesmo em trechos com a operação de trens turísticos;


G) Acerto para a montagem de uma força-tarefa para viabilizar a recuperação da primeira ferrovia do país e do cais de Guia de Pacobaíba;


H) O Batalhão Ferroviário do ERJ estava presente e mostrou a reforma feita na sua base que fica em Deodoro. Segundo os dados, eles contam hoje com duas Hilux, três Corollas e dois Gols. O efetivo atual é de 100 militares;


I) O ponto de conflito entre a MRS e o ERJ foi a intenção de recriar o Barrinha de Japeri até Barra Mansa, esse sim elétrico.


J) Da malha da Supervia, a prioridade do Estado é realizar o trecho Santa Cruz - Itaguaí, ainda que exista uma série de imbróglios jurídicos nesse pequeno trecho que envolve a antiga RFFSA, o processo de privatização de 1996 e a concessão estadual, mas isso não ficou muito claro pra mim...



Se me lembrar de mais algum detalhe, complemento...
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O consumismo é a pilhagem do mundo; o materialismo é o sequestro da alma.
The consumerism is the plundering of the world; the materialism is the seizure of the soul.
El consumismo es el pillaje del mundo; el materialismo es la toma del alma.

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Last edited by André cavando n'água; November 7th, 2019 at 04:48 AM.
André cavando n'água no está en línea   Reply With Quote
Old November 7th, 2019, 09:04 AM   #145
Abu.EdL
Eduardo Lima
 
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Olha, se 1/3 disso for mesmo realizado, ficaria imensamente feliz!

Com o trem regional saindo de Barão de Mauá, agora mesmo é extremamente necessário levar o VLT até lá.

Muito obrigado pelas informações!
Abu.EdL no está en línea   Reply With Quote
Old November 7th, 2019, 01:12 PM   #146
bitolado
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muito boas as informações.

sinto mas é importante dizer que desses 260 milhões, praticamente é o que ia precisar SÓ para a linha de Barra Mansa - Angra, que conta com diversas invasões ao longo do trecho além de desabamentos que precisam ser retirados, e pontes e túneis em estado desconhecido. A prefeitura de Angra também já fez 'o favor' (ironia) de asfaltar boa parte do trecho urbano também.

vai ser uma briga mas ficaria muito feliz de ver esse trecho reativado
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