Brasil | Ônibus Rodoviários - Page 132 - SkyscraperCity
 

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Old February 5th, 2014, 12:32 AM   #2621
Luiz FS
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Originally Posted by brunogoiania View Post
Empresas devem dificultar licitação rodoviária


Insegurança é a palavra que define a expectativa dos empresários de transporte rodoviário de passageiros frente à maior licitação já proposta pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), de mais de 2.000 linhas. Se o processo for realizado, cerca de 100 das 200 empresas do setor devem ser absorvidas pelas concorrentes. Como não se sabe quem serão os vencidos e vencedores, o segmento deve continuar travando o processo por meio de ações judiciais.

Na semana passada, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) derrubou uma liminar do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado de São Paulo (Setpesp) que impedia a licitação. As empresas questionavam a exigência de regularidade fiscal para as participantes do processo e solicitavam o adiamento do prazo para a contestação do edital.

Mesmo com a decisão, a cronograma deve continuar travado. De acordo com a superintendente de Serviços de Transportes de Passageiros da ANTT, Sônia Rodrigues Haddad, ainda existem outras ações em curso. "Estamos trabalhando para derrubá-las." Apesar de afirmar com convicção que "a licitação sai em 2014", ela diz que espera novas contestações por parte das empresas.

Há seis anos, desde 2008, a agência reguladora criou o Projeto da Rede Nacional de Transporte Interestadual e Internacional de Passageiros (ProPass), com a modelagem para a licitação. Desde então, as empresas operam com autorizações de caráter precário. A licitação em questão (edital nº 01/2013 da ANTT) trata de rotas de 75 quilômetros ou mais. Segundo a Advocacia-Geral da União (AGU), o texto favorece 54,3 milhões de passageiros por ano, com economia de R$ 410 milhões. Além disso, a malha ganha 156 novos municípios e outros quatro milhões de passageiros.

Na avaliação do consultor da Go Associados, Felippe Nogueira Monteiro, o número de linhas contemplado pela licitação é muito representativo, o que traz dificuldades para que o processo seja concretizado. Além disso, o número de interessados é muito grande. "É muito difícil fazer uma licitação para 200 empresas."

Nogueira ainda afirma que os quesitos mais sensíveis do edital de licitação não foram abordados pelas ações que estão na justiça. Para ele, isso seria parte de uma estratégia de "conta-gotas". Em vez de colocar os questionamentos de uma só vez, os interessados em travar o processo devem fazer várias contestações separadas, com o intuito de atrasar a medida. "Assim o mercado fica congelado. Não há licitação nem forma de conseguir a autorização para operar. O único jeito seria adquirir uma empresa."

"O segmento faz tudo para a licitação não acontecer, para manter mercado privado", avalia Alexandre Motonaga, professor da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP). O temor de perder mercado já conquistado levaria as empresas a exercer pressões nos âmbitos político e judicial. Segundo Motonaga, a mesma lógica se aplica às licitações estaduais e municipais de transporte de passageiros.

Para Motonaga, o processo licitatório é importante para os usuários do serviço rodoviário. Como a operação é restrita às empresas que têm licença, a falta de competição prejudica os consumidores. "Em mercado livre, onde há concorrência, quem é mais competitivo sobrevive", afirma ele. Por isso, a necessidade de renovação seria importante.

Um empresário do segmento, que preferiu não se identificar, disse que não espera que haja licitação neste ano. Um dos motivos é a "grande preocupação" entre as companhias por não saberem quais rotas cada uma irá operar. As dúvidas em relação ao processo estariam afetando até a cadeia de postos de gasolina e restaurantes pois existe expectativa de diminuição do movimento rodoviário. "Neste ano temos Copa e troca de governo. Isso cria uma confusão. Não acredito que vá sair."

Segundo a superintendente da ANTT, a expectativa de queda de movimento é incorreta. O problema seria o número de veículos necessários, a chamada frota referencial, usada para a base de cálculo de custos do edital.

Como a frota estimada pela agência é menor do que frota realmente usada pelas empresas, o número teria sido interpretado de maneira equivocada. "A ANTT não calcula a frota em si. Há a frota referencial porque era preciso calcular o custo. Depois disso, as empresas podem cadastrar frota adicional."

Consolidação
Como a licitação da ANTT tem número limitado de lotes, "é inevitável" que empresas sejam absorvidas, diz o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (Abrati), Paulo Alencar Porto Lima. Considerando os 54 lotes, ele calcula que serão cem empresas vencedoras e cem vencidas. "Qualquer atividade tem empresas mais ou menos capacitadas. Existem algumas com problemas de regularidade fiscal. Não tem como não ter trauma."

O texto da ANTT também traz exigências em relação à idade da frota - de no máximo dez anos -, uso de GPS e experiência em operação das rotas rodoviárias. Em relação aos requerimentos mínimos, Lima afirma que eles ficam abaixo do praticado pelo mercado. "Defendemos maior exigência técnicas. A régua de qualidade é inferior ao serviço prestado hoje." Segundo ele, uma empresa poderia concorrer com ônibus sem ar-condicionado em uma linha que hoje é operada por veículos com o recurso, por exemplo. "Como o governo defende exclusivamente o menor preço, a tendência é de piora de serviço." Segundo cálculo feito em 2013 pela ANTT, após o processo, as passagens devem cair cerca de 7,5%.

Com 107 filiados e representando cerca de 85% do setor, a Abrati não é contrária à licitação nem discorda de nenhum quesito em específico. Mesmo reconhecendo que muitos de seus associados podem ser contrários ao edital, Lima afirma que a Abrati apoia o texto. "Nossa contribuição foi em relação ao período, que é de 15 anos. Nós estávamos defendendo que fosse possível a renovação. Porém, temos que compreender que este é o edital que foi possível."


Fonte: DCI

http://www.portalntc.org.br/index.ph...catid=36:notas


acho que o governo não vai ter outra alternativa se não mudar o regime de concessões para autorização,essa licitação não sai tão cedo.
Nem o governo incompetente nem as empresas vão ceder, estou vendo que essa licitação vai se arrastar durante 2014 inteiro, passando para a próxima gestão (seja da Dilma ou não) essa 'bomba', algo como a licitação da área 5 da EMTU.

Eu sou a favor do sistema de autorização, aumentaria a concorrência, diminuiria os preços e melhoraria o serviço, o sistema de concessão favorece o oligopólio controlado pelo estado e poucas empresas, pois essas engolirão menores e aumentarão o controle das rotas.
__________________
Próxima Estação:Terminal Brás: Acesso as linhas 11 e 12 da CPTM e Linha 3 do Metrô. Desembarque por onde a CPTM mandar.

Cadê o direito de ir e vir, Haddad, ou diria, Malddad?
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Old February 5th, 2014, 12:46 AM   #2622
brunogoiania
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as empresas tem certa razão,não há justificativa para o governo não colocar a exigência do ar condicionado na licitação quase todos os onibus comprados hoje tem ar isso deixaria brechas para empresas como novo horizonte vencerem a licitação e colocar onibus sem ar para lugares quentes como o nordeste.
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Old February 5th, 2014, 02:06 AM   #2623
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Negócio para o transporte rodoviário de passageiros acima de 50 Km? Libera e desregulamenta tudo!
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Old February 5th, 2014, 07:00 PM   #2624
tiagonunes
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Capaz de abrirem berreiro pra liberarem os acabritados...

Rodoviário cabrito é de lascar! Sem ar já é um inferno, imagine sendo cabrito!
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Old February 8th, 2014, 03:04 AM   #2625
Marreco
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Estava procurando algumas notícias de prováveis ampliação da participação da irizar na frota da Águia Branca e vi no Blog da empresa que os motoristas não aprovaram esse irizar abaixo.

image hosted on flickr

http://onibusbrasil.com/foto/2334940/empresa

Mas o que conta na qualidade de mecânica e condução de um ônibus não é o chassi? Se é todos os bus da empresa são Mercedes Benz como não gostaram dele? Vício G7?
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I LOVE VIX
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Old February 8th, 2014, 02:19 PM   #2626
jaraujo
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Já viu como é brasileiro né.
Talvez nem seja o vício de G7, pode ser posição de dirigir e etc.
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Old February 8th, 2014, 04:58 PM   #2627
e.brandao
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E pra algumas pessoas, aceitar novidade é complicado por ser somente novidade.
__________________
Sanctus Paulus
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Old February 8th, 2014, 09:39 PM   #2628
jaraujo
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Lamentável uma garagem liberar um carro desse pra rodar:




Por outro lado, achei lindo o N10 deles. Volvo é Volvo, nem tem o que comentar.
A 1001 tinha que comprar um desses sob chassi volvo pra ver como ia ficar.





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Originally Posted by Miracatiba View Post
E pra algumas pessoas, aceitar novidade é complicado por ser somente novidade.
Que blog é esse? Tem coragem de perguntar porque não gostaram?

Last edited by jaraujo; February 9th, 2014 at 03:05 AM.
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Old February 9th, 2014, 02:26 AM   #2629
e.brandao
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Encaminhando a tua duvida para o:

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Originally Posted by Marreco View Post
Estava procurando algumas notícias de prováveis ampliação da participação da irizar na frota da Águia Branca e vi no Blog da empresa que os motoristas não aprovaram esse irizar abaixo.
Por falar em conservação de ônibus, hj tinha um G7 da cometa na minha frente na marginal que estava andando de lado (esqueci o nome desse problema). Eu juro que fiquei indignado vendo um Cometa nesse estado.
__________________
Sanctus Paulus
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Old February 9th, 2014, 03:04 AM   #2630
jaraujo
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Originally Posted by Miracatiba View Post
Encaminhando a tua duvida para o:



Por falar em conservação de ônibus, hj tinha um G7 da cometa na minha frente na marginal que estava andando de lado (esqueci o nome desse problema). Eu juro que fiquei indignado vendo um Cometa nesse estado.
Tá de brincadeira????? Já chegou nesse ponto?

Acho que vc viu um carro com o dito popular "espigao corrido":

Resumindo, ônibus caranguejo:

http://www.youtube.com/watch?v=uPmVmSEcx30

http://www.youtube.com/watch?v=7x_h6ue3F14

Engraçado carro "novo" já ficar nesse estado, uma oficina séria jamais liberaria pra rodar.

Eu vejo essas bostas por aqui fumando e fazendo barulho parecendo os caras que cortam o cano de escape da moto, então não estou errado que essa empresa está um lixo de manutenção.
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Old February 9th, 2014, 07:31 PM   #2631
hermany
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Busscar volta a produzir ônibus na sua fábrica em Joinville
Fonte: Mobilidade em Foco
Matéria / Texto: Carlos Alberto Ribeiro
Fotos: Acervo Paraíba Bus Team



Rainoldo Uessler, administrador judicial nomeado para o gerenciamento do patrimônio da Busscar enquanto não se tem uma decisão judicial definitiva sobre a falência ou não da Busscar parece extremamente satisfeito com a volta da fabricação de ônibus na linha de produção da empresa. São cerca de 500 funcionários que foram chamados para voltar a ativa e trabalhar na produção de novas carrocerias. E o ritmo de trabalho começou intenso, pois a Busscar tem em mãos um pedido de 52 carrocerias de ônibus para serem entregues.

Essas 52 encomendas partiram de empresas que tem grande afeição pelos produtos da Busscar, que entraram em contato com o novo administrador depois de 31 de outubro de 2012, dia em que ficou estabelecido, mesmo que de maneira provisória, a decretação da recuperação judicial da encarroçadora. De lá para cá, após contornar todos os problemas pertinentes de reintegração de funcionários e de abastecimento de peças e componentes para retomar a produção, os colaboradores se empenham em turno único, horário normal, para dar conta de atender no prazo previsto a entrega dos novos ônibus.

Como o nome Busscar é forte, tem imenso apreço no Brasil e exterior, até porque as fabricantes concorrentes estão com suas carteiras de pedidos abarrotadas e demandando prazo de entrega bastante elástico, novos pedidos estão em negociação pela equipe de vendas da Busscar. Entre eles, o mais vistoso em termos de números, é o Projeto Guatemala. São 800 ônibus com valor estimado em R$ 130 milhões. É uma aquisição de grande porte que demanda contornar uma burocracia grande, mas a esperança do administrador judicial Uessler é fechar o negócio em breve, pois a Busscar tinha tradição no fornecimento de carrocerias para países da América Central e do Sul.



A retomada de pedidos, mesmo após seis anos da última remodelação (face-lifting) dos produtos do portfólio da Busscar, que foi em 2008, demonstra claramente que os ônibus da empresa ainda são competitivos e considerados modernos, com relação custo/benefício aprazível. O que já se tem de concreto em mãos, que são 52 ônibus na fase de montagem, desde os micro-ônibus aos Panoramico DD (dois andares), garantirá ao caixa da fabricante joinvilense R$ 25 milhões. Com isso em mãos, há dinheiro suficiente para garantir a normalidade, o dia a dia, como pagamento de fornecedores, impostos e a folha de pagamento. Mas, olhando para um horizonte mais amplo, a Busscar precisa de R$ 100 milhões na forma de capital de giro para fazer frente a todas as mazelas que a cercam, como a imensa dívida com os credores, que de uma forma ou outra precisarão ser quitadas.


No planejamento orçamentário feito pela equipe comandada por Rainoldo Uessler, levando-se em conta os contatos já feitos no final de 2013, 1.818 ônibus serão fabricados neste ano de 2014. Como a Busscar não tem condição de pleitear junto a bancos empréstimos ou vendas a prazo perante fornecedores de matéria prima, o jeito encontrado para retomar a atividade fabril foi a venda de um grande terreno em Joinville, próximo a fábrica, que pertencia ao grupo e também estava sob guarda do administrador judicial. A venda dele possibilitou o ingresso de R$ 6,2 milhões no caixa da empresa. Foi com este valor que se deu o passo inicial de retomada da produção. De lá para cá, a seriedade da nova direção, além das 52 carrocerias vendidas e do Projeto Guatemala, a expectativa do mercado é da recuperação gradativa da capacidade contábil da Busscar em gerar recursos para amortizar todos os seus débitos. Clóvis Squarezi Mussa de Moraes, advogado da ERS Consultoria & Advocacia, tem atuado firme e com objetividade na recuperação judicial da empresa.

São duas frentes de trabalho. Em São Paulo, Euclides Ribeiro Junior, sócio da ERS, batalha diuturnamente na negociação de dívidas e novos pedidos de ônibus. Se todas as previsões de vendas de ônibus se concretizarem para 2014, grande parte dos 1.100 funcionários que ainda não foram dispensados pela Busscar, pois não há recursos para o pagamento da rescisão contratual e depósito do dinheiro do FGTS, serão chamados de volta para trabalhar. E olha que eram 3.500 os colaboradores antes da crise econômica da antiga gestão.

O administrador judicial já entregou à Justiça a nova revisão das dívidas do grupo, com todos os valores corrigidos. Na primeira prestação de contas, os valores aferidos da dívida somavam R$ 623 milhões. Cerca de 1,5 vez o faturamento bruto anual da Busscar em 2004, pico da produção e faturamento da companhia, quando Edson Andrade ocupava a diretoria e era o principal gestor do grupo. É uma dívida possível de se pagar sim, pois os produtos Busscar tem nome no mercado. Os primeiros passos já foram dados. O primeiro foi a suspensão, através de Liminar conseguida junto ao Tribunal de Justiça, TJ/SC, dos efeitos da assembléia geral dos credores, que votaria o novo plano de recuperação judicial, que estava marcada para o próximo dia seis de fevereiro.

A desembargadora Cláudia Lambert de Faria considerou que o juiz da 5ª Vara Cível de Joinville, Marco Augusto Ghisi Machado, ao decretar a falência da Busscar, desconsiderou a decisão do próprio TJ, instância superior, de que o tempo hábil para apresentação da nova proposta de recuperação da empresa era pequeno demais, além de não ter convocado uma consulta aos credores para decidir quem seria o novo gestor do grupo. É o que diz a Lei 11.101, com texto alusivo a recuperação judicial e falência. Então, o que ocorre, é que esta assembléia que estava marcada para o dia 6.2.2014 está anulada, pois os credores precisam primeiro escolher um novo gestor e este tem 60 dias para apresentar um plano de recuperação judicial.

No texto da Liminar, a desembargadora considerou que o prazo concedido pelo juiz era exíguo, pois não considerou os feriados de Natal e Ano-Novo para a apresentação da nova proposta. Com isso, nem sequer tem-se a data marcada para a assembléia que elegerá o novo gestor da Busscar. A conquista da Liminar no TJ/SC foi uma vitória pessoal do advogado Euclides Ribeiro Junior (tinha de ser um Ribeiro, rsrsrs). Só para esclarecer, o juiz da 5ª Vara Cível, de Joinville, que tinha assinado a petição que decretava a falência da Busscar, em setembro de 2012, tinha dado prazo até sete de janeiro desse ano para a apresentação do plano de recuperação judicial e que a assembléia dos credores seria no próximo dia seis.

Rainoldo Uessler, o atual administrador judicial, permanece no cargo de gestor até que o TJ/SC determine a nova data da assembléia dos credores e julgue o mérito do processo, da suspensão da assembléia. Como decisões da Justiça demandam tempo devido a burocracia e ao excesso de recursos que podem ser protocolados, inclusive com recursos junto ao Superior Tribunal de Justiça e ao Supremo Tribunal Federal, em Brasília, a Busscar seguirá o seu planejamento desse ano, onde consta a produção de quase dois mil ônibus.



O certo é que apesar dos atuais produtos fabricados pelos concorrentes, Marcopolo, Comil, Irizar, Mascarello, Caio e Ciferal conterem atualizações tecnológicas feitas de 2008 para cá, mesmo assim as carrocerias Busscar parecem manter-se competitivas e prontas para disputar o mercado de igual para igual em qualquer segmento do mercado, desde os micros, minis, leves, MD, HD, LD e DD, além dos urbanos. Sua fama e know-how obtido ao longo dos anos na fabricação de carrocerias com boa relação custo/benefício, longa vida útil e excepcional conforto aos passageiros mantém-se inalterada.

Precisará de breve face-lifting e de atualização do portfólio de produtos? Sim, com certeza. Mas seus ônibus ainda têm design atraente, moderno e “punch” suficientes para enfrentar a G7 da Marcopolo, os novos Roma da Mascarello, os Irizar e também as carrocerias urbanas, onde a Caio e a Comil avançaram sobremaneira sobre os clientes que um dia já foram Busscar, já foram Urbanuss. Não foi a Marcopolo com os seus Viale que abocanhou a fatia de mercado que era da fabricante de Joinville e sim a Caio e a Comil.



http://www.onibusparaibanos.com/2014...us-na-sua.html
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Old February 9th, 2014, 07:49 PM   #2632
Olhaotrem
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Só acredito vendo.
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Todos têm um pouco de Gandhi e de Hitler dentro de nós, mas a proporção pode variar em cada um.
Diga NÃO ao Complexo de Roça que emana na terceira metrópole do Brasil.
O desaforo é a ausência do argumento.
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Old February 9th, 2014, 11:52 PM   #2633
Olhaotrem
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Primeiros frutos da Saritur-Transnorte:

http://onibusbrasil.com/foto/2356914/empresa
http://onibusbrasil.com/foto/2356910/empresa

Bem que podia ser OF 1724.

Antes, a Saritur remanejou alguns El Buss OF para operar as linhas do Norte de Minas:

http://onibusbrasil.com/empresa/tran...e-minas/13880/
http://onibusbrasil.com/empresa/tran...e-minas/14100/
http://onibusbrasil.com/empresa/tran...e-minas/14200/
http://onibusbrasil.com/empresa/tran...e-minas/14400/
http://onibusbrasil.com/empresa/tran...e-minas/14440/
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Diga NÃO ao Complexo de Roça que emana na terceira metrópole do Brasil.
O desaforo é a ausência do argumento.

Last edited by Olhaotrem; February 10th, 2014 at 12:03 AM.
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Old February 10th, 2014, 12:20 AM   #2634
jaraujo
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Olhaotrem, o que vc tem pra dizer desse carro com AC?
E linha executiva?
Tinha carro rodoviario antes?
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Old February 10th, 2014, 12:25 AM   #2635
Olhaotrem
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Originally Posted by jaraujo View Post
Olhaotrem, o que vc tem pra dizer desse carro com AC?
E linha executiva?
Tinha carro rodoviario antes?
Jairo, até agora é novidade para mim, mas darei uma averiguada para obter mais informações.
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Novos Águias saindo do ninho:

http://onibusbrasil.com/empresa/viac...-branca/26010/
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Todos têm um pouco de Gandhi e de Hitler dentro de nós, mas a proporção pode variar em cada um.
Diga NÃO ao Complexo de Roça que emana na terceira metrópole do Brasil.
O desaforo é a ausência do argumento.
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Old February 10th, 2014, 02:22 AM   #2636
Luiz FS
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Originally Posted by hermany View Post
Busscar volta a produzir ônibus na sua fábrica em Joinville
Fonte: Mobilidade em Foco
Matéria / Texto: Carlos Alberto Ribeiro
Fotos: Acervo Paraíba Bus Team



Rainoldo Uessler, administrador judicial nomeado para o gerenciamento do patrimônio da Busscar enquanto não se tem uma decisão judicial definitiva sobre a falência ou não da Busscar parece extremamente satisfeito com a volta da fabricação de ônibus na linha de produção da empresa. São cerca de 500 funcionários que foram chamados para voltar a ativa e trabalhar na produção de novas carrocerias. E o ritmo de trabalho começou intenso, pois a Busscar tem em mãos um pedido de 52 carrocerias de ônibus para serem entregues.

Essas 52 encomendas partiram de empresas que tem grande afeição pelos produtos da Busscar, que entraram em contato com o novo administrador depois de 31 de outubro de 2012, dia em que ficou estabelecido, mesmo que de maneira provisória, a decretação da recuperação judicial da encarroçadora. De lá para cá, após contornar todos os problemas pertinentes de reintegração de funcionários e de abastecimento de peças e componentes para retomar a produção, os colaboradores se empenham em turno único, horário normal, para dar conta de atender no prazo previsto a entrega dos novos ônibus.

Como o nome Busscar é forte, tem imenso apreço no Brasil e exterior, até porque as fabricantes concorrentes estão com suas carteiras de pedidos abarrotadas e demandando prazo de entrega bastante elástico, novos pedidos estão em negociação pela equipe de vendas da Busscar. Entre eles, o mais vistoso em termos de números, é o Projeto Guatemala. São 800 ônibus com valor estimado em R$ 130 milhões. É uma aquisição de grande porte que demanda contornar uma burocracia grande, mas a esperança do administrador judicial Uessler é fechar o negócio em breve, pois a Busscar tinha tradição no fornecimento de carrocerias para países da América Central e do Sul.



A retomada de pedidos, mesmo após seis anos da última remodelação (face-lifting) dos produtos do portfólio da Busscar, que foi em 2008, demonstra claramente que os ônibus da empresa ainda são competitivos e considerados modernos, com relação custo/benefício aprazível. O que já se tem de concreto em mãos, que são 52 ônibus na fase de montagem, desde os micro-ônibus aos Panoramico DD (dois andares), garantirá ao caixa da fabricante joinvilense R$ 25 milhões. Com isso em mãos, há dinheiro suficiente para garantir a normalidade, o dia a dia, como pagamento de fornecedores, impostos e a folha de pagamento. Mas, olhando para um horizonte mais amplo, a Busscar precisa de R$ 100 milhões na forma de capital de giro para fazer frente a todas as mazelas que a cercam, como a imensa dívida com os credores, que de uma forma ou outra precisarão ser quitadas.


No planejamento orçamentário feito pela equipe comandada por Rainoldo Uessler, levando-se em conta os contatos já feitos no final de 2013, 1.818 ônibus serão fabricados neste ano de 2014. Como a Busscar não tem condição de pleitear junto a bancos empréstimos ou vendas a prazo perante fornecedores de matéria prima, o jeito encontrado para retomar a atividade fabril foi a venda de um grande terreno em Joinville, próximo a fábrica, que pertencia ao grupo e também estava sob guarda do administrador judicial. A venda dele possibilitou o ingresso de R$ 6,2 milhões no caixa da empresa. Foi com este valor que se deu o passo inicial de retomada da produção. De lá para cá, a seriedade da nova direção, além das 52 carrocerias vendidas e do Projeto Guatemala, a expectativa do mercado é da recuperação gradativa da capacidade contábil da Busscar em gerar recursos para amortizar todos os seus débitos. Clóvis Squarezi Mussa de Moraes, advogado da ERS Consultoria & Advocacia, tem atuado firme e com objetividade na recuperação judicial da empresa.

São duas frentes de trabalho. Em São Paulo, Euclides Ribeiro Junior, sócio da ERS, batalha diuturnamente na negociação de dívidas e novos pedidos de ônibus. Se todas as previsões de vendas de ônibus se concretizarem para 2014, grande parte dos 1.100 funcionários que ainda não foram dispensados pela Busscar, pois não há recursos para o pagamento da rescisão contratual e depósito do dinheiro do FGTS, serão chamados de volta para trabalhar. E olha que eram 3.500 os colaboradores antes da crise econômica da antiga gestão.

O administrador judicial já entregou à Justiça a nova revisão das dívidas do grupo, com todos os valores corrigidos. Na primeira prestação de contas, os valores aferidos da dívida somavam R$ 623 milhões. Cerca de 1,5 vez o faturamento bruto anual da Busscar em 2004, pico da produção e faturamento da companhia, quando Edson Andrade ocupava a diretoria e era o principal gestor do grupo. É uma dívida possível de se pagar sim, pois os produtos Busscar tem nome no mercado. Os primeiros passos já foram dados. O primeiro foi a suspensão, através de Liminar conseguida junto ao Tribunal de Justiça, TJ/SC, dos efeitos da assembléia geral dos credores, que votaria o novo plano de recuperação judicial, que estava marcada para o próximo dia seis de fevereiro.

A desembargadora Cláudia Lambert de Faria considerou que o juiz da 5ª Vara Cível de Joinville, Marco Augusto Ghisi Machado, ao decretar a falência da Busscar, desconsiderou a decisão do próprio TJ, instância superior, de que o tempo hábil para apresentação da nova proposta de recuperação da empresa era pequeno demais, além de não ter convocado uma consulta aos credores para decidir quem seria o novo gestor do grupo. É o que diz a Lei 11.101, com texto alusivo a recuperação judicial e falência. Então, o que ocorre, é que esta assembléia que estava marcada para o dia 6.2.2014 está anulada, pois os credores precisam primeiro escolher um novo gestor e este tem 60 dias para apresentar um plano de recuperação judicial.

No texto da Liminar, a desembargadora considerou que o prazo concedido pelo juiz era exíguo, pois não considerou os feriados de Natal e Ano-Novo para a apresentação da nova proposta. Com isso, nem sequer tem-se a data marcada para a assembléia que elegerá o novo gestor da Busscar. A conquista da Liminar no TJ/SC foi uma vitória pessoal do advogado Euclides Ribeiro Junior (tinha de ser um Ribeiro, rsrsrs). Só para esclarecer, o juiz da 5ª Vara Cível, de Joinville, que tinha assinado a petição que decretava a falência da Busscar, em setembro de 2012, tinha dado prazo até sete de janeiro desse ano para a apresentação do plano de recuperação judicial e que a assembléia dos credores seria no próximo dia seis.

Rainoldo Uessler, o atual administrador judicial, permanece no cargo de gestor até que o TJ/SC determine a nova data da assembléia dos credores e julgue o mérito do processo, da suspensão da assembléia. Como decisões da Justiça demandam tempo devido a burocracia e ao excesso de recursos que podem ser protocolados, inclusive com recursos junto ao Superior Tribunal de Justiça e ao Supremo Tribunal Federal, em Brasília, a Busscar seguirá o seu planejamento desse ano, onde consta a produção de quase dois mil ônibus.



O certo é que apesar dos atuais produtos fabricados pelos concorrentes, Marcopolo, Comil, Irizar, Mascarello, Caio e Ciferal conterem atualizações tecnológicas feitas de 2008 para cá, mesmo assim as carrocerias Busscar parecem manter-se competitivas e prontas para disputar o mercado de igual para igual em qualquer segmento do mercado, desde os micros, minis, leves, MD, HD, LD e DD, além dos urbanos. Sua fama e know-how obtido ao longo dos anos na fabricação de carrocerias com boa relação custo/benefício, longa vida útil e excepcional conforto aos passageiros mantém-se inalterada.

Precisará de breve face-lifting e de atualização do portfólio de produtos? Sim, com certeza. Mas seus ônibus ainda têm design atraente, moderno e “punch” suficientes para enfrentar a G7 da Marcopolo, os novos Roma da Mascarello, os Irizar e também as carrocerias urbanas, onde a Caio e a Comil avançaram sobremaneira sobre os clientes que um dia já foram Busscar, já foram Urbanuss. Não foi a Marcopolo com os seus Viale que abocanhou a fatia de mercado que era da fabricante de Joinville e sim a Caio e a Comil.



http://www.onibusparaibanos.com/2014...us-na-sua.html
Espero que ela volte forte e acabe com esse "quase-monopólio" de G7 nas rodoviárias e estradas, a entrada de novos players no mercado é excelente, ainda mais quando esse "player" tem um nome forte como a Busscar.
__________________
Próxima Estação:Terminal Brás: Acesso as linhas 11 e 12 da CPTM e Linha 3 do Metrô. Desembarque por onde a CPTM mandar.

Cadê o direito de ir e vir, Haddad, ou diria, Malddad?
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Old February 10th, 2014, 02:29 AM   #2637
brunogoiania
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infelizmente eu não acredito nessa noticia se isso tivesse acontecido seria noticia lá em Joinville.
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Old February 10th, 2014, 02:35 AM   #2638
Rafael Lopes
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Originally Posted by Olhaotrem View Post
E parece que eles têm alguns itens que vêm de série no O500MDA/UDA, como 3º eixo direcional e freio a disco.
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“Eu entrei no governo com um objetivo: transformar o país, de uma sociedade dependente em uma sociedade autoconfiante, de uma nação dê-para-mim em uma nação faça-você-mesmo.”
Margaret Hilda Thatcher, Baroness Thatcher

Se tivéssemos mais políticos como Thatcher no país, o PT não se criaria aqui.
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Old February 10th, 2014, 02:41 AM   #2639
rlbl1992
Lopes
 
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A notícia é de 2012. Mesmo com essa dita " volta ", não vimos carros novos dela até então. Logo, ela continua em coma.
__________________
Boletim do Transporte - http://bdtrans.blogspot.com/
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Old February 10th, 2014, 03:34 AM   #2640
hermany
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http://www.onibusparaibanos.com/2014...us-na-sua.html

Last edited by hermany; February 10th, 2014 at 03:39 AM.
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