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Old June 23rd, 2007, 09:31 PM   #121
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Vila do Conde - Convento de Santa Clara









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Curam habe de bono nomine: hoc enim magis permanebit, quam mille thesauri
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Old June 23rd, 2007, 09:34 PM   #122
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Reconstrução























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Old June 23rd, 2007, 09:37 PM   #123
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Plantas Cortes e Alçados

















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Old June 23rd, 2007, 09:45 PM   #124
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Old June 23rd, 2007, 10:06 PM   #125
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Old June 23rd, 2007, 10:38 PM   #126
daniel322
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Foi uma excelente recuperação e muito importante para Vila do Conde. Esse convento é praticamente a sua imagem de marca.

faltou a introdução textual prof godin o estado avançado de degradação do convento deveu-se a algum incêndio? Ou foi apenas abandono?..
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Old June 23rd, 2007, 11:03 PM   #127
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Mais logo ponho…agora vou jantar…
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Old June 23rd, 2007, 11:03 PM   #128
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bom apetite
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Old June 23rd, 2007, 11:41 PM   #129
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wow! não conhecia!
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Old June 24th, 2007, 12:09 AM   #130
pedrodepinto
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Foi uma excelente recuperação e muito importante para Vila do Conde. Esse convento é praticamente a sua imagem de marca.
Um cartão de visita absolutamente obrigatório para quem visita Vila do Conde !
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Old June 24th, 2007, 12:16 AM   #131
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Refes e Bibliografia

Convento de Santa Clara / Reformatório de Vila do Conde / Centro Educativo de Santa Clara

IPA
Monumento

Nº IPA
PT011316280058

Designação
Convento de Santa Clara / Reformatório de Vila do Conde / Centro Educativo de Santa Clara

Localização
Porto, Vila do Conde, Vila do Conde

Acesso
Lg. Dom Afonso Sanches

Protecção
Incluído na Zona Especial de Protecção da Igreja do Convento de Santa Clara (v. PT011316280004)

Enquadramento
Urbano, de implantação destacada, em colina sobranceira ao rio Ave, de onde se vislumbra toda a fachada S. do edifício. A N., a cota mais elevada, encontra-se a Igreja de Santa Clara (v. PT011316280004), hoje destacada, mas que já esteve adossada ao antigo edifício conventual. Entre os dois está o claustro, que mantém apenas a arcaria, e o chafariz, ao centro. A N. desenvolve-se ainda o aqueduto de Santa Clara (v. PT011313280006), que envolve parcialmente a cabeceira da igreja. Os terrenos de centro estão separados pela estrada de acesso ao estabelecimento, a R. D. Nuno Álvares, ficando a E. o conjunto oficinal, composto de 4 pavilhões e um campo de jogos. Estes têm acesso apenas pela estrada que faz a ligação ao centro, não existindo comunicação directa entre as duas partes. A entrada principal do centro situa-se no topo da ala O., enquadrado por um largo. Os terrenos, assim como o edifício principal do centro, encontram-se vedados por muro simples.

Descrição
O Centro Educativo de Santa Clara é composto por um edifício principal, o antigo convento de Santa Clara, que foi alvo de uma importante campanha de obras de restauro na década de 1930, e por quatro pavilhões para as oficinas, construídos entre 1952 e 1974. EDIFÍCIO PRINCIPAL de planta em U, que se desenvolve em 3 pisos, em redor de um pequeno pátio que funciona como recreio. Edifício de volume único, com coberturas em telhado de 2 águas na ala principal, e de 3 nos topos. Como o terreno de implantação da igreja e do claustro se situa numa cota superior, este recinto encontra-se limitado pelo muro de suporte do terreno, a N., e pelas fachadas do edifício principal nas restantes frentes. A única forma de acesso, pelo exterior, é através de um portão situado a NO. do pátio. A fachada principal, integralmente revestida em pedra, marcada pela definição dos 3 pisos que compõem o edifício, apresenta, no térreo, embasamento proeminente vazado apenas por 1 porta e 2 janelas. O 2º e 3º pisos apresentam 3 janelas de sacada cada um, separadas entre si por pilastras. As janelas ao centro têm balaustrada em pedra, e as restantes em ferro. Na platibanda, que encerra a fachada, existem 4 fogaréus, um por cada uma das pilastras. As fachadas que dão para o exterior têm o mesmo tratamento: verticalmente marcadas por pilastras em pedra, encimadas por fogaréus, com janelas de peito no piso térreo, e janelas de sacada nos restantes; todas elas estão protegidas por grades de ferro. As fachadas que limitam o pátio, viradas a N., têm também um tratamento muito simples. A separação dos pisos é marcada por friso de pedra que corre todo o edifício horizontalmente, registando-se uma alternância entre janelas de sacada, com guarda-corpo em ferro, e de peito. Os acessos verticais são feitos apenas por escadas, duas situadas na ala poente, que se entrecruzam, e uma na ala nascente. Os espaços do estabelecimento estão distribuídos segundo uma lógica funcional, ou seja, no piso térreo encontramos os espaços de convívio reservados aos menores e de logística, no 2º as salas de aula, refeitórios, gabinetes dos técnicos e da direcção, e no 3.º o alojamento dos menores e dos funcionários (à data apenas para os padres da comunidade salesiana), e as instalações sanitárias e balneários dos menores. No piso térreo, na ala poente, a entrada é feita por vestíbulo por onde se acede à sala de conferências, escadas de acesso aos pisos superiores e para a porta que dá para o recreio; tem ainda uma pequena sala, junto à parede N., que serve de portaria. A sala de conferências, que foi inicialmente refeitório das freiras, apresenta uma planta rectangular e tecto abobadado, com palco junto à parede S.; são ainda visíveis molduras em cantaria onde estariam telas de temática religiosa que decorariam o refeitório, e que hoje enquadram pinturas murais de temática salesiana; ocultado pelo palco está uma moldura mais elaborada, com medalhão inscrito em frontão; existe ainda o local do antigo púlpito, apenas com o suporte e sem guarda, e a escada de acesso, inserida na parede O.. Na ala S. estão situadas as salas de convívio dos internados (sala de televisão, de jogos e bar), um atelier de fotografia com sala escura, e a rouparia. Estes localizam-se no primitivo local das oficinas e o seu acesso é feito pelo exterior. Na ala nascente localiza-se o ginásio, lavandaria e engomadoria, garagem e duas arrecadações, para além de instalações sanitárias. Estes espaços são acessíveis tanto pelo exterior, por porta no canto a SE. do recreio, como por escada interior. No 2º piso, no topo da ala O. localizam-se os gabinetes da direcção, precedidos por antecâmara. Nesta ala, para sul, e viradas a O, encontra-se 1 sala de aula do 2º ciclo e outras salas de apoio, como sala de professores e da comunidade salesiana, sala de estar, sala de estudo, e de coordenação pedagógica, todas no mesmo local onde já estiveram instaladas as salas de família quando o estabelecimento funcionava como reformatório. Na ala S. existem mais 2 salas de aula, sala de monitores, informática, e o gabinete dos técnicos do Instituto de Reinserção Social. Há ainda uma sala que alberga uma pequena capela particular, utilizada apenas pela comunidade salesiana residente. A ala E. é preenchida com o refeitório dos menores, no topo, precedido pelo refeitório para os funcionários e padres. O antigo refeitório dos menores, a O. dos outros foi transformado em dispensa, com a instalação de câmaras frigoríficas. O 3º piso encontra-se ocupado na quase totalidade com os dormitórios dos menores, e as respectivas instalações sanitárias e balneários. Dos 3 dormitórios existentes, apenas 2 se encontram em funcionamento, mas em todos eles foram colocadas estruturas em madeira que permitem maior privacidade aos menores ali recolhidos. Estas estruturas são compostas de cubículos separados entre si, que podem alojar entre 2 a 3 camas, com respectiva mesa-de-cabeceira, cómoda e roupeiro. No dormitório reservado aos rapazes mais velhos a estrutura instalada permite que cada um dos menores tenha o seu cubículo, fechado por cortina. No topo da ala E. encontra-se a enfermaria, composta por gabinete do médico, sala de curativos e pequeno dormitório, com 8 camas, mas também com os respectivos quartos de isolamento, junto dos quais existem quartos para os elementos da comunidade salesiana ali residente. No topo da ala poente encontra-se o arquivo do centro educativo. OFICINAS: construídas entre 1954 e 1974, compõem-se de quatro pavilhões, inscritos em propriedade murada a toda a volta, e implantados no sentido N./S., paralelos à R. D. Nuno Álvares Pereira. Pavilhões de planta rectangular e volumes simples, com cobertura em telhado de 2 águas, e de igual tratamento: janelas amplas rasgadas a todo comprimento das paredes, por vezes intercaladas por portões. A oficina de mecânica de automóveis, destacada das restantes, a N., está implantada junto ao caminho de acesso, tem fachada principal virada a O., de dois pisos. O interior encontra-se compartimentado segundo as necessidades do trabalho oficinal: no piso térreo é feita a recolha dos carros, com espaço para lavagem, lubrificação, fossa e depósito de óleos; o 2º piso está dividido em secção de serralharia civil, secção de montagem, secção de serralharia mecânica e secção de serralharia de mecânica de automóveis, com compartimentações específicas para armazenagem de materiais, de ferramentas, pintura de automóveis, tratamentos térmicos, soldadura, e ainda as instalações sanitárias e vestiários para os rapazes. As restantes oficinas estão agrupadas com disposição em U, estando a N. a oficina de marcenaria-carpintaria e a S. as oficinas de tipografia-encadernação e electrónica, adossadas nos topos. A de marcenaria tem um só piso, com entrada a S., composto pelas seguintes secções: carpintaria, acabamentos, de máquinas, de marcenaria, de materiais, para além da sala de móveis, gabinete dos mestres e as instalações sanitárias. Esta partilha a mesma escadaria de acesso e átrio que a oficina de tipografia. A de encadernação, de 2 pisos, tinha no térreo apenas a casa da caldeira e monta-cargas, servindo o restante espaço de armazém. O piso superior, cujo acesso se faz pelo topo a N., é composto pela secção de encadernação, impressão, composição manual, e de composição mecânica, e as divisões para dourador, aparas de papel, depósito de obra feita, arrecadação de materiais, para além dos gabinetes dos mestres e instalações sanitárias. O pavilhão mais a S., que foi planeado inicialmente para a alfaiataria e sapataria, foi dividido em dois, fazendo-se o acesso ao centro, na fachada virada a N..Com o fim do ensino profissional, estas oficinas deixaram de funcionar como tal, mantendo-se apenas como salas para ateliers ocupacionais.

Descrição Complementar
INSCRIÇÕES: 1. Inscrição comemorativa da conclusão da obra do refeitório pintada sobre o lintel da porta de topo do refeitório; granito; volutas vegetalistas estilizadas emolduram parcialmente a inscrição em metade dos flancos e bordo inferior; duas fracturas oblíquas convergentes foram consolidadas com cimento; Tipo de Letra: capital quadrada; Leitura: DONA JOANA LUDOVINA DE VASCONCELOS SENDO ABADESSA QUARTA VEZ, CONCLUIO ESTE REFEITÓRIO, E TEVE O PRIMEIRO INGRESSO NO MÊS DE ABRIL DE 1801 ANOS. A abreviatura da palavra ABADESSA (ABBª) encontra-se truncada.

Utilização Inicial
Cultual e devocional: convento de freiras clarissas



Época Construção
Séc. 18 / 20

Arquitecto | Construtor | Autor
ARQUITECTO: Henrique Ventura Lobo (séc. 18) / Estevão Eduardo Augusto Parada Leitão (projecto de adaptação de 1903, parcialmente construído) / Alberto da Silva Bessa (oficinas, séc. 20)

Cronologia
1318 - fundação do convento de Santa Clara, promovido por D. Afonso Sanches, bastardo do rei D. Dinis, e D. Teresa Martins, que por herança era senhora de Vila do Conde. O convento foi fundado com a finalidade de recolher raparigas provenientes de famílias nobres mas de pouca fortuna. A carta de doação foi feita a 7 Maio e confirmada no ano seguinte; 1354 - D. Afonso Sanches pediu a seu filho, em testamento, que terminasse os edifícios do convento; 1367/1372 - as abadessas do convento passaram poder a usufruir do senhorio da vila, com toda a jurisdição cível e crime, assim como de todos direitos sobre os recursos fluviais do Ave; 1540 - D. João III retirou o senhorio às abadessas e doou-o a D. Duarte, duque de Bragança, seu irmão; o mosteiro permaneceu detentor de outros direitos, mantendo a sua influência no quotidiano da vila; séc. 17, finais - a abadessa Madre Mariana de São Paulo tentou mobilizar o rei, as entidades eclesiásticas e as famílias das freiras a contribuírem para a construção de um novo edifício conventual, mas que não teve resultados imediatos. O primitivo dormitório, para além de se encontrar em mau estado de conservação, não teria capacidade para suportar um eventual aumento do número de religiosas; 1777 - Leonardo Lopes de Azevedo, que tinha três filhas no convento, uma delas a abadessa, D. Luísa de Azevedo, deu um importante contributo para a construção do novo dormitório. As obras, que começaram um ano depois, terão sido encomendadas a Henrique Ventura Lobo. É possível que o projecto inicial tenha contemplado a construção de uma igreja nova, para além de todas restantes dependências conventuais (dormitório e outras), redesenhando a planta de todo o complexo conventual, à semelhança do que aconteceu noutros mosteiros de clarissas (como por exemplo, o de Santa Clara do Porto); 1788 - as freiras transferiram-se para o novo dormitório, que à data ainda não se encontrava totalmente terminado; 1801, Abril - o refeitório foi das primeiras dependências a ser concluída; 1816 - as obras, que tinham sido interrompidas aquando das invasões francesas, foram retomadas nesta data; 1825 - a insuficiência de verbas para terminar o edifício segundo o projecto original, fez com que este ficasse por terminar, estando apenas a ala Sul completa, enquanto que a O. e E. permaneceram inacabadas; procurou-se, contudo, garantir a clausura do convento e o seu isolamento face ao exterior, ficando por isso registada nesta data o fecho da clausura; 1834, 30 Maio - publicação do decreto que extinguia as ordens religiosas; 1893, 21 de Maio - morte da última freira, D. Ana Augusta do Nascimento; 1895 - criação da Associação de Santa Clara que tinha como finalidade manter o convento de Vila do Conde, para nele instalar um recolhimento de pupilas, noviças e criadas de todos os mosteiros suprimidos e a suprimir. Foram vários os pedidos feitos ao Estado, e que nunca obtiveram resposta; 1902 - a Câmara Municipal de Vila do Conde solicitou também o usufruto de certas partes do convento, para a instalação de repartições municipais, ao qual foi dada autorização, mas a que a câmara nunca deu prosseguimento; 1902, 19 Abril - publicação do decreto-lei de criação da Casa de Detenção e Correcção do Porto, para o sexo masculino, com uma lotação máxima de 100 menores; 1902, 16 Maio - publicação da portaria que pôs o edifício conventual à disposição do Estado; 1902, 26 Maio - convento transitou para a dependência do Ministério da Justiça para a instalação da Casa de Detenção e Correcção; 1902, 5 Nov. - visita do ministro da Justiça, Campos Henriques, ao edifício para avaliação das suas condições para a adaptação ao estabelecimento de reeducação de menores; a instalação da casa ficou a cargo do Padre António de Oliveira, à data subdirector da Casa de Detenção e Correcção de Lisboa; 1902, 22 Dez. - inauguração da casa de detenção com a entrada de 12 menores, tendo como primeiro director Alberto Pinheiro Torres; 1903 - Direcção das Obras Públicas do Porto elaborou um projecto de adaptação do convento a casa de correcção, assinado pelo condutor de obras de 2.ª classe Estevão Eduardo Augusto Parada Leitão. Este consistia na conclusão dos topos do antigo dormitório, aproveitando as estruturas existentes, nomeadamente do claustro, que ganharia um piso, e na demolição de outras, em particular as que se encontravam adossadas à igreja. A distribuição funcional do espaço ia de encontro ao que tinha ficado regulamentado em 1901 para a Casa de Detenção e Correcção de Lisboa e a do Porto pelo Padre António de Oliveira; 1911 - publicação da Lei de Protecção à Infância que reorganiza o sistema criando as Tutorias (tribunais de menores), e que institui a mudança de designação dos estabelecimentos de reeducação, passando a ser denominada de Escola Industrial de Reforma do Porto; 1915 -projecto de reparação e obras diversas, que consistia essencialmente na remoção de entulhos, demolição de alguns anexos e desimpedimento da entrada, e que só teve prossecução alguns anos depois, em 1922; 1920 - projecto de construção da casa do director na ala nascente, que permitia, ao mesmo tempo, que uma das alas fosse terminada; não foi todavia construída; 1925 - nova mudança legislativa (decreto n.º 10.767 de 15 Maio) obriga a nova alteração de designação, passando a Reformatório de Vila do Conde. Esta mudança pressupunha algumas adaptações dos edifícios segundo o novo programa, uma vez que os menores teriam que ser agrupados segundo critérios fisiológicos, originando divisões, impúberes, púberes e pós-púberes, e dentro destas segundo secções, que pressupunham a sua progressiva regeneração moral, em prova, melhorados e apurados; 1929 - a Inspecção-Geral dos Serviços Jurisdicionais de Menores publicou, em 1927, a circular n.º10, na qual se encontravam delineados os princípios programáticos contidos na legislação de 1925, mas a primeira tentativa de aplicação dessas normas, em Santa Clara, só ganhou forma em 1929, e que no entanto não foi concretizada pela falta de verbas. O reformatório utilizava apenas na totalidade a ala Sul, uma vez que as outras se encontravam em ruínas. Aí se encontravam instaladas, no 1º piso, as oficinas, refeitório, e cozinha, no 2º piso as celas, salas de aula, arrecadações e serviços administrativos, e no último piso as camaratas, precariamente separadas em divisões, e enfermaria; 1932 - foram retomadas as diligências para a conclusão do edifício, pegando no projecto anteriormente definido aquando da circular n.º 10; 1935 - foi elaborado um plano geral das obras a executar em todo o edifício, ficando definido que no exterior seriam realizadas demolições e reconstrução de parte das alas, e no interior apenas os pavimentos em betão, ficando os acabamentos para depois; 1936 - trabalhos foram adjudicados e as obras tiveram início a 1 de Junho. Foi apresentada uma variante ao projecto que implicaria um aumento do projectado: na reconstrução do topo poente seria aproveitado o pano da antiga fachada principal, a poente, que seria rodado e colocado no topo da mesma ala; 1939 - obras estiveram paradas durante algum tempo; 1940 - trabalhos foram retomados e concluídos; 1942 - elaboração de um projecto de mobiliário novo para o reformatório; 1943 - promulgação do decreto-lei 33.262, de 24 de Novembro, que abriu a possibilidade dos reformatórios e colónias correccionais passarem a administração particular especializada; 1944, 12 Fev. - assinatura do auto de entrega do reformatório ao Instituto Salesiano, passando a designar-se Escola Profissional de Santa Clara. A congregação tinha completa autonomia na administração, enquanto que a Direcção-Geral dos Serviços Jurisdicionais de Menores concedia um subsídio anual por aluno e tinha a seu cargo a manutenção do edifício. Todas as receitas feitas pela escola reverteriam a seu favor. A instituição estava preparada para receber, no máximo, 200 alunos, para o ensino profissional dos cursos industriais de sapateiros, alfaiates, marceneiros e encadernadores; 1949 - o director da escola profissional, o padre José da Silva Lucas, chamou a atenção para o estado em que se encontravam as oficinas, incapazes por isso de proporcionar um correcto ensino profissional. Dos 150 menores que à data se encontravam na escola, apenas 90 podiam ir às oficinas, ficando os restantes 60 sem actividade oficinal; 1954 - projecto de construção para apenas uma oficina, a de serralharia mecânica; deveria ficar desde logo contemplado o crescimento do complexo oficinal, ou seja, este projecto deveria ser feito tendo em conta a transferência a longo prazo das oficinas que ainda se encontravam no edifício principal; seria localizada nos terrenos da antiga cerca do convento e que tinham transitado para o estabelecimento tutelar de menores; 1958 - o director do Reformatório Central de Lisboa visitou a escola profissional e considerou de extrema urgência a transferência de todas as oficinas ainda a funcionar no edifício principal para novos edifícios a construir. Assim, para além da oficina de serralharia mecânica, já projectada, foi proposta a construção de pavilhões que albergassem as oficinas de marcenaria-carpintaria, tipografia-encadernação e alfaiataria e sapataria; 1959 - criação do lar de semiliberdade Fernando Caló, no Porto; era considerado um complemento natural à obra de reeducação dos estabelecimentos tutelares de menores, para que a reinserção dos menores na vida activa fosse feita de forma gradual e mais facilitada; os jovens deixavam o estabelecimento e passavam a residir nestes lares e exerciam actividades oficinais fora; 1961 - foi elaborado o projecto definitivo das oficinas; 1963 - poucas semanas depois de ter sido lançado o concurso para a construção das oficinas, estas foram suspensas porque a sua implantação chocava com o traçado da nova ponte a construir sobre o rio Ave. Perante isto foram realizados estudos e reuniões entre as partes envolvidas, acabando por se decidir manter o projecto original das oficinas; 1965 - a construção das oficinas pressupunha a demolição de algumas estruturas de apoio à actividade agrícola, mas que havia que manter em funcionamento. Para o efeito foi adquirido um terreno para a sua reconstrução designado por Campo de Santo Amaro, tendo como modelo arquitectónico os exemplos da Junta de Colonização Interna; 1967 - com a rescisão do contrato com o empreiteiro, na sequência dos atrasos da obra, aproveitou-se para se proceder a uma reavaliação do projecto, que se centrou na manutenção, ou não, das oficinas de sapataria e alfaiataria. Dados os avanços tecnológicos e mudanças no mercado de trabalho, pensou-se que seria mais pertinente ter oficinas dedicadas à electrónica; a oficina de sapataria foi assim substituída pela de electrónica, não implicando contudo mudanças no projecto; 1970 -as obras foram retomadas, com o lançamento de novo concurso público; 1974 - conclusão e entrega das oficinas; 1977 - a maquinaria ainda não tinha sido toda montada, impedindo a inauguração das oficinas; 1978/1979 - oficinas entram em funcionamento lectivo; 1983 - director da escola alertava para a necessidade de actualização tecnológica da maquinaria das oficinas; 1995 - com a promulgação da Lei Orgânica do Instituto de Reinserção Social foram alteradas as designações dos estabelecimentos, passando a Escola Profissional de Santa Clara para Colégio de Acolhimento, Educação e Formação de Santa Clara; 1997 - o Relatório Especial do Provedor da Justiça à Assembleia da República alertava para a inadequação do edifício do colégio de Santa Clara à sua função, para além das condições pouco favoráveis ao acolhimento dos menores. O relatório já apontava para a construção de novas instalações, mais adequadas; 1998 - elaboração de um projecto para o arranjo das camaratas dos mais novos; este consistia na colocação de uma estrutura dentro do dormitório que permitia a separação entre as camas, concedendo alguma privacidade entre os menores; 2000 - promulgação da Lei Tutelar Educativa que altera a designação do colégio para Centro Educativo de Santa Clara de Vila do Conde; 2000, 24 Julho - assinatura de um protocolo entre o IRS, a ENATUR e a Câmara Municipal de Vila do Conde para a requalificação do edifício do centro. A ENATUR tomaria a cargo a recuperação e adaptação do convento a pousada, apoiando a construção do novo centro educativo, cuja autoria do projecto seria da câmara municipal, segundo as especificações fornecidas pelo IRS. Contudo, as obras para a reconversão do convento em pousada só poderiam ter início quando o centro educativo estivesse concluído, e preparado para a transferência dos menores. Foi ainda ponderada a hipótese da transferência provisória dos menores para outro local, neste caso, o mosteiro de Vairão, para não atrasar a entrega do edifício à ENATUR, mas os custos adicionais de adaptação eram elevados, e a hipótese foi abandonada; 2004, Janeiro - a lotação do Centro rondava os 37 menores, entre os 13 e os 18 anos; 2004, Set. - foram adjudicadas as obras de construção para o novo centro educativo, à Construtora San José, responsável também pelo projecto; será localizado no terreno adjacente às oficinas; 2004, Out./Nov. - os salesianos deixaram a administração do centro educativo; 2005 - as obras de construção do novo centro educativo foram iniciadas;

Tipologia
Arquitectura religiosa, setecentista, e civil judicial do séc. 20. Convento de clarissas adaptado a estabelecimento judicial de internamento para menores, cuja disposição actual resultou das obras de adaptação feitas no séc. 20. Do antigo mosteiro, que permanecia inacabado, apenas se mantiveram as fachadas e o refeitório, tendo sido tudo o mais reconstruído para a sua ocupação enquanto estabelecimento tutelar de menores. Complexo implantado em contexto urbano, dedicado a menores do sexo masculino e com um programa reeducativo de feição industrial, que se reflecte no conjunto oficinal erigido em terrenos adjacentes à escola, na antiga cerca do convento. A construção deste conjunto caracteriza o único momento de expansão do estabelecimento em toda a sua história, ao contrário da maioria dos estabelecimentos da rede, resultando de um momento específico da evolução do programa, cujo objectivo era a formação profissional dos jovens que ali eram recolhidos, para a sua efectiva inserção no mundo profissional. Este estabelecimento funcionou sempre em torno do antigo edifício conventual, que alojou todas as valências necessárias, e as novas oficinas, não se multiplicando em edifícios e estruturas edificadas, de novo à semelhança do que se registou noutros casos. Dentro da arquitectura judicial do séc. 20, no que diz respeito aos estabelecimentos de internamento de menores, partindo da matriz criada com as obras de 1930, integra-se na seguinte tipologia: estabelecimento com lotação entre os 100 e os 150 menores, para o sexo masculino, em contexto urbano, com estruturas de alojamento dos educandos em edifício único preexistente, de planta em U, com separação por grupos mas adaptada à administração salesiana, de áreas funcionais por pisos: no térreo as oficinas, salão de conferências, celas disciplinares e armazéns, no 2º as salas de família, salas de aula e os refeitórios, a par dos serviços administrativos, e no último estavam concentrados as camaratas dos menores e os quartos para alojamento dos religiosos.

Características Particulares
Este estabelecimento foi a segunda Casa de Detenção e Correcção para o sexo masculino a ser criada em Portugal. À semelhança do que aconteceu para a Casa de Correcção de Lisboa, foi instalado num convento inacabado proveniente dos bens das extintas ordens religiosas. Com uma implantação destacada e dominadora da paisagem urbana, só em finais da década de 1930 é que sofreu as obras que lhe conferiram a sua feição actual. Aproveitando a estrutura preexistente, a DGEMN quando procedeu às obras de restauro manteve a linguagem arquitectónica do edifício, recorrendo inclusive à transplantação de panos da fachada para as partes construídas de novo. O interior foi também alvo de modificações de forma a adaptar-se ao programa funcional deste tipo de estabelecimentos. Foi também o primeiro a usufruir da abertura legislativa de administração por instituição particular especializada, neste caso da Congregação Salesiana, e o último a abandoná-la, e cuja administração se manteve durante 60 anos.

Dados Técnicos
Paredes autoportantes

Materiais
Granito, madeira, alvenaria, betão, telha, azulejo industrial, vidro, betonilha

Bibliografia
MARTINS, Guilherme de Oliveira, As Oficinas de São José de Lisboa. O Prémio, Lisboa, 1903; FERREIRA, J. Augusto, Vila do Conde e seu Alfoz. Origens e Monumentos, Porto, 1923; FERREIRA, J. Augusto, e ABREU, Marques, Os túmulos do Mosteiro de Santa Clara de Vila do Conde, Porto, 1925; MINISTÉRIO DA JUSTIÇA E DOS CULTOS - Serviços Jurisdicionais e Tutelares de Menores, Monografia do Reformatório de Vila do Conde, Vila do Conde, 1931; Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, A Igreja de Santa Clara de Vila do Conde, n.º14, Dezembro 1938; MINISTÉRIO DA JUSTIÇA E DOS CULTOS - Serviços Jurisdicionais e Tutelares de Menores, Internados do Reformatório de Vila do Conde em Secção com Liberdade de Aprendizagem Externa, Vila do Conde, 1941; Vila do Conde. Reformatório in Boletim Salesiano, ano III, 2.ª fase, n.º 33, Janeiro/Fevereiro 1944, pp.15-16; Escola Profissional de Santa Clara de Vila do Conde in Boletim Salesiano, ano IV, 2ª fase, n.º 37-38, Janeiro 1945, pp. 77-78; Escola Profissional de Santa Clara in Boletim Salesiano, ano IV, 2ª fase, n.º 40, Junho 1945, pp. 2-3; Salesianos em Vila do Conde, uma obra eloquente in Boletim Salesiano, ano V, n.º 48, Janeiro/Julho 1946, pp. 3-4; A educação moral e profissional dos rapazes, segundo o método salesiano in Boletim Salesiano, ano VI, n.º 53, Maio/Junho/Julho 1947, pp. 3-4; COSTA, Américo, Dicionário Corográfico de Portugal Continental e Insular, vol. XII, Porto, 1949; A Escola Profissional de Santa Clara em Vila do Conde. Uma grande e generosa obra de educação in Boletim Salesiano, ano VIII, n.º 63, Março/Abril 1949, pp.10-11; O discurso do Ministro da Justiça in Boletim Salesiano, ano XII, n.º 86, Maio/Julho 1953, pp. 11-13; A Colónia Correcional de Izeda que passa a ter a designação de Escola Agrícola de Santo António tem em curso importantes obras de remodelação in Infância e Juventude, ano 1, n.º 1, Janeiro/Março 1955, pp. 17-19; Conclusões Gerais da II Reunião de Estudos dos Serviços Jurisdicionais de Menores in Infância e Juventude, n.º 18, Abril/Junho 1959, pp. 3-13; Lar Fernando Calo no Porto in Boletim Salesiano, ano XVIII, n.º 147, Outubro 1959, pp. 8-9; Portugal - Vila do Conde in Boletim Salesiano, ano XVIII, n.º 150, Fevereiro 1960, pp. 17-19; A importância do primado do amor na reeducação de menores, pelo P. Manuel Caminha, director da Escola Profissional de Santa Clara in Boletim Salesiano, ano XVIII, n.º 156, Agosto/Setembro 1960, pp. 3-5; LOPES, Carlos da Silva, Duas peças provenientes do Convento de Santa Clara de Vila do Conde, Porto, 1960; GONÇALVES, Flávio, Uma série de painéis do mosteiro de Santa Clara de Vila do Conde, Barcelos, 1964; FREITAS, Eugénio de Andreia da Cunha e, Uma doação dos conde de Barcelos ao mosteiro de Santa Clara de Vila do Conde, 1968; SANTOS, A. Monteiro dos, Salesianos em Vila do Conde: 40 anos de apostolado educacional, Vila do Conde, 1984; Entrevista ao director da Escola Profissional de Santa Clara, P. João Caetano in Boletim Salesiano, n.º 363, Jan./Fev. 1984, pp. 7-10; AMORIM, Manuel, Uma pendência entre a Abadessa de Santa Clara de Vila do Conde e os comerciantes da salga da Póvoa de Varzim, Póvoa de Varzim, 1984; Cartulário do Mosteiro de Santa Clara de Vila do Conde, 1986; FERNANDES, Maria Eugénia Matos, O Mosteiro de Santa Clara do Porto em meados do séc. XVIII (1730-1780), dissertação de mestrado, Faculdade de Letras do Porto, 1987; NEVES, Joaquim Pacheco das, O Mosteiro de Santa Clara de Vila do Conde. Pequena Crónica de um Grande Mosteiro, Vila do Conde, 1992; ANJOS, Amador, Centenário da Obra Salesiana em Portugal (1894-1994), Lisboa, 1995; FERREIRA, César Augusto Figueiredo, Os Salesianos e o Ensino Profissional em Portugal (1984-1910), dissertação de mestrado em Ciências da Educação, Faculdade de Ciência Humanas da Universidade Católica Portuguesa, 1995; MOREIRA, António Montes, OFM, Implantação e desenvolvimento da Ordem Franciscana em Portugal, séculos XIII-XVI in O Franciscanismo em Portugal, Lisboa, vol. 1, 1996; Provedor de Justiça, Instituto de Reinserção Social: Relatório Especial do Provedor de Justiça à Assembleia da República, 1997; APOLÓNIA, Amélia, Vila do Conde. Um Porto Nortenho na Expansão Quinhentista, tese de doutoramento em História Moderna e Contemporânea, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 2 vols., 1999; GOMES, Paulo Varela, Arquitectura de mulheres, mundo de homens, intervenções da DGEMN em edifícios de mosteiros femininos (1930-1950) in Caminhos do Património, Lisboa, 1999, pp. 83-98; LALANDA, Maria Margarida, Clarissas in Dicionário de História Religiosa, dir. Carlos Moreira de Azevedo, Lisboa, Círculo de Leitores, vol. I, 2000, pp. 353-354; MOREIRA, António Montes, Franciscanos in Dicionário de História Religiosa, dir. Carlos Moreira de Azevedo, Lisboa, Círculo de Leitores, vol. II, 2000, pp. 273-280; NETO, Maria João Baptista, Memória, Propaganda e Poder. O Restauro dos Monumentos Nacionais (1929-1960), Porto, 2001; ABRANTES, Júlia Maria Peixoto dos Santos Fernandes, Vila do Conde. A Construção da Política Cultural ao Nível Local, dissertação de mestrado em Geografia, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 2002; SILVA, José Sidónio Meneses da, O Mosteiro das Chagas de Lamego. Vivências, espaços e espólio litúrgico, 1588-1906, Coimbra, 2002; TOMÉ, Miguel, Património e Restauro em Portugal (1920-1995), Porto, 2002; COSTA, Marisa, "Poder e autoridade de fundar um mosteiro. A dotação de Santa Clara de Vila do Conde" in De Arte. Revista de Historia del Arte, n.º 3, 2004, pp. 23-27; VISO, Ana Paula, Santa Clara de Vila do Conde: protecção, reeducação e reinserção de menores (1902-1990), dissertação de mestrado, Instituto de Educação e Psicologia da Universidade do Minho, 2003; BANDEIRA, Filomena e DINIZ, Sofia, "O Convento de Santa Clara de Vila do Conde: Memória e Ocupação nos Séculos XX e XXI" in Actas do 4.º Encontro de História. Património Edificado: Memória e Reabilitação, Vila do Conde, Câmara Municipal de Vila do Conde, 2006, pp. 75-126;

Intervenção Realizada
DEMNN: 1924 - reparação de telhados e construção de retretes; reparação das portadas para janelas e varandas; 1927 - reparação completa do telhado, reboco e caiação das fachadas viradas para o pátio; remoção de entulhos; DGEMN: 1936/1942 - reconstrução do edifício nas suas partes arruinadas; os topos das alas nascente e poente foram refeitos, com aproveitamento de panos de fachada preexistentes para o topo da ala O.; 1938 - demolição do anexo onde se localizava a padaria; 1940 - conclusão da platibanda e colocação dos vasos decorativos; demolição de pavimentos em madeira e sua reconstrução em lages vigadas de betão armado; 1941 - substituição de telhas partidas na sequência do ciclone que assolou o país; 1947 - modificação das portas da retrete, aumentando a sua altura; colocação de divisórias de mármore nos urinóis, colocação de lambrim de azulejo no refeitório; 1954/1974 - construção dos pavilhões das novas oficinas; 1958 - reparação da fachada N.; 1960 - calcetamento do pátio; 1982 - substituição de gárgulas, reparação de cantarias e escada em aço, colocação de esgotos novos, substituição de porta em madeira; 1998 - colocação de novas divisórias em madeira em dois dos três dormitórios;

Fonte: www.monumentos.pt
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Curam habe de bono nomine: hoc enim magis permanebit, quam mille thesauri
pretiosi, e magni

É a própria vida que tem de mudar…

Crónicas de Coimbra,…país profundo…
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Old June 24th, 2007, 02:19 PM   #132
JohnnyMass
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que saudades dos tempos em que se faziam reconstruções destas. se fosse hoje era tudo em betão branco e com janelas em pano de vidro.

muito boas as fotos antigas, o estado de degradação em que se encontrava era de facto avassalador, quem vai lá hoje dificilmente o imagina.
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Old June 24th, 2007, 02:47 PM   #133
Bluesence
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Como é possível eu não ter conhecimento deste convento? É que é tão imponente e espantoso que me faz confusão não se fazer promoção dele em folhetos turisticos ou nos guias de Portugal, assim como se faz da casa mateus ou daquela igreja barroca com a escadaria que eu não me lembro o nome.

PS: Não sei porquê mas a primeira foto faz lembrar o Portola Palace do Tibete
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Old June 24th, 2007, 04:28 PM   #134
Mr Strangelet
 
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Alguem aqui sabe o se o aqueduto de Santa Clara tem algum tipo de protecção a nivel municipal, ou IPPAR?? É que é com alguma tristeza que vejo aos poucos irem destruindo aquele aqueduto, sem grande respeito pela obra que é!! Aonde é aberta uma rua, mandam abaixo, aonde fazem uma urbanização, mandam abaixo...









Cumps
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Old June 24th, 2007, 10:47 PM   #135
Bruno Joel Costa
 
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Que fotos fantásticas!! (Vou copiar para mim ) Não tinha ideia que a degradação era tão grande, foi mesmo uma grande recuperação
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Old June 24th, 2007, 11:17 PM   #136
Karsh
fcp fcp fcp
 
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É de facto o monumento mais conhecido de Vila do Conde, mas não fazia a menor ideia de que tinha sido reconstruido. Excelente a recuperação!
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Old June 25th, 2007, 12:37 AM   #137
PedroGabriel
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A primeira foto do aqueduto é na Póvoa. Aqui ainda não está recuperado. É que a Póvoa é camara PSD e não é governada por um dinossauro do PS.

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É de facto o monumento mais conhecido de Vila do Conde, mas não fazia a menor ideia de que tinha sido reconstruido. Excelente a recuperação!
E, eu não fazia ideia que tinha estado em ruinas, ou aquilo era das obras?
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Old June 25th, 2007, 01:24 AM   #138
Bruno Joel Costa
 
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no qual eu votei
strangelet deitam abaixo onde??
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Old June 25th, 2007, 02:43 PM   #139
Mr Strangelet
 
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Existem várias zonas do aqueduto que foram destruídas...A maior parte ainda está de pé, mas ha bastantes zonas destruidas...
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Old June 25th, 2007, 03:00 PM   #140
Arpels
Αλέξανδρος
 
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não fazia ideia k a recuperação tivesse sido tão extensa
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caxinas, convento, igreja, rio ave, santa clara, vila do conde

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