Paião é uma freguesia portuguesa do concelho da Figueira da Foz, com 31,19 km² de área e 2 268 habitantes (2011). A sua densidade populacional é de 99,9 hab/km². Foi elevada à categoria de vila em 30 de Junho de 1989.
Fez parte do antigo concelho de Lavos, extinto por decreto em 31 de Dezembro de 1853.[2]
A sua toponímia é controversa, defendendo-se que poderá tanto ter a ver com a vulgarização do termo latino pelagus (relativo ao mar, caracterizando um povoamento de pessoas vindas da costa) que daria polegão (nome de um peixe, depreciativo, atribuído a um grupo de pessoas), como de uma origem mais próxima por um aumentativo de Paio, ligado a uma localidade próxima chamada Sampaio.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pai%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Mostei..._de_Sei%C3%A7a
Mosteiro de Seiça
Foi D. Afonso Henriques quem mandar construir o Mosteiro em louvor à Virgem Maria devido a um milagre recebido junto da capelinha de Nossa Senhora de Seiça.
Os primeiros monges do convento foram os de Lorvão que naquele tempo pertenciam á ordem de São bento cujo superior foi o Abade D. Paio Egas nomeado para este cargo no ano 1175
D. Afonso Henriques faleceu (1185) sem que a sua obra fosse concluída, mas o seu filho D. Sancho I deu-lhe continuidade, entregando o convento á ordem de S. Bernardo por esta ser considerada um "raro exemplo de virtude e Santidade".
Em Setembro de 1348, a peste negra fez com que o Mosteiro de Seiça sofresse muitas perdas entre religiosos e caseiros. Esta epidemia dizimou 150 religiosos em 2 meses.
Em 1513 D. Manuel ordena a reparação do Mosteiro por este se mostrar bastante degradado. Assim, a igreja foi ampliada e tornou-se num dos melhores templos das redondezas. Devido aos elevados da igreja, uma feira anual franca foi autorizada, por útil para as obras em curso.
Em finais do século XVIII, Frei Manuel de Figueiredo afirmou que o edifício do Mosteiro era regular e bom, "Com uma boa igreja e suficientes oficinas; e vinte e cinco celas, para acomodação dos religiosos, alem da casa dos hospedes".
Em 1895 foi vendido a uma familia que transformou o mosteiro em fábrica de descasque de arroz, fabrica que veio a falir anos depois.
Actualmente é propriedade da Camara da Figueira da Foz tendo sido comprado por Santana Lopes, então líder da autarquia, que adquiriu o espaço por cerca de 225 mil euros, a uma família proprietária do convento desde 1895.
O autarca do PSD prometeu uma "intervenção de fundo" no imóvel, mas, quase dez anos depois, as ruínas do convento continuam à mercê da degradação e do vandalismo.
A Câmara também está preocupada com o estado de degradação daquele património, mas o problema é que não temos verbas para proceder aos trabalhos de reabilitação do edifício.
São obras bastante avultadas", disse, ao JN, Duarte Silva (PSD)»
O Mosteiro após varias deligências efectuadas não está classificado pelos serviços do Estado, encontrando-se num estado deplorável de degradação.