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Misturar alhos com bugalhos... O centro de Lisboa não vai ser demolido e no seu lugar construídos prédios de habitação simples e contemporâneos, muito menos eu falei nisso ou defendi esse cenário.
Tu é que decidiste "pegar" em certos aspectos como "a decadência", " o miserabelismo", "os grafities", "a sujidade", etc.. e associá-los à essência do centro. Como se esses aspectos fossem os mais indicados para caracterizar a essência do centro da cidade de Lisboa.
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. Um prédio em mau estado, com 1 ou 2 moradores e o resto vazio, localizado numa rua suja, grafitada e mal frquentada com tascas e pensões de pêgas, e que se transforma num prédio reabilitado, com todas as fracções habitadas, numa rua limpa, cosmopolita, com lojas e serviços modernos, mudou completamente a essência sem precisar de mandar nada abaixo
O que não falta por aí são casos de reabilitações que acabam por mudar por completo a essência dos edificios e que acabam por não precaver, e assegurar, certos aspectos essenciais, como a segurança estrutural dos mesmos.
Já para não falar daquelas intervenções superficiais que nada fazem e nada mudam, e que se limitam a "limpar a cara" aos edificios.
Como se isso não bastasse, também entrou à pouco tempo, em vigor, uma serie de alterações relativas a uma lei que regula a reabilitação urbana, e que vai permitir o não cumprimentos de certos níveis de exigências e requisitos essenciais. Ou seja, só vai agravar ainda mais o problema da reabilitação estrutural e do reforço anti sísmico do edificado antigo.
Logo, não podes considerar que todas as intervenções relativas à reabilitação dos edifícios mais antigos, sejam obrigatoriamente, e à partida, boas intervenções.