Arranjo do jardim e limpeza da estátua custou 60 mil euros
Semeador “renovado” surge junto à Câmara
A A estátua do Semeador já está colocada na sua “nova casa”. Quem passa desde ontemn na parte sul da Câmara Municipal do Funchal, pode já encontrar a obra do escultor Francisco Franco, agora colocada no jardim paralelo à Rua Padre Gonçalves da Câmara, que foi também alvo de alguns melhoramentos.
A decisão de retirar a emblemática escultura do Parque de Santa Catarina foi tomada durante o último mês de Setembro pela autarquia funchalense, dado o mau estado de conservação da mesma, devido aos sucessivos actos de vandalismo de que foi vítima. Miguel Albuquerque revelou então que a Câmara iria proceder à sua restauração, prometendo que a estátua seria exposta «numa zona magnífica» da cidade.
Com a necessidade de dar um arranjo urbanístico aos arredores, dado que as árvores de grande porte que se encontram junto ao edifício da Câmara levantaram grande parte da calçada e dos jardins, foi lançado um concurso público, que acabou por incorporar a instalação da estátua.
O custo total do investimento, incluindo a limpeza da estátua, foi de cerca de 60 mil euros.
A obra do escultor madeirense Francisco Franco - que, recorde-se, é também o autor da estátua de João Gonçalves Zarco e do projecto do Cristo Rei em Almada, entre tantas outras - é uma das mais antigas e mais conhecidas da cidade do Funchal.
Com data de 1923, a estátua do Semeador chegou a estar exposta no "Salon", em Paris, em 1924. Foi apresentada no Funchal a 7 de Dezembro de 1936, sendo colocada no Campo da Barca, em frente ao edifício das oficinas da antiga Junta Geral.
Em Setembro de 1966 foi transferida para a frente do edifício da Junta Geral, que era o “braço” do governo do Estado Novo na Ilha Adjacente da Madeira, situado na Avenida de Zarco.
Nos anos 80, foi colocado no Parque de Santa Catarina, logo abaixo da Quinta Vigia, residência oficial do Presidente do Governo Regional, onde permaneceu até este ano. Volta a surgir com a dignidade que teve em outros tempos
Jornal da Madeira
Projectos no Arquipelago da Madeira - Obras Públicas
Assembleia no Tecnopólo só em Fevereiro
Mudança de instalações obriga a muitos trabalhos técnicos
Data: 20-12-2008
(Tecnopólo vai receber a ALM, pelo menos até Novembro. )
O parlamento regional só deverá estar instalado no Madeira Tecnopólo, nas primeiras semanas de Fevereiro. Inicialmente chegou a ser admitida a possibilidade de a Assembleia Legislativa iniciar o ano já nas instalações provisórias, mas a complexidade dos trabalhos de montagem de todo o suporte tecnológico do hemiciclo deverá atrasar o processo.
O edifício da ALM, na antiga Alfândega do Funchal, vai sofrer obras de recuperação, sobretudo no espaço reservado aos plenários. Os trabalhos, que deverão incluir a substituição de parte da estrutura, têm um prazo de execução de oito meses, o que implica que o parlamento fique instalado, pelo menos até ao final da actual sessão legislativa, no Madeira Tecnopólo.
Miguel Mendonça, presidente da Assembleia, acredita que as obras irão realizar-se nos prazos previstos, embora para isso seja necessário trabalhar em turnos quase contínuos.
Comissões públicas
O novo Regimento da Assembleia, que já está em fase de redacção final, remete para as comissões especializadas a discussão dos projectos de resolução. Uma medida que é acompanhada de uma novidade: as comissões passam a ser públicas, na prática abertas à comunicação social.
Esta alteração também implica que as reuniões das comissões especializadas se realizem no Tecnopólo, o que inicialmente não estaria previsto. A Presidência da ALM admitia que as reuniões pudessem ter lugar num espaço na zona da Sé.
No Tecnopólo, serão instalados, além do hemiciclo, gabinetes para o presidente, vice-presidentes e pessoal dos respectivos gabinetes, bem como para os lideres dos grupos parlamentares.
A Assembleia deverá ocupar todo o piso -2, onde se encontram anfiteatros e salas que serão adaptadas a gabinetes.
A mudança dos equipamentos de som e vídeo, bem como de todo o sistema informático é uma das tarefas mais complicadas que até deverá implicar o recurso a serviços externos.
Regresso em Novembro...
Se as obras decorrerem ao ritmo previsto, é possível que no final do próximo ano o parlamento volte a ser instalado na Alfândega Velha.
Na prática, os plenários decorrerão no Tecnopólo entre Fevereiro e Junho, mês em que se realizam as eleições europeias. O facto de estarem previstas eleições autárquicas e legislativas para Setembro/Outubro, implica que o regresso aos trabalhos parlamentares, depois das férias de Verão, só aconteça em Novembro.
Antes da mudança para o Tecnopólo, durante o próximo mês de Janeiro, só irão realizar-se os plenários considerados urgentes, como seja a aprovação final do novo Regimento.
DNoticias Madeira
Mudança de instalações obriga a muitos trabalhos técnicos
Data: 20-12-2008
(Tecnopólo vai receber a ALM, pelo menos até Novembro. )
O parlamento regional só deverá estar instalado no Madeira Tecnopólo, nas primeiras semanas de Fevereiro. Inicialmente chegou a ser admitida a possibilidade de a Assembleia Legislativa iniciar o ano já nas instalações provisórias, mas a complexidade dos trabalhos de montagem de todo o suporte tecnológico do hemiciclo deverá atrasar o processo.
O edifício da ALM, na antiga Alfândega do Funchal, vai sofrer obras de recuperação, sobretudo no espaço reservado aos plenários. Os trabalhos, que deverão incluir a substituição de parte da estrutura, têm um prazo de execução de oito meses, o que implica que o parlamento fique instalado, pelo menos até ao final da actual sessão legislativa, no Madeira Tecnopólo.
Miguel Mendonça, presidente da Assembleia, acredita que as obras irão realizar-se nos prazos previstos, embora para isso seja necessário trabalhar em turnos quase contínuos.
Comissões públicas
O novo Regimento da Assembleia, que já está em fase de redacção final, remete para as comissões especializadas a discussão dos projectos de resolução. Uma medida que é acompanhada de uma novidade: as comissões passam a ser públicas, na prática abertas à comunicação social.
Esta alteração também implica que as reuniões das comissões especializadas se realizem no Tecnopólo, o que inicialmente não estaria previsto. A Presidência da ALM admitia que as reuniões pudessem ter lugar num espaço na zona da Sé.
No Tecnopólo, serão instalados, além do hemiciclo, gabinetes para o presidente, vice-presidentes e pessoal dos respectivos gabinetes, bem como para os lideres dos grupos parlamentares.
A Assembleia deverá ocupar todo o piso -2, onde se encontram anfiteatros e salas que serão adaptadas a gabinetes.
A mudança dos equipamentos de som e vídeo, bem como de todo o sistema informático é uma das tarefas mais complicadas que até deverá implicar o recurso a serviços externos.
Regresso em Novembro...
Se as obras decorrerem ao ritmo previsto, é possível que no final do próximo ano o parlamento volte a ser instalado na Alfândega Velha.
Na prática, os plenários decorrerão no Tecnopólo entre Fevereiro e Junho, mês em que se realizam as eleições europeias. O facto de estarem previstas eleições autárquicas e legislativas para Setembro/Outubro, implica que o regresso aos trabalhos parlamentares, depois das férias de Verão, só aconteça em Novembro.
Antes da mudança para o Tecnopólo, durante o próximo mês de Janeiro, só irão realizar-se os plenários considerados urgentes, como seja a aprovação final do novo Regimento.
DNoticias Madeira
O circo (ALM) não esteve em obras há pouco tempo? pelo menos a parte onde fazem aqueles espectáculos foi. Se estão a falar do edifício, sobretudo o exterior, até posso concordar.
Quote:
O circo (ALM) não esteve em obras há pouco tempo? pelo menos a parte onde fazem aqueles espectáculos foi. Se estão a falar do edifício, sobretudo o exterior, até posso concordar.
a parte de fora ainda esta boa , a parte do hemiciclo é que se ve antiquada e a que vai ser renovada
deveriam retirar aquela Madeira toda e tornar a sala mais clara
NT, precisamente aquilo foi tudo arranjado há pouco tempo. O exterior é que mostra sinais de degradação. Enfim...
Aliás, para aquilo que é feito no local o plenário até é luxuoso.
Aliás, para aquilo que é feito no local o plenário até é luxuoso.
Machico terá um jardim temático
Data: 29-12-2008
(Será um espaço pedagógico e de lazer)
Em breve, a cidade de Machico terá mais qualidade ao nível dos espaços verdes, graças à criação de um jardim temático, junto ao Solar do Ribeirinho, no terreno onde anteriormente existia a Escola Secundária e de Terceiro Ciclo de Machico. O presidente da Câmara Municipal de Machico, Emanuel Gomes, explica que o terreno é camarário, mas a obra é da autoria da Secretaria do Equipamento Social e visa oferecer maior dignidade do espaço envolvente ao Solar. Emanuel Gomes explica que a decisão de construir ali um jardim foi um encontro de ideias entre o gabinete de arqueologia da Câmara, em colaboração com a secretaria liderada por Santos Costa, e que irá contar ainda com a colaboração do Jardim Botânico. "Já que vamos fazer um jardim, acabámos por concordar que valeria a pena que parte deste tivesse uma vertente pedagógica e que fosse constituído de plantas endógenas da Madeira".
Para o arqueólogo envolvido neste processo, Élvio Sousa, a criação do jardim temático do Núcleo Museológico de Machico - Solar do Ribeirinho procurará valorizar e dinamizar de forma pedagógica a componente botânica, enquadrada nos ciclos económicos da história de Machico.
"O jardim pretende garantir à comunidade um espaço de lazer e quietação, associado a uma vertente pedagógica que prestigie e valorize a história botânica do concelho de Machico, potenciando a vertente das visitas guiadas em ligação ao Solar do Ribeirinho".
Élvio Sousa enumera algumas das espécies que será possível encontrar neste jardim. "De entre as espécies a integrar o coberto vegetal, salientam-se, por exemplo, a cana-de-açúcar, o pastel, o murtinho, o dragoeiro, a casquinha, para amostragem da freguesia de Machico".
DNoticias Madeira
Data: 29-12-2008
(Será um espaço pedagógico e de lazer)
Em breve, a cidade de Machico terá mais qualidade ao nível dos espaços verdes, graças à criação de um jardim temático, junto ao Solar do Ribeirinho, no terreno onde anteriormente existia a Escola Secundária e de Terceiro Ciclo de Machico. O presidente da Câmara Municipal de Machico, Emanuel Gomes, explica que o terreno é camarário, mas a obra é da autoria da Secretaria do Equipamento Social e visa oferecer maior dignidade do espaço envolvente ao Solar. Emanuel Gomes explica que a decisão de construir ali um jardim foi um encontro de ideias entre o gabinete de arqueologia da Câmara, em colaboração com a secretaria liderada por Santos Costa, e que irá contar ainda com a colaboração do Jardim Botânico. "Já que vamos fazer um jardim, acabámos por concordar que valeria a pena que parte deste tivesse uma vertente pedagógica e que fosse constituído de plantas endógenas da Madeira".
Para o arqueólogo envolvido neste processo, Élvio Sousa, a criação do jardim temático do Núcleo Museológico de Machico - Solar do Ribeirinho procurará valorizar e dinamizar de forma pedagógica a componente botânica, enquadrada nos ciclos económicos da história de Machico.
"O jardim pretende garantir à comunidade um espaço de lazer e quietação, associado a uma vertente pedagógica que prestigie e valorize a história botânica do concelho de Machico, potenciando a vertente das visitas guiadas em ligação ao Solar do Ribeirinho".
Élvio Sousa enumera algumas das espécies que será possível encontrar neste jardim. "De entre as espécies a integrar o coberto vegetal, salientam-se, por exemplo, a cana-de-açúcar, o pastel, o murtinho, o dragoeiro, a casquinha, para amostragem da freguesia de Machico".
DNoticias Madeira
Magnólia inicia obras a Norte
Data: 01-01-2009
(Já desactivada, a piscina entra em obras no próximo ano, para transformar-se num 'court' central de ténis. )
A Quinta Magnólia começa a mudar de imagem durante o primeiro semestre de 2009. Mas a já anunciada conversão deste espaço em complexo de ténis vai ser faseada de modo a não afectar os habituais praticantes desta modalidade e os serviços da Biblioteca de Culturas Estrangeiras e da Protecção Civil, estes últimos a funcionar na casa-mãe. A obra, da chancela da Sociedade Metropolitana de Desenvolvimento, deverá arrancar a Norte, em Maio do novo ano. Pedro Ferreira explica que a intervenção começa pela piscina e pelo campo de ténis que está localizado junto ao Ribeiro Seco.
A intenção do presidente do conselho de administração da 'Metropolitana' "é manter, pelo menos, dois campos de ténis abertos ao público que normalmente frequenta este espaço." A segunda intervenção, que envolve a construção de todo o complexo de ténis, e a recuperação do edifício principal, está agendada para 2010.
Pedro Ferreira explica que "não houve alteração na programação" já anunciada ao DIÁRIO e que a obra de transformar a Quinta Magnólia num moderno complexo de ténis, acrescido de três campos para a prática do padel e outros para o squash, "é mesmo para avançar", não tendo qualquer fundamento o facto de a escassez de verbas poder adiar aquele que é dos grandes projectos da Sociedade.
Falta de informação
O DIÁRIO esteve na Quinta Magnólia e pôde testemunhar o encerramento da piscina e do bar de apoio, mas também o afluxo normal do público que revela especial apetência pela prática do ténis, sobretudo por adolescentes. Outros preferiam o passeio pela zona verde, esta última a ser ampliada e melhorada no novo projecto, com concurso público para adjudicação da empreitada já aberto, num total de aproximadamente dez milhões de euros.
Apesar de a piscina estar desactivada e a carecer de obras imediatas, o aspecto verde e cuidado do espaço principal, desde a entrada aos jardins, mantém-se, imprimindo o habitual brilho à histórica quinta que data de 1820, com um valioso património botânico. Uma vasta área de terreno que foi adquirida a um particular pelo Governo Regional que a tem utilizado como espaço de cultura e de lazer, além de garantir a actividade do Serviço Regional de Protecção Civil. Chefiado por Luís Neri, a Protecção Civil continua também a desenvolver o seu trabalho nas exíguas instalações que ocupa numa parte do edifício principal e é o próprio que nos diz "não ter conhecimento de qualquer informação sobre o arranque das obras", remetendo os esclarecimentos para a tutela. No entanto, e também conforme já foi anunciado, a presença daquele Serviço na Quinta Magnólia é temporária, até porque o secretário regional dos Assuntos Sociais já anunciou que será construída uma sede de raiz na zona da Cancela, onde também ficará o serviço de formação de bombeiros.
Datas que falharam
Também a funcionar em parte do edifício principal, a Biblioteca de Culturas Estrangeiras, muito frequentada por turistas e com grande apoio prestado às escolas da Região, faz saber que "a informação sobre o arranque das obras de remodelação da Quinta Magnólia é nula." Um dado apurado junto de uma das funcionárias da Biblioteca. De vez em quando, relata o pessoal, "passam pela Quinta uns técnicos para efectuar umas medições e fotografias", mas dizem desconhecer quando efectivamente se inicia a empreitada. Aliás, um dos funcionários comentam com alguma ironia: "Guardo religiosamente um exemplar do DIÁRIO que anunciava o arranque das obras em Setembro de 2006.".
Tal como já foi anunciado por este jornal, o projecto da 'Metropolitana' aponta para a transformação da piscina num court central de ténis, com capacidade para 800 lugares, destinado a competições de alto nível. O projecto compreende também mais cinco campos de ténis e um outro mais pequeno para bater bolas.
Dando resposta à crescente adesão do público à prática do padel, serão construído três campos reservados a esta modalidade, e outros três campos de squash.
Segundo foi possível apurar nas instalações da Quinta Magnólia, o anunciado projecto conta com a receptividade de madeirenses e turistas.
DNoticias Madeira
Data: 01-01-2009
(Já desactivada, a piscina entra em obras no próximo ano, para transformar-se num 'court' central de ténis. )
A Quinta Magnólia começa a mudar de imagem durante o primeiro semestre de 2009. Mas a já anunciada conversão deste espaço em complexo de ténis vai ser faseada de modo a não afectar os habituais praticantes desta modalidade e os serviços da Biblioteca de Culturas Estrangeiras e da Protecção Civil, estes últimos a funcionar na casa-mãe. A obra, da chancela da Sociedade Metropolitana de Desenvolvimento, deverá arrancar a Norte, em Maio do novo ano. Pedro Ferreira explica que a intervenção começa pela piscina e pelo campo de ténis que está localizado junto ao Ribeiro Seco.
A intenção do presidente do conselho de administração da 'Metropolitana' "é manter, pelo menos, dois campos de ténis abertos ao público que normalmente frequenta este espaço." A segunda intervenção, que envolve a construção de todo o complexo de ténis, e a recuperação do edifício principal, está agendada para 2010.
Pedro Ferreira explica que "não houve alteração na programação" já anunciada ao DIÁRIO e que a obra de transformar a Quinta Magnólia num moderno complexo de ténis, acrescido de três campos para a prática do padel e outros para o squash, "é mesmo para avançar", não tendo qualquer fundamento o facto de a escassez de verbas poder adiar aquele que é dos grandes projectos da Sociedade.
Falta de informação
O DIÁRIO esteve na Quinta Magnólia e pôde testemunhar o encerramento da piscina e do bar de apoio, mas também o afluxo normal do público que revela especial apetência pela prática do ténis, sobretudo por adolescentes. Outros preferiam o passeio pela zona verde, esta última a ser ampliada e melhorada no novo projecto, com concurso público para adjudicação da empreitada já aberto, num total de aproximadamente dez milhões de euros.
Apesar de a piscina estar desactivada e a carecer de obras imediatas, o aspecto verde e cuidado do espaço principal, desde a entrada aos jardins, mantém-se, imprimindo o habitual brilho à histórica quinta que data de 1820, com um valioso património botânico. Uma vasta área de terreno que foi adquirida a um particular pelo Governo Regional que a tem utilizado como espaço de cultura e de lazer, além de garantir a actividade do Serviço Regional de Protecção Civil. Chefiado por Luís Neri, a Protecção Civil continua também a desenvolver o seu trabalho nas exíguas instalações que ocupa numa parte do edifício principal e é o próprio que nos diz "não ter conhecimento de qualquer informação sobre o arranque das obras", remetendo os esclarecimentos para a tutela. No entanto, e também conforme já foi anunciado, a presença daquele Serviço na Quinta Magnólia é temporária, até porque o secretário regional dos Assuntos Sociais já anunciou que será construída uma sede de raiz na zona da Cancela, onde também ficará o serviço de formação de bombeiros.
Datas que falharam
Também a funcionar em parte do edifício principal, a Biblioteca de Culturas Estrangeiras, muito frequentada por turistas e com grande apoio prestado às escolas da Região, faz saber que "a informação sobre o arranque das obras de remodelação da Quinta Magnólia é nula." Um dado apurado junto de uma das funcionárias da Biblioteca. De vez em quando, relata o pessoal, "passam pela Quinta uns técnicos para efectuar umas medições e fotografias", mas dizem desconhecer quando efectivamente se inicia a empreitada. Aliás, um dos funcionários comentam com alguma ironia: "Guardo religiosamente um exemplar do DIÁRIO que anunciava o arranque das obras em Setembro de 2006.".
Tal como já foi anunciado por este jornal, o projecto da 'Metropolitana' aponta para a transformação da piscina num court central de ténis, com capacidade para 800 lugares, destinado a competições de alto nível. O projecto compreende também mais cinco campos de ténis e um outro mais pequeno para bater bolas.
Dando resposta à crescente adesão do público à prática do padel, serão construído três campos reservados a esta modalidade, e outros três campos de squash.
Segundo foi possível apurar nas instalações da Quinta Magnólia, o anunciado projecto conta com a receptividade de madeirenses e turistas.
DNoticias Madeira
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Ficara assim
Os Jardins serão renovados
Sociedade Metropolitana de Desenvolvimento
Requalificação da Quinta Magnólia
A Sociedade Metropolitana de Desenvolvimento vai recuperar a Quinta Magnólia, um espaço nobre da cidade do Funchal, considerado um “pulmão verde” no centro da capital madeirense. A intervenção será feita em cerca de 40 mil metros quadrados e pretende conservar um património que data do início do século XIX.
Uma análise histórica permitiu reconstituir alguns dos traçados do jardim novecentista e da própria casa-mãe, que se encontra hoje profundamente necessitada de restauro. A reconstituição dos referidos traçados bem como a manutenção do carácter de quinta madeirense constituem-se como princípios orientadores da intervenção.
Assim sendo, o edifício da casa-mãe será restaurado, racionalizando-se os circuitos e melhorando-se os acessos.
Mantendo-se os principais elementos que caracterizam a quinta, nomeadamente os circuitos de manutenção, o espaço terá um “court central” (campo de ténis principal) com uma bancada para 760 lugares, que se destinará essencialmente a competições internacionais, cinco “courts” de ténis e um bate-bolas. O “court central” vai surgir onde actualmente estão as piscinas, junto aos campos de ténis. Serão feitos três campos de padel (“paddle-tenis”), aproveitado um dos campos de “squash” e construídos mais dois. As edificações serão dissimuladas no terreno com coberturas ajardinadas e mediante a utilização de materiais presentes na quinta, tendo em conta a integração na paisagem. O restaurante da casa-mãe também vai ser recuperado, sendo criado um novo bar junto aos campos de ténis e padel. Ainda, o espaço onde funciona a Biblioteca de Culturas Estrangeiras será ampliado.
Com a intervenção, as espécies arbóreas serão preservadas, removendo-se ou reduzindo-se o impacto negativo de construções dissonantes e aumentando-se em cerca de 800 metros quadrados a área verde. Vai ser igualmente encontrada uma solução de estacionamento que não comprometa as espécies vegetais e os espaços ajardinados. Com este projecto, a Sociedade Metropolitana de Desenvolvimento visa promover não só a prática desportiva como também o interesse pela botânica e pelo ambiente. Pretende fomentar o espaço vazio e o silêncio como contrapontos à agitação urbana envolvente, evitando a disseminação de equipamentos que interfiram com o colorido da composição paisagística e com o valor elevado de algumas espécies vegetais existentes.
Ficara assim
Os Jardins serão renovados
Sociedade Metropolitana de Desenvolvimento
Requalificação da Quinta Magnólia
A Sociedade Metropolitana de Desenvolvimento vai recuperar a Quinta Magnólia, um espaço nobre da cidade do Funchal, considerado um “pulmão verde” no centro da capital madeirense. A intervenção será feita em cerca de 40 mil metros quadrados e pretende conservar um património que data do início do século XIX.
Uma análise histórica permitiu reconstituir alguns dos traçados do jardim novecentista e da própria casa-mãe, que se encontra hoje profundamente necessitada de restauro. A reconstituição dos referidos traçados bem como a manutenção do carácter de quinta madeirense constituem-se como princípios orientadores da intervenção.
Assim sendo, o edifício da casa-mãe será restaurado, racionalizando-se os circuitos e melhorando-se os acessos.
Mantendo-se os principais elementos que caracterizam a quinta, nomeadamente os circuitos de manutenção, o espaço terá um “court central” (campo de ténis principal) com uma bancada para 760 lugares, que se destinará essencialmente a competições internacionais, cinco “courts” de ténis e um bate-bolas. O “court central” vai surgir onde actualmente estão as piscinas, junto aos campos de ténis. Serão feitos três campos de padel (“paddle-tenis”), aproveitado um dos campos de “squash” e construídos mais dois. As edificações serão dissimuladas no terreno com coberturas ajardinadas e mediante a utilização de materiais presentes na quinta, tendo em conta a integração na paisagem. O restaurante da casa-mãe também vai ser recuperado, sendo criado um novo bar junto aos campos de ténis e padel. Ainda, o espaço onde funciona a Biblioteca de Culturas Estrangeiras será ampliado.
Com a intervenção, as espécies arbóreas serão preservadas, removendo-se ou reduzindo-se o impacto negativo de construções dissonantes e aumentando-se em cerca de 800 metros quadrados a área verde. Vai ser igualmente encontrada uma solução de estacionamento que não comprometa as espécies vegetais e os espaços ajardinados. Com este projecto, a Sociedade Metropolitana de Desenvolvimento visa promover não só a prática desportiva como também o interesse pela botânica e pelo ambiente. Pretende fomentar o espaço vazio e o silêncio como contrapontos à agitação urbana envolvente, evitando a disseminação de equipamentos que interfiram com o colorido da composição paisagística e com o valor elevado de algumas espécies vegetais existentes.
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Antes era assim
Antes era assim
Só para confirmar: a Quinta Magnólia é de livre acesso, não?
Quote:
Só para confirmar: a Quinta Magnólia é de livre acesso, não?
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Não me lembro mais acho que pagava alguma coisa para ir as piscinas no Verão .
acho que passear não se pagava nada , mesmo no Lido a entrada era mais barata se fosse so para passear
Requalificação do Miradouro do Cabo Girão
Expropriações vão avançar
O Governo Regional resolveu, em Conselho de Governo do dia 12 de Dezembro de 2008, declarar de utilidade pública a expropriação de terrenos necessários à execução da obra de requalificação do Miradouro do Cabo Girão”, depois de terem sido seguidas as directrizes do código das Expropriações.
Assim, e tendo em conta a importância da obra em termos turísticos para Câmara de Lobos em particular, e para a Madeira em geral, o Executivo decidiu dar início ao processo de expropriação de uma área global de 4.465 metros quadrados, que incluem terrenos situados nos concelhos de Câmara de Lobos e do Funchal, «correndo o respectivo processo de expropriação pela Direcção Regional de Património», conforme se lê no Jornal Oficial da Região Autónoma da Madeira – JORAM.
De acordo com o presidente da autarquia de Câmara de Lobos, o projecto para o Cabo Girão prevê a reformulação total daquele espaço. A obra prevê, por exemplo, a renovação do acesso e do miradouro, resultando numa «transformação total no seu visual». Arlindo Gomes disse ainda que o projecto será inovador tendo em conta que «o próprio cariz da intervenção dará maior expressão ao Cabo Girão, com uma placa transparente em vidro, que fica suspensa sobre a encosta ou escarpa, sobre a qual as pessoas poderão caminhar e contemplar aquele que é o promontório da Europa e o segundo mais alto do mundo.
«Para quem gosta de adrenalina, vai gostar de lá estar», garantiu o autarca, em declarações à Rádio Jornal da Madeira.
Arlindo Gomes recorda, por outro lado, que, há cerca de dois anos foi feito um levantamento do número médio diário de visitantes àquele local, sendo que a média aponta para 1800 turistas por dia que vão conhecer o Cabo Girão. Nesse sentido, as obras previstas para o local vão beneficiar ainda mais a sua imagem. Serão construídas docas para autocarros e viaturas ligeiras, estruturas de apoio como cafetaria, restauração e área para venda de produtos regionais. A este respeito, o edil de Câmara de Lobos entende que com a renovação do espaço, por-se-á um fim à venda ambulante ilegal, «que tem originado algumas intervenções da polícia».
Arlindo Gomes lembrou ainda que, na altura em que o projecto foi apresentado, o orçamento previsto era da ordem dos dois milhões de euros
Jornal da Madeira
Expropriações vão avançar
O Governo Regional resolveu, em Conselho de Governo do dia 12 de Dezembro de 2008, declarar de utilidade pública a expropriação de terrenos necessários à execução da obra de requalificação do Miradouro do Cabo Girão”, depois de terem sido seguidas as directrizes do código das Expropriações.
Assim, e tendo em conta a importância da obra em termos turísticos para Câmara de Lobos em particular, e para a Madeira em geral, o Executivo decidiu dar início ao processo de expropriação de uma área global de 4.465 metros quadrados, que incluem terrenos situados nos concelhos de Câmara de Lobos e do Funchal, «correndo o respectivo processo de expropriação pela Direcção Regional de Património», conforme se lê no Jornal Oficial da Região Autónoma da Madeira – JORAM.
De acordo com o presidente da autarquia de Câmara de Lobos, o projecto para o Cabo Girão prevê a reformulação total daquele espaço. A obra prevê, por exemplo, a renovação do acesso e do miradouro, resultando numa «transformação total no seu visual». Arlindo Gomes disse ainda que o projecto será inovador tendo em conta que «o próprio cariz da intervenção dará maior expressão ao Cabo Girão, com uma placa transparente em vidro, que fica suspensa sobre a encosta ou escarpa, sobre a qual as pessoas poderão caminhar e contemplar aquele que é o promontório da Europa e o segundo mais alto do mundo.
«Para quem gosta de adrenalina, vai gostar de lá estar», garantiu o autarca, em declarações à Rádio Jornal da Madeira.
Arlindo Gomes recorda, por outro lado, que, há cerca de dois anos foi feito um levantamento do número médio diário de visitantes àquele local, sendo que a média aponta para 1800 turistas por dia que vão conhecer o Cabo Girão. Nesse sentido, as obras previstas para o local vão beneficiar ainda mais a sua imagem. Serão construídas docas para autocarros e viaturas ligeiras, estruturas de apoio como cafetaria, restauração e área para venda de produtos regionais. A este respeito, o edil de Câmara de Lobos entende que com a renovação do espaço, por-se-á um fim à venda ambulante ilegal, «que tem originado algumas intervenções da polícia».
Arlindo Gomes lembrou ainda que, na altura em que o projecto foi apresentado, o orçamento previsto era da ordem dos dois milhões de euros
Jornal da Madeira
Jardim disse não temer a crise por estar acostumado a governar com dificuldades
Obra na Madeira vai continuar a ser feita
O presidente do Governo Regional disse ontem que, terminada esta época de Festa, é tempo de «arregaçar as mangas» e voltar ao trabalho. Alberto João Jardim garantiu que vai continuar a realizar a obra que planeou para a Madeira e, para comprová-lo, como faz habitualmente, não quis deixar de iniciar o ano a fazer uma inauguração.
«Gosto de começar o ano com uma inauguração, para mostrar que começou o Ano Novo e que vai ser retomado o trabalho», disse Alberto João Jardim.
O presidente do Executivo madeirense falava na inauguração do Espaço da Fundação da Juventude, no Bairro Social da Ajuda.
«Depois de um merecido período de Festas, porque aquilo que o povo madeirense tem trabalhado e também pelo que tem passado, merece ter estas Festas, mas sabe que a partir de hoje, dia 2, tem de arregaçar as mangas e, como noutros momentos da nossa História, sabermos ultrapassar todas as dificuldades», disse o presidente.
Alberto João Jardim frisou não ter dúvidas de que a Região saberá ultrapassar o actual momento.
Preparados para as dificuldades
Quanto aos que lhe dizem que este ano irá ser muito difícil, o presidente do Governo disse que a resposta que dá é a de que nenhum dos 30 anos de governo que tem foi fácil.
«De maneira que o que vai acontecer é rotina. São as mesmas dificuldades que eu tive nestes trinta anos. Até estou bem treinado para enfrentá-las», acrescentou.
Quanto ao Povo, Alberto João Jardim lembrou que os madeirenses têm 550 anos de História a enfrentar dificuldades e que, portanto, estão preparados para as que aí possam vir.
«Hoje, este milagre que está aqui à vista e que é esta Madeira Nova é produto da força e da tenacidade de um Povo que veio há 550 anos para aqui, fixou-se num rochedo no meio do oceano, na altura longíssimo do mundo, e fez esta terra. Portanto, temos todos os ingredientes para enfrentar as dificuldades e irmos para a frente», defendeu Alberto João Jardim.
Fundação com trabalho abrangente
No âmbito da inauguração, o presidente do Governo agradeceu ao administrador da Fundação da Juventude pela atenção que tem dispensado à Madeira e pela forma como tem funcionado a delegação regional, dirigida pela deputada Sara André.
Jardim relevou o facto de a Fundação ser uma organização não governamental, que tem apoios internacionais e que não está, portanto, subordinada a qualquer governo.
Sem fazer qualquer tipo de discriminação, política ou não, como disse o presidente do Governo, a Fundação tem estendido a sua acção por todo o País, num trabalho que abarca aspectos culturais, de educação cívica, de preparação para a vida económica e laboral, bem como representação e motivação da juventude das diferentes regiões do País.
«Há, aqui, um trabalho muito importante», concluiu Alberto João Jardim.
Para além da intervenção da Fundação, o presidente do Governo enalteceu todo o trabalho de colaboração que houve para que se concretizasse o Espaço da Fundação da Juventude, no Bairro da Ajuda.
Colaboração que, para além de empresas madeirenses, contou com os apoios da Investimentos Habitacionais da Madeira, que facultou o espaço e da Direcção Regional da Juventude, tutelada pela Secretaria Regional dos Recursos Humanos.
Gente do Bairro é bom exemplo
O presidente aproveitou a ocasião para enaltecer o civismo e educação das pessoas que moram no Bairro da Ajuda, as quais, no seu entender, são um bom exemplo para toda a população de como partilhar uma zona comunitária, colectiva.
«Trata-se de uma zona habitacional que nunca deu problemas. São pessoas educadíssimas, de um grande civismo e, por isso, os meus cumprimentos e agradecimentos aos residentes deste conjunto habitacional e o meu muito obrigado pelo exemplo que vêm dando», disse o presidente do Governo.
Ano será de grandes realizações
Por seu turno, José António Moreira da Silva, administrador da Fundação da Juventude, disse augurar que este ano será um ano de grandes realizações, quer para a Fundação, quer para o Governo Regional.
« Esta é a primeira de algumas inaugurações que vamos fazer dentro da Fundação, nomeadamente do Porto e de Tavira, edifícios que, também, se destinam a jovens e para jovens», disse Moreira de Silva.
Quanto ao facto de a sede da delegação regional ter saído do Funchal para ser criada na Ajuda, Moreira da Silva disse que isso não significa que algo se alterou no funcionamento da Fundação.
«Antes pelo contrário, sou adepto de que se deve descentralizar, responsabilizando as organizações», disse Moreira da Silva, acrescentando que só pela vista que a nova sede tem «já merecia um reconhecimento».
O administrador da Fundação nacional agradeceu toda a colaboração que recebeu das entidades regionais, públicas e privadas, para a concretização deste projecto.
A obra
O Espaço da Fundação da Juventude, no Bairro da Ajuda, destina-se ao serviço da população do referido bairro. Nas suas instalações irão funcionar um zelador de bairro e uma assistente social, da Investimentos Habitacionais da Madeira, bem como a sede local da Fundação da Juventude. Esta irá desenvolver actividades no âmbito social, vocacionadas para a juventude, nomeadamente visando a integração laboral e a formação no espaço Net. A obra só foi possível graças a várias parcerias feitas com a Fundação. A Investimentos Habitacionais da Madeira cedeu o espaço e a mão-de-obra. Várias empresas forneceram materiais de construção, tintas e outros equipamentos. O Madeira Tecnopolo forneceu 6 computadores e 2 impressoras, ao abrigo de “Um computador para todos” e a Zon Madeira forneceu um ano de TV cabo e internet.
Jornal da Madeira
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Fundação de Juventude muda-se para instalações no Bairro da Ajuda
Data: 03-01-2009
(A nova sede da Fundação de Juventude foi a primeira inauguração de Jardim em 2009.)
A Fundação de Juventude dispõe a partir de agora de melhores instalações para desenvolver a sua actividade na Madeira, com a inauguração, ontem à tarde, da nova sede situada no Bairro Social da Ajuda.
O novo espaço resulta da requalificação das antigas instalações da escola primária da Ajuda (onde funcionavam duas salas de aula), pertença da Investimentos Habitacionais da Madeira (IHM) e que há algum tempo se encontravam desocupadas. É uma obra que nasce da conjugação de esforços da referida empresa pública, da Fundação da Juventude e ainda de uma série de empresas privadas que deram a sua colaboração através da cedência de diverso material.
Um conjunto de parcerias que mereceu um destaque especial da parte do Presidente do Governo Regional - naquela que foi a sua primeira inauguração de 2009. Alberto João Jardim relevou "o grande espírito de cooperação" entre as várias instituições envolvidas na criação destas instalações. O governante aproveitou a ocasião para dirigir algumas palavras elogiosas aos habitantes do referido bairro que, em seu entender, "servem de exemplo para o resto da população", na medida em que têm demonstrado que "sabem partilhar uma zona comunitária colectiva".
José Moreira da Silva, administrador da Fundação Nacional de Juventude, também usou da palavra nesta inauguração, aproveitando para realçar a qualidade das novas instalações. Esta é, segundo aquele responsável, a primeira de uma série de novas infra-estruturas da instituições que serão inauguradas este ano.
As novas instalações vão permitir o desenvolvimento de diversas actividades de âmbito social vocacionadas para a juventude, bem como ao nível de integração laboral e de formação num espaço net ali constituído. Para além disso, irão acolher outros serviços de apoio à população daquele bairro, nomeadamente instalações destinadas a assistente social e ao zelador do bairro.
A Fundação de Juventude na Madeira, dirigida por Sara André, funcionava anteriormente num primeiro andar de um edifício do centro do Funchal e deparava-se, por isso, com algumas limitações ao nível de espaço.
DNoticias Madeira
Obra na Madeira vai continuar a ser feita
O presidente do Governo Regional disse ontem que, terminada esta época de Festa, é tempo de «arregaçar as mangas» e voltar ao trabalho. Alberto João Jardim garantiu que vai continuar a realizar a obra que planeou para a Madeira e, para comprová-lo, como faz habitualmente, não quis deixar de iniciar o ano a fazer uma inauguração.
«Gosto de começar o ano com uma inauguração, para mostrar que começou o Ano Novo e que vai ser retomado o trabalho», disse Alberto João Jardim.
O presidente do Executivo madeirense falava na inauguração do Espaço da Fundação da Juventude, no Bairro Social da Ajuda.
«Depois de um merecido período de Festas, porque aquilo que o povo madeirense tem trabalhado e também pelo que tem passado, merece ter estas Festas, mas sabe que a partir de hoje, dia 2, tem de arregaçar as mangas e, como noutros momentos da nossa História, sabermos ultrapassar todas as dificuldades», disse o presidente.
Alberto João Jardim frisou não ter dúvidas de que a Região saberá ultrapassar o actual momento.
Preparados para as dificuldades
Quanto aos que lhe dizem que este ano irá ser muito difícil, o presidente do Governo disse que a resposta que dá é a de que nenhum dos 30 anos de governo que tem foi fácil.
«De maneira que o que vai acontecer é rotina. São as mesmas dificuldades que eu tive nestes trinta anos. Até estou bem treinado para enfrentá-las», acrescentou.
Quanto ao Povo, Alberto João Jardim lembrou que os madeirenses têm 550 anos de História a enfrentar dificuldades e que, portanto, estão preparados para as que aí possam vir.
«Hoje, este milagre que está aqui à vista e que é esta Madeira Nova é produto da força e da tenacidade de um Povo que veio há 550 anos para aqui, fixou-se num rochedo no meio do oceano, na altura longíssimo do mundo, e fez esta terra. Portanto, temos todos os ingredientes para enfrentar as dificuldades e irmos para a frente», defendeu Alberto João Jardim.
Fundação com trabalho abrangente
No âmbito da inauguração, o presidente do Governo agradeceu ao administrador da Fundação da Juventude pela atenção que tem dispensado à Madeira e pela forma como tem funcionado a delegação regional, dirigida pela deputada Sara André.
Jardim relevou o facto de a Fundação ser uma organização não governamental, que tem apoios internacionais e que não está, portanto, subordinada a qualquer governo.
Sem fazer qualquer tipo de discriminação, política ou não, como disse o presidente do Governo, a Fundação tem estendido a sua acção por todo o País, num trabalho que abarca aspectos culturais, de educação cívica, de preparação para a vida económica e laboral, bem como representação e motivação da juventude das diferentes regiões do País.
«Há, aqui, um trabalho muito importante», concluiu Alberto João Jardim.
Para além da intervenção da Fundação, o presidente do Governo enalteceu todo o trabalho de colaboração que houve para que se concretizasse o Espaço da Fundação da Juventude, no Bairro da Ajuda.
Colaboração que, para além de empresas madeirenses, contou com os apoios da Investimentos Habitacionais da Madeira, que facultou o espaço e da Direcção Regional da Juventude, tutelada pela Secretaria Regional dos Recursos Humanos.
Gente do Bairro é bom exemplo
O presidente aproveitou a ocasião para enaltecer o civismo e educação das pessoas que moram no Bairro da Ajuda, as quais, no seu entender, são um bom exemplo para toda a população de como partilhar uma zona comunitária, colectiva.
«Trata-se de uma zona habitacional que nunca deu problemas. São pessoas educadíssimas, de um grande civismo e, por isso, os meus cumprimentos e agradecimentos aos residentes deste conjunto habitacional e o meu muito obrigado pelo exemplo que vêm dando», disse o presidente do Governo.
Ano será de grandes realizações
Por seu turno, José António Moreira da Silva, administrador da Fundação da Juventude, disse augurar que este ano será um ano de grandes realizações, quer para a Fundação, quer para o Governo Regional.
« Esta é a primeira de algumas inaugurações que vamos fazer dentro da Fundação, nomeadamente do Porto e de Tavira, edifícios que, também, se destinam a jovens e para jovens», disse Moreira de Silva.
Quanto ao facto de a sede da delegação regional ter saído do Funchal para ser criada na Ajuda, Moreira da Silva disse que isso não significa que algo se alterou no funcionamento da Fundação.
«Antes pelo contrário, sou adepto de que se deve descentralizar, responsabilizando as organizações», disse Moreira da Silva, acrescentando que só pela vista que a nova sede tem «já merecia um reconhecimento».
O administrador da Fundação nacional agradeceu toda a colaboração que recebeu das entidades regionais, públicas e privadas, para a concretização deste projecto.
A obra
O Espaço da Fundação da Juventude, no Bairro da Ajuda, destina-se ao serviço da população do referido bairro. Nas suas instalações irão funcionar um zelador de bairro e uma assistente social, da Investimentos Habitacionais da Madeira, bem como a sede local da Fundação da Juventude. Esta irá desenvolver actividades no âmbito social, vocacionadas para a juventude, nomeadamente visando a integração laboral e a formação no espaço Net. A obra só foi possível graças a várias parcerias feitas com a Fundação. A Investimentos Habitacionais da Madeira cedeu o espaço e a mão-de-obra. Várias empresas forneceram materiais de construção, tintas e outros equipamentos. O Madeira Tecnopolo forneceu 6 computadores e 2 impressoras, ao abrigo de “Um computador para todos” e a Zon Madeira forneceu um ano de TV cabo e internet.
Jornal da Madeira
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Fundação de Juventude muda-se para instalações no Bairro da Ajuda
Data: 03-01-2009
(A nova sede da Fundação de Juventude foi a primeira inauguração de Jardim em 2009.)
A Fundação de Juventude dispõe a partir de agora de melhores instalações para desenvolver a sua actividade na Madeira, com a inauguração, ontem à tarde, da nova sede situada no Bairro Social da Ajuda.
O novo espaço resulta da requalificação das antigas instalações da escola primária da Ajuda (onde funcionavam duas salas de aula), pertença da Investimentos Habitacionais da Madeira (IHM) e que há algum tempo se encontravam desocupadas. É uma obra que nasce da conjugação de esforços da referida empresa pública, da Fundação da Juventude e ainda de uma série de empresas privadas que deram a sua colaboração através da cedência de diverso material.
Um conjunto de parcerias que mereceu um destaque especial da parte do Presidente do Governo Regional - naquela que foi a sua primeira inauguração de 2009. Alberto João Jardim relevou "o grande espírito de cooperação" entre as várias instituições envolvidas na criação destas instalações. O governante aproveitou a ocasião para dirigir algumas palavras elogiosas aos habitantes do referido bairro que, em seu entender, "servem de exemplo para o resto da população", na medida em que têm demonstrado que "sabem partilhar uma zona comunitária colectiva".
José Moreira da Silva, administrador da Fundação Nacional de Juventude, também usou da palavra nesta inauguração, aproveitando para realçar a qualidade das novas instalações. Esta é, segundo aquele responsável, a primeira de uma série de novas infra-estruturas da instituições que serão inauguradas este ano.
As novas instalações vão permitir o desenvolvimento de diversas actividades de âmbito social vocacionadas para a juventude, bem como ao nível de integração laboral e de formação num espaço net ali constituído. Para além disso, irão acolher outros serviços de apoio à população daquele bairro, nomeadamente instalações destinadas a assistente social e ao zelador do bairro.
A Fundação de Juventude na Madeira, dirigida por Sara André, funcionava anteriormente num primeiro andar de um edifício do centro do Funchal e deparava-se, por isso, com algumas limitações ao nível de espaço.
DNoticias Madeira
Estado deve pagar novo hospital
O GR faz fé na entrada de um grupo privado para a construção do novo hospital. O director clínico é céptico e sugere que o Estado também pague a obra
Data: 03-01-2009
(No orçamento de 2009, está só previsto financiamento para o projecto do novo hospital e para pagar as expropriações, em Santa Rita. )
Os técnicos da Secretaria Regional do Equipamento Social trabalham no projecto de arquitectura do novo hospital público. Segue-se a abertura de concurso público, a acontecer no final deste ano, para a construção da empreitada. O Governo faz fé na já anunciada parceria público-privada para pagar uma obra que pode ultrapassar os 120 milhões de euros. Mas, devido à crise e às dificuldades de retorno de um vultuoso investimento num meio tão pequeno, há receios de que o financiamento da obra pela via da iniciativa privada seja uma hipótese remota.
O director clínico da empresa que gere actualmente a saúde (SESARAM) considera que o Estado deveria também assumir o custo desta empreitada. Ressalvando que o dossier 'novo hospital' não é da sua competência e que é um leigo em economia, Miguel Ferreira considera que "o Estado deveria comparticipar a nova estrutura hospitalar, que será sempre um investimento nacional, na mesma percentagem que recebe os impostos dos madeirenses.".
Nem aliciante nem seguro
O também médico obstetra reconhece que "a solução ideal" seria um grupo privado entrar no investimento, como acontece a nível nacional. Mas é céptico quanto a essa possibilidade, porque "não é um investimento aliciante nem seguro para os privados." A crise estrutural não ajuda nada, mas Miguel Ferreira alude mesmo à especificidade do investimento. É que, afirma, montar uma estrutura altamente dispendiosa como um novo hospital para uma população de apenas 260 a 280 mil habitantes, com grandes limitações económicas, não há garantias de rentabilização. Ainda assim, aqueles que têm capacidade económica, por diversas razões, preferem recorrer ao exterior para a prestação dos cuidados de saúde, o que também não favorece a situação.
Apesar de tudo, o director clínico espera para ver e faz votos para que a iniciativa privada desperte para a nova empreitada insular que considera "obrigatória para a Região", uma vez que as carências na área são profundas e já foram mais do que explicadas. Apesar das dificuldades financeiras, o director clínico está convencido de que "é uma obra para andar", justamente porque tem conhecimento de que o "senhor presidente do Governo Regional está muito empenhado na sua concretização", facto que o deixa "descansado".
Neste momento, o dossier 'novo hospital' está nas mãos da Secretaria Regional do Equipamento Social. O calendário já anunciado mantém-se, segundo Santos Costa. No entanto, o secretário considera "prematuro" descartar a hipótese de concretizar a tão desejada parceria público-privada. Habituado a lidar e a deslindar os meandros das pequenas e grandes empreitadas, Santos Costa recomenda que se deixe abrir o concurso público, lá para o final deste ano, e ver qual é o investidor privado que, como soe dizer-se, 'se chega à frente'. Até lá, é errado dizer que os grupos privados ligados à Saúde, Grupo Mello, Espírito Santo e outros, estão desinteressados da corrida. Aliás, diz que a própria secretaria tem sido solicitada no sentido de prestar informações sobre a obra, embora o governante não adiante pormenores.
Incerto é também o custo real da obra. O secretário aponta para os 120 milhões de euros, mas tudo também depende da evolução dos acontecimentos, assim como a data do arranque das obras, não devendo acontecer antes de 2010.
Uma coisa é certa, conforme explica o secretário com a tutela das empreitadas: "O processo de criação de um novo hospital é para ser executado, consta do programa do governo e está em andamento." É "com apreensão e com desejo que essa obra venha depressa" que o presidente da Ordem dos Médicos na Região olha para o novo investimento. O mais conhecido por Hospital da Cruz de Carvalho "já soma 40 anos e o espaço existente é exíguo para as muitas solicitações.".
Em termos de orientação a imprimir à nova estrutura, José França sugere que "devem ser ouvidos os vários técnicos que actuam no hospital: médicos, enfermeiros e até auxiliares.".
A também já anunciada possibilidade de vir a nascer um hospital privado na Região é bem vista. O igualmente responsável pelo Serviço de Cirurgia Vascular no Hospital Central do Funchal explica que não há hipótese de haver concorrência entre os sectores público e privado. "Segundo sei, pelos dinamizadores desse projecto, o hospital privado não estará virado para a saúde em geral. Trata-se de criar uma boa clínica para colmatar as carências existentes no âmbito da medicina privada, tanto mais que as clínicas existentes já não são novas. Não há competição entre hospitais, até porque não devem nem podem fazê-lo, trata-se de um complemento na prestação dos cuidados de saúde que funciona também para os utentes como uma alternativa.".
Neste momento, a Ordem dos Médicos continua a ter reuniões de trabalho com o secretário Francisco Ramos para actualizar o valor dos exames complementares de diagnóstico e as respectivas comparticipações por parte do serviço regional de saúde. Entretanto, as consultas na medicina privada já foram actualizadas para os 55 euros, desde o dia de ontem.
Também o presidente do Sindicato dos Enfermeiros da Madeira acha que "se justifica" uma nova unidade hospitalar "virada para aquela que é hoje a nova perspectiva de saúde, ou seja, um hospital de ponta, com número suficiente de camas e serviços por forma a dar resposta às necessidades da população." Juan Carvalho considera que a nova obra não vai resolver o problema do crescente aumento da população idosa na Região mas não pode estar desligado dessa realidade, porque se trata de uma população com muitos problemas de saúde e a exigir respostas. O sindicalista também faz votos para que o novo projecto tenha em conta a importância de criar condições de trabalho para os diversos técnicos de saúde hospitalar que se confrontam hoje com poucos espaços para desempenhar a sua função, sendo mesmo visível a falta de salas para as reuniões de grupo e casos há em que as passagens de turno são feitas mesmo de pé pelos profissionais.
GestÃo do tipo 'EPE'
O secretário regional dos Assuntos Sociais prevê que o modelo de gestão do novo hospital seja idêntico ao que se verifica hoje com a empresa que gere a Saúde, SESARAM. Tratar-se-á, por isso, de uma 'EPE -Entidade Pública Empresarial', com o respectivo conselho de administração a assegurar a gestão diária da instituição.
O secretário explica que "a prestação dos cuidados de saúde será a mesma, embora com mais tecnologia instalada e mais capacidade para a investigação." Francisco Ramos ressalva que o processo está agora a ser conduzido pelo seu colega Santos Costa porque decorrem os trabalhos técnicos de projecto e posterior lançamento e execução da empreitada, preferindo, por isso, não se pronunciar sobre o assunto, até porque não há desenvolvimentos. De resto, o programa funcional, que contempla as necessidades de cada serviço hospitalar, mantém-se tal como foi já definido.
Interrogado sobre o projecto de criação de um novo hospital, da iniciativa privada (do Grupo Madeira + Saúde), o secretário reitera aquilo que tem vindo a afirmar: "O hospital privado não passa de mais uma clínica como aquelas que já existem na nossa Região e não tem sequer qualquer comparação com um hospital geral para a prestação pública de cuidados de saúde." Ainda a propósito do projecto do grupo 'Madeira + Saúde, e instado a opinar sobre o assunto, Francisco Ramos diz ter a informação de que os seus dinamizadores "pretendem juntar numa única unidade os serviços que têm dispersos numa estratégia de optimização de gestão." O responsável pela pasta da Saúde confirma também ao DIÁRIO que está a negociar com a Ordem dos Médicos a Convenção, mas preferiu não adiantar pormenores do que será alterado, porque o processo negocial é para continuar.
DNoticias Madeira
O GR faz fé na entrada de um grupo privado para a construção do novo hospital. O director clínico é céptico e sugere que o Estado também pague a obra
Data: 03-01-2009
(No orçamento de 2009, está só previsto financiamento para o projecto do novo hospital e para pagar as expropriações, em Santa Rita. )
Os técnicos da Secretaria Regional do Equipamento Social trabalham no projecto de arquitectura do novo hospital público. Segue-se a abertura de concurso público, a acontecer no final deste ano, para a construção da empreitada. O Governo faz fé na já anunciada parceria público-privada para pagar uma obra que pode ultrapassar os 120 milhões de euros. Mas, devido à crise e às dificuldades de retorno de um vultuoso investimento num meio tão pequeno, há receios de que o financiamento da obra pela via da iniciativa privada seja uma hipótese remota.
O director clínico da empresa que gere actualmente a saúde (SESARAM) considera que o Estado deveria também assumir o custo desta empreitada. Ressalvando que o dossier 'novo hospital' não é da sua competência e que é um leigo em economia, Miguel Ferreira considera que "o Estado deveria comparticipar a nova estrutura hospitalar, que será sempre um investimento nacional, na mesma percentagem que recebe os impostos dos madeirenses.".
Nem aliciante nem seguro
O também médico obstetra reconhece que "a solução ideal" seria um grupo privado entrar no investimento, como acontece a nível nacional. Mas é céptico quanto a essa possibilidade, porque "não é um investimento aliciante nem seguro para os privados." A crise estrutural não ajuda nada, mas Miguel Ferreira alude mesmo à especificidade do investimento. É que, afirma, montar uma estrutura altamente dispendiosa como um novo hospital para uma população de apenas 260 a 280 mil habitantes, com grandes limitações económicas, não há garantias de rentabilização. Ainda assim, aqueles que têm capacidade económica, por diversas razões, preferem recorrer ao exterior para a prestação dos cuidados de saúde, o que também não favorece a situação.
Apesar de tudo, o director clínico espera para ver e faz votos para que a iniciativa privada desperte para a nova empreitada insular que considera "obrigatória para a Região", uma vez que as carências na área são profundas e já foram mais do que explicadas. Apesar das dificuldades financeiras, o director clínico está convencido de que "é uma obra para andar", justamente porque tem conhecimento de que o "senhor presidente do Governo Regional está muito empenhado na sua concretização", facto que o deixa "descansado".
Neste momento, o dossier 'novo hospital' está nas mãos da Secretaria Regional do Equipamento Social. O calendário já anunciado mantém-se, segundo Santos Costa. No entanto, o secretário considera "prematuro" descartar a hipótese de concretizar a tão desejada parceria público-privada. Habituado a lidar e a deslindar os meandros das pequenas e grandes empreitadas, Santos Costa recomenda que se deixe abrir o concurso público, lá para o final deste ano, e ver qual é o investidor privado que, como soe dizer-se, 'se chega à frente'. Até lá, é errado dizer que os grupos privados ligados à Saúde, Grupo Mello, Espírito Santo e outros, estão desinteressados da corrida. Aliás, diz que a própria secretaria tem sido solicitada no sentido de prestar informações sobre a obra, embora o governante não adiante pormenores.
Incerto é também o custo real da obra. O secretário aponta para os 120 milhões de euros, mas tudo também depende da evolução dos acontecimentos, assim como a data do arranque das obras, não devendo acontecer antes de 2010.
Uma coisa é certa, conforme explica o secretário com a tutela das empreitadas: "O processo de criação de um novo hospital é para ser executado, consta do programa do governo e está em andamento." É "com apreensão e com desejo que essa obra venha depressa" que o presidente da Ordem dos Médicos na Região olha para o novo investimento. O mais conhecido por Hospital da Cruz de Carvalho "já soma 40 anos e o espaço existente é exíguo para as muitas solicitações.".
Em termos de orientação a imprimir à nova estrutura, José França sugere que "devem ser ouvidos os vários técnicos que actuam no hospital: médicos, enfermeiros e até auxiliares.".
A também já anunciada possibilidade de vir a nascer um hospital privado na Região é bem vista. O igualmente responsável pelo Serviço de Cirurgia Vascular no Hospital Central do Funchal explica que não há hipótese de haver concorrência entre os sectores público e privado. "Segundo sei, pelos dinamizadores desse projecto, o hospital privado não estará virado para a saúde em geral. Trata-se de criar uma boa clínica para colmatar as carências existentes no âmbito da medicina privada, tanto mais que as clínicas existentes já não são novas. Não há competição entre hospitais, até porque não devem nem podem fazê-lo, trata-se de um complemento na prestação dos cuidados de saúde que funciona também para os utentes como uma alternativa.".
Neste momento, a Ordem dos Médicos continua a ter reuniões de trabalho com o secretário Francisco Ramos para actualizar o valor dos exames complementares de diagnóstico e as respectivas comparticipações por parte do serviço regional de saúde. Entretanto, as consultas na medicina privada já foram actualizadas para os 55 euros, desde o dia de ontem.
Também o presidente do Sindicato dos Enfermeiros da Madeira acha que "se justifica" uma nova unidade hospitalar "virada para aquela que é hoje a nova perspectiva de saúde, ou seja, um hospital de ponta, com número suficiente de camas e serviços por forma a dar resposta às necessidades da população." Juan Carvalho considera que a nova obra não vai resolver o problema do crescente aumento da população idosa na Região mas não pode estar desligado dessa realidade, porque se trata de uma população com muitos problemas de saúde e a exigir respostas. O sindicalista também faz votos para que o novo projecto tenha em conta a importância de criar condições de trabalho para os diversos técnicos de saúde hospitalar que se confrontam hoje com poucos espaços para desempenhar a sua função, sendo mesmo visível a falta de salas para as reuniões de grupo e casos há em que as passagens de turno são feitas mesmo de pé pelos profissionais.
GestÃo do tipo 'EPE'
O secretário regional dos Assuntos Sociais prevê que o modelo de gestão do novo hospital seja idêntico ao que se verifica hoje com a empresa que gere a Saúde, SESARAM. Tratar-se-á, por isso, de uma 'EPE -Entidade Pública Empresarial', com o respectivo conselho de administração a assegurar a gestão diária da instituição.
O secretário explica que "a prestação dos cuidados de saúde será a mesma, embora com mais tecnologia instalada e mais capacidade para a investigação." Francisco Ramos ressalva que o processo está agora a ser conduzido pelo seu colega Santos Costa porque decorrem os trabalhos técnicos de projecto e posterior lançamento e execução da empreitada, preferindo, por isso, não se pronunciar sobre o assunto, até porque não há desenvolvimentos. De resto, o programa funcional, que contempla as necessidades de cada serviço hospitalar, mantém-se tal como foi já definido.
Interrogado sobre o projecto de criação de um novo hospital, da iniciativa privada (do Grupo Madeira + Saúde), o secretário reitera aquilo que tem vindo a afirmar: "O hospital privado não passa de mais uma clínica como aquelas que já existem na nossa Região e não tem sequer qualquer comparação com um hospital geral para a prestação pública de cuidados de saúde." Ainda a propósito do projecto do grupo 'Madeira + Saúde, e instado a opinar sobre o assunto, Francisco Ramos diz ter a informação de que os seus dinamizadores "pretendem juntar numa única unidade os serviços que têm dispersos numa estratégia de optimização de gestão." O responsável pela pasta da Saúde confirma também ao DIÁRIO que está a negociar com a Ordem dos Médicos a Convenção, mas preferiu não adiantar pormenores do que será alterado, porque o processo negocial é para continuar.
DNoticias Madeira
Vou seguir com algum interesse este assunto.
Para os outros Novos Hospitais do Continente a dinheiro para este o Socrates não quer ajudar com nada
Quote:
Para os outros Novos Hospitais do Continente a dinheiro para este o Socrates não quer ajudar com nada
Radar não faz falta ao Pico do Arieiro
Nem sombra de radar no Arieiro e muita oposição de turistas e madeirenses ao projecto. O Ministério da Defesa avisa que a obra está a ser adjudicada e arranca em breve
Data: 08-01-2009
O termómetro assinala cinco graus no Pico do Arieiro. Mas nem o frio cortante nem o nevoeiro afastam as centenas de turistas que demandam a zona. O café e a poncha ajudam a enfrentar o clima e a beleza das vistas que a zona garante parece compensar os esforços. Do controverso radar a instalar neste paraíso natural, nem sombra. Os turistas dispensam a obra e alertam para os inevitáveis danos na natureza. Os profissionais ligados ao turismo já julgavam 'enterrado' o radar, sem sequer ter nascido.
Mas o Governo da República não pretende abrir mão do investimento, justificado com o supremo interesse nacional. Ao DIÁRIO, o Ministério da Defesa reitera que a obra vai avançar brevemente. Mas, ontem, não facultou datas. A assessora do Ministro da Defesa, Alexandra Loureiro, resume a um parágrafo a posição oficial sobre o assunto: "O processo encontra-se em fase final de adjudicação, sendo que o arranque das obras terá lugar, em seguida, com a maior brevidade possível." Bar com precárias condições
"Então, o radar sempre vem ou não para aqui?" Esta é a pergunta que ao longo dos últimos quatro anos tem andado na boca dos funcionários do único snack-bar do Arieiro que, nos últimos cinco anos, se dizem "saturados" de um assunto que "não ata nem desata". Não é que concordem com a infra-estrutura mas ressentem-se de "tantos adiamentos" e porque são obrigados "a funcionar em condições muito precárias", que são diariamente testemunhadas pelos turistas.
O snack-bar integrava também a pousada, mas a intenção do Ministério da Defesa de criar um radar ditou o encerramento do estabelecimento que faz falta na zona. Parte dos cerca de trinta funcionários foram dispensados e outros reintegrados. Ficou o bar para acolher os visitantes, mas até parte do telhado, em folha de zinco, a natureza já se encarregou de levar. O aquecimento central foi desligado e só estão a laborar duas lareiras. Os quatro funcionários que estão ao serviço do bar dizem trabalhar diariamente num 'frigorífico' e compreendem a atitude do patrão - o grupo de hotelaria 'Dorisol' - que não está para fazer obras numa estrutura que virá abaixo. Como já foi anunciado, as obras de construção do radar implicam também o melhoramento dos acessos e a renovação do bar. Tudo intenções no papel, anunciadas pelos vários titulares da Defesa que, nos últimos anos, vão tomando conta periodicamente da pasta, sem que nada comece a nascer no terreno. O pessoal também discorda do radar, mas sabe que não tem poder de decisão e, à conta de uma obra que não chega, trabalham sem condições.
Apesar das muitas limitações, o pessoal lá vai despachando a poncha a 1,50 euros por cada copo, sendo visível o contentamento dos forasteiros, enquanto outros não dispensam o café. E é digna de registo a grande quantidade de turistas que diariamente acorre ao Arieiro, faça Inverno ou Verão. Não é por acaso que os empregados do bar dizem que estão a trabalhar "no bar mais bem situado na Madeira." Acham mesmo que "80% dos turistas que visitam a Madeira" marcam presença na zona. Falta, no entanto, criar as condições.
Turismo não concorda
Da parte da entidade que explora o bar, a administradora dos hotéis 'Dorisol' também tem pouco a dizer. Filipa Jardim Fernandes sabe que as condições são precárias mas esclarece que "não faz sentido investir num espaço que vem abaixo." Também está a aguardar que o Governo da República inicie as obras, desconhecendo prazos.
Motorista de turismo, Carlos Capelo passa os dias a levar e a trazer gente ao Pico do Arieiro. Quando interrogado sobre o radar, faz 'cara feia' e responde com uma pergunta: "Então, isso sempre vai avançar?" Na ausência de resposta, comenta: "A Madeira tem outros sítios para instalar o radar, uma vez que é considerado importante para a nossa defesa. Agora, o que não podem fazer é estragar uma zona privilegiada e protegida como esta com um investimento dessa natureza que vai certamente afastar o turismo. Estamos fartos de ouvir os turistas a dizer que são contra isso. Julguei até que tivesse prevalecido o bom senso e já tivessem desistido dessa ideia." Como este profissional, outros, cuja profissão é contactar diariamente com o turismo, interrogam-se sobre "os efeitos na natureza dessa construção, sobretudo na típica freira da Madeira que é tão característica desta zona."
O turismo nórdico destaca-se nos muitos grupos que chegam ao Arieiro, preparados para a 'comunhão' total com a natureza, apesar do frio ser intenso. Com agasalhos em cima e o sorriso pronto, todos dizem desconhecer o projecto do radar, mas a reacção é imediatamente desfavorável: "Não é uma boa opção criar aqui um radar porque nada tem a ver com as características naturais do espaço."
GR remete para lá
Este dossier tem sido tratado com o Ministério da Defesa através da Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais. O titular desta pasta explica que não tem nada de novo a acrescentar, para além do que já disse, e que as explicações sobre o arranque da obra deveriam ser pedidas ao Ministério da Defesa. Manuel António sublinha que o Governo Regional autorizou a construção do radar - dado o expresso superior interesse nacional - colocando condições, como a realização do estudo sobre as incidências ambientais. A Universidade de Aveiro fez o trabalho e o GR pediu que as obras fossem feitas fora do período de nidificação da freira da Madeira - entre Outubro e Março - e que se procedesse a melhoramentos no acesso a uma zona de grande concentração de turismo, durante e após as obras. Manuel António explica que foram acatadas as condições deve anunciada para começar em Março transacto, mas foi adiada. De resto, remete os esclarecimentos para o dono e promotor da obra, isto é, o Ministério da Defesa. Esperava-se que, a partir de Outubro, fora do período de nidificação da freira, acontecesse o arranque das obras, mas já em Janeiro e com novo período de nidificação da freira à porta, a calendarização continua a ser falível, além de que é uma obra para ainda dar que falar, porque não é bem acolhida por muita gente.
DNoticias Madeira
Nem sombra de radar no Arieiro e muita oposição de turistas e madeirenses ao projecto. O Ministério da Defesa avisa que a obra está a ser adjudicada e arranca em breve
Data: 08-01-2009
O termómetro assinala cinco graus no Pico do Arieiro. Mas nem o frio cortante nem o nevoeiro afastam as centenas de turistas que demandam a zona. O café e a poncha ajudam a enfrentar o clima e a beleza das vistas que a zona garante parece compensar os esforços. Do controverso radar a instalar neste paraíso natural, nem sombra. Os turistas dispensam a obra e alertam para os inevitáveis danos na natureza. Os profissionais ligados ao turismo já julgavam 'enterrado' o radar, sem sequer ter nascido.
Mas o Governo da República não pretende abrir mão do investimento, justificado com o supremo interesse nacional. Ao DIÁRIO, o Ministério da Defesa reitera que a obra vai avançar brevemente. Mas, ontem, não facultou datas. A assessora do Ministro da Defesa, Alexandra Loureiro, resume a um parágrafo a posição oficial sobre o assunto: "O processo encontra-se em fase final de adjudicação, sendo que o arranque das obras terá lugar, em seguida, com a maior brevidade possível." Bar com precárias condições
"Então, o radar sempre vem ou não para aqui?" Esta é a pergunta que ao longo dos últimos quatro anos tem andado na boca dos funcionários do único snack-bar do Arieiro que, nos últimos cinco anos, se dizem "saturados" de um assunto que "não ata nem desata". Não é que concordem com a infra-estrutura mas ressentem-se de "tantos adiamentos" e porque são obrigados "a funcionar em condições muito precárias", que são diariamente testemunhadas pelos turistas.
O snack-bar integrava também a pousada, mas a intenção do Ministério da Defesa de criar um radar ditou o encerramento do estabelecimento que faz falta na zona. Parte dos cerca de trinta funcionários foram dispensados e outros reintegrados. Ficou o bar para acolher os visitantes, mas até parte do telhado, em folha de zinco, a natureza já se encarregou de levar. O aquecimento central foi desligado e só estão a laborar duas lareiras. Os quatro funcionários que estão ao serviço do bar dizem trabalhar diariamente num 'frigorífico' e compreendem a atitude do patrão - o grupo de hotelaria 'Dorisol' - que não está para fazer obras numa estrutura que virá abaixo. Como já foi anunciado, as obras de construção do radar implicam também o melhoramento dos acessos e a renovação do bar. Tudo intenções no papel, anunciadas pelos vários titulares da Defesa que, nos últimos anos, vão tomando conta periodicamente da pasta, sem que nada comece a nascer no terreno. O pessoal também discorda do radar, mas sabe que não tem poder de decisão e, à conta de uma obra que não chega, trabalham sem condições.
Apesar das muitas limitações, o pessoal lá vai despachando a poncha a 1,50 euros por cada copo, sendo visível o contentamento dos forasteiros, enquanto outros não dispensam o café. E é digna de registo a grande quantidade de turistas que diariamente acorre ao Arieiro, faça Inverno ou Verão. Não é por acaso que os empregados do bar dizem que estão a trabalhar "no bar mais bem situado na Madeira." Acham mesmo que "80% dos turistas que visitam a Madeira" marcam presença na zona. Falta, no entanto, criar as condições.
Turismo não concorda
Da parte da entidade que explora o bar, a administradora dos hotéis 'Dorisol' também tem pouco a dizer. Filipa Jardim Fernandes sabe que as condições são precárias mas esclarece que "não faz sentido investir num espaço que vem abaixo." Também está a aguardar que o Governo da República inicie as obras, desconhecendo prazos.
Motorista de turismo, Carlos Capelo passa os dias a levar e a trazer gente ao Pico do Arieiro. Quando interrogado sobre o radar, faz 'cara feia' e responde com uma pergunta: "Então, isso sempre vai avançar?" Na ausência de resposta, comenta: "A Madeira tem outros sítios para instalar o radar, uma vez que é considerado importante para a nossa defesa. Agora, o que não podem fazer é estragar uma zona privilegiada e protegida como esta com um investimento dessa natureza que vai certamente afastar o turismo. Estamos fartos de ouvir os turistas a dizer que são contra isso. Julguei até que tivesse prevalecido o bom senso e já tivessem desistido dessa ideia." Como este profissional, outros, cuja profissão é contactar diariamente com o turismo, interrogam-se sobre "os efeitos na natureza dessa construção, sobretudo na típica freira da Madeira que é tão característica desta zona."
O turismo nórdico destaca-se nos muitos grupos que chegam ao Arieiro, preparados para a 'comunhão' total com a natureza, apesar do frio ser intenso. Com agasalhos em cima e o sorriso pronto, todos dizem desconhecer o projecto do radar, mas a reacção é imediatamente desfavorável: "Não é uma boa opção criar aqui um radar porque nada tem a ver com as características naturais do espaço."
GR remete para lá
Este dossier tem sido tratado com o Ministério da Defesa através da Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais. O titular desta pasta explica que não tem nada de novo a acrescentar, para além do que já disse, e que as explicações sobre o arranque da obra deveriam ser pedidas ao Ministério da Defesa. Manuel António sublinha que o Governo Regional autorizou a construção do radar - dado o expresso superior interesse nacional - colocando condições, como a realização do estudo sobre as incidências ambientais. A Universidade de Aveiro fez o trabalho e o GR pediu que as obras fossem feitas fora do período de nidificação da freira da Madeira - entre Outubro e Março - e que se procedesse a melhoramentos no acesso a uma zona de grande concentração de turismo, durante e após as obras. Manuel António explica que foram acatadas as condições deve anunciada para começar em Março transacto, mas foi adiada. De resto, remete os esclarecimentos para o dono e promotor da obra, isto é, o Ministério da Defesa. Esperava-se que, a partir de Outubro, fora do período de nidificação da freira, acontecesse o arranque das obras, mas já em Janeiro e com novo período de nidificação da freira à porta, a calendarização continua a ser falível, além de que é uma obra para ainda dar que falar, porque não é bem acolhida por muita gente.
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