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A cidade de São Carlos (SP), conhecida como Capital da Tecnologia - por sediar duas universidades públicas reconhecidas pela qualidade do conhecimento científico que produzem, a UFSCar e a USP , bem como duas unidades da Embrapa , parques tecnológicos e empresas ligadas à área - receberá a primeira "fábrica de materiais semicondutores" do Brasil: a Symetrix Systems.
Embora a nova indústria esteja sendo chamada de fábrica de semicondutores, ela, na verdade, não produzirá um semicondutor propriamente dito, mas sim fará a integração de memórias ferroelétricas a dispositivos como chips a base de semicondutores. Assim, uma definição mais adequada seria de uma fábrica que colocará mais um componente (a memória ferroelétrica) integrado a um sistema semicondutor.
"Um chip possui diversos transistores e dentro deles você precisa ter lugares para estocar as informações. Uma das maneiras de fazer essa estocagem de dados é através da memória ferroelétrica, que será integrada ao chip, já pronto, aqui em São Carlos", esclarece o professor Edson Leite , do Departamento de Química da Universidade Federal de São Carlos e membro do grupo, formado também pelos professores Elson Longo e José Arana Varella, responsável pelo suporte científico à fábrica.
A etapa a ser realizada na Symetrix são-carlense, porém, não é simples, pois demanda tecnologia diferenciada. "Os materiais ferroelétricos são muito diferentes do silício - elemento componente dos chips -, então tudo tem de ser feito com alta precisão para não estragar o que já foi feito, em fases anteriores", afirma Leite. Os chips produzidos serão utilizados, principalmente, em cartões inteligentes, bilhetes de transporte público, TV digital e em cartões para movimentações bancárias.
O projeto é uma parceria entre a Symetrix - empresa norte-americana fundada pelo brasileiro Carlos Paes de Araújo na década de 1980 - e o grupo Damha, responsável pela área de 1 milhão de m2 onde será construído o novo parque tecnológico da cidade, o Parque Eco-Tecnológico Damha, lugar em que a fábrica será instalada.


Início das atividades

A previsão é que a fábrica comece a ser construída no segundo semestre deste ano e fique pronta em meados de 2012.

A Califórnia brasileira

O acordo entre a empresa norte-americana Symetrix e o grupo Damha prevê investimentos iniciais de US$ 150 milhões, com a possibilidade de ampliação posterior para até US$ 1 bilhão.
Porém, mais importante que o valor do investimento é o desenvolvimento que a fábrica possibilitará, não apenas para São Carlos, mas para todo o Estado de São Paulo. "Lembremos que a Califórnia era um Estado muito pobre dos EUA e, após a implantação do Vale do Silício , aproximadamente 15% do PIB americano passou a ser constituído pelo dinheiro vindo de lá. Ou seja, a Califórnia transformou-se em um Estado em milionário. É esse tipo de coisa que nós queremos para São Paulo. Uma fábrica dessa pode mudar o nosso Estado, que já é desenvolvido", prevê Longo.
Para se ter uma idéia, a previsão é que, já na primeira etapa, sejam criados mais de 700 empregos diretos, principalmente de pessoal com mão-de-obra qualificada, nas áreas de Química, Física, Matemática e Design.


Responsabilidade ambiental

Existem controvérsias no que se refere aos possíveis impactos ambientais causados por uma fábrica como a Symetrix. De acordo com Longo, "nenhum impacto ambiental considerável será ocasionado com a instalação e os processos industriais".
Já Hans Van Ginkel, Reitor da Universidade da ONU em Tóquio, afirmou, em entrevista à BBCBrasil, que "a nossa atual compreensão sobre os impactos da indústria de semicondutores à saúde e ao meio ambiente ainda é inadequada", levantando suspeitas de que os procedimentos envolvidos podem causar danos à saúde dos funcionários.

Relacionamento das universidades com a fábrica

A Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), através do Centro Multidisciplinar para o Desenvolvimento de Materiais Cerâmicos (CMDMC) , participam da iniciativa da instalação da fábrica em São Carlos oferecendo todo o suporte científico e tecnológico necessário.
O relacionamento entre a Symetrix e as universidades se dará em três níveis: 1. o grupo responsável pelas pesquisas em memórias ferroelétricas, coordenado pelos professores Leite, Longo e Varella, é composto por especialistas de alto nível, que também, trabalharão na empresa; 2. a Unesp e a UFSCar estão desenvolvendo projetos de novas memórias ferroelétricas que serão patenteadas em parceria com a Symetrix; 3. por fim, o grupo de pesquisadores será o "braço intelectual" do Parque Eco-Tecnológico Damha, em sua parceria com a fábrica.
 

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Essa notícia é velha - não é de 2010.

Afinal, quando vão começar a construir a fábrica???
 

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Grande Campinas (S.Paulo)
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parabéns...
 
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Ótimo. Um 'Vale do Silício' brasileiro... Englobando uma região metropolitana - ou aglomeração urbana, como queiram - se estendendo de São Carlos a Araraquara. Uma região rica. O agronegócio também mostrando sua potência. Um pólo de conhecimento.

Sim, meus caros são-carlenses, é este o caminho, pode ir em frente que tá garantido.
 

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Parabéns a São Carlos, mas o Vale do Silício Brasileiro já existe há algum tempo..., é formado por algumas cidades da Região Metropolitana de Campinas que possuem algumas empresas de alta tecnologia - Campinas: Samsung, Lucent, General Eletric, Jaguariúna: Motorola, Hortolândia: IBM, Sumaré: 3M, Toyota, Indaiatuba: Honda.
 

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**17º ano**
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Que beleza, esse é o tipo de empresa que precisamos, tecnologia!!
 
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