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A Europa também não está melhor do que nós

Os responsáveis europeus também têm dado uma ajuda para a instabilidade dos mercados com acções e contradições.

O Orçamento do Estado mais duro da democracia vai ser aprovado hoje, mas os mercados continuam a desconfiar. Não é só de Portugal que se desconfia, hoje desconfia-se da Europa.

A verdade é que os portugueses têm feito muitos erros, mas a Velha Europa não anda nada melhor na maneira como olha para a crise. Os testes de stresse aos bancos europeus, coordenados pelos responsáveis europeus, correram muito bem - tão bem que até os bancos irlandeses passaram distintamente, quando agora são dados como responsáveis pela necessidade de ajuda à Irlanda; ontem o falcão Axel Weber, governador do banco central alemão e candidato ao cadeirão do banco central europeu em 2011, dizia que se fosse preciso aumentava-se o Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF), mas depois era desmentido - ou corrigido - pelos pares, que afirmam que o Fundo está bem assim. O "Wall Street Journal", por seu turno, adiantava que, de facto, o FEEF pode ser um problema, porque uma parte dos seus 750 mil milhões tem de ser aportada pelos países, mas não é evidente que todos eles aprovem a disponibilização dos fundos necessários. Ou mesmo que os tenham disponíveis se e quando houver um problema maior. E assim os 750 mil milhões que se anunciaram como estando disponíveis podiam ser bastante menos milhões - talvez 500 mil milhões, segundo o jornal americano.

A questão é que os mercados não estão convencidos - e mesmo que não se goste dos mercados, precisamos deles. A ajuda à Grécia e, agora, a ajuda à Irlanda, não conseguiram criar a sensação de que havia uma boa estratégia de saída da crise. A Europa reconhece a crise, mas ainda não sabe como conseguirá sair dela. E corta, e corta e, mesmo assim, os mercados não confiam e pedem juros mais altos e mais altos para comprar dívida. E já não se vê onde alguns países podem cortar mais, ou mais depressa, sem que haja uma revolta ou sem que esses países fechem as portas por algum tempo.

Esta é a medida da crise: Angela Merkel, Axel Weber, Sarkozy, estão todos a cometer erros todos os dias e não conseguem estancar a drenagem de credibilidade nas instituições europeias e no euro a que se tem assistido nos últimos meses. E claro que se Portugal cair, a Espanha vai a seguir e depois a Itália. É assim que as coisas estão - é a zona euro que está em causa por muito que o governo de José Sócrates tenha feito muitos erros (e tenha assim contribuído, com a sua boa parte, para a descredibilização da moeda única europeia).

Como se sai deste ciclo vicioso é a pergunta de mil milhões de dólares (um milhão já não chega para nada). E a que Angela Merkel ainda não respondeu, até porque nunca foi um modelo de decisão. Os responsáveis europeus vão dizendo todos os dias que as coisas estão bem, mas já têm de pedir calma aos berros, o que não é bom sinal para ninguém. Muito menos para os mercados...
2010-11-26 07:43
Manuel Queiroz, i
 

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Profissional da desordem
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Eu tenho a resposta para isso.
Mas só a dou se me derem esses mil milhões de dolares.
 

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Profissional da desordem
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Queres que te mande o nib ou pagas em dinheiro ?

:lol:
 

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Luis M P A N Pereira
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^^prostituto! :lol:
 

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a revolta da francesinha
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O título está mal.

"Nós, a Europa, estamos mal."

Se formos especificar, os Europeus de Lisboa devem estar melhor que os Europeus do Porto, looool...
 
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