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O que você, morador do Passo D'Areia, acha sobre o bairro ser apontado como um dos próximos focos de crescimento imobiliário?


O fato de o bairro ser considerado um dos focos de expansão imobiliária é positivo no que tange a valorização dos imóveis, porém este crescimento tem que ser pensado ao longo dos anos a taxa de crescimento em número de moradores tem sido baixa, e com a chegada de muitos novos moradores o bairro certamente terá problemas com abastecimento de água, iluminação, sinalização de ruas, trânsito, etc...acho que é muito bom o crescimento, porém precisa ser planejado.

Daniel Kieling Kieling
[email protected]
Porto Alegre – RS – Brasil
24/06/2007 - 21:29

A expeculação imobiliária e o crescimento são inevitáveis em metrópoles como P. Alegre. Acho que aquele que espera levar vida de interior em cidades grandes está no lugar errado. Qualidade de vida e progresso tem o seu preço. Além do mais são proibidas as grandes construções em bairros como o Lindóia, por isso não cabe a ninguém se desesperar com isto.

Paulo Albuquerque
P. Alegre – RS – Brasil
21/06/2007 - 14:53

Julgo catastrófico o fato do bairro ser apontado como um dos próximos focos de crescimento imobiliário. Esse fato, se confirmado, representará um brutal ataque na qualidade de vida de todos os moradores que ao longo de décadas se acostumou a ter no Jardim Lindóia um verdadeiro paraíso ensolarado, tranqüilo e bafejado por uma natureza que se apresenta em toda a sua intensidade no dia-a-dia. A voracidade imobiliária representará o aprisionamento do sol pelos arranha-céus, privando-nos da luz.

Indio Guilherme Bauer
[email protected]
Porto Alegre – RS – Brasil
21/06/2007 - 08:19


Quando surgir mais comentários, postarei aqui.

Fonte: Jornal Zero Hora - ZH Lindóia




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O terceiro é exatamente essa mentalidade que eu acho triste.

ARRANHA-CÉU de 17 andares?

Logo vou mandar um email destinado ao líder da Moinhos Vive, o sr. Raul Agostini, que quer proibir prédios com mais de 3 andares na cidade.
 

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Arquiteto e Urbanista
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Mais um comentário:


A posição estratégica do bairro só tende a esta verticalização desenfreada imposta pelo fracassado Plano Diretor, que cada vez mais descaracteriza e acaba com a tradicional Porto Alegre, levando a cidade ao caos e acabando com o seu próspero rumo. Esta tendência vai se espalhar por mais bairros, reflexo de uma população que não pode expressar a sua opinião dentro de uma cidade que tem um pseudo orçamento participativo.

Rodrigo Marques
[email protected]
Porto Alegre – RS – Brasil
2506/2007 - 18:19
 

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Arquiteto e Urbanista
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Falando sério, a qualidade de vida do bairro só vai melhorar! Porém não gostaria que ele fosse alvo da construção civil, que está em busca de novas áreas para construir e tentar sobreviver.

PRÉDIOS ALTOS SIM! MAS NA REGIÃO CENTRAL.
 

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Arquiteto e Urbanista
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Como não vão comentar o thread, eu comento de novo. :D


Já que não temos saída, sou a favor da verticalização do bairro, já que ele fica em uma localização estratégica. Isto só vai valorizar e melhorar o bairro, porém vai praticamente tirar a população e mandar para outro local.


Ah, não consigo fazer nenhum comentário sem falar mal do Plano Diretor! Ele vai destruir mais um bairro tradicional. :eek:hno:
 

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E-mail que encaminharei ainda hoje.

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Á Associação de Moradores do Moinhos de Vento e ao Presidente da Associação, Sr. Raul Agostini

Anexo encaminhado à Petropolis Vive e ao Sinduscon

O debate sobre o Plano Diretor de Porto Alegre tem colocado em confronto muitos grupo. De um lado, temos a indústria da construção civil, e de outro, as associações de bairros. Uns defendendo prédios mais altos e outros, mais baixos.

Será que é possível chegar a algum concenso nesses interesses que seja o melhor não para a construção civil nem para os bairros, mas para a cidade?

Tenho certeza que as associações de bairros aceitariam abrir mão um pouco de seus interesses individuais pelo bem comum. E não acho que sou ingênuo em esperar o mesmo da construção civil.

O que é triste é que esse debate está se restringindo muito à altura dos prédios, em vez de fazer algum plano para o desenvolvimento da cidade.

Em parte, as Associações de Bairros têm razão. Cada bairro deve manter sua característica original. Não adianta construir um prédio de 17 andares entre prédios de 3. Fica totalmente desproporcional.

Não apenas isso, como também priva de sol os moradores dos prédios mais baixos e aumenta desnecessariamente a densidade populacional de bairros que já têm uma característica consolidade. A Macrozona 1 são de bairros que já estão consolidados e sua verticalização traria em médio prazo trânsito caótico e desfiguraria a caractéristicas dos bairros, com prédios espalhados por todos os lados sem organização nem planejamento. O Plano Diretor de 99 não levou em consideração a cidade pré-existente.

Acontece que a questão não se limita a isso. Se você reduzir a altura dos prédios na Macrozona 1, o que deve ser feito, tem que compensar podendo liberar prédios mais altos em outros lugares. Prédios altos são bons e necessários para a cidade, desde que sua construção seja planejada e não desordenada.

Devemos lembrar que Curitiba constrói alto. Lá se constrói em média em 60 metros, acima do limite do Plano Diretor de 99. Curitiba é considerada a capital do urbanismo brasileiro e têm menos engarrafamentos que Porto Alegre. Como pode Curitiba construir alto e ter trânsito melhor que o nosso? Organização, planejamento.

É um erro focar em castrar o desenvolvimento da cidade limitando altura. O que é mais sensato é analisar áreas em que se pode construir mais alto, com um afastamento maior. o afastamento por si só evita problemas da altura.

Grandes cidades do país e do mundo atraem investimentos para prédios altos. A construção civil gera empregos, impulsiona a economia e faz a cidade crescer. Impedir prédios altos é tirar cada vez mais Porto Alegre do foco do setor imobiliário, em grande crescimento no Brasil. Em São Paulo, a Cyrela vai construir um belo comercial de 200 metros, prédios que estão fora do alcance de Porto Alegre. Quero Porto Alegre como uma das cidades mais importantes e prósperar do país e não uma cidadezinha à margem das outras. Seu desenvolvimento não pode ser castrado.

Construturas não vao deixar seu lucro diminuir se não puderem construir alto aqui. Simplesmente vao para outras cidades. E Porto Alegre vai deixar de receber investimentos. Quem perde é a cidade.

Existe outro ponto que não foi levado em consideração. O cálculo do ponto de saturação populacional de Porto Alegre, pelo Plano Diretor de 99, é 2 milhoes de habitantes, marca que deve atingir em 30 anos. Com a nova proposta da prefeitura, que apesar de rejeitada na audiência, pode voltar a cena na câmara de vereadores, esse ponto diminui mais ainda.

Alguma metrópole parou de crescer? Recife tem a mesma população que Porto Alegre e metade de área. Ela não pode mais crescer horizontalmente; então, se viu obrigada a crescer verticalmente. O resultado disso está numa foto de Recife que manderei como anexo nesse email. Se impedirmos agora qualquer verticalização, o resultado será que em em uns 25 anos a cidade terá que se verticalizar forçadamente ou não poderá aceitar mais pessoas. Todos aqueles que vem do interior para trabalhar e estudar em Porto Alegre deverão ir para Viamão. Então, estaremos defendendo os interesses de uma elite, quanto muitas pessoas terão que levar duas horas e acordar as 5 da manhã para chegar no trabalho ou na universidade porque não poderão morar na capital.

O próprio bairro Lami fica mais longe do centro da cidade que São Leopoldo. E ao contrário de São Leopoldo, não tem uma linha de metrô que o ligue ao centro.

Manter como está o Plano Diretor é um equivoco pelo motivos que apontei acima. Simplesmente reduzir altura na Macrozona 1 não resolve o problema como cria outro que estourará mais adiante. E não tem nenhuma preocupação com o desenvolvimento da cidade.

Porto Alegre é uma das poucas capitais que ainda têm muita área livre. Cidades como Belo Horizonte, Recife, Belém, Fortaleza, estão saturadas. Não podem mais crescer horizontalmente. Estamos, devido à falta de planejamento, ousadia e visão desenvolvimentista de alguns, jogando fora uma oportunidade de ouro para crescer com organização e qualidade de vida. Porto Alegre pode, dentro de 30 anos, ser um modelo para o mundo. Uma grande metrópole com um urbanismo impecável e sem grandes problemas como ocorre em outras grandes cidades. Assim como pode ser riscada do mapa das principais cidades brasileiras e se tornar uma capital de segundo plano em importância dentro do Brasil. Infelizmente, estamos caminhando pelo segundo caminho.

Esse é o apelo que faço: vamos renunciar um pouco aos nossos interesses e visar ao melhor para Porto Alegre. Vamos traçar um plano de longo prazo de desenvolvimento e crescimento com organização, planejamento e qualidade de vida. Isso não existe nem no PD de de 1999 nem na proposta atual.

Vamos aproveitar a larga orla da cidade para seu potencial turístico. E aproveitar o espaço livre para termos belos e imponentes prédios altos com muita área verde em volta deles.

Por isso, encaminho aqui minha proposta de Plano Diretor:

- Redução para 36 metros, em média, na Macrozona 1. Pode ser feito um estudo mais detalhado de ruas que têm outro perfil, como os casarões antigos no Moinhos, e para essas áreas específicas, restringir ainda mais a altura. O recuo deve ser 18% para prédios de até 30 metros e 20% para entre 30 e 36.
- Fazer um estudo nas áreas do extremo sul que dá pra construir. Sou contra desmatar mata nativa, mas a maior parte não tem árvores. As partes com árvores, vc aproveita pra fazer parques, como o da redenção.
- Constrói, por toda a orla, uma avenida que vai e volta, como a beira-mar em Floripa. Poe uma boa área verde depois da avenida, e um calçadão antes. Atrás dela, prédios de no máximo 10 andares por causa da sombra.
- Mais longe da Orla, deixa construir até 60 metros, com um afastamento maior. Mas ANTES de construir os prédios, já organiza bem as quadras e as ruas em volta. Primeiro cria a infra-estrutura, depois constrói, sempre com boa arborização.
- Faz umas 3 grandes avenidas no extremo sul (que seriam necessárias devido ao maior fluxo de carros na região), liberando até 90 metros nessas avenidas (que podem receber grandes empreendimentos comerciais).
- O crescimento seria lento, dando espaço pra planejar bem sem cair num caos. Levaria 30 anos pra encher tudo de prédios,já que eles são altos. Até lá, já haverá o metrô (espero) melhorando o trânsito.
- Pode até preservar alguns sítios que tenham potencial turístico. Só que agora, vc leva uma meia hora de carro para atravessar toda a zona rural . É muito grande, e não vejo sentido de ter tudo aquilo. Porto Alegre é uma metrópole, não uma cidade do interior; e metrópole ou se desenvolve, ou fica pra trás.
- Limite mínimo de 150 metros para o Centro, sem limite máximo. Para que os espigões horrendos possam ser derrubados e no lugar, possamos ganhar belos arranha-céus como ocorre no centro de cidades de países desenvolvidos, muito mais bonitos que o de Porto Alegre.

Peço que leiam com atenção e reflitam sobre minha proposta.

Um grande abraço!
 

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Até dá pra entender que as pessoas queiram ter qualidade de vida e se assustem só de imaginar um hipotético boom imobiliário.

Não acho que todo mundo tem que concordar com idéias como as que eu tenho para o extremo sul de POA.

Mas é demais ouvir parte da população querendo que uma capital seja exatamente que nem uma cidade pacata do interior.. Quem quer morar no interior deveria se mudar para o interior ou para cidades menores da RMPOA. É um absurdo barrar drasticamente o crescimento da cidade.

"Nem 8 nem 80", né! O pessoal tem medo do "80", mas vivemos no "8"... Assim também não dá, né.... Temos que achar um meio termo urgentemente!
 

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Antigo Xinah_Poa to Gui_P
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E-mail que encaminharei ainda hoje.

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Á Associação de Moradores do Moinhos de Vento e ao Presidente da Associação, Sr. Raul Agostini

Anexo encaminhado à Petropolis Vive e ao Sinduscon

O debate sobre o Plano Diretor de Porto Alegre tem colocado em confronto muitos grupo. De um lado, temos a indústria da construção civil, e de outro, as associações de bairros. Uns defendendo prédios mais altos e outros, mais baixos.

Será que é possível chegar a algum concenso nesses interesses que seja o melhor não para a construção civil nem para os bairros, mas para a cidade?

Tenho certeza que as associações de bairros aceitariam abrir mão um pouco de seus interesses individuais pelo bem comum. E não acho que sou ingênuo em esperar o mesmo da construção civil.

O que é triste é que esse debate está se restringindo muito à altura dos prédios, em vez de fazer algum plano para o desenvolvimento da cidade.

Em parte, as Associações de Bairros têm razão. Cada bairro deve manter sua característica original. Não adianta construir um prédio de 17 andares entre prédios de 3. Fica totalmente desproporcional.

Não apenas isso, como também priva de sol os moradores dos prédios mais baixos e aumenta desnecessariamente a densidade populacional de bairros que já têm uma característica consolidade. A Macrozona 1 são de bairros que já estão consolidados e sua verticalização traria em médio prazo trânsito caótico e desfiguraria a caractéristicas dos bairros, com prédios espalhados por todos os lados sem organização nem planejamento. O Plano Diretor de 99 não levou em consideração a cidade pré-existente.

Acontece que a questão não se limita a isso. Se você reduzir a altura dos prédios na Macrozona 1, o que deve ser feito, tem que compensar podendo liberar prédios mais altos em outros lugares. Prédios altos são bons e necessários para a cidade, desde que sua construção seja planejada e não desordenada.

Devemos lembrar que Curitiba constrói alto. Lá se constrói em média em 60 metros, acima do limite do Plano Diretor de 99. Curitiba é considerada a capital do urbanismo brasileiro e têm menos engarrafamentos que Porto Alegre. Como pode Curitiba construir alto e ter trânsito melhor que o nosso? Organização, planejamento.

É um erro focar em castrar o desenvolvimento da cidade limitando altura. O que é mais sensato é analisar áreas em que se pode construir mais alto, com um afastamento maior. o afastamento por si só evita problemas da altura.

Grandes cidades do país e do mundo atraem investimentos para prédios altos. A construção civil gera empregos, impulsiona a economia e faz a cidade crescer. Impedir prédios altos é tirar cada vez mais Porto Alegre do foco do setor imobiliário, em grande crescimento no Brasil. Em São Paulo, a Cyrela vai construir um belo comercial de 200 metros, prédios que estão fora do alcance de Porto Alegre. Quero Porto Alegre como uma das cidades mais importantes e prósperar do país e não uma cidadezinha à margem das outras. Seu desenvolvimento não pode ser castrado.

Construturas não vao deixar seu lucro diminuir se não puderem construir alto aqui. Simplesmente vao para outras cidades. E Porto Alegre vai deixar de receber investimentos. Quem perde é a cidade.

Existe outro ponto que não foi levado em consideração. O cálculo do ponto de saturação populacional de Porto Alegre, pelo Plano Diretor de 99, é 2 milhoes de habitantes, marca que deve atingir em 30 anos. Com a nova proposta da prefeitura, que apesar de rejeitada na audiência, pode voltar a cena na câmara de vereadores, esse ponto diminui mais ainda.

Alguma metrópole parou de crescer? Recife tem a mesma população que Porto Alegre e metade de área. Ela não pode mais crescer horizontalmente; então, se viu obrigada a crescer verticalmente. O resultado disso está numa foto de Recife que manderei como anexo nesse email. Se impedirmos agora qualquer verticalização, o resultado será que em em uns 25 anos a cidade terá que se verticalizar forçadamente ou não poderá aceitar mais pessoas. Todos aqueles que vem do interior para trabalhar e estudar em Porto Alegre deverão ir para Viamão. Então, estaremos defendendo os interesses de uma elite, quanto muitas pessoas terão que levar duas horas e acordar as 5 da manhã para chegar no trabalho ou na universidade porque não poderão morar na capital.

O próprio bairro Lami fica mais longe do centro da cidade que São Leopoldo. E ao contrário de São Leopoldo, não tem uma linha de metrô que o ligue ao centro.

Manter como está o Plano Diretor é um equivoco pelo motivos que apontei acima. Simplesmente reduzir altura na Macrozona 1 não resolve o problema como cria outro que estourará mais adiante. E não tem nenhuma preocupação com o desenvolvimento da cidade.

Porto Alegre é uma das poucas capitais que ainda têm muita área livre. Cidades como Belo Horizonte, Recife, Belém, Fortaleza, estão saturadas. Não podem mais crescer horizontalmente. Estamos, devido à falta de planejamento, ousadia e visão desenvolvimentista de alguns, jogando fora uma oportunidade de ouro para crescer com organização e qualidade de vida. Porto Alegre pode, dentro de 30 anos, ser um modelo para o mundo. Uma grande metrópole com um urbanismo impecável e sem grandes problemas como ocorre em outras grandes cidades. Assim como pode ser riscada do mapa das principais cidades brasileiras e se tornar uma capital de segundo plano em importância dentro do Brasil. Infelizmente, estamos caminhando pelo segundo caminho.

Esse é o apelo que faço: vamos renunciar um pouco aos nossos interesses e visar ao melhor para Porto Alegre. Vamos traçar um plano de longo prazo de desenvolvimento e crescimento com organização, planejamento e qualidade de vida. Isso não existe nem no PD de de 1999 nem na proposta atual.

Vamos aproveitar a larga orla da cidade para seu potencial turístico. E aproveitar o espaço livre para termos belos e imponentes prédios altos com muita área verde em volta deles.

Por isso, encaminho aqui minha proposta de Plano Diretor:

- Redução para 36 metros, em média, na Macrozona 1. Pode ser feito um estudo mais detalhado de ruas que têm outro perfil, como os casarões antigos no Moinhos, e para essas áreas específicas, restringir ainda mais a altura. O recuo deve ser 18% para prédios de até 30 metros e 20% para entre 30 e 36.
- Fazer um estudo nas áreas do extremo sul que dá pra construir. Sou contra desmatar mata nativa, mas a maior parte não tem árvores. As partes com árvores, vc aproveita pra fazer parques, como o da redenção.
- Constrói, por toda a orla, uma avenida que vai e volta, como a beira-mar em Floripa. Poe uma boa área verde depois da avenida, e um calçadão antes. Atrás dela, prédios de no máximo 10 andares por causa da sombra.
- Mais longe da Orla, deixa construir até 60 metros, com um afastamento maior. Mas ANTES de construir os prédios, já organiza bem as quadras e as ruas em volta. Primeiro cria a infra-estrutura, depois constrói, sempre com boa arborização.
- Faz umas 3 grandes avenidas no extremo sul (que seriam necessárias devido ao maior fluxo de carros na região), liberando até 90 metros nessas avenidas (que podem receber grandes empreendimentos comerciais).
- O crescimento seria lento, dando espaço pra planejar bem sem cair num caos. Levaria 30 anos pra encher tudo de prédios,já que eles são altos. Até lá, já haverá o metrô (espero) melhorando o trânsito.
- Pode até preservar alguns sítios que tenham potencial turístico. Só que agora, vc leva uma meia hora de carro para atravessar toda a zona rural . É muito grande, e não vejo sentido de ter tudo aquilo. Porto Alegre é uma metrópole, não uma cidade do interior; e metrópole ou se desenvolve, ou fica pra trás.
- Limite mínimo de 150 metros para o Centro, sem limite máximo. Para que os espigões horrendos possam ser derrubados e no lugar, possamos ganhar belos arranha-céus como ocorre no centro de cidades de países desenvolvidos, muito mais bonitos que o de Porto Alegre.

Peço que leiam com atenção e reflitam sobre minha proposta.

Um grande abraço!
perfeito
 

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Arquiteto e Urbanista
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Filipe, o texto foi bom, porém não concordo com as tuas propostas em modo geral.

Vou analizar cada uma delas:

- Redução para 36 metros, em média, na Macrozona 1. Pode ser feito um estudo mais detalhado de ruas que têm outro perfil, como os casarões antigos no Moinhos, e para essas áreas específicas, restringir ainda mais a altura. O recuo deve ser 18% para prédios de até 30 metros e 20% para entre 30 e 36.
Sou contra manter 36 metros na boa parte da Macrozona 1. Baixaria para 10 metros em bairros residenciais sem muita verticalização, e aumentaria para 150 em bairros residenciais como o Moinhos e Bela Vista.

- Fazer um estudo nas áreas do extremo sul que dá pra construir. Sou contra desmatar mata nativa, mas a maior parte não tem árvores. As partes com árvores, vc aproveita pra fazer parques, como o da redenção.
Sou contra ir para o extremo sul. Seria meio utópico um bom urbanismo naquela região.

- Constrói, por toda a orla, uma avenida que vai e volta, como a beira-mar em Floripa. Poe uma boa área verde depois da avenida, e um calçadão antes. Atrás dela, prédios de no máximo 10 andares por causa da sombra.
Gosto da orla, não quero mais aterros para o Guaíba, mesmo que eles sejam para grandes avenidas. Seria bom uma via expressa paralela à orla, porém mais afastada, e isso de sombra não tem muito a ver. Sou a favor de liberar até 200m em Ipanema. Mas como eu já havia falado, isto é utópico, primeiro temos que cuidar da região norte, onde fica a maior parte da construção civil, depois passamos para o sul.

- Mais longe da Orla, deixa construir até 60 metros, com um afastamento maior. Mas ANTES de construir os prédios, já organiza bem as quadras e as ruas em volta. Primeiro cria a infra-estrutura, depois constrói, sempre com boa arborização.
- Faz umas 3 grandes avenidas no extremo sul (que seriam necessárias devido ao maior fluxo de carros na região), liberando até 90 metros nessas avenidas (que podem receber grandes empreendimentos comerciais).
- O crescimento seria lento, dando espaço pra planejar bem sem cair num caos. Levaria 30 anos pra encher tudo de prédios,já que eles são altos. Até lá, já haverá o metrô (espero) melhorando o trânsito.
Isto é um sonho para longo prazo, portanto eu excluo das minhas prioridades atuais. Seria bom que já fosse feito este planejamento (acredito que ele já exista, se eu não me engano, a IV Perimetral passa pela Zona Sul), porém ele deve demorar para entrar em prática.

- Pode até preservar alguns sítios que tenham potencial turístico. Só que agora, vc leva uma meia hora de carro para atravessar toda a zona rural . É muito grande, e não vejo sentido de ter tudo aquilo. Porto Alegre é uma metrópole, não uma cidade do interior; e metrópole ou se desenvolve, ou fica pra trás.
A zona rural propriamente dita fica em uma região montanhosa, de difícil acesso e urbanização.

- Limite mínimo de 150 metros para o Centro, sem limite máximo. Para que os espigões horrendos possam ser derrubados e no lugar, possamos ganhar belos arranha-céus como ocorre no centro de cidades de países desenvolvidos, muito mais bonitos que o de Porto Alegre.
Eu faria assim:

Limite máximo para o Centro: 100 metros.

Porém devem existir no quisito de obras especiais, uma parte referente à grandes edifícios, com metragem mínima de 200 metros, e sem limite máximo, incentivando a construção de arranha-céus de modo organizado. Não sei qual é o limite atual de obras especiais (nem sei se existe algum limite), mas seria legal que enquadrassem prédios relativamente altos nesta categoria, já que são obras especiais propriamente ditas.



Torço para que o seu e-mail seja lido e que ele faça alguma diferença, pois já perdi esperanças quanto ao novo gabarito do próximo PDDUA.
 

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Longe demais das Capitais
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E-mail que encaminharei ainda hoje.

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Anexo encaminhado à Petropolis Vive e ao Sinduscon

O debate sobre o Plano Diretor de Porto Alegre tem colocado em confronto muitos grupo. De um lado, temos a indústria da construção civil, e de outro, as associações de bairros. Uns defendendo prédios mais altos e outros, mais baixos.

Será que é possível chegar a algum concenso nesses interesses que seja o melhor não para a construção civil nem para os bairros, mas para a cidade?

Tenho certeza que as associações de bairros aceitariam abrir mão um pouco de seus interesses individuais pelo bem comum. E não acho que sou ingênuo em esperar o mesmo da construção civil.

O que é triste é que esse debate está se restringindo muito à altura dos prédios, em vez de fazer algum plano para o desenvolvimento da cidade.

Em parte, as Associações de Bairros têm razão. Cada bairro deve manter sua característica original. Não adianta construir um prédio de 17 andares entre prédios de 3. Fica totalmente desproporcional.

Não apenas isso, como também priva de sol os moradores dos prédios mais baixos e aumenta desnecessariamente a densidade populacional de bairros que já têm uma característica consolidade. A Macrozona 1 são de bairros que já estão consolidados e sua verticalização traria em médio prazo trânsito caótico e desfiguraria a caractéristicas dos bairros, com prédios espalhados por todos os lados sem organização nem planejamento. O Plano Diretor de 99 não levou em consideração a cidade pré-existente.

Acontece que a questão não se limita a isso. Se você reduzir a altura dos prédios na Macrozona 1, o que deve ser feito, tem que compensar podendo liberar prédios mais altos em outros lugares. Prédios altos são bons e necessários para a cidade, desde que sua construção seja planejada e não desordenada.

Devemos lembrar que Curitiba constrói alto. Lá se constrói em média em 60 metros, acima do limite do Plano Diretor de 99. Curitiba é considerada a capital do urbanismo brasileiro e têm menos engarrafamentos que Porto Alegre. Como pode Curitiba construir alto e ter trânsito melhor que o nosso? Organização, planejamento.

É um erro focar em castrar o desenvolvimento da cidade limitando altura. O que é mais sensato é analisar áreas em que se pode construir mais alto, com um afastamento maior. o afastamento por si só evita problemas da altura.

Grandes cidades do país e do mundo atraem investimentos para prédios altos. A construção civil gera empregos, impulsiona a economia e faz a cidade crescer. Impedir prédios altos é tirar cada vez mais Porto Alegre do foco do setor imobiliário, em grande crescimento no Brasil. Em São Paulo, a Cyrela vai construir um belo comercial de 200 metros, prédios que estão fora do alcance de Porto Alegre. Quero Porto Alegre como uma das cidades mais importantes e prósperar do país e não uma cidadezinha à margem das outras. Seu desenvolvimento não pode ser castrado.

Construturas não vao deixar seu lucro diminuir se não puderem construir alto aqui. Simplesmente vao para outras cidades. E Porto Alegre vai deixar de receber investimentos. Quem perde é a cidade.

Existe outro ponto que não foi levado em consideração. O cálculo do ponto de saturação populacional de Porto Alegre, pelo Plano Diretor de 99, é 2 milhoes de habitantes, marca que deve atingir em 30 anos. Com a nova proposta da prefeitura, que apesar de rejeitada na audiência, pode voltar a cena na câmara de vereadores, esse ponto diminui mais ainda.

Alguma metrópole parou de crescer? Recife tem a mesma população que Porto Alegre e metade de área. Ela não pode mais crescer horizontalmente; então, se viu obrigada a crescer verticalmente. O resultado disso está numa foto de Recife que manderei como anexo nesse email. Se impedirmos agora qualquer verticalização, o resultado será que em em uns 25 anos a cidade terá que se verticalizar forçadamente ou não poderá aceitar mais pessoas. Todos aqueles que vem do interior para trabalhar e estudar em Porto Alegre deverão ir para Viamão. Então, estaremos defendendo os interesses de uma elite, quanto muitas pessoas terão que levar duas horas e acordar as 5 da manhã para chegar no trabalho ou na universidade porque não poderão morar na capital.

O próprio bairro Lami fica mais longe do centro da cidade que São Leopoldo. E ao contrário de São Leopoldo, não tem uma linha de metrô que o ligue ao centro.

Manter como está o Plano Diretor é um equivoco pelo motivos que apontei acima. Simplesmente reduzir altura na Macrozona 1 não resolve o problema como cria outro que estourará mais adiante. E não tem nenhuma preocupação com o desenvolvimento da cidade.

Porto Alegre é uma das poucas capitais que ainda têm muita área livre. Cidades como Belo Horizonte, Recife, Belém, Fortaleza, estão saturadas. Não podem mais crescer horizontalmente. Estamos, devido à falta de planejamento, ousadia e visão desenvolvimentista de alguns, jogando fora uma oportunidade de ouro para crescer com organização e qualidade de vida. Porto Alegre pode, dentro de 30 anos, ser um modelo para o mundo. Uma grande metrópole com um urbanismo impecável e sem grandes problemas como ocorre em outras grandes cidades. Assim como pode ser riscada do mapa das principais cidades brasileiras e se tornar uma capital de segundo plano em importância dentro do Brasil. Infelizmente, estamos caminhando pelo segundo caminho.

Esse é o apelo que faço: vamos renunciar um pouco aos nossos interesses e visar ao melhor para Porto Alegre. Vamos traçar um plano de longo prazo de desenvolvimento e crescimento com organização, planejamento e qualidade de vida. Isso não existe nem no PD de de 1999 nem na proposta atual.

Vamos aproveitar a larga orla da cidade para seu potencial turístico. E aproveitar o espaço livre para termos belos e imponentes prédios altos com muita área verde em volta deles.

Por isso, encaminho aqui minha proposta de Plano Diretor:

- Redução para 36 metros, em média, na Macrozona 1. Pode ser feito um estudo mais detalhado de ruas que têm outro perfil, como os casarões antigos no Moinhos, e para essas áreas específicas, restringir ainda mais a altura. O recuo deve ser 18% para prédios de até 30 metros e 20% para entre 30 e 36.
- Fazer um estudo nas áreas do extremo sul que dá pra construir. Sou contra desmatar mata nativa, mas a maior parte não tem árvores. As partes com árvores, vc aproveita pra fazer parques, como o da redenção.
- Constrói, por toda a orla, uma avenida que vai e volta, como a beira-mar em Floripa. Poe uma boa área verde depois da avenida, e um calçadão antes. Atrás dela, prédios de no máximo 10 andares por causa da sombra.
- Mais longe da Orla, deixa construir até 60 metros, com um afastamento maior. Mas ANTES de construir os prédios, já organiza bem as quadras e as ruas em volta. Primeiro cria a infra-estrutura, depois constrói, sempre com boa arborização.
- Faz umas 3 grandes avenidas no extremo sul (que seriam necessárias devido ao maior fluxo de carros na região), liberando até 90 metros nessas avenidas (que podem receber grandes empreendimentos comerciais).
- O crescimento seria lento, dando espaço pra planejar bem sem cair num caos. Levaria 30 anos pra encher tudo de prédios,já que eles são altos. Até lá, já haverá o metrô (espero) melhorando o trânsito.
- Pode até preservar alguns sítios que tenham potencial turístico. Só que agora, vc leva uma meia hora de carro para atravessar toda a zona rural . É muito grande, e não vejo sentido de ter tudo aquilo. Porto Alegre é uma metrópole, não uma cidade do interior; e metrópole ou se desenvolve, ou fica pra trás.
- Limite mínimo de 150 metros para o Centro, sem limite máximo. Para que os espigões horrendos possam ser derrubados e no lugar, possamos ganhar belos arranha-céus como ocorre no centro de cidades de países desenvolvidos, muito mais bonitos que o de Porto Alegre.

Peço que leiam com atenção e reflitam sobre minha proposta.

Um grande abraço!
:applause: Perfeito, sem tirar nem pôr.

Que pena que a maioria que está definindo o novo Plano Diretor está sendo levada pela ignorância, burrice, provincianismo, idéias retrógradas, ecologismo xiita, ideologias ...

Fico profundamente triste em ver Porto Alegre se consolidando como uma cidade urbanisticamente mediocre e equivocada. Pense numa cidade ousada como Curitiba, mas com o verde urbano, a tão falada qualidade de vida, e a cultura Portoalegrense: poderíamos ser tudo isso.
 

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Eu não conheço Porto Alegre, mas vou me intrometer porque conheço bem Curitiba. A capital paranaense já foi citada também em outros threads sobre o plano diretor de POA, como a metrópole que constrói alto sem perder a organização. Mas o que poucos sabem, é que enquanto muitos bairros de POA são restritos à construção de prédios baixos de apartamento, a grande maioria dos bairros de Curitiba é restrita apenas à construção de CASAS!

Dá só uma olhada nessas fotos do GersonLDN:

Porto Alegre:



Curitiba:



Como podem ver, mais ao fundo, os prédios de Curitiba estão enfileirados em corredores radiais(em relação ao Centro), conhecidos como Eixo Estrutural. Numa área em volta do eixo, ficam os predinhos de apartamento. O resto é casa.

Quanto à construção de prédios altos em POA, que é o tema principal desse tópico, eu sou a favor, desde que seja em áreas restritas e não pela cidade inteira, como acontece em muitas capitais.
 

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porto alegre é uma bosta!

está tornando como uma cidade política, ao contrário cidade para viver.

Ora, há apartamentos valendo 500 a 1 milhão... justamente alguns prédios são pertencentes de políticos ou jogadores de futebol...

enfim.. um absurdo como acontece no bairro Menino Deus, estão destruindo casas para construir prédios, uma verdadeira poluição visual. Já neste prédio... uma fortuna valendo.
 

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Arquiteto e Urbanista
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^^ O valor dos imóveis já era de se esperar vindo de uma metrópole. No mais eu concordo contigo, com exceção do "bosta".


Seja bem vindo!
 
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