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Perto de completar 50 anos, Brasília desponta como o terceiro mercado consumidor do país - e, aos poucos, sofistica sua economia e começa a reduzir a dependência do poder público

Plano Piloto, o núcleo original de Brasília: renda per capita três vezes maior que a média do país

Para muitos brasileiros, Brasília é sinônimo de corrupção, burocracia e provincianismo. Se comparada a outras capitais, como Londres, Paris ou Pequim - que ao longo dos séculos se forjaram como centros da indústria, do comércio e de serviços -, a brasileira empalidece. A exemplo de Washington, fundada em 1790 para sediar o governo americano, Brasília nasceu com a vocação de manter uma ligação umbilical com o Estado. Hoje, 55% do produto interno bruto do Distrito Federal, composto de Brasília e suas 20 cidades-satélites, provém da administração pública. Aos poucos, porém, algo de novo desponta no Planalto Central - e começa a distanciar a capital federal da imagem de um mercado ainda acanhado, definido por seus detratores como "um quadradinho no meio do mapa de Goiás". Graças à localização privilegiada, Brasília já transborda sua função administrativa e cresce como um centro comercial e de integração econômica das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste - as novas fronteiras do desenvolvimento econômico - com o Sudeste e o Sul. O dinamismo é evidente no consumo. Segundo levantamento feito para EXAME pela consultoria Geografia de Mercado, o Distrito Federal já é o terceiro polo de compras do país, atrás apenas dos municípios de São Paulo e do Rio Janeiro. "Brasília se consolida como um grande mercado e oferece uma gama de oportunidades aos setores de varejo e serviços focados nas classes A e B", diz o economista Tadeu Masano, dono da Geografia de Mercado.

Plantada há quase 50 anos sobre o solo ácido do cerrado, mas irrigada com as polpudas verbas da União, Brasília tem indicadores econômicos de padrão europeu. Contando com 2,6 milhões de habitantes, detém o maior PIB per capita das metrópoles brasileiras: 37 600 reais, mais que o triplo da média nacional - a média de São Paulo é inferior a 26 000 reais por habitante e a do Rio de Janeiro não chega a 21 000. De acordo com a consultoria de marketing Target, as classes A e B compõem 47% dos domicílios brasilienses - a média brasileira de lares nessa faixa de renda é de 32%. Também pesa a favor, claro, o fato de a média de salários dos servidores públicos instalados na capital ser bem superior à do setor privado. Brasília reúne a elite econômica da burocracia estatal - uma população cada vez mais interessada em adquirir produtos e serviços sofisticados. No Poder Judiciário, a média salarial é de 15 300 reais, no Legislativo, de 13 300, e no Executivo, de 4 300. Nas 150 maiores empresas privadas brasileiras, a média salarial é de 2 900 reais. Os salários pagos a alguns integrantes do aparato do Estado podem não ser o melhor destino do dinheiro do contribuinte. Mas, na prática, contribuem para fazer de Brasília um mercado especial. E há ainda o movimento gerado por cerca de 200 embaixadas, consulados e escritórios de 20 órgãos multilaterais com representação no Brasil.

Onde há mercado, há empresas. Nos últimos cinco anos, estima-se que setores como o varejo e a construção civil cresceram 50% no Distrito Federal, atraindo companhias de outras regiões e empreendedores locais. Um dos maiores empreendimentos é o shopping Iguatemi, em construção no Lago Norte, um investimento de 180 milhões de reais realizado em parceria pelos grupos Iguatemi e Paulo Octavio. Este, que leva o nome do dono, o vice-governador de Brasília, é a maior empresa local de engenharia, incorporação e corretagem de imóveis. Previsto para ser inaugurado no primeiro semestre de 2010, o Iguatemi terá 160 lojas, incluindo uma filial da francesa Louis Vuitton, especializada em artigos de luxo. "Estamos certos do sucesso da loja", diz Marc Sjostedt, diretor-geral da Vuitton no Brasil. "Hoje, nas nossas filiais do Rio e de São Paulo, já temos muitos clientes brasilienses."

Antes de investir em Brasília, tanto a Louis Vuitton como o Iguatemi pesquisaram profundamente o mercado. "Começamos a considerar a construção do shopping em 2000", diz Carlos Jereissati Filho, presidente do Iguatemi. "Resolvemos investir com base no poder aquisitivo e na localização da cidade, que atrai clientes do Norte, do Nordeste e do Centro-Oeste, gente que prefere comprar em Brasília a ir até o Rio ou São Paulo." Desde 2008, num movimento defensivo, o rival ParkShopping, do grupo Multiplan, que atende os consumidores da Asa Sul, no outro extremo da capital, investe 65 milhões de reais em sua expansão. A primeira etapa da nova ala já abriga marcas como Hugo Boss, Lacoste e Mont Blanc.

Além da alta renda, outro trunfo brasiliense é a estabilidade no emprego do funcionalismo, fator que tem poupado a economia local dos efeitos da desaceleração econômica dos últimos meses. Em grande parte, os 190 000 servidores civis e militares (entre ativos, aposentados e pensionistas) que vivem no Distrito Federal são os responsáveis pela explosão imobiliária que movimenta o Plano Piloto, na região central de Brasília, e as cidades-satélites de alta renda, como Guará e Águas Claras. "Mais que brasileiro, Deus é brasiliense, já que 70% de nossos clientes são funcionários públicos das classes A e B", diz Leonel Alves, diretor da corretora de imóveis Lopes Royal. Fundada há 16 anos com uma equipe inicial de 20 funcionários, em 2008 a Royal associou-se à paulistana Lopes, maior corretora do país. A empresa resultante conta hoje com 500 profissionais. No ano passado, suas vendas alcançaram 750 milhões de reais, e neste ano, até o final de maio, a Lopes Royal vendeu 670 milhões de reais em imóveis. Na área do Plano Piloto, tombada pelo Patrimônio Histórico e onde os prédios residenciais têm no máximo seis andares, há dez empreendimentos em construção, cujo preço do metro quadrado alcança 7 000 reais, comparável ao de bairros nobres de São Paulo. Em Águas Claras, a 20 quilômetros do Plano Piloto, 120 prédios de até 30 andares brotam do chão, com apartamentos na faixa de 3 000 reais o metro quadrado. Vista do Plano Piloto, Águas Claras parece uma miragem paulistana em pleno Planalto Central.

Ainda que num ritmo menos aquecido, a construção de escritórios também avança, com seis grandes lançamentos em fase de incorporação, construção ou recentemente concluídos. O mais novo é o Parque Cidade Corporate, com três torres e investimento de 200 milhões de reais da Brazilian Capital, do grupo BFRE. Os inquilinos serão escritórios de advocacia e de lobby, organizações internacionais e, é claro, bancos oficiais e órgãos que já não cabem na Esplanada. A Caixa Econômica Federal negocia a locação de uma torre. "A expansão da máquina pública e o perfil dos aluguéis, de longo prazo, devem trazer um bom retorno", diz Rossano Nonino, diretor da Brazilian Capital.

Observada pelas lentes da história, a criação de Brasília é um dos fenômenos urbanos mais significativos da virada do milênio. Desde sua fundação, em 1960, enquanto a população brasileira cresceu 2,7 vezes, a brasiliense multiplicou-se por 17. Graças à localização, escolhida a dedo pelo ex-presidente Juscelino Kubitschek,



Fonte: Revista Exame
 

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Discussion Starter · #2 ·
^^ Nossa vai dar briga esses dados... E daqui a pouco vão aparecer as pessoas questionando os valores.
 

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De um rincão distante
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Grande Brasília!

Tenho um tio que tem uma empresa distribuidora em Sobradinho e recentemente esta investindo em vendas no varejo. Ele inclusive distribui produtos para Goiás, Tocantins e até outros Estados próximos (Bahia/Minas).

Ele me disse que o governo do DF fomentou muito os setores do comércio e serviços, o que permitiu a ele e a outros empresários dar e início e até expandir os seus negócios. A facilitação para aquisição do imóvel mesmo foi uma delas (os preços dos imóveis na cidade satélite que ele esta não são baixos não). No local onde ele está (margem da BR oposta à Sobradinho) dá-se para ver a quantidade de pequenas e médias empresas que estão surgindo, pois foi uma área destinada para este fim.

Com tudo isso o centro-oeste só tem a ganhar.
 

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Discussion Starter · #4 ·
^^ E a passos largos a dependência do governo vai diminuindo. E depois aparece pessoas falando que aqui não tem vida industrial e comercial fora dos salões do Palacio do Planalto e Buriti. Só cego para não ver.
 

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Eu mesmo!
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Perto de completar 50 anos, Brasília desponta como o terceiro mercado consumidor do país - e, aos poucos, sofistica sua economia e começa a reduzir a dependência do poder público
Para muitos brasileiros, Brasília é sinônimo de corrupção, burocracia e provincianismo. ...... Hoje, 55% do produto interno bruto do Distrito Federal, composto de Brasília e suas 20 cidades-satélites, provém da administração pública.
infelizmente para população brasileira, até os que se dizem estudiosos, brasilia ainda é sinônimo de corrupção, burocracia e provincianismo! infelizmente! até netse forum do SSC, vejo discursões de pessoas com até nivel superior falando abobrinhas que por mais que sejam brincadeiras (ainda colocam o smile sorrindo) é algo que cansou!

eu confio na exame, não iriam colocar dados aleatórios, essa matéria é bem pertinente.
 

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^^ Infelizmente não é facil desmistificar algumas coisas, como a relação do funcionalismo publico e Brasilia. As pessoas pouco se interessam em observar o crescimento de todo o entorno da cidade para depois comentarem sobre renda, economia..Mas, só assim, através de dados que irão esclarecer a verdadeira capital federal.
 

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Discussion Starter · #8 ·
infelizmente para população brasileira, até os que se dizem estudiosos, brasilia ainda é sinônimo de corrupção, burocracia e provincianismo! infelizmente! até netse forum do SSC, vejo discursões de pessoas com até nivel superior falando abobrinhas que por mais que sejam brincadeiras (ainda colocam o smile sorrindo) é algo que cansou!

eu confio na exame, não iriam colocar dados aleatórios, essa matéria é bem pertinente.
^^ Daqui a pouco vão falar que o novo aeroporto é para Politico viajar, querem apostar. Chega a cansar, mas sempre aparece alguem querendo dar uma alfinetada no aeroporto.

E eu repito, e todos os forumers brasileinses, o aeroporto novo, é PRIVADO com capital PRIVADO, agora, se as pessoas se sente com inveja, cobiça e tal, vão ter que engolir que Brasília vai ter o seu 2o aeroporto, desvinculado da vida economica baseada nos funcionários públicos.:cheers:
 

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Mais uma vez reportagens apressadas podem passar idéias erradas. Vamos lá:

Primeiro, essa coisa de comparar DF com estados é meio complicado. A cada ano que passa, o peso populacional do DF dentro da RM Brasília diminui e em conseqüência há uma "elitização" da região, enquanto os pobres são expulsos para o Entorno. Para ilustrar, vamos examinar o índice hab./aut.:

------------- H/A -- Hab(2008)
1.Distrito Federal -- 2,86 -- 2.557.158

2.São Paulo -- 3,07 -- 41.011.635
3.Santa Catarina -- 3,13 -- 6.052.587
4.Paraná -- 3,42 -- 10.590.169
5.Rio Grande do Sul -- 3,65 -- 10.855.214
-- BRASIL -- 5,11 -- 189.552.814

Na lista das UFs, como era de se esperar, o DF aparece em primeiro lugar. Mas vejamos então a lista das RMs:

------------- H/A -- Hab(2008)
1.Blumenau -- 2,46 -- 500.334
2.Caxias do Sul -- 2,58 -- 499.888
3.Curitiba -- 2,59 -- 3.260.292
4.Campinas -- 2,60 -- 2.747.935
5.Piracicaba -- 2,69 -- 449.522
6.Florianópolis -- 2,72 -- 862.583
7.Ribeirão Preto -- 2,72 -- 840.938
(...)
9.São Paulo -- 2,79 -- 19.616.060
10.São José do Rio Preto -- 2,86 -- 573.253
(...)
14.Joinville -- 3,08 -- 586.546
15.Maringá -- 3,09 -- 591.150
(...)
18.Londrina -- 3,14 -- 759.033
(...)
21.Porto Alegre -- 3,44 -- 4.128.045
22.Goiânia -- 3,52 -- 2.141.731
23.Campo Grande -- 3,60 -- 762.141
24.Brasília -- 3,65 -- 3.668.333
25.Belo Horizonte -- 3,74 -- 5.044.532
26.Uberlândia -- 4,06 -- 622.441
27.Cuiabá -- 4,31 -- 815.392
(...)
30.Vitória -- 4,47 -- 1.664.328
(...)
32.Rio de Janeiro -- 5,01 -- 11.934.931
-- BRASIL -- 5,11 -- 189.552.814

Aqui temos um retrato muito mais real da situação. Mas obviamente essa é uma pesquisa um pouco mais complicada. O pessoal acha bem mais fácil ir lá nas tabela do Denatran e já pegar o número pronto.

Sobre os depósitos, abrirei um therad com uma lista a respeito, e ficará claro que isso se deve à presença do Governo Federal.

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E por fim o PIB... O DF tem um PIB per capita astronômico, e muitos supõe que isso se traduz necessarimanete em prosperidade. Então vamos examinar esse PIB mais a fundo, comparando-o com UFs de PIB e população similares (IBGE 2006):

Distrito Federal
Produto Interno Bruto do Brasil a Preço de Mercado Corrente gráfico -- 89.630 Milhões de Reais
Impostos Sobre Produtos, Líquidos de Subsídios gráfico 9.559 Milhões de Reais
Produto Interno Bruto Per Capita do Estado gráfico 37.600 Reais
Total do Valor Adicionado gráfico 80.071 Milhões de Reais
Agricultura, Silvicultura e Exploração Florestal gráfico 105 Milhões de Reais
Pecuária e Pesca gráfico 65 Milhões de Reais
Indústria Extrativa Mineral gráfico 6 Milhões de Reais
Indústria de Transformação gráfico 1.367 Milhões de Reais
Construção gráfico 2.831 Milhões de Reais
Produção e Distribuição de Eletricidade e Gás, Água, Esgoto e Limpeza Urbana gráfico 902 Milhões de Reais
Comércio e Serviços de Manutenção e Reparação gráfico 4.881 Milhões de Reais
Serviços de Alojamento e Alimentação gráfico 770 Milhões de Reais
Transportes, Armazenagem e Correio gráfico 1.861 Milhões de Reais
Serviços de Informação gráfico 3.104 Milhões de Reais
Intermediação Financeira, Seguros e Previdência Complementar gráfico 8.387 Milhões de Reais
Serviços Prestados às Famílias e Associativos gráfico 2.009 Milhões de Reais
Serviços Prestados às Empresas gráfico 2.715 Milhões de Reais
Atividades Imobiliárias e Aluguel gráfico 4.319 Milhões de Reais
Administração, Saúde e Educação Públicas gráfico -- 43.912 Milhões de Reais
Saúde e Educação Mercantis gráfico 2.305 Milhões de Reais
Serviços Domésticos gráfico 533 Milhões de Reais

Santa Catarina
Produto Interno Bruto do Brasil a Preço de Mercado Corrente gráfico -- 93.173 Milhões de Reais
Impostos Sobre Produtos, Líquidos de Subsídios gráfico 11.601 Milhões de Reais
Produto Interno Bruto Per Capita do Estado gráfico 15.638 Reais
Total do Valor Adicionado gráfico 81.572 Milhões de Reais
Agricultura, Silvicultura e Exploração Florestal gráfico 3.837 Milhões de Reais
Pecuária e Pesca gráfico 1.807 Milhões de Reais
Indústria Extrativa Mineral gráfico 260 Milhões de Reais
Indústria de Transformação gráfico 19.943 Milhões de Reais
Construção gráfico 3.911 Milhões de Reais
Produção e Distribuição de Eletricidade e Gás, Água, Esgoto e Limpeza Urbana gráfico 4.015 Milhões de Reais
Comércio e Serviços de Manutenção e Reparação gráfico 12.822 Milhões de Reais
Serviços de Alojamento e Alimentação gráfico 1.243 Milhões de Reais
Transportes, Armazenagem e Correio gráfico 3.984 Milhões de Reais
Serviços de Informação gráfico 2.462 Milhões de Reais
Intermediação Financeira, Seguros e Previdência Complementar gráfico 3.675 Milhões de Reais
Serviços Prestados às Famílias e Associativos gráfico 1.761 Milhões de Reais
Serviços Prestados às Empresas gráfico 3.186 Milhões de Reais
Atividades Imobiliárias e Aluguel gráfico 7.251 Milhões de Reais
Administração, Saúde e Educação Públicas gráfico -- 8.849 Milhões de Reais
Saúde e Educação Mercantis gráfico 1.769 Milhões de Reais
Serviços Domésticos gráfico 797 Milhões de Reais

Mato Grosso
Produto Interno Bruto do Brasil a Preço de Mercado Corrente gráfico 35.284 Milhões de Reais
Impostos Sobre Produtos, Líquidos de Subsídios 4.291 Milhões de Reais
Produto Interno Bruto Per Capita do Estado 12.350 Reais
Total do Valor Adicionado 30.993 Milhões de Reais
Agricultura, Silvicultura e Exploração Florestal 5.679 Milhões de Reais
Pecuária e Pesca 2.148 Milhões de Reais
Indústria Extrativa Mineral 75 Milhões de Reais
Indústria de Transformação 2.865 Milhões de Reais
Construção 1.661 Milhões de Reais
Produção e Distribuição de Eletricidade e Gás, Água, Esgoto e Limpeza Urbana 1.033 Milhões de Reais
Comércio e Serviços de Manutenção e Reparação 4.151 Milhões de Reais
Serviços de Alojamento e Alimentação 430 Milhões de Reais
Transportes, Armazenagem e Correio 1.106 Milhões de Reais
Serviços de Informação 741 Milhões de Reais
Intermediação Financeira, Seguros e Previdência Complementar 1.343 Milhões de Reais
Serviços Prestados às Famílias e Associativos 486 Milhões de Reais
Serviços Prestados às Empresas 608 Milhões de Reais
Atividades Imobiliárias e Aluguel 2.835 Milhões de Reais
Administração, Saúde e Educação Públicas 4.713 Milhões de Reais
Saúde e Educação Mercantis 785 Milhões de Reais
Serviços Domésticos 334 Milhões de Reais

Mato Grosso do Sul
Produto Interno Bruto do Brasil a Preço de Mercado Corrente 24.355 Milhões de Reais
Impostos Sobre Produtos, Líquidos de Subsídios 3.639 Milhões de Reais
Produto Interno Bruto Per Capita do Estado 10.599 Reais
Total do Valor Adicionado 20.716 Milhões de Reais
Agricultura, Silvicultura e Exploração Florestal 769 Milhões de Reais
Pecuária e Pesca 2.239 Milhões de Reais
Indústria Extrativa Mineral 125 Milhões de Reais
Indústria de Transformação 1.902 Milhões de Reais
Construção 1.172 Milhões de Reais
Produção e Distribuição de Eletricidade e Gás, Água, Esgoto e Limpeza Urbana 636 Milhões de Reais
Comércio e Serviços de Manutenção e Reparação 2.810 Milhões de Reais
Serviços de Alojamento e Alimentação 364 Milhões de Reais
Transportes, Armazenagem e Correio 1.097 Milhões de Reais
Serviços de Informação 599 Milhões de Reais
Intermediação Financeira, Seguros e Previdência Complementar 1.099 Milhões de Reais
Serviços Prestados às Famílias e Associativos 508 Milhões de Reais
Serviços Prestados às Empresas 624 Milhões de Reais
Atividades Imobiliárias e Aluguel 1.869 Milhões de Reais
Administração, Saúde e Educação Públicas 4.136 Milhões de Reais
Saúde e Educação Mercantis 394 Milhões de Reais
Serviços Domésticos 373 Milhões de Reais

O PIB é semelhante 93 bilhões (SC) e 89 bilhões (DF). Mas quando comparamos o tamanho da máquina estatal, a diferença é brutal 44 bilhões (DF) e 9 bilhões (SC). A diferença é ainda maior quando comparamos do DF com estados de população similar, MT e MS: 44 bilhões (DF), 4,7 bilhões (MT) e 4 bilhões (MS).

Novamente a preguiça de fazer uma análise mais profunda contribui para as percepções erradas. E estamos falando da Exame, talvez revista mais respeitada do Brasil. Ainda tem gente achando que a falta de diploma prejudicará o jornalismo. Pode ser que o buraco seja mais embaixo.
 

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O PIB é semelhante 93 bilhões (SC) e 89 bilhões (DF). Mas quando comparamos o tamanho da máquina estatal, a diferença é brutal 44 bilhões (DF) e 9 bilhões (SC). A diferença é ainda maior quando comparamos do DF com estados de população similar, MT e MS: 44 bilhões (DF), 4,7 bilhões (MT) e 4 bilhões (MS).

Novamente a preguiça de fazer uma análise mais profunda contribui para as percepções erradas. E estamos falando da Exame, talvez revista mais respeitada do Brasil. Ainda tem gente achando que a falta de diploma prejudicará o jornalismo. Pode ser que o buraco seja mais embaixo.
Sim, todos sabemos que a máquina estatal tem um peso grande, afinal, Brasília foi construída para ser a capital federal, e o governo federal está aqui. Seria no mínimo bizarro se SC, ou qualquer outro estado, tivesse uma presença mais marcante do governo em sua economia do que Brasília, não acha?

É óbvio que Brasília vai ter muito mais governo que SC, já que lá só conta praticamente os governos locais, enquanto aqui temos um peso enorme do governo federal.

Em nenhum momento a revista disse o contrário. Disse apenas que Brasília não é só o governo, tem uma iniciativa privada dinâmica e que é um pólo de consumo crescente, talvez o terceiro do Brasil. E que está começando a reduzir sua dependência do governo federal.

Agora, queira-se ou não o governo faz parte da economia. Queira-se ou não, o governo paga bem e, queira-se ou não, Brasília tem dados econômicos que sustentam sua acomodação como terceira metrópole econômica do Brasil.

E o Rio que se cuide. :) (sem cityxcity, só brincadeira...)


Em relação à Região Metropolitana, cabe lembrar que o Entorno é o Estado de Goiás. E que o DF, até bem pouco tempo atrás, sequer podia investir para melhorar a região, já que era outra UF. E que Goiás não investia nada. Isso mudou com um acordo assinado ano passado. Então não podemos esperar um bom resultado econômico onde não havia investimentos sequer de infra-estrutura, de uma região abandonada por Goiás e que o DF não podia (nem queria) investir. O resultado é uma região pobre.

Esperamos ver os resultados da cooperação nos próximos anos.
 

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Sim, todos sabemos que a máquina estatal tem um peso grande, afinal, Brasília foi construída para ser a capital federal, e o governo federal está aqui. Seria no mínimo bizarro se SC, ou qualquer outro estado, tivesse uma presença mais marcante do governo em sua economia do que Brasília, não acha?

É óbvio que Brasília vai ter muito mais governo que SC, já que lá só conta praticamente os governos locais, enquanto aqui temos um peso enorme do governo federal.
44 bilhões é uma aberração. É comparável ao PIB goiano, oitavo maior do país. Isso é fruto do modelo estatizante e corrupto que o Brasil desenvolveu.

Em nenhum momento a revista disse o contrário. Disse apenas que Brasília não é só o governo, tem uma iniciativa privada dinâmica e que é um pólo de consumo crescente, talvez o terceiro do Brasil. E que está começando a reduzir sua dependência do governo federal.

Agora, queira-se ou não o governo faz parte da economia. Queira-se ou não, o governo paga bem e, queira-se ou não, Brasília tem dados econômicos que sustentam sua acomodação como terceira metrópole econômica do Brasil.

E o Rio que se cuide. :) (sem cityxcity, só brincadeira...)
Não menospreze o peso do governo catarinense. Como todo governo estadual, seu peso é bem maior do que o razoável. E nesse PIB estão incluídos todo o sistema público de ensino e saúde do estado. Ainda assim, o DF consegue ser 5 vezes maior que SC, e 10 vezes maior que MT e MS, estados com população similar.

Besantos, me desculpe, mas "terceira metrópole econômica"? Para mim, todos os indicadores demonstram que a RM Brasília está atrás das RMs de Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Campinas. O padrão de vida das três últimas é sensivelmente mais alto que Brasília, e em termos de peso econômico (descontando o dinossauro brasileiro), todas elas estão sensivelmente à frente de Brasília. É exatamente esse tipo de falsa percepção que a reportagem alimenta.

E não "o Rio que se cuide", mas "o Brasil que se cuide", se o PIB de Brasília continuar aumentando nessa proporção. É sinal do contínuo crescimento do já gigante Estado brasileiro. Alerta: o Estado brasileiro, nos últimos anos (mesmo com o bom crescimento econômico) cresceu quase 2 vezes a mais que a economia nacional. Isso mesmo: 2 vezes mais.

Em relação à Região Metropolitana, cabe lembrar que o Entorno é o Estado de Goiás. E que o DF, até bem pouco tempo atrás, sequer podia investir para melhorar a região, já que era outra UF. E que Goiás não investia nada. Isso mudou com um acordo assinado ano passado. Então não podemos esperar um bom resultado econômico onde não havia investimentos sequer de infra-estrutura, de uma região abandonada por Goiás e que o DF não podia (nem queria) investir. O resultado é uma região pobre.

Esperamos ver os resultados da cooperação nos próximos anos.
Solução: a divisa do DF poderia ser deslocada 5 km para o sul (engolindo Valparaíso, Novo Gama e Cidade Ocidental); 1 Km para leste (Águas Lindas e Santo Antônio) e 2 km para o norte (Planaltina de Goiás). Aí eu queria ver se o DF ostentaria índices tão robustos.

E Besantos, esse bolsão de pobreza é fruto da própria existência de Brasília e não de políticas públicas do Estado de Goiás, que se transformou em um "depósito de pobres" do DF. E por favor, vamos esquecer de "políticas públicas"! Chega de colocar mais dinheiro e mais responsabilidade nas mãos dos governantes.

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P.S. A reportagem ainda terminou com essa pérola que me passou despercebida:

Observada pelas lentes da história, a criação de Brasília é um dos fenômenos urbanos mais significativos da virada do milênio. Desde sua fundação, em 1960, enquanto a população brasileira cresceu 2,7 vezes, a brasiliense multiplicou-se por 17. Graças à localização, escolhida a dedo pelo ex-presidente Juscelino Kubitschek

Graças à localização? Brasília poderia ficar na China. Qualquer cidade que viesse a abrigar monstruosa máquina pública brasileira cresceria assim, e ainda atribuem isso à "genialidade" do corrupto JK.
 

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Discussion Starter · #12 ·
^^ Cite qual presidente no Brasil que não fora corrupto? Agora é fato, uma cidades do eixo Rio e São Paulo teve uma grande industrialização devido a nova capital, agora especulemos juntos, se Brasília não existisse, como seria o Brasil.

Uma zona total, o Rio de Janeiro seria uma mega cidade, Belo Horizonte a mesma coisa, e São Paulo seria no minimo a 3a cidade, eu nem vou entrar no mérito de RMs, pois a mesma seria infinitamente menor do que a de hoje.

E com certeza o Rio teria uns 20 milhões em sua RM e teria uma grande mancha urbana desde a capital fluminense até a Belo Horizonte.

Uma duvida, quem veio primeiro a Corrupção ou a República? Então com Brasília ou sem Brasília, a corrupção iria existir. Se até nas igrejas tem corrupção. Agora se for falar em termos de abrangencia nacional, poderemos recordar o fabuloso estudo do pseudo IBGE que atesta, Brasília é a 3a maior metropole brasileira.

Agora se for pegar a corrupção, brincadeira né, se juntar todos estados e municipios brasileiros, a corrupção que rola em Brasília é café pequeno, detalhe, antes de existir Brasília já existia corrupção em Joinville, Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro, detalhe, 2 séculos existe corrupção.

A maior de todas, é famosa: Os flagelados do nordeste, é um fato historico, com a queda da monarquia, a mesma bancou um baile de despedida na ilha fiscal no Rio de Janeiro, e advinhem de onde saiu o dinheiro? Saiu da verba dos flagelados do nordeste.
 

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^^ O Yuri adora essas notícias de Brasília!!! :lol: A matéria está incompleta... Vou colocar a restante da reportagem... Pesquisador, edita depois o primeiro post...


Continuação...

Observada pelas lentes da história, a criação de Brasília é um dos fenômenos urbanos mais significativos da virada do milênio. Desde sua fundação, em 1960, enquanto a população brasileira cresceu 2,7 vezes, a brasiliense multiplicou-se por 17. Graças à localização, escolhida a dedo pelo ex-presidente Juscelino Kubitschek, Brasília começa a se projetar como um grande hub no centro do mapa do país, com um entroncamento de oito rodovias. Ambicioso, um plano estratégico do governo do Distrito Federal pretende tirar vantagem disso, com a construção de projetos como um terminal aéreo de cargas, orçado em meio bilhão de reais, a ser ligado à ferrovia Norte-Sul, cujo trecho sul deverá passar a 160 quilômetros de Brasília. Por outro lado, a localização e a prosperidade brasilienses trazem consigo o risco do crescimento descontrolado. Até hoje, a maioria dos migrantes pobres que vieram para ficar na capital tem prosperado. Os domicílios das classes D e E são apenas 13,7% da população local, bem abaixo da média nacional de 20%. E a classe C brasiliense representa 40% dos domicílios, ante a média nacional de 48%, de acordo com a consultoria Target. Segundo estudiosos como o economista Edward Glaeser, especialista em economia urbana da Universidade Harvard, o grande desafio de Brasília é evitar o inchaço populacional, gerando uma classe média empreendedora que garanta à capital alguma independência econômica da máquina pública e do funcionalismo. Para isso, a qualidade do ensino é fundamental. Nesse quesito, Brasília tem se saído bem, com uma centena de instituições de ensino superior e 200 000 universitários. Graças a organizações como a Universidade de Brasília e as filiais da FGV e do Ibmec, a cidade atrai estudantes de Goiás e de outros estados.

A qualificação da mão de obra tem sido fator determinante para o crescimento da indústria. "Nos últimos cinco anos, o peso de nosso setor industrial passou de 7% do PIB para mais de 10%", diz Antônio Rocha, presidente da Federação das Indústrias do Distrito Federal. "Estamos nos tornando competitivos em setores como tecnologia da informação e produção de fármacos." Na área de TI, o sindicato das indústrias da informação do Distrito Federal já conta com mais de 180 empresas filiadas. Pelo menos duas delas, a Politec e a CTIS, têm peso nacional. No setor farmacêutico, a pioneira foi a União Química, fabricante de genéricos que, em 2006, se instalou no distrito industrial JK, na cidade do Gama. Com novo investimento de 150 milhões de reais, a União se equipa para, em 2012, ser o único fabricante de insulina do país, gerando 1 350 empregos diretos. Em parte, o crescimento industrial resulta de uma agressiva política fiscal. "Concedemos incentivos de até 80% no valor do terreno e de até 70% no ICMS", diz o vice-governador Paulo Octavio. Segundo ele, essa política já atraiu mais de 5 000 empresas, a maioria de pequeno porte, mas também uma unidade de produção de vergalhões da Gerdau e uma futura central de atendimento da operadora Oi.

O refinamento crescente do mercado local faz com que Brasília cresça também em serviços como restaurantes e hotéis. Nos últimos cinco anos, redes hoteleiras, como Meliá e Mercure, ergueram unidades na cidade. Novos restaurantes convivem hoje com o decano Piantella, célebre pelo cordeiro com ervas e pelos conchavos políticos alinhavados em suas mesas. Hoje, a cidade tem pelo menos uma dezena de chefs de primeira linha, como a brasiliense Mara Alcamin, de 42 anos. Criada na pobreza, numa barraca de lona, Mara aproveitou sua aptidão para a cozinha e iniciou um negócio que se expandiu com a cidade. "Quando comecei, os clientes eram tão minguados que eu fazia de bufê de casamento a velório", diz ela. "Mas nos últimos cinco anos o movimento não para de crescer e eu reinvisto tudo o que ganho nos restaurantes." À frente de três endereços - o sofisticado Zuu, o moderninho Universal e a lanchonete e empório Quitinete -, Mara emprega formalmente 220 funcionários e fatura cerca de 15 milhões de reais por ano. Um jantar completo no Zuu sai a 200 reais por cabeça, sem bebidas. Segundo o cientista político Murillo de Aragão, carioca que adotou Brasília nos anos 80, o sucesso de Mara é uma prova de que Brasília já ostenta um verniz mais cosmopolita. "À medida que o Brasil ganha peso global, Brasília se torna um influente centro de poder do hemisfério sul", afirma Aragão. E o melhor - um local onde o setor privado começa a conquistar espaço numa economia tradicionalmente voltada para o mundo dos gabinetes.


Disponível em: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0946/economia/metropole-planalto-479090.html
 

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^^ Eu gosto do Yuri, agora ele vai ter que expor seus pontos de vista para os formadores de opinião, se os mesmos atestaram isso, só falta daqui a pouco, falar que a matéria foi encomendada pelo GDF, só falta.

E outra, o fluxo migratório quem vem para Brasília, são provenientes de todas as regiões, e não existe expulsão para o entorno, e sim, fixação dos mesmos nele. Tanto, que o governo federal fez vários projetos habitacionais na região.
 

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^^ Cite qual presidente no Brasil que não fora corrupto? Agora é fato, uma cidades do eixo Rio e São Paulo teve uma grande industrialização devido a nova capital, agora especulemos juntos, se Brasília não existisse, como seria o Brasil.

Uma zona total, o Rio de Janeiro seria uma mega cidade, Belo Horizonte a mesma coisa, e São Paulo seria no minimo a 3a cidade, eu nem vou entrar no mérito de RMs, pois a mesma seria infinitamente menor do que a de hoje.

E com certeza o Rio teria uns 20 milhões em sua RM e teria uma grande mancha urbana desde a capital fluminense até a Belo Horizonte.
Pesquisador, não se trata da existência ou não de Brasília. Eu estou apenas pesando as variáveis que aparentemente colocam Brasília no topo das listas. Sobre suas especulações, não sei dizer qual seria a realidade. São Paulo já havia empatado com o Rio em 1960. E mesmo se a população do Rio atingisse 20 milhões, certamente não alcançaria Belo Horizonte. No máximo Cabo Frio. :)

E de todo modo, o peso do Estado brasileiro era bem menor naquela época que hoje, e ainda assim, representaria uma fatia menor no PIB do Rio, que era (e é) uma cidade bem maior e com uma economia muito mais diversificada.

Uma duvida, quem veio primeiro a Corrupção ou a República? Então com Brasília ou sem Brasília, a corrupção iria existir. Se até nas igrejas tem corrupção. Agora se for falar em termos de abrangencia nacional, poderemos recordar o fabuloso estudo do pseudo IBGE que atesta, Brasília é a 3a maior metropole brasileira.
Jamais sugeri que os brasilienses são mais corruptos que os outros brasileiros. O que ocorre é que lá está concentrada a maior parte do Poder Público, e a maioria dos políticos, logo...

Pesquisador, eu sinceramente deconheço esse estudo do IBGE. De todo modo, especificamente, Brasília é a terceira em quê? Todos os números postados por mim não nos permite chegar a essa conclusão. Agora, evidentemente, por se tratar da capital de um país cuja máquina pública é monstruosa, certamente sua influência é muito grande.

Agora se for pegar a corrupção, brincadeira né, se juntar todos estados e municipios brasileiros, a corrupção que rola em Brasília é café pequeno, detalhe, antes de existir Brasília já existia corrupção em Joinville, Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro, detalhe, 2 séculos existe corrupção.

A maior de todas, é famosa: Os flagelados do nordeste, é um fato historico, com a queda da monarquia, a mesma bancou um baile de despedida na ilha fiscal no Rio de Janeiro, e advinhem de onde saiu o dinheiro? Saiu da verba dos flagelados do nordeste.
Baseando-me no fato que o PIB público do DF é de 44 bilhões contra 9 bi de SC, ou 4 bi de MT e MS, não é café pequeno, muito pelo contrário. :)


^^ O Yuri adora essas notícias de Brasília!!! :lol:
:lol: É fazer o quê? A maioria das reportagens que demonstram certo deslumbre pelas "regiões emergentes" (E não são tão emergentes assim. O Brasil cresce de forma uniforme). Com a leitura correta dos dados, evitamos esse tipo de conclusão precipitada.
 

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Eu mesmo!
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Mais uma vez reportagens apressadas podem passar idéias erradas. Vamos lá:

Primeiro, essa coisa de comparar DF com estados é meio complicado. A cada ano que passa, o peso populacional do DF dentro da RM Brasília diminui e em conseqüência há uma "elitização" da região, enquanto os pobres são expulsos para o Entorno. Para ilustrar, vamos examinar o índice hab./aut.:

------------- H/A -- Hab(2008)
1.Distrito Federal -- 2,86 -- 2.557.158

2.São Paulo -- 3,07 -- 41.011.635
3.Santa Catarina -- 3,13 -- 6.052.587
4.Paraná -- 3,42 -- 10.590.169
5.Rio Grande do Sul -- 3,65 -- 10.855.214
-- BRASIL -- 5,11 -- 189.552.814

Na lista das UFs, como era de se esperar, o DF aparece em primeiro lugar. Mas vejamos então a lista das RMs:

------------- H/A -- Hab(2008)
1.Blumenau -- 2,46 -- 500.334
2.Caxias do Sul -- 2,58 -- 499.888
3.Curitiba -- 2,59 -- 3.260.292
4.Campinas -- 2,60 -- 2.747.935
5.Piracicaba -- 2,69 -- 449.522
6.Florianópolis -- 2,72 -- 862.583
7.Ribeirão Preto -- 2,72 -- 840.938
(...)
9.São Paulo -- 2,79 -- 19.616.060
10.São José do Rio Preto -- 2,86 -- 573.253
(...)
14.Joinville -- 3,08 -- 586.546
15.Maringá -- 3,09 -- 591.150
(...)
18.Londrina -- 3,14 -- 759.033
(...)
21.Porto Alegre -- 3,44 -- 4.128.045
22.Goiânia -- 3,52 -- 2.141.731
23.Campo Grande -- 3,60 -- 762.141
24.Brasília -- 3,65 -- 3.668.333
25.Belo Horizonte -- 3,74 -- 5.044.532
26.Uberlândia -- 4,06 -- 622.441
27.Cuiabá -- 4,31 -- 815.392
(...)
30.Vitória -- 4,47 -- 1.664.328
(...)
32.Rio de Janeiro -- 5,01 -- 11.934.931
-- BRASIL -- 5,11 -- 189.552.814

Aqui temos um retrato muito mais real da situação. Mas obviamente essa é uma pesquisa um pouco mais complicada. O pessoal acha bem mais fácil ir lá nas tabela do Denatran e já pegar o número pronto.

Sobre os depósitos, abrirei um therad com uma lista a respeito, e ficará claro que isso se deve à presença do Governo Federal.

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

E por fim o PIB... O DF tem um PIB per capita astronômico, e muitos supõe que isso se traduz necessarimanete em prosperidade. Então vamos examinar esse PIB mais a fundo, comparando-o com UFs de PIB e população similares (IBGE 2006):

Distrito Federal
Produto Interno Bruto do Brasil a Preço de Mercado Corrente gráfico -- 89.630 Milhões de Reais
Impostos Sobre Produtos, Líquidos de Subsídios gráfico 9.559 Milhões de Reais
Produto Interno Bruto Per Capita do Estado gráfico 37.600 Reais
Total do Valor Adicionado gráfico 80.071 Milhões de Reais
Agricultura, Silvicultura e Exploração Florestal gráfico 105 Milhões de Reais
Pecuária e Pesca gráfico 65 Milhões de Reais
Indústria Extrativa Mineral gráfico 6 Milhões de Reais
Indústria de Transformação gráfico 1.367 Milhões de Reais
Construção gráfico 2.831 Milhões de Reais
Produção e Distribuição de Eletricidade e Gás, Água, Esgoto e Limpeza Urbana gráfico 902 Milhões de Reais
Comércio e Serviços de Manutenção e Reparação gráfico 4.881 Milhões de Reais
Serviços de Alojamento e Alimentação gráfico 770 Milhões de Reais
Transportes, Armazenagem e Correio gráfico 1.861 Milhões de Reais
Serviços de Informação gráfico 3.104 Milhões de Reais
Intermediação Financeira, Seguros e Previdência Complementar gráfico 8.387 Milhões de Reais
Serviços Prestados às Famílias e Associativos gráfico 2.009 Milhões de Reais
Serviços Prestados às Empresas gráfico 2.715 Milhões de Reais
Atividades Imobiliárias e Aluguel gráfico 4.319 Milhões de Reais
Administração, Saúde e Educação Públicas gráfico -- 43.912 Milhões de Reais
Saúde e Educação Mercantis gráfico 2.305 Milhões de Reais
Serviços Domésticos gráfico 533 Milhões de Reais

Santa Catarina
Produto Interno Bruto do Brasil a Preço de Mercado Corrente gráfico -- 93.173 Milhões de Reais
Impostos Sobre Produtos, Líquidos de Subsídios gráfico 11.601 Milhões de Reais
Produto Interno Bruto Per Capita do Estado gráfico 15.638 Reais
Total do Valor Adicionado gráfico 81.572 Milhões de Reais
Agricultura, Silvicultura e Exploração Florestal gráfico 3.837 Milhões de Reais
Pecuária e Pesca gráfico 1.807 Milhões de Reais
Indústria Extrativa Mineral gráfico 260 Milhões de Reais
Indústria de Transformação gráfico 19.943 Milhões de Reais
Construção gráfico 3.911 Milhões de Reais
Produção e Distribuição de Eletricidade e Gás, Água, Esgoto e Limpeza Urbana gráfico 4.015 Milhões de Reais
Comércio e Serviços de Manutenção e Reparação gráfico 12.822 Milhões de Reais
Serviços de Alojamento e Alimentação gráfico 1.243 Milhões de Reais
Transportes, Armazenagem e Correio gráfico 3.984 Milhões de Reais
Serviços de Informação gráfico 2.462 Milhões de Reais
Intermediação Financeira, Seguros e Previdência Complementar gráfico 3.675 Milhões de Reais
Serviços Prestados às Famílias e Associativos gráfico 1.761 Milhões de Reais
Serviços Prestados às Empresas gráfico 3.186 Milhões de Reais
Atividades Imobiliárias e Aluguel gráfico 7.251 Milhões de Reais
Administração, Saúde e Educação Públicas gráfico -- 8.849 Milhões de Reais
Saúde e Educação Mercantis gráfico 1.769 Milhões de Reais
Serviços Domésticos gráfico 797 Milhões de Reais

Mato Grosso
Produto Interno Bruto do Brasil a Preço de Mercado Corrente gráfico 35.284 Milhões de Reais
Impostos Sobre Produtos, Líquidos de Subsídios gráfico 4.291 Milhões de Reais
Produto Interno Bruto Per Capita do Estado gráfico 12.350 Reais
Total do Valor Adicionado gráfico 30.993 Milhões de Reais
Agricultura, Silvicultura e Exploração Florestal gráfico 5.679 Milhões de Reais
Pecuária e Pesca gráfico 2.148 Milhões de Reais
Indústria Extrativa Mineral gráfico 75 Milhões de Reais
Indústria de Transformação gráfico 2.865 Milhões de Reais
Construção gráfico 1.661 Milhões de Reais
Produção e Distribuição de Eletricidade e Gás, Água, Esgoto e Limpeza Urbana gráfico 1.033 Milhões de Reais
Comércio e Serviços de Manutenção e Reparação gráfico 4.151 Milhões de Reais
Serviços de Alojamento e Alimentação gráfico 430 Milhões de Reais
Transportes, Armazenagem e Correio gráfico 1.106 Milhões de Reais
Serviços de Informação gráfico 741 Milhões de Reais
Intermediação Financeira, Seguros e Previdência Complementar gráfico 1.343 Milhões de Reais
Serviços Prestados às Famílias e Associativos gráfico 486 Milhões de Reais
Serviços Prestados às Empresas gráfico 608 Milhões de Reais
Atividades Imobiliárias e Aluguel gráfico 2.835 Milhões de Reais
Administração, Saúde e Educação Públicas gráfico 4.713 Milhões de Reais
Saúde e Educação Mercantis gráfico 785 Milhões de Reais
Serviços Domésticos gráfico 334 Milhões de Reais

Mato Grosso do Sul
Produto Interno Bruto do Brasil a Preço de Mercado Corrente gráfico 24.355 Milhões de Reais
Impostos Sobre Produtos, Líquidos de Subsídios gráfico 3.639 Milhões de Reais
Produto Interno Bruto Per Capita do Estado gráfico 10.599 Reais
Total do Valor Adicionado gráfico 20.716 Milhões de Reais
Agricultura, Silvicultura e Exploração Florestal gráfico 769 Milhões de Reais
Pecuária e Pesca gráfico 2.239 Milhões de Reais
Indústria Extrativa Mineral gráfico 125 Milhões de Reais
Indústria de Transformação gráfico 1.902 Milhões de Reais
Construção gráfico 1.172 Milhões de Reais
Produção e Distribuição de Eletricidade e Gás, Água, Esgoto e Limpeza Urbana gráfico 636 Milhões de Reais
Comércio e Serviços de Manutenção e Reparação gráfico 2.810 Milhões de Reais
Serviços de Alojamento e Alimentação gráfico 364 Milhões de Reais
Transportes, Armazenagem e Correio gráfico 1.097 Milhões de Reais
Serviços de Informação gráfico 599 Milhões de Reais
Intermediação Financeira, Seguros e Previdência Complementar gráfico 1.099 Milhões de Reais
Serviços Prestados às Famílias e Associativos gráfico 508 Milhões de Reais
Serviços Prestados às Empresas gráfico 624 Milhões de Reais
Atividades Imobiliárias e Aluguel gráfico 1.869 Milhões de Reais
Administração, Saúde e Educação Públicas gráfico 4.136 Milhões de Reais
Saúde e Educação Mercantis gráfico 394 Milhões de Reais
Serviços Domésticos gráfico 373 Milhões de Reais

O PIB é semelhante 93 bilhões (SC) e 89 bilhões (DF). Mas quando comparamos o tamanho da máquina estatal, a diferença é brutal 44 bilhões (DF) e 9 bilhões (SC). A diferença é ainda maior quando comparamos do DF com estados de população similar, MT e MS: 44 bilhões (DF), 4,7 bilhões (MT) e 4 bilhões (MS).

Novamente a preguiça de fazer uma análise mais profunda contribui para as percepções erradas. E estamos falando da Exame, talvez revista mais respeitada do Brasil. Ainda tem gente achando que a falta de diploma prejudicará o jornalismo. Pode ser que o buraco seja mais embaixo.

nao entendi algumas coisas desse teu post.

1) ninguem falou que o governo não tem um peso enorme no PIB candango...muito pelo contrario...a reportagem fala em algo maior que a metade do PIb e pelos seus numeros consta isso mesmo..entao até ai nada demais..normal para uma capital de um pais......se o valor é alto e vc disse que é devido a centralização e corrupção é outra questão que deve ser discutida em outro topico pois trata de outra materia, se não desvirtua.

2)quanto ao fato da menção no teu post de habitantes/automovel de várias cidades do brasil???, eu nao entendi essa menção nesse tread!?!?! se puder falar a correlação com a reportagem da revista exame...(a/h do brasil?) esses seus dados de automoveis por habitante se trata da RM certo...brasilia tem 2 milhoes e 600 mil....a RM tem sim seus 3 milhoes e tanto....entao é brasilia e sua RM...

3)o titulo do tread "metropole do planalto" e realmente é....a materia quer focar que brasilia está tendo um poder de compra enorme...e realmente acontece yuri...atras apenas de sao paulo e rio.

4) a materia até menciona ser o eldorado e tals...se for ver pelo lado imobiliario é algo que agente sente na pele...é surreal aqui...principalmente plano piloto, os lagos, sudoeste...aguas claras, taguatinga, samambaia...são obras de residencias e predios pra todo lado..terra pra todo lado...é muita mesmo, são bairros surgindo pra atender às demandas de brasilia...é algo absurdo. e o que notei na materia é mencionar o el dorado de brasilia...apenas brasilia...nao foi comentado nada sobre sua RM....falou de brasilia (plano piloto..aguas claras...guara....) não vi nada de RM ali...
 

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^^
1. Você tem razão. A reportagem menciona o poder público, no entanto isso não é "normal para a capital de um país". O peso do setor público foge de qualquer parâmetro razoável no Brasil. Mas você poderia argumentar o que isso tem a ver com a reportagem? Essa situação (peso absurdo do Estado) é algo anormal e realmente acredito que é algo transitório. Não há como o Estado crescer (mas uma vez eu posso estar errado, buraco mais embaixo), assim, eu imagino, que dentro de um Estado de tamanho normal, o tamanho de Brasília ficará mais condizente com a realidade do resto do país.

2. Tá, às vezes eu não fui bem claro. Eu quis mostrar que como as duas tabelas (UFs x RMs) mostram realidades bem diferentes. A primeira parece indicar um DF bem acima dos demais estados e convida o eleitor a acreditar que a cidade de Brasília possui um índice melhor que o de outras cidades. Mas aí, quando examinamos a tabela das RMs, vemos que as coisas não são bem assim. Ora, há muitas cidades pobres dentro de todos os estados brasileiros. Enquanto isso, o DF está se transformando no "bairro rico" da RM Brasília. Trazendo para minha realidade, seria a mesma coisa de postar estatísticas de Londrina, cortando as Zonas Norte ou Leste, as mais pobres da cidade.

3. Metrópole é RM e não município ou DF. Não ficou claro para mim que o poder de compra de Brasília é maior que o de Porto Alegre, Curitiba, Campinas ou Belo Horizonte. A própria frota de automóveis indica claramente que não é.

4. E por fim, você tem razão. A matéria não menciona a RM Brasília e esse é o maior erro. Não há como entender a cidade sem considerar TODA a sua mancha urbana. 35% dos habitantes da RM Brasília NÃO vivem no DF. Como eu disse, é o mesmo que lançar uma estatística de Londrina sem a Zona Norte ou Leste da cidade. Nesse caso, Londrina teria os melhores índices do Brasil. Não teria concorrência. Ou seja, se não levarmos em conta a RM, qualquer tipo de conclusão será absolutamente falha.
 

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Pesquisador:

BsB não é o terceiro maior potencial de consumo do Brasil, realmente o IPC da RM de BH, Curitiba, POA e Campinas são maiores, mas é sim o terceiro maior PIB com folga (mas tem um valor limitado para aferir a riqueza da população, olhem o PIB de Manaus, muito superior a Goiania por causa da ZF, qual das duas vcs consideram melhor?)

A construção de BsB foi louvável, favoreceu a descentralização do páis e o povoamento do centro-oeste. OBS: São Paulo seria o que é hoje de qualquer forma, pois é o único estado do país que se industrializou com capital próprio e não havia como ser diferente.

BsB não é o problema e sim o gigantismo do estado brasileiro (a união concentra 70% dos recursos), que obviamente favorece a capital em excesso e prejudica a descentralização de recursos. Ao contrário do que parece a corrupção do governo federal é menor do que dos outros entes federados: os estados (a corrupção é maior nos pequenos estados do N/NE) e municípios, principalmente os menores. Os escândalos, sim, são mais frequentes em BsB devido a uma maior fiscalização por parte da imprensa - afinal lá estão os "tubarões" e os próprios orgãos federais fiscalizadores melhor preparados.

É falso achar que Brasília vem se industrializando e diminuindo a dependência estatal, quando se fala no setor de TI na Capital, advinhem que é o grande cliente? Governo federal e estatais obviamente. BsB realmente apresenta profissionais de alto nível, porém estes não estão disponíveis para o setor privado, a cultura do "Barnabé" na cidade é impressionante. Mas porquê seria diferente? O salário de um analista do BACEN gira em torno de R$11.000,00 + estabilidade no emprego, onde no país um economista ou administrador júnior conseguiriam tais vantagen? Com certeza nem mesmo na Faria Lima em SP.

BsB possui o maor índice de concentração de riqueza do país, trata-se de uma cidade que joga a pobreza para bem longe do plano - caso clássico: a Ceilândia. Mas ainda sim é o melhor lugar do país para ser um pobre e imigrante ... o recursos públicos fartos (impostos recolhidos em todo país e disponíveis para o GDF) permitem políticas assistencialistas muitas vezes extravagantes e também recursos básicos como saúde, educação, moradia e saneamento como em nenhum outro lugar no país. Acho que isto explica o "sotaque mais nordestino da cidade" e a explosão demográfica da mesma.

Sobre o entorno o prejuízo do estado de Góias é evidente, as pessoas que lá moram estão voltadas para o DF e usam os recursos do estado, consumindo riqueza de outras regiões, concordo que o DF deveria redistribuir recursos para as localidades da RIDE.

Concluindo, para o país é melhor a capital em BSB por sua localização e por ser um novo poló de desenvolvimento, mas como não poderia deixar de ser a cidade representa bem todas as mazelas do gordo estado brasileiro com privilégios para alguns, eu disse alguns, servidores públicos, asistencialismo misturado com concentração de renda e falta de planejamento público.
 

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Pesquisador:

BsB não é o terceiro maior potencial de consumo do Brasil, realmente o IPC da RM de BH, Curitiba, POA e Campinas são maiores, mas é sim o terceiro maior PIB com folga (mas tem um valor limitado para aferir a riqueza da população, olhem o PIB de Manaus, muito superior a Goiania por causa da ZF, qual das duas vcs consideram melhor?)

A construção de BsB foi louvável, favoreceu a descentralização do páis e o povoamento do centro-oeste. OBS: São Paulo seria o que é hoje de qualquer forma, pois é o único estado do país que se industrializou com capital próprio e não havia como ser diferente.

BsB não é o problema e sim o gigantismo do estado brasileiro (a união concentra 70% dos recursos), que obviamente favorece a capital em excesso e prejudica a descentralização de recursos. Ao contrário do que parece a corrupção do governo federal é menor do que dos outros entes federados: os estados (a corrupção é maior nos pequenos estados do N/NE) e municípios, principalmente os menores. Os escândalos, sim, são mais frequentes em BsB devido a uma maior fiscalização por parte da imprensa - afinal lá estão os "tubarões" e os próprios orgãos federais fiscalizadores melhor preparados.

É falso achar que Brasília vem se industrializando e diminuindo a dependência estatal, quando se fala no setor de TI na Capital, advinhem que é o grande cliente? Governo federal e estatais obviamente. BsB realmente apresenta profissionais de alto nível, porém estes não estão disponíveis para o setor privado, a cultura do "Barnabé" na cidade é impressionante. Mas porquê seria diferente? O salário de um analista do BACEN gira em torno de R$11.000,00 + estabilidade no emprego, onde no país um economista ou administrador júnior conseguiriam tais vantagen? Com certeza nem mesmo na Faria Lima em SP.

BsB possui o maor índice de concentração de riqueza do país, trata-se de uma cidade que joga a pobreza para bem longe do plano - caso clássico: a Ceilândia. Mas ainda sim é o melhor lugar do país para ser um pobre e imigrante ... o recursos públicos fartos (impostos recolhidos em todo país e disponíveis para o GDF) permitem políticas assistencialistas muitas vezes extravagantes e também recursos básicos como saúde, educação, moradia e saneamento como em nenhum outro lugar no país. Acho que isto explica o "sotaque mais nordestino da cidade" e a explosão demográfica da mesma.

Sobre o entorno o prejuízo do estado de Góias é evidente, as pessoas que lá moram estão voltadas para o DF e usam os recursos do estado, consumindo riqueza de outras regiões, concordo que o DF deveria redistribuir recursos para as localidades da RIDE.

Concluindo, para o país é melhor a capital em BSB por sua localização e por ser um novo poló de desenvolvimento, mas como não poderia deixar de ser a cidade representa bem todas as mazelas do gordo estado brasileiro com privilégios para alguns, eu disse alguns, servidores públicos, asistencialismo misturado com concentração de renda e falta de planejamento público.
^^ Acho que você expressou bem a sintese de Brasília, mas com um porem, quem disse que o Estado Governamental está gordo? Faltam profissionais, e outra, apenas 1% do total dos funcionários públicos ganham bem.

Outro caso, Brasília não é a cidade que tem mais funcionários públicos federais, é só procurar a cidade do Rio de Janeiro, detalhe, lá tem 3x mais funcionários públicos federais ativos e inativos do Brasil.

Então essa teorica da conspiração não bate...:nuts:
 
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