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MA meu tesouro,meu torrão
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Acesso brasileiro a portos do Peru deve sair em 2 anos
Idéia, num segundo momento, é integrar o mercado brasileiro à Ásia.
Estrada, que terá mais de 2,5 mil quilômetros, vai custar cerca de US$ 700 milhões.
A conclusão de uma rodovia interoceânica que ligará a fronteira brasileira aos portos peruanos de Ilo, Matarani e San Juan, reduzindo em aproximadamente 6 mil quilômetros a distância comercial com a Ásia, deve ser concluída em dois anos.



A informação foi dada pelo representante do Conselho Nacional do Desenvolvimento do Comércio Exterior do Peru, Francisco Ruiz, que participou do seminário internacional "Saídas para o Pacífico e Áreas de Livre Comércio", que se encerra neste sábado (7) em Puerto Maldonado, no Peru. "O andamento das obras está com o cronograma previsto e a rota deve ser inaugurada em 2010", afirma Ruiz.



A expectativa é de que essa rota sirva de alternativa para o escoamento da produção de soja e de carne e de produtos industrializados das regiões Norte e Centro-Oeste à Ásia, que atualmente são embarcadas principalmente pelos portos de Santos, em São Paulo, e de Paranaguá, no Paraná. "O custo do transporte deve ser reduzido em até US$ 30, em média, por tonelada", diz o diretor de Planejamento do Departamento Nacional de infra-estrutura de Transportes (DNIT), Miguel Souza.



Segundo ele, a idéia é incrementar inicialmente a corrente comercial entre o Brasil e o Peru e, num segundo momento, integrar o mercado brasileiro à Ásia. A estrada do lado brasileiro já está concluída. De Rio Branco, capital do Acre, até a fronteira, os 220 quilômetros da BR 317 estão asfaltados. Souza disse que a rodovia pelo lado peruano está com cerca de 50% de suas obras completas. A estrada, que terá mais de 2,5 mil quilômetros, entre Iñaparai, na fronteira, até os portos no Pacífico, vai custar cerca de US$ 700 milhões.



Ruiz afirma que o Brasil vai poder se beneficiar ainda dos acordos comerciais do Peru com os Estados Unidos, Canadá, Cingapura, China, Tailândia, Coréia do Sul, Índia, Japão e União Européia, alguns deles concretizados e outros em processo de conclusão. "O Peru tem uma série de acordos. E é uma oportunidade para que as exportações brasileiras possam ser complementadas a partir das preferências tarifárias do Peru", explica.





Trecho crítico
O trecho crítico da estrada localiza-se entre os municípios peruanos de Puerto Maldonado e Cuzco, que tem um trajeto de 510 quilômetros de subidas pela floresta Amazônica e pela Cordilheira dos Andes. O governo do Peru pretende construir ainda uma rota alternativa a partir de Puerto Maldonado que poderá encurtar em cerca de 400 quilômetros a ligação rodoviária entre Rio Branco e porto de Ilo, no sul do Peru.



De acordo com Ruiz, os portos peruanos também estão recebendo investimentos para poder atender ao crescimento da movimentação com as cargas brasileiras. "O governo (peruano) espera duplicar a capacidade dos portos até 2011", afirma ele, acrescentando que atualmente os portos movimentam mais de um milhão de contêineres por ano. "Estamos contando com o crescimento do comércio com o Brasil", diz.



http://g1.globo.com/Noticias/Econom...LEIRO+A+PORTOS+DO+PERU+DEVE+SAIR+EM+ANOS.html
 

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R.I.P. Niki
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Estamos em contagem regressiva... :banana:
 

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Quero estar aqui no SSC para ver as fotos da primeira viagem do primeiro forista que mostrar esse percurso. E tomara que ele faça isso num veículo potente :D, a altitude suga potência à razão de 1% a cada 100m.
 

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^^ é tão mais caro construir trilhos ao invés de estradas? Não seria possível aproveitar uma para construir a outra? Lado a lado?
 

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As declividades das rampas de subida e descida, raios das curvas das ferrovias são muito mais restritas que a das rodovias.. Num terreno acidentado como os Andes, a ferrovia seria praticamente só túneis e pontes (custo altíssimo), não daria pra acompanhar o traçado da rodovia que pode ter curvas bem mais acentuadas, subidas e descidas bem mais ingremes..
 

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Rumo ao fim do mundo!
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seria muito legal ver toda a america do sul ligada por rodovias modernas, mesmo que de pista simples.
 

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R.I.P. Niki
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Quero estar aqui no SSC para ver as fotos da primeira viagem do primeiro forista que mostrar esse percurso. E tomara que ele faça isso num veículo potente :D, a altitude suga potência à razão de 1% a cada 100m.
Bom saber disso, assim eu não vou com o meu Uno Mille... se não ele vai chegar no topo da cordilheira com uns 20 hp... :lol:
 

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Indústria da Multa S.A.
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Quero estar aqui no SSC para ver as fotos da primeira viagem do primeiro forista que mostrar esse percurso. E tomara que ele faça isso num veículo potente :D, a altitude suga potência à razão de 1% a cada 100m.
E que tenha injeção eletrônica... até hoje não me esqueço da história que li numa comunidade sobre motos sobre dois caras que viajaram p/ os Andes via Argentina e Chile. Um estava com uma Yamaha Fazer 250cc com i.e. (é a moto que eu tenho :D), e outro com uma Honda Falcon 400cc carburada. Resultado... no meio da Cordilheira, a Falcon não aguentou o tranco. Teve se ser regulada várias vezes, ao contrário da Fazer. :lol:
 

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Bom saber disso, assim eu não vou com o meu Uno Mille... se não ele vai chegar no topo da cordilheira com uns 20 hp... :lol:
Carros com turbo sofrem muito menos os efeitos da altitude, em função da admissão forçada de ar. Mas carros normais realmente vão sofrer mais ou menos nessa proporção de 1% a cada 100m

E que tenha injeção eletrônica... até hoje não me esqueço da história que li numa comunidade sobre motos sobre dois caras que viajaram p/ os Andes via Argentina e Chile. Um estava com uma Yamaha Fazer 250cc com i.e. (é a moto que eu tenho :D), e outro com uma Honda Falcon 400cc carburada. Resultado... no meio da Cordilheira, a Falcon não aguentou o tranco. Teve se ser regulada várias vezes, ao contrário da Fazer. :lol:
Pois é, dessa questão da carburação eu não sabia. Valeu! :eek:kay:
 

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Indústria da Multa S.A.
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A mistura de ar pobre em oxigênio + gasolina no carburador faz com que veículos "engasguem" em altitudes elevadas. ^^
 

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As declividades das rampas de subida e descida, raios das curvas das ferrovias são muito mais restritas que a das rodovias.. Num terreno acidentado como os Andes, a ferrovia seria praticamente só túneis e pontes (custo altíssimo), não daria pra acompanhar o traçado da rodovia que pode ter curvas bem mais acentuadas, subidas e descidas bem mais ingremes..
Custos esses que seriam totalmente compensados nas economias com manuntenção e combustíveis, já que as rodovias tem um desgaste muito maior e o consumo de combustíveis por km por tonelada transportada é muito maior para os caminhões.
 

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Brasileiro, sempre.
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Quero estar aqui no SSC para ver as fotos da primeira viagem do primeiro forista que mostrar esse percurso. E tomara que ele faça isso num veículo potente :D, a altitude suga potência à razão de 1% a cada 100m.
Vou subir com meu celtinha 1.0 e entrar pro guiness book, nem que eu suba empurrando o carro ou comprando alguma mula para puxar meu carro, mas que eu entro pro guiness book dessa vez eu entro!!! :lol:
 

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Pois é, o transporte ferroviário tem custo operacional muito menor que o rodoviário, embora seu custo de construção seja mais elevado... Gasta-se mais agora, mas compensa a longo prazo.. O difícil é alguém nesses países subdesenvolvidos pensar desse jeito..
 

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R.I.P. Niki
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^^

Nada. Rio Branco já é interligada com o Centro-Sul através de rodovias asfaltadas.
Lembrando que de Rio Branco até a divisa com o Peru também é tudo asfaltado. Na verdade no Brasil tá tudo pronto, não falta nada, agora é só esperar o Peru terminar a parte deles.
 
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