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Modelo ‘particular’ é o que vem crescendo no Estado. Registros do 1° semestre superaram números do balanço de todo ano passado

MARCONDES MACIEL
Da Reportagem

Acompanhando o ritmo de crescimento do Estado, o número de aeronaves registradas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em Mato Grosso, neste ano, alcançará novo recorde. Só no primeiro semestre, foram efetivados 940 novos registros em Mato Grosso, conferindo ao Estado, o segundo lugar no ranking brasileiro de aeronaves cadastradas pela Anac. Mato Grosso só perdeu para São Paulo, que registrou 3.641 aeronaves no período de janeiro a junho de 2009. Depois de Mato Grosso aparecem Minas Gerais, em terceiro com 911 registros e o Rio Grande do Sul em quarto, com 891. Maior parte dos registros se refere às modelos particulares.

No ano passado a Anac registrou 904 novas aeronaves em Mato Grosso, crescimento de 3,20% em relação aos números de 2008, quando o Estado acrescentou mais 875 aeronaves na lista da Agência. Nos últimos dez anos – 1999 a 2008 – o total de aeronaves cadastradas por Mato Grosso já chega a 7.926. Os dados são do Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), administrado pela Anac. Estão incluídos nesse registro aviões de grandes companhias aéreas, aeronaves particulares, além de balões e dirigíveis.

O bom desempenho no primeiro semestre sinaliza crescimento recorde em 2009, uma vez que em apenas seis meses o incremento no número de registros de aeronaves já chega perto de 4% em comparação com os números totais de 2008.

O levantamento da Anac mostra que a categoria de aeronaves que mais vem crescendo no Estado, nos últimos anos, é a “particular”, com 649 registros em 2007, 670 em 2008 e 691 só no primeiro semestre deste ano. De 2007 para 2008, o crescimento foi de 3,23%. Comparando-se os números de 2009 com os de 2008 (janeiro a dezembro), tem-se um avanço de 3,13. Nos últimos 10 anos, o número de aeronaves particulares registradas pela Anac é de 6.126. A média de crescimento anual é de 3,5%.

A segunda modalidade de aeronaves com o maior número de registros na Anac é a “agrícola”, com 159 inscrições em 2008. Os números dos anos anteriores são bem próximos aos do ano passado: 154 registros em 2007, 153 em 2006 e 158 em 2005. Os primeiros registros de aviões agrícolas em Mato Grosso foram feitos em 2001, quando 15 aeronaves efetivaram seus cadastros junto à Anac. De lá para cá, os números só vêm aumentando, chegando a registrar crescimento de 266% em 2002 (55 aeronaves) e de 91% no ano seguinte (105 registros). Este ano, no período de janeiro a junho, já foram cadastrados 165 aviões agrícolas na Anac, quebrando o recorde de 2005, com 158 aeronaves. Nos últimos 10 anos, o número de aeronaves agrícolas registradas em Mato Grosso já chega a 933.

A categoria “táxi aéreo” ocupa a terceira posição no ranking dos registros de aeronave na Agência Nacional de Aviação Civil. No ano passado foram 54 registros, acompanhando a média dos últimos seis anos, de 53 aviões em 2003, 53 em 2005, 55 em 2005, 57 em 2006 e, 55, no ano passado. No primeiro semestre de 2009, os registros já chegam a 56. Em 10 anos, são 615 aeronaves registradas pela Anac.

Em seguida aparece as categorias de “privada de instrução” (116 aeronaves), “helicóptero” (72), público regular (28), administração pública (22) e “pública de instrução”, 14.

BRASIL - O Brasil encerrou o primeiro semestre de 2009 com um total de 12.178 aeronaves registradas pela Anac. Comparado ao número registrado em 1999, de 10.274 aeronaves, o crescimento foi de 18,5%. O aumento do número de helicópteros foi significativo. No primeiro semestre deste ano, foram registrados 1.255 helicópteros no país, 59% a mais que em 1999. A frota das companhias aéreas que fazem o transporte de passageiros e carga aumentou 27%, passando de 435 para 554 aeronaves.
 

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Nossa! Que ótima notícia!

Vejo que o Mato Grosso cresce a ritmo chinês mesmo! =)
 

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Mais um indicador demosntando a força do Mato Grosso. É óbvio, que o grande tamanho do estado vai influenciar na quantidade de aeronaves regstradas, mas de todo o modo o 2° lugar impressiona.
 

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A grande extensão do estado fomenta o surgimento deste mercado aéreo.

Mas não se trata apenas disso. A notícia abordou apenas a parte boa de toda uma situação.

O que a notícia não menciona é justamente os motivos que levam ao surgimento desse mercado. Um deles eu já falei: extensão territorial. De fato, o Mato Grosso, que é o terceiro maior estado da nação, possui municípios mais distantes de sua capital, Cuiabá, do que da própria até a cidade de São Paulo, por exemplo.

No entanto, o custo de manutenção de uma aeronave é absurdamente alto. Então, o que levaria um grande latifundiário a recorrer ao avião? Será mesmo que apenas a extensão do estado seria suficientemente justificável para que ele desembolçasse milhões de reais na compra, manutenção, pagamento de piloto e aluguel de estacionamento da aeronave? Não. O outro grande motivo que levam essas pessoas (que, provavelmente não devem representar mais de 2% da sociedade mato-grossense) se deve aos grandes problemas infraestruturais que o estado de Mato Grosso passa em decorrência do crescimento econômico absurdo que teve, e que os investimentos públicos não conseguiram dar conta do recado, seja pela corrupção a que a verba destinada a tais obras tenha enfrentado, seja pela burocracia do sistema, seja pela má vontade política ou seja até mesmo pelo repasse insuficiente do Governo Federal ao próprio estado.

Uma outra justificativa se deve à diversificação geográfica de investimentos partidos de uma só pessoa. É o caso do dono de frigorífico que tem unidades em Pontes e Lacerda, Tangará da Serra, etc., mas mora em Cuiabá ou em outro estado. Tempo, para essas pessoas, é dinheiro. E como precisam, muitas vezes, estar em dois lugares ao mesmo tempo mas que possuem distâncias relevantes, nada mais certo do que recorrer ao avião.

A notícia, sem dúvida alguma, é boa. Ela pode não ter utilidade prática para a população média geral, mas demonstra o grande crescimento econômico do estado e os investimentos de privados sobre quais bens necessários para fazer Mato Grosso continuar a crescer.

Mas fica o alento: a infraestrutura aérea e terrestre, em especial no Mato Grosso que sofre um boom de empresas aéreas sobre aeroportos das principais cidades do estado, ligando-as à capital e esta ao restante do país, são quase equivalentes.

Muitas áreas do estado não estão acobertadas por um sistema seguro de aviação. Um dos motivos que levou o avião da Gol a cair no norte do estado se deve, justamente, pela falha de comunicação com as torres de comando. Como o Mato Grosso vem crescendo e sendo povoado à um ritmo frenético, o que há 30 anos atrás era uma região deserta e sequer pensava-se em ter ali uma rota aérea, hoje já está povoada, dinamizada e com empresas de aviação trabalhando, além dos aviões particulares.

Tem-se que haver uma maior atenção para também para as novas e promissoras regiões do país.
 

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A grande extensão do estado fomenta o surgimento deste mercado aéreo.

Mas não se trata apenas disso. A notícia abordou apenas a parte boa de toda uma situação.

O que a notícia não menciona é justamente os motivos que levam ao surgimento desse mercado. Um deles eu já falei: extensão territorial. De fato, o Mato Grosso, que é o terceiro maior estado da nação, possui municípios mais distantes de sua capital, Cuiabá, do que da própria até a cidade de São Paulo, por exemplo.

No entanto, o custo de manutenção de uma aeronave é absurdamente alto. Então, o que levaria um grande latifundiário a recorrer ao avião? Será mesmo que apenas a extensão do estado seria suficientemente justificável para que ele desembolçasse milhões de reais na compra, manutenção, pagamento de piloto e aluguel de estacionamento da aeronave? Não. O outro grande motivo que levam essas pessoas (que, provavelmente não devem representar mais de 2% da sociedade mato-grossense) se deve aos grandes problemas infraestruturais que o estado de Mato Grosso passa em decorrência do crescimento econômico absurdo que teve, e que os investimentos públicos não conseguiram dar conta do recado, seja pela corrupção a que a verba destinada a tais obras tenha enfrentado, seja pela burocracia do sistema, seja pela má vontade política ou seja até mesmo pelo repasse insuficiente do Governo Federal ao próprio estado.

Uma outra justificativa se deve à diversificação geográfica de investimentos partidos de uma só pessoa. É o caso do dono de frigorífico que tem unidades em Pontes e Lacerda, Tangará da Serra, etc., mas mora em Cuiabá ou em outro estado. Tempo, para essas pessoas, é dinheiro. E como precisam, muitas vezes, estar em dois lugares ao mesmo tempo mas que possuem distâncias relevantes, nada mais certo do que recorrer ao avião.

A notícia, sem dúvida alguma, é boa. Ela pode não ter utilidade prática para a população média geral, mas demonstra o grande crescimento econômico do estado e os investimentos de privados sobre quais bens necessários para fazer Mato Grosso continuar a crescer.

Mas fica o alento: a infraestrutura aérea e terrestre, em especial no Mato Grosso que sofre um boom de empresas aéreas sobre aeroportos das principais cidades do estado, ligando-as à capital e esta ao restante do país, são quase equivalentes.

Muitas áreas do estado não estão acobertadas por um sistema seguro de aviação. Um dos motivos que levou o avião da Gol a cair no norte do estado se deve, justamente, pela falha de comunicação com as torres de comando. Como o Mato Grosso vem crescendo e sendo povoado à um ritmo frenético, o que há 30 anos atrás era uma região deserta e sequer pensava-se em ter ali uma rota aérea, hoje já está povoada, dinamizada e com empresas de aviação trabalhando, além dos aviões particulares.

Tem-se que haver uma maior atenção para também para as novas e promissoras regiões do país.

ESSES ÍNDICES POR MUITAS VEZES SÃO DADOS COMO SALDO POSITIVO E DE CRESCIMENTO - O QUE NÃO DEIXA DE SER VERDADE - MAS QUE MAQUEIAM UMA OUTRA REALIDADE, COMO EXPLICADO POR TI.
 

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Eng. Tráfego e Designer
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Já nas fazendas dos produtores de soja e gado...:lol:
Com $$$$ tudo se consegue né!?

Como sabemos a INFRAERO é "murrinha" demais... se não for pela iniciativa privada ou pelo governo Estadual dar infraestrutura à estes aeroportos, já era!!!
 
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