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Scooter/motorbike lover
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Da Revista Ferroviária...


ALL vai usar vagões “double stack “ para tirar carga dos caminhões

27/10/2010 - Valor Econômico

A ALL Logística redefiniu seu projeto de transporte de contêineres para Santos para tentar lançá-lo mais cedo. Com custo estimado em R$ 600 milhões, a maior parte destinada à ampliação dos túneis que levam as linhas da operadora em direção ao porto, o projeto ganhou uma versão mais barata para poder ser colocado em funcionamento mais rapidamente - possivelmente ainda este ano.

Hoje, a ALL tem dois grandes projetos de transporte de carga em elaboração. Um deles de contêineres, e o outro, de minério de ferro.

Ainda em negociação com a Vale, o projeto de minério pretende trazer até 15 milhões de toneladas anuais da operação da mineradora em Corumbá (MS). A mina produz apenas 3 milhões de toneladas, mas um projeto da Vale, ainda sem data para sair do papel, quer elevar a capacidade de produção, e a empresa negocia rotas de escoamento. Segundo o presidente da ALL, Paulo Basílio, um dos dois projetos - o de mineração ou o de contêineres - será lançado em 2010.

Em contêineres, a ALL quer abocanhar parte das 30 milhões de toneladas de carga movimentadas em Santos, cerca de 97% disso por caminhão. Segundo a administração do porto, essa carga poderá chegar a quase 90 milhões de toneladas em quinze anos, e o perfil de seu transporte precisará mudar - dando mais ênfase à ferrovia.

Na visão da ALL, o transporte dessa carga por trem só é economicamente competitivo frente ao rodoviário se for feito em vagões "double stack", com dois andares de contêineres. Isso exigiria obras para aprofundar leito dos túneis de pelo menos uma das duas linhas usadas pela ALL na Serra do Mar de São Paulo, para que os vagões, mais altos, possam passar.

A nova versão abandona a ideia de aprofundar o leito dos túneis. A reforma, além de cara, implicaria paralisar uma das duas linhas da companhia, algo considerado inviável no momento, dado o crescente volume de carga encaminhado para o trecho - só o projeto Rumo Logística pretende colocar mais 9 milhões de toneladas de açúcar no trajeto.

Para driblar a dificuldade da profundidade dos trilhos, a ideia é levar os vagões double stack até o início dos túneis, e terminar os últimos 40 km de viagem em vagões simples. O principal centro de logística do projeto deve ficar em Campinas, a 290 km do porto. Na visão da empresa, a realização dos primeiros quilômetros sobre os vagões de dois andares já tornaria a operação viável.

A longo prazo, com o crescimento da operação, a saída da empresa seria reativar uma terceira linha sob concessão da ALL na Serra do Mar, sem uso. Isso exigiria investimentos no ativo, mas evitaria a suspensão do fluxo nos dois ramais em uso pela malha.


Link: http://www.revistaferroviaria.com.br/index.asp?InCdEditoria=2&InCdMateria=11747


Eis o tipo de vagão que a ALL vai adotar:


http://www.freefoto.com/preview/25-62-5?ffid=25-62-5&k=Double+Stack+Container+Train


Pelo que indica a reportagem, tudo indica que a estação de transbordo será Evangelista de Souza, no começo da descida da serra. Agora, três ramais da ALL na Serra? Até onde eu sei, é só a Mairinque-Santos e a via para Grajaú, que a Ferroban desmontou em 2005.
 

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19 - Deodoro / OCZ
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Não entendi sobre essa tal nova versão. Qual seria a versão apresentada anteriormente?
 

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Scooter/motorbike lover
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Discussion Starter · #3 ·
^^Seria o uso dos vagões double-stack diretamente de Campinas até Santos, o que exigiria a reforma de todos os túneis no trecho na Serra do Mar. A nova versão consiste no uso destes vagões até o topo da Serra, onde os containers seriam transferidos para vagões tradicionais para seguir viagem até Santos.
 

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hahahaha.. bem coisa de Brasil !! [ Gambiarra mode on ]

Vem com os vagões duplos até perto do túnel.. daí para o trem .. perde um tempao tirando os conteneires de cima.. empilha num patio.. dae poe em outros vagoes simples e passa pelo túnel.. na volta faz o mesmo inverso...

É igual aqui no PR .. vem os trens com 60.. 80 vagoes cheio de soja do Norte do Estado.. aí chega em Curitiba no pátio de Iguaçu e separa o comboio em 2 ou 3 pra poder passar na Serra do Mar.. já que a estrada nao aguenta trens grandes...

Depois ficam anos e anos divagando sobre o tal gargalo logístico...
 

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Scooter/motorbike lover
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Discussion Starter · #5 ·
E na cremalheira da MRS, também não dá para operar trens double-stack: as pesadas restrições da CPTM e a catenária das locomotivas elétricas impedem o uso de containers empilhados.

Enquanto isso, já tem empresa botando carretas rodotrens capazes de transportar até quato containers puxados por caminhões com até 580 cv de potência...
 

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leptokurtic
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o que resolveria, o problema seria o ferroanel
O Ferroanel NÃO resolveria ESSE problema especificamente, já que em nada muda o perfil mambebe e ultrapassado das vias ferroviárias entre o Planato e a Baixada.
 
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Daria muito trabalho ir com os vagões duplos até perto do túnel, depois tira os conteneires de cima e depois põe em vagões simples e passa pelo túnel, é perda de tempo, é muito mais fácil colocar mais vagões em uma única viagem.
 

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19 - Deodoro / OCZ
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:nuts::nuts::nuts::nuts:

É melhor fazer direito do que fazer pelas coxas. Antes o realce do túnel para poder passar os contêineres até Santos do que esse transbordo antes do túnel.Se é pra fazer isso melhor nem mexer.:eek:hno:
 

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Scooter/motorbike lover
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Discussion Starter · #11 ·
Entre Evangelista de Souza e Samaritá (pé da Serra), são aproximadamente 13 túneis, sendo que eles possuem a largura necessária para a sua duplicação.

Mas, uma coisa que não entendo: na década de 1970, correram trens elétricos naquele trecho, com as catenárias da rede aérea passando dentro dos túneis. Considerando que um double-stack tem a mesma altura de uma locomotiva elétrica com pantógrafo levantado, como a ALL alega que não cabe este tipo de vagão nos túneis?
 

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Entre Evangelista de Souza e Samaritá (pé da Serra), são aproximadamente 13 túneis, sendo que eles possuem a largura necessária para a sua duplicação.

Mas, uma coisa que não entendo: na década de 1970, correram trens elétricos naquele trecho, com as catenárias da rede aérea passando dentro dos túneis. Considerando que um double-stack tem a mesma altura de uma locomotiva elétrica com pantógrafo levantado, como a ALL alega que não cabe este tipo de vagão nos túneis?
O container deve ser mais largo que o pantógrafo,sendo que para uma mesma altura exige mais diâmetro de túnel
 

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ALL fazendo double stack?

Em primeiro lugar, já vi fotos de locomotivas "Dash-9" quebradas, sujas e cheias de gambiarras rodando. Outra: a fama da manutenção de via permanente da ALL é a pior possível. Uma piada dizer que vão rodar trens em double stack numa empresa que é conhecida por trabalhar de forma tecnicamente precária.
 

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Pesq.de Cidades/Ferrovias
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A ALL deveria na verdade, como sabemos é tomar vergonha e parar com gambiarras de toda forma... essa de montar um pátio de transbordo no pé da serra é mais do que piada... uma tremenda falta de capacidade técnica.

Depois dizem que foi "excelente" a privatização do sistema ferroviário no transporte de cargas...
 

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Pesq.de Cidades/Ferrovias
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Verdade Eduardo... num detalhei esse fato... rs

E põe incompetência nisso...
 

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Pesq.de Cidades/Ferrovias
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Se bem que haveria como controlar isso num contrato bem feito... mas ele seria pouco atrativo :( Enfim, a sujeira tá feita.
Com certeza...

O que matou nas privatizações que criaram SOMENTE metas de produção ou seja se aumentar os índices de TKU... tava tudo certo(não criaram metas verdadeiras de regularidade em infraestrutura e afins)... e nessa quem se dana todos sabemos... infelizmente.
 

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Com certeza...

O que matou nas privatizações que criaram SOMENTE metas de produção ou seja se aumentar os índices de TKU... tava tudo certo(não criaram metas verdadeiras de regularidade em infraestrutura e afins)... e nessa quem se dana todos sabemos... infelizmente.
Não só índices de TKU, mas também índices de acidentes/milhão de km rodado, e não me engano. A cada ano eles ficam menores, teoricamente isso forçaria as empresas a investir na qualidade das vias e do material rodante. Até que isso vem sendo feito, mas na ALL, FCA e Transnordestina (especialmente nessa última!) os investimentos em via permanente, principalmente, são muito aquém das necessidades.
 
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