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DISPUTA
Conclusão da BR-319 vira mote de campanha de candidatos do AM ao Senado

Candidatos mais bem colocados, Alfredo Nascimento, Eduardo Braga e Vanessa Grazziotin têm utilizado integração da rodovia como estratégia para atrair eleitorado amazonense
16/09/2018 às 14:08


Com 885 km de extensão, a BR-319, que já tem metade de seu percurso asfaltado, foi fechada em 1988 por falta de manutenção (Foto: Arquivo/AC)

A BR-319, rodovia que liga Manaus a Porto-Velho desde os anos de 1970, entrou na disputa pelas duas vagas ao Senado Federal. Nos últimos dias, os candidatos mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto no Amazonas têm pautado a “Estrada da Integração” como o principal mote de suas campanhas no rádio, TV e redes sociais.

Na quarta-feira, o deputado federal Alfredo Nascimento (PR-AM) e o senador Eduardo Braga (MDB-AM) vieram a público falar sobre a rodovia. A senadora Vanessa Grazziotin tem postado com frequência vídeos e mensagens falando de suas ações em defesa da BR-319.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, o ex-ministro dos Transportes nos governos Lula e Dilma afirma: “A reconstrução da BR-319 é minha bandeira há muitos anos. Não faço isso só no período eleitoral”. No post “A verdade sobre a BR-319 que você precisa saber!”, traz a informação de que Alfredo foi o único parlamentar do Amazonas que destinou recursos para a reconstrução da rodovia que liga Manaus a Porto Velho e ao restante do Brasil. “Já foram asfaltados mais de 400 quilômetros. O trecho do meio, de aproximadamente 400 km, aguarda apenas a autorização ambiental para que rodovia seja completamente revitalizada”, diz a peça publicitária de campanha.

Essa disputa política entre os candidatos ao Senado foi visível na última audiência pública, realizada em 4 de setembro deste ano, na Comissão de Infraestrutrua e Serviços, quando três ministros de Estado foram convocados a prestar esclarecimentos acerca das obras de manutenção, conservação e recuperação da BR-319, bem como questões relacionadas aos estudos de impacto ambiental necessários para a realização das obras. A reunião contou com a participação dos ministros da Justiça, Torquato Jardim; do Meio Ambiente, Edson Gonçalves Duarte e do ministro Interino dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Hebert Drummond.

Na audiência pública, o deputado Alfredo Nascimento lembrou que foi ele quem construiu mais da metade da rodovia, quando foi ministro dos Transportes (2003-2010). E criticou o Parlamento por não receber apoio político. “Quando se fala da BR-319, parece que nada foi construído, mas mais de 60% dela, dos 958 km, estão prontos. Somente a parte do meio, infelizmente, inventaram exigir estudo de impacto ambiental em uma rodovia implantada”, disse o deputado federal.

Incomodada com a fala do adversário na disputa por uma das vagas ao Senado, Vanessa Grazziotin reagiu: “Se houve empenho ou não do Poder Executivo? Eu não posso falar; falo pelo Parlamento porque não estou no Senado só há oito anos. Estive na Câmara dos Deputados por 12 anos e não se passou um ano sequer em que nós não tivéssemos feito audiência pública sobre a BR-319. Então, houve, sim, um grande empenho do Parlamento. Não é verdade dizer que o Parlamento nunca apoiou uma conclusão para que nós tivéssemos a BR-319 concluída”, afirmou Vanessa.

Rodovia vai reduzir preço dos alimentos

O senador e candidato à reeleição, Eduardo Braga (MDB), defendeu ontem, em entrevista a um programa de rádio local, a recuperação da BR-319 como caminho para reduzir o preço da cesta básica e gerar novas opões de emprego e renda no Amazonas.

Segundo Braga, o transporte está entre os principais fatores que encarecem o valor dos alimentos consumidos pelos amazonenses. Contudo, ele avalia que o custo cairia consideravelmente a partir de uma alternativa terrestre que facilitasse a interligação do Estado com outras regiões do País, como a BR-319.

“A recuperação da BR-319 significa que o feijão, arroz e todos os outros alimentos que chegam à mesa dos amazonenses, oriundos de outras regiões, chegarão mais baratos. A BR-319 não apenas interliga, mas conecta do Amazonas com uma nova realidade da economia para geração de emprego e renda”, disse o senador ressaltou que a logística representa um desafio para os produtores.

Impactos

A conclusão em 90 dias dos estudos de impacto ambiental e das implicações sobre as comunidades indígenas, das obras da BR-319, foi a exigência feita pelo presidente da Comissão de Infraestrutura e Serviços, senador Eduardo Braga e os demais senadores membros da CI. Esse prazo foi estabelecido para que a Força-Tarefa, a ser composta pelos Ministérios da Justiça, Meio Ambiente, Transportes e órgãos ligados às obras da rodovia, como o Ibama, o Dnit e Funai, dê uma resposta ao Senado.

https://www.acritica.com/channels/cotidiano/news/conclusao-da-br-319-vira-mote-de-campanha-de-candidatos-do-am-ao-senado
 

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O AM tem que partir urgente para as alternativas possíveis. Agropecuária, mineração, turismo. Atacar também o ativismo ambiental, que inviabiliza qualquer iniciativa de desenvolvimento. Não podemos esquecer a classe política que apenas defende os seus interesses escusos, que geralmente são contrários a essa diversificação.
 

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AM amplia empresas exportadoras
Por: Andréia Leite
14 Set 2018, 20h26



O número de empresas exportadoras no Amazonas cresceu 26% nos últimos dezoito anos. De acordo com um levantamento realizado pelo Centro Internacional de Negócios do Amazonas (CIN-AM) da Federação das Indústrias do Estado (Fieam), com base nos dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic).

o Amazonas que tinha 176 empresas exportadoras em 2000, teve um salto para 223 em 2018, resultando em um crescimento de 26%.

O gerente do CIN-AM, Marcelo Lima explicou que a meta da entidade é que as empresas amazonenses vejam o comércio exterior como uma estratégia de competitividade e sustentabilidade dos negócios. E que se não houvesse outros entraves, como barreiras comerciais, burocracia e financiamento adequado, esse número seria maior.

Segundo Marcelo Lima, o movimento dos produtos mais exportados no último ano foi puxado pela motocicleta com 60, 26%, bebidas (refrigerantes) -15,09, mesmo em queda, ainda é um setor forte ele continua em crescimento, e barbeadores 104,50%.

Ele lembra que as empresas que atuam como maiores exportadoras no Amazonas são: Recofarma, Moto Honda, P&G, Yamaha, NCR, Procomp e Mineração Taboca.

O principal destino das exportações é a Argentina e Colômbia, que representaram mais de 50% das exportações do Estado.

Balança Comercial

O Amazonas teve um crescimento de 25% nas exportações no primeiro semestre, em relação ao mesmo período do ano passado. O ranking dos produtos que tiveram maior crescimento foram: os minérios (nióbio e tântalo), com 127%; os aparelhos de barbear não elétricos, com 104%; e as motocicletas com 60%.

Para Marcelo Lima, o aumento nas exportações é reflexo de uma economia mais dinâmica e diversificada. O comércio exterior, além de uma alternativa de crescimento, amplia negócios das empresas do Estado.

Para despertar interesse dos empresários locais sobre o comércio exterior, a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) organiza por meio do CIN-AM um circuito de capacitação para sensibilizar empresários sobre o comércio exterior.

Apoio

A preparação para atuar lá fora de maneira sustentada é fundamental. Por isso, em 2017, a Rede CIN conseguiu recursos da União Europeia, por meio do programa AL-Invest, para desenvolver um novo modelo de atendimento às empresas que buscam se internacionalizar, o Rota Global.

Ao todo, no Amazonas, 14 empresas receberam planos de negócios customizados às suas necessidades para dar os passos necessários rumo ao comércio exterior. A maioria dos participantes são micros e pequenas empresas.

Em breve, a metodologia do atendimento estará disponível em todos os estados do país. Recentemente, a CNI transferiu a governança do Rota Global para o Mdic, que será usado no Plano Nacional de Cultura Exportadora (PNCE). "Acreditamos que isso ajudará muito a organizar a estrutura de serviços oferecidos por diferentes instituições para apoiar a internacionalização", ressalta Marcelo Lima.

Rodadas de negócios, cursos, programas de capacitação, consultoria e articulação de missões empresariais às grandes feiras também fazem parte das ações do CIN.

http://www.jcam.com.br/noticia-detalhe.asp?n=49072
 

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Incentivo amplia otimismo para bikes
Por: Andréia Leite
12 Set 2018, 16h45



As fábricas instaladas no PIM (Polo Industrial de Manaus) que concentram a produção de bicicletas devem ganhar incentivos para o setor. O projeto PBB (Programa Bicicleta Brasil), que foi aprovado no último dia 5, no Senado Federal, e segue para a sanção da presidência, beneficia o segmento de duas rodas em vários Estados.

O setor tem apresentado registros ascendentes nos sete primeiros meses com a produção de 10,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Representando 399.086 bicicletas produzidas e 361.241 unidades no ano de 2017. Os dados são da Abraciclo (Associação Brasileira de Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares).

PPBs

Com esses números positivos representantes da indústria local estão otimistas e destacam que a medida vai impulsionar ainda mais o segmento. "Sem dúvidas a bicicleta é um dos principais produtos do PIM; juntamente com as motos é o segundo maior segmento em faturamento e geração de empregos. Como meio de transporte não poluente e que beneficia a saúde de seu usuário, a bicicleta já é utilizada maciçamente em vários países do mundo. No entanto, precisamos oferecer condições e seguranças para seus usuários com: ciclovias, ciclofaixas e uma educação de trânsito que respeite esse veículo.Essa medida vai sim impulsionar esse segmento, espero, gerar muitos empregos", disse o presidente da Cieam, Wilson Périco.

Périco aproveitou para falar sobre a inúmeras discussões, em torno da fixação de PPBs para modelos diferentes de bicicletas. "O resultado foi o aquecimento e geração de empregos. Isso é um exemplo que o modelo traz benefícios para o País e que precisamos garantir o direito do nosso modelo e aprovar novos PPBs para atrairmos mais e novos investimentos. Não podemos ficar reféns de técnicos dos ministérios que engavetam novos PPBs dificultando, ainda mais, a atividade industrial em Manaus", ressaltou.

Mais empregos

Nelson Azevedo, vice-presidente da Fieam, considera o programa um salto para a economia do país e, principalmente para o Estado. "A produção vai incentivar novos investimentos. O aumento da demanda, resulta em aumento de consumo,
que reflete na ampliação de emprego e renda dentro das fábricas. Essa medida vai minimizar bastante o desemprego",
destacou Azevedo.

Outro aspecto analisado pelo vice-presidente, é a arrecadação e tributos para a máquina dos Estados e municípios. Para a consolidar o programa, Nelson Azevedo lembra que as prefeituras e os governos precisam estar engajados para implementar ações que possam dar condições à população. Ele citou a criação de ciclofaixas e ciclovias como medidas de segurança, além de educar o motorista de veículos, e os ciclistas obedecendo o limite de espaço de cada um.

"Não temos essa cultura aqui no Norte, estamos a passos lentos. Dentro do programa tem que haver esses cuidados. O cidadão quer sair com segurança. Outro ponto que devemos nos ater é os espaços que serão guardadas essas bicicletas, precisa ter um nível de segurança grande. A pessoa vai parar em determinado lugar, por alguns minutos, horas, ela vai precisar que a bicicleta esteja onde ela deixou, não correndo risco de ser assaltada. Em vários países já é assim", avaliou o vice-presidente, lembrando que o programa além de incrementar a produção do setor no Estado, o uso da bicicleta vai agregar a qualidade de vida, fluidez na mobilidade urbana e menos riscos ao meio ambiente.

Produção

Apostando no projeto, o gerente industrial da Bike Norte, Leonardo Brito, diz ser um avanço para o setor local. Ele declara que é muito representativo a valorização de bikes como meio de transporte. "O setor de duas rodas agradece e acreditamos ser uma grande estímulo para continuarmos produzindo com tanta dedicação e zelo o que pode ser a solução da mobilidade urbana", comemorou.

Entre as marcas nacionais de bicicletas instaladas no PIM estão: Sense, OX, Oggi, Houston e Audax e Dorel Caloi, Cannondale, GT, Schwinn.

Sobre o projeto

O projeto busca incentivar o uso do veículo para melhorar a mobilidade urbana em cidades com mais de 20 mil habitantes. O Programa Bicicleta Brasil vai apoiar os estados e os municípios na instalação de bicicletários públicos e na construção de ciclovias e ciclofaixas, além de promover campanhas de divulgação dos benefícios do uso desse meio de transporte.

O relator do projeto, senador Eduardo Braga (MDB-AM), recomendou a aprovação do texto, apresentado pelo deputado Jaime Martins (Pros-MG).

O PBB vai integrar a Política Nacional da Mobilidade Urbana (Lei 12.587 de 2012) e será financiado por 15% do total arrecadado com multas de trânsito, com coordenação do Ministério das Cidades. As ações poderão ser financiadas também com recursos da Cide-Combustíveis, por meio de alteração nas leis que fixa os critérios desse tributo (Lei 10.636.de 2002) e no Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503. de 1997)

"A arrecadação com multas de trânsito é da ordem de R$ 9 bilhões anuais, o que significaria que, aprovada fração de 15% para a infraestrutura cicloviária, seriam investidos nesse segmento da mobilidade urbana cerca de R$ 1,3 bilhão", explicou o senador Eduardo Braga.

http://www.jcam.com.br/noticia-detalhe.asp?n=49056&IdCad=1&IdSubCad=13&tit=Incentivo amplia otimismo para bikes
 

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Alta de 28,41% nos emplacamentos no Amazonas
Por: Andréia Leite
06 Set 2018, 13h30



As vendas de veículos novos no Amazonas apresentou alta de 28,41% em relação a julho e 14,1% em relação ao mesmo período do ano passado. As avaliações indicam estabilidade para o setor, segundo dados da Fenabrave (Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores). Os números superaram os índices nacionais que apresentaram 14,91% no mês de agosto, somando 352.432 unidades, contra 306.708 em julho deste ano.

Segundo os dados, foram emplacados 4,8 mil novos veículos no Estado em agosto, uma alta em relação a julho, que registrou 3.742 emplacamentos, incluindo: automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas entre outros.

O presidente do Sindicato das Concessionárias e Distribuidora de Veículos do Amazonas (Sincodiv-AM), João dos Santos Braga, aponta como fatores para a reação do mercado; a confiança do consumidor e o número maior de dias úteis no mês de agosto. "A comparação dentro do mês com maiores dias úteis faz uma diferença enorme para o nosso setor. Agosto foi um desses meses, com vinte cinco dias de bons negócios. Começamos setembro com quase uma semana perdida para o mercado, será um mês de retração", exemplificou.

Alguns fatores como a greve geral dos caminhoneiros e a Copa do Mundo frearam o desempenho do primeiro semestre. O mercado projeta para o segundo semestre uma linha de crescimento de acordo com o que a economia permite. "Aguardamos um crescimento 3% maior para o segundo semestre. Não podemos esperar uma grande proporção, mas seguimos otimistas", ponderou o presidente. Ele lembra que a tendência de crescimento do setor, precisa estar alinhada aos dias úteis.

Conforme o balanço da Fenabrave, no acumulado do ano, a venda de novos veículos, cresceu 25% em relação ao mesmo período do ano passado o que representa 31 mil unidades comercializadas.

Para o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, o desempenho de agosto reafirma a expectativa de estabilidade do setor para o ano. "Embora o cenário político esteja indefinido, o que nos impede de ter uma visão mais clara sobre seus efeitos na economia nos próximos meses, o mercado tem se comportado da forma esperada. A primeira quinzena de agosto, já demonstrava um aquecimento nas vendas, em comparação como o m6es anterior. Este desempenho tem, como pilares, a estabilidade dos índices de confiança e da inadimplência no Setor de Distribuição", explicou Assumpção Júnior.

O presidente da Fenabrave disse ainda que o resultado é relevante poi, mesmo com mais dias úteis, a média diária foi ainda maior registrando 9,9% ante a média de julho.

Segmentos

Os segmentos de automóveis e comerciais leves, apresentaram alta de 29,29% em agosto se comparado a julho. O Amazonas emplacou 3,1 mil unidades. Em relação a agosto de 2017 o aumento foi de 20,92%. Já no acumulado do ano, o aumento foi de 29,82%. As vendas de motos também tiveram um aumento de 27,43% comparado a julho.

Mais vendidos no Amazonas em agosto

Onix (367)

Gol (179)

Kwid (129)

Prisma (123)

HB20 (123)

KA (100)

Argo (90)

Mobi (81)

HR-V (75)


http://www.jcam.com.br/noticia-detalhe.asp?n=49038&IdCad=1&IdSubCad=13&tit=Alta de 28,41% nos emplacamentos no Amazonas
 

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SEGURANÇA PÚBLICA
Governo define equipe para executar plano de consultoria dos EUA no Amazonas

A partir de 2019, forças de segurança do Amazonas passarão a seguir orientações da consultoria Giuliani Security & Safety, que custou R$ 5 milhões. Projeto vem com promessa de diminuir índices de violência
16/09/2018 às 12:36


Orlando Amaral, Frederico Mendes, Anésio Paiva, Walter Cruz e Ivo Martins compõem equipe (Foto: Jander Robson/Freelancer)

Janeiro de 2019, o mês em que o Amazonas poderá escrever uma nova história na área da segurança pública, que passará a seguir as orientações de um programa elaborado por uma consultoria americana Giuliani Security & Safety (GSS), do ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani. O programa, que foi batizado de GuardiAM 24h, vem com a promessa de diminuir os índices de violência por meio de recursos tecnológicos e de inteligência.

De acordo com o secretário extraordinário de governo que está cuidando do início da execução dos projetos indicados pela consultoria, Walter Cruz, neste momento já está sendo executada a segunda fase do GuardiAM 24h, que é o levantamento de dados para o diagnóstico do sistema penitenciário. Antes, na primeira fase, foi feito um diagnóstico geral do sistema.

No dia 15 de novembro, começa a terceira e última fase da consultoria para que o programa seja implantado na sua totalidade, quando serão buscadas informações nos municípios. Com base nessas informações será feito o diagnóstico das fronteiras do Amazonas com outros países, assim como das condições geográficas, principalmente da hidrovia, muito utilizada pelos traficantes para o escoamento dos carregamentos de drogas.

Há mais de duas semanas no comando da pasta, Walter Cruz disse que já tomou medidas, sempre seguindo a orientação do programa, para que GuardiAM 24h possa começar a funcionar, o que implicou na mudança de funções de chefia dentro da Polícia Civil e da Polícia Militar, com a troca de comando, inclusive.“Constituímos equipes multidisciplinares e elas vão fazer a prospecção de dados e vão coletar informações com os policiais e investigadores. Essas equipes vão identificar as prioridades desses setores.”, disse.

Na Polícia Militar será o coronel Gilberto Gouvêa quem vai trazer dados, para quando a equipe da consultoria retornar a Manaus, ter em mãos informações para identificar as prioridades. Na Polícia Civil será o delegado Ivo Martins, com uma equipe de delegados que está sendo formada. Na Polícia Técnica, a perita Sheila Ramos terá apoio de uma equipe. Segundo o Governo do Estado, com essa informações será possível verificar o que pode ser melhorado.

Walter Cruz disse que as mudanças de comando ocorridas no início da semana são necessárias. “Estamos buscando pessoas para atuar em áreas específicas que tenha o perfil adequado para aquela determinada função”, ressaltou ele.

Na Polícia Civil, saiu Mariolino Brito e deu lugar a Frederico Mendes, na função de delegado-geral. Ivo Martins foi escolhido para o delegado-geral adjunto. Na Polícia Militar, Davi Brandão passou o comando para o coronel José Cláudio. “O coronel Cláudio é um ‘caveira’ (apelido que os policiais do Comando de Operações Especiais - COE), é um policial de ação e tem o perfil para comandar a Polícia Militar neste momento”, disse Cruz.

Algumas delegacias especializadas também tiveram os titulares trocados por outros, entre elas a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), que está sob o comando do delegado Orlando Amaral.

Na Secretaria Executiva Adjunta de Operações Especiais (Seaope), Klinger Paiva foi substituído pelo delegado Guilherme Torres e agora vai comandar o pelotão da Força Tática. “O subtenente Klinger é sensacional, ele é fantástico é um policial experiente para a função de comandar a Força Tática”, disse.

Estratégias essenciais

Além das mudanças de comando, Walter Cruz disse que elegeu quatro palavras-chave para trabalhar na execução do GuardiAM 24h, que são tecnologia, inteligência, treinamento e integração. De acordo com ele, uma depende da outra e todas se completam.

Na primeira fase, quando os consultores visitaram delegacias e companhias, eles conversaram com servidores e fizeram todo o mapeamento das atividades deles depois do diagnóstico e no fim fizeram recomendações.

Para a Polícia Militar mais treinamento de como fazer a preservação do local de crime e de abordagem policial. À Polícia Civil, melhoria no atendimento ao público e no compartilhamento de dados com os demais órgãos da segurança. Aos Bombeiros a recomendação foi a criação um melhor banco de dados e um melhor sistema de informação que possa interagir com o outras instituições. A recomendação para a Polícia Técnica foi um laboratório de DNA mais completo, com um banco que possa guardar o perfil de criminosos.

Polícia mais ‘tecnológica’

De acordo com o secretário, o consultor americano Rudolph Giulini e sua equipe têm um olhar muito aprofundado para a perícia técnica e científica. Para eles se a prova ou vestígio não forem bem recolhidos, averiguados e analisado ficará difícil fazer a elucidação dos crimes.

Walter Cruz ressaltou que, dos crimes que acontecem atualmente em todo Brasil, somente 8% tem elucidação porque o trabalho no local do crime não foi bem feito. “De uma coisa eu tenho a certeza, que o olho do projeto está voltado para a implementação da Polícia Técnica e Científica que pode acabar coma fragilidade das provas criminais”.

“Se o local do crime for bem preservado e aprova bem recolhida, vestígio bem coletado, e feito uma analise com tecnologia bem adequada você tem de 60 a 70% de desvendar um crime. O que temos hoje são 90% de provas testemunhais.”, afirmou.

A falta do uso de tecnologia avançada nas investigações resulta na fragilidade das provas. “Não temos um laboratório de DNA, temos um laboratório na criminalística, mas nos falta um para a preservação de todas as provas”, exemplificou.

Prontuários civis são considerados uma das piores situações da segurança pública, disse. Em 2016, reportagem de A CRÍTICA denunciou que havia mais de 3,2 milhões de prontuários civis corriam o risco de desaparecer porque em plena era da informática o Instituto de Identificação Anderson Conceição de Mello, na avenida Pedro Teixeira, D. Pedro, Zona Centro-Oeste, ainda guardava os seus registros em fichas de papel em armários, da mesma forma quando tudo começou, em 1918, data do primeiro prontuário do instituto.

https://www.acritica.com/channels/manaus/news/governo-define-equipe-para-executar-plano-de-consultoria-dos-eua-no-amazonas
 

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Folha de São Paulo fez uma reportagem sobre os problemas da Zona Franca de Manaus.


http://temas.folha.uol.com.br/projeto-amazonia/zona-franca/obsoleta-zona-franca-de-manaus-consome-r-24-bilhoes-em-renuncia-fiscal.shtml

Séria a situação. Crise pegou em cheio.
Os ataques do Folha de São Paulo têm visão elitista e paulistana que não consegue enxergar o Brasil além da Avenida Paulista

By Serafim Corrêa

:applause::applause::applause::applause::applause:

Ganhou o meu voto para Deputado Estadual!!!!
 

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A dependência do setor secundário vem caindo ano após ano, como mostra o IBGE no produto interno bruto de 2015.

Acredito que o Governo do Amazonas, bem como a prefeitura de Manaus, devem empenhar esforços no fortalecimento do setor terciário pra acabar de vez com essa dependência industrial. A construção civil, comércio, turismo e serviços em geral devem ganhar mais espaço. Até mesmo a agropecuária, que já vem dando sinais de crescimento.

 

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Eduardo Braga foi governador 2 vezes, Alfredo Nascimento Ministro dos Transportes e Vanessa deputada federal por milhares de anos e senadora nunca fizeram nada pela BR 319. Agora usam a porcaria da zona franca e BR 319 para ganharem votos, clichê antigo na política baré :bash:
 

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O AM tem que partir urgente para as alternativas possíveis. Agropecuária, mineração, turismo. Atacar também o ativismo ambiental, que inviabiliza qualquer iniciativa de desenvolvimento. Não podemos esquecer a classe política que apenas defende os seus interesses escusos, que geralmente são contrários a essa diversificação.
Polo naval em Manaus, polo logístico em Itacoatiara, Cidade Universitária em Iranduba, infraestrutura e mobilidade urbana para somar ao seu texto
 
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