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Isabel dos Santos, a rica princesa angolana




Isabel dos Santos

Posted: Friday, June 05, 2009 6:43 PM

Li hoje na revista Focus uma reportagem sobre os investimentos em Portugal e com portugueses da empresária angolana Isabel dos Santos, filha do presidente angolano José Eduardo dos Santos.

A revista fala na possibilidade de Isabel dos Santos associar-se à Sonae e levar esta para Angola depois de ter negócios com Amorim, Espírito Santo, BPI e ZON. A empresária foi muito elogiada pelas suas qualidades no mundo dos negócios e descrição na vida pessoal.

Isabel dos Santos é sem dúvida a maior empresária angolana, é accionista directa ou inderecta de três dos maiores bancos privados em Angola (BIC, BFA, BESA), controla a maior empresa de telefonia móvel angolana (Unitel) e a cimenteira (Cimangola).
PS:Angola´s most influential businesswoman? That´s enomous what she does...
 

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Angolan tough businesswoman:cheers:


MARIA JOÃO FRANÇA: CIDADÃ DA PARAÍBA
Empresária angolana é laureada no Nordeste


Homenageada com o título de Cidadã Paraibana por sua contribuição ao turismo do Estado, a empresária angolana Maria João França (54), de azul, recebeu a certidão da Assembleia Legislativa na presença dos deputados estaduais João Gonçalves (50), Olenka Maranhão (35) e Iraê Lucena (49). Com o marido, acima, Antonio França (68), presidente do Grupo De Bears, maior conglomerado de minas de diamantes de Angola, a socialite Mayne Azevedo (55), o secretário de Turismo da Paraíba, Saulo Barreto (56), e os atores Robson Nascimento (21), à esquerda, e Leandro Silva (18), à direita, com trajes típicos africanos, Maria João participou de jantar temático oferecido a ela.

she is in the middle



again in the middle


 

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Mulheres lideram lista de empreendedores em Angola
:cheers:

A constatação é de uma pesquisa realizada pelo Centro de Estudos e Investigação Científica (CEIC) da Universidade Católica de Angola em parceria com a Sociedade Portuguesa de Inovação.

Da Redação, com agência

Luanda – Mulheres lideram a lista de empreendedores em Angola com uma taxa de 25, 2 %, contra 20, 3 % dos homens, segundo um relatório apresentado, em Luanda, na Universidade Católica.

O relatório, datado de 2008 e intitulado Estudo sobre o Empreendedorismo em Angola, resulta de uma pesquisa realizada pelo Centro de Estudos e Investigação Científica (CEIC) da Universidade Católica de Angola em parceria com a Sociedade Portuguesa de Inovação.

Segundo o estudo, a necessidade de melhorar o nível de vida figura entre os fatores que mais motivaram a maior parte dos empreendedores a iniciar uma atividade económica.

“25% dos adultos angolanos estão envolvidos numa atividade empreendedora, motivados pela oportunidade de aumentar o seu rendimento. Outros 12% entregam-se a iniciativas empreendedoras movidos pela procura de independência econômica, enquanto 16 são estimulados por um misto de fatores de oportunidade e não-oportunidade", explica o relatório.

O documento sustenta ainda que 9% dos empreendedores em Angola são de opinião que os seus produtos e serviços são considerados novos ou desconhecidos pela totalidade dos seus clientes.

O estudo inquiriu um universo de 1.523 pessoas.
 

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Quer crescer?
O dinheiro está no BDA




Aspirar à riqueza material é um sonho legítimo de qualquer cidadão angolano. Para mais, corre a ideia de que o país vive literalmente sentado sobre um poço imenso de fortuna, onde solo, subsolo e mar têm para dar um muito que se multiplica vezes sem conta.

Como quase ninguém herdou riqueza, o Estado criou uma casa creditícia – o Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) – para ajudar a potenciar o surgimento de cidadãos com poder económico, uma maneira de conferir expressão material ao ideal de independência e emancipação, que gerações sucessivas alimentaram sob diversas formas.

O PAÍS procurou perceber como é que se pode chegar ao dinheiro que faz crescer, numa entrevista com o Presidente do Conselho de Administração do BDA, o economista Teodoro Lima da Paixão Franco Júnior.

Agora que parece virar moda a ideia da diversificação da economia, depois dos abalos nos sectores do petróleo e dos diamantes, o Banco de Desenvolvimento de Angola está na mira dos empreendedores. É grande a pressão sofrida pelo Banco, em termos de procura de crédito?

Em primeiro lugar, a questão da diversificação da economia nacional não é uma questão de moda nem deve ser vista ou entendida como tal.

Sempre se falou da diversificação da economia e do aumento da produção interna com maior ou menor destaque neste ou naquele momento. Hoje, sem dúvidas pelas razões que todos nós conhecemos, faz-se sentir cada vez mais a necessidade e a importância da diversificação da economia nacional. Ou seja, a monoprodução colocar-nos-á sempre numa situação de dependência e vulnerabilidade. Mas ainda assim, a diversificação económica não significa dispersão. Ela deve ser orientada para os sectores e actividades económicas que agregam elevado valor nacional. É nesta direcção para onde os incentivos públicos devem ser canalizados para induzir os operadores económicos no sentido desta estratégia. Em segundo lugar, a questão da pressão não deve ser uma grande preocupação do BDA, nós estamos preparados para financiar todos os projectos privados tecnicamente bem preparados e económico-financeiramente viáveis, com particular destaque para aqueles que se inserem directa e indirectamente no âmbito da agro indústria e da indústria de materiais de construção, para satisfação dos grandes objectivos do programa económico e social do governo, no que toca aos domínios da segurança alimentar, da habitação e do emprego. Com o decorrer do tempo as pessoas vão conhecendo melhor o nosso modo de funcionamento e a procura pelos produtos e serviços do BDA vai registando um aumento quantitativo e sobretudo qualitativo. Neste sentido, nós vamos nos estruturando de modo a dar resposta aos grandes desafios de hoje e de amanhã.

Portanto, ficaremos muito satisfeitos se formos cada vez mais procurados por empreendedores privados cujos projectos se apresentam técnica, económica e financeiramente viáveis. Nós mesmos também temos procurado empresários com potencial para crescer, numa perspectiva de captação e promoção de negócios.


Qual é a média mensal de projectos que se candidatam a novos créditos?


Nós realizamos mais de 60 entrevistas por mês, com tendência a subir. Durante a entrevista o candidato expõe e defende as suas ideias de realização de um determinado negócio. Aceites pela equipe de entrevistadores as ideias do negócio, o processo é remetido para uma central que avalia o perfil do candidato (risco cliente) e posteriormente para uma outra que faz a análise do risco projecto. Se repararem, nós analisamos de maneira separada o risco cliente do risco projecto porque o projecto pode ser muito bom e o promotor ser mau ou vice-versa.

É em função dos níveis de risco calculado que o comité de crédito aprova ou não o financiamento solicitado. Todavia, ainda há espaço para negociação, para adequação do projecto aos níveis de risco calculados e para a capacitação dos promotores.


Dessas propostas, quantas acabam em financiamentos?


O BDA foi inaugurado em Dezembro de 2006 e iniciamos a actividade creditícia em Outubro de 2007. De lá para cá nós financiámos 77 projectos de investimento, de diferentes dimensões, totalizando USD 170.718 641,00. Estes projectos de investimento aprovados estão implantados em 10 das 18 províncias e cobrem sectores como a agricultura, comér cio rural, mecanização agrícola, indústria de materiais de construção, indústria alimentar, transportes, etc.


Onde é que os projectos rejeitados falham fundamentalmente?


O nosso país tem um problema de fundo que se prende com o Homem; com a qualidade dos recursos humanos, que é escassa. À volta disso gravita uma série de outros constrangimentos. Há problemas de natureza administrativa no que concerne aos registos, licenciamentos, autorizações, títulos, etc. O imediatismo e o superficial também não ajudam em nada. O elevado grau de informalidade da nossa economia também é um obstáculo. Tudo isso resulta em constrangimentos ou obstáculos na nossa acção e dos clientes.

Além disso, é preciso termos em consideração que desenvolvimento é um processo, é cultura. É cultura de bem-fazer, de poupar, do risco calculado, de projectar a longo prazo, de ser parceiro. Só agora, em alguns segmentos da nossa sociedade, estamos a ganhar esta sensibilidade e que se converterá em cultura dos angolanos.

Contudo, temos consciência da nossa missão de formar, capacitar, elucidar e orientar. Não apenas a de financiar. Por isso, dificilmente um projecto é completamente rejeitado, nós auxiliamos sempre os promotores na reorientação ou reestruturação do projecto, bem como na formação do processo. As pessoas que vêem os seus projectos empresariais reprovados, como é que reagem? O Banco tem registo de situações de


desconforto, de incompreensões, em que as pessoas pensam que as suas propostas foram rejeitadas injustamente?


Ninguém gosta de se sentir rejeitado. Por isso, temos sido muito didácticos dizendo que é preciso ter em consideração que os recursos são públicos (de todos nós) e são sempre escassos. Daí a existência de critérios, regras e procedimentos que devem ser observados por quem concede e por quem contrai o crédito.

Além disso, a actividade bancária pauta-se pelo rigor. Caso contrário, estamos a pôr em questão o nosso futuro como instituição financeira e isso seria muito mau não só para o BDA ou para o Governo mas também para todo o sistema financeiro nacional.

O mais importante é explicar e convencer as pessoas porque é que tem que ser assim e não de outra maneira. É um trabalho aturado e persistente cujos resultados não são imediatos porque estamos a falar de mudança de mentalidade e atitude.


Que o Banco saiba, há pessoas a olharem para o vosso trabalho com desconfiança, que acham que é o tráfico de influência a determinar as vossas decisões?

A nossa actividade pauta-se por regras e procedimentos que constam dos nossos manuais e também por directivas do Banco Central (BNA).

Por exemplo, todas as decisões concernentes ao processo de crédito, desde a entrevista à decisão final são colegiais e muitas das vezes ouvindo a voz e a experiência de especialistas categorizados. Portanto, os nossos actos estão sempre baseados em critérios transparentes e universais e são sempre fundamentados.

Também não é menos verdade que algumas das pessoas que nos procuram não carecem de crédito bancário mas sim de um bom emprego, outros ainda querem dinheiro fácil nas suas mãos. Estes não nos preocupam. Temos azimutes bem definidos e procuramos estabelecer cada vez mais parcerias institucionais para receber e dar contribuições ao trabalho a desenvolver.


Recentemente, o Conselho de Ministros aprovou um pacote de 350 milhões de dólares para financiar projectos agrícolas. Como está a ser a correria a esse bolo?

Importa esclarecer o seguinte: do montante global de USD 350 milhões para o crédito agrícola, USD 200 milhões destinar-se-ão a projectos de investimento agropecuário de pequeno e médio porte, cuja gestão estará a cargo do BDA.

Os restantes USD 150 milhões destinar-se-ão ao crédito de campanha e serão geridos pelo BPC, Banco Sol e Novo Banco.

No que diz respeito ao BDA, nós estamos a trabalhar arduamente para iniciarmos de imediato. O programa ainda não iniciou mas assim que todas as condições estiverem prontas, o BDA e o Ministério da Agricultura lançarão uma intensa campanha de divulgação de como os interessados podem ter acesso aos recursos afectos ao programa.


Ainda há dinheiro ou quem não enviou até agora o seu projecto pode sentir-se já fora da corrida?


O BDA é uma empresa financeira e foi criado com o propósito nobre e contínuo de apoiar o empresariado nacional e a reestruturação do tecido produtivo nacional. Esta acção estender-se-á por muitas e muitas décadas. Vai para lá da nossa geração. Logo, a sua gestão tem que ser criteriosa e rigorosa.

Além disso, uma leitura aturada ao fenómeno económico da actualidade (crise financeira internacional) e que tem vindo a ter consequências na nossa economia doméstica, aconselha a sermos prudentes, racionais mas acutilantes na materialização do princípio orientador da transformação do capital natural (petróleo, diamantes e outros) em capital fixo e capital humano. Nesta acção o BDA será sempre chamado. Por conseguinte, em maior ou menor magnitude, haverá sempre recursos para financiar o desenvolvimento. Portanto, não há que temer, apenas temos que ser sérios, criativos e audazes, apresentando projectos viáveis.


Quais são os passos concretos a dar para se poder aspirar a esse financiamento? As pessoas queixam-se de uma grande falta de informação e acham isso uma vontade deliberada de deixar gente de fora…

Tudo está a ser feito para que o arranque oficial do programa não comprometa o ano agrícola de 2009 e estender o programa ao maior número de beneficiários possível.

Assim, no BDA, estamos a criar as condições para a abertura de agências do BDA nas províncias.

Todavia, a abertura dessas estruturas não impedirá o arranque do programa em todo o território nacional. Também estamos a ultimar com o Ministério da Agricultura a concepção de projectos padronizados ou projectos tipo para fomentar a produção de cereais, leguminosas e tubérculos em pequena e média escala nas regiões com aptidão para o efeito. Com um serviço de assistência técnica acoplado.

Por outro lado, o governo está a ultimar os aspectos que viabilizarão o programa em questão como sejam ao programa do comércio rural e captação de recursos suplementares para o efeito.

Como disse anteriormente, nós iremos proceder a uma ampla divulgação do programa usando vários canais de comunicação com o propósito de atingirmos o maior número possível de beneficiários.


Os projectos candidatos a financiamento, podem ir até que valores?

Se estivermos a falar dos projectos inseridos no Programa de Crédito Agrícola do Governo, o montante máximo está fixado em USD 500 mil.

Os demais projectos de investimento não há um limite fixado.

O montante será fixado de acordo com os níveis de risco do projecto, do sector e do cliente. Além disso, nós banco também temos limites de exposição ao risco. Portanto, o montante será fixado projecto a projecto e não excluímos a hipótese do co-financiamento para o caso de grandes projectos.


Qual a vossa experiência no retorno do empréstimo, de uma maneira geral, nestes anos em que o BDA existe?


A nossa experiência nestes anos de BDA é boa. Os projectos que já estão em fase de reembolso são os do comércio rural, porque estes beneficiaram sobretudo de capital circulante em montantes pequenos e prazos curtos.

Os projectos de investimento têm prazos e períodos de carência mais dilatados. A sua maioria ainda está em fase de implantação. Por conseguinte, ainda não estão em período de reembolso. Mas temos vindo a acompanhar a sua implantação.


A Caixa de Crédito Agro-Pecuário e Pescas (CAP) que existiu há uns anos atrás e faliu no meio da maior polémica, deixou um trauma no meio bancário que parece não ter sido ainda totalmente superado. O BDA sente um pouco a sua actuação condicionada por aquela má experiência?

O que aconteceu com a extinta CAP serve de referência histórica e didáctica para todos nós. Pensamos que não voltará a acontecer em Angola por várias razões: os empresários estão mais conscientes, os gestores estão mais experientes e capacitados, o Banco Central está melhor organizado em matéria de supervisão do sistema bancário. Além disso, o actual contexto político, económico e financeiro de Angola, é completamente diferente daquele que existia na primeira metade da década de 90. Em suma, há mais rigor e maior maturidade.


O que diferencia o BDA da CAP, essencialmente?

Dizia há pouco que os contextos dos anos 90 são completamente diferentes dos actuais, quer do ponto de vista político-militar, quer no ponto de vista macro económico. Isto, parece que não, mas influencia sobremaneira no modo de pensar das pessoas. Só por isso não há comparação possível entre a CAP e o BDA. O BDA tem um modo de operação completamente diferente e está aparelhado de instrumentos de gestão que nos permitem gerir melhor. Além disso, os mecanismos de controlo interno e externo são universalmente reconhecidos.


Vocês tentam ser diferentes, então...

Sim, somos um banco distinto no mercado. Temos uma missão bem clara que consiste em contribuir para acelerar o desenvolvimento equilibrado e sustentável de Angola, proporcionando a criação de renda e emprego, a modernização das estruturas económicas e sociais, e o aumento da competitividade do País.

Para o efeito, criamos facilidades financeiras de crédito em condições mais favoráveis do mercado, que se traduzem em prazos dilatados, taxas de juro baixas, período de carência adequados.

No que respeita às garantias, privilegiamos as mais líquidas em detrimento das menos líquidas. Por outras palavras, privilegiamos as garantias como os direitos sobre os contratos de fornecimentos, consignação de receitas, por serem mais práticas e mais baratas. Deixamos para o fim a hipoteca dos bens, devido à precariedade das propriedades, a morosidade e os elevados custos de constituição e eventual execução.

Também emitiremos garantias a favor de outras instituições financeiras se formos solicitados para o efeito.


As pessoas hoje resumem a sua relação com os bancos da seguinte forma: não sou ninguém nesta Sociedade, não tenho dinheiro, o meu património resume-se a um Starlet cansado e uma casinha na periferia, como poderei pôr a andar a minha quinta nos arredores de Cacuaco?

Esta família, para além do que ela mesma vale pelo seu “know how”, nível de empreendedorismo e honrabilidade, tem vários activos físicos: um Starlet, uma casinha na periferia e uma quinta nos arredores de Cacuaco. Logo, não é uma família pobre. Mas pode ser que ela tenha ou viva as dificuldades de uma família pobre. Por uma razão muito simples. Os seus bens não estão registados na conservatória respectiva e, consequentemente, não são reconhecidos no mercado formal. Estamos diante de “capital morto” que só no mercado informal (mercado negro) é reconhecido. Portanto, há necessidade de rapidamente tomarmos medidas conducentes à transformação do “capital morto” em “capital vivo”.

Pois, se estes activos ou bens estivessem registados na conservatória respectiva, a família detentora não teria dificuldades em obter o crédito requerido.

Por aqui depreendemos que precisamos de criar uma ponte entre o capital morto e o capital vivo, definindo correctamente os principais pilares dessa ponte.

Também não é menos verdade que por razões culturais nós não temos o hábito de registar os nossos bens, seja por desconhecimento ou por outras razões. Regra geral, só registamos os carros porque temos a Polícia a exigir a exibição do título de propriedade. A casa, que se reveste de um bem de grande valia para a família, nós não registamos. Há aqui um trabalho grande de cidadania a ser feito por todos nós, com grande responsabilidade em primeira instância para os Ministérios da Justiça e das Finanças, que devem modernizar, simplificar e expandir os serviços respectivos. É exactamente por aqui onde devemos tratar da informalidade da nossa economia.


Faz algum sentido a ideia de que em Angola as coisas, ao nível dos Bancos, hoje estão estruturadas de modo a que quem já tem acaba por ter mais, e quem não tem…afundase na sua pobreza. Ou seja, o Banco só empresta dinheiro a quem já tem dinheiro.

O sistema bancário angolano tem hoje cerca de 20 bancos, entre públicos e privados. E se olharmos para as estatísticas publicadas pelo Banco Central, o volume de crédito é ínfimo comparando com outras grandezas como o PIB (Produto Interno Bruto) e o volume de depósitos.

Em Angola, a actividade creditícia ainda é um negócio marginal para os bancos comerciais. Cada banco tem a sua estratégia e política de actuação no mercado em função do que é possível e oportuno fazer-se.

Por conseguinte, fica muito difícil afirmar que há neste ou naquele banco uma politica discriminatória em relação a este ou aquele segmento de clientes.


Pouca confiança entre Bancos e clientes...

Há sim uma grande crise de confiança, decorrente do elevado grau de informalidade da nossa economia, da resolução morosa dos conflitos na justiça, da precariedade da propriedade, excessiva burocracia na administração pública, etc. Estes, são em minha opinião, os pontos que devem ser mitigados convertendoos em verdadeiros pressupostos para o surgimento do “boom” económico em Angola fora do sector petrolífero.

Para tanto, o Estado tem que tomar medidas urgentes, muito práticas, simples mas completas e eficazes na senda da simplificação e modernização dos chamados negócios da justiça. Se assim agirmos, assistiremos a uma rápida e segura transformação da elevada liquidez pública e privada em património físico, aqui no nosso pais, com uma participação mais activa e expressiva da banca nacional e também do capital estrangeiro.

Acho que é nesta perspectiva que devemos ver a expansão do crédito em Angola. Ou seja, a abordagem da problemática do crédito extravasa o sector bancário e o Governo tem uma palavra muito forte na resolução deste assunto.
 

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O arquitecto angolano Troufa Real quando falava à reportagem da Angop





18-04-09




Luanda - O arquitecto angolano Troufa Real considerou hoje (segunda-feira), em Luanda, extraordinária e louvável a iniciativa do Governo de abordar, em conferência abrangente, a problemática da habitação em Angola, com vista a recolha de subsídios para a implementação do Programa Nacional de Urbanismo e Habitação.

O referido programa, apresentado pelo MPLA durante a campanha que culminou com as eleições legislativas de Setembro último, tem como meta a construção de um milhão de habitações nos próximos quatros anos da legislatura.

Em declarações à Angop, advogou a necessidade do envolvimento da sociedade no processo de construção de residências, tendo em conta que esta visa beneficiar os cidadãos angolanos, sobretudo os jovens. "Naturalmente é de louvar o que o Governo fez. Hoje, todo o país está mobilizado nesta iniciativa por ser importante para as pessoas", asseverou.

Segundo salientou, Angola tem vindo a transformar-se nos últimos anos, podendo constatar-se já o seu crescimento social e económico, no, entanto, alertou para o muito que existe ainda por fazer-se, tendo em conta as inovações que vão surgindo com o passar do tempo.

A conferência, com término previsto para as 18h30 de hoje, congrega no Palácio dos Congressos cerca de 700 pessoas, entre deputados, políticos, governantes, entidades religiosas e representantes da sociedade civil.

Sob o lema "Habitação: um desafio para todos", o certame compreende três painéis, designadamente, "Programa de Urbanização para a Promoção Habitacional e Estratégia de Implementação", "Tecnologias Construtivas, Infra-estruturas Básicas e Materiais de

Construção" e "Os Mecanismos de Financiamento do Programa de Desenvolvimento Urbano e Promoção Habitacional".

Promovida pelo Governo de Angola, a "Conferência Nacional Sobre Habitação" insere-se na sua estratégia de implementação do programa Nacional de Urbanismo e Habitação e visa a recolha de opiniões para o êxito dos projectos do executivo sobre o sector imobiliário.
 

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Discussion Starter · #9 ·
I don´t know if she is Angolan (=Angolan citizenship) but she was married to the most influential Angolan

The widow of Agostinho Neto (the first presidnet of Angola) ...she proudly hold up his legacy with the foundation



Maria Eugénia Neto










Reviver o poeta maior

Maria Eugénia Neto ladeada pelo vice-presindente do MPLA, Roberto de Almeida, e o vice-governador de Luanda, Bento Soito


Fotografia: Mota Ambrósio

A gala de homenagem ao poeta e primeiro Presidente de Angola, Agostinho Neto, foi marcada, na quinta-feira, no Cine Tropical, em Luanda, com cânticos, danças e declamações de poesias da autoria do Herói Nacional. Artistas nacionais e o cantor gabonês Pierre Akendengue desfilaram talento, recordando feitos de Agostinho Neto em prol da libertação do povo angolano do jugo colonial. Os cantores angolanos Emitério Varela, Zé Kafala, Acácio e o coral Bantu Voice fizeram recurso aos poemas de Neto, com destaque para “Renúncia Impossível”, “Dois anos de Distância” e “ Havemos de Voltar” para recordar a veia poética do homem de cultura. No seu jeito peculiar, a Companhia de Dança Minessa coreografou o poema “Criar com os Olhos Secos”, demonstrando que os gestos também servem para retratar a trajectória do nacionalista angolano e africano. Os jornalistas Mário Vaz e Maria Luísa Fançony, os poetas Manjel Faria, Nanda Baião e Fridolim Kamolakamwe declamaram os poemas “Na pele do tambor”, “O Contrato”, “Velho Negro” e leram extractos de poemas do livro “Sagrada Esperança”. Na gala, promovida pelo Ministério da Cultura, alusiva ao 17 de Setembro, Dia do Herói Nacional, Pierre Akendegue foi o último a pisar o palco e cantou nove músicas da sua autoria. Na cerimónia, estiveram presentes a ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, os vice-governadores de Luanda, Bento Soito e Juvelina Imperial, o vice-presidente do MPLA, Roberto de Almeida e outras individualidades nacionais e estrangeiras.
 

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Ainda estou para saber quais foram feitos de Agostinho Neto em prol da libertação do povo angolano do jugo colonial... o que ele conseguiu foi que o país caísse em Guerra Civil, custando milhares de vidas a vários angolanos inocentes.
 

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Discussion Starter · #11 ·
Isabel dos Santos na Zon Angola



Terça, 22 Setembro 2009 18:19

Lisboa - A Zon Multimédia, dona da TV Cabo, reforçou a parceria com a empresária Isabel dos Santos para assegurar o lançamento do seu serviço de televisão por subscrição em Angola.

A filha do presidente angolano, José Eduardo dos Santos, terá 70% do capital da nova empresa constituída em Angola e assumirá o cargo de presidente, enquanto a vice-presidência será entregue a um representante da operadora portuguesa. Nuno Aguiar, que actualmente exerce o cargo na TV Cabo Madeira, deverá mudar-se para aquele país africano.


A Zon Multimédia, presidida por Rodrigo Costa, já assinou um contrato de cinco anos com a Eutelsat para aceder ao satélite W7 e assim poder emitir para Angola. No entanto, a atribuição de licenças ainda depende do governo angolano, pelo que as emissões só deverão estar asseguradas a partir de Dezembro.


A entrada da Zon em Angola é feita através da empresa holandesa Teliz, entretanto adquirida pela operadora portuguesa. Com este negócio, a Zon pretende alargar o seu mercado a outros países de expressão portuguesa, nomeadamente Moçambique.


Segundo dados da Eutelsat, o satélite W7 abarca um extenso território, que vai da Rússia à África Subsariana.


Refira-se que os títulos da Zon acumulam, em 2009, ganhos de 24%.
 

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Discussion Starter · #12 ·
Barragon, if you happen to come around , could you change this title into Influential Angolans...I have another thread for "Angolans shaping the country..."...the latter is another category.

Thanks.
 

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Discussion Starter · #13 ·
Angolan media mogul


Grande Entrevista
Medianova, mudar o panorama da comunicação social



Presidente do grupo, Álvaro Torre, faz da adrenalina e da pressão diárias um modo de vida





Ora vamos então falar sobre o Grupo Media Nova, agora que está efectivamente implantado, com plataformas a funcionarem, pelo menos uma Rádio, um jornal e uma estação de Televisão. Como é que tudo isto nasce? Qual foi o propósito dos accionistas?


Permita-me corrigir que o grupo está em fase de implantação e não efectivamente implantado! Este projecto nasce devido à visão de um grupo de empresários angolanos que tiveram a coragem de apostar em mudar o panorama da comunicação social em Angola.

O propósito dos accionistas é o de contribuir para o desenvolvimento da nação angolana através de lançamento de plataformas de media de reconhecida qualidade mundial e dessa forma criar as bases para um negócio rentável.

As poucas vezes que se referiu a este arrojado projecto empresarial, e quase sempre em entrevistas no estrangeiro –Portugal sobretudo, verificou-se que uma das perguntas mais recorrentes e apetecíveis era: quem são os donos da Media Nova? As respostas foram sempre inconclusas e até esquivas. Há alguma razão de peso para ser assim?

As respostas foram sempre muito objectivas! Sempre disse que os donos da Media Nova são um grupo de empresários angolanos que se associaram numa Sociedade Anónima, para permitir o desenvolvimento do projecto numa base neutra e empresarial, para o qual tive o privilégio de ser convidado a administrar.

Vai acabar com o mistério de uma vez por todas?

Penso que acabei, não?

Acho que não, mas….avancemos, de qualquer modo. Porquê que só agora aceitou falar?

Porque há momentos para tudo! Prefiro falar quando há obra feita! Um projecto desta dimensão numa área sensível como esta onde infelizmente não existem alternativas de qualidade, é preciso ver para acreditar. A TV ZIMBO sendo a plataforma mais crítica, só agora entrou na sua emissão regular e na distribuição por cabo. Por isso cedi ao vosso convite.

Diz-se que a Media Nova foi concebida de propósito para acabar com a imprensa privada. Faz algum sentido esta apreciação?

De forma alguma. A Media Nova também é parte da comunicação social privada. Acreditamos é que os nossos produtos se distinguem pela qualidade e riqueza editorial e que naturalmente terão a preferência do público em detrimento de outros órgãos de comunicação com estilos diferentes de comunicar.

Já agora, como é que o Grupo olha para as outras plataformas, para a mais de uma dezena de jornais que já existiam ou surgiram depois, as Rádios, a própria Televisão pública?


O grupo olha para qualquer plataforma de qualidade com respeito e como parceiro na responsabilidade de informar e ajudar a desenvolver o país.

O Semanário O PAÍS circula desde 14 de Novembro, a TV Zimbo começou a emitir um mês depois e a Rádio Mais está no ar desde 28 de Dezembro. Já lá vão, portanto, uns meses de presença num mercado de forte concorrência entre meios. A questão é: acha que a paisagem da mídia em Angola mudou com a intervenção da Media Nova?

Estou convencido que está a mudar…

O Grupo pensa em novas plataformas ou fica-se pelos três órgãos que já funcionam?

Vamos lançar em breve mais três títulos, um semanário económico, a revista mensal EXAME Angola e uma news magazine quinzenal.

Acha que há mercado publicitário suficiente para alimentar toda a máquina?

O mercado publicitário irá crescer exponencialmente, mas será muito disputado e acreditamos que com produtos de excelência iremos conseguir ter o apoio das empresas.

Quando se acompanha a emissão da TV Zimbo salta à vista, claramente, o reduzido número de spots publicitários. Alguma coisa falhou na sua conquista de mercado ou tudo se deve ao facto de ser um ente novo, se calhar ainda não suficientemente conhecido pelos animadores da economia?

A TV ZIMBO acabou de entrar na MULTICHOICE e só agora começa a ser conhecida. Para ter a valorização correcta do nosso espaço publicitário, decidimos esperar por este momento para fazer o ataque comercial.

Por exemplo, se questionar qualquer pessoa, vai ver que à hora do telejornal a preferência é ZIMBO! Assim sendo conseguimos hoje uma muito melhor valorização da venda de publicidade do que quando não éramos conhecidos! Muito em breve vai ver o resultado da nossa estratégia.

Qual a estratégia para fora de Luanda?


Sabe-se que já funciona uma extensão da Rádio Mais no Huambo… Nas principais províncias de Angola, teremos centros de produção da TV ZIMBO.

Quanto à Rádio Mais teremos empresas locais que serão autónomas da Rádio Mais Luanda.

Temos também equipas da MEDIA NOVA Distribuidora em todas as principais províncias, que asseguram e gerem a distribuição local do produtos.

Não podemos esquecer que temos uma delegação da MEDIA NOVA em Lisboa, para servir de frente avançada na recolha e divulgação de informação na Europa por um lado e, por outro, ter uma equipa comercial que venda espaço publicitário para os nossos meios.

Vamos agora falar dos quadros para pôr a funcionar o Grupo. Onde é que a Media Nova vai contratar os seus profissionais?


Como em qualquer actividade, o segredo das empresas passa pela qualidade dos recursos humanos.

Por isso a MEDIA NOVA vai ao mercado, procurar os melhores profissionais.

Que critérios de peso determinam a contratação desses quadros, a experiência, será?...


Experiência, mas não só. A atitude e a sua motivação por participar num projecto nacional que se quer moderno e diferenciado.

É impossível passar ao largo da situação e dos comentários que suscitam as contratações fora de portas.

Volta e meia os jornais atiram-se contra a Media Nova e dizem que existirá uma tentativa de “aportuguesamento da imprensa angolana” com esses contratos e falam em vantagens e regalias que prejudicarão eventualmente os seus colegas angolanos. Verdade ou má fé? Pura Ignorância ! No nosso grupo temos um universo de 80 jornalistas espalhados pelas várias plataformas dos quais 3 são portugueses. Para além dos jornalistas temos alguns técnicos estrangeiros que estão connosco e que aceitaram o nosso convite para colaborar neste projecto e ajudar nas áreas para as quais não existem nacionais com formação disponíveis no mercado.

Estamos satisfeitos por termos hoje no nosso grupo portugueses, brasileiros e espanhóis que numa simbiose perfeita com os angolanos trabalham e vão transmitindo os conhecimentos e experiência necessários em áreas tão diversas como fotografia, gestão, tecnologia e grafismo.

Mergulhemos na essência do Grupo, no seu modelo comercial. Qual a quota de mercado publicitário que a Media Nova quer dominar?


Temos de ser ambiciosos nos objectivos e queremos liderar, mas não me vou aventurar a falar em quotas de um mercado cujos dados não são muito fiáveis.

As tabelas publicitárias definidas pela Zimbo, pela Rádio Mais e pelo semanário O PAÍS são comportáveis ou, pelo contrário, proibitivas?

São ajustadas à dimensão do mercado e claro que são comportáveis pois os nossos clientes terão o retorno natural do investimento publicitário ao veicularem em produtos líderes e com visibilidade e divulgação garantida.

Aproveitemos para esclarecer um dado que circula à boca pequena, segundo o qual a gráfica DAMER selecciona a sua clientela, ou seja, nem todos podem imprimir na casa. Antes de mais, a DAMER é também uma empresa do Grupo Media Nova?

A DAMER GRÁFICA não é uma empresa do grupo MEDIA NOVA, mas tem administradores comuns.

Existe uma parceria estratégica entre as duas empresas para actuação no mercado. Claro que a DAMER GRÁFICAS tem de ser criteriosa na selecção dos seus clientes porque “nem tudo o que vem à rede é peixe”. Mas note-se que imprimimos hoje a CARAS, a ÁFRICA TODAY e outras edições que não são do grupo MEDIA NOVA.

Então todos que o queiram podem imprimir as suas publicações na moderna gráfica, é isso?

Dependendo da capacidade produtiva da gráfica.

Retomando o tema publicidade, o que tem de diferente a Media Nova para oferecer aos anunciantes?

Para além da qualidade dos seus meios e produtos, a MEDIA NOVA desenvolveu esforços para ter um serviço completo e chave na mão com a integração de uma DISTRIBUIDORA nacional e com a participação numa agência de publicidade a PUBLIVISION, capaz de desenvolver campanhas inovadoras ajustadas aos públicos alvos dos clientes.

Os anúncios chegam às plataformas em versão “pronto a usar” ou o cliente tem a possibilidade de encontrar outro serviço que não seja apenas a inserção, a veiculação?

O cliente pode recorrer a nós para resolvermos problemas de comunicação e desenvolvermos campanhas publicitárias de A a Z.

Temos um serviço completo !

Vemo-lo sempre a correr de um lado para o outro, permanentemente em reuniões e deslocações. Está satisfeito com os resultados, acha que estamos perante uma aposta ganha, ou está perante uma grande dor de cabeça, como sucede em muitos projectos concebidos de uma maneira mas que a execução depois confirma ser um tremendo problema apenas? E os accionistas estão satisfeitos?

Posso dizer que tem sido uma experiência muito gratificante ver o projecto a evoluir, mas é preciso ter consciência que este é um grupo empresarial de capitais privados e tem forçosamente que trabalhar por objectivos de modo a garantir a sua rentabilidade. A minha maior dor de cabeça é gerir a verba que me foi confiada e não apresentar desvios orçamentais.

Mas a maior gratificação é trabalhar com uma equipa de pessoas das mais variadas áreas e com experiências muito diversas e sentir que isto é a força que permite a excelente penetração que os produtos têm no mercado.
Luis Fernando


Grupo angolano Medianova quer trazer revistas para Portugal

6 de Agosto de 2008
, por Ana Marcela

capachocolate.jpgA revista de lifestyle angolana Chocolate deverá começar brevemente a ser distribuída nas bancas nacionais, estando também prevista a distribuição de duas outras publicações. A informação foi avançada ao M&P por Álvaro Torre, presidente do Medianova, grupo angolano com “100% de capital privado” a que pertence a editora Visão que publica a revista mensal. Actualmente, explica o responsável, em Portugal a Chocolate está apenas disponível nos lounge da TAP, mas o grupo está a negociar, com a Vasp e a Logista, a colocação da revista nas bancas nacionais, bem como a distribuição de “outros dois títulos, uma newsmagazine e uma económica”. Questionado sobre eventuais tiragens, o responsável não adiantou números.Em Angola, o grupo Medianova prepara o lançamento de dois semanários, O País e Economia e Negócios, bem como um diário, uma rádio (Rádio Mais) e a Zimbo TV. Para este projecto, que a concretizar-se surgirá como o primeiro canal privado angolano, o grupo conta com a colaboração de parceiros nacionais, nomeadamente da TVI, tendo para isso, adianta Álvaro Torre, sido assinado “um protocolo com a Media Capital, para a produção de conteúdos na NBP”, bem como com a Valentim de Carvalho Televisão, “subcontratada para a produção técnica”. Na imprensa, o grupo conta com a colaboração da consultora de Fernando Maia Cerqueira, Accelerator Management Consultants.

Questionado sobre a existência de outros parceiros nacionais, Álvaro Torre explica que estão a ser equacionadas “parcerias com outros produtores de conteúdos, mas ainda estão definidas”
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14-Set-2009

Media Nova põe hoje a circular mais um económico em Angola

Álvaro Torre, presidente do grupo, diz que se justifica lançar, mais para a frente, títulos do portefólio da Media Nova em Portugal, mas tudo dependerá dos custos

Em Angola, chega hoje ao mercado um novo título especializado para concorrer com o "Jornal de Economia & Finanças" e com o "Expansão": o "Semanário Económico", que tem a chancela do grupo Media Nova, presidido por Álvaro Torre. O jornal, dirigido editorialmente por Pedro Narciso, vai sair todas as quintas-feiras, com uma tiragem de cinco mil exemplares e com um preço de capa de 400 kuanzas (3,5 euros). Um valor inferior aos 20 mil exemplares do jornal estatal "Economia & Finanças" e aos nove mil exemplares com que o semanário "Expansão", da Score Media, foi para as bancas em Novembro deste ano. O facto do "título ser dirigido para um público mais restrito, e tendo em conta a dimensão do mercado", faz com que na fase inicial "tenha de ser assim", observa Álvaro Torre.

O novo produto editorial está dividido em cinco cadernos (A, B, C, D e E), com os temas "Negócios do Mundo", "Macro & Finanças" e "Emprego & Carreira" a alimentaram o grosso do jornal. O que distingue o título face a concorrência, explica
o presidente da Media Nova, é a "componente gráfica de excelência" (com formato "broadsheet") e a "forma como os conteúdos estão arrumados". "Os conteúdos vão estar alinhados com o momento de reconstrução nacional que se vive em Angola", acrescenta.

O grupo Media Nova, que detém títulos como "O País", trouxe recentemente para o mercado português a revista "Chocolate". O mesmo poderá acontecer, numa próxima fase, com o jornal "O País", mas tudo "dependerá da logística e dos custos", esclarece o empresário. Independentemente destas variáveis, o presidente do grupo Media Nova adianta que esta é uma opção que se justifica, pois "a informação que se produz em Portugal sobre Angola não espelha fielmente a realidade do país".

O grupo tem ainda na calha, para Outubro, o lançamento de uma produtora publicitária em Angola, cujo nome Torre não quer, para já, adiantar. Em relação ao investimento já feito nos media, nomeadamente no novo título, na TV Zimbo e no jornal "O País", Álvaro Torre espera que a empresa recupere o "ponto de equilíbrio" dos valores inicialmente investidos em três anos. A ambição é clara: "ser líder em todos os projectos de media no país", conclui.



Medianova lança Semanário Económico

Semanário Económico é o mais recente jornal de economia a chegar ao mercado angolano. O jornal, lançado pelo grupo Medianova, apresenta um formato broadsheet, seis cadernos, perfazendo um total de quarenta páginas. “Em termos de conteúdos é muito adaptado e enquadrado na realidade económica angolana actual”, descreve ao M&P Álvaro Torre, presidente do grupo Medianova, acrescentando que o título vive muito da “infografia e imagem”.Com direcção de Pedro Narciso, o jornal, que reúne uma equipe redactorial de cerca de 30 elementos, apresenta ainda um conjunto de colunistas como Laurinda Hoygaard (antiga directora da Universidade Agostinho Neto), Francisco Rodrigues (director de África Sondagens), Olavo Correia (antigo director do Banco de Cabo Verde).

Com uma tiragem de 5 mil exemplares “no arranque”, o Semanário Económico tem um preço de capa de 450 kwanzas (4,5 euros). Pela proximidade dos conteúdos à realidade angolana que “dá uma vontade grande de ler”, Álvaro Torre considera que este “é um produto com sucesso à partida”, embora não precise valores de venda do jornal. Em termos de publicidade, o presidente do grupo Medianova, também não revela valores de facturação, mas adianta que “o número zero teve uma muito boa aceitação” junto das agências. Sofia Costa, directora comercial do grupo, assume a direcção comercial do título que tem como directora de vendas Paula Rousseau.

O Semanário Económico é o mais recente jornal de economia a chegar ao mercado angolano, juntando-se ao Expansão (do grupo Scoremedia, com quem o Diário Económico tem uma parceria de conteúdos). O grupo Medianova detém ainda o semanário generalista País, a TV Zimbo e a Rádio Mais.


Grupo Media Nova lança novo Semanário Económico em Angola

O grupo angolano Media Nova apresenta amanhã, quarta-feira, o seu mais recente projecto. O Semanário Económico terá um formato dividido em cinco cadernos, com oito páginas cada, tendo os cadernos a denominação A, B, C, D e E, abordando temas como “Negócios e Mundo”, “Macro e Finanças” ou “Emprego e Carreira”.

Pedro Narciso será o director do novo semanário que apostou numa redacção composta por 15 profissionais, saindo o jornal para as bancas todas as quintas-feiras. Em termos de colunistas, o destaque vai para Ferreira Fernandes e Manuel Enes Ferreira, ambos portugueses, Laurinda Hoygaard, ex-reitora da Universidade Agostinho Neto, Francisco Rodrigues, director da África Sondagens, e Olavo Correio, ex-director do Banco de Cabo Verde, ambos cabo-verdeanos.

O grupo Media Nova já possui o generalista O País, a TV Zimbo e a Rádio Mais.
Courtesy of radarangola.com
 

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Are you serious? kidnappings? You can find a lot of info about them on the internet, this thread won´t incite anyone to kidnap them, angolanchico. It is just a protrayal of certain people, taken out of Angolan journals...and it is good to see that women don´t have to bow down before men in Angola but are pushed to high ranks of society.
 

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Lourenço Duarte: O Big Boss do grupo DUCARD



Out 17th, 2009 | Categoria: Economia

Dirige uma das mais fortes holdings angolanas. Homem discreto, pouco dado a ambientes públicos, Lourenço Duarte é o PCA do GRUPO DUCARD. Esta é a sua primeira grande entrevista. Considera-se um patriota e quer continuar a investir em Angola.

Diga-nos primeiro o que é a Valleysoft e como se liga ao GRUPO DUCARD?

No início, a ideia era a de criar uma empresa virada para as tecnologias de informação, e concretizou-se com a Valleysoft. Era um negócio para uma área de mercado muito incipiente na altura. De há dez anos a esta parte tem apostado nas tecnologias de informação. Foi da leitura deste posicionamento que se decidiu avançar e criou-se a Valleysoft que, entretanto, buscou a experiência de parceiros no mercado internacional. Evoluímos, depois, porque poderíamos trazer valor acrescentado ao mundo dos negócios em Angola. Com os recursos de que dispúnhamos resolvemos alargar a nossa cadeia de negócios. É a forma que encontrámos para ajudar Angola e os seus recursos humanos, investindo.
É o típico caso de começar pequeno, aplicar os lucros e crescer …

Exacto. E crescemos formando o grupo DUCARD que hoje comporta dez empresas distribuídas por várias áreas de negócios…

Quais são as áreas em que actuam?

Temos a Valleysoft, na área das tecnologias de informação, com parcerias com parceiros como a INDRA, uma das maiores da Europa …

No negócio inicial não se mexe, pelos vistos …

Mantemos a Valleysoft, é uma área importante e actual. Nós, hoje, seguramente somos uma das maiores empresas angolanas no segmento, se não somos mesmo a maior, em termos de recursos humanos e também na qualificação de técnicos superiores …
Isso tudo em Luanda?
Não, o nosso negócio está difundido um pouco por todo o pais, mas reconhecemos que é em Luanda onde estão as grandes instituições, claro.
Falou em formação …
A Valleysoft tem cerca de trinta quadros formados e que dão suporte a todas as aplicações que temos contratadas no mercado. A nossa condição para os parceiros é que independentemente de serem eles os fornecedores nós temos de dar formação, a assistência técnica, manutenção e mesmo as manutenções de primeira e segunda linhas nós as podemos fazer sem recorrer à mão de obra expatriada. Esse é o nosso grande investimento e os nossos técnicos dão suporte às aplicações que temos no mercado … O grupo possui cerca de noventa técnicos superiores

O maior motor da economia angolana continua a ser o Estado. No vosso caso, além do estado já vão tendo clientes privados?

Nós temos o Estado … e nisso fazemos o passaporte e a carta de condução de Angola, o sistema é nosso. Trabalhamos com o Banco Nacional, com o Porto de Luanda, em que temos o sistema de atracagem, desde a aproximação do navio ao pagamento e outros projectos. Temos também bancos privados como clientes … na verdade temos clientes institucionais e privados.

Precisa de muita gente para tudo isso

São aplicações que trabalham ininterruptamente durante vinte e quatro horas, pelo que temos de garantir a assistência permanente aos nossos clientes, temos de ter gente.

O grupo DUCARD tem, no entanto, dez empresas …

O grupo DUCARD tem dez empresas, a Valleysoft, para a parte de consultoria, desenvolvimento e aplicações informáticas, a Merca Electrónica para a comercialização de hardware; a Air 26, a nossa companhia aérea; a Sixt and Seven está na área da hotelaria, turismo e rent a car; a Canaris está na área da construção civil e imobiliário; a Navimex está concentrada no trading internacional; a DUCARD Energy está no sector petrolífero; Seitel nas telecomunicações; a Merca SHL comercializa tudo o que é material de higiene e limpeza, somos parceiros da Jhonson … temos também a Walltech na área da construção, utilizando uma tecnologia americana, inovadora, para a construção de casas em grande escala, esse produto será apresentado ainda este ano. Trata-se de construções rápidas, modulares, são painéis revestidos de betão e que em quatro meses se pode construir um condomínio com casas resistentes a sismos de oito graus na escala de Richter. Apostamos nesta tecnologia porque estamos conscientes do défice no mercado habitacional angolanos, queremos contribuir … Sobre a Walltech, por exemplo, deixeme dizer-lhe que a sua tecnologia está mundialmente patenteada. No México foi agraciada pelo Presidente da República como o melhor sistema construtivo. Em Angola o grupo DUCARD associou-se, em posição maioritária, com a Walltech International. Trata-se de um investimento de vinte milhões de dólares, de capital próprio, em equipamento técnico e instalações.

Tem já técnicos para esse sistema?

Temos em vista empreendimentos imobiliários em Luanda, edifícios na horizontal, que mobilizam valores altos. Temos vinte licenciados que lideram duzentos trabalhadores na Canaris, mas vamos crescer em número de técnicos.

Claro que os formamos no sistema Walltech

Ouvindo-o, levanta-se a questão sobre porque razão os empresários angolanos parecem secundarizados. Quando se fala de obras e empresas deparamo-nos sempre com estrangeiros …

Penso que são coisas que vão ficando no passado. Com esforço e dedicação os empresários angolanos têm provado que são tão capazes quantos os empresários estrangeiros e julgo que o sector financeiro já vai compreendendo que vale a pena apostar no empresário nacional …

Mas ainda se encontram dificuldades para se chegar ao crédito, por exemplo…

Há algumas resistências que derivam de várias coisas … o que importa é que o empresário faça o esforço que lhe permita provar junto da banca e do Estado que é capaz. O Nosso Grupo tem estado a encontrar oportunidades na banca … mas há empresários que, de facto que ainda precisam de estruturar-se melhor, organizar-se e aprender a cultura do pagamento, não se pode ter ideias e esperar que a banca suporte, é preciso organização.

É mais importante a capacidade organizativa que ter um tio ou um amigo nos lugares chave, como parecem pensar os angolanos que não estão nos negócios?

O grupo DUCARD é um exemplo claro da capacidade de organização. Temos pessoas muito bem formadas com mais de cinco anos na empresa … temos mais de cento e cinquenta técnicos licenciados a trabalhar nas várias áreas de negócios, nos recursos humanos, na contabilidade, etc. Nós investimos nos recursos humanos e nas suas áreas de trabalho, isso leva-nos a granjear respeito da banca e das instituições porque procuramos trabalhar com realismo e com alguma sabedoria …

Pagam bem aos técnicos? Normalmente os angolanos queixam-se dos maus salários, em comparação com os estrangeiros, o que os leva a trabalhar em vários sítios ao mesmo tempo …

Se pagássemos mal não os teríamos connosco. Os nossos quadros estão aqui, quase todos, desde o princípio. Todo o funcionário precisa de ver o seu esforço recompensado, temos consciência que o bom desempenho da empresa depende do bem estar do funcionário, que tem família e outras necessidades, que conta com o seu salário para as satisfazer … mas sobre isso, o melhor é falar com eles.
E quantos são no total, os trabalhadores?
Neste momento, de empregos directos temos novecentos, mas iremos subir brevemente para além dos mil com o arranque da área da construção que vamos desenvolver. Em dois mil e onze poderemos chegar aos dois mil trabalhadores…


E o recrutamento, como o fazem, vão buscá-los ao mercado, ou vão buscá-los também ainda “verdes”?

Um dos nossos investimentos é a formação dos técnicos, muitos dos nossos funcionários, de todas as áreas já tiveram cursos no estrangeiros … devemos ser das empresas que mais formação dão ao pessoal, desde os recursos, humanos … no recrutamento, área financeira, companhia aérea … todas as áreas. Todos os dias estamos à procura de novos talentos, analisamos as propostas, mas para isso temos uma equipa bem preparada para analisar os currículos, analisar o potencial, fazer os testes psicotécnicos, etc.

Aposta mesmo na busca de competências

Sem competências os grupos não se projectam. Distribuímo-las pelas várias áreas de negócios do grupo. Temos um pequena sociedade das nações aqui, o que interessa é a competência, temos trabalhadores angolanos, brasileiros, portugueses, cabo-verdianos, moçambicanos, santomenses, filipinos, chineses, equatorianos … temos nove nacionalidades entre os trabalhadores.

Não há choques de cultura de trabalho e empresarial?

Não. A nossa directora dos recursos humanos é moçambicana … a administração tem regras e procedimentos que as pessoas devem cumprir, há um código de conduta.

A Air 26 é para continuar a crescer, vão procurar o mercado regional com a Namíbia, Zâmbia e Congos?

É um negócio sensível, trata-se de vidas, trata-se também da necessidade que as pessoas têm de se deslocar de um lado para o outro. A Air 26 é uma empresa de referência no mercado, cresceu muito num espaço de quatro anos. no primeiro anos compramos três aviões e nós hoje temos oito. Seis deles, os Embraier 120 para passageiros, um para transporte de carga e um outro para voos executivos. Abarcamos as três principais áreas de negócio e procuramos fazer o fato à medida do cliente. O que o mercado diz é que a Air 26 é a companhia mais regular do mercado, temos tido regularidade, profissionalismo e pontualidade.

Temos um índice de produtividade de oitenta e cinco por cento e um índice de cancelamentos de três por cento, derivados de vários factores, mas principalmente por razões ligadas às condições atmosféricas. Temos tido, de facto, uma linha crescente, nestes anos de operação.

É uma área muito competitiva ….

E é uma área de investimento altíssimo e com uma margem de lucro muito pequena. Aqui o rigor é o segredo. Sem rigor todos os dias o resultado é prejuízo. Há o desgaste das peças, o controlo da manutenção, horas de voo, tudo isso obedece a um grande planeamento. As companhias aéreas hoje vivem do planeamento. Depois há a baixa no mercado com a crise no mercado financeiro, mas mesmo assim continuamos a manter a mesma grelha e as mesmas expectativas de clientes e pensamos que agora as coisas hão-de melhorar.

Acho que devemos ser a empresa privada que mais recursos forma, a todos os níveis. Desde a área da manutenção, recursos, humanos, área técnica, etc. temos uma equipa jovem e dinâmica.

E as condições dos aeroportos …

O Estado já está a fazer investimentos muito grandes ao nível dos aeroportos, o que nos deixa muito satisfeitos. Nós voamos com aviões turbo-hélice que estão adequados a determinado padrão das pistas. As gravilhas ou pedras podem partir a pá da hélice, o que seria um grande dano, mas felizmente o governo tem estado a trabalhar na recuperação das pistas e dos aeroportos …

O preço do transporte aéreo em Angola compensa ou estão presos à política de preços da TAAG?

Entre custo e benefício acho que estamos dentro do ideal para o tipo de operação que fazemos. É evidente que os preços são diferentes nos segmentos de passageiros normal e dos executivos. Mas as nossas análises dizem que os preços que praticamos respondem bem às necessidades do mercado.

Vão manter a Embraer ou vão comprar outras marcas?

Nós somos parceiros da Embraer e somos os únicos, em África, a cumprir com os boletins obrigatórios da Embraer, estamos certificados, o que demonstra que estamos sempre a correr e a manter-nos rigorosos…

A Embraer deve ajudar-vos a formar quadros, seguramente. Como mantêm esses quadros se há outras companhias a operar com o mesmo tipo de aviões?

Nesta parte, julgo que as autoridades aeronáuticas angolanas deveriam definir melhor as regras. Há, de facto, o problema de companhias que gastam tempo, esforços, dinheiro a formar técnicos e que depois vêm esses mesmos técnicos a partir para outras companhias. É verdade que para os técnicos o mercado do trabalho é favorável, em Angola a lei protege mais o trabalhador que a empresa, mas acho que se deveriam criar regras para que os que dão formação não fiquem a perder. Talvez se devesse criar um tempo de permanência obrigatório na empresa que forma. Trata-se de esforços financeiros grandes. Nós formamos todo o pessoal a partir do zero, assistentes de bordo, pilotos … acho que se deve evitar a concorrência desleal nesta área.

Já fecharam as contas deste ano para saber quanto valem agora?

Estamos a fazer as avaliações, temos alguns números, vamos bem.

Se alguém lhe oferecesse três biliões de dólares vendia a empresa?

Tudo na vida tem um preço, não sei. Nunca apareceu uma proposta como essa, se aparecesse talvez a administração pensasse sobre ela.
Algumas empresas portuguesas, bancos e construtoras, têm apresentado resultados em que se percebe que o seu crescimento, ou, noutros casos, a sua salvação foi Angola. Sente pena ao ver tanto capital a sair? Os angolanos é que não se empenham a criar riqueza cá dentro?
Eu sou angolano e sou patriota, gosto do meu país e sinto que é aqui que devo continuar a investir. Entendo que há motivações de toda a ordem … sobre este assunto penso que está tudo dito… Voltemos à construção Já estamos a construir na área da construção vertical. Em breve iremos avançar para a construção de habitação social …

A parte dos portos deve ser uma dor de cabeça, não?

Nós fazemos desde o controlo da aproximação do navio até a facturação. Todo este controlo informático é da Valleysoft, com um parceiro privado estrangeiro. Se isso não funcionar não há forma de se cobrar aos operadores marítimos. Nesta área temos uma atenção muito especial, com técnico todas as vinte e quatro horas …

Diz-se que o tempo de aproximação, atracagem e descargas dos navios baixou muito, vocês têm alguma coisa a ver com isso?

Nós somos apenas um elo da cadeia de negócios e processos do porto de Luanda. O que fazemos é, com a nossa plataforma tecnológica, dar formação e estimular o desenvolvimento aos funcionários do Porto de forma a que sejam cada vez mais eficientes na manobra de todo o sistema para que haja mais rapidez … Pensam noutros portos do país? Todos os empresários querem sempre mais, vontade não nos falta, agora precisamos é de oportunidades para lá chegarmos para darmos o nosso saber… se essas oportunidades existirem lá estaremos a ajudar ao desenvolvimento desses portos.

A Sixt and Sevem, empresa de turismo e hotelaria. Fazem a gestão hoteleira ou constroem também?

Nós fazemos construção. A Sixt and Seven é uma empresa ligada ao turismo, com rent-a-car e a hotelaria. Temos viaturas executivas no mercado e agora vamos inaugurar dentro de dois meses um hotel no Lubango, estamos a espera que terminem as formalidades burocráticas para começarmos a construir em Benguela e Luanda e, depois, avançaremos para o Huambo, Cabinda e Soyo. Trata-se de uma cadeia de hotéis …

De duas, três, quatro ou cinco estrelas?

Entre as três e as quatro estrelas. O hotel do Lubango tem oitenta quartos e a lógica é a dos business hotel. Esta cadeia é, sobretudo, para pessoas que precisam de ganhar tempo, pessoas aactivas que precisam de comunicar e movimentar-se. Temos em torno do hotel o rent-a-car, a internet … todos os serviços desejados por um executivo. A ideia é criar uma rede de hotéis com o mesmo design, o mesmo conceito e o mesmo padrão de serviços.

Voltamos a falar de quadros, não temos para a hotelaria em Angola

Já temos feito o processo de selecção para o hotel do Lubango, agora estamos a entrar para a formação …

Será também uma resposta para o CAN no Lubango?

Penso que sim, claro, mas o nosso alvo principal é o cliente executivo. Estamos num país em crescimento e os executivos começam a precisar de mais estruturas de apoio nas suas deslocações, agora que andam mais pelo país.

Os hotéis terão, todos, o mesmo nome?

Sim, Novo Hotel

Tem filhos?

Quatro.

Quere-los nos negócios?

Os dois mais velhos, que são gémeos, estão a estudar em Londres, economia e com muito bom desempenho, mas o importante é que eles estudem, que se formem e depois decidam o que hão-de fazer.

Os outros também são estudiosos, o mais novo está na idade das traquinices (risos)

Pensa nas famílias dos trabalhadores?

Somos uma família aqui dentro, convivemos com os trabalhadores, pensamos neles. Agora no dia vinte e seis teremos mais uma acção de confraternização com os trabalhadores da Air 26, mas pergunte isso aos trabalhadores, eles atestarão que sim, seguramente.

http://www.correiodigital.info/2009/10/lourenco-duarte-o-pca-do-grupo-ducard/
 

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Isabel dos Santos, a rica princesa angolana





PS:Angola´s most influential businesswoman? That´s enomous what she does...
Olá Sou o António, Chefe de vendas de carreira, com experiencia em várias áreas comerciais e técnicas de qualidade, desde Call Center a gestão de equipas de rua para implantação de novos produtos, grande experiência em recrutamento e formação de vendedores, estratégias de rotas e de sistemas de gestão de carteiras de clientes, etc...
Desejo colaborar com empresas Angolanas e ajudar a construir um País melhor para todos, profissionalmente e socialmente.
Desde os meus 23 anos que sou coordenador de equipas de vendas , actualmente tenho 45 anos e estive em Luanda, de Fevereiro a Maio deste ano 2009.
Gostei muito e gostaria de abraçar uma oportunidade profissional fazer parte de uma equipa de sucesso.
O meu contacto é António Rogado Tm 0351 967644534 ou por mail : [email protected]
Cordiais Saudações
António Rogado
 
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