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O primeiro ônibus movido a célula de combustível a hidrogênio da América Latina será apresentado às autoridades dos governos federal, estadual e municipais, além de representantes das comunidades técnicas nacional e internacional. O uso desse combustível permite que o veículo devolva ao meio ambiente vapor de água ao invés de resíduos poluentes.

O evento será no dia 1º de julho, na sede de São Bernardo do Campo da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo – EMTU/SP, coordenadora do projeto no Brasil.

Serviço
Apresentação do Ônibus Brasileiro a Hidrogênio
Data: 1º/07/2009
Horário: 10 horas
Local: sede da EMTU/SP
Rua Joaquim Casemiro, 290 – Jardim Planalto
São Bernardo do Campo – SP (altura do Km 18 da Via Anchieta)

Assessoria de Imprensa
Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos – EMTU/SP
Tels: (11) 4341-1067, 4341-1261 e 321-2238
25/06/2009
 

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Nossa. Vou tentar ir. Não garanto. Mas se for, teremos fotos.

E quem tiver afim de vim, é fácil. O CECOM fica bem próximo do corredor.
 

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O modelo a hidrogênio que rodará em São Paulo é este daqui:



Marcopolo Gran Viale, chassi Tutto Trasporti, 100% produzido em Caxias do Sul (RS).
 

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Lindo veículo e o meio ambiente agradece!
 

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Nossa. Vou tentar ir. Não garanto. Mas se for, teremos fotos.

E quem tiver afim de vim, é fácil. O CECOM fica bem próximo do corredor.
pra quem não souber, Parada CECOM :lol:

é só seguir os fois do troleibus que chega lá (ja entrei uma vez no cecom)
 

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Um sonho seria ver uma empresa ou autarquia metropolitana de transportes padronizando a frota com um modelo desses, de piso baixo, suspensão a ar controlada, ar-condicionado e movidos a hidrogênio.
 

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^^
Se der certo, pode crer que vai ter mais carros rodando!
Este corredor é um dos melhores que temos de ônibus, pena que já tá no limite da demanda... Nele, operam, além dos convencionais a diesel, elétricos (tróleibus), alguns híbridos, e um a etanol. E agora, vamos ver um a hidrogênio!
 

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Ônibus a hidrogênio já é realidade em São Paulo

da redação Railbuss

Agora em julho a cidade de São Paulo e localidades vizinhas passam a experimentar o primeiro ônibus movido a eletricidade e alimentado por hidrogênio no país. Com isso o Brasil passa a ser o quarto país do mundo a contar com esta tecnologia. Antes, a experiência já foi bem sucedida nos Estados Unidos, Alemanha e China.

A novidade vai circular em rodízio nas 11 linhas do Corredor ABD da Emtu - Capital, Diadema, São Bernardo, Santo André e Mauá. A promessa da EMTU é que outros três veículos semelhantes estarão nas ruas até abril de 2010.

A grande vantagem do gás hidrogênio (H2) como combustível é que ele não polui o ar. A queima do gás libera apenas vapor d´água.

Veículo
O ônibus padrão apresentado tem 12 metros de comprimento, três portas, capacidade para 63 passageiros, ar-condicionado e piso baixo.

O Hidrogênio alimenta o sistema elétrico propulsor, que traciona o veículo. O ônibus possui nove cilindros, cada um deles com capacidade para cinco quilos de hidrogênio, o que propicia autonomia para rodar até 300
quilômetros.



Para alimentar o veículo uma fábrica foi montada pela EMTU, com capacidade para produzir até 120 quilos de H2 por dia.

O veículo ficará em testes até o final do ano no corredor do ABD, considerado ideal para testes, já que o local permite a circulação de veículos com média superior a 25 km/h. Neste período será acompanhado por técnicos. Anteriormente o veículo já passou por alguns testes na cidade de Caxias do Sul (RS), executados pela Marcopolo, fabricante da carroceria.

O Projeto Ônibus Brasileiro a Hidrogênio foi
desenvolvido pelo Ministério de Minas e Energia
e Emtu. Recebeu ainda recursos do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Global Environment Facility (GEF), Financiadora de Estudos
e Projeto (Finep) e também parceiros da iniciativa privada, que trabalham na montagem dos veículos e na fábrica de gás.

http://www.railbuss.com.br/noticias/122555051015a.html
 

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Do site do Governo de São Paulo: http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia.php?id=202537

Ônibus totalmente limpos, silenciosos, que utilizam como combustível o hidrogênio, o elemento químico mais abundante do planeta, e liberam apenas vapor de água. A apresentação do Ônibus Brasileiro a Hidrogênio aconteceu nesta quarta, 1º de julho. O transporte circulará em testes na Região Metropolitana de São Paulo a partir de agosto deste ano. O evento contou com a participação do governador José Serra e do secretário dos Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella.

Com a construção do primeiro veículo deste tipo na América Latina, o Brasil passa a ter posição global de destaque ao lado dos Estados Unidos, da Alemanha e da China. "O Brasil é um dos cinco países do mundo que dominam a tecnologia e que têm ônibus movidos a hidrogênio. Também é importante salientar que nós somos o único, entre estes países, que detém uma tecnologia híbrida, como segunda opção para o ônibus a hidrogênio: a eletricidade", disse o governador durante apresentação.

O projeto prevê a fabricação de até quatro veículos, mais a montagem da estação de produção de hidrogênio e abastecimento dos ônibus, em São Bernardo do Campo, com o apoio técnico da Petrobrás, da BR Distribuidora e da AES Eletropaulo.

Construído em Caxias do Sul (no Rio Grande do Sul) pela Tuttotrasporti e pela Marcopolo, o protótipo já passou por todos os testes automotivos necessários para a sua homologação. Os outros três veículos serão incluídos no sistema a partir de 2010.

O projeto

O projeto brasileiro começou há 15 anos quando a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU/SP), empresa vinculada à Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos, e o Ministério das Minas e Energia (MME) iniciaram os estudos para o uso do hidrogênio como combustível em ônibus urbanos. O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) reconheceu a importância do projeto e destinou recursos do Global Environmental Facility (GEF) para financiá-lo. Para o desenvolvimento de todo o projeto foram destinados US$ 16 milhões.

A EMTU/SP, coordenadora nacional do projeto, será responsável pelo acompanhamento e avaliação do desempenho dos veículos que circularão nas 13 linhas do Corredor Metropolitano ABD (São Mateus / Jabaquara), operado pela concessionária Metra.

Esse corredor é ideal para o experimento, pois apresenta alta demanda. São cerca de 270 mil passageiros por dia. "Vai ser um teste muito importante do ponto de vista operacional, pois é preciso examinar a economicidade e a viabilidade econômica do projeto", afirmou o governador José Serra. "O projeto vale um grande investimento inicial porque trata-se de uma tecnologia e uma forma nova de transporte", complementou Serra.

Esse trabalho será feito até 2011 com os quatro ônibus previstos no projeto. Após o período de testes, os veículos serão incorporados à frota operacional do corredor.

Parceiros

A assinatura do contrato de fornecimento do primeiro ônibus e de toda a infraestrutura necessária ocorreu em maio de 2006, quando o projeto passou a contar com parceiros nacionais e internacionais. São eles:

AES ELETROPAULO (Brasil) - especificação da sub-estação; conexão; qualidade e disponibilidade de energia;

BALLARD POWER SYSTEMS (Canadá) - design, desenvolvimento e fabricação da célula a combustível;

EPRI INTERNATIONAL (EUA) - gerenciamento do projeto e líder do consórcio;

HYDROGENICS (Canadá) - fabricante do eletrolisador e equipamentos da estação de abastecimento de hidrogênio;

MARCOPOLO (Brasil) - fabricante da carroceria e seus componentes;

NUCELLSYS (Alemanha) - desenvolvimento, fabricação e engenharia de aplicação dos sistemas de célula a combustível;

PETROBRAS DISTRIBUIDORA (Brasil) - integradora e operadora da estação de abastecimento de hidrogênio;

TUTTOTRASPORTI (Brasil) - integradora do ônibus completo e fabricante do chassi e do software de controle veicular.


A escolha do Brasil

O Brasil foi beneficiado com o financiamento do PNUD/GEF por ser um país de economia emergente, maior produtor (50 mil unidades por ano) e o maior mercado consumidor de ônibus do mundo. Ainda há várias fontes para produção de hidrogênio no Brasil e o país é líder na redução de gases de efeito estufa com o uso de energia hidroelétrica e do etanol.

O ineditismo do projeto brasileiro

O projeto do Ônibus Brasileiro a Hidrogênio é inédito pelo fato de ter integrado o avançado sistema em plataforma produzida localmente, ao invés de importar os ônibus de célula a combustível já existentes.

O uso de um sistema de propulsão híbrido com dois sistemas automotivos de célula a combustível combinado com baterias é outra característica pioneira, proporcionando ao veículo menos peso, o que garante mais eficiência no consumo e no rendimento, a um custo menor.

O ônibus brasileiro também conta com um dispositivo de regeneração do sistema de frenagem (aproveitamento do calor), o mesmo empregado neste ano nos carros da Fórmula 1, no qual a energia é armazenada nas baterias e usada na necessidade de maior potência na movimentação do veículo (em subidas, por exemplo).

Além do uso diferenciado de alguns sistemas, a arquitetura e a concepção inovadoras do Ônibus Brasileiro a Hidrogênio levam a um custo final do veículo significativamente inferior aos existentes no mundo.

Como maior fabricante global de chassis e carrocerias, o Brasil tem demonstrado capacidade de inovação tecnológica e reconhecida competência na gestão desse conhecimento. São qualidades evidentes ao se constatar que o protótipo foi totalmente fabricado e integrado (carroceria e sistemas) em território nacional.

Os próximos objetivos são: desenvolver uma solução mais limpa para o transporte público no Brasil, avaliar e estabelecer as exigências técnicas para garantir a durabilidade do veículo e torná-lo economicamente competitivo.
 

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Quero andar!!

Vou aproveitar as férias e fazer vigilia no terminal de Santo André (espero que venham logo pras linhas de São Mateus e Sto André Oeste)
 

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...?...
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Quanto será o custo desta fábrica de hidrogênio ??

e também, será que o ônibus à H2 é muito mais caro(caso fosse feito em série...) que um comum ??
 

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bye Iguaçu, hi Tietê
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O detalhe mais crucial por enquanto é que o H2, principalmente da forma ecologicamente correta, não é energeticamente competitivo. Isto é, é muito caro obtê-lo e utilizá-lo, mais do que mitigar os efeitos negativos de outras fontes.
O H2 ecológico é obtido por eletrólise da água, portanto a partir da energia elétrica, que por sua vez tem de ser originária de fonte não-poluente, como hidrelétrica, eólica... Outra fonte possível, a partir de hidrocarbonetos, que é energeticamente mais interessante, libera o mesmo CO2.
Por isto, o ônibus limpo continua uma perspectiva futura, quando os processos de obtenção e utilização de H2 forem aperfeiçoados. Por enquanto, serão algumas unidades, úteis em regiões muito sucetíveis a poluição e em vias não eletrificadas (no corredor estão só para teste, não faz sentido nenhum retirar trólebus por causa deles), e que poderão contribuir com os aperfeiçoamentos necessários.
 

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Eduardo Lima
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Fiquei surpreso com a notícia. Achava que isso só se daria daqui a uns 10 anos! Afinal, nem carro a hidrogênio nós temos ainda...
Mais uma vez, parabéns a São Paulo pela inovação! A cidade e as suas vizinhas precisam bastante!
 

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Pode até ser uma iniciativa interessante, mas acho que no momento um gasto de dinheiro desnecessário e grande, na qual poderia ser revertido em outras área do próprio transporte, como aperfeiçoamento dos trólebus, obtenção de energia através dos lixões que poderiam alimentar os trólebus no corredor.
 

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O Brasil foi beneficiado com o financiamento do PNUD/GEF por ser [...] o maior produtor (50 mil unidades por ano) e o maior mercado consumidor de ônibus do mundo.
Taí um recorde que eu não faço nenhuma questão de ver o Brasil ostentar.
E quanto ao hidrogênio, além de caro, só transfere o problema ambiental: em vez de queimar díesel, gasta-se energia elétrica para produção (que provavelmente vem de termoelétricas :nuts:)
 

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Parabéns para São Paulo, mais uma vez pioneira em uma técnologia de ponta e de futuro, fora poluição vamos investir em combustíveis mais limpos, a natureza agradece.
 
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