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O Prof Godin
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A pedido do Reflex aqui vai.

Este período é normalmente visto como a decadência de Portugal.
É uma visão possível, normalmente republicana, onde o advento da república é uma inevitabilidade dos tempos.
Eu tenho outra opinião. Trata-se de um dos períodos de riqueza de Portugal, tanto económica como cultural.
Em Portugal só se fazem revoluções quando há dinheiro.
A decadência vem a seguir, quando Portugal mergulha na guerra civil e nos regimes de coronéis, atinge a bancarrota – para quem não saiba -, perseguição da igreja, trágica intervenção na primeira guerra mundial que proporcionou a aparecimento do regime Salazarista.
Mas aqui o que vamos falar é de arquitectura e urbanismo.
Como sempre todas as opiniões e participação é bem-vinda, mas deve ser fundamentada.
Começo por pôr fotografias da região de Cascais – Estoril, que foi a zona mais marcada pelo desenvolvimento (caminhos de ferro, luz eléctrica, aparecimento da cultura balnear, etc.) da luzes tardias (como sempre) do século XIX.
Depois vamos falando e identificando as casas e outras obras.


Como sempre ponho uma imagem do século XVI de Braun



Cascais em 1900


















































































































































Algumas fotografias são minhas outras não. As fotografias históricas são reproduções de originais normalmente identificados na minha tese. Assim, in, MASCARENHAS DE LEMOS, Eduardo Cardoso “Modelos urbanos e a formação da cidade balnear. Portugal e a Europa”, policopiado, tese de doutoramento em Arquitectura, especialidade de Planeamento Urbano, Faculdade de Arquitectura da Universidade de Wroclaw, Polónia, 2006.

Depois passamos para a Foz do Douro, Figueira, etc.
 

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O Prof Godin
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A identificação dos edifícios está nas fotos, ref. …jpg
 

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Porque é que eu gosto tanto de Cascais... porque é lindo :)

Esta é para mim uma das casas mais bonitas de Cascais. Exactamente ao lado há outra casa tão ou mais espectacular, em tons de azul e com a mesmo tipo de arquitectura. Tem alguma fotografia dessa?
 

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(ah ve-se um bocadinho na foto, do lado direito ;) não tinha reparado)
 

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O Prof Godin
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Alguma bibliografia

AA. VV. “Construções, Reconstruções e Reparações em Prédios Urbanos e Vedações de Terrenos, Câmara Municipal de Cascais, Cascais,1930.
AA. VV. “Um Olhar Sobre Cascais Através do Seu Património”, III Vols., Cascais, Associação Cultural de Cascais, 1989.
AA. VV. Arquivo de Cascais - Boletim Cultural do Município, Nº 6, Câmara Municipal de Cascais, Cascais, 1986. (Na capa tem um mapa da vila no inicio do século XX).
ALMEIDA, D. José Luiz de, (Lavradio) [Coord.] “Memórias do Sexto Marquês do Lavradio”, Lisboa, Edições Ática, 1993.
ANACLETO, Regina “Um Caso Singular no Goticismo Nacional: O Palacete Palmela”, ”, in, Arquivo de Cascais - Boletim Cultural do Município, Nº 11, pag. 103-148. Câmara Municipal de Cascais, Cascais, 1994.
ANDRADE, Ferreira de “Cascais - Vila da Corte, Oitocentos Anos de História, Câmara Municipal de Cascais, Cascais, 1964.
ANDRADE, Ferreira de “Monografia de Cascais”, Câmara Municipal de Cascais, Cascais, 1969.
ARAÚJO, Manuel de “Notas Para a História de Cascais e do seu Termo - O Primeiro Restaurante do Estoril”, Jornal da Costa do Sol,19 de Agosto de 1993.
BARRUNCHO, Pedro Lourenço de Seixas, “Villa e Concelho de Cascaes”, Typographia Universal, Lisboa,1873.
BRIZ, Maria da Graça Gonzalez “A arquitectura do Estoril”, in, Arquivo de Cascais - Boletim Cultural do Município, Nº 9, pag. 51-74. Câmara Municipal de Cascais, Cascais, 1989.
BRIZ, Maria da Graça Gonzalez “Cascais: Uma Breve História da Vilegiatura Balnear”, in, Mediterrâneos e Atlânticos: Encontros de Civilizações, Actas dos 2ºs Cursos Internacionais de Verão de Cascais, 2 Vols., Câmara Municipal de Cascais, Cascais,1996.
CARDOSO, Guilherme “As Cocheiras do Monte Estoril”, Jornal da Costa do Sol, 13 de Junho de 1991.
CARDOSO, Guilherme “Cascais Passado a Preto e Branco”, Associação Cultural de Cascais, Cascais, 1991.
CARDOSO, Guilherme “Mapa Setecentista do Estoril, Galiza, São João do Estoril e Alapraia”, in, Arquivo de Cascais - Boletim Cultural do Município, Nº 12, pag. 109-116. Câmara Municipal de Cascais, Cascais, 1996.
COLAÇO, Branca de Gontha; ARCHER, Maria “Memórias da Linha de Cascais”, Lisboa, [S/N], 1943.
CORREIA, J. Diogo “Toponímia do Concelho de Cascais”, Câmara Municipal de Cascais, Cascais, 1964.
DAVEAU, Suzanne, “O Numeramento de 1527 - Tratamento Cartográfico”, Universidade de Lisboa, Lisboa, 1986.
DIAS, João José Alves “Para a História da Iconografia de Cascais”, in, Arquivo de Cascais - Boletim Cultural do Município, Nº 11, pag. 95-102. Câmara Municipal de Cascais, Cascais, 1994.
DINIS, Benjamim Pinto “A Vila de Cascais e as Fortalezas”, in, Jornal 'A Zona', 1 de Outubro de 1987.
ENCARNAÇÃO, José d'; CARDOSO, Guilherme, “Monte Estoril: Um Sítio a redescobrir um Ambiente que Renasce, Monte Estoril, Conjunto Residencial Jardim Sabóia, [1986].
GODINHO, Helena Campos; MACEDO, Silvana Costa; PEREIRA, Teresa Marçal, “Levantamento do Património do Concelho de Cascais - «1975 - Herança do Património Arquitectónico Europeu”, in, Arquivo de Cascais - Boletim Cultural do Município, Nº 9, pag. 87-236. Câmara Municipal de Cascais, Cascais, 1990.
GOES, Maria das Dores Jorge de “A Real Fábrica de Lanifícios de Cascais”, Câmara Municipal de Cascais, Cascais, 1964.
HENRIQUES DA SILVA, Raquel, “A arquitectura de veraneio”, in, Arquivo de Cascais - Boletim Cultural do Município, Nº 7. Câmara Municipal de Cascais, Cascais, 1988. (formulações estéticas e arquitectónicas no concelho de Cascais desde meados do século XIX. São João do Estoril, Parede e Carcavelos, de 1890 a 1930).
HENRIQUES DA SILVA, Raquel, “Sobre a Aqruitectura do Monte Estoril”, in, Arquivo de Cascais - Boletim Cultural do Município, Nº 5, pag. 9-22. Câmara Municipal de Cascais, Cascais, 1984.
HENRIQUES, João Aníbal “Subsídios Monográficos Para Uma História Rural Cascalense, Junta de Freguesia de Cascais, Cascais 1997.
JORNAL DA COSTA DO SOL “ Avenida Valbom, Entrada Grande de Cascais – 1894”, Jornal da Costa do Sol, 1 de Agosto de 1996.
JORNAL DA COSTA DO SOL “Monte Estoril: Recordações de uma Velha Casa”, Jornal da Costa do Sol, 27 de Outubro de 1994.
LOURENÇO, Manuel Acácio Pereira “As Fortalezas da Costa Marítima de Cascais”, Câmara Municipal de Cascais, Cascais, 1964.
MOUTINHO, Teresa, “A Colecção de Postais Ilustrados de Monsenhor Elviro dos Santos: Cascais, Monte Estoril e São João do Estoril”, in, Arquivo de Cascais - Boletim Cultural do Município, Nº 9, pag. 45-50. Câmara Municipal de Cascais, Cascais, 1989.
ORTIGÃO, Ramalho “As Praias de Portugal”, Livraria Clássica Editora, Lisboa, 1943.
PEREIRA, Clara Pavão “Guia do Arquivo Histórico Municipal de Cascais”, Câmara Municipal de Cascais, Cascais, 1993.
PEREIRA, Maria Lília Solipa “O “Sanatório» de Sant'Anna, uma Unidade Arquitectónica Notável”,” in, Arquivo de Cascais - Boletim Cultural do Município, Nº 7, pag. 175 - 190. Câmara Municipal de Cascais, Cascais, 1988.
RAMALHO, Margarida Magalhães “A Fortaleza de Nossa Senhora da Luz e a Estratégia de defesa da Barra do Tejo”,in, Actas dos 1ºs. Cursos Internacionais de Verão de Cascais, pag. 33-50. Câmara Municipal de Cascais, Cascais, 1995.
RAMALHO, Margarida Magalhães “Cascais em Finais do Século XVI: Duas Plantas Inéditas”, in, Arquivo de Cascais - Boletim Cultural do Município, Nº 9, pag. 75-86. Câmara Municipal de Cascais, Cascais, 1990.
RIBEIRO, Carlos “Vues de la Côte Portugaise Entre l'estuaire de la Rivière de Maceira et Pedra du Frade à l'Ouest de Cezimbre”, Serviços Geológicos de Portugal, Lisboa, 1949.
RODRIGUES, Teresa “Cascais no Último Século - Um caso de Franca Expansão Populacional na Área Metropolitana de Lisboa”, in, Arquivo de Cascais - Boletim Cultural do Município, Nº 12. Câmara Municipal de Cascais, Cascais, 1996.
SILVA, Raquel Henriques da “A Arquitectura de Veraneio no Concelho de Cascais em Sete Andamentos”,in, Actas dos 1ºs. Cursos Internacionais de Verão de Cascais, pag. 15-32. Câmara Municipal de Cascais, Cascais, 1995.
SILVA, Raquel Henriques da “Cascais”, Editorial Presença, Lisboa, 1988.
VEGAR, José “Destino Cascais”, Jornal Expresso, 29 de Setembro de 1995. (Sobre os exilados na Costa do Estoril).
 

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O Prof Godin
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Cascais, Algumas notas - cronologia

Cascais

Pequena Vila Fortificada de origem medieval, com registo gráfico no segundo volume da obra “Civitates Orbis Terrarum”, datado de 1572, por Georgius Braun.
Possui um torre de edificada por D.João II (14??), integrada no século XVI num baluarte (fortaleza de N.ª Sra. Da Luz defensivo, que evolui para a “cidadela” ainda hoje existente. Esta enquadra-se no conjunto de 16 baluartes edificados ao tempo de D. João IV).
O actual edifício da Câmara, foi residência senhorial – Solar, mandado edificar pelo capitão António Falcão Pereira e sua mulher D. Antónia da Sylva em 1713. Posteriormente Solar dos Falcões. No século XIX, foi pertença dos Condes da Guarda.
Cascais foi particularmente afectada pelo terramoto de 1755.

XIX

Praia principal – Praia da Ribeira.

Vias
Obra fundamental –

Abertura da estrada Cascais – Oeiras. Joaquim António Vellez Barreiros, Visconde da Luz, 1864. Data a partir da qual passou a existir uma ligação diária com Lisboa. Efectuava-se por “trens”, “char-à-bancs” e “omnibus” . Duração 5 horas para cada lado.

Estrada Cascais Sintra, 1868.

Avenida D. Carlos I e Avenida Valbom. 1899. Eixos de ligação entre a praia da Ribeira e a estação de caminhos de ferro e a cidadela. Exteriores ao casco antigo.

Residências
De referencia – Palácio da Pena – Idealizado e realizado por D. Fernando II, Duque de Saxe-Coburgo-Gotha, Rei de Portugal por casamento com D.Maria II. 1836. Projecto do barão Echwege e a colaboração de J. Possidónio da Silva . Constitui uma referência romântica para o desenvolvimento das primeiras edificações da nobreza em Cascais, e não só.

Duques de Palmela – 1868/7(?). Construído sobre ruína do forte da Conceição que compraram. Projecto do arquitecto inglês Thomas Henry Wyatt . Classificado como chalé rústico de gosto vitoriano neo - romântico. Tinha anexo um parque, com jardins e fontes.Com o atravessamento da linha de caminho de ferro acabou por desagregar-se da propriedade.

Duque de Loulé – 1870, cerca de. Idêntica situação de promontório, sobre a praia da Rainha. Projecto de autoria de Luís Caetano Pedro d`Ávila. Hoje Hotel Albatroz.

Condes do Faial – Família Palmela. 1896. Projecto de José Luís Monteiro.

Conde de Arnoso – 1890. Engenheiro. Projecto próprio. Introduz elementos de arquitectura tradicional portuguesa. Introduz o debate dos regionalismos e nacionalismo.

Visconde de Gandarinha – Adaptando o convento da Piedade Ref. 1899.

Casa Costa e Silva, depois Ficalho - (ref 1899). Projecto atribuído ao arquitecto Manuel Ferreira dos santos. Também tem parque.

Casa Jorge O`neil/ Condes de Castro Guimarães (Torre de S. Sebastião) - Atribuído o desenho original da torre ao cenógrafo Luigi Manini . A autoria do projecto é do arquitecto Francisco Vilaça. Casa neo-romantica, explora a mesma situação sobranceira ao mar, que no local faz pequena baía e praia.

Casa Jorge O`neil (Casa de Santa Maria). 1902. Projecto do arquitecto Raul Lino.

Casa António Lencastre – Eclectismo romântico revivalista. Situa-se sobre a praia da Conceição, entre as casas Palmela e Loulé.

Casa Leitão. 1896 . Elementos de arquitectura de ferro. Projecto do arquitecto António José Dias da Silva.

Espaços Públicos
Esplanada Maria Pia, Esplanada Príncipe Real D. Luís Filipe – ligação entre a praia e a cidadela. Referido em 1899.
Terraço do Casino. Referido em 1899.

Praça (parque) Serpa Pinto. Jardim com coreto e lago. Referido em 1899.

Equipamentos
Teatro Gil Vicente – 1863.(rua da Nazaré).
Casino – 1873. Sobre a praia da Ribeira.
Sporting-Club


Século XX

Casa ou Palacete Seixas. 1920. Projecto de Norte Júnior. Edificado sobre o forte de Santa Catarina.

Utopias não construídas
Splendid Hotel. 1903. Ventura Terra.

Cité du Film Portugais. 1930. Cassiano Branco.

Referidas ainda pela autora

Introdução da Avenida Marginal de Duarte Pacheco. (?1940?). Que abre a vila.

A Casa da Laura (? Unidade turística?) que António Ferro fez um símbolo da nova hotelaria.

Solar de D. Carlos (outra unidade hoteleira?).

Anos 60 Conceição e Silva na estrada do Guincho. Casa Conceição e Silva (1960), e Casa Valadas de Carvalho (1971). Ainda a Loja de Discos Valentim de Carvalho (1966). Em cascais.

1974 – Proposta para uma possível remodelação da baixa de Cascais . Trabalho de equipe. Colaboração do arquitecto Viana de Lima e do historiador de arte Pais da Silva
 

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Whatever
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apesar dos muitos atentados que se têm cometido na linha, Cascais ainda consegue manter alguma dignidade e o charme da "belle epoque" à portuguesa.

o casino alguma vez chegou a ser construído como aparece nos projectos? espero bem que não que é para não ter de saber que foi destruído para construirem o monstro que lá está agora...
 

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o casino alguma vez chegou a ser construído como aparece nos projectos? espero bem que não que é para não ter de saber que foi destruído para construirem o monstro que lá está agora...
Estava a pensar isso mesmo! :lol:
Bela reportagem! Era bom que o Estoril ainda tivesse o aspecto que tinha na 11a foto (vista aerea).
 

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O Prof Godin
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Discussion Starter · #13 ·
apesar dos muitos atentados que se têm cometido na linha, Cascais ainda consegue manter alguma dignidade e o charme da "belle epoque" à portuguesa.

o casino alguma vez chegou a ser construído como aparece nos projectos? espero bem que não que é para não ter de saber que foi destruído para construirem o monstro que lá está agora...
A maior parte são projectos, estudos de base, que nunca chegaram à construção. Já os casinos mais antigos existiram, mas foram adaptados a outras funções acabando por perder a forma.
 

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O Prof Godin
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Discussion Starter · #14 ·
Texto sobre as casas de Cascais/Estoril

O Palácio à Beira-Mar
Os palácios à beira-mar do século XIX são herdeiros desta tradição, aligeirada em programa, do qual a Casa Palmela e a Casa Faial, em Cascais e da mesma família, são talvez o exemplo mais significativo. São-no por representar na figura da velha aristocracia portuguesa, construções de atitude balnear projectadas de raiz e por arquitectos. No caso da casa Palmela intervêm dois arquitectos estrangeiros, Thomas Henry Wyatt (casa principal, 1871) e Cesar Ianz (cocheiras, 1895), e dois portugueses José António Gaspar (alterações, 1883), José Luís Monteiro (Capela, 1890-1895) . No caso da casa Faial o projecto é igualmente de raiz, em data muito próxima, 1896, e de autoria de um arquitecto português, José Luís Monteiro.
Estruturalmente semelhantes apresentam uma ocupação diferenciada por pisos, destinando-se o 1.º andar ao acesso, zona de estar e receber, e o 2.º andar a quartos, donde se destaca a “suite”, ou apartamento do proprietário, inovação tipológica constituída por zona de dormir, casa de banho, e sala de vestir, donde se desfruta de janela panorâmica sobre a baía. No piso inferior esta janela formaliza um complemento da zona de estar, permitindo acesso ao exterior, seja varanda (Casa Beatriz Jorge) ou terraço (casa Palmela), ou acesso ao jardim (Chalet Biester). Esta janela, bay-window, (janela panorâmica) introduzida por Thomas Wyatt em 1871 na casa Palmela é uma atitude que vai integrar a gramática das casas balneares , sendo posteriormente introduzida na gramática da casa portuguesa de Raul Lino, que a explora formalmente.
Com planta e programa reduzido, estas construções não se designam palácios, mas sim chalets, villas, ou só casas, pela consciência própria de se tratar de um espaço de veraneio balnear cuja atitude pressupõe informalidade, inovação cultural da época.
A utilização de novas tecnologias como o ferro estrutural,[ as experiências em betão, a utilização de grandes janelas panorâmicas, a luz a água corrente, juntamente com as inovações funcionais da planta de grande átrio central ou ainda a introdução do modelo de quarto – suite, fazem destas casas modelo e evolução, na época.…]

in, Eduardo Cardoso Mascarenhas de Lemos "Modelos urbanos e a formação da cidade balnear. Portugal e a Europa”, policopiado, tese de doutoramento em Arquitectura, especialidade de Planeamento Urbano, Faculdade de Arquitectura da Universidade de Wroclaw, Polónia, 2006
 

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Uma dúzia de anos disto..
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Obrigado, professor, por ter aberto o thread e por todas essas informações e fotos! Tem aí exemplos fabulosos, pode-se dizer que ao escolher Cascais começou da melhor forma o thread!:eek:kay:

Agora, uma contribuição minha para começar, de alguns edificios de Lisboa dos finais do séc XIX/inicios séc XX:

1- Edificio na Praça do Saldanha, arq. Norte Junior, menção honrosa P.Valmor 1912


2- Edificio na Praça do Saldanha, arq. José Luís Monteiro, (?)


3- Edifício na Av.Republica, arq. Miguel Nogueira Junior, P.V 1913


4- Edifício na Av.Republica, arq. Ventura Terra, P.V 1906


5- Edifício na Av.Republica/Av.Berna, arq. Norte Junior, (?)


6- Edifício na Av.Republica, (?), (?)


7- Edifício na Av. Liberdade, arq. Henri Lousseau, 188..(?)


8- "Palacete Lamberthini" na Av. Liberdade, arq. Nicola Bigaglia, menção honrosa P.V 1904


9- "Casa Malhoa", av.5 de Outubro, arq. Norte Junior, P.V. 1905


10- Edifício na R.Viriato, arq. Ernesto Korrodi, P.V 1917
 

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O Prof Godin
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Discussion Starter · #16 ·
Agora a questão fundamental:
Em tua opinião, em que medida estes edifícios se destacam ou que mais valia introduziram, evolução, tipologia, modelos, programas ou contributo se poderá atribuir, no contexto da história da arte e da arquitectura, no panorama do final do século XIX e inícios de XX a estes edifícios?

Vamos tentar partir pedra…
 

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Discussion Starter · #17 ·
Casa perto entre Oliveiro do Hospital e Avô



Zona de Ovar

 

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Discussion Starter · #19 ·
Então Reflex

Este thread foi aberto para ti. Tens que contribuir mais:yes: :D

Este é o Chalet Biester de autoria de José Luís Monteiro Reflex. Uma obra de culto dentro do ambito da Arquitectura finais do séc. XIX até ao Modernismo em Portugal.







Vou também por no thread da Arquitectura finais do séc. XIX até ao Modernismo em Portugal
 
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