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A arma era do atirador. A vítima não tinha arma própria. O Bush tinha acabado de postar isso.

Bonita história. Bonita exceto pelo pequeno detalhe de não ser verdade (só esteve armado porque tomou à força a arma de um dos atiradores e ficou tão nervoso que nem conseguiu encontrar o gatilho da coisa).

O que realmente aconteceu:

https://www.nzherald.co.nz/nz/news/article.cfm?c_id=1&objectid=12213205

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De qualquer forma, olha aqui a eficiência estatal que os desarmamentistas gostam:

(do mesmo link)

"The police also took 20 minutes to come. We are in the middle of the city," he said angrily.

"The middle of Christchurch - 20 minutes the police took to come. There was no traffic about. You need two minute [maximum] response."
 

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Look at that parking lot!
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Unlike In America, New Zealand Is Likely To Make 'Huge Changes' To 'Liberal' Gun Control Laws After Attacks, Experts Say

March 15 will forever be synonymous with what New Zealand's Prime Minister Jacinda Adern called one of the nation's "darkest days," with at least 49 people killed and almost 50 wounded in shootings at two mosques in Christchurch.

In the country's first gun massacre for nearly 30 years, gun control experts told Newsweek that Friday's shootings, which Ardern said "can only be described as a terrorist attack," are likely to bring about "huge changes" to New Zealand's gun control laws.

"I don't know the details of exactly what will happen in New Zealand. All I know is that there is bound to be change," gun control expert Philip Alpers, a New Zealand-born researcher at the University of Sydney and founding director of GunPolicy.org, which tracks gun laws around the world, told Newsweek.

Whereas the U.S. has been slow to see significant change in gun control measures in response to mass shootings, Alpers said: "As a New Zealander, I can't imagine a country that is less likely to ignore this and do nothing as the U.S. has done after Columbine, Sandy Hook and all the others."

[...] Simon Chapman, emeritus professor of public health at the University of Sydney and former co-convenor of the Coalition for Gun Control, told Newsweek: "We don't know whether the gunman obtained his semi-automatic weapons legally or illegally, but in New Zealand, you can get hold of semi-automatic weapons if you're given a permit to have one."

Indeed, in New Zealand, only certain classes of weapons require registration, including handguns and military-style semi-automatics. Meanwhile, most semi-automatic rifles, shotguns and airguns can be lawfully owned without registration by anyone in possession of a standard firearms license.

Both Chapman and Alpers said they believe all that could be about to change, however, with New Zealand likely to follow in the foosteps of its closest neighbor, Australia.

In Australia, 1996 gun law reforms triggered by the Port Arthur massacre, which saw 35 people killed, have been largely credited for a 22-year absence of mass shootings in the country. So much so that a study published last year by researchers at the University of Sydney and Macquarie University put the odds of the lack of mass shootings in Australia since the 1996 gun reforms came into place as due to chance at one in 200,000.

"In Australia, we outlawed civilian possession of rapid-fire semi-automatic weapons, rifles and pump-action shotguns," Chapman said. The country also instituted mandatory buyback programs in 1996 and 2003, which allowed firearm owners to turn over their weapons for compensation and saw hundreds of thousands of firearms destroyed.

"We changed our gun laws in 1996 and did not have a mass shooting for 22 years afterward...after having 13 in the 18 years before," Chapman said.

Chapman said that for years, Australia's gun lobby had pointed to neighboring New Zealand as "an example of a country with liberal gun laws where you can get hold of semi-automatic weapons and they've always said that's how it should continue to be."

"The gun lobby has often said that Australia and New Zealand are countries that share a lot of heritage. We are close geographically, we speak the same language, we play the same sports, we listen to much of the same music, we have all these cultural similarities," Chapman said. "But, in New Zealand, they allow their citizens to have access to semi-automatic weapons. In Australia, they don't."

"They've always said, well, they haven't had a mass shooting in New Zealand... Well, now they have," Chapman said.
https://www.newsweek.com/are-guns-legal-new-zealand-mosque-shootings-renew-heated-debate-1364101
 

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Tem jornalista BR associando o que aconteceu na NZL com o governo Bolsonaro.


Também estão usando o fato do atirador ter se referido à Batalha de Lepanto e do assessor internacional do Bolsonaro, Felipe G. Martins, ter citado um trecho do poema de Chesterton sobre a batalha para fazer essa associação.

É de uma desonestidade imensa, mas do ponto de vista deles, eles estão corretos. Tem que usar tudo que é disponível para atacar o inimigo mesmo. Quem errou foi a direita bunda-mole no Brasil que passou décadas poupando o PT ao não associá-lo com o terrorismo do Sendero Luminoso no Peru e das FARC na Colômbia. Olha que nesses casos havia bem mais ligações materiais entre os grupos do que entre o bolsonarismo e o nacionalismo branco.
 

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Ele vai passar o resto da vida lendo bons livros, se exercitando diariamente, comendo um cardápio nutritivo acompanhado por nutricionista e dormindo em uma cama com lençóis limpos.

Todo o conforto que ele terá pelo resto da vida será pago pelos cidadãos neozelandeses, inclusive os parentes das vítimas.

Os terroristas que cometeram atentados na Europa nos últimos anos estão em situação igual.

Nesses casos a única punição cabível e justiça moral possível é a pena capital.
:applause: :applause:
 

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Heim, o Barriga-Verde falou "o resto da vida"?

:lol:

Se a NZ for tão avançada quanto a Noruega, ele vai passar no máximo 10 anos em regime fechado.

Da mesma forma que o Breivik, que matou 77 pessoas (grande parte menores de idade), ameaçou os membros do Judiciário e Governo durante o processo, e foi condenado "ao máximo de pena do país", 21 anos com 10 em regime fechado.

https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2012/08/24/anders-breivik-e-condenado-a-21-anos-de-prisao-pelo-massacre-de-77-na-noruega.htm


Em 2022 ele já pode sair da cadeia e quem sabe pode até virar um líder político.
 

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Heim, o Barriga-Verde falou "o resto da vida"?

:lol:

Se a NZ for tão avançada quanto a Noruega, ele vai passar no máximo 10 anos em regime fechado.

Da mesma forma que o Breivik, que matou 77 pessoas (grande parte menores de idade), ameaçou os membros do Judiciário e Governo durante o processo, e foi condenado "ao máximo de pena do país", 21 anos com 10 em regime fechado.

https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2012/08/24/anders-breivik-e-condenado-a-21-anos-de-prisao-pelo-massacre-de-77-na-noruega.htm


Em 2022 ele já pode sair da cadeia e quem sabe pode até virar um líder político.
Ele não vai sair da cadeia. A Noruega tem um regime diferente de internação indeterminada de pessoas que após exaurido o termo fixo de encarceramento continuem sendo ameaças à sociedade. Vários outros países do Norte da Europa tem leis parecidas.
 

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Seria entao o caso de haver uma hipocrisia velada por parte desses países?

No papel colocam que encarceramento nao resolve nada, que todo mundo merece uma segunda chance, que não pode haver discriminação com quem é preso, que ninguem passara a vida preso, etc... Tudo que de mais lindo e avançado socialmente existir foi posto no papel.

Mas lá no finalzinho, em letras pequeninas tem:

Mas se o governo entender que a pessoa nao tem recuperaçao ou cometer um crime muito grave aí a gente pode manter ela presa pro resto da vida... mas nao chamamos isso de prisao perpétua e sim "internação indeterminada"
 

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A NZ teve 35 homicídios em 2018!!!!!!!!!!!

Aí vem um episódio desse, que um louco compraria armas no mercado negro de qualquer jeito, um episódio inevitável, e a conclusão brilhante do governo neozelandês: precisamos rever nossa política de armas.

Gênios.
Um cara desses planejou o atentado por mais de 1 ano e teve a coragem de atirar contra dezenas de civis desarmados.

Acho fantástica essa lógica onde alguém capaz de assassinar 50 pessoas respeitaria um suposto rígido controle de armas.

Certamente se estiver na lei os maníacos serão dissuadidos de faze-lo. O resultado não será a continuação de massacres como esse, mas com uma população cada vez mais desarmada e passiva.

Lembrando que segundo os periódicos da NZ a polícia levou apenas 36 minutos para chegar ao local. Um civil com uma pistola poderia ter salvo a vida de dezenas de pessoas.
 

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Lembrando que segundo os periódicos da NZ a polícia levou apenas 36 minutos para chegar ao local. Um civil com uma pistola poderia ter salvo a vida de dezenas de pessoas.
Aqui em SP levaria 5 min para a ronda escolar chegar e no máximo em 10 min a Força Tática com armas pesadas chegar.


Acho que foi esse o tempo que a PMSP demorou para chegar na primeira ocorrência de Suzano (o tio do assassino na loja de carros).
 

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A polícia já estava no local depois de 340 segundos da primeira chamada.

Essa comparação de suicídios e reclamação de como a imprensa sobre terroristas é descabida. Em primeiro lugar não há mais que limitem cobertura de suicídios (e a Internet as deixaria irrelevantes), só manuais de redação. O fator principal e óbvio é que suicídio não tem vítimas terceiras. Pretender que a imprensa cubra um ataque terrorista (suicida ou nao) dando ao perpetrados a mesma pouca atenção de suicídios de gente não famosa é risível. E mesma que a imprensa fizesse isso iriam acusar de estarem escondendo o criminoso e seus motivos, de conspiração. Nos principais veículos internacionais o que houve (desde os vários casos de decapitação da ISIS na mídia europeia e desde os tiroteios mais recentes nos Estados Unidos) é deixar um pouco menos ênfase no nome e personalidade do terrorista, fazendo a cobertura de motivos, contexto e método mas sem fotos de infância e similares, e citando o nome apenas uma ou duas vezes em reportagens.
 

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Seria entao o caso de haver uma hipocrisia velada por parte desses países?

No papel colocam que encarceramento nao resolve nada, que todo mundo merece uma segunda chance, que não pode haver discriminação com quem é preso, que ninguem passara a vida preso, etc... Tudo que de mais lindo e avançado socialmente existir foi posto no papel.

Mas lá no finalzinho, em letras pequeninas tem:

Mas se o governo entender que a pessoa nao tem recuperaçao ou cometer um crime muito grave aí a gente pode manter ela presa pro resto da vida... mas nao chamamos isso de prisao perpétua e sim "internação indeterminada"
Mas é um procedimento distinto, a internação tem bem menos restrições (pode se comunicar de forma supervisionada e receber visitas sem limitações de prisão), e não avalia mais o aspectos de pena mas de risco.

Mas não é assim em todos os países da região. Itália e Holanda por exemplo tem penas de prisão perpétua sem chances realistas de saída para certos tipos de homicídio, exceto liberação pra ir morrer em estabelecimento médico em doença terminal avançada...
 

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A polícia já estava no local depois de 340 segundos da primeira chamada.

Então a primeira ligação demorou 20 minutos, ou então o sobrevivente do atentado que não foi filmado está mentido.

(ela disse que demorou quase 20 minutos para a polícia aparecer desde o momento do atentado).

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Essa comparação de suicídios e reclamação de como a imprensa sobre terroristas é descabida. Em primeiro lugar não há mais que limitem cobertura de suicídios (e a Internet as deixaria irrelevantes), só manuais de redação. O fator principal e óbvio é que suicídio não tem vítimas terceiras. Pretender que a imprensa cubra um ataque terrorista (suicida ou nao) dando ao perpetrados a mesma pouca atenção de suicídios de gente não famosa é risível. E mesma que a imprensa fizesse isso iriam acusar de estarem escondendo o criminoso e seus motivos, de conspiração. Nos principais veículos internacionais o que houve (desde os vários casos de decapitação da ISIS na mídia europeia e desde os tiroteios mais recentes nos Estados Unidos) é deixar um pouco menos ênfase no nome e personalidade do terrorista, fazendo a cobertura de motivos, contexto e método mas sem fotos de infância e similares, e citando o nome apenas uma ou duas vezes em reportagens.

Manuais de redação, exatamente o que a imprensa que se diz séria precisa desenvolver para lidar com esse tipo de terrorismo que come e bebe do sensacionalismo.


O procedimento poderia ser diferente, mas os princípios que fazem a imprensa omitir suicídios para não incentivar novos casos, são os mesmos.

O público só não iria entender se fosse imbecil, mas diferente do que os tecnocratas que gostam de tutelar a sociedade acham, este público não é tão imbecil e entende perfeitamente os motivos pelo qual a impresa pode evitar a dar atenção a gente que precisa dela para fazer atos violentos.
 
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