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Sem acordo, Latam Brasil sinaliza demissão em massa de mais 2.700, diz CUT




Segundo matéria de hoje da Central Única dos Trabalhadores de São Paulo (CUT-SP), nos bastidores de uma das maiores companhias aéreas da América Latina, a Latam Airlines, há rumores sobre a possibilidade de demissão em massa caso os trabalhadores não aceitem a proposta da empresa de redução permanente dos salários. Outras companhias aéreas, como Azul e Gol, fizeram acordo de redução só durante a pandemia do novo coronavírus.
Em votação online organizada pelo Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), entre os dias 23 e 27 de julho, 89,3% dos comandantes rejeitaram proposta da Latam Airlines Brasil de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), que previa redução permanente nos salários. Entre os comissários, 88,6% votaram contra e, entre os copilotos, o percentual de votos contrários foi de 88,9%.
Em relatos feitos à reportagem da CUT São Paulo, tripulantes da companhia aérea que não quiseram se identificar, disseram que a empresa chegou a falar em 2,7 mil dispensas caso a proposta não seja aceita imediatamente.
Tripulantes da companhia afirmam se sentir injustiçados com a proposta e a forma como a empresa tem tratado a negociação, uma vez que aceitaram sair de licença não remunerada no início da pandemia como forma de ajudar no enfrentamento à crise.
Uma nova assembleia da categoria, organizada pelo Sindicato Nacional dos Aeronautas, está prevista para ocorrer nesta sexta-feira, 31, quando os trabalhadores decidirão se aceitam ou não negociar um acordo coletivo com mudanças permanentes no modelo de remuneração, que terá a mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST).
A Latam insiste em fechar duas propostas de uma única vez: uma que está alinhada ao que foi aprovado pelas concorrentes, com salários e benefícios temporários que valeriam até dezembro de 2021, e outro acordo, com início em 2022, que instituiu nova remuneração, com exclusão do pagamento da diária, que pode ser até 60% a menos do que é hoje.

 

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Sem reabertura: os aeroportos que estão proibidos de terem voos internacionais




Aeroporto Salgado Filho © SECOPA – Prefeitura de Porto Alegre

Mesmo com a reabertura de fronteiras aéreas do Brasil para passageiros estrangeiros, alguns aeroportos ficaram proibidos de ter voos internacionais.
Conforme adiantamos em primeira mão, a reabertura das fronteiras aéreas vem após quase 120 dias de fechamento. Mas nem todas as fronteiras aéreas serão reabertas, sendo que alguns estados estarão proibidos de receberem voos internacionais, algo nunca visto no país.
Segundo a Portaria dos Ministério da Infraestrutura e da Justiça e Segurança Pública, alguns estados estarão proibidos de terem voos internacionais, sendo eles Paraíba, Rondônia, Rio Grande do Sul e Tocantins. Com isto os seguintes aeroportos foram afetados:

Rio Grande do Sul
  • Aeroporto Internacional Salgado Filho – Porto Alegre
  • Aeroporto Internacional de Pelotas
Paraíba
  • Aeroporto Internacional de João Pessoa
Rondônia
  • Aeroporto Internacional de Porto Velho
O estado do Tocantins não conta com aeroportos internacionais. O governo não explicou o porquê desta medida, mas afirmou que esta lista de aeroportos proibidos pode mudar a qualquer hora, a critério da ANVISA.
Como a decisão não é específica, qualquer voo internacional, mesmo de carga ou particular está proibido de pousar nestes estados.
A decisão tem validade imediata, e na prática não afeta nenhum voo previsto, já que o único aeroporto da lista que tinha voos internacionais regulares antes da COVID era Porto Alegre, que não recebe esse tipo de operação há alguns meses devido à própria pandemia e a queda na demanda.

 

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Sem reabertura: os aeroportos que estão proibidos de terem voos internacionais




Aeroporto Salgado Filho © SECOPA – Prefeitura de Porto Alegre

Mesmo com a reabertura de fronteiras aéreas do Brasil para passageiros estrangeiros, alguns aeroportos ficaram proibidos de ter voos internacionais.
Conforme adiantamos em primeira mão, a reabertura das fronteiras aéreas vem após quase 120 dias de fechamento. Mas nem todas as fronteiras aéreas serão reabertas, sendo que alguns estados estarão proibidos de receberem voos internacionais, algo nunca visto no país.
Segundo a Portaria dos Ministério da Infraestrutura e da Justiça e Segurança Pública, alguns estados estarão proibidos de terem voos internacionais, sendo eles Paraíba, Rondônia, Rio Grande do Sul e Tocantins. Com isto os seguintes aeroportos foram afetados:

Rio Grande do Sul
  • Aeroporto Internacional Salgado Filho – Porto Alegre
  • Aeroporto Internacional de Pelotas
Paraíba
  • Aeroporto Internacional de João Pessoa
Rondônia
  • Aeroporto Internacional de Porto Velho
O estado do Tocantins não conta com aeroportos internacionais. O governo não explicou o porquê desta medida, mas afirmou que esta lista de aeroportos proibidos pode mudar a qualquer hora, a critério da ANVISA.
Como a decisão não é específica, qualquer voo internacional, mesmo de carga ou particular está proibido de pousar nestes estados.
A decisão tem validade imediata, e na prática não afeta nenhum voo previsto, já que o único aeroporto da lista que tinha voos internacionais regulares antes da COVID era Porto Alegre, que não recebe esse tipo de operação há alguns meses devido à própria pandemia e a queda na demanda.

E o AmendoIn pega uma foto antiga de POA, pelamor.
 

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Setores de Óleo & Gás e Construção aquecem vendas da Gol




Emerson Souza
Eduardo Bernardes, VP da Gol

Eduardo Bernardes, VP da Gol

"Nós estamos assistindo ao retorno de demanda dos clientes, o que é promissor. Durante o trimestre nossas vendas cresceram em média de 18% a cada semana, e em resposta a isso, aumentamos a malha de julho para poder oferecer mais opções de viagens", disse o vice-presidente de Vendas e Marketing da Gol, Eduardo Bernardes, durante divulgação do balanço da empresa no segundo trimestre de 2020.

No final do trimestre, a empresa identificou uma recuperação nas vendas do segmento corporativo, especificamente em setores de óleo e gás e construção. “Com isso atingimos um market share de 50% ao final do período.”

Adicionalmente, a Gol afirma estar ampliando fontes de receita por meio da expansão de suas unidades de negócios, como o transporte de cargas com a Gollog e a manutenção de aeronaves com a Gol Aerotech.

"Desde que a demanda atingiu seu mínimo em meados de abril com 5% do nosso tráfego normal, vimos observando um consistente e bem-vindo aumento no volume de passageiros. Estamos comprometidos com a retomada gradual da nossa capacidade, e vamos continuar sendo a companhia reconhecida por ter o modelo de negócios mais adaptável e flexível, priorizando a segurança de clientes e colaboradores, com o melhor time e o mais baixo custo da aviação brasileira", adicionou Bernardes.



FROTA


Junho foi marcado pelo crescimento de 60% nos indicadores de busca por passagens aéreas. Como reflexo desse maior interesse, a Gol registrou um aumento nas vendas de bilhetes de 108%, em todos os seus canais, comparativamente a maio. Com os voos adicionais durante esse mês, a receita de passageiros transportados aumentou 150% sobre maio.

A Gol destaca ainda que adequação da capacidade à demanda tem sido um diferencial da gestão de frota da companhia. Com melhor visibilidade quanto à recuperação, o cenário atual de planejamento da Gol prevê +300% no 3T20 sobre 2T20 e +120% no 4T20 em relação ao 3T20, mantendo significativa flexibilidade para responder às tendências do mercado.

Em julho a Gol operou 250 voos diários, com 36 aeronaves, de sua frota de 130. Isso significa 25% da operação diária de julho de 2019.

RECEITA

A receita líquida da Gol no segundo trimestre foi R$ 358 milhões, uma queda de 89% em relação ao 2T19. A receita mensal iniciou com R$ 104,3 milhões em abril e terminou com R$ 164,1 milhões em junho, representando um crescimento de 57% dentro do 2T20. As outras receitas totalizaram R$ 115 milhões, redução de 37% em comparação ao 2T19.

 

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Quais são os voos internacionais mais longos saindo do Brasil

Hoje em dia é possível voar sem escalas para praticamente o mundo todo, graças à evolução dos aviões ao longo dos anos. Modelos mais aerodinâmicos, com evoluções técnicas de motor e composição permitem voos diretos a lugares antes impossíveis. Saiba agora quais são os voos internacionais mais longos saindo do Brasil.
Para efeitos de classificação, consideramos a distância em quilômetros entre o aeroporto de origem e o de destino. Isso porque o tempo de voo pode variar de acordo com a meteorologia, rota adotada, restrições de espaço aéreo e dentre outros fatores. Também estamos considerando todos os voos que eram operados antes do início da pandemia da Covid-19 – alguns ainda estão suspensos, mas esperamos que retornem nos próximos meses.

1 – São Paulo – Dubai
Percorrendo 12.218 km entre São Paulo e Dubai, a Emirates leva a medalha de ouro no voo mais longo saindo do Brasil. Seu Airbus A380 leva 14h10 para cumprir o trajeto, levando mais de 500 passageiros a bordo. Nós estivemos a bordo do voo inaugural, confira como foi.
voo internacional mais longo saindo do Brasil


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A380 da Emirates

2 – Rio de Janeiro – Dubai
A Emirates também fica com a medalha de prata com seu voo do Rio de Janeiro a Dubai, com distância de 11.884 km percorrida em 13h40. A companhia árabe alterna nessa rota os Boeing 777-200 e 777-300.
voo internacional mais longo saindo do Brasil

Boeing 777 da Emirates
3 – São Paulo – Doha
Mais uma companhia do oriente médio no pódio. A Qatar tem o terceiro voo internacional mais longo saindo do Brasil, entre São Paulo e Doha. São 11.858 km cumpridos em 14h35 com aeronaves Boeing 777-200LR, que são equipadas com as QSuites, eleitas a melhor classe executiva do mundo em 2019 – confira nosso relato de como é voar com as Qsuites nesta rota.

Boeing 777-200LR da Qatar
4 – São Paulo – Tel Aviv
O voo lançado em 2018 pela Latam entre São Paulo e Tel Aviv, em Israel, fica na quarta posição. Os 10.599 km são percorridos em 15h10 a bordo do Boeing 787-8. Nós estivemos a bordo do voo inaugural, confira como foi.

Boeing 787-8 da Latam
5 – São Paulo – Istambul
Na quinta colocação está o voo da Turkish Airlines entre São Paulo e Istambul, que leva 13h30 para cumprir os 10.546 km que separam a capital paulista da Turquia. A companhia utiliza o Boeing 777-300ER no trajeto. Confira nosso Guia de Istambul.

Boeing 777-300ER da Turkish Airlines
6 – São Paulo – Adis Abeba
O sexto voo mais longo a sair do Brasil é da Ethiopian Airlines, entre São Paulo e a capital da Etiópia, Adis Abeba. Os 9.931 km de distância são cumpridos em 12h pelos Boeing 787-8 da companhia africana.

Boeing 787 da Ethiopian
7 – São Paulo – Los Angeles
A sétima posição fica com a American Airlines, que com jatos Boeing 787-9 completa os 9.907 km entre São Paulo e Los Angeles em 12h20.

Boeing 787 da American Airlines
8 – São Paulo – Munique
O oitavo lugar fica com um voo que retornou recentemente. A bordo de novíssimos Airbus A350-900 a Lufthansa transcorre os 9.837 km entre São Paulo e Munique em 12h25. Estivemos a bordo do voo inaugural, confira como é voar de Munique a São Paulo com a Lufthansa na classe executiva.
voo internacional mais longo saindo do Brasil

Airbus A350 da Lufthansa
9 – São Paulo – Frankfurt
A Alemanha também faturou a nona posição do ranking, com o voo entre São Paulo e Frankfurt. Os 9.774 km são percorridos em 11h55 a bordo do Boeing 747-800i da Lufthansa, a única rota do Brasil que ainda conta com o Jumbo, ou então a bordo do Airbus A350 da Latam. Confira nosso relato de como é voar de São Paulo a Frankfurt com a Lufthansa na classe econômica premium.
voo internacional mais longo saindo do Brasil

Boeing 747 da Lufthansa
10 – São Paulo – Amsterdã
O décimo lugar ficou com a KLM. A companhia holandesa que recentemente completou 100 anos, percorre os 9.752 km entre São Paulo e Amsterdã em 12 horas, alternando na rota seus Boeing 777-200 e 777-300. Veja como é voar com a KLM entre São Paulo e Amsterdã em classe econômica.
voo internacional mais longo saindo do Brasil

Boeing 777 da KLM
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Viajar por 10, 12 ou até mesmo 14 horas seguidas pode ser um desafio, principalmente se for em classe econômica. Mas existem algumas formas de tornar a viagem menos cansativa e mais prazerosa. Neste post a gente te conta como se preparar para voos longos: dicas para ter uma viagem mais agradável e tranquila. Confira também as dicas dos editores do Melhores Destinos para evitar o jetlag em viagens longas e ainda a lista com os voos diretos mais longos dentro do Brasil.

 

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GOL adia retomada dos voos internacionais para outubro


Leonardo Cassol

A GOL alterou a programação de retorno dos seus voos internacionais. Eles devem iniciar somente a partir de outubro, e não mais em setembro, como a empresa tinha previsto anteriormente. Confira o retorno planejado para cada destino.
As primeiras rotas que serão retomadas são São Paulo – Buenos Aires e São Paulo – Montevidéu, no começo de outubro. No entanto, a empresa segue vendendo voos para a capital argentina no mês de setembro, em compartilhamento com a parceira Aerolíneas Argentinas, que vai voltar a voar para o Brasil nesse período.
Já os voos de São Paulo para Assunção (Paraguai), Lima (Peru), Santiago (Chile) e Santa Cruz de La Sierra (Bolívia) devem retornar somente em novembro.

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Cancún, Orlando e Miami têm o retorno previsto para dezembro, junto com partidas internacionais de outras origens. É o caso das rotas Fortaleza – Orlando, Manaus – Orlando, Rio de Janeiro – Córdoba, Buenos Aires, Montevidéu, Rosário e Santiago. O mesmo vale para as rotas São Paulo – Mendoza e São Paulo – Punta Cana.


O que diz a empresa

Consultada pelo Melhores Destinos, a Gol mandou a seguinte nota:
Como se sabe, a pandemia da Covid-19 não permite um planejamento com tanta antecipação, já que a GOL depende das restrições de viagem impostas pelas autoridades dos países nos quais opera, na América do Sul, na América Central e no Caribe, além de recomendações das autoridades dos Estados Unidos. Neste momento e com esse contexto, a companhia reforça que esses países continuam no seu plano de internacionalização e que, na medida do possível, a empresa espera retomar os voos.
Os passageiros impactados pela mudança serão comunicados pela empresa e terão a opção de remarcação da viagem sem custo, ou crédito utilizar em novos voos sem a cobrança de multa.

 

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Samsung lança empresa de leasing, para alugar aviões a companhias aéreas


Airbus A380 da Asiana

A Samsung está cada vez mais inserida na indústria aeronáutica e agora lançou uma divisão de leasing, para comprar e alugar aviões para companhias aéreas. A nova divisão será a Samsung Aviation Partners, baseada na Irlanda, mas também com escritório na Coreia do Sul, sede da empresa.

Segundo comunicado oficial, a Samsung promete mudar o mercado, entendendo as demandas das companhias aéreas, e não focando apenas no primeiro contrato de leasing, mas na vida inteira da aeronave, que pode passar por várias aéreas.

Dentre o portfólio da empresa estará o Leasing Operacional, Leasing Financeiro, financiamento para compra, transações do tipo “venda e alugue de volta” (Sale and Leaseback) além de programas de conversão de jatos de passageiros para cargueiros.

O foco será atrair investidores sul-coreanos que, segundo a empresa, têm perdido bastante recentemente com mal assessoramento na área de aluguel de aeronaves.

A empresa não informou quando pretende comprar ou encomendar o seu primeiro avião. A Samsung já atua no mercado aeronáutico, principalmente com a fabricação de grandes componentes do caça sul-coreano KAI T-50 Golden Eagle.

Se você não conhece como funciona o leasing e quer saber mais sobre o assunto, incluindo preços e como isto impacta a indústria.

Fonte:Samsung lança empresa de leasing, para alugar aviões a companhias aéreas
 

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Latam prorroga transporte gratuito de profissionais de saúde



Divulgação


A Latam vai prorrogar, até 31 de agosto de 2020, o transporte gratuito de profissionais de saúde para atuar no combate à covid-19. De acordo com a companhia, médicos, enfermeiros e demais especialistas envolvidos no combate à pandemia terão isenção total da tarifa aérea, pagando apenas a taxa de embarque. Eles também são pontuados pelo programa Latam Pass com mil pontos por trecho voado.

Para contar com esse benefício, os profissionais da saúde devem se apresentar nas lojas da companhia, localizadas nos aeroportos, com até duas horas de antecedência aos voos para seguir ao seu destino, sem custos, pagando apenas a taxa de embarque.

A aérea exige que o profissional apresente documento profissional validado pelo conselho regional competente; carta emitida pela empresa ou instituição de saúde que comprove o motivo da viagem, entre outros itens.


 

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Companhias aéreas se reinventam para enfrentar a crise instalada pela covid
Com uma queda global na demanda que beirou 95% em abril, companhias recorrem à proteção contra credores, acordos de codeshare e ajuda financeira. Em meio ao caos, duas novas empresas querem alçar voo em 2021 e aumentar a concorrência no concentrado setor

Mergulhado na pior crise da história, o setor de transporte aéreo terá de se reinventar. A demanda global por viagens, que despencou quase 95% em abril em relação ao ano anterior, inicia uma lenta retomada. Não sem estragos pelo caminho. A pandemia do novo coronavírus colocou no chão 80% das frotas da maioria das companhias aéreas do mundo. Governos de vários países tiveram de socorrer as empresas, sob pena delas não tirarem mais as aeronaves do pátio. No Brasil, a ajuda prometida pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ainda não decolou, enquanto mudanças regulatórias garantem fôlego mínimo ao setor.


(foto: CB/D.A. Press)
(foto: CB/D.A. Press)

Após a falência da Avianca, três companhias dominam o mercado doméstico, sendo que Azul e Latam firmaram um acordo de compartilhamento de voos que pode avançar para uma fusão, embora nenhuma das duas confirme. O diretor de Relações Institucionais da Azul, Marcelo Bento, explica que o codeshare é uma medida que vem sendo adotada por várias companhias. “Há investimentos governamentais pesados em alguns países. Todo mundo buscando a sobrevivência. A Azul, de concreto, tem o apoio mútuo com a Latam, porque a negociação com o BNDES é lenta. Não é um pacote de pai para filho. Está avançando aos poucos”, assinala. “Não sairemos ilesos da crise, mas estaremos vivos”, garante.

Além do acordo, a Latam entrou com pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos, por meio do Chapter 11 (capítulo 11), um mecanismo da legislação norte-americana que assegura proteção temporária contra credores. “As projeções mais otimistas apontam que o setor aéreo demandará pelo menos três anos para superar o impacto desta crise”, justifica a empresa. A união das principais concorrentes não assusta a Gol, que acredita no codeshare como uma alternativa que “induz à racionalização do mercado”. “O equilíbrio entre a oferta e a demanda é fundamental para a aviação sustentável. A Gol possui parceria com a Voepass em trilhos regionais e diversas alianças internacionais”, afirma.

Tráfego
Para atravessar “a pior crise da história da aviação”, o apoio governamental é fundamental, avalia Dany Oliveira, diretor-geral da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) no Brasil. “O Projeto de Lei de Conversão 23/2020 (da MP 925/2020), em análise para sanção presidencial, tem providências essenciais para a retomada. As medidas são importantes e devem estar acompanhadas de outras ações, como o pacote financeiro do BNDES que precisa, rapidamente, irrigar o capital de giro das companhias”, diz.

A Iata sustenta que já há indicações de que o tráfego está melhorando lentamente. Contudo, os níveis, medidos em passageiros-quilômetros pagos transportados (RPKs), terão queda de 54,7% em 2020 em relação a 2019. O número de passageiros cairá pela metade, atingindo 2,25 bilhões, patamar de 2006. “A demanda global de passageiros deve ultrapassar os níveis de 2019 em 2023, enquanto os mercados domésticos devem atingir os patamares pré-pandemia em 2022”, estima.

Recuperação
Gonzalo Yelpo, diretor da Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo (Alta), diz que, em setembro, todas as restrições de mobilidade estarão suspensas na região. “A recuperação, no entanto, será progressiva. As companhias começarão a operar com menos rotas, menos aeronaves e menos passageiros. Em dezembro, a estimativa é de chegar a 50% da capacidade e, pouco a pouco, ir recuperando o tráfego na região”, diz. Estudo da consultoria internacional em aviação ICF aponta que, apenas em 2025, os níveis de 2019 serão recuperados.

O setor contribui com 8,1% do Produto Interno Bruto (PIB) latino-americano e caribenho, segundo a Alta. “A América Latina tem uma geografia complexa. Não temos alternativas, como transporte ferroviário, e o avião é vital para conectar todos os cantos”, explica Yelpo. No entanto, as viagens de negócios podem nunca mais retornar aos níveis pré-pandêmicos, admite. “O setor será afetado permanentemente. O volume de passageiros corporativos não voltará”, reconhece.

Na opinião de Eric Hadmann, advogado do Gico, Hadmann e Dutra Advogados, os passageiros que viajam a trabalho, pagando tarifas cheias, vão diminuir. “As empresas estão se aclimatando às soluções da internet. Como o volume de oferta está sendo reduzido, haverá um novo ponto de equilíbrio”, prevê.

O presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz, destaca que é cedo para avaliar a reação do mercado corporativo. “Os setores estão se comportando de forma diferente. Dependemos do retorno dos segmentos que geram viagens. Do ponto de vista do lazer, a situação é ainda mais complicada, porque quem conseguiu manter renda e emprego vai se preservar. Ninguém sabe o tamanho da crise”, avalia.

Por isso, diz Sanovicz, o setor está sendo cuidadoso no processo de retomada. “Vamos colocar os voos conforme a demanda”, afirma. No pior momento da crise (veja quadro), em abril, havia 180 voos diários, o equivalente a 8,5% do normal. “Estamos com 600 voos agora, menos de 30% do normal, e vamos chegar a 65% ou 70% no fim do ano”, projeta. Nas viagens internacionais, a situação é mais drástica, porque há restrições à entrada de brasileiros ou de pessoas que passaram pelo Brasil em vários países. “O mercado brasileiro não vai ser do mesmo tamanho no fim de 2020. Talvez recupere a média de 100 milhões de passageiros por ano no fim de 2021.”

De olho no potencial futuro

A crise freou a ampliação do mercado de aviação comercial no país. Com mudanças regulatórias que tornaram as regras mais aderentes às internacionais, o Brasil começava a atrair empresas de baixo custo antes da pandemia. Apesar da retração provocada pelo novo coronavírus, o potencial do mercado não encolheu, assegura o diretor da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) no Brasil, Dany Oliveira. “O Brasil pode alcançar mais de 472 milhões de passageiros ao ano, empregando de 3,2 milhões de pessoas até 2037, caso resolva gargalos, como alto custo de operação, especialmente combustível de aviação, judicialização e ineficiências do sistema”, afirma.

De olho nesse potencial, duas novas companhias pretendem alçar voo já em 2021. A Nella Linhas Aéreas vai atender ao mercado regional, com quatro aviões turboélices ATR-42, com capacidade para 48 passageiros. Baseada em Brasília, quer focar nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O CEO da empresa, Maurício Souza, brasileiro que mora em Orlando, diz que a Nella não vai oferecer concorrência às grandes companhias. “Nossa empresa estava planejada há três anos e ia buscar parceria com as grandes do mercado, que estão com problemas agora. Nossa companhia veio para sanar uma lacuna”, conta.

Com o perfil de complementar rotas, a Nella tem um acordo em andamento com uma das grandes. “Queremos atender onde o custo do jato é muito alto. Com o ATR podemos suprir certas demandas, porque a máquina é barata, o consumo é muito menor”, explica Souza. “Ainda esperamos o retorno da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), mas, a ideia é voar em março ou abril do ano que vem”, ressalta.

Consolidado no transporte terrestre, o Grupo Itapemirim também planeja voar no primeiro semestre de 2021. O processo na Anac já está em andamento e a empresa tem como foco inicial os hubs de Brasília, Guarulhos (SP) e Recife, conectando diversas cidades. As rotas e as aeronaves ainda estão sendo definidas.

O CEO do grupo, Rodrigo Vilaça, acredita que as mudanças no setor aéreo serão transitórias e em um período curto. “Havendo vacina, tudo voltará ao que era antes, talvez com algumas exceções. Não acredito numa concentração maior no setor aéreo”, diz.

Para ele, o setor de transporte já está mobilizado para encontrar soluções e alternativas para a retomada. “Entre as principais tendências, destaco iniciativas que prezam pela integração dos meios e pela oferta de serviços de alta qualidade, que garantam conforto e segurança aos passageiros”, diz. “A Itapemirim é uma das empresas de transporte mais tradicionais do país. Celebramos o novo momento com a entrada no setor aéreo. Para os próximos meses, temos o grande desafio de criar uma companhia prime”, acrescenta.

 

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Até a TV vacila.

Assisti a uma reportagem da Record Minas sobre a volta dos voos internacionais em BH, e no lugar de mostrar o A330 da TAP chegando, mostrou um ATR da Azul taxiando em CNF.
 
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COM QUASE 90% EM PERDAS, AÉREAS PEDEM SUSPENSÃO DE MULTAS
COM QUASE 90% EM PERDAS, AÉREAS PEDEM SUSPENSÃO DE MULTAS
admin 3 Agosto, 2020

Um pedido feito pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) foi enviado à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), onde solicita a suspensão temporária de pagamentos de multas administrativas até 31 de janeiro de 2021.
Por conta da pandemia do novo coronavírus, segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, na sigla em inglês), a demanda por viagens domésticas e internacionais caiu cerca de 86,5% em junho em relação ao mesmo mês de 2019.
De acordo com o site Época, a Abear comenta que essa suspensão das multas faria com que as empresas evitassem desembolsar milhões, além dos gastos que já tem como peças e combustíveis que são feitos em dólar.

 
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