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Selo certifica boas práticas

Para alcançar o Selo Arte, os artesãos precisam apresentar boas práticas e registro nos órgãos oficiais, entre outras iniciativas com objetivo de fortalecer a marca do item a ser colocado no mercado. Em orientação aos produtores, os gestores promoveram a primeira de uma série de videoconferências com o tema “O que você precisa saber para comercializar seu produto com o novo Selo Arte”. O debate foi promovido pela CNA, com a mediação da assessora técnica da Comissão Nacional de Empreendedores Familiares Rurais da Confederação, Marina Zimmermann. O Selo Arte foi criado pela Lei nº 13.680, de 14 de junho de 2018, e serve para confirmar a qualidade dos produtos de origem animal produzidos de forma artesanal, incluindo desde os critérios técnicos até a embalagem.

 

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O dia em que a Legião Urbana "invadiu" o Circo Troca de Segredos, em Salvador
Baú do Marrom relembra primeiro show da banda comandada por Renato Russo em Salvador



Legião Urbana (Ricardo Junqueira)

Era a última segunda-feira do mês de novembro de 1985, eu estava na redação do então Correio da Bahia, na Av. Paralela quando, de repente, o telefone toca. É seu Osmar (nessa época pouca gente me chamava de Marrom). Eu respondi que sim. Era o porteiro do Circo Troca de Segredos, localizado na Ondina, querendo saber quando eu iria colocar à venda os ingressos para o show da Legião Urbana que iria se apresentar lá na sexta-feira seguinte. A banda formada por Renato Russo, Renato Negrete (ambos já falecidos), Dado Villa Lobos e Marcelo Bonfá se apresentaria pela primeira vez na capital baiana, embalada pelo sucesso da música Será.

Imediatamente liguei para a produtora Nena Barbosa que tinha me chamado para fazer a produção desse show; peguei meu carro e fui direto para meu apartamento no Rio Vermelho pegar os ingressos. De lá fui para o circo. Quando cheguei, em menos de uma hora, já tinham sido vendidos cerca de mil convites. O espaço cabia no máximo 3 mil pessoas.
Com essa demanda resolvemos abrir a bilheteria diariamente. Quando chegou no dia do show em 1º de dezembro de 1985 não tinha mais um ingresso disponível. Na hora do show, o circo abarrotado. Mais de duas mil pessoas do lado de fora implorando por um ingresso. Era humanamente impossível.
O público estava impaciente e queria entrar de qualquer maneira. Tivemos que reforçar a segurança pois estávamos com todo o dinheiro na bilheteria porque teria que prestar conta à produção da banda que viajaria no dia seguinte, não hesitei. Chamei Sidney que estava me ajudando na bilheteria, recolhemos o dinheiro numa sacola e fomos para o hotel porque estávamos mais seguros.

Passamos a maior parte da noite contando os ingressos depositados na urna separando as notas e arrumando em maços para fazer a entrega - nessa época não tinha essas modernidades de pagamentos eletrônicos e afins. Tudo resolvido deixamos no quarto do hotel e voltamos para o show. Ainda pegamos uma boa parte. Foi lindo. A plateia quente, generosa, cantava todas as músicas do disco e Renato Russo e trupe pareciam felizes. No dia seguinte era o comentário na cidade. E o Legião voltou muitas vezes aqui já em esquema mega se apresentando em grandes espaços para 10 mil pessoas.
Foto: Acervo Pessoal
Mas essa apresentação em Salvador tem outra história. Antes da produção ir parar nas mãos de Nena Barbosa, esse show foi oferecido a vários produtores locais que não botaram fé. Até que o staff da Legião, que queria de qualquer maneira se apresentar aqui, combinou que a produção local teria apenas que marcar a data no circo, reservar o hotel e o som. Todas as despesas seriam deles. E caso desse lucro os produtores locais ganhariam um percentual. Se desse prejuízo a produção estava isenta. Foi aí que Nena topou e me chamou. Só tínhamos conhecimento e prestígio. Dinheiro nenhum. Aceitamos o desafio e no outro dia também sorrimos bastante com o sucesso.

Já conhecido por seu jeito reservado, nosso contato com Renato Russo foi bem formal. Fomos buscar a banda no aeroporto. Levamos ao hotel, acertamos a logística de passar o som, marcar horário do carro pegá-los e levá-los ao circo. Enfim, tudo profissional. Até porque não tínhamos intimidade com ele e foi mais prudente cada qual ficar no seu quadrado. Assim foi feito, deu tudo certo fizemos nossa parte da melhor maneira possível.
O Circo Troca de Segredo foi um marco na cultura baiana nos anos 1980. Um espaço onde se apresentaram grandes artistas da música brasileira. Alguns já consagrados. Outros começando. Foi um sonho que surgiu no Verão de 1983 e durou cinco anos, tocado por Paulo Conde, Caco Monteiro, João Elias e Tereza Oliveira. Caetano Veloso fez o show inaugura com voz e violão e depois dai passaram Eduardo Dusek, Ira, Plebe Rude, Lobão e os Ronaldos, Titãs, Barão Vermelho, Luiz Caldas, Margareth Menezes.
Aliás Margareth é um capítulo à parte nessa história do circo. Ela além de se apresentar no espaço, durante um bom tempo se juntou à trupe dos organizadores e trabalhou muito com a galera. Tanto como atriz como na produção. Ou seja, Maga já se virava desde aquela época. Para quem não viu o circo, ele ficava armado onde hoje tem um pequeno campo atrás de uma lanchonete que fica aberta 24 horas bem próximo do Ondina Apart Hotel.

 

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Missas celebram apóstolos Pedro e Paulo em Salvador; veja a programação
Celebração ocorre na Catedral Basílica neste domingo (28); na segunda (29), serão celebradas missas na Paróquia São Pedro (Praça da Piedade)

Foto: Divulgação/Ascom

Foto: Divulgação/Ascom

Para celebrar a Solenidade dos apóstolos Pedro e Paulo, o Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Cardeal Dom Sergio da Rocha, presidirá neste domingo (28), missa na Catedral Metropolitana Transfiguração do Senhor (Catedral Basílica).
A Celebração Eucarística teve início às 10h e, para participar, os fiéis devem entrar em contato com a secretaria da Catedral para saber se a quantidade de fiéis (50) já foi preenchida: (71) 98689-4219 (Felipe).
Haverá mais celebraçao segunda-feira (29), com missas na Paróquia São Pedro (Praça da Piedade), às 8h, às 10h, às 12h e às 16h. Devido à pandemia do novo coronavírus (Covid-19), as Celebrações Eucarísticas também terão números reduzidos de fiéis.
Colunas da Igreja – A Solenidade de São Pedro e São Paulo é uma das mais importantes e antigas do calendário litúrgico, introduzida no século II para lembrar o martírio dos dois santos.
A data – 29 de junho – foi escolhida para ocupar o lugar de uma antiga celebração pagã que exaltava as figuras de Rômulo e Remo, os mitos considerados fundadores da cidade de Roma, afinal São Pedro e São Paulo foram os verdadeiros fundadores da Roma cristã.
Pedro morreu provavelmente no ano de 64, crucificado de cabeça para baixo. Paulo morreu decapitado no ano de 67.


 

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Outro cenário: Orla da Barra amanhece vazia em primeiro domingo após liberação
Calçadão foi liberado para a circulação de pessoas na última sexta-feira, depois de uma semana fechado

A lição fez efeito. O primeiro domingo após a interdição da orla da Barra foi marcado por um número menor de corredores no local, um indicativo de que as pessoas entenderam de que a aglomeração pode levar a prefeitura suspender de vez a práticas de exércios na região como medida de combate à covid-19. "Acredito que as pessoas entenderam o recado. Está muito diferente. Se a aglomeração continuasse, a expansão do vírus seria bem maior. É estranho ver o Farol da Barra vazio. Lá fora (exterior), as pessoas passaram por tudo isso e já estão reabrindo com cautela. É necessário pensar no agora para usufruir depois", declarou a enfermeira Isabela Cristina, 43 anos.

Desde sexta-feira que a orla da Barra voltou a ser frequentada pelos corredores através de um protocolo da prefeitura que estabelece uma série de medidas a ser adotadas pelo público e que são fiscalizadas pela Guarda Municipal. Entre elas está o uso obrigatório da máscara. No entanto, o CORREIO flagrou no primeiro dia de abertura muitas pessoas adotando o seguinte truque: só usavam a máscara para passar pelos postos de controle da GM.
Neste domingo, os truqueiros - pessoas que colocavam as máscaras abaixo do queixo ou as guardavam no bolso após cruzarem os postos da GM - foram poucos, mas não passaram despercebidos pelo CORREIO e tampouco por quem fazia o uso da máscara.
"A gente considera qualquer tipo de proteção importante sempre. Não adianta fazer o uso errado da máscara. O uso tem que ser contínuo sempre que for à rua. A pandemia atinge o Brasil e o mundo e tudo ainda é muito novo e por isso todo o cuidado nunca é demais", disse o arquiteto Vinícius Fonseca, 29, em frente ao Farol da Barra.

Ele estava ao lado da advogada Lis Costa, 28, que também reprovou o não uso da máscara. "Não adianta fingir que está usando a máscara. Viemos correndo de Ondina para cá e vimos pais usando máscaras e os filhos pequenos não. As crianças podem ser assintomáticas e levarem o vírus para casa", disse ela.

 

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Ações e perspectivas de restaurantes para garantir o sabor das experiências que os tornaram referências

Engana-se quem pensa que os restaurantes vendem apenas pratos. Eles vendem experiência, momentos e, claro, todo o charme do local. Com as portas fechadas há mais de três meses por causa do vírus que precisa ser contido, esses estabelecimentos passam pelo desafio de levar um pedacinho dessa experiência proporcionada por eles de novas formas para o cliente. O delivery, impensável para muitos restaurantes antes da pandemia, atualmente tem sido a principal saída para o negócio.

E em terra de delivery quem tem um diferencial é rei. O restaurante precisa oferecer aquilo que tem de melhor no seu estabelecimento, ressignificando o produto e a experiência para que ela seja vivida mesmo dentro de casa.

Rosa Guerra sabe bem disso. Com três estabelecimentos na família – o restaurante Larriquerri, o Larri Bistrô e o Larribar –, é preciso se reinventar o tempo todo para que os clientes optem pela sua comida, em ocasiões especiais e também no dia a dia. Por isso foi criado um novo cardápio, o menu afetivo, com comidas mais simples para almoços de terça a sábado.

O objetivo é estar presente na casa de cada um: “O cliente é tratado como se fosse da família, que hoje está espalhada e separada, mas queremos estar sempre por perto”. Ela também conta que costuma colocar um bilhetinho na embalagem e está sempre em busca de algum mimo para o cliente.

Já lançaram cesta de café da manhã, cesta de São João e certamente vão surgir alternativas para alavancar as vendas, como a comida congelada, que já vem sendo estudada. Para o Larribar, estão sendo pensadas alternativas para voltar ao funcionamento, em breve, diz Rosa.

Ideias

No caso do Pasta em Casa, o chef Celso Vieira conta que começou a ter ideias ao longo da quarentena para que as pessoas continuassem consumindo os seus pratos e produtos da lojinha que possui.

Uma das alternativas, além do delivery próprio e formato take away – em que o cliente retira o pedido no local –, foi criar pratos para serem finalizados em casa. Assim nasceu o kit pizza.

Como um dos fortes da casa é a pizza, no kit é possível ter a massa, o molho e a farinha especial, por R$ 32, ou seja, a base para montar uma boa pizza com recheio da preferência do cliente. “A ideia é que as pessoas tenham um momento de lazer, chamem as crianças para ajudar. Eu testei bastante antes de começar a vender e na minha casa funcionou muito bem”, diz.

Até produto novo o Pasta em Casa desenvolveu na quarentena. É o gelato de cheesecake de doce de leite com flor de sal e amêndoa, uma nova versão do cheesecake que faz o maior sucesso no restaurante. Além disso, o limoncello, feito a partir de uma receita que trouxe da Itália, tem agradado os clientes que compram a garrafinha até para dar de presente.

 

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Cenários possíveis

As datas comemorativas em meio a esta crise foram bons momentos para os restaurantes. Assim como o Dia das Mães, o Dia dos Namorados elevou a demanda de entregas e foi possível investir em menus especiais e kits para tornar a noite mais romântica. Celso criou um kit que vinha em uma bolsa em formato de casinha e três opções de menu. Já o restaurante Casa de Tereza criou o Menu Denguinho, com entrada, prato principal, sobremesa e cerveja por R$ 240.

Logo quando foi decretado o fechamento dos estabelecimentos em Salvador, Tereza Paim passou 15 dias pensando em como retomar o funcionamento do restaurante. A chef até se colocou à disposição, nas redes sociais, para ajudar na cozinha: “Quem quiser fazer alguma comidinha e precisar de alguma ajuda, me chama aqui e a gente vai se comunicar, eu posso dar dicas”, disse no seu perfil do Instagram, com mais de 15 mil seguidores. Antes, o restaurante vendia comida congelada para poucos clientes, apenas os da casa, mas isso foi intensificado com o início do delivery.

Com a linha “finalize em casa”, ela ainda disponibiliza vídeos para ensinar como fazer da melhor forma para obter o resultado do Casa de Tereza. “Com certeza isso veio para ficar. Sentimos o reconhecimento dos baianos, eles pedem muito a nossa comida”, diz.

Ela conta ainda que o prato mais pedido é o arroz de frutos do mar e camarão, além das entradas, como o bolinho de feijoada, e que toda novidade foi surgindo de acordo com as demandas dos próprios clientes.

Logística

O chef do restaurante Ori e Origem, Fabrício Lemos, diz que nunca pensou em delivery para os seus pratos e teve que reformular completamente o cardápio para que a qualidade permanecesse até o cliente, já que a logística é bem diferente de entregar o prato imediatamente na mesa depois de pronto e o cliente receber depois de 30 minutos ou uma hora.

“Foge um pouco do que a gente projeta como restaurante, mas estamos nos adaptando”, diz. Também por causa da qualidade, ele optou por contratar motoboys próprios e não utilizar os aplicativos.

Começou com o delivery somente em um dos seus restaurantes, o Ori, com almoço de quinta a domingo. Há pouco mais de uma semana, quando foi encerrada a suspensão dos contratos dos seus 65 funcionários, o Origem também começou a fazer entregas, e até o minibar Gem entrou na onda do delivery. Com as bebidas em garrafinhas, é possível apreciar os drinques especiais e aperitivos do local.

Para resgatar um pouco a proposta dos restaurantes de Fabrício, o jantar no Origem conta com o menu-degustação: um menu individual, de R$ 160 e que, segundo ele, coloca o cliente como ferramenta principal na conclusão da experiência, com sugestões de qual ordem de pratos seguir, postadas nas redes sociais. “A ideia é interagir com o menu para se desconectar um pouco do ambiente de casa”, explica.

Com Rosa foi uma surpresa, mas não houve resistência. “Fomos um dos primeiros a começar a fazer delivery”. Ela conta que demorou um pouco para acertar, mas hoje já está mais experiente. Os próprios funcionários, que estão se revezando em uma escala, fazem as entregas quando não estão no restaurante.

“Tem que se reinventar, porque, hoje, está todo mundo igual. Como se destacar? Depende do que você vai oferecer e como trata o cliente. Optamos por um atendimento bem personalizado”.

A chef conta que recebe fotos dos clientes e que sempre procura incentivá-los a montar o próprio prato: “Mandamos tudo dentro de potinhos separados e eles montam exatamente igual ao restaurante. É impressionante”.

O delivery já era realizado no Pasta em Casa desde setembro do ano passado, mas foi preciso profissionalizar o serviço quando ele passou a ser o principal meio de entrega para o cliente. “O Pasta tem isso no DNA, porque antes de ser um restaurante abrimos um espaço para vender comida semipronta para levarem para casa. Quando tivemos de fechar, demos férias coletivas para a maior parte dos funcionários e imediatamente continuamos com essa nossa linha de produtos e, aos poucos, fomos acrescentando outras coisas ao cardápio”, conta Celso.

 

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Projeções

Sobre o futuro dos restaurantes, há muitas incertezas. “Quem não tinha uma gordurinha não vai sobreviver. Normalmente, quem tem menos de três anos de casa ainda não teve um retorno suficiente para isso”, opina Fabrício.

De fato, as limitações de público e as possíveis novas regras para a reabertura causam insegurança para os donos de restaurantes. “Eu acho que os clientes vão demorar para sair de casa. Acredito que ano que vem ainda estaremos com o movimento fraco, mas nunca se sabe, porque o baiano gosta de estar junto, gosta de comemorar, então são vários cenários possíveis”, diz Rosa.

Com planos para abrir mais duas unidades na Pituba, a obra teve de ser interrompida, porque o faturamento caiu, mas, até o momento, Rosa conta que a inauguração vai acontecer. O Larriquerri terá o mesmo conceito do primeiro restaurante, localizado no Garcia, mas o Larribar promete algumas novidades, inclusive, por oferecer um espaço maior do que tem atualmente.

Por falar em espaço, o Casa de Tereza, que possui quatro salões e capacidade para 200 pessoas, causa animação em Tereza Paim. “Temos uma condição muito boa. O restaurante é um lugar muito seguro, os nossos salões são enormes e todos os cuidados com higiene já somos acostumados a ter. Mesmo com a capacidade reduzida vamos poder receber muitos clientes na casa”.

Ela conta que está esperançosa com o futuro. “As pessoas não aguentam mais ficar em casa e não vão viajar muito para fora, por isso estou otimista”, completa.

 

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Guerra de espadas tomava ruas de Cruz das Almas em 1979
Espetáculo é tradição secular em cidades do Recôncavo Baiano e também em Senhor do Bonfim

No primeiro São João da história do CORREIO, elas já estavam lá. Um dos elementos mais marcantes dos festejos juninos em algumas cidades do interior da Bahia, a guerra de espadas foi fotografada em 24 de junho de 1979 na cidade de Cruz das Almas.

A tradição é antiga, coisa de mais de um século, estimam estudiosos. Na imagem, capturada há 41 anos por Sonia Carmo, é evidente a mistura entre diversão e temor, característicos da guerra de espadas: o espadeiro se diverte, sem grande proteção nem medo. Já os vizinhos se dividem entre apreciar o espetáculo e se proteger das fagulhas que saem da espada de bambu. O cachorro, ali encolhido, parece assustado com a barulheira.
Guerra de Espadas em Cruz das Almas no São João de 1979
(Foto: Sonia Carmo/Arquivo CORREIO)
O espetáculo de luzes, no entanto, é um dos maiores encantos da guerra de espadas. O pesquisador Moacir Carvalho, que estudou a importância da guerra justamente em Cruz das Almas, diz em seu artigo 'Brincando com fogo: origens e transformações da guerra de espadas em Cruz das Almas' que, possivelmente, a guerra de espadas no Recôncavo seria "o resultado de uma síntese simbólico-material entre motivos militares e religiosos".

Mas, no local, uma reorientação funcional do objeto teria colocado a guerra de espadas em outro patamar: o lúdico, já que está inserida justamente em festejos - no caso, o do São João.
"Era um fogo de artifício dentre outros e, como fogo de artifício, já compunha em sua origem um quadro de um tipo de experiência excitativa, fundamentalmente noturna e que exigia do tocador algum tipo de competência corporal para se evitar queimaduras e para tornar a experiência esteticamente agradável de se ver e exibir", escreve Moacir.
Espetáculo de luzes é bonito de se ver, mas provoca atendimentos a queimados todos os anos
(Foto: Sonia Carmo/Arquivo CORREIO)

O espetáculo, sem dúvidas, é bonito de se ver, mas não menos perigoso: todos os anos, o setor de queimados do Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador, recebe dezenas de casos de pessoas feridas durante a guerra de espadas em Cruz das Almas e outros municípios.
A tradição cultural popular chegou a ser proibida pelo Ministério Público Estadual (MP-BA) em 2011, o que não impediu que a brincadeira continuasse a acontecer. Este ano, por conta da pandemia do coronavírus, até mesmo as associações de espadeiros pediram que a atividade fosse suspensa, por segurança.
Mesmo assim, a paixão fez com que alguns fossem às ruas na noite de São João.

 

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Fãs de Raul Seixas fazem encontros online e recordam sucessos no aniversário do músico
por Ana Beatriz Gonçalves | Folhapress
Fãs de Raul Seixas fazem encontros online e recordam sucessos no aniversário do músico

Foto: Reprodução/Uol
Todo e qualquer fã ou admirador de Raul Seixas leva consigo o dia 21 de agosto na memória. Há quem diga que a data de sua morte seja o momento de exaltar o legado deixado pelo cantor baiano, que moveu e ainda move milhares de pessoas com suas canções.

A passeata anual "raulseixista" acontece nessa data desde o ano seguinte à morte do artista, em 1989, nas escadarias do Theatro Municipal, no centro de São Paulo. Apesar disso, tem que prefira também celebrar a existência de Raul no dia de seu nascimento: 28 de junho de 1945, há exatos 75 anos.

Desta vez, com uma comemoração virtual e atípica, devido à pandemia do novo coronavírus, os milhares de fã-clubes do cantor espalhados pelo Brasil celebram a existência do ídolo através de transmissões ao vivo nas redes sociais.

A Semana Viva Raul, organizada pelos kavernistas [nome adotado em homenagem ao segundo álbum do músico] é apenas um dos festejos que acontecem nesta data que prestigia a vida do "pai do rock brasileiro". A Warner Music Brasil, responsável por lançar quatro álbuns do artista, entre eles "Mata Virgem" e "A Panela do Diabo", anunciou um compilado de 30 faixas de Raul Seixas -disponível em todas as plataformas de streaming- como uma forma de homenagear sua contribuição para o universo musical.

Desde os 16 anos participando de eventos destinados ao artista, a pedagoga Gabriela Mousse, 38, afirma que nos últimos três anos as celebrações realizadas no dia do aniversário do cantor se tornaram mais populares até mesmo entre os fãs.

"A galera não comemorava muito, o aniversário realmente ficou apagado por muito tempo, mas para nós, são 75 anos com Raul. Ele é imortal, tanto que usamos o slogan: 'Raul vive'", diz Mousse, que é uma das responsáveis por organizar a passeata anual "raulseixista" na região do ABC paulista.

"Celebramos Raul sempre, porque não vamos cantar parabéns se falamos que ele é eterno?", completa a pedagoga, que mantém aos domingos o programa "Mosca na Sopa", na rádio web Plano B, dedicada ao ídolo.

Raul Seixas, dono de um legado de 26 anos e 17 discos lançados, também gostava de celebrar datas de nascimento. Johnny Boy Chaves, músico com quem Raulzito gravou seu último disco, "A Panela do Diabo", conta que flagrou o cantor admirando seu ídolo, Elvis Presley, em um dia 8 de janeiro. "Nunca me esqueço quando cheguei na casa dele, no dia de aniversário do Elvis."

Apesar de ter iniciado a carreira em 1968, quando integrou o grupo Raulzito e os Panteras, o cantor baiano ganhou notoriedade com seu primeiro disco solo, "Krig-ha, Bandolo!", de 1973. Seu estilo contestador e místico chamou atenção e, a partir daí, emplacou uma lista de canções que ecoam até hoje, entre elas "Metamorfose Ambulante", "Ouro de Tolo", "Mosca na Sopa", "Tente Outra Vez", "O Dia Em Que a Terra Parou" e "Cowboy Fora-da-Lei".

Mas para Johnny Boy, o fato de o colega ter ganho ainda mais relevância após sua morte se explica pela comoção pública. "Virou um certo estigma, mas o nascimento foi antes de toda essa loucura. Raul deixou muito claro que ele era um ator, que viveu esse personagem que ele mesmo criou. Se a gente for ver a trajetória dele, era um cara comum de barba, óculos e paletó", diz o músico, que ressalta a importância de homenagear o aniversário do amigo.

AMOR DE GERAÇÕES

Entre utopias e ideais que defendia fervorosamente, como a Sociedade Alternativa, Raul Seixas cativou, e ainda cativa, diferentes gerações. O estudante de administração Lucas Babics tem um carinho para lá de especial por Raulzito. Aos três anos, ele perdeu o pai, um grande fã do artista. "Sempre que ouço não deixo de lembrar, é uma conexão que criei com a música dele."

"Na maioria das músicas Raul fala sobre a morte, a vida, é uma maneira de lidar e entender a magnitude de certas coisas", acrescenta Babics, que diz ainda que aos dez anos aprendeu a tocar violão por causa do artista. "Tinha um CD com 25 músicas baixadas do Raul. Foi assim meu início na música, hoje em dia toco outros instrumentos e componho."

Para Johnny Boy o motivo pelo qual o intérprete de "Gita" ainda consegue se conectar com as pessoas, independentemente de suas idades, é pela sutileza em transmitir mensagens impactantes. "Com o passar do tempo as pessoas foram decodificando esses significados."

A linguagem utilizada por Raul em suas canções é algo que Babics também destaca. "É muito simples, por isso ele se tornou o grande artista da música popular brasileira. Não tem grandeza técnica." Um exemplo é sua avó Maria Brasília, 80, que também escuta Raul Seixas, mesmo com o mal de Alzheimer. "Ela sempre lembra das letras. Escutamos Raul Seixas juntos."

O ÍDOLO RAUL

Autor do livro "O Raul Que Me Contaram" (2017), Tiago Bittencourt, 34, diz que sua história com o músico baiano não foi de amor à primeira vista. "Achava meio megalomaníaco", conta o escritor sobre a canção de sucesso "Eu Nasci Há 10 Mil Anos Atrás", de 1976. Foi apenas na adolescência que a identificação com as letras e filosofias revolucionárias de Raul, começou a surtir efeito em sua vida. "Acreditava que ia mudar o mundo e ele era a minha trilha sonora."

A partir de então, além de colecionar discos, Bittencourt mergulhou nos livros sobre a história do cantor, sem imaginar que 20 anos depois, escreveria sua própria obra com relatos de pessoas ligadas diretamente ao músico, como a ex-mulher Kika Seixas, Roberto Menescal, e o cantores Marcelo Nova e Jerry Adriani, entre outros nomes.

Hoje atuante da cena "raulseixista", o escritor diz que precisou abandonar seu "olhar de fã" para conseguir compreender o artista e a pessoa. "Quis abordar o alcoolismo, e não foi doloroso para mim. Muita gente me pergunta como lido com as críticas relacionadas a Raul e eu falo: 'Ele não é meu pai'. A história é do jeito que ela é, não tem essa coisa de passar pano."

Já Sylvio Passos, 57, conheceu de perto todos esses "excessos" de Raul Seixas. Apelidado de "Silvícola" pelo ídolo, Passos se tornou amigo do cantor baiano após fundar o primeiro fã-clube oficial "Raul Rock Club" justamente na data de aniversário do cantor, em 28 de junho de 1981.

O primeiro encontro com o ídolo ocorreu assim que o cantor baiano se mudou para São Paulo. Com 17 anos, Passos fez um anúncio em um jornal que mudou sua vida. "Falei que comprava tudo que se referia a Raul, inclusive seu endereço e seu telefone de contato."

Assim que conseguiu o que queria, o estudante do ensino médio precisou criar coragem para ligar para Raulzito. "Ele mesmo atendeu e me convidou para almoçar. Depois desse episódio, tranquei os estudos e resolvi seguir o 'raulseixismo'. De lá para cá a gente nunca mais se desgrudou."

Integrante da banda ***** Brothers Band e dono também de um acervo raro de Raul, Passos lembra com bom humor quando sua família descobriu que ele abandonaria tudo para seguir o cantor. "Ficaram horrorizados, porque Raul tinha uma péssima fama de doidão e drogado", diz Passos, que pretendia cursar jornalismo ou psicologia. "Mas no cotidiano, percebi o quão parecido ele era comigo e com todo mundo. Fora de cena, era uma cara com dores, contas para pagar, alegrias e tristezas."

 

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Ary Rosa e Glenda Nicácio, a dupla que dirige a ascensão do cinema do Recôncavo
‘Trilogia’ é início empolgante de cineastas formados na UFRB; veja como assistir
Ary Rosa e Glenda Nicácio criaram a Rosza Filmes, produtora cinematográfica com sede em São Félix (Foto: Divulgação)

Um dos meus sonhos, para um futuro não tão-tão distante, é estudar Cinema na UFRB, o que faz esse texto ter uma ponta de iceberg. Na verdade eu ia dizer ponta de inveja, como você imaginou, mas a analogia daquilo que é grande (au!) escondido sob pequena amostragem é bem mais apropriada ao que está por trás (lá nele!) de três longas (ui!) metragens assinados por uma dupla de cineastas criados na universidade com sede em Cachoeira.
A masculinidade frágil do primeiro parágrafo é idiota e inadequada, mas também fingida e mal encenada, usada aqui de forma estratégica para contrastar com a feminilidade potente deste segundo, representada na figura de Glenda Nicácio, 28, primeira mulher negra a dirigir um longa de ficção no Brasil desde 1983 (e esse dado é escandaloso, como não?), e Ary Rosa, 33, também roteirista dos filmes que trazem temáticas duras como um blocão de gelo, mas submersas em afetos, subjetividades e outras sutilezas.
Tudo isso está dentro dos aclamados e premiados ‘Café com Canela’, ‘Ilha’ e ‘Até o Fim’ - estas duas últimas produções, aliás, novíssimos pretextos para minha manifestação empolgada sobre o trabalho dos dois.

E a boa notícia é que ‘Ilha’ e ‘Até o Fim’, dois filmaços gravados em Ilha Grande, uma pequena ilha de Camamu, no Baixo Sul (embora o cenário intencional seja o Recôncavo), estão disponíveis no YouTube, até 2 de julho, para quem quiser ver, sem pagar nada - faço apelo para que assista, como uma espécie de dever cívico, não à toa com o prazo final na nossa data magna. ‘Café com Canela’ já tá dos tempos na Amazon Prime, que é uma Netflix improvisada.

 

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Sem procissão, nem fogueira: São Pedro é celebrado com quadrilha e missas online
Em cidades onde tradicionalmente o santo é homenageado, fieis precisaram reinventar tradição

Desde a infância, Brunno Augustto, 29 anos, participa das celebrações em homenagem a São Pedro, em Muritiba, no Recôncavo Baiano. O santo, considerado protetor das viúvas e pescadores, é padroeiro da cidade, onde famílias acendem fogueiras, reúnem-se em festas e participam de missas. Com a pandemia, as fogueiras foram recolhidas e também não haverá festas. A missa será transmitida online. Nos municípios onde as festas de São Pedro chegam a superar os festejos de São João, a tentativa é conter os nativos e evitar aglomerações.

Em Muritiba, as celebrações para São Pedro começam no dia 26 e seguem até o dia 28 - no chamado tríduo de São Pedro. O dia 29 sela o fim dos festejos juninos na tradição católica. "As comunidades da zona rural vem, participam, é muito bonito. Minha avó e meus pais sempre me levaram para assistir e fui gostando e ficando", contou Brunno, auxiliar administrativo e responsável pela parte religiosa da festa há dois anos.

No município, a Prefeitura suspendeu o feriado de São Pedro, para evitar aglomerações. Às 7h30, de portas fechadas, a missa será transmistida pelo Facebook da Paróquia São Pedro do Monte Muritiba. Mas só. A Prefeitura de Muritiba respondeu, via assessoria, que as fogueiras estão proibidas e que foi realizada uma campanha de conscientização para não haver queima de fogos, nem festas.

As festas identificadas no dia de São João, no dia 24 de junho e na véspera, em interiores onde tradicionalmente há festejos juninos, acenderam o alerta das cidades. Em Cruz das Almas, por exemplo, houve guerra de espada. Na capital baiana, o número de denúncias de poluição sonora bateu recorde - foram 495 e 39 fogueiras desmontadas na ocasião.
Cruz das Almas teve aglomeração com pessoas soltando espadas (Foto: Reprodução/Redes sociais)
A rua Jacutinga, em Itiruçu, no sudoeste na Bahia, costuma ficar lotada, com fogueiras à frente das portas e um entra e sai nas casas, no dia de São Pedro. Desde o ano passado, o município iniciou um retorno às tradições e decidiu que, neste ano, não haveria grandes festas, mas quadrilhas e corridas de jegue, como acontecia no passado, em homenagem ao santo. A preocupação era de que a festa de São Pedro fosse um catalisador de contaminações.

O município de Itiruçu teve quatro casos de coronavírus. Todos estão curados e o desafio é evitar a proliferação da covid-19. Para o Dia de São Pedro deste ano, a prefeitura pediu apoio para a Polícia Militar intesificar as rondas. Também instituiu um decreto que proíbe aglomerações e eventos. As fogueiras também estão proibidas e há também uma barreira sanitária na entrada da cidade.
Em três dias de festa, Itiruçu costuma receber cinco mil pessoas. “É uma coisa muito tradicional aqui. Esse ano teríamos só atividades tradicionais para resgatar o passado e engajar as pessoas”, contou Gil Neabi, diretora de Cultura da cidade.

 

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Quadrilha online

Na cidade de Serrinha, no nordeste da Bahia, a quadrilha que tradicionalmente é assistida pelos nativos fará uma apresentação online, pelo facebook. Dos 22 dançarinos, 16 participarão, com máscaras e luvas, numa transmissão online pelo facebook. A Prefeitura adotou toque de recolher para evitar aglomerações à noite e pediu que a população não acenda fogueiras, nem se junte em festas - mesmo familiares, dentro da própria casa, mas com reunião de pessoas que não cumpram isolamento juntas.


Como o Dia de São Pedro não é feriado no estado, a data original não foi antecipada, como no caso do São João e Dia da Independência da Bahia, no próximo dia 2 de julho, por força de um decreto estadual.

Em Eunápolis, no Sul da Bahia, a festa de São Pedro é conhecida como Pedrão. Nos bairros, há fogueiras, festas familiares, forró realizado por igrejas e procissões. As ruas começam a ficar cheias nos dois dias anteriores. A parte profana acontece uma das pistas que levam a Porto Seguro, com dois palcos. No ano passado, tocaram na festa nomes como Maiara e Maraísa e Gustavo Lima.

Neste ano, tudo está diferente. “As ruas estão enfeitadas, mas por aqui não há nada. O mais forte, que é nossa festividade, não tem”, Mauro Wesley Borjaille, 26, publicitário que desde a infância participa das homenagens a São Pedro.


Alguns bares, no entanto, têm feito fogueiras, como disse Mauro, para os clientes “mais assíduos”, em desrespeito às recomendações de isolamento social. A Prefeitura fortalecerá as fiscalizações e divulgou cards de conscientização para a população. "Ano que vem a gente se encontra novamente, numa festa ainda maior e mais bonita", escreveu, em uma publicação, no Instagram.

Salvador terá missa com limite de fieis

A Paróquia São Pedro, única da Arquidiocese de Salvador dedicada ao santo, celebrará uma missa presencial para 50 fiéis, nesta segunda. No último domingo, outras paróquias realizaram missas - online e presenciais, com limite de público - em homenagem ao santo. Quando a solenidade cai num dia de semana, a celebração religiosa é adiantada ou postergada para o domingo, como foi o caso neste ano.

Na Paróquia de São Pedro, na Praça da Piedade, serão quatro missas - às 8h, às 10h, às 12h e às 16h. Cada celebração receberá somente 50 fiéis, que poderão entrar na igreja conforme a ordem de chegada. Serão duas pessoas por banco para respeitar as medidas de distanciamento social.

O dia 29 de junho foi escolhido para ocupar o lugar de uma antiga celebração pagã que exaltava as figuras de Rômulo e Remo, os mitos considerados fundadores da cidade de Roma.

 

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Fiscalizações fortalecidades

Como no interior, a fiscalização em Salvador também foi intensificada no final de semana, para evitar aglomerações no Dia de São Pedro. As vistorias foram feitas nos turnos diários e noturnos, com o objetivo de coibir aglomerações, festejos juninos e emissão sonora nas ruas e em estabelecimentos.


A força-tarefa foi coordenada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur), com apoio da Guarda Civil Municipal e Polícia Militar. A Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) também atuou nas fiscalizações, com 18 fiscais para coibir atividades sonoras, que estão proibidas por decreto, além de equipes da Transalvador.

Fogueiras montadas em via pública foram desmontadas (Foto: Ascom Sedur)
Ao longo da semana, foram desfeitas pela força-tarefa 83 aglomerações formadas por causa dos festejos juninos. A Semop recebeu cerca de 500 denúncias de poluição sonora, comandando a apreensão de equipamentos, principalmente "paredões".

Para denunciar casos de aglomeração, basta ligar, gratuitamente, para o, 156, telefone do Fala Salvador.

 

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'Experiência nova': teatro transmite peça ao vivo e com audiodescrição
Baiano acompanhou o espetáculo e relata a sensação de ter uma peça em casa

Ei, faz silêncio aí! O espetáculo já vai começar. De uma forma diferente, tudo bem, já que os teatros estão fechados por causa da pandemia. A transmissão vai ser 0800, lá pelo YouTube. E até cego vai poder ver! É isso mesmo.

No último sábado (27), aconteceu a transmissão da peça Os Vilões de Shakespeare, protagonizada pelo ator Marcelo Serrado. A transmissão foi online, direto do Teatro Rio Claro, no Rio de Janeiro, e teve descrição simultânea para tornar o espetáculo acessível para deficientes visuais. Para os deficientes auditivos, também havia uma intérprete de libras.
O espacinho para o fuxico foram as caixas de comentário. "Já encontrei minha cadeira", disse a espectadora Valéria Annarumma antes de completar que a noite seria feliz por conta da iniciativa.
Bem humorado, o baiano Ednilson Sacramento avisou, a 2 minutos do início, que estava sentado na poltrona 34 à espera do espetáculo e ganhou a companhia de outras pessoas, brincando que estavam o enxergando e comemorando a presença.

Cego desde os 20 anos por conta de uma retinose pigmentar, Ednilson Sacramento é jornalista de formação e disse que estranhou um pouco o formato no início, mas que conseguiu se adaptar e curtir a experiência.
"É claro que a gente ainda sente uma diferença por estar em outro local. O teatro pressupõe uma reunião de pessoas e estar sozinho gera um pequeno estranhamento, mas foi uma nova experiência", conta.
O maior estranhamento relatado por Ednilson foi um pequeno choque entre a voz da audiodescrição e a voz do palco. No teatro 'normal', ele escuta a descrição no fone de ouvido enquanto presta atenção no palco.

Em Os Vilões de Shakespeare, Marcelo Serrado interpreta um conferencista, uma espécie de palestrante, que reúne e analisa trechos da obra de Shakespeare e ao mesmo tempo vive os personagens.
“Shakespeare, através de seus personagens, mostra causa, motivo e justificativa para que possamos compartilhar uma jornada psicológica, no lugar de condenar a maldade”, comenta Marcelo Serrado.

 

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Live
Entusiasta da causa da acessibilidade, Ednilson está fazendo uma série de lives em seu Instagram falando sobre o tema. Na próxima terça-feira (30), às 20h, ele fará uma edição sobre acessibilidade na cultura, conversando com cineastas baianos e pessoas que trabalham com audiodescrição no cinema.


Antes disso, Ednilson muda de papel e será entrevistado nesta segunda-feira (29) pelo jornalista Ricardo Alcântara, abordando a temática Como Abordar a Deficiência na Imprensa.

Entre os assuntos abordados, estarão os tipos de deficiência, a prepração da cobertura jornalística, como entrevistar pessoas com deficiências, além de critérios e sugestões de pauta e o tratamento de legislação e terminologias. Fica aí a dica para os colegas e para todo o mundo.

 

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João Carlos Salles, reitor da Ufba, participa de live com o CORREIO nesta segunda (29)
Filósofo e presidente da Andifes, ele falará sobre a ciência nos tempos de pandemia
Em momentos como o que vivemos, o jornalismo sério ganha ainda mais relevância. Precisamos um do outro para atravessar essa tempestade. Se puder, apoie nosso trabalho e assine o Jornal Correio por apenas R$ 5,94/mês.
Qual é o papel da ciência nesse momento? Que respostas ela pode trazer para a pandemia do coronavírus? E como tem sido a atuação dos pesquisadores da Bahia nesse cenário? Para falar sobre isso, o CORREIO recebe, nesta segunda-feira (29), o reitor da Universidade Federal da Bahia (Ufba), João Carlos Salles, em uma live especial no Instagram do jornal (@correio24horas), a partir das 18h.

João Carlos Salles é filósofo e professor titular da Ufba. Foi eleito reitor da instituição em 2014, tendo sido reconduzido ao cargo em 2018. Doutor em Filosofia pela Universidade de Campinas, ele tem sido uma das principais vozes no debate sobre a importância das universidades públicas brasileiras. Desde 2019, ele é o presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).
Na Filosofia volta-se, desenvolve pesquisas sobre a perspectiva da epistemologia e da filosofia da linguagem, além da história da filosofia moderna e contemporânea, com ênfase no empirismo clássico.

O professor João Carlos Salles também é escritor. Este mês, ele lançou o livro A Última Invenção de Pascal pela editora Quarteto.
A live será apresentada pela repórter Thais Borges, autora do especial Cérebros da Ufba.

 

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Turismo Náutico é tema de live na Bahia
ACONTECE 29 JUNHO 2020

Transmissão ao vivo ocorrerá no canal da Flotilha no Youtube nesta terça-feira (30)
Os desafios para o incentivo ao turismo náutico na Baía de Todos os Santos e crescimento econômico do segmento no pós-pandemia são tema da Flotilha Live Day, que será transmitida nesta terça-feira (30) às 20 horas, no Youtube da Flotilha.
Para conversar sobre o tema foram convidados o secretário do Turismo da Bahia, Fausto Franco, e o ex-secretário de Cultura e Turismo de Salvador, Claudio Tinoco. A mediação será do presidente da Flotilha Lanchas da Bahia, realizadora da live, Bruno Torres.
A Secretaria do Turismo do Estado da Bahia (Setur-BA) implementa, com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID, importante programa de desenvolvimento do turismo náutico e cultural na Baía de Todos-os-Santos – BTS. As principais metas e realizações do programa – o Prodetur Nacional Bahia – serão detalhadas por Fausto Franco durante a live.
“Este é um programa grandioso que certamente dará novo impulso às atividades turísticas da Baía de Todos-os-Santos, contribuindo para a geração de emprego e renda e o desenvolvimento econômico desta bela zona turística”, afirma o secretário.
O Prodetur tem como base iniciativas que promovam a melhoria da infraestrutura náutica e da qualidade dos serviços na BTS. As obras de infraestrutura estão sendo executadas por meio de uma rede de intervenções divididas em três lotes.
O Lote 1 é constituído pela Base Náutica Marina de Itaparica, o Terminal Turístico de Botelho (Ilha de Maré), o atracadouro e o restaurante do Solar do Unhão-MAM e o atracadouro do Museu Wanderley Pinho (Candeias).
O Lote 2 reúne a Base Náutica de Salinas da Margarida, o Terminal Turístico de Maragojipe e o Terminal Turístico de Cachoeira. No Lote 3 as obras contemplam a Base Náutica de Cacha Pregos, o Terminal Turístico de Jaguaripe, o atracadouro de Mutá e o Terminal Turístico de Bom Jesus dos Passos.

Além destas obras, o Prodetur inclui a requalificação e ampliação da Marina da Penha e o restauro do Museu do Recôncavo Wanderley Pinho, com a urbanização de seu entorno.

 

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Mãe Stella de Oxóssi será homenageada no Carnaval do Rio de Janeiro
 Mãe Stella de Oxóssi será homenageada no Carnaval do Rio de Janeiro


Mãe Stella de Oxóssi será homenageada no Carnaval do Rio de Janeiro em 2021. É que a história da ialorixá baiana será tema do desfile da Unidos do Porto da Pedra, que integra o grupo de acesso. Quem assina o enredo é a carnavalesca Annik Salmon.


 

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Funcionários do Hospital Arena Fonte Nova realizam arraiá junino
[Funcionários do Hospital Arena Fonte Nova realizam arraiá junino]

29 de Junho de 2020 às 18:07 Por: Divulgação Por: Redação BNews 0comentários

Na tarde desta segunda-feira (29), os funcionários do Hospital de Campanha da Arena Fonte Nova realizaram o “Arraiá da Arena”. Com lanches, decoração e músicas típicas do período junino, o momento serviu para comemorar o dia do último santo junino: São Pedro e promover um momento de descontração e interação com a equipe multidisciplinar que trabalha na linha de frente no combate a Covid-19.
Para a superintendente de enfermagem da unidade Marcela Marques momentos como esse trazem o cotidiano, deixado de lado por conta da Pandemia, para perto dos colaboradores.
“Nosso objetivo com a comemoração foi de alegrar os corações e trazer a esperança por dias melhores. A música ambiente e as lembranças foram pensadas com muito carinho pelas Coordenações de Enfermagem e pela Diretoria Médica”, explica.
O hospital Arena Fonte Nova é o maior hospital de campanha para pacientes com o novo coronavírus. A unidade inaugurada pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) recebe pacientes exclusivamente por meio da regulação da Sesab.

 

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Grupo de Estudos de Direito da UFBA realiza live sobre audiências virtuais
Webinário da Universidade Federal da Bahia tem parceria com OAB-BA e TJ-BA

Foto: Reprodução/Facebook

Foto: Reprodução/Facebook

O Grupo de Estudos Direito, Inovação e Tecnologia (DITUFBA), da Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia (UFBA) realiza nesta segunda-feira (29), às 19h, uma live para discutir a temática: Nova realidade para operadores do direito em todo o Brasil, as audiências virtuais têm se mostrado um desafio.
O webinário conta com a participação da dra. Mariana Matos, procuradora-geral da Procuradoria Jurídica e de Prerrogativas da OAB/BA – Ordem dos Advogados do Brasil-Seção Bahia e dr. Pedro Godinho, juiz de Direito, titular da 8ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Salvador, no Tribunal de Justiça do Estado da Bahia.
O encontro contará com a moderação do professor Marco Aurélio de Castro Jr., procurador do Estado da Bahia, professor da Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e coordenador do grupo de estudos.


 
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