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PAPITO
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Chuva deve voltar hoje e chover mais de 100 mm até segunda-feira



A previsão é do Climatempo. “Com a presença do VCAN (Vórtice Ciclônico nos Altos Níveis da Atmosfera) próximo ao litoral da Bahia, toda a circulação de ventos da sua borda vai estimular a formação de mais áreas de instabilidade sobre o interior do Nordeste”, afirma a meteorologista Josélia Pegorim.

Até o final da semana há condições para pancadas de chuva por quase toda a Região, inclusive sobre áreas do Sertão. Até o interior do Bahia que está mais seco, volta a ter pancadas de chuva nos próximos dias. Chuvas fortes acontecerão no Tocantins, com picos de até 150 mm no período.

O reservatório da Hidrelétrica de Sobradinho subiu quase 1% na semana, para 12,50%, mas a velocidade de enchimento do lago ainda é pequena depois de 55 dias de chuvas.

As chuvas devem se encerrar entre 65 e 80 dias e para não faltar água para mais de 150 municípios, bem como para milhares de pequenos irrigantes, além das duas tomadas d’água da transposição, Sobradinho deveria encerrar a estação das chuvas com no mínimo 50% de sua capacidade, o que parece pouco viável.


A represa de Três Marias, que está também economizando vazão, já está com 25% de sua capacidade. E Itaparica, com 11,24%.

https://jornaloexpresso.wordpress.com/2018/01/25/chuva-deve-voltar-hoje-e-chover-mais-de-100-mm-ate-segunda-feira/
 

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Discussion Starter #4,962
Licitação para novos ônibus metropolitanos deve sair até maio, prevê Agerba


A licitação para renovação da frota de ônibus metropolitanos deve sair até o mês de abril, de acordo com estimativa da Agerba, que regula a operação do modal. Em nota enviada ao Bahia Notícias, o órgão explicou que em fevereiro vai acontecer mais uma audiência pública para discutir a concessão dos coletivos e a licitação deverá ser lançada 60 dias depois desse debate. "Técnicos da Agerba estão finalizando os estudos sobre o redesenho das linhas, que vai contar com nova frota e será integrado de forma operacional e tarifária com o metrô de Salvador", completa o texto da Agerba. O governador Rui Costa anunciou ainda no ano passado a renovação da frota, mas prometeu lançar a licitação até o mês de dezembro. De acordo com a Secretaria da Comunicação do Estado, os novos ônibus metropolitanos serão zero quilômetro, equipados com validador para bilhetagem eletrônica, ar-condicionado, wi-fi, GPS, piso baixo e acessibilidade

http://www.bahianoticias.com.br/noticia/217432-licitacao-para-novos-onibus-metropolitanos-deve-sair-ate-maio-preve-agerba.html
^^
Demorou a sair, os ônibus metropolitanos são uma vergonha, verdadeiras sucatas. Ponto para as exigências contidas no edital e que privilegiam o conforto e acessibilidade dos usuários!
Quem sabe não estimula o poder municipal a fazer o mesmo!
 

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Discussion Starter #4,963
PARQUE DOS DINOSSAUROS DEVE CUSTAR ATÉ R$ 200 MIL​


A instalação do Parque dos Dinossauros de Salvador deve gerar um custo de R$ 200 mil reais, que pode ser levantado com a iniciativa privada ou a Prefeitura pode assumir. O complexo interativo será instalado próximo à Lagoa dos Frades, no Stiep.

Anunciado em agosto do ano passado, quando o secretário Marcílio Bastos, antes titular da de Manutenção (Seman) e atual comandante da Companhia de Desenvolvimento Urbano (Desal), esteve na Rádio Metrópole, o centro, no entanto, ainda não tem data certa para ser instalado.

Os dinossauros serão importados e já chegarão à cidade prontos para a instalação. "Os maiores fabricantes desses produtos são chineses, mas, como é um órgão público, a gente licita. A gente vai precisar importar, a não ser que encontremos um fabricante brasileiro, que eu desconheço", disse.

Perguntado sobre a escolha do Stiep para a implantação do parque, Marcílio nem citou o Centro de Convenções da Prefeitura, que será construído na região, na área do antigo Aeroclube, na Orla da Boca do Rio. "Nós criamos o projeto e buscamos uma área que fosse adequada. O que mais nos chamou a atenção é justamente que tem uma lâmina dʹágua, então seria uma área que, junto à vegetação, faria uma boa composição", justificou ao portal.

Na visão do gestor da Desal, que é indicado pelo PRB, partido ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, não há problemas no investimento em representações de bichos pré-históricos em detrimento a outros equipamentos culturais com "a cara de Salvador". "Nada impede que novas sugestões possam chegar. A gente sabe que tem uma riqueza muito grande de criatividade", ponderou.

Link: Bahia Econômica
 

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Corredor da Vitória ganha novo café. E dos bons!




O Corredor da Vitória, um dos bairros mais elegantes da capital baiana, acaba de receber a Coffeetown Salvador. O café – que também abriga uma padaria, confeitaria e lojinha de produtos selecionados – foi inspirado em Chicago dos anos 1920.

“A gente quer proporcionar aos nossos clientes e amigos uma experiência encantadora de compra, onde eles possam interagir com os baristas, ler os últimos e-mails, ouvir uma música legal, ter acesso direto a bolos feitos dentro da loja diariamente e experimentar todas aquelas sobremesas tipicamente americanas. Tudo isso na companhia de um café gostoso e com total controle de origem”, nos disse a empresária Renata Sampaio, parceira de Mariane França na empreitada.

A Coffeetown Salvador conta com 12 vagas de estacionamento e tem instalações completamente adaptadas às normas de acessibilidade. A proposta é funcionar como um ponto de encontro entre adolescentes, crianças e adultos de todas as idades, coworkers, famílias e turistas que circulam pela região. No cardápio, cafés especiais, bolos e sobremesas de fabricação própria, além de pães de fermentação natural e produtos gourmet exclusivos. Pra completar, internet de alta velocidade e muito jazz e blues na música ambiente.



http://www.aloalobahia.com/notas/corredor-da-vitoria-ganha-novo-cafe-e-dos-bons
 

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Discussion Starter #4,965
Liderança do MST é assassinado no interior da Bahia​



O ex-dirigente nacional do MST, Márcio Matos, foi assassinado nesta quarta-feira, 24, no município de Iramaia, na Chapada Diamantina. O crime aconteceu na fazenda onde ele morava. De acordo com o Jornal da Chapada, o filho de Márcio teria presenciado o crime.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a ser acionado, mas o militante não resistiu ao ferimento. Não há informações sobre a motivação ou autoria do crime.

Nesta quarta, Márcio chegou a fazer postagens nas redes sociais sobre a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Amigos também usaram o espaço para lamentar a morte dele.

Link: A Tarde
 

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Avatim inaugura loja na Oscar Freire






Genuinamente baiana, a Avatim acaba de dar mais um passo rumo ao futuro, inaugurando uma loja-conceito em São Paulo. A marca, que já possui 120 unidades em todo o Brasil, acabou de abrir em soft opening sua primeira loja de 2018, na Rua Oscar Freire. De acordo com Cesar Fávero, sócio-fundador da marca, a expectativa é que este ano sejam abertas mais 40 lojas da marca de perfumaria e cosméticos pelo país.




http://www.aloalobahia.com/notas/avatim-inaugura-loja-na-oscar-freire
 

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Discussion Starter #4,967
Prefeitura inaugura na sexta-feira espaço multiuso para 1,5 mil pessoas​


Local no bairro de Coutos terá atividades educacionais, culturais e de esporte



A partir dessa sexta-feira (26), as crianças e jovens do Subúrbio vão contar com atendimento médico especializado, aulas de robótica, teatro e esportes - tudo gratuito e no mesmo lugar. O espaço multiuso Subúrbio 360, que faz parte do eixo Investe do programa municipal Salvador 360, será composto pela Escolab, Centro Especial de Reabilitação (CER), duas quadras poliesportivas, auditório, teatro e estúdio de rádio.

A área de 10 mil metros quadrados está instalada no bairro de Coutos, no Subúrbio, região com quase 400 mil habitantes. A prefeitura investiu R$ 30 milhões no equipamento, que vai atender cerca de 1,5 mil pessoas por mês. A inauguração do espaço será realizada nessa sexta, às 10h, pelo prefeito ACM Neto.


O espaço vai possibilitar que jovens e crianças matriculados regularmente na rede municipal de ensino se divirtam e aprendam antes ou depois do turno de estudo na escola. Além disso, as mães dos alunos e outros moradores do bairro e de áreas vizinhas também vão poder usufruir do local. Por mês, serão disponibilizadas 80 vagas nas oficinas de confeitaria, panificação, de doces e salgados finos e folhados. As inscrições podem ser feitas já a partir de sexta, na secretaria do Subúrbio 360. Quase 200 mulheres já estão inscritas.

“Trazer esse equipamento novo e diferenciado para a população, abrangendo as áreas assistencial, educacional e lúdica, foi uma grande ideia do Salvador 360”, afirmou o secretário municipal de Saúde, José Antônio Rodrigues Alves.

Educação

A Escolab funcionará das 8h às 17h e oferecerá almoço, lanche e até banho, além das atividades lúdicas e educacionais, no turno oposto ao das aulas regulares da rede municipal. No local, os alunos poderão aprender utilizando ferramentas tecnológicas, como tablets e impressoras 3D.

“Esses estudantes também poderão usar todos os espaços do Subúrbio 360, conforme orientação de uma equipe pedagógica. Esses mesmos espaços, a exemplo das quadras, do teatro, do auditório, também estarão à disposição de outros estudantes e da comunidade em geral, e poderão ser utilizados mediante solicitação à direção do Subúrbio 360", explicou o secretário municipal de Educação, Bruno Barral.

O projeto é resultado de uma parceria da prefeitura da capital com o Google. Os estudantes de escolas municipais terão à disposição um estúdio de rádio, além de tablets e até aulas de robótica. “Os professores estão passando por especialização para orientar os alunos com o uso da tecnologia. Nossos professores sabem que o ensino requer troca de informações com os alunos e a aprendizagem acontece no sentido dos dois fluxos”.

As inscrições devem ser feitas no local, mediante a apresentação de RG. Até agora, cerca de 300 vagas já foram preenchidas. “Nós consideramos a educação um patrimônio estratégico da nossa cidade. É através dela a gente consegue fazer outras mudanças”, afirma Bruno Barral, secretário de educação do município. Esta é a terceira unidade do projeto Escolab - outras duas já funcionam na Suburbana e na Boca do Rio. O local vai iniciar as atividades no dia 5 de fevereiro.

Link: Correio da Bahia
 

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Discussion Starter #4,968
Saúde​


Uma área de cerca de 1.200 metros quadrados está sendo estruturada no local para oferecer diagnóstico e tratamento a 400 pacientes por mês. Uma equipe multidisciplinar, composta por 24 educadores físicos, terapeutas ocupacionais, psicólogos, clínicos e técnicos, atuará no Centro Especial de Reabilitação (CER) atenderá jovens e crianças que apresentam algum tipo de deficiência cognitiva, psíquica ou motora.

Segundo o secretário de saúde, o equipamento, que terá parceria com a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) vai beneficiar mães de crianças com microcefalia, por exemplo, que muitas vezes abandonam o tratamento da criança por ter dificuldade em se deslocar de casa até o local de atendimento.

“A assiduidade das mães que levam as crianças com microcefalia é grande nos 10 primeiros dias do mês, e no restante elas vão se ausentando por que não tem esse atendimento perto de casa e não podem mais se deslocar até o local”, afirma José Alves.

A área, que estará isolada dentro do restante do equipamento, receberá pacientes que vão ser acompanhados continuamente e outros que serão diagnosticados e encaminhados para acompanhamento terapêutico em postos de saúde.

De acordo com o secretário, quase R$ 800 mil foram utilizados na adaptação física do local e quase R$ 800 mil equipamentos. Cerca de R$ 2 milhões serão investidos por mês para a manutenção e funcionamento do espaço. O serviço deve começar a funcionar em abril.

“Isso tá dentro da unidade de políticas para a pessoa com deficiência do município. O prefeito quer descentralizar o serviços, trazendo esses atendimentos para próximo das comunidades mais carentes. Isso aumenta a inclusão e dá mais cidadania para as pessoas com deficiência”, diz Ângela Ventura, superintendente executiva da Apae.

O secretário de saúde do município explica que o CER vai melhorar a cobertura de saúde para os moradores da comunidade. “A região do Subúrbio Ferroviário tem quase 80% de cobertura: já conta com 37 postos de saúde, além de hospital, maternidade e duas UPAs. O que não tínhamos era um centro como esse”.


Link: Correio da Bahia
 

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Discussion Starter #4,969
Cultura​


A primeira unidade do Espaço Boca de Brasa, onde crianças e jovens da comunidade poderão assistir à apresentações culturais, além de participarem de oficinas de teatro, dança e de produção cultural, também será parte do Subúrbio 360.

Segundo o presidente da Fundação Gregório de Matos (FGM), Fernando Guerreiro, o objetivo é que as comunidades apresentem seus espetáculos no local e participem das oficinas. “A ideia é que os centros tenham programação o ano todo. Vamos fortalecer o que já existe, os grupos de valsa de Cajazeiras por exemplo, que é um movimento muito forte, e criar intercâmbio com as produções de outros bairros”.

Guerreiro afirma que a ideia para o projeto surgiu a partir da solicitação dos soteropolitanos.”As pessoas pedem locais para ensaiar e se reunir nos bairros. O projeto Boca de Brasa visitou 21 bairros na primeira gestão, e as pessoas solicitavam que a gente ficasse fixo. Esses centros de cultura fazem parte da segunda etapa do projeto, onde teremos a interface com a comunidade”.

O teatro do local tem capacidade para 400 pessoas sentadas, além do local de convivência. “Esse será o primeiro espaço fixo, depois vamos para Cajazeiras, em cima do Mercado Iaô. Estamos apoiando também um no Bairro da Paz e no Candeal”, adianta Guerreiro.

A previsão de funcionamento é logo após o carnaval, ainda em fevereiro. “Sexta é o lançamento, terá apresentações de vários grupos das oito da manhã às duas da tarde”. Ele afirma que a grade vai contar com apresentações de vários tipos, dentre elas de dança e teatro. “A Salvador real está no núcleo, não na orla. Isso aqui pega fogo”.

Esportes

O local contará também com duas quadras poliesportivas, que atenderão às especificações de atividades olímpicas, não olímpicas e paralímpicas. No local, serão desenvolvidas atividades esportivas e lúdicas com 660 jovens mensalmente.

“A ideia é transformar o Subúrbio Ferroviário, que é um local com uma concentração muito grande de pessoas carentes, em um local de iniciação ao esporte”, explica o secretário Geraldo Júnior, secretário de Trabalho, Esportes e Lazer. Por dia, serão estabelecidas 22 equipes para a prática das atividades nas quadras, 11 em cada turno - cada equipe será composta por 25 a 30 crianças e adolescentes.

Além das aulas de futsal, vôlei, handebol e basquete e das atividades estruturadas de caratê e capoeira para a comunidade, o local oferecerá prática de atividades paralímpicas também, como vôlei sentado e futebol de salão dos amputados. O investimento nas quadras foi de quase meio milhão de reais do tesouro municipal, de acordo com o secretário.

“Vamos preparar essas crianças e adolescentes para disputar competições estaduais e internacionais, com o acompanhamento do programa Segundo Tempo do governo federal”, diz o secretário. Ele lembra ainda que Salvador foi eleita a capital brasileira de maior apreciação e atendimento às crianças de iniciação ao esporte pelo trabalho de iniciação ao esporte desenvolvido com 500 crianças.

A inauguração das quadras contará com apresentação de ginástica rítmica e acontecerá nessa sexta - e o secretário já faz planos para ampliar o serviço. “Sabemos que a demanda será grande. Estamos estudando um projeto para que possamos atender a um número maior de crianças da comunidade e do entorno”, conta Geraldo Júnior.



Link: Correio da Bahia
 

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CARNAVAL DEVE ATRAIR MAIS DE 10 MILHÕES DE TURISTAS E MOVIMENTAR R$ 11 BILHÕES






O feriado de carnaval, que este ano ocorre de 9 a 13 de fevereiro, deve injetar R$ 11,14 bilhões na economia nacional e resultar em um fluxo total de 10,69 milhões de viajantes brasileiros e cerca de 400 mil turistas internacionais. As estimativas foram divulgadas nesta quinta-feira (25) pelo Ministério do Turismo. Se as projeções se confirmarem, será um crescimento de 0,75% no número de turistas em relação ao feriado do ano passado.

As cidades mais procuradas para o carnaval, segundo o ministério, são o Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Belo Horizonte, o Recife e Olinda. Juntas, elas representam 65% de toda a movimentação financeira no período: R$ 7,4 bilhões. As vendas de pacotes de viagens aumentarão 15% em relação ao mesmo período de 2017, de acordo com dados da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav). Além das cidades conhecidas pela folia, Foz do Iguaçu (PR) e os cruzeiros marítimos também registram maior procura no período.

Entre os visitantes estrangeiros, a maioria será proveniente de países como a Argentina, os Estados Unidos, o Paraguai, Chile, Uruguai, a França e Alemanha. No Rio de Janeiro são aguardados 1,5 milhão de turistas que, somados aos moradores da cidade, devem injetar R$ 3,5 bilhões na economia local para acompanhar os desfiles das escolas de samba na Marquês de Sapucaí e os blocos de rua. Os hotéis da capital fluminense esperam chegar à marca de 85% de ocupação, número 7% maior que o do ano passado.

Na capital paulista, de acordo com a São Paulo Turismo (SPTuris), as atrações do sambódromo e os blocos de rua devem movimentar R$ 464 milhões. Os reflexos também serão sentidos no litoral paulista, que deve registrar ocupação de 90% em sua rede hoteleira. Em Salvador, que tem um dos maiores carnavais do país, são esperados 770 mil turistas e uma receita de R$ 1,7 bilhão. A ocupação hoteleira na capital baiana deve atingir 98% durante os dias de folia.

A capital mineira, Belo Horizonte, deve atrair até 3,6 milhões de foliões em seus 480 blocos, entre turistas e moradores da cidade, informou o Ministério do Turismo. Ao todo, eles deverão deixar na economia local mais de R$ 600 milhões durante os quatro dia de festa.

Em Pernambuco, a folia deve atrair 1,7 milhão de pessoas e arrecadar R$ 1,2 bilhão. A ocupação hoteleira poderá chegar a 95%, estima o governo. Na capital, Recife, estão previstos 43 polos de animação espalhados pela cidade, com mais de duas mil apresentações. No tradicional carnaval de Olinda, haverá 230 atrações artísticas, 80 cortejos itinerantes, 300 orquestras de frevo, 60 agremiações e 1.500 blocos, troças, maracatus, afoxés, caboclinhos, clubes, entre outros.



http://www.bahiaeconomica.com.br/noticia/163728,carnaval-deve-atrair-mais-de-10-milha�es-de-turistas-e-movimentar-r-11-bilha�es.html
 

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Com ajuda do Brasil, Iberostar cresce 20% globalmente

MADRI - Após reformular por completo sua marca, o Grupo Iberostar tem motivos de sobra para comemorar o que foi o ano de 2017. A empresa hoteleira faturou exatos 2.428 bilhões de euros, alta de 20% em comparação ao ano anterior.

Os resultados favoráveis também puderam ser sentidos no Brasil. Com três produtos – os dois Iberostar Bahia e Praia do Forte e o hotel-navio Grand Amazon, o conglomerado espanhol viu o faturamento aumentar 9% em relação a 2016. Ao todo, a ocupação dos empreendimentos atingiu uma média de 72%.

O diretor da Iberostar para o Brasil, Orlando Giglio, resume com bom humor o que foram os 12 meses passados para ele e sua equipe. “Devemos atingir uma alta de dois dígitos este ano. O problema de cumprir uma meta é que tem outra maior em seguida”, afirmou.

Para alcançar tais objetivos, a empresa não irá "reinventar a roda" em sua operação no Brasil. Segundo Giglio, os dois hotéis na Bahia vão ganhar novos restaurantes e o projeto Fit and Fun, programa voltado para a prática de esportes e atividades saudáveis, serão lançados no decorrer de 2018.

ESPAÇO PARA CRESCER

Perguntado sobre novos hotéis no Brasil, Giglio descarta qualquer anúncio previsto para esse ano. Mas ele lembra que o terreno localizado em Mata de São João ainda tem espaço. “Nossa área é de dois milhões de metros quadrados. Ainda faltam 500 mil [metros quadrados] para ocupar”, disse, porém, sem adiantar o que poderia ser feito.

O diretor ainda relembra os planos de inaugurar um resort em Maceió há dois anos, mas não houve incentivo de “algum lado” e o projeto desandou antes mesmo de começar. No entanto, não há nada descartado. Além da capital de Alagoas, a Iberostar estuda o Rio de Janeiro e mais uma cidade do Nordeste.

http://www.panrotas.com.br/noticia-turismo/hotelaria/2018/01/com-ajuda-do-brasil-iberostar-cresce-20-globalmente_152869.html?lista
 

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Licitação para novos ônibus metropolitanos deve sair até maio, prevê Agerba


A licitação para renovação da frota de ônibus metropolitanos deve sair até o mês de abril, de acordo com estimativa da Agerba, que regula a operação do modal. Em nota enviada ao Bahia Notícias, o órgão explicou que em fevereiro vai acontecer mais uma audiência pública para discutir a concessão dos coletivos e a licitação deverá ser lançada 60 dias depois desse debate. "Técnicos da Agerba estão finalizando os estudos sobre o redesenho das linhas, que vai contar com nova frota e será integrado de forma operacional e tarifária com o metrô de Salvador", completa o texto da Agerba. O governador Rui Costa anunciou ainda no ano passado a renovação da frota, mas prometeu lançar a licitação até o mês de dezembro. De acordo com a Secretaria da Comunicação do Estado, os novos ônibus metropolitanos serão zero quilômetro, equipados com validador para bilhetagem eletrônica, ar-condicionado, wi-fi, GPS, piso baixo e acessibilidade

http://www.bahianoticias.com.br/noticia/217432-licitacao-para-novos-onibus-metropolitanos-deve-sair-ate-maio-preve-agerba.html
Da Redação - [email protected] - 11.10.2017, 07:52:00
Licitação para linhas metropolitanas será lançada até dezembro

http://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/licitacao-para-linhas-metropolitanas-sera-lancada-ate-dezembro/
 

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To falando do período do carnaval. Ano passado o mercure tava por 700 e esgotou faltando mais de um mês. Esse ano reservei por 406 (com café) e ainda tem disponibilidade.
Amigo acho que deve está tendo algum engano. Os mercures da Tancredo Neves e Pituba juntamente com o ADAGIO estão esgotados. O mercure do Rio Vermelho a diária está por R$ 1.275,00. Os hotéis que estão mais em conta são do HANGAR Aeroporto que possuem diárias a partir de R$ 310,00.

Se eu soubesse printar a tela colocaria aqui.
 

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Loja colaborativa no Boqueirão reúne moda e objetos de arte​



A casa investe em produtos baianos, como as roupas da Dresscoração e fotos de Helen Salomão​


Um mix de design, moda, fine art e molduras faz a singularidade do espaço colaborativo Casa Boqueirão, localizado na Rua Direita do Santo Antônio. Inaugurado no mês passado, o local, administrado pelo artista visual Alfredo Gama e a arquiteta Tânia Póvoa, é dividido para comercializar uma variedade de produtos como gravuras, camisas, mochilas, esculturas, pinturas, acessórios artesanais e peças de decoração.

Além de itens exclusivos, produções como a da fotógrafa Lita Cerqueira e de Alex Bispo, designer da grife Crioula, também estão por lá. Alfredo e Tânia possuem um atelier no bairro Santo Agostinho, mas sempre tiveram interesse pelo fluxo cultural do Centro Histórico. "Passamos muito tempo sem frequentar o Santo Antônio. Um dia, fomos em um evento no Oliveiras e foi amor à segunda vista", reconhece Alfredo. Por isso, quando viram a placa de venda da casa não hesitaram em comprá-la.

A loja é aconchegante, tem uma vista privilegiada da Baía de Todos os Santos e o artista identifica o empreendimento com o bairro, que considera um ambiente de resistência, questionamento e vanguarda cultural. “Aqui estamos cercados por pessoas como Loo Nascimento, estilista da Dresscoração, ou a fotógrafa Helen Salomão, especialista em fotos de pessoas negras, ambas colaboradoras da Casa”. Como o Centro é uma região de forte fluxo turístico nacional e internacional, Alfredo sabe que a Casa Boqueirão será frequentada por visitantes de fora; no entanto, quer mesmo é fidelizar o público soteropolitano.

Casa Boqueirão Rua Direita do Santo Antônio, 56 - Boqueirão. Funciona de terça a domingo, das 14h às 20h. Siga em instagram.com/casaboqueirao/.

Link: A Tarde
 

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Discussion Starter #4,976
Roteiros inovadores mostram Salvador por dentro​



A guia Paula Santos é pioneira no turismo étnico em Salvador​


Salvador é, antes de tudo, uma ideia. Mesmo quem nunca pisou aqui conhece de algum modo o Elevador Lacerda, o Farol da Barra, o Pelourinho. Todos os anos, a cidade recebe mais de 8 milhões de turistas em busca de ver de perto o que a Cidade da Baía tem, quanto foi que Jorge Amado viu e quanto inventou. Mas dentro desse número massivo, tem umas gentes que vêm assuntar lugares que o próprio soteropolitano muitas vezes desconhece.

Engenho Velho da Federação, para ver os terreiros tão próximos e tão distantes em suas nações. Plataforma, para conhecer o Acervo da Laje, com obras de artistas do subúrbio ferroviário e fazer comprinhas na feira agroecológica. Vale das Pedrinhas, para aprender a fazer um abará que passa a morar na memória. No Centro, uma visita ao Museu Nacional de Cultura Afro Brasileira (Muncab), para saber quem somos.

A guia de turismo Paula Santos costuma levar os visitantes a esses lugares e outros mais, dependendo do gosto de quem chega, do que está interessado em fazer. Começou a ir além do “feijão com arroz” em meados da década de 1980, com o que chamava na época de turismo socialmente engajado, e que depois rebatizou de turismo étnico.

Enquanto os outros guias faziam visitas a terreiros de noite, para incursões meio fetichistas a festas nos barracões, passou a levar grupos de dia, para que conhecessem o cotidiano das famílias de santo, principiando na Casa Branca, primeira casa de candomblé de Salvador. E como recebia muitos professores norte-americanos – ainda os recebe – passou também a frequentar escolas em bairros como o Calabar. Da primeira vez, ligou pedindo permissão. O rapaz da associação perguntou se ela estava com medo. Paula disse que não, que era respeito, vontade de saber se eles também queriam conhecê-la.

Quando a Bahiatursa, órgão de fomento ao turismo do estado, estruturou o programa de turismo étnico, em 2007, Paula já era catedrática no tema. “O que acontece é que não há um reconhecimento nem dos órgãos oficiais nem dos moradores de Salvador de que toda a cidade é uma construção afro-brasileira. Então, trata-se como um produto, sem uma visão global. Não há uma valorização do que essa cidade tem de diferencial”.

Já tinha sua própria empresa do que hoje chama de turismo educacional quando visitou a Steve Biko e viu um grupo de americanos juntarem-se para arrecadar o valor que restava para que o instituto cultural lançasse um programa de acesso à tecnologia. E estava na Universidade do Estado da Bahia (Uneb), também acompanhada por turistas norte-americanos, quando o Conselho da universidade discutia a histórica adoção da política de cotas. Os professores foram convidados pela então reitora, Ivete Sacramento, a compartilhar a experiência dos Estados Unidos. “O turismo também muda a cidade”, Paula acredita.

Inacreditável é sua memória mais marcante dessa vida de guia. Pois que acompanhou uma nova-iorquina que veio com os filhos e o neto para Salvador procurando ajuda espiritual. Paula a levou a um terreiro, onde a mulher recebeu orientação de que ficasse mais tempo aqui, mas ela não tinha recursos para permanecer. Antes de voltar aos Estados Unidos, foram no dia 2 de fevereiro para a festa de Iemanjá, no Rio Vermelho. Quando estava na areia, a gringa foi tomada por uma entidade, que Paula até hoje não sabe qual era, e passou a benzer quem se aproximava. Juntou gente, formou fila, durou horas. E Paula ali, traduzindo toda aquela maravilhosa improbabilidade, até serem vencidas pelo cansaço.

Link: A Tarde
 

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Grupo Olodum realiza FEMADUM neste final de semana





O Festival de Música e Artes Olodum - FEMADUM acontece nos dias 26, 27 e 28 de janeiro, no Largo do Pelourinho. O Festival é tradicionalmente realizado pelo Bloco Afro Olodum com o objetivo de promover as manifestações culturais de matriz africana e revelar novos talentos musicais. Este ano, tem como tema “A Casa das Águas”, em homenagem ao carnaval do bloco, que em 2018 é “ Deusas das Águas – Oceanos, Rios e Lagos”.





http://www.aloalobahia.com/notas/grupo-olodum-realiza-femadum-neste-final-de-semana
 

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Uma escocesa da Silva​

A Bahia tem 780 guias de turismo regularizados, dos quais 350 atuam em Salvador, de acordo com o Ministério do Turismo. A escocesa Julia McNaught da Silva passou a integrar o grupo no ano retrasado, depois de quase vinte anos vivendo em Salvador. Sua primeira aproximação foi com os bairros populares da cidade. Trabalhava numa ONG que promovia projetos de intercâmbio entre a Grã-Bretanha e o nordeste brasileiro. Em 2007, passou a conhecer e desenvolver ações de turismo comunitário com os moradores.

Foi a partir dessa experiência que pensou em trabalhar como guia de turismo, fazendo para outros estrangeiros a ponte com a Salvador real, tão, tão distante da que se vê nos cartões-postais. “Nestes pontos tradicionais, que o turista até já viu pela internet, ficam só o tempo da selfie e pronto. Assim, não dá para sentir, compreender um povo. Para isso, é preciso interagir, conhecer as pessoas no seu cotidiano”.

Hoje, ela trabalha com quatro comunidades de Salvador: Calafate, Uruguai, Alto do Cabrito e Plataforma, num modelo bem diferente daquele impregnado no nosso imaginário: um jipão em que turistas brancos passeiam por ruelas de favelas cariocas como se estivessem num safári ou num zoológico. “É a comunidade que está à frente, por isso chamamos de turismo de base comunitária. São eles que definem quando os grupos podem visitar, o que vão visitar, e sempre há orientações quanto à fotografia. É horrível você se sentir fotografado sem sua permissão”.

Qualquer que seja o roteiro, há sempre um bate-papo entre locais e visitantes, de “igual para igual”, diz Julia. “É o olhar no olho, apertar a mão, trocar uma ideia”. Depois, há o tour gastronômico, com direito a geladinho de fruta e almoço no restaurante do bairro. No Calafate, tem uma amendoada (feijoada de amendoim) e em Plataforma a pedida é peixe e frutos do mar. Depois, partem para uma visita a um grupo cultural, e aí vai desde capoeira a hip-hop, passando por discussões sobre feminismo. “Não é um olhar só para o que é tradicional da cultura afro-brasileira, mas também para as manifestações mais atuais”.



Julia McNaught da Silva, no centro, acompanhada de Rosângela e Érica Santos, moradoras de Plataforma. Foto: Adilton Venegeroles / Ag. A TARDE​

Outro dia, ela estava acompanhando um grupo de estudantes americanos de Nova York num intercâmbio no Uruguai. Os jovens tinham situações próximas de vida. Ficaram conversando sobre samba, hip-hop, e Julia riu quando percebeu que eles eram tão parecidos, as roupas, os cabelos, que só dava para saber quem veio de onde olhando para os seus pés. Os de fora estavam de tênis, os de cá, de chinelos de ficar em casa. “Os moradores se sentem valorizados, percebem a riqueza da sua cultura, da resistência criativa, ainda mais em frente a tantas adversidades. É um reconhecimento em meio a uma sociedade cheia de preconceitos”.

Um dos preconceitos – e, infelizmente, tantas vezes conceito – é o de que essas comunidades são violentas. Julia conta que nunca teve qualquer episódio em que se sentisse insegura. “A melhor segurança é estar junto com quem mora no lugar. E quando você está fazendo um trabalho sério, coletivo, que gera benefícios para o bairro, isso já cria uma segurança. E se houver algum motivo para insegurança, a comunidade não hesita em cancelar a visita. Não é qualquer um de fora entrar sem saber o que está fazendo”.

O dono de uma agência de Salvador conta que costumava fazer um roteiro pelo subúrbio ferroviário. Iam de trem até a Calçada e de lá pegavam um jipe aberto para percorrer a orla de Tubarão, São Tomé de Paripe, parando para almoçar na Pedra Furada e finalizando com um sorvete na Ribeira. “Os turistas amavam, mas tive que encerrar o tour porque os traficantes estavam querendo cobrar pedágio”.

Professora do curso de turismo da Uneb, Paula Silva conta que o chamado turismo de experiência surgiu entre o final da década de 1990 e o começo dos anos 2000, quando o mundo mudava de século. Começou com norte-americanos e europeus que, mais que visitantes, queriam ser voluntários nos países pobres em que a Terra é pródiga.

Com o tempo, o que era um turismo mais alternativo ganhou ares também mercadológicos – o que, por Deus, há de escapar ao mercado? –, com agências e guias querendo oferecer atividades mais imersivas e não só de observação deste ou daquele massificado ponto turístico. “A tendência é que este tipo de turismo cresça. As pessoas, na verdade, estão buscando o sentido da vida. Já teve o caso de um americano que pagou para passar uma noite numa penitenciária, e de um inglês que pagou para fazer trabalhos domésticos numa casa. Há esse desejo de se sentir útil, de interagir com o outro”.

Paula pondera, no entanto, que é preciso ter cuidado para que as comunidades visitadas não se transformem em produtos mercadológicos. “Não dá para museologizar a comunidade, mas sim desvelar o que é valoroso naquele local, de modo que todos ganhem com essa convivência, essa troca”. E, nisso, aposta nos lugares de maior risco social. “As chamadas periferias sociais guardam um legado cultural incrível, muito distante dos grupos quase folclóricos que costumam ser apresentadas no turismo de massa”.

Há quase dez anos, ela promove conjuntamente com a comunidade do Cabula, vizinho da Uneb, o turismo no bairro. “Os moradores são auto-gestores. São eles que tomam as decisões e decidem como e quando vão receber os visitantes. Já construíram um museu virtual do quilombo do Cabula e estão agora promovendo um coletivo de artesanato”.

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Sotaque​

Gasta-se um certo tempo para identificar aquele sotaque que ecoa pela capela do Convento de São Francisco, no Pelourinho, como quem esforça-se para encontrar as palavras certas em português. Viria da Itália, Espanha, Estados Unidos, Inglaterra? Maria Nunes, guia de turismo em Salvador há 34 anos, esclarece que nasceu em Jacobina, interior da Bahia. Ganhou o sotaque por força do hábito de tentar explicar aos gringos o que é essa cidade. Desde o final da década de 1980, investe no turismo religioso católico, segmento que cresce, segundo Silvana Rós, presidente do Sindicato dos Guias de Turismo do Estado da Bahia (a prefeitura não tem dados específicos sobre a modalidade).

Nos primeiros anos de trabalho, de tanto entrar e sair de igreja, Maria ficou incomodada de que a leitura da arte sacra de Salvador, esta riqueza, fosse feita de maneira tão apressada. Naquela época, o turismo religioso se restringia basicamente às visitas noturnas às festas de candomblé. Foi aí que pensou em criar uma rota católica, ela que cresceu indo para a igreja com a mãe.



Maria Nunes, que trabalha como guia há mais de 30 anos, especializou-se em turismo religioso católico. Foto: Adilton Venegeroles / Ag. A TARDE​

Começou visitando de maneira mais aprofundada a esplendorosa Igreja de São Francisco, a Catedral Basília, a Igreja da Conceição da Praia e a Igreja do Bonfim. Um ou outro turista pedia para conhecer Irmã Dulce. E antes de encerrar o roteiro, passava por Alagados, um lugar distante dos passeios tradicionais, para que conhecessem a única igreja do mundo construída para ser inaugurada por um papa, a Paróquia de Nossa Senhora dos Alagados, erguida em tempo recorde para receber o então Papa João Paulo II em sua primeira visita ao Brasil (diga a verdade, que isso são coisas sagradas: você sabia disso?)

Atualmente, ela oferece vários “circuitos da fé”, criados em parceria com a Pastoral de Turismo da Igreja Católica, a Pastur. “Há interesses em comum. Além da geração de emprego e renda, tem também o propósito da evangelização por parte da igreja”. Os visitantes são, em maioria, italianos, que vêm em grandes grupos. Num dos tours, depois de assistir com os turistas a uma missa na Igreja do Bonfim, leva-os até o Mosteiro do Salvador, das monjas beneditinas, para o ofício das horas médias, um momento em que os fiéis se voltam à reflexão e quietude. E aí podem elevar o espírito ouvindo as monjas tocarem cítara, fazer uma caminhada pelo pinheiral ali perto e degustar os bricelets, biscoitinhos feitos no mosteiro, vivendo as calmas e delícias de um lugar que muito soteropolitano nem sabe que existe.


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Salvador por dentro​

Numa manhã de quarta-feira de céu nublado, boa para descansar do calor opressivo do verão, o artista visual Eder Muniz encontrou-se com um pequeno grupo de mulheres norte-americanas em Castelo Branco, bairro onde mora. Primeiro, mostrou-lhes num PowerPoint um pouco da história do grafite no mundo e na Bahia e falou da importância de respeitar todas as formas de expressão, incluindo a pichação, que para ele mantém a relação mais forte com a cidade. Depois, passeou com elas exibindo os desenhos muito coloridos que espalhou pelo bairro com outros grafiteiros. O segundo destino foi o Comércio, para contar sobre os grandes murais que “verticalizaram” o grafite em Salvador e de lá rumaram para o Dois de Julho, onde ele ia dando nome e vida a cada trabalho avistado em meio ao tumulto das ruas.



O artista visual Eder Muniz mostra o grafite da cidade a turistas estrangeiros. Foto: Alessandra Lori / Ag. A TARDE​

A última parada foi a comunidade do Solar do Unhão, vizinha ao Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM), endereço de um outro museu, este informal, como é informal o roteiro que Eder, que não é guia, conduz. As obras do Museu de Street Art de Salvador (Musas) mostram-se logo na entrada do lugar, enfeitando os arcos que sustentam a Avenida Contorno, de frente para aquele mar que é sempre tão bonito que chega a ser indizível, não importa quantas vezes se olhe. Ele explica que por causa do Musas, feito de trabalhos de artistas de vários estados do Brasil e também do exterior, a imagem que se tinha dali mudou. “As pessoas associavam muito a comunidade às drogas. E aí veio o grafite e transformou tudo. É um lugar que passou a ser tendência”, diz, num inglês elogiado.

Mais adiante, parado numa escadaria ladeada por desenhos seus, Éder conta que o grafite permitiu que ele conhecesse de verdade a cidade, ganhando o respeito e a proteção dos moradores das comunidades. E que sua intenção ali era também essa, fazer com que conhecessem Salvador por dentro. Do último degrau dava para ver o MAM de uma perspectiva nova, diretamente do miolo da encosta de casinhas empilhadas, a vida pulsando ao redor.

Eder começou com os passeios em 2011, de maneira “orgânica”, como diz. Recebeu em casa um grupo de americanos, amigos da sua ex-mulher, e os acompanhou por Castelo Branco mostrando os grafites do bairro. Eles se encantaram com as obras e com a vista da favela. No ano seguinte, um dos visitantes pediu para que refizesse o roteiro com outros americanos que estavam vindo trabalhar na Bahia e aí, pela soma de “wow”, “wow” e “wow” que acumulou, Eder reparou que aquilo podia interessar a mais gente. Para falar com propriedade também sobre a cidade, estudou a história da Bahia e de seus bairros, “essas coisas que a gente não vê na escola”.

A convite da Acbeu, passou a mostrar o grafite da cidade para professores universitários que fazem intercâmbio em Salvador – são cerca de oito grupos por ano – e também para turistas que pedem para fazer o tour. É uma atividade esporádica, que o ocupa em média uma vez por mês. Como já deu para reparar, os visitantes que acompanha são, em grande maioria, estrangeiros. “O soteropolitano só reconhece o que vem de fora. Então essas visitas são importantes também para mostrar que se tem gente pagando para ver grafite, por que não dar valor também?”.



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