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ALBA APROVA R$ 500 PARA INFECTADOS COM COVID-19
ALBA APROVA R$ 500 PARA INFECTADOS COM COVID-19
admin 14 Maio, 2020
A Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) aprovou nesta quinta-feira (14) o Projeto de Lei que autoriza o pagamento do benefício de R$ 500 para infectados pelo novo coronavírus e que optam por se hospedar nos centros e acampamentos de acolhimento contra a doença. A votação ocorreu em uma sessão extraordinária.
Serão contemplados aqueles pacientes que cumprirem o isolamento nos centros de acolhimento no estado, que ficam no Parque de Exposições e nos bairros do Rio Vermelho e Itapuã.
Conforme anunciou o governador Rui Costa, a medida deverá ser aplicada em outras cidades da Bahia, como Ilhéus e Itabuna, ambas no Sul do estado. As unidades são destinadas para pessoas em situação de vulnerabilidade social que moram em residências pequenas, mas possuem uma família numerosa. Na capital baiana, os internados já recebem, como auxílio do governo, duas cestas básicas pelo período em que permanecerem internados.

 

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CORONAVÍRUS: O RITMO DE CONTÁGIO NA BAHIA AINDA É UM DOS MAIS ALTOS DO BRASIL
CORONAVÍRUS: O RITMO DE CONTÁGIO NA BAHIA AINDA É UM DOS MAIS ALTOS DO BRASIL
admin 15 Maio, 2020
Segundo uma pesquisa divulgada pela revista época o ritmo de contágio na Bahia ainda é um dos maiores do Brasil. Os números mostram que o estado só fica atrás do Ceará, Rio de Janeiro, Amazonas, Pernambuco, Pará, e o Maranhão. Estados onde a pandemia chegou a níveis muito altos.
São Paulo, Ceará, Rio de Janeiro, Amazonas e Pernambuco são os estados com o maior número de infectados pelo novo coronavírus no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde. Foi em São Paulo, em 26 de fevereiro, que o primeiro caso da doença foi confirmado no país. A primeira morte foi registrada no dia 17 de março, também em São Paulo. O ritmo de contágio no Brasil está se acelerando. Esta quinta-feira (14/05) bateu o recorde no número de novos casos anunciados desde o início da pandemia: foram 13.944. No acumulado, o país chegou a 202.918 registros.
Entre sábado, quando o número de infectados no país ultrapassou a marca de 150 mil, e hoje foram contabilizados 47 mil casos. O Brasil é atualmente o 6° país do mundo mais afetado pela pandemia, de acordo com a universidade Johns Hopkins, atrás apenas de Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, Espanha e Itália.

 

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BNB JÁ VIABILIZOU R$ 430 MILHÕES EM NOVOS CONTRATOS PARA APOIAR AS EMPRESAS BAIANAS NA PANDEMIA
BNB JÁ VIABILIZOU R$ 430 MILHÕES EM NOVOS CONTRATOS PARA APOIAR AS EMPRESAS BAIANAS NA PANDEMIA
admin 15 Maio, 2020

O BNB- Banco do Nordeste do Brasil estabeleceu uma estratégia através de contatos proativos com lideranças dos principais setores atingidos pela pandemia, como FIEB, Fecomercio, Abrasel, ABIH, ABAV, Sindileite, etc para viabilizar apoio creditício para as empresas. Com isso, o BNB realizou entre 16 de março a 12 de maior a prorrogação de 14, 5 mil contratos, representando um montante de R$ 8,3 bilhões. Além disso, foram assinados 3,5 mil novos contratos representando um montante de R$ 431,0 milhões.
Segundo José Gomes da Costa, Superintendente Estadual do BNB, o banco tem se destacada no apoio ao empresariado baiano nesse momento de pandemia e conta com um volume de recursos da ordens de R$ 3 bilhões, só na linha de capital de giro emergencial (Res. 4.798), com prazo de 24 meses com carência até 31/12, com garantia de aval.

 

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Discussion Starter #4,964
Filho de Bolsonaro ataca Rui Costa nas redes sociais
O deputado federal Eduardo Bolsonaro usou as redes sociais, ontem, para atacar o governador da Bahia, Rui Costa




Foto:Reprodução
Por: Rodrigo Daniel Silva

Filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o deputado federal Eduardo Bolsonaro usou as redes sociais, ontem, para atacar o governador da Bahia, Rui Costa (PT). O parlamentar utilizou um vídeo do petista sobre o “toque de recolher” que tem ocorrido em algumas cidades baianas para disparar críticas.
Nas imagens, Rui fala que os moradores de Jequié estão proibidos de sair de casa a partir das 20 horas. Também diz que pode adiantar o horário para 18 horas ou 15 horas caso não consiga reduzir a transmissão do coronavírus na cidade. Nas redes sociais, o deputado federal criticou o governador com ataques.
“Agora ninguém mais sai de casa a partir das 20h. Se desobedecer, o toque de recolher sobe para 15h. Este é o governador da Bahia, Rui Costa, do PT, dando ordens o povo, rasgando a Constituição, como um ditador. É pra isso que a esquerda usa a pandemia”, afirmou o filho de Bolsonaro, que tem criticado o isolamento social no país.
Também pelas redes sociais, o governador baiano respondeu o ataque sem citar nomes. “Não administro o Estado pelas redes sociais. Não tenho medo de milícia digital que propaga a mentira e o ódio. Trabalho para salvar vidas. Nem tentem me intimidar. Medo não faz parte do meu dicionário”, declarou. Nesta semana, Rui Costa já tinha dito que há um “verdadeiro estímulo nacionalmente para que calúnias, mentiras e notícias falsas sejam espalhadas pelo Brasil a fora” e afirmou que iria “acionar com ação penal e indenizatória a todos que divulgaram calúnia ou difamação sobre qualquer ação do Estado”.
“Em tempo de pandemia, o que nós precisaríamos é ter outro ambiente no Brasil, de seriedade, de cooperação. Onde muitos buscassem a ajudar, mas infelizmente muitos estão procurando tumultuar, mentir e caluniar”, declarou o governador, em entrevista à TV Bahia. O próprio Bolsonaro já tinha atacado o governador baiano por aplicar o isolamento social. "Não adianta Rui Costa ficar nessa palhaçada", disse o chefe do Palácio do Planalto. Em resposta, o petista afirmou que não considerava que “salvar vidas seja palhaçada”.


 

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Discussion Starter #4,965
Com estoque de sangue quase zerado, Hospital Roberto Santos, em Salvador, pede doações
Com estoque de sangue quase zerado, Hospital Roberto Santos, em Salvador, pede doações

Foto: Divulgação

A situação do estoque de sangue do Hospital Geral Roberto Santos, em Salvador é crítica. A casa de saúde que conta com 640 leitos de internação, possui apenas duas bolsas sangue tipo O+ e nenhuma do tipo O- (doador universal). Diante deste cenário, a casa de saúde solicita doações.

“Houve um esforço enorme do Governo do Estado para readequarmos o Hospital Roberto Santos em tempo recorde e, assim, desafogarmos os hospitais que passaram a atender exclusivamente pacientes com Covid-19. Então, em meio à pandemia, seguimos realizando neurocirurgias, cirurgias oncológicas, vasculares, de clínica médica e de hemorragia digestiva, por exemplo. Mas houve uma queda muito grande no estoque de sangue e isso está fazendo com que a gente remarque várias vezes uma única cirurgia”, conta o diretor-geral do HGRS, José Admirço Lima Filho, que completa: “temos, hoje, muitos pacientes que já poderiam estar de alta hospitalar, mas que continuam internados, à espera de sangue. Infelizmente, sangue a gente não pode comprar na farmácia”.

Até o momento, mais de 16 cirurgias emergenciais já foram suspensas no Roberto Santos por falta de sangue.

Para fazer a doação, basta agendar um horário e procurar a Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia (Hemoba), no bairro do Stiep. Lá, o doador – que deverá ir sozinho e usando máscara – irá encontrar álcool em gel, poltronas separadas, colaboradores protegidos e higienização reforçada no local.

“A gente sabe que o certo, agora, é ficar em casa e só sair para fazer coisas essenciais. Doar sangue é essencial. A gente nunca sabe quando seremos nós a precisar”, destacou o diretor José Admirço.

Os agendamentos para doação de sangue podem ser feitos pelo e-mail [email protected], pelo telefone (71) 3116-5643 ou pelo site www.hemoba.ba.gov.br.


 

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Aeroporto de Salvador é o mais sustentável do Brasil
O aeroporto da capital baiana atendeu a 33 dos 36 quesitos avaliados e registrou pontuação de 88,85%

O aeroporto de Salvador acaba de ser reconhecido como o “Aeródromo Mais Sustentável do Brasil em 2019”, em avaliação inédita da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). O levantamento “Aeródromos Sustentáveis” mapeou práticas voltadas para a gestão ambiental nos aeroportos do país e contou com a participação voluntária das instituições.
Nesse mapeamento, foram levados em conta 36 indicadores, entre eles gestão hídrica, de energia elétrica, de resíduos, mudanças climáticas, emissões atmosféricas, ruídos, solo, fauna e flora bem como educação ambiental e gestão organizacional. O Aeroporto da capital baiana atendeu a 33 dos 36 quesitos avaliados e registrou pontuação de 88,85% e foi considerado como tendo ações sustentáveis em nível avançado.

Com sistema de reuso de água, aeroporto conseguiu reduzir consumo de água potável em 37%
(Foto: Divulgação/Will Recarey)
Os aeroportos foram classificados em três níveis de maturidade das suas ações sustentáveis: inicial (entre 25% e 50%), intermediário (entre 50% e 75%) e avançado (a partir de 75%). A conquista é resultado do trabalho desenvolvido pelo Salvador Bahia Airport em diferentes frentes de atuação sustentável, que incluem redução de carbono, gestão de água, gerenciamento de resíduos sólidos, preservação ambiental, entre outros.

"Estamos alinhados à política ambiental global da VINCI: a Air Pact. Apostar no uso de novas tecnologias, aperfeiçoar os processos e engajar os colaboradores em prol da sustentabilidade são pilares que fazem parte do nosso compromisso desde que assumimos a concessão do Terminal”, afirma o diretor-presidente do Salvador Bahia Airport, Julio Ribas.
O reconhecimento no projeto “Aeródromos Sustentáveis” soma-se a outras conquistas do Terminal nessa área. O Aeroporto é reconhecido como “aeroporto verde” pelo Conselho Internacional de Aeroportos – América Latina e Caribe (ACI – LAC) e conquistou as Certificações de Acreditação em Carbono (ACA) tanto no primeiro como no segundo nível.

“Estamos muito felizes com essa nova conquista. Todos os reconhecimentos que temos alcançado em sustentabilidade são fruto de um trabalho incessante, coletivo e realizado diariamente, de forma planejada, cuidadosa e estratégica”, destaca o Gerente de Meio Ambiente do Salvador Bahia Airport, Rodrigo Tavares.
Conheça algumas das iniciativas sustentáveis do aeroporto em diferentes áreas:

Gestão de água
- Graças à implantação de uma Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) com 99,5% de eficiência, o Salvador Bahia Airport passou a adotar um sistema de reuso de água em vasos sanitários, torres de resfriamento e outros fins não nobres. Com isso, houve uma redução em 37% no consumo de água potável. Além disso, as torneiras do Terminal contam com bicos arejadores, que reduzem a vazão da água sem afetar a percepção do usuário.
Eficiência Energética e Redução na emissão de carbono – Tendo conquistado o nível 2 da certificação ACA (Airport Carbon Accreditation), o Aeroporto atua nessa frente com melhorias do sistema de climatização, instalação de dispositivos inteligentes como sensores de presença nas escadas, elevadores e banheiros e substituição de lâmpadas convencionais por LED. Além disso, é o primeiro do país a contar com uma usina solar abastecendo o Terminal. O equipamento tem 4.215kWp de potência e pretende diminuir em 30% a pegada de carbono do Aeroporto, o que equivale a 690 toneladas ao ano.

Gestão de Resíduos Sólidos – O Salvador Bahia Airport é o primeiro aeroporto Aterro Zero do Brasil e conta com uma Central de Resíduos Sólidos. A totalidade dos resíduos gerados no Terminal são coletados, classificados na Central e recebem a destinação adequada, sendo utilizados como matéria-prima para reciclagem ou para geração de energia e cimento. Anualmente, mais de 1,3 mil toneladas de resíduos sólidos são processadas e reintroduzidas em processos produtivos, adotando-se assim o conceito de economia circular.
Valorização e preservação da Biodiversidade - O Salvador Bahia Airport possui mais de 200 espécies de aves catalogadas e desenvolve o gerenciamento do risco da fauna. Através da licença de manejo de fauna, realiza monitoramentos, capturas com técnicas que não causam danos aos animais, tratamento veterinário, identificação da espécie e posterior soltura à natureza em locais licenciados. Dessa forma, preserva a biodiversidade local e reduz 80% das colisões com danos às aeronaves.

 

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Governo convoca profissionais para atuar em laboratório; veja vagas
As vagas são para início imediato em Salvador e Vitória da Conquista

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) lançou um novo chamamento público para profissionais de saúde. Agora, eles vão atuar nos laboratórios públicos do estado, nas atividades que compreendem o combate à pandemia causada pela Covid-19. As vagas são para analista clínico I, analista clínico II e técnico de laboratório.
De acordo com o edital, os profissionais serão contratados através das Organizações Sociais gestoras das unidades hospitalares ou por empresas. As vagas são para início imediato nos para Lacens de Salvador e Vitória da Conquista. .

Confira os perfis das vagas:
Analista clínico I - Formação superior em Farmácia Bioquímica, Biologia ou Biomedicina. Realizar extração de ácidos nucléicos de amostras biológicas, prepara master mix, preparar as placas para amplificação do DNA, interpretar as curvas de amplificação de DNA e liberar os resultados. Necessário conhecimento em informática e habilidade no pacote office (excel). Experiência comprovada em biologia molecular de no mínimo 12 meses.

Técnico de laboratório - Formação técnica em Patologia Clínica ou Laboratório. Receber amostras biológicas (identificação, cadastro e etiquetagem), processar amostras de vírus respiratórios, separar, aliquotar e armazenar as amostras de vírus respiratórios. Necessário conhecimento em informática e habilidade no pacote office (excel). Experiência comprovada em laboratório clínico de no mínimo 12 meses.
Analista clínico II - Formação superior em Farmácia Bioquímica, Biologia ou Biomedicina. Realizar atendimento aos usuários, analisar as requisições de exames, orientar cadastro de exames, supervisionar o recebimento das amostras, gerenciar o envio das amostras para a área técnica. Necessário conhecimento em informática e habilidade no pacote office (excel). Experiência comprovada na área de atendimento laboratorial de no mínimo 12 meses.
Os interessados devem preencher o formulário disponível neste link.

 

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Discussion Starter #4,968
TAXA DE DESEMPREGO NA BAHIA É A MAIOR DO PAÍS COM RECORDE DE 18,7% NO 1º TRIMESTRE DE 2020
TAXA DE DESEMPREGO NA BAHIA É A MAIOR DO PAÍS COM RECORDE DE 18,7% NO 1º TRIMESTRE DE 2020
admin 15 Maio, 2020

A taxa de desocupação na Bahia ficou em 18,7%, no 1º trimestre deste ano, acima da verificada tanto no 4º trimestre, de 16,4%, quanto no 1º trimestre de 2019, de 18,3%, informou nesta sexta-feira (15) o IBGE por meio da PNAD Contínua. Foi a maior taxa de desocupação do país e um recorde para o estado desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012. No 1º trimestre de 2020, a taxa de desocupação no Brasil foi de 12,2%.
A taxa de desocupação mede a proporção de pessoas de 14 anos ou mais de idade desocupadas (que não trabalham e estão procurando trabalho) em relação ao total de pessoas que estão na força de trabalho.
Segundo o IBGE, na Bahia, o avanço na taxa no 1º trimestre de 2020 foi resultado de uma combinação entre a diminuição do número de pessoas trabalhando (população ocupada) e o aumento do número dos que estavam procurando trabalho (população desocupada). Isso ocorreu com mais intensidade na comparação com o 4º trimestre de 2019, mas também se verificou, em menor dimensão, na comparação com o 1º trimestre do ano passado.
No 1º trimestre de 2020, o número de pessoas trabalhando no estado ficou em 5,7 milhões, o que representou menos 109 mil pessoas (-1,9%) em relação trimestre anterior (5,7809 milhões de pessoas estavam ocupadas no 4º trimestre do ano passado) e menos 24 mil (-0,4%) em relação aos três primeiros meses de 2019. Com a diminuição da população ocupada, a Bahia chegou, no 1º trimestre deste ano, ao menor percentual de pessoas de 14 anos ou mais de idade trabalhando desde o início da série histórica da PNAD Contínua, em 2012: 47,3%.
O número de pessoas desocupadas (que não estavam trabalhando e procuraram trabalho) aumentou nas duas comparações e chegou, no 1º trimestre, a seu recorde histórico na Bahia: 1,311 milhão de pessoas. Em relação ao 4º trimestre de 2019, a população desocupada no estado cresceu 14,9%, o que representou mais 170 mil desocupados. Em relação ao 1º trimestre de 2019, quando havia 1,282 milhão de desocupados, o aumento foi de mais 29 mil desocupados (+2,3%).
Já o número de pessoas que não estão trabalhando nem procurando trabalho (ou seja, estão fora da força de trabalho) ficou em 5,031 milhões, na Bahia, no 1º trimestre de 2020. Mostrou um discreto viés de baixa frente o 4º trimestre de 2019 (quando eram 5,039 milhões), mas cresceu um pouco na comparação com o 1º trimestre do ano passado, quando havia 4,948 milhões de pessoas fora da força de trabalho na Bahia, 28 mil a menos que nos três primeiros meses de 2020.
Dentre esses que estão fora da força de trabalho, os desalentados somaram 778 mil pessoas, na Bahia, no 1º trimestre de 2020. O estado mantém a maior população de desalentados do país e houve discretas altas nesse contingente tanto frente ao 4º trimestre (quando havia 774 mil pessoas nessa situação) quanto em relação ao 1º trimestre de 2019 (quando eram 768 mil pessoas).


 

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Discussion Starter #4,969
DESEMPREGO EM SALVADOR CHEGA A 17,5% E CIDADE SOBE PARA 2º LUGAR EM RANKING DE CAPITAIS
DESEMPREGO EM SALVADOR CHEGA A 17,5% E CIDADE SOBE PARA 2º LUGAR EM RANKING DE CAPITAIS
admin 15 Maio, 2020

A capital baiana registrou taxa de desocupação de 17,5% nos três primeiros meses de 2020, bem acima dos 15,2% verificados no 4º trimestre de 2019 e da taxa do 1º trimestre do ano passado (15,8%), informou nesta sexta-feira (15) o IBGE por meio da PNAD Contínua.
Com esse resultado, Salvador voltou a subir no ranking de desocupação entre as capitais, da 3ª posição no ano de 2019 para a 2ª posição nos primeiros três meses de 2020, abaixo apenas de Manaus (AM), que tem 18,5%.
Na Região Metropolitana de Salvador (RMS), a taxa de desocupação do 1º trimestre ficou em 18,9%, também maior que a do 4º trimestre de 2019 (16,4%) e que a do 1º trimestre do ano passado (18,7%). Assim, a RMS também voltou a ser a região metropolitana com maior taxa de desocupação no país, após ter encerrado 2019 na 2ª posição.

 

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‘Tô nem aí’: mesmo com proibição, pessoas se exercitam na orla de Salvador
Trecho que vai da Pituba até Boca do Rio foi interditado para conter avanço da covid-19
Em momentos como o que vivemos, o jornalismo sério ganha ainda mais relevância. Precisamos um do outro para atravessar essa tempestade. Se puder, apoie nosso trabalho e assine o Jornal Correio por apenas R$ 5,94/mês.
Em apenas 30 minutos que o CORREIO permaneceu no calçadão da praia de armação, cerca de 10 pessoas passaram pela reportagem caminhando ou correndo, com trajes adequados para atividades físicas. O local faz parte do trecho de orla bloqueado pela Prefeitura de Salvador desde a quarta-feira (13), que vai da Arena Aquática, na Pituba, até o Centro de Convenções, na Boca do Rio.
A ação faz parte de uma série de medidas restritivas que envolvem os bairros da Pituba e Boca do Rio, visando diminuir a contaminação pela covid-19 nos locais mais atingidos pela doença, na capital baiana. Só a Pituba, por exemplo, bairro que sempre liderou a lista de casos de coronavírus desde quando o levantamento da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) começou a ser feito – no dia 22 de março -, já tem 78 casos da doença.

Mesmo assim, a realidade não intimidou alguns “atletas”, que continuaram a se exercitar na orla do bairro. Logo quando a equipe do CORREIO estacionou o carro, um homem sem máscara e de aparência idosa corria deferindo no ar golpes de boxe, em um sinal de represália pela reportagem feita. Perguntado sobre a proibição, ele gritou: “Tô nem aí” e saiu.
Uma mulher jovem, também sem máscara, foi flagrada pela reportagem ao redor do Jardim dos Namorados. Quando viu a equipe do CORREIO, ela até ameaçou em voltar, mas logo mudou de ideia e seguiu adiante. Outras pessoas não tiveram a mesma atitude e decidiram dar meia-volta quando viram a equipe do jornal.

Esse não é o caso do senhor Joel de Jesus, 65 anos. Mesmo com trajes de exercício físico, ele disse que não estava “treinando”. “Vou para a casa de um amigo na Boca do Rio. Como lá não pode circular carro, resolvi ir andando da minha casa, no Costa Azul, até lá. A orla seria o melhor caminho. Até passei pela fiscalização, mas eles não me falaram nada”, disse.
Também com trajes de exercício físico e com uma garrafa de água na mão, uma mulher que pediu para não ser identificada disse que estava, na verdade, se exercitando em casa e que caminhava na orla em direção a um mercado. “Sou do exército e tenho que cumprir a lei”, disse, ao mostrar a identidade militar para o repórter.

Joel de Jesus caminhou tranquilamente pela orla

 

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Fiscalização


A assessoria da Guarda Civil Municipal (GCM) informou que até os pedestres que não estejam se exercitando não podem circular na área interditada. "Solicitamos a travessia para outro ponto da pista, visto que a parte da praia está bloqueada". O órgão também informou que a fiscalização é feita em parceria com a Polícia Militar e que o número de pessoas abordadas não é contabilizado.

"Durante o planejamento, foi identificado que a frequência de pedestres aconteciam em determinados horários, período em que houve a intensificação da fiscalização. Sendo estes das 6h às 10h e das 16h às 20h. Quando flagrados nas áreas proibidas, existe a orientação para saída. Lembrando que o tráfego de veículos não foi impedido, porém inserido bloqueios para pedestres e ciclistas na região", completa a nota.


O salva-vidas Alexsandro Silva, 46 anos, que trabalha no local, disse também que não tem o poder de fiscalizar, mas sim de orientar as pessoas em relação aos decretos estabelecidos. “Quem pode tirar alguém da praia ou do calçadão é a Guarda Municipal ou a Polícia. A gente só tem poder de ação no caso de afogamento”, disse.

Ainda assim, o rapaz afirmou que se preocupa mais com as aglomerações em locais fechados do que na orla da cidade. “Acho que as pessoas necessitam se exercitar e penso que o poder público deveria fazer um plano para que os cidadãos consigam, com ordem e decência, fazer sua atividade com o distanciamento necessário”, disse.

Uma mulher que admitiu que estava se exercitando e não quis se identificar afirmou que concorda com o fechamento da orla, mas que precisava fazer sua caminhada. “Tenho problemas no meu colesterol e glicemia que sobe caso eu não caminhe diariamente. Antes eu andava 1h por dia, agora diminuí para 25 minutos. Na casa onde moro, não tenho condições de me exercitar”, disse.

(Foto: Arisson Marinho/CORREIO)
Ela também carregava um frasco de álcool e gel e usava máscara. “Tenho todo o cuidado com minha saúde. Acho que a prefeitura está de parabéns com as medidas e tenho consciência que estou sendo desobediente. Por isso, não vou me identificar”, completou.

Além de pedestres, o CORREIO flagrou pelo menos 10 ciclistas que passavam pela orla. Alguns portavam mochilas e roupas características de trabalho. Já outros usavam trajes de exercício físico. Nenhum parou para falar com a reportagem.

Na areia da praia, também foi possível ver uma pessoa se exercitando e, no mar, três jovens de 17 e 18 anos surfavam. O decreto municipal que proíbe circulação nas praias de Salvador está em vigor desde março de 2020. “Há mais de um mês, a polícia veio e pediu para a gente sair. Mas depois ficamos sabendo que não estava tendo fiscalização e voltamos”, disseram.

Os três jovens são moradores do Stiep e praticam o esporte pelo menos uma vez na semana. Eles não quiseram se identificar e disseram ser contra as medidas de restrição nas praias. “Acho que, se colocarmos a máscara depois do surfe, não há problema”, disse.

Para a médica infectologista da Secretaria Municipal de Saúde, Adialma Nizarala, a medida estimula o distanciamento social e, assim, diminui a contaminação do coronavírus na cidade. "Esse bloqueio na circulação inibe as pessoas que insistem em sair de casa para correr na orla", completou.

Um dos jovens surfistas não estava com medo da fiscalização

 

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Moradores do Parque São Cristóvão contam prejuízos após alagamentos
“Tive que entrar em casa com a água quase no meu pescoço”, afirmou moradora
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Cercado pelo Rio Ipitanga, os moradores do Parque São Cristóvão viveram dias difíceis nessa semana. Pelo menos desde a madrugada de segunda para terça-feira (12), as ruas do bairro ficaram alagadas com os nove dias seguidos de chuva que atingiram Salvador. Com a quarta-feira sendo o dia mais chuvoso do mês de maio, o transbordamento do rio dificultou o escoamento da água.
“Ontem eu tive que entrar em casa com a água no meu pescoço. Hoje eu saí e ela ainda estava na minha canela”, disse a moradora Maria Célia, 49 anos e 1,60 metro de altura. Ela vive com dois filhos e dois netos na Rua Bela Vista. O rio Ipitanga corre no fundo dessa casa, segundo a moradora. “Sempre há o período de cheia do rio, mas nos últimos anos o alagamento tem sido mais intenso”, confessou.

Outro morador afetado foi Alberto de Jesus, 36 anos. A sua casa é dividida em dois pavimentos. No primeiro, onde ele mora com a esposa e dois filhos, a água invadiu, levando embora alguns pertences. No segundo, de menor área, vive somente a sogra. “Não tínhamos como ficar todo mundo no primeiro andar. Eu tive que vir para a casa da minha irmã, e minha esposa foi para a casa da irmã dela com a nossa filha. Minha sogra ficou com o meu filho, que é especial”, disse.
Na manhã de quinta-feira, ainda tinha água nas ruas do Parque São Cristóvão (Foto: Arisson Marinho/CORREIO)

Alberto alegou também que seu filho autista precisa de duas consultas semanais para seu desenvolvimento. Nesta semana, porém, o menino não pôde sair de casa. “Isso é ruim, pois retarda o desenvolvimento dele, mas não tenho como expor meu filho a essa situação”, disse.
Moradores relataram que já receberam visitas de agentes da Companhia de Desenvolvimento Urbano (Conder). “Eles disseram que iam tirar a gente de lá, mas até hoje não fez nada. Não sei como isso funciona, mas outras pessoas da rua já saíram graças a ação deles. Eu não tenho outro lugar para morar, ali foi onde achei para fazer minha casinha”, disse Alberto.

A assessoria da Conder explicou que fez uma intervenção em pontos do bairro que sofrem com esse problema, remanejando 89 famílias que receberam unidades habitacionais do programa Minha Casa Minha Vida. Uma outra família recebeu indenização e não há previsão de que haja novos remanejamentos na área.

 

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O que causa o alagamento?


A assessoria da Secretaria de Manutenção de Salvador (Seman) informou que realiza constantemente a limpeza do canal do Rio Ipitanga, na parte de Salvador, para manter o fluxo hidráulico, ou seja, permitir que o rio siga seu percurso natural com facilidade. A última limpeza foi iniciada no dia 22 de abril.

Após passar pelo Parque São Cristóvão, o rio segue em direção a itinga, bairro que fica entre Salvador e Lauro de Freitas. Depois, as águas do Ipitanga encontram com outro rio, o Joanes, na região do Condomínio Parque Encontro das Águas, no bairro de Portão, em Lauro de Freitas, para finalmente desaguar no mar, na praia de Buraquinho. Casos de alagamentos constantes também foram registrados em Lauro de Freitas.

Lixo encontrado no rio Ipitanga, no dia 23 de abril, pela equipe da Seman, que alega ter feito a limpeza do local (Foto: Divulgação)
A assessoria da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) informou que, desde quando foi construída, em 1935, a comporta da barragem Ipitanga I sempre precisou ser aberta no período de cheia para evitar o seu rompimento. “Como os moradores alegam que os alagamentos ficaram mais fortes nos últimos anos, é provável que o Rio Ipitanga tenha sofrido alguma intervenção que favoreça isso. É preciso uma investigação”, disse.

Já a Conder explicou que realiza, na região de Lauro de Freitas, obras de macrodrenagem nos rios Ipitanga e Joanes, mas que tais intervenções não favorecem o aumento do alagamento na região. "Pelo contrário, quando concluída, a obra vai evitar enchentes que prejudicam os moradores do entorno dos rios em época de chuva. A ideia é reter a água em seis reservatórios com capacidade de quase 1,5 milhão de metros cúbicos, dando vazão à água de forma controlada e paulatina, sem causar alagamentos", disse a assessoria, que destacou ainda não ter responsabilidade sobre todo o Parque São Cristóvão. Não foi dada uma previsão de conclusão da obra.

A água no bairro só foi secar no final da tarde dessa quinta-feira, mais de 48h após o início do alagamento. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), até as 19h dessa quinta, foram registrados apenas 4,2 milímetros de chuva na estação de Ondina. Nada comparado aos 75,6 milímetros de chuva que caíram ontem. O volume foi superior ao de todo o mês de janeiro (74,8 milímetros) e fevereiro (46,4 milímetros), ainda segundo os dados do Inmet. Para esta sexta-feira, a previsão é que o dia seja nublado a parcialmente nublado, com previsão de chuvas isoladas.



 

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À procura de médicos para UTI: estado e município têm 988 vagas abertas
Salários vão até R$ 36 mil. Apesar de chamamento, poucos profissionais se inscreveram

Com leitos extras sendo instalados pelos governos do estado e do município para tratamento de pacientes infectados pelo novo coronavírus, a procura pelos profissionais aumentou. Ao todo, 988 vagas estão abertas para médicos de diversas especialidades, e salários que podem chegar a R$ 36 mil reais. Apesar do número de vagas, o chamamento realizado pela governo do estado, com a abertura de 400 dessas vagas, só recebeu o cadastro de 130 profissionais interessados até esta quinta-feira.
“A única situação que a gente não vai permitir é ter o leito físico, ter o equipamento e não ter o médico”, afirma o secretário de saúde do estado da Bahia Fábio Vilas-Boas. No total, ao final de todo processo de contratação, serão 900 médicos extras trabalhando no estado, Destes, pouco mais de 400 já foram contratados e estão trabalhando enquanto outros profissionais já selecionados estão finalizando os processos para iniciar nas funções. O chamamento com as 400 vagas que sobram está aberto até o dia 18 e apresentou, em menos de 24 horas, crescimento de 62.5% na procura dos profissionais.

A demanda extra é resultado da abertura de mil novos leitos de UTI pelo estado, para tratamento da covid-19. No município, novos 300 leitos serão instalados. Hoje, a Bahia conta, ao todo, com 1.194 leitos exclusivos para covid-19 no seu sistema público de saúde, sendo que 530 pacientes estão internados, o que representa uma taxa de ocupação de 44%. Em relação aos leitos de UTI adulto e pediátrico, dos 496 exclusivos para o coronavírus, 280 possuem pacientes internados, compreendendo uma taxa de ocupação de 56,5%.
Segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), no total, quase 1.809 trabalhadores estarão desenvolvendo atividades para o enfrentamento do coronavírus. A gestão municipal realiza seleção para contratação temporária de profissionais que trabalharão em postos montados no Wet’n Wild e no Itaigara Memorial que gerarão cerca de 940 outras vagas para profissionais de saúde em geral. Além das vagas abertas diretamente pela prefeitura, novos postos de trabalho serão gerados pelo Hospital Sagrada Família que serão geridas pelas Obras Sociais Irmã Dulce.

Dificuldades - Para o secretário de saúde do estado, a baixa procura dos profissionais está associada à baixa disponibilidade destes no mercado. “Acredito que não existem médicos com experiência em terapia intensiva em número suficiente que estejam disponíveis. As pessoas estão com suas vidas já organizadas e fica realmente difícil conseguir 400 médicos de uma vez para montar os leitos”, diz Vilas-Boas. O secretário municipal de saúde, Léo Prates, confirma: “Temos dificuldade com algumas especialidades, como os intensivistas”.
As entidades médicas, no entanto, alegam que as vagas e suas respectivas condições não foram publicizadas da maneira devida. “A possibilidade real e prática de encontrar pessoas para trabalhar é trazer pessoas que estejam fora das suas rotinas de trabalho, para voltar aos plantões e para isso tem que ter uma publicidade clara do que está sendo oferecido”, acredita Julio Braga, vice-presidente do Conselho Regional de Medicina da Bahia (Cremeb) e conselheiro federal pelo estado.

O representante esclarece, ainda, que os médicos que poderiam preencher vagas de UTI em razão da experiência são geralmente mais velhos e não voltariam a rotina de plantões sem uma segurança maior. “Faltam informações dos valores, segurança jurídica do vínculo e do seguro para a saúde dos médicos”, completa.
A contratação via vínculo de pessoa jurídica, que está sendo ofertada pelo estado, segundo as entidades, não traz segurança para o profissional em caso de eventual contaminação. “Na modalidade de contratação de pessoa jurídica, se eu adoeço eu deixo de receber e sou substituído por outro profissional”, acrescenta Robson Mendes, presidente da Associação Bahiana de Medicina (ABM).

Questionado pelo CORREIO, o titular da pasta estadual garantiu que um seguro para os profissionais está nos planos do governo. “A criação do seguro está sendo ainda formatado pela procuradoria geral”, afirmou. Sobre a falta de publicização das vagas, o secretário afirma ter conversado com todas as entidades, mas não descarta ampliação da data limite: “Eu apresentei o problema e pedi ajuda para a contratação de médicos. De qualquer forma, se no final do prazo não preencher, a gente prorroga”.
EPI - Outro ponto levantado pelas entidades, diz respeito às próprias condições de trabalho dos novos contratados. “Além das próprias condições de contratação, recebemos também várias queixas de falta de equipamentos de proteção individual, que são condições mínimas de segurança de trabalho que o profissional precisa”, diz Moura. Fábio Vilas-Boas afirma que a falta de equipamentos não é uma realidade. “Nós temos EPI de sobra. Quem trabalha na emergência tem os mesmos EPIs de quem está na UTI, a diferença é na quantidade. Na UTI, o uso dos equipamentos é em maior quantidade porque nela o vírus fica no ar”, explica.


 

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Não precisa ser intensivista para atuar em UTI

As novas vagas oferecidas para médicos colocarão os profissionais para trabalhar diretamente com os casos sérios da covid-19. Os quase mil novos leitos abertos pelo estado e mais 300 pelo município trazem a necessidade de médicos capacitados para atendimentos mais graves.

Segundo dados obtidos pelo Cremeb, os novos leitos se unirão aos cerca de 3.100 que já compõe o sistema de saúde na Bahia, estando eles divididos em aproximadamente 1.200 leitos privados e 1.900 públicos. No lado dos profissionais, dos 24 mil médicos ativos no estado apenas 225 (menos de 10%) têm o título de intensivista, que seria o profissional especializado em UTIs.

O baixo número, no entanto, não necessariamente representa falta de profissionais para ocupar as novas vagas. É que, segundo esclarecem as entidades médicas, a titulação é necessária apenas para que o profissional tenha cargos de coordenação na unidade, mas não para que realize atendimentos.
“O que é preciso é que o médico tenha experiência em atender paciente grave”, explica o vice-presidente do Cremeb Julio Braga. Segundo ele, para atuar em UTI, é necessário que o profissional apenas tenha experiência prática no atendimento em casos mais graves: “Muitas vezes, é uma experiência que se adquire durante a vida, dando plantões e sendo treinado por quem tem a especialização”.


 

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Quilombo Rio dos Macacos luta desde o Brasil imperial para sobreviver
Comunidade surgiu de doação de terras feitas a negros escravizados na época da colônia

Quando a quilombola Rosemeire dos Santos, 41 anos, chega à porta de casa, no Rio dos Macacos, em Simões Filho, ela recorda dos tempos de menina na comunidade em que nasceu e onde sempre viveu. Os moradores têm uma relação afetiva com o local que, desde 2009, passou a ser objeto de disputa entre o povo e a Marinha do Brasil.
“Foi aqui que eu nasci. Foi aqui que meus pais, meus avôs e bisavôs viveram. Mesmo com toda a dificuldade que temos, sem políticas públicas, como falta de água encanada e rede de esgoto, ainda assim, eu não me vejo morando em outro lugar. Essa é a minha terra”, contou, cobrando mais políticas públicas das autoridades para as 110 famílias da comunidade.

Quando as primeiras casas foram construídas no Quilombo do Rio dos Macacos o país ainda era colônia de Portugal. A área pertencia às fazendas Aratu, Meireles e, principalmente, Macacos, que cultivavam cana de açúcar na região, por isso, muitos dos habitantes originais eram negros escravizados.
Em 2013, o CORREIO esteve na comunidade e conversou com a filha da moradora mais antiga do local. Maurícia Maria de Jesus tinha 113 anos. A filha dela, Maria Madalena Messias dos Santos, contou que os avós trabalharam nas fazendas, que os bisavós foram escravos nas propriedades, e que eles receberam o terreno como indenização dos senhores.

O problema é que o proprietário da Fazenda Macacos, Coriolano Bahia, teve as terras expropriadas pelo estado por conta de dívidas. Quando foi obrigado a ceder a fazenda para o município, foi informada a presença dos moradores, mas as doações não foram consideradas no contrato, o que deixou a comunidade vulnerável.
Mais tarde, o município doou as terras da fazenda Macacos para a Marinha. Por quase 200 anos a comunidade viveu isolada na Região Metropolitana de Salvador, até que na década de 1960 a União deu início às obras para a construção da atual Base Naval de Aratu. Na mesma época, a barragem começou a ser levantada.

Queda de braço
Os conflitos entre os quilombolas e a Marinha se acirraram à medida que as obras avançavam e que a comunidade crescia, até que, em 2009, foram parar no tribunal. Em outubro desse ano, a Marinha protocolou a primeira das quatro ações de desapropriação de terra, alegando que a maioria dos moradores daquela área não eram quilombolas e que haviam mudado para o local na década de 1980.

A Marinha conseguiu uma decisão favorável em novembro do ano seguinte. Os quilombolas pediram o apoio de entidades de classe, e com a ajuda do Ministério Público Federal (MPF) recorreram da decisão. A partir daí o conflito se arrastou por dez anos, em meio a decisões, audiências e protestos.
Em outubro de 2011, a Fundação Cultural Palmares publicou no Diário Oficial da União o reconhecimento e a certificação da terra como área quilombola. A conquista foi vista como uma vitória pela comunidade, mas a briga ainda estava longe de acabar.

Apesar do processo ainda estar em curso, o despejo estava agendado para agosto de 2012, mas a Marinha e a Justiça acabaram assinando um acordo para evitar o despejo dos quilombolas, naquele momento.
Enquanto a queda de braço continuava nos tribunais, o Instituto Nacional de Colonização da Reforma Agrária (Incra) fez um Relatório Técnico de Identificação e Delimitação(RTID). O objetivo do estudo era determinar se área era mesmo quilombola como os moradores alegavam. O resultado foi publicado em agosto de 2014, comprovando que os primeiros habitantes chegaram ao local fazia séculos.
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, em fevereiro de 2018, que a demarcação de terras quilombolas era constitucional. Os ministros mantiveram as regras de autodeterminação, pelo qual a própria comunidade determina quem são e onde estão os quilombolas, além do direito à posse das terras que eram ocupadas no momento da promulgação da Constituição.
A última atualização do caso aconteceu em novembro do ano passado, quando a pedido do MPF e da Defensoria Pública da União (DPU-BA), a Justiça Federal confirmou decisão liminar sobre demarcação e titulação das terras. Na sentença é determinado que o Incra conclua o procedimento de demarcação e titulação das terras no prazo máximo de 540 dias.

 

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Entenda como vai funcionar o toque de recolher em Lauro de Freitas
Nova restrição vale a partir das 20h desta sexta (15). Apenas farmácias e unidades de saúde poderão ficar abertas

O município de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, é o décimo primeiro município da Bahia a adotar medidas mais intensas de isolamento social a partir de um decreto de toque de recolher. A medida vale a partir desta sexta-feira (15). A restrição à circulação de pessoas será das 20h até as 5h do dia seguinte.

O objetivo, segundo a prefeita Moema Gramacho (PT), é frear o número de contaminação pela covid-19, que apresentou um crescimento abrupto nas últimas semanas. Até agora, Lauro já soma 154 casos registrados e quatro mortes.

“Precisamos manter um número pequeno de casos positivos para que nosso sistema de saúde possa atender aqueles que estiverem em situação mais grave", disse a prefeita. "O número de casos vem mais que dobrando, se não aplicássemos nenhuma medida poderíamos ter, em menos de um mês, mais de 400 confirmações”, seguiu.
A cidade apresentou um crescimento no número de casos nas últimas semanas. População não respeita o uso obrigatório de máscara (Foto: Tiago Caldas / CORREIO)

E para que o sistema de toque de recolher funcione, uma força tarefa foi montada pela prefeitura, que fará uma fiscalização diária nas ruas e nos estabelecimentos comerciais.
Mercados fechados
Durante o toque de recolher, apenas farmácias e unidade de saúde poderão estar funcionando plenamente. Nem mesmo os supermercados estarão abertos. Quem for abordado na rua precisa comprovar que está a caminho de um dos dois serviços permitidos, caso contrário será autuado e, em caso de resistência, conduzido até uma unidade policial.

Para restaurantes e bares, a condição para funcionar depois das 20h é trabalhar com o sistema de delivery, mas à meia-noite o estabelecimento precisa estar fechado e os funcionários e proprietários dentro casa.
Glenda Piana, dona da Mestre da Pizza, conta que pretende abrir mais cedo para compensar o novo horário de fechamento. “Vamos ter que encerrar tudo a partir das 22h30 para limpar a loja, liberar os motoboys e deixar os pizzaiolos em casa a tempo de voltarmos para casa antes da meia-noite”, explicou.

Barreira
O secretário de controle interno de Lauro de Freitas, Ápio Vinagre, informou que o foco da fiscalização será nas regiões da cidade que normalmente apresentam aglomerações e, por enquanto, a atividade visa educar a população.

“A priori, as equipes vão passar pelas ruas para garantir o cumprimento do toque de recolher, sem aplicação de barreiras. Mas, caso seja necessário, como está previsto no decreto, poderá ser feita em um eventual descumprimento das regras de isolamento social”, afirmou.

A Estrada do Coco, por ser uma via que liga Salvador e Lauro de Freitas ao Litoral Norte, não será alvo de ações mais intensivas, tanto que os postos de gasolina que ficam às margens da via podem permanecer abertos.
Mas a prefeita garantiu blitze de conscientização nas regiões periféricas da cidade. Essa ação visa, segundo ela, alertar a população sobre a necessidade de cumprir o decreto e se proteger da doença. “Conversamos sempre com a população. Interditamos tudo relacionado ao lazer, então as pessoas têm saído por conta do comércio”. A gestora ainda garantiu que, caso necessário, irá ampliar o horário de restrição nas regiões maior taxa de transmissão.

As feiras informais sempre estão cheias durante o dia


 

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Principais pontos do decreto
Supermercados fechados:
durante o toque de recolher, apenas farmácias e unidades de saúde podem funcionar plenamente
Exceção: para sair na rua será preciso comprovar a urgência do deslocamento
Delivery: restaurantes e bares só poderão funcionar com o serviço até 23h59. A partir de 00h todos devem estar em casa. As empresas são obrigadas a deixar os funcionários em casa após o expediente
Descumprimento: quem descumprir o decreto será autuado pelos fiscais. Caso haja resistência, a pessoa poderá ser conduzida até uma unidade policial
Sem barreiras: por ser tratada como uma via de ligação, a Estrada do Côco não será fechada, mas os fiscais observarão a movimentação em postos e restaurantes da via
Renovação: a prefeita Moema Gramacho afirmou que será feita uma avaliação diária até o fim do decreto. Caso seja necessário, as medidas serão imediatamente renovadas ou alteradas
Máscaras: o decreto também prevê o uso obrigatório de máscaras durante o dia

Outras cidades do interior adotam o toque de recolher

Além de Lauro de Freitas, outras dez cidades na Bahia também endureceram as regras de isolamento social e adotaram o toque de recolher durante a noite e madrugada. Uma delas foi Jequié, que fica a pouco mais de 350 quilômetros de Salvador e adotou a medida na última quarta-feira (13). Na cidade, nas últimas 24 horas, foram mais 14 casos confirmados, chegando a 142 infectados e três mortes.

O decreto é de autoria do governo do estado, que também ordenou a adoção do toque de recolher em mais dois municípios: Ipiaú e Itabuna. O primeiro também registra três mortes, mas conta 116 casos e, pode sofrer alterações na regras do toque de recolher a depender do avanço da doença.

“Funcionaremos dois, três dias com fechamento a partir das 20h. Se não funcionar, anteciparemos para 18h, 17h, 15h”, afirmou o governador Rui Costa.

Já em Itabuna, foram nove mortes e 53 novos casos só nas últimas 24 horas. A assessoria do governo informou que decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) permite que tanto o governo quanto prefeituras têm autonomia para poder decretar toque de recolher com o objetivo de evitar o incremento de novos casos de coronavírus.



 

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Isolamento social é a melhor saída para preservar a economia


O isolamento social é a melhor saída para preservar a economia da pandemia do novo coronavírus, é o que aponta estudo realizado por professores do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar), da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Segundo o levantamento, sem as medidas de restrição, a economia mineira poderia perder até quatro vezes mais com a crise.
De acordo com o pesquisador Edson Domingues, o objetivo do exame é chamar a atenção da sociedade para a importância dos cuidados com o distanciamento, pois, segundo ele, geralmente, a população tem o costume de associar a atual crise econômica à falta de circulação de pessoas nas ruas, “quando na verdade ela (a crise) é global, e está aí”. “O isolamento é a resposta do ponto de vista da saúde pública, que é bom para a economia, porque menos pessoas adoecem”.
Segundo Domingues, o estudo foi feito com base em três cenários: o primeiro com o modelo de isolamento feito como é hoje na maior parte do país; outro, flexibilizando as medidas e liberando parcialmente o comércio; e a última análise, sem que houvesse nenhuma restrição, e com a população circulando livremente.
No primeiro formato pesquisado, a perda econômica no estado chegaria a 1% do Produto Interno Bruto (PIB), ou 19 bilhões; no último, 4% de tudo o que é produzido em Minas, ou R$ 69 bi.
Ele explica que os cálculos obedeceram “modelos estatísticos de simulação utilizados em programas governamentais”, não sendo possível “extrapolar para outros estados”. E fez questão de explicar a lógica da coisa. “As medidas de isolamento são benéficas no longo prazo, pois evitam a perda da produtividade lá na frente. Você absorve um prejuízo agora no curto prazo, e recupera logo depois. Diferente de perder a vida”, diz.

Fonte: Isolamento social é a melhor saída para preservar a economia
 

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Polarização CPF x CNPJ

Vice-presidente do Conselho Regional de Economia na Bahia (Corecon), Gustavo Pessoti destaca que no estado não há dados oficiais, mas que estimativa da Federação das Indústrias da Bahia (Fieb) dá conta da redução de 5% a 6,5% do PIB local em 2020. Contudo, Pessoti não vê outra saída a não ser o isolamento social. Segundo ele, a “polarização do salva o CPF, mata o CNPJ” é hoje o tema mais debatido entre os economistas.

“É muito importante dizer que a questão do isolamento social é uma medida de proteção social. Distanciamento social, aliás, seria o termo correto, o que significa dizer que as pessoas guardem entre si, respeitem um espaço mínimo, e, na medida do possível, saiam o menor número de vezes de casa. É claro que cada um tem uma opinião, e eu, como vice-presidente, fiz questão de debater muito isso no conselho. É difícil chegar a um consenso totalmente”.

“A minha posição é que a gente precisa tomar conta das pessoas, porque a melhor política econômica é fazer com que as pessoas não adoeçam, e exerçam a menor pressão possível no sistema de saúde. Até porque nós sabemos que 90% dos brasileiros não dispõem de plano de saúde. Sabemos também que as medidas econômicas, nos últimos tempos, tentaram diminuir a participação do estado na economia”, fala Pessoti.

Segundo o economista, isso significa dizer que foi imposto um “teto de gastos” nas contas públicas, passando a se buscar a “todo instante bater meta de superávit primário”. “Normalmente, falar em mais estado, significa ter uma identificação do atraso. Então, a gente claramente tem a percepção que este é um momento bastante delicado da economia. Ou seja, não existe nenhuma hipótese, nenhuma chance de você abrir a economia, e as coisas voltarem ao normal”, afirma.

“Até porque elas [as coisas] não voltarão [ao normal]. As pessoas em casa provocaram o que chamamos de um choque de demanda, que é manifestado, evidentemente, pela redução abrupta do consumo das famílias, que basicamente hoje se concentra em gêneros de primeira necessidade. As pessoas que estão saindo e comprando, não estão gastando dinheiro com eletrodoméstico, não vão entrar em financiamento de casa própria, veículo, não vão se endividar porque a única certeza que elas têm é que o que está ruim, atualmente, pode piorar”, conta.


Fonte: Isolamento social é a melhor saída para preservar a economia
 
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