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Hospitais de campanha de Salvador têm mais de 800 pacientes com alta médica
A estudante Ingrid Cardoso é uma das curadas; após 15 dias internada, ela deixou a unidade de emergência da Paralela nesta quarta (5)
Redação

Foto: Ramon Benevides/SMSFoto: Ramon Benevides/SMS

Durante o período de pandemia, os hospitais de campanha do Wet´n Wild, localizado na Avenida Paralela, do Itaigara e do Hospital Sagrada Família, no Bonfim, já receberam 1.335 pacientes diagnosticados com o novo coronavírus. Desse total, 838 pacientes receberam alta médica, de acordo com dados divulgados pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS).
Uma das curadas é a estudante de Ingrid Cardoso, de 23 anos, que deixou o hospital da Paralela, nesta quarta-feira (5), após ser internada em estado grave no último dia 20 de julho, regulada da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) dos Barris. Ingrid tem asma e chegou a ser entubada, com 50% das funções respiratórias comprometidas.
“Estou muito grata pelo atendimento que recebi. Desde o pessoal da limpeza até a equipe médica, fui tratada com muita atenção e zelo. Nunca imaginei receber uma atendimento dessa qualidade no SUS”, disse a estudante, ao receber a alta médica.

Unidades exclusivas para o tratamento da Covid-19

O titular da SMS, secretário Leo Prates ressalta a importância das unidades exclusivas para o tratamento da doença. “As três unidades, montadas exclusivamente para enfrentar a Covid-19, somam total de 157 leitos de UTI e 191 de enfermaria, e têm sido essenciais para desafogar a demanda por vagas para tratamento da Covid-19 no sistema de saúde de Salvador, disponibilizando atendimentos de baixa complexidade e cuidados intensivos”, disse Prates.
Com 70 leitos de UTI e 120 de enfermaria, a estrutura do Wet´n Wild recebeu 682 pacientes e registrou 447 altas. Já a unidade do Sagrada Família conta com 40 leitos de UTI e 71 de enfermaria, contabilizando 407 admissões e 267 altas. O hospital de campanha do Itaigara, no Caminho das Árvores, dispõe de 47 leitos de UTI. Até então, o espaço recebeu 295 pacientes, sendo que 124 deles foram tratados e encaminhados de volta para casa.
“Além dessas três estruturas provisórias, a Prefeitura contratualizou leitos junto a diversos hospitais da cidade com objetivo de ampliar a oferta de vagas para tratar infectados com a Covid-19. A estratégia teve como prioridade salvar vidas, além de viabilizar a reabertura do comércio de forma gradual e segura”, frisou Leo Prates.
De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, a população soteropolitana pode contar ainda com atendimento para casos de Covid-19 no Hospital Municipal de Salvador (HMS), localizado na Boca da Mata; no Medtower, na Federação; no Hospital Prohope, em Cajazeiras; no Hospital Português, na Barra; no Martagão Gesteira (unidade exclusiva para pediatria), no Tororó; e no Hospital Santa Izabel, em Nazaré.
Ainda segundo a SMS, com os esforços empregados pela administração municipal, foram disponibilizados 228 leitos de UTI e 211 de enfermaria exclusivos contra o coronavírus desde o início da pandemia. “Apenas no último mês de julho, por exemplo, a Prefeitura abriu 99 leitos, ação que contribuiu para a implantação da fase um da retomada de atividades suspensas, que envolveu o funcionamento presencial de shoppings, centros comerciais e grandes lojas de rua – isso ocorreu no último dia 24”, diz a nota enviada à imprensa.
Somadas às unidades do governo estadual, Salvador tem, no total, 717 vagas de UTI e 681 leitos clínicos. Cerca de 35 novos leitos estão previstos para entrar em operação em agosto.

 

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Grand Palladium Imbassaí reabre nesta quinta-feira (6)
Grand Palladium Imbassaí reabre nesta quinta-feira (6)
Fechado desde o início da pandemia do novo coronavírus, o Grand Palladium Imbassaí volta a receber hóspedes a partir desta quinta-feira (06/08). Para a retomada da operação, o resort investiu em amplo protocolo de segurança e higienização e implementou novos procedimentos tecnológicos como reservas online em restaurantes e check in e check out virtual, com o objetivo de maximizar o distanciamento social.

“Esse é um momento muito esperado por todos nós. Adaptamos todos os processos de limpeza e desinfecção das nossas instalações e implementamos iniciativas de higiene como instalação de álcool gel em diversas áreas. Também teremos controle de temperatura de hóspedes, fornecedores e colaboradores, e estamos tomando todas as medidas necessárias na parte de alimentação, mobilidade e distanciamento social para garantir a máxima segurança de todos”, explica o diretor do hotel, o executivo Paulo Fernandes.

Localizado a cerca de 40 minutos do Aeroporto de Salvador, o Grand Palladium conta com 654 suítes.

 

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Odebrecht se reinventa e lança campanha sobre nova fase da empresa
'Viramos a página', diz comercial


“Viramos a página. Estamos escrevendo novas linhas de nossa história que começou há 76 anos”. Assim começa o primeiro comercial da nova campanha de comunicação da Odebrecht S.A., holding do Grupo Odebrecht. A produção, que foi lançada na terça-feira (4), no horário nobre de grandes canais de TV GloboNews, CNN e Bandnews, é consequência da homologação do plano de recuperação da empresa, que apresenta sua nova maneira de ser.

O vídeo (veja abaixo), veiculado em primeiro lugar nas plataformas digitais, usa imagens de realizações do conglomerado ao longo de sua trajetória e procura mostrar as inovações da atual fase da empresa.
A produção diz “é hora de fazer diferente, com coragem, responsabilidade, motivação e crença no Brasil”. E acrescenta: “É hora de combinar nossa competência técnica, reconhecida no mundo todo, com nossos aprendizados. É hora de reafirmar nosso compromisso com a ética e com o que há de melhor em nossa história.” A criação é da agência Quebra Cabeça.
O comercial finaliza com a mensagem: “Quem não evolui não participa da história. Quem faz o novo molda o futuro. Estamos moldando o futuro agora. Esta é a nova maneira de ser Odebrecht".

 

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PT na Justiça contra placas

‘Os produtores rurais da Bahia agradecem ao melhor presidente do Brasil. Obrigado Bolsonaro’.

Placas desse tipo estão espalhadas pelos quatro cantos da Bahia. E quem paga? É o que Eden Valadares, presidente do PT na Bahia, quer saber com a ação que ingressou ontem na Justiça Eleitoral.

– Não de agora, mas desde 2018 que a gente vem dizendo que o custo da propaganda de Bolsonaro é alto e alguém está pagando isso.

 

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Neto anuncia bolo de ajuda

ACM Neto lança amanhã um pacote de ações tributárias e fiscais, de aplicação imediata ou a curto prazo, para estimular a economia de Salvador na pandemia. Os anúncios serão em coletiva virtual, pela manhã.

Uma das medidas é a manutenção, em 2021, do desconto de 40% do IPTU concedido no programa Proturismo para pousadas e hotéis sem a obrigatoriedade das contrapartidas, como modernização e capacitação.

 

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Tarifas baixas e excursões: hotéis baianos inovam para atrair clientes no réveillon
Cancelamento do Festival Virada faz setor procurar alternativas para minimizar a iminente queda da taxa de ocupação


((Reprodução/Divulgação))

Com ocupação beirando os 100%, hóspedes de todo o Brasil e receita pra lá de positiva. Essa foi a realidade dos hotéis da capital baiana no Réveillon dos últimos anos, quando o Festival Virada Salvador foi realizado. Realidade que seguramente não se repetirá no fim de 2020, devido à pandemia do novo coronavírus. Com queda na procura pela capital baiana como destino no fim de ano, a expectativa do setor hoteleiro passa longe da ocupação máxima.

O Festival da Virada, que em 2019 atraiu cerca de 500 mil turistas e injetou aproximadamente R$ 400 milhões na economia da cidade, este ano será online e não na Arena Daniela Mercury, na orla da Boca do Rio. A consequência do cancelamento é uma previsão de queda na procura por hotéis na cidade, principalmente nas opções localizadas perto da área do evento.
É o caso, por exemplo, do Real Classic Bahia Hotel, em frente ao Jardim dos Namorados, na Pituba. Segundo o gerente geral Luís Derieul, o hotel chegava perto da ocupação máxima durante os dias de realização do festival, o que deve mudar. "A taxa de ocupação nos dias principais da virada é maior que 90%. O hotel atrai tanto pessoas de fora como pessoas daqui de Salvador que querem passar o ano novo mais perto e não enfrentar um deslocamento muito grande no retorno. A nossa estimativa conservadora é que, após a pandemia e consequentemente uma aflição dos clientes, a taxa chegue a 60% durante os últimos dias do ano", afirma Luís.
De acordo com o gerente, a situação poderia ser ainda pior. “Como a orla está bem organizada e pelo combate sério dos órgãos públicos ao coronavírus, a gente já vê que as pessoas estão voltando a se hospedar. O setor corporativo, que é importante demais, já voltou, por exemplo”.

No Salvador Mar Hotel, localizado em Armação, a gerente Lígia Uchôa é mais pessimista. “Sem o festival, a procura cai muito. Recebemos muitas pessoas interessadas na festa. Nessa época, a taxa de ocupação chega a 100%. Hoje, posso te dizer que ainda não temos nenhuma reserva para o fim de ano, coisa que é incomum porque a essa altura já estaríamos sem vagas e indicaríamos outros hotéis para os turistas. Com muito otimismo, acho que a taxa de ocupação deve ficar entre 50% e 60%”, diz.
Com pequenas variações nos percentuais, os representantes do Hotel Pisa Plaza, no Stiep, e do Marano Hotel, na Pituba, compartilham a estimativa de queda no número de hóspedes e, por tabela, de receita. O que fazer então?
Alternativas para atrair turistas
Para driblar o prejuízo iminente ou pelo menos reduzi-lo o máximo possível, os hotéis buscam alternativas para convencer os clientes de que Salvador é um destino agradável no Réveillon mesmo com a ausência do maior festival da virada do país. A estratégia passa por tentar seduzir quem está indeciso.

Diretora de relações institucionais da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis – Bahia (Abih-Ba), Renata Proserpio prefere não lamentar a ausência da festa e diz que o setor precisa explorar os outros atrativos da cidade para minimizar o impacto. “O festival sempre foi muito importante para o hotel, mas não adianta querer voltar ao passado. A situação mudou e temos que buscar nossas vantagens para a nova realidade. Salvador tem diferenciais para quem procura natureza, segurança, calma, conforto, história e praias. Vamos mostrar isso”, afirma.
Em tempo de crise, o Marano Hotel pretende investir naquilo que há de mais atrativo quando se fala em conquistar a clientela: promoção. De acordo com a gerente de vendas Paula Viana, a diária pode ser reduzida em mais de 50%. “Se a procura é menor, diminuímos a tarifa. Essa é a nossa solução para trazer mais pessoas no fim de ano. Antes, a diária de um quarto para duas pessoas era de R$ 380. Neste ano, esse preço deve cair pela metade e pode descer ainda mais, dependendo do cenário que vamos encontrar”, conta.
Para Luís Derieul, gerente do Real Classic Bahia, a incerteza quanto à retomada da normalidade no fluxo de voos direciona o foco para o turista que mora próximo da capital baiana e vem de carro.

Segundo ele, este é um público que o hotel pretende explorar. “A queda da taxa de ocupação vai acontecer, não tem jeito. Mas, no momento, tenho me atentado ao turismo regional. Pessoas que vêm de Aracaju e regiões próximas a nossa cidade, que podem sim atenuar o efeito que a ausência do festival vai nos causar. Aposto nisso porque estou em constante contato com empresas de fora do país que costumam ter muitos voos e não há certeza sobre o que deve acontecer”, explica.
Já o Salvador Mar Hotel pretende explorar outro caminho. A intenção da direção é basear a propaganda no turismo cultural e religioso. “Vamos tentar conquistar quem viria para Salvador não por causa das festas de fim de ano, e sim do aspecto cultural e religioso que a cidade tem. Essa é uma característica muito atrativa para grupos turísticos que já estamos em contato e pretendemos firmar parcerias para que consigamos atingir uma taxa de ocupação considerável e evitar um prejuízo maior”, declara Lígia Uchôa.

 

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Festival Virada será online


Para quem não pretende se hospedar nos hotéis soteropolitanos, o Festival Virada on-line pode ser uma boa opção. "Estamos estudando possibilidades, seguindo a recomendação do prefeito, de realizar algo que possa marcar a virada do ano, sem aglomerações, e que contribua para a promoção da cidade, sobretudo com a retomada das atividades econômicas do setor. A ideia é contar com apoio da iniciativa privada para isso", informa Isaac Edington, presidente da Saltur.

Ainda segundo ele, a transmissão do festival será mais que uma simples live, como se viu ao longo da quarentena. No entanto, não definiu exatamente o que acontecerá e ressalta que o foco atual é outro.

"Estamos falando de não apenas uma live, mas uma transmissão diferenciada. Entretanto, não podemos adiantar nada ainda. No momento adequado, o prefeito irá se pronunciar sobre. O foco no momento é o combate à pandemia e o monitoramento da evolução dos casos para a retomada gradual das atividades econômicas com todo cuidado", salienta Edington.

 

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Menos manicure e nada de barba e bigode; salões e barbearias tem novas regras
Confiante, empresária decide inaugurar salão de beleza no primeiro dia de retomada


Higienização do espaço do salão já foi feito (Divulgação/Nana Beleza e Bem Estar)

Por questões de segurança, o costume de ir ao salão de beleza e barbearias será retomado associado a novas regras: uso de máscara, manter o distanciamento com outros clientes e não levar acompanhante são alguns dos novos hábitos. O atendimento será individual e com hora marcada e o número de profissionais será reduzido para 30% do que era antes da pandemia. É vedado utilizar os serviços que precisem retirar a máscara. Fazer a barba ou se maquiar, então, está fora de cogitação.

Tudo isso pode entrar em prática já na segunda-feira (10), se a prefeitura de Salvador confirmar que a cidade está na segunda fase da retomada das atividades econômicas. O protocolo dessa nova etapa foi divulgado nesta quarta-feira, 05, pelo prefeito ACM Neto. Segundo a Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz), Salvador possui 8.365 salões de beleza e todos eles, para retomar o funcionamento, terão de seguir as normas.
Quem trabalha na área diz já estar preparado para todas essas mudanças. “São quase cinco meses parados. Passamos todo esse período preparando o espaço para esse momento”, disse a dona do salão Sá Marina, Léa Vasconcelos.
Mesmo com as mudanças, Léa está feliz em poder voltar ao trabalho. “Agora vamos ter uma renda. Antes era nada. Ainda que um ou outro profissional atendesse em casa, o rendimento é infinitamente menor do que antes. Esse é o primeiro passo para retornarmos a uma normalidade”, explicou.

Na prática, para os consumidores, as mudanças serão perceptíveis:
“Vai mudar muito, pois não vamos mais fazer vários serviços ao mesmo tempo em uma cliente. Normalmente, enquanto um profissional cuidava do cabelo, outra estava na mão e tinha outra já no pé. Se isso acontecer, cria uma certa aglomeração naquele espaço, o que não é recomendado”, explicou a empresária Rosana Veloso, dona do salão Nana Beleza e Bem Estar.
Em cerca de 20 anos de carreira, Rosana não tinha presenciado uma crise econômica como a vivida agora, por causa da pandemia do novo coronavírus. Mesmo assim, ela vai inaugurar a segunda unidade do seu empreendimento assim que Salvador entrar oficialmente na segunda fase de retomada das atividades.

“Vai ser um grande desafio, mas eu estou otimista. Conto com a confiança dos clientes na nossa marca”, disse.
Tudo já está pronto na unidade do Horto Florestal do salão Nana (Foto: divulgação)
Essa nova unidade vai funcionar no Horto Florestal. A previsão de inauguração era em abril, mas a situação emergente em saúde pública vivida no Brasil modificou ou planos da empresária e de clientes. “Acreditamos muito que tudo isso vai passar e a situação econômica vai melhorar. Eu estou levando para o Horto uma marca. Já tem gente que me conhece, sabe da qualidade e isso traz credibilidade e esperança”, afirmou.

Hábito
Ir ao salão de beleza toda semana é um hábito que a advogada Michele Gonzalez, 39 anos, teve que suspender durante quase cinco meses, por causa da pandemia do novo coronavírus. Agora, com a possibilidade de reabertura do espaço, ela não vê a hora de voltar o velho costume.
“Vai ser um momento de alegria e relaxamento. Para melhorar a autoestima”, projetou.
Michele se sente bem em frequentar o salão de beleza (Foto: arquivo pessoal)

Durante a pandemia, Michele comprou um pacote no salão de Rosana para fazer hidratação, escova, pé e mão por R$ 80. Por morar no Horto Florestal, ela pretende usar o serviço logo na primeira semana de abertura do empreendimento. Seu nome faz parte de uma lista de espera que é capaz de preencher vagas para 15 dias de atendimento.
“Com a redução da quantidade de profissionais – apenas 30% do que era antes da pandemia - também reduzimos os serviços ofertados. Trabalhar por hora marcada é algo que reduz o faturamento. Existem procedimentos que são demorados, como os que envolvem química, luzes e coloração. Alguns só poderão ser feitos duas vezes por dia, por exemplo. Tudo isso para obedecer às regras de segurança”, disse Rosana Veloso.
Durante o período que ficou sem ir ao salão, a advogada teve que “dar um jeitinho” para manter a beleza. “Fui fazendo uma unha, dando uma lixadinha de vez em quando, as vezes conseguia que algum profissional viesse em casa, com todos os cuidados, mas muito pouco. Posso dizer a você que nós, mulheres, gostamos do ambiente do salão”, afirmou.
A dona de casa Neuzari Costa, 56 anos, também passou por dificuldades nesse período até o momento que decidiu cortar o próprio cabelo.
“Mas foram só as pontas, pouca coisa. Eu não tenho coragem de voltar agora a frequentar salão. Eu gostava de ir para conversar, levava lanche para as amigas, dava risada. Sem esse clima, qual é a graça? A gente tem que aprender a viver com menos vaidade também”, defendeu.
Os salões não poderão mais servir água, café ou qualquer “mimo” para os clientes, como era de costume. “Pedimos que a cliente leve a sua garrafinha. Se não, nós mesmos forneceremos uma garrafa de água para ela usar e levar para casa, como algo individual. Não poderemos ter copo, xícara e objetos que podem ser compartilhados. Isso traz segurança”, explicou Léa Vasconcelos.
Equipamentos de proteção foram adquiridos para os clentes do salão Sá Marina (Foto: divulgação)
Para o infectologista do Hospital Instituto Couto Maia, Fabio Amorim, esse retorno deve ser cuidadoso. “Salão de beleza é um ambiente fechado, onde há pessoas dentro. A questão é garantir o isolamento social entre esses usuários. O desenho que a gente avalia é permitir a entrada por hora marcada, com higienização constante, o que está no protocolo. Se ele for seguido a risca, é possível torná-lo um ambiente mais seguro”, disse.
O médico destaca ainda a importância da utilização dos equipamentos de segurança, como a máscara, que vai impedir a realização de algumas atividades, como a maquiagem.

 

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Confira em detalhes as regras do protocolo dos salões de beleza e barbearias:

  • o horário de funcionamento será de segunda-feira a sábado, das 10h às 19h;
  • o limite de atendimento simultâneo será de 30% da capacidade máxima de clientes;
  • é obrigatório afixar, em locais visíveis ao público próximos às entradas, os protocolo geral e setorial e a capacidade máxima de pessoas simultâneas no estabelecimento;
  • só serão permitidos acompanhantes para crianças, idosos e pessoas com deficiência;
  • o ambiente deve ser higienizado com álcool a 70% antes da abertura do estabelecimento, incluindo bancadas, utensílios lavatórios, cadeiras e instrumentos de trabalho;
  • sempre que possível, deverão ser designadas portas específicas para entrada e saída de clientes;
  • os atendimentos devem ser realizados exclusivamente com agendamento para evitar filas e espera.
  • o intervalo entre um cliente e outro deve ser de, no mínimo, 15 minutos para possibilitar a higienização do local;
  • deve ser mantido o distanciamento de 1,5m entre bancadas, cadeiras e/ou macas de atendimento;
  • sempre que possível deverão ser utilizadas divisórias confeccionadas com produto de fácil desinfecção para separação das bancadas de trabalho;
  • não poderão ser realizados serviços de barba, maquiagem ou qualquer outro que implique na retirada da máscara por parte do cliente;
  • só será permitida a realização de até 2 serviços simultâneos no mesmo cliente, devendo ser mantido o máximo distanciamento possível entre o cliente e os profissionais e entre os profissionais que estiverem realizando o atendimento;
  • os estabelecimentos devem criar horários de trabalho diferenciados para os colaboradores para reduzir o número de trabalhadores simultâneos no local;
  • deverá ser realizada a limpeza e desinfecção dos óculos ou da viseira de proteção após cada cliente;
  • os trabalhadores não devem usar adornos tipo pulseiras, brincos, relógios e anéis, além de evitar unhas de gel e unhas compridas, que dificultam a higienização adequada das mãos;
  • deverá ser mantida a distância de segurança também na zona de descanso do salão, onde também deverá ser disponibilizado álcool 70% para limpeza de todas as superfícies após o uso;
  • cada funcionário deve ter o seu próprio equipamento como secador, escovas etc., e realizar a higienização e descontaminação destes equipamentos após cada uso;
  • na realização de trabalhos com produtos mais agressivos por inalação/respiração deve ser usada máscara com nível de proteção superior à simples máscara cirúrgica;
  • todos os utensílios não perfurantes devem ser lavados e desinfetados com álcool 70%;
  • os utensílios perfurocortantes (alicates de unha, espátula de metal, navalhas, curetas para podologia etc.) deverão ser descartáveis ou de uso pessoal de cada cliente. Caso sejam usados utensílios perfurocortantes reutilizáveis, estes deverão ser, obrigatoriamente, lavados com água e sabão e, posteriormente, esterilizados em autoclaves após cada uso;
  • não será permitido o compartilhamento de utensílios entre clientes. Os utensílios de uso múltiplo como pentes, tesouras, máquinas de cortar, etc., deverão ser desinfetados após cada uso, segundo as instruções do fabricante;
  • fica proibida a comercialização e/ou degustação de alimentos e bebidas no local, inclusive água, café, cappuccino, chá, biscoitos, sequilhos e similares.
  • poderá ser realizada a comercialização de produtos não alimentícios, desde que industrializados e na embalagem original do fabricante, devendo os mesmos ser devidamente higienizados com álcool 70% no momento da venda;
  • os sanitários deverão dispor de pias, preferencialmente sem acionamento manual, com água, sabão, papel toalha e lixeira com tampa e acionamento por pedal, não sendo permitido o uso de secadores de mãos automáticos;
  • próximo a todos os lavatórios, devem ser afixadas instruções sobre a correta higienização das mãos, inclusive quanto à forma correta de fechamento das torneiras de acionamento manual;
  • jornais, revistas, catálogos e semelhantes devem ser retirados do local para evitar a contaminação cruzada;
  • a periodicidade de higienização do espaço de trabalho utilizado (bancada, calhas de lavagem), do chão e das instalações sanitárias não deve ser superior a 2 horas;
  • deverão ser mantidos na bancada apenas instrumentos e produtos a serem utilizados durante o atendimento;
  • a roupa de trabalho, as toalhas e os penteadores não descartáveis, após terem sido usados por cada cliente, deverão ser lavados separadamente a temperatura superior a 60º C;
  • nos procedimentos de depilação, serão utilizados espátulas e palitos descartáveis e a cera deverá ser acondicionada em outro recipiente próprio e descartada, em seguida, juntamente com aquela que foi utilizada;
  • no caso do uso de pinças, se as mesmas não forem de propriedade do cliente, deverão ser esterilizadas em autoclave;
  • os lençóis deverão descartáveis em todos os procedimentos, sendo trocados a cada atendimento;
  • é obrigatório o uso de luvas descartáveis pelos profissionais de depilação, que devem ser trocadas a cada atendimento.


 

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Academias terão revezamento proibido e máscara na hora do treino; veja o que muda
Setor aprovou protocolo emitido pela prefeitura para a volta das atividades


Marcação no chão e distanciamento dos equipamentos são realidade (Divulgação/R1 Sports Club)

Treinar de máscara, mesmo em atividades aeróbicas e de alto impacto como o crossfit, não revezar os equipamentos com o colega e agendar o horário da atividade são algumas das regras para a reabertura das academias de ginástica, segundo o protocolo da fase 2 da retomada econômica, divulgado nesta quarta-feira (05), pelo prefeito ACM Neto.

As academias - mais de 2.150 na capital -, não vão poder abrir aos domingos, só de segunda a sábado. Não há limitação de horário de funcionamento, isso ficará a critério de cada empresa, mas o aluno só poderá entrar com agendamento e permanecer na unidade por 1 hora.
“Ninguém vai poder chegar na academia, bater na porta e dizer tô entrando. Para haver o controle do número de pessoas e o cumprimento das normas de distanciamento, estamos exigindo o agendamento prévio”, explicou o prefeito ACM Neto.
Como é obrigatório que os equipamentos sejam higienizados a cada uso, está proibido o revezamento dos aparelhos, prática comum nos espaços. Já as atividades coletivas, como aulas de dança e crossfit, serão permitidas desde que haja marcação no solo, distancia de 2 metros entre os alunos e duração máxima de 45 minutos.

“Se alguém não consegue fazer atividade física de máscara, nesse momento, essa pessoa, infelizmente, não vai poder ir para a academia. E se a academia permitir que o aluno ou funcionário fique sem máscara, vamos interditar o local”, reforçou Neto.
Além disso, os estabelecimentos poderão abrir de segunda a sábado, mas sem horário de funcionamento determinado. Cada cliente poderá permanecer pelo período máximo de uma hora por dia dentro do espaço e está proibido a utilização de leitores biométricos. Também é de responsabilidade do aluno higienizar o aparelho, equipamento ou utensílios com álcool 70%, que será fornecido pela unidade.
“Com certeza, os alunos não vão encontrar a academia como eles deixaram. Alguns equipamentos precisamos desativar, para priorizar o distanciamento social. As esteiras, por exemplo, uma está ativa e outra não. Alguns bancos regulares, que ficam livres para as pessoas fazerem exercícios, foram retirados. Também tiramos os equipamentos e acessórios de difícil higienização, como caneleira com velcro”, explicou Guilherme Reis, coordenador geral da Rede Alpha Fitness, que possui nove unidades em Salvador.

Para estimular a atividade em casa e por motivos de segurança, a Alpha também está com um aplicativo de celular no qual os alunos conseguem marcar o horário que vão realizar a atividade, liberar o acesso ao estabelecimento e ter acesso a vídeos de aulas de exercícios.
“Como cada pessoa terá 60 minutos para fazer o treino, essas aulas são uma forma de continuar as atividades em casa também”, acrescentou Guilherme.
Segundo as novas regras, o limite máximo de ocupação das academias será de um cliente a cada seis metros quadrados. Essa dimensão, no entanto, não deve impactar a ocupação desses espaços. “Só poucas unidades tinham uma frequência e tamanho que superava a capacidade estabelecida. Como temos a oportunidade de marcar o horário, estamos confiantes de que não teremos aglomerações”, explicou Guilherme.

Distanciamento dos equipamentos e marcações no chão já foram feitos na Alpha Fitness (Foto: divulgação)
Na academia R1 Sports Club, que possui três pisos e uma dimensão de cerca de 1,3 mil metros quadrados, o gerente administrativo Marcio Sales terá mais facilidade para promover o distanciamento social. “Ainda assim, interditamos equipamentos, vamos transferir as aulas para a cobertura, que é um espaço mais aberto, e vamos priorizar higienização, segurança e conforto”, disse.
Segundo Marcio, a unidade vai voltar funcionar com a mesma quantidade de trabalhadores que tinha antes da pandemia e, devido sua dimensão, poderá comportar até 100 alunos por hora. “Isso dividido nas diversas atividades que ele pode realizar no espaço, ou seja, sem causar aglomerações”, explicou.

 

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Repercussão

Tanto Marcio como Guilherme ficaram contentes com os protocolos emitidos pela prefeitura. O mesmo sentimento está presente em Rogerio Moura, presidente do Conselho Regional de Educação Física da 13° Região (Cref-13).

“Só não esperávamos a proibição da piscina. Haveria limitação das pessoas no local por raia e tem o cloro, que impede a contaminação do vírus pela água. Mas a expectativa é de que cumpramos todos os protocolos. Se alguma academia não cumprir, é dever do cliente denunciar”,alertou.
De acordo com o Cref, são cinco mil profissionais de educação física na cidade. “Academia é essencial, é um centro de saúde. Nós combatemos a pandemia, pois lutamos contra comorbidades que agravam a ação do vírus, como a obesidade. A academia cuida da saúde e nós estamos convencidos de que ela é uma atividade essencial”, disse Rogerio.

O advogado Gustavo Henrique, 27 anos, pensa o mesmo: “Tenho muitos vizinhos com problemas de saúde que precisam usar a academia por saúde mesmo, algo receitado pelos médicos. Para eles, essa volta vai ser muito importante”, disse. Gustavo tem o hábito de malhar nesses espaços desde os 15 anos. Esses quase cinco meses foram o período mais longo que ele ficou, desde então, longe do treino.

“Com certeza, voltarei assim que reabrir. O máximo que fiquei longe da academia foram cinco semanas. Gosto de me exercitar. Vou usar máscara, já recebi o comunicado da academia de como proceder lá dentro, vou higienizar todos os aparelhos que eu for usar e também sempre vou estar passando o álcool em gel na mão, evitando levá-lo ao rosto”, disse.

O braço forte revela o hábito de Gustavo na malhação (Foto: arquivo pessoal)
A soteropolitana Danielle Costa, que tem o costume de malhar na academia do seu prédio, está ansiosa para a reabertura. “Tenho feito caminhadas nas ruas da Pituba, bairro onde moro. Mas quero sim frequentar a academia: fazer uma bike, esteira. Eu gosto mais desse exercício aeróbico do que a musculação. Passo cerca de uma hora me exercitando”, afirmou.

Para o infectologista do Hospital Instituto Couto Maia, Fabio Amorim, esse retorno deve ser cuidadoso. “Algumas academias funcionavam como verdadeiros shoppings. As pessoas iam para socializar. Esse ambiente pode ser danoso. Pela manutenção dos cuidados e zelos, tem que manter a academia com as regras do protocolo”, afirmou.

Sobre o uso da máscara durante o treino, o médico é a favor da medida. “Temos que evitar a disseminação de gotículas. Sei que é desconfortável e não é o ideal, mas é o que tem que ser. É o possível, nesse momento”, defendeu.

Fábio destacou ainda que a atividade física é importante para a saúde do aluno, mas ela não reduz o risco de ser infectado ou apresentar sintomas da covid-19. “Ela melhora, por exemplo, no ponto de vista emocional e no sedentarismo, mas não reduz o risco de pacientes serem acometidos pelo vírus”, ensinou.


Confira em detalhes as regras do protocolo das academias de ginástica

- poderão abrir de segunda a sábado,
com horário de funcionamento a ser estabelecido por cada uma
  • o limite máximo de ocupação será de 1 cliente a cada 6m2;
  • cada cliente poderá permanecer pelo período máximo de 1 hora por dia;
  • o agendamento prévio do horário de treino é obrigatório
  • não devem ser utilizados leitores biométricos para liberação da entrada
  • o uso de máscaras é obrigatório durante todo o período de permanência dos alunos, inclusive na realização de atividades aeróbicas e crossfit;
  • cada aluno deve higienizar o aparelho, equipamento e/ou utensílios antes e após seu uso, com álcool 70% ou similar
  • não poderá haver compartilhamento de equipamentos, aparelhos e quaisquer utensílios;
  • fica proibida a realização de exercícios ou movimentos em dupla, trio ou grupo;
  • deverão ser disponibilizados kits de limpeza em pontos estratégicos, contendo toalhas de papel e produto específico de higienização para que os clientes possam usar nos equipamentos de treino, como colchonetes, halteres e máquinas. No mesmo local, deve haver orientação para descarte correto e imediato das toalhas de papel;
durante o horário de funcionamento, cada área do estabelecimento deverá ser fechada, em um intervalo máximo de 2 horas, para limpeza geral e desinfecção dos ambientes;
  • em caso de atividades de crossfit ou semelhante, os equipamentos devem ser de uso individual e o posicionamento de cada aluno deve ser demarcado no solo, respeitando as regras de distanciamento mínimo de 2m;
  • as aulas de crossfit deverão ter duração máxima de 45 minutos, com intervalo mínimo de 15 minutos entre elas, para higienização dos equipamentos e dos espaços, sempre mantendo janelas e portas abertas, quando possível;
  • as aulas coletivas terão duração máxima de 45 minutos, com intervalo mínimo de 15 minutos entre elas para higienização dos equipamentos e dos ambientes, e o espaço de cada aluno deverá ser demarcado no chão, observado o afastamento mínimo de 2m;
  • no espaço das aulas coletivas fica proibida a permanência de pessoas que não tenham agendamento para horário específico;
  • deverá ser comunicado aos clientes que, caso desejem utilizar toalhas ou garrafas de água, estas serão, obrigatoriamente, de uso pessoal e não poderão ser emprestadas ou compartilhadas;
  • deverá ser mantido o afastamento entre os equipamentos de, no mínimo, 1,5m de distância, inclusive esteiras, bicicletas e similares e aqueles que não atendam ao distanciamento mínimo deverão ser isolados por meio de barreiras físicas e permanecer desligados;
  • deverá ser delimitado com marcação no chão o espaço em que cada cliente deve se exercitar nas áreas de peso livre e nas salas de atividades coletivas, sempre considerando o distanciamento mínimo de 1,5m;
  • fica proibido consumo de alimentos no local;
  • os sanitários deverão dispor de pias, preferencialmente sem acionamento manual, com água, sabão, papel toalha e lixeira com tampa e acionamento por pedal, sendo vedado o uso de secadores de mãos automáticos;
  • próximo a todos os lavatórios, devem ser afixadas instruções sobre a correta higienização das mãos, inclusive quanto à forma correta de fechamento das torneiras de acionamento manual;
  • fica proibido o uso de chuveiros, vestiários, saunas, banhos turcos, jacuzzis, poltronas de massagem e similares;
quando possível, as portas dos sanitários, vestiários e outras áreas de uso comum deverão permanecer abertas para beneficiar a ventilação e evitar o uso de maçanetas e puxadores;
  • os bebedouros não poderão ser utilizados;
  • as piscinas deverão permanecer fechadas;
  • deverá ser permitido, quando solicitado, o congelamento de planos de clientes acima de 60 anos;
  • as cantinas poderão vender água para consumo no local, desde que as embalagens sejam devidamente higienizadas com álcool 70% no momento da venda e os demais produtos, desde que industrializados e nas embalagens originais do fabricante, poderão ser comercializados exclusivamente para consumo fora das academias, desde que higienizados com álcool 70% no ato da venda;
  • quando possível, deve-se manter as portas e janelas abertas para melhorar a ventilação do local e, no caso de ambiente refrigerado, o sistema deve ser mantido em ventilação, não podendo ficar no modo de recirculação do ar;
  • as academias situadas em áreas comuns de prédios e condomínios edilícios poderão funcionar desde que obedeçam às medidas estabelecidas no Protocolo Geral e às determinações de higienização, limpeza, distanciamento mínimo, rodízios de usuários e outras normas estabelecidas pelos respectivos condomínios.

 

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Vai faltar dendê em Salvador: produto já não existe nas fábricas e estoque está escasso
Motivo seria a baixa safra na Costa do Dendê; problema agrava a crise das baianas de acarajé durante a pandemia


Sem dendê, vai faltar também acarajé (foto/Nara Gentil)

Segundo o livro de Apocalipse, o fim do mundo será precedido por mortes, epidemias, pragas, terremotos e outras ocorrências assustadoras. Isso porque a Bíblia não foi escrita na Bahia. Acaso os últimos capítulos da escritura sagrada fossem concebidos aqui, diante das influências de matriz africana, um item estaria na lista dos sinais de que estaríamos próximo ao fim dos tempos: a falta do azeite de dendê.

Pois bem. Vos digo que o nosso óleo sagrado, o líquido precioso que serve para preparar diversas iguarias servidas aos orixás (e às pessoas) está prestes a não ser encontrado na Boa Terra. Quem garante a informação são as próprias baianas de acarajé, das principais consumidoras finais do produto, as responsáveis por colocar no nosso sangue (via bolinho frito) o azeite amarelo-avermelhado, que aqui chega a ser mais valorizado que o de oliva.
Desde a semana passada, quando o CORREIO publicou duas reportagens e iniciou uma campanha para ajudar as baianas que perderam seu sustento devido a pandemia, elas já haviam reclamado da alta dos preços de diversas matérias primas do bolinho: o feijão fradinho, a cebola e o dendê. Esse último tinha aumentado de forma exorbitante. Em quatro meses, o balde com 16 litros havia passado de R$65 para R$120, um aumento de 85%. Elas ainda não haviam entendido os motivos para isso.
O CORREIO foi atrás e desfez o mistério. Os distribuidores do óleo e os donos de boxes da Feira de São Joaquim, por onde boa parte do produto é escoado, afirmam que o problema foi a safra desse ano, que produziu muito abaixo do esperado. Os municípios da Costa do Dendê tiveram problema na produção. A alta dos preços só revela o início da escassez. A ameaça de faltar dendê na terra do dendê é real.

Na verdade, o azeite já acabou nas fábricas, explica um dos principais distribuidores locais. O que existe hoje, diz ele, é o que foi estocado por eles próprios, pelos estabelecimentos e pelas baianas de acarajé. Marcos Parente, da empresa Sabor Baiano, ainda traz outra má notícia. Além da escassez da produção local, um possível substituto, o azeite do Pará, tem sido colocado apenas para exportação.
“O problema do azeite é que a produção regional foi muito abaixo do esperado. Já acabou. A gente tá na entressafra, que só vai normalizar em meados de dezembro. E o outro ponto é que o azeite que vem do Pará, que também é um azeite de qualidade, está sendo exportado. São grandes empresas voltadas para a exportação. Em virtude do dólar, eles estão exportando. A gente tá enfrentando a escassez e tá chegando a ponto de faltar. Só não chegou ao extremo porque ainda há um estoque, mas em breve vai faltar”, avisa.
Em outros tempos, o dendê já haveria terminado. Em virtude do novo coronavírus, o consumo reduziu bastante nos últimos meses. Mas, com a gradual abertura da economia e o recente retorno das baianas de acarajé (muitas estão entregando delivery ou praticando drive-thru), o produto voltou a ser requisitado. “A gente está regulando os preços e repassando gradativamente. Mas vai chegar uma hora que não vai ter como segurar o preço e tampouco repor a mercadoria. Hoje já temos dificuldade para comprar na fábrica”, afirma Marcos Parente.

A crise das baianas de acarajé se torna ainda mais grave. Como mostramos na semana passada, 80% das 2 mil baianas que trabalham nas ruas de Salvador estão paradas. As que estão tentando voltar a vender agora têm outro empecilho. Com os preços exorbitantes, muitas sequer têm condições de comprar o produto para mergulhar a massa do acarajé.
"Justamente quando as baianas estão retornando, depois de quatro meses paradas, acontece mais esse problema. Um dos produtos mais importantes do acarajé subiu de preço dessa forma. As que conseguem comprar não vão conseguir repassar essa alta para os clientes. As pessoas estão sem dinheiro. Foi mais de 80% de aumento. A informação que tivemos é que a safra foi abaixo do esperado. Estamos vendo ainda o que vamos fazer. Precisamos de ajuda!", afirma Rita Santos, presidente da Associação Nacional das Baianas de Acarajé, Beiju, Mingau e Similares (Abam).

 

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Ciclo de produção

Até chegar às baianas (mas também aos supermercados, restaurantes ou à sua casa), o dendê consumido na Bahia segue um ciclo de produção. A maior parte do azeite usado por nós é produzido aqui mesmo, na verdade em uma região composta por municípios da Costa do Dendê. Uma das fábricas de azeite afirma que a safra caiu entre 20% e 30% em relação aos anos anteriores. Só que, além da produção baixa, o período sem que ela ocorra se estendeu.


Um dos socios proprietários da fabricante Ki Dendê, Cleiton Carlos Magalhães Luz, confirma que a entressafra desse ano tem sido severa. Todo ano há entressafra, diz ele, mas esse ano o fruto do dendê tá mais escasso. "Sempre houve entressafra, mas não tão forte como está sendo". E ainda há outro agravante. A compra do dendê para produção de biodiesel por parte da Petrobrás, diz Cleiton, só aumenta a cada ano.

"Tanto que, quando ocorre entressafras maiores, a gente sustenta com azeite do Pará. Temos carretas para trazer o produto de lá. Mas aí entrou a Petrobrás comprando milhares de toneladas para produzir biodisel. Começou a comprar forte no Pará e também na Bahia. Juntou com a entressafra e aí tá faltando. Sobrou para o ramo da culinária.Tudo o que se produz no momento não dá para o consumo das pessoas", explica Cleiton. A Ki Dendê tem repassado a garrafa de 5 litros de azeite por R$36 para os distribuidores. Meses atrás, o mesmo produto saía da fábrica por R$24.

O resultado se vê, por exemplo, nos estabelecimentos que abastecem as baianas de acarajé. Quatro meses atrás, o box Roni Massa Pronta, que além de dendê fornece massa de acarajé, vendia 16 litros de azeite por R$65. Agora sai por R$120. "Tá complicado. A gente feirante compra pra revender. Pelo que os fornecedores estão dizendo vai faltar", afirma Roniere Santos Pereira, dono da loja. "Ainda tem um pouco no estoque, mas os novos pedidos não chegam mais".

Costa do Dendê

Conhecida pelas praias paradisíacas, a região do Baixo Sul, conhecida como Costa do Dendê, é formada por municípios como Valença, Aratuípe, Igrapiúna, Cairu, Camamu, Taperoá, Nilo Peçanha, Ituberá e Maraú. Nesta região, os agricultores familiares vivem principalmente da produção deste fruto e contribuem para que o Brasil se destaque no cenário internacional. O país é, atualmente, o terceiro produtor de azeite de dendê ou óleo de palma da América Latina. A Colômbia, maior produtora, é seguida pelo Equador.

O fruto originário da África chegou à Bahia durante o período colonial, adaptando-se rapidamente ao litoral baiano, que tem condições climáticas adequadas para o desenvolvimento dessa cadeia produtiva. Dos dendezeiros são extraídos dois tipos de óleos: o azeite de dendê, conhecido também como óleo de palma e o óleo de palmiste, muito utilizado na fabricação de cosméticos.


 

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Bares e restaurantes de Salvador se adaptam para o reinício das atividades
'Plastificamos o cardápio e elaboramos uma versão digital', conta a dona do Casa de Tereza


Estabelecimentos precisarão se adaptar a novas regras como cardápio plástificado ou em versão digital (Foto: Nara Gentil/CORREIO)

Desde a abertura há 7 anos, o restaurante Casa de Tereza não passou por um período de inatividade tão grande quanto o da pandemia. Mas a hora de reabrir está próxima. Após três dias com a taxa de ocupação de leitos de UTI para covid-19 igual e abaixo a 70%, a prefeitura de Salvador divulgou, na manhã desta quarta-feira (05), os protocolos sanitários dos mais de 30 mil estabelecimentos contemplados pela segunda fase da retomada econômica. Nessa etapa, poderão reabrir bares, restaurantes, lanchonetes, academias de ginástica, salões de beleza, barbearias, centros culturais, museus e galerias de arte.

Apesar do anúncio dos protocolos, esses estabelecimentos ainda não estão autorizados a voltar a funcionar. Como reforçou o prefeito durante a coletiva, para que a fase dois seja ativada, é preciso que o índice de ocupação de leitos de UTI na capital baiana fique cinco dias igual ou abaixo de 70%. Três dias já foram cumpridos: 70%, em 24 de maio, 68% no dia 30 de julho e 69%, em 04 de agosto.
De olho na reabertura, a chef Tereza Paim já fez os ajustes necessários dentro de seu restaurante: trocou mobiliário, reformou cozinha, pintou suas dependências e instalou dispositivos de álcool em gel.
"Temos um mês com tudo pronto. Está tudo arrumado, fizemos sanitização nesta semana, plastificamos o cardápio e elaboramos uma versão digital. O ruim ainda é que não estamos faturando. Fizemos investimentos de ordem de mudanças e melhorias na casa que já estávamos programados para fazer", disse Tereza Paim.

Tereza Paim é chef da Casa de Tereza (Foto: Nara Gentil/CORREIO)
Dentre as medidas adotadas, o estabelecimento trabalhará com 50% de sua equipe, para evitar aglomerações dentro do próprio espaço, aumento de vigilância nas boas práticas de produção, que inclui higienizações perfeitas e repetidas das pessoas e das superfícies de trabalho com álcool 70ºC, disponibilização de álcool em gel em todos os acessos da casa, limpeza a cada uso dos cardápios, maçanetas e outros acessórios de uso compartilhado, simplificação do set-up das mesas, reduzindo ao máximo a manipulação de acessórios.
Também fazem parte das medidas a aferição da temperatura de funcionários e clientes, displays em vários pontos, com instrução de como fazer uma higienização eficaz para mãos e braços, forte contentor de proliferação, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), e a obrigatoriedade do uso da máscara e de todos os colaboradores do Casa de Tereza, em tomar banho ao chegar no trabalho, antes do início dos serviços.

Outra novidade é uma área exclusiva criada para recebimento de mercadoria e compras, para evitar a circulação pelas dependências do restaurante, pia higienizada para alimentos e contêiner para descarte de embalagens secundárias e mesa inox.
Prefeitura divulgou protocolo de medidas necessárias para reabertura de bares e restaurantes em Salvador (Foto: Arisson Marinho)
De acordo com o protocolo de reabertura divulgado pela prefeitura de Salvador, bares, restaurantes, pizzarias, sorveterias, hamburguerias e similares poderão reabrir com funcionamento de segunda a domingo, das 12h às 23h. Já as lanchonetes terão outro horário, das 7h às 16h. Nos dois espaços, os serviços presenciais devem ser à la carte, escolhendo o prato pelo cardápio, ou com serviço de buffet se um funcionário servir.

Não haverá self service ou rodízios, como é visto nos restaurantes a quilo ou em churrascarias. Já a entrega e retirada podem funcionar sem restrições de horário.
“Havia uma demanda de bares e restaurantes para que fosse permitido o self service, no entanto, os comitês técnicos de saúde consideraram que não era adequado nesse primeiro momento”, disse o prefeito ACM Neto.
A distância entre as mesas deve ser de 2 metros e de 1 metro entre cadeiras de mesas diferentes. Cada mesa só pode comportar até 6 pessoas e todos devem usar máscaras, exceto no momento das refeições e da ingestão dos líquidos.

“Não adianta as pessoas quererem fazer confraternização, juntar grandes grupos. Também não vai ser permitida a realização de nenhum evento. Não adianta imaginar que vai acontecer reunião, eventos empresariais, aniversário, nada disso. Está proibido nesse primeiro momento”, disse.
O cardápio também vai precisar ser adaptado - deve ser digital ou plastificado, com higienização após cada uso. As músicas ao vivo e qualquer atividade sonora devem também ser evitadas até segunda ordem.
O chefe do executivo municipal pediu a colaboração de cada empresário para fiscalizar seu estabelecimento, além da equipe da prefeitura. Se houver qualquer relaxamento no cumprimento das medidas, o prefeito poderá editar o decreto e proibir algum setor de funcionar. Contudo, a notificação será primeiramente individual.
O secretário Sérgio Guanabara, da Secretaria de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur), informou que a equipe total para fiscalizar o cumprimento dos protocolos é de 120 pessoas, entre o corpo técnico e policiais militares, e que não vai hesitar se tiver que interditar o estabelecimento.
O objetivo da fiscalização, segundo o secretário, não é multar, mas observar o cumprimento dos protocolos para garantir segurança às pessoas.
“Não há penalidade maior para o dono de um estabelecimento do que ter o alvará cassado e ser interditado por prazo indeterminado. É muito importante que ele cumpram e faço meu apelo a esses empresários. Descumprir o decreto significa dizer que o empresário está pondo em risco a vida de seus funcionários e seus clientes e que ele torna aquela ambiente inóspito”, orienta Guanabara.

 

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Outro lado da moeda

Mesmo com os protocolos de reabertura, não são raros os estabelecimentos que sequer vão conseguir retomar. É o caso da Choperia Salvador. Proprietário da loja, Fábio Dias afirma que os bares terão um pouco mais de dificuldade para se adaptar porque é um ambiente que depende de aglomeração, aproximação. É ainda mais difícil quando se trata de um espaço que não tem um ambiente físico amplo.

A empresa passou por maus bocados durante a pandemia. Por ser uma revendedora de chopp, não conseguiu competir com as próprias fabricantes das bebidas que passaram a fazer delivery. A alternativa que encontraram foi comercializar também os copos e brindes que faziam sucesso no empreendimento.

"Os bares provavelmente terão mais dificuldades. A prefeitura liberou que colocássemos mesas e cadeiras na rua durante esse momento e pode ser que ajude. Ainda assim, é muito complicado. Os restaurantes também enfrentam dificuldades, está complicado para todo o mundo, mas esse caráter que tem o bar pede aglomeração e precisamos estudar tudo direitinho", diz.
Sem saber se vai reabrir, o empresário afirma que no momento a choperia está mais preocupada em vender os kits que elaboraram para o Dia dos Pais. É o que garante a sobrevivência a curto prazo.

Certeza, por hora, é que mesmo que a taxa de ocupação necessária para a reabertura seja atingida em outros dois dias ainda nesta semana, como é o esperado, a ativação da fase dois só poderá ser feita a partir da próxima segunda-feira (10), para evitar aglomerações no Dia dos Pais, que é no domingo.

Além das cerca de 35 a 40 regras específicas de cada setor, os estabelecimentos precisam seguir os protocolos gerais, a exemplo da medição da temperatura dos clientes e funcionários, que vale para todos, assim como o uso de máscara e o distanciamento.

Veja todas as regras para restaurantes, bares, lanchonetes e similares

  • o horário de funcionamento de restaurantes, bares, pizzarias, temakerias, sorveterias, doçarias, cafeterias e similares será de segunda-feira a domingo, das 12h às 23h;
  • o horário de funcionamento de lanchonetes e similares será de segunda-feira a domingo, das 7h às 16h;
  • o uso de máscaras é obrigatório, exceto durante as refeições;
  • não poderão ser oferecidos alimentos e bebidas em cortesia, experimentações ou demonstrações que estejam em mesas, balcões ou assemelhados de uso comum ou compartilhado;
  • os restaurantes com serviço de buffet terão que disponibilizar funcionários, utilizando os EPIs adequados, como máscara de tecido e face shield, avental e touca, para servir os clientes;
  • recomenda-se a adoção de refeições previamente montadas em embalagens individuais e protegidas com filme plástico, principalmente saladas e alimentos frios, que deverão estar em expositores adequadamente refrigerados;
  • os clientes deverão permanecer a uma distância mínima de 1m em relação ao expositor em que estiverem dispostos os alimentos, com uso obrigatório de máscaras;
  • para restaurantes que atuam com sistema de rodízio, é obrigatória a adoção de serviço por pedido específico (à la carte) ou por buffet, com as adequações estruturais necessárias;
  • recomenda-se a utilização de talheres descartáveis, mas caso sejam disponibilizados talheres de uso permanente, estes devem ser higienizados individualmente e entregues pelo atendente do estabelecimento ao cliente, que não poderá ter acesso direto aos utensílios;
  • pratos, copos e bandejas, quando de uso permanente, devem ter a higienização intensificada, sendo vedado o acesso direto pelo cliente;
  • a distância entre as mesas deve ser de, no mínimo, 2m e a distância entre as cadeiras de mesas diferentes deve ser de, no mínimo, 1m;
  • cada mesa está limitada à quantidade máxima de 6 pessoas;
  • guardanapos de papel devem ser oferecidos em recipientes protegidos ou embalados e guardanapos de tecido só devem ser disponibilizados após a ocupação da mesa;
  • é obrigatória a substituição das toalhas de mesa após cada atendimento;
  • mesas e cadeiras que não puderem ser retiradas para garantir os afastamentos previstos acima deverão ser isoladas com barreiras físicas;
  • os sanitários deverão dispor de pias, preferencialmente sem acionamento manual, com água, sabão, papel toalha e lixeira com tampa e acionamento por pedal, não sendo permitido o uso de secadores de mãos automáticos;
  • próximo a todos os lavatórios, devem ser afixadas instruções sobre a correta higienização das mãos, inclusive quanto à forma correta de fechamento das torneiras de acionamento manual;
  • deve ser priorizado o funcionamento com reservas para organizar a disposição dos clientes no espaço e evitar filas;
  • os estabelecimentos serão responsáveis pelo ordenamento das filas nas áreas internas e externas, inclusive com uso de monitores, se necessário, garantindo o afastamento mínimo de 1,5m entre as pessoas e a obrigatoriedade do uso de máscaras;
  • todos os espaços deverão ser delimitados para garantir o distanciamento recomendado entre as pessoas;
recomenda-se manter distanciamento de 1,5m entre os funcionários em todos os ambientes, inclusive bares, cozinhas, áreas de manipulação de alimentos etc;
- os elevadores de uso exclusivo dos estabelecimentos de alimentação serão restritos a idosos, pessoas com deficiência ou com dificuldade de locomoção, limitado a pessoas de uma mesma unidade familiar a cada uso;
os elevadores, principalmente os painéis de botões, deverão ser constantemente higienizados e conter dispensers de álcool gel em seu interior e ao lado das portas de acesso;
  • em restaurantes, fica proibido o consumo de alimentos e bebidas no balcão e nos bares e lanchonetes, os clientes sentados nos balcões deverão respeitar o afastamento mínimo de 2m;
  • todos os funcionários que servem e/ou realizam entrega de produto pronto aos clientes devem usar os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) adequados e lavar as mãos com água e sabão a cada atendimento;
  • os clientes devem ser orientados a realizar o pedido completo de uma única vez, reduzindo a necessidade da presença de atendentes próximos às mesas;
  • a entrega do produto pronto nas mesas para consumo deverá ocorrer em tempo mínimo, sendo a colocação das porções individuais em cada prato realizada exclusivamente pelos clientes;
  • devem ser privilegiados os espaços de alimentação ao ar livre, expandindo o uso de áreas externas;
  • o consumo de bebidas e alimentos nas calçadas fica restrito para os clientes que estiverem utilizando mesas;
  • não poderão ser realizados eventos ou promoções que possam gerar aglomeração de pessoas;
  • o estabelecimento deve implementar rotinas de higienização das matérias primas recebidas, como lavagem com água e sabão e desinfecção com álcool a 70% ou similares das embalagens, o descarte apropriado das mesmas e a sanitização dos alimentos crus, como frutas, legumes e verduras, utilizando produtos adequados para este fim;
  • devem ser adotados cardápios digitais utilizando, por exemplo, um QR Code que pode ser lido através de telefone celular, ou escrever os itens em uma lousa ou similar e, em não sendo possível abolir o menu físico, deverá ser disponibilizado um modelo plastificado, que deve ser desinfetado com álcool a 70% ou similares após cada uso. Em caso de uso de tablet, realizar desinfecção a cada cliente, com álcool isopropílico;
  • deverá ser evitada a utilização de comandas individuais em cartões e, caso necessário, estes deverão ser higienizados a cada uso;
  • só é permitida a disponibilização de temperos, molhos, condimentos e similares de forma individualizada, em sachês e apenas no momento de cada refeição;
  • não deverá ser permitida a entrada de entregadores e colaboradores de outros setores na área de manipulação de alimentos;
  • após cada turno de trabalho todos os utensílios utilizados na preparação dos alimentos, como colheres, facas, conchas, frigideiras, etc. deverão ser lavados com água e sabão;
  • todos os utensílios usados na preparação de bebidas (copos, coqueteleiras, medidores de doses, taças, garrafas etc.) deverão ser limpos antes e após cada turno de trabalho com água, sabão e álcool 70% ou similares;
  • na entrada do setor de manipulação e preparação de alimentos, deverá haver tapete higienizador tipo pedilúvio;
o uniforme dos funcionários deve ser lavado e trocado diariamente, sendo transportado protegido em saco plástico ou outra proteção adequada e o uso e troca deverão acontecer somente nas dependências da empresa, devendo os - objetos pessoais ser guardados em local específico e reservado para esse fim;
  • o funcionário deve retirar todos os objetos de adorno pessoal que possam acumular sujeiras nas mãos, como anéis, brincos, pulseiras, relógios etc. e manter as unhas aparadas e sem esmalte e no caso de funcionários que utilizem óculos, sugere-se a implementação de medidas que garantam a sua correta higienização;
  • não é permitido o uso de celulares e outros utensílios de uso pessoal na área de manipulação de alimentos, devendo ser adotadas medidas que garantam a limpeza e higienização desses equipamentos como forma de redução da disseminação de doenças, inclusive da COVID-19;
  • é obrigatória a presença de pia exclusiva para a higiene das mãos na área de produção/manipulação dos alimentos, que devem estar localizadas em posição estratégica em relação ao fluxo de preparo dos alimentos, em número suficiente de modo a atender toda a área;
  • é obrigatória a presença de acessórios nas pias das áreas de produção e manipulação dos alimentos, a saber: sabão líquido para mãos, toalhas de papel não reciclado (não sendo permitido o uso de toalhas de tecido), lixeira com tampa com acionamento que dispense o uso das mãos;
  • o estabelecimento deve implantar e implementar rotinas de limpeza e desinfecção nas instalações (teto, parede e piso) da área de manipulação dos alimentos, equipamentos, bancadas, móveis e utensílios que devem ser limpos antes, durante e após o término das atividades;
  • o estabelecimento deve implantar e implementar rotinas de higienização e desinfecção nas áreas de vestiários, vias de acesso, áreas externas (pátios), nas superfícies em que há maior frequência de contato manual, como maçanetas das portas, corrimãos das escadas, bem como banheiros e/ou sanitários que devem ser higienizados no intervalo máximo de 2 horas, sendo disponibilizado álcool em gel 70%, ou solução de efeito similar, sabão líquido, toalhas de papel, lixeira com acionamento que dispense o uso das mãos;
  • as mesas e cadeiras devem ser higienizadas, após cada cliente, com sanitizante (álcool 70%, água sanitária ou solução de efeito similar, seguindo as recomendações do fabricante) sempre após o término de cada atendimento ou refeição, podendo ser cobertas com plástico para facilitar a higienização;
  • a higienização do local de armazenamento das entregas por delivery deverá ser realizada antes e após abertura;
fica proibida a execução de música ao vivo e, havendo música ambiente, manter na intensidade máxima do som em 35 decibéis (dB);
- fica proibido o uso de áreas de entretenimento, como espaço kids, parques, brinquedotecas, salão de jogos e similares.

Ponto turístico de Salvador, Largo de Santana deve voltar a receber mesas e cadeiras em breve (Foto: Arisson Marinho/CORREIO)
 

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Assistência a produtores

Até o final do ano, 600 propriedades do Oeste do estado terão assistência técnica e gerencial gratuita, de acordo com planejamento de gestão integrada no bioma Cerrado, chamado pelos técnicos do governo federal, de Projeto FIP Paisagens Rurais. Os primeiros municípios a serem visitados são Baianópolis, Brejolândia, Cristópolis, Muquém de São Francisco, Serra Dourada, Sítio do Mato, Tabocas do Brejo Velho e Wanderley. Na primeira fase, a equipe de trabalho percorrerá 120 propriedades dando início ao projeto de adoção de tecnologias da agricultura de baixa emissão de carbono. O objetivo é aumentar a produtividade, mas há também a intenção de indicar ações para facilitar a recuperação e regularização ambiental de Áreas de Preservação Permanentes (APP) e de Reserva Legal (RL).

 

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Mais de 40% das mortes notificadas pela Sesab na última semana ocorreram há mais de 30 dias
por Rebeca Menezes / Jade Coelho
Mais de 40% das mortes notificadas pela Sesab na última semana ocorreram há mais de 30 dias

Foto: Mateus Pereira/GOVBA
Na última semana 415 novas mortes por Covid-19 foram adicionadas aos registros da Secretaria da Saúde (Sesab). No entanto, quase metade desse número se refere a mortes de 15 dias atrás, e 42% delas ocorreram há mais de 30 dias. Os números se referem aos dados divulgados nos boletins divulgados entre 30 de julho e 5 de agosto.

O registro tardio dos dados gera dificuldade e pode causar confusão na análise da atual situação da pandemia no estado.

Salvador é a cidade que mais atrasa as notificações de morte, de acordo com os dados do boletim da Sesab. Dos 177 registros de mortes com atraso de 30 dias ou mais contabilizados na última semana, apenas 3% não foram na capital baiana. São eles: dois de Lauro de Freitas, um de Ibicaraí, um em Salvador das Missões, no Rio Grande do Sul, um de Jequié e um de Camaçari.

Ao olhar o atraso referente a 15 dias, dos 204 registros, 14 foram de cidades do interior. O número representa 6,8% do total.

Na sexta-feira (31) a Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) registrou o segundo dia consecutivo de recorde de mortes por Covid-19 confirmadas em 24 horas. Mas como ressaltou reportagem do Bahia Notícias (leia aqui), o número não significa que a pandemia está se agravando no estado. A própria pasta reconhece atraso nas notificações e atribui a responsabilidade às prefeituras.

 
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