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Indústria automotiva do país espera retomada lenta
Montadoras preveem produzir este ano 40% a menos em relação à projeção inicial do setor

As montadoras instaladas no país esperam encerrar o ano com a produção de 1,675 milhão de unidades (Alberto Coutinho/GOVBA)

A indústria automobilística nacional é um dos setores da economia que mais tem sentido os efeitos da crise provocada pela pandemia. Para se ter uma ideia, as 65 fábricas em atividade no país esperam encerrar o ano com uma produção total de 1,675 milhão veículos, entre automóveis de passeio, comerciais leves, caminhões e ônibus. A projeção inicial do setor, divulgada em janeiro, previa 3,050 milhões de unidades, ou seja, 40% a mais. Para piorar o cenário, os planos de investimentos das empresas estão congelados, os empregos em risco e a retomada do setor será lenta.

"Entramos em 2020 bastante otimistas, mas infelizmente o mundo foi atropelado pela pandemia. Vai ser um ano difícil", diz Luiz Carlos Moraes, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), lembrando que a produção da indústria automotiva ficou praticamente parada nos meses de abril e maio. As vendas também minguaram. Neste mês de junho, até terça-feira (23), por exemplo, foram licenciados, na Bahia, 3.124 veículos, uma queda de 46,4% em relação a igual período do ano passado. No acumulado do ano, as vendas encolheram quase 38% em todo o estado.
O presidente da Anfavea prevê uma retomada lenta e diz que é difícil prever quando o setor voltará aos patamares pré-pandemia. "É muito difícil precisar em quantos anos voltaremos ao nível pré-crise até porque vai depender também da agilidade do governo na aprovação de reformas, se vai fazer a reforma tributária, se vai estimular projetos de infraestrutura", diz.
Para piorar, os empregos nas fábricas não estão garantidos. "Sendo bem transparente: eu acho que o emprego está em risco, sim", conta Moraes. "Quando você tem uma retração desta magnitude e, por outro lado, se a retomada for lenta, a gente vai ter dificuldades. O setor está tentando segurar os empregos ao máximo possível, usando os mecanismos da Medida Provisória 936", acrescentou.

A MP 936 permite a redução de salários e jornadas e a suspensão de contratos de trabalho durante a pandemia de covid-19. Luiz Carlos Moraes conta que praticamente todas empresas do setor usaram esse mecanismo. "A MP é muito boa, mas ela é temporária", afirma.

A entidade, diz Moraes, tem feito um trabalho "forte" em busca de alternativas para capital de giro de toda a cadeia do setor, que envolve as montadoras, fornecedores e concessionárias. Uma das alternativas para assegurar a manutenção do fluxo de caixa prevê a ajuda do BNDES, que receberia como garantia os créditos tributários que as montadoras têm a receber do governo, e que gira em torno de R$ 25 bilhões. "A discussão em relação aos créditos tributários avançou. Não está resolvida ainda, mas a gente está tendo um bom diálogo com a equipe econômica, tentando encontrar um caminho".
A retomada das atividades nas fábricas está em curso, mas o nível de produção dependerá do estoque atual. Hoje, a rede de concessionárias e as fabricantes têm em estoque veículos para até três meses de venda. É muito e inviabiliza, claro, a plena atividade das empresas. É o caso da Nissan, que esta semana anunciou a demissão de quase 400 trabalhadores da unidade de Resende (RJ). A montadora decidiu reduzir um turno da fábrica.
Segurança

Os fabricantes também estão empenhados em garantir as condições de segurança para que as empresas voltem a produzir, com a criação de um protocolo mínimo de retorno. "O que observamos na indústria de uma maneira geral é o seguinte: tinha área que estava rodando em dois turnos, outras em até três. Agora essas empresas estão voltando com a preocupação com a pandemia. Foi preciso reinventar a questão da higienização das linhas de produção, de banheiros, restaurantes, mudou de forma muito forte como garantir uma maior segurança e e assim evitar contaminações. Isto por si só já diminui a velocidades das linhas de produção. Tem fábrica com 3 mil, 5 mil, 8 mil trabalhadores. Então o cuidado é muito grande", diz o presidente da Anfavea.

E ele completa: "A indústria depende da demanda, do consumidor final. Como a demanda ainda está muito baixa não adianta trabalhador em dois turnos, voltar a fábrica na velocidade normal porque você não vai ter cliente para comprar, vai estocar e consumir capital de giro. A velocidade da linha, então, vai depender desses dois fatores: segurança dos trabalhadores e o retorno da demanda final".
Diante da necessidade de preservar caixa, Moraes afirmou que os planos de investimentos do setor estão congelados. A boa notícia é que o cronograma de lançamentos previsto para este ano está sendo cumprido. Ele afirmou ainda que as sucessivas crises do governo federal também têm prejudicado o setor. "Essa crise política numa meio de uma pandemia dessa dimensão não ajuda. O debate faz parte, opiniões diferentes fazem parte da democracia, mas briga não. O Brasil está muito divido, estamos sempre nos extremos. A política deveria ser usada para juntar opiniões diferentes e construir soluções para sairmos o mais rápido possível desta crise. Pensar em 2022 não ajuda a resolver a crise de 2020", afirmou.

 

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Mais de 2 milhões de baianos pararam busca por trabalho por causa da pandemia
IBGE aponta que a Bahia teve o segundo maior contingente de pessoas cuja busca por trabalho foi impactada pela Covid-19


O final de 2019 indicava um futuro promissor a Larissa Rodrigues,de 24 anos. Recém-formada em Administração, já atuava no ramo de vendas e foi efetivada na empresa, que lhe mandou para Natal - capital do Rio Grande do Norte. Em setembro daquele mesmo ano as coisas começaram a desandar: uma mudança na chefia e veio o desemprego. Ela até conseguiu um outro trabalho em Salvador, mas a startup não se mostrou muito confiável.

Só em 2020, foram mais de 40 processos seletivos. Aí veio a pandemia e piorou ainda mais as coisas. Morando com a mãe, que é do grupo de risco, não tinha como sair e buscar colocação. Larissa se juntou a outros 2,041 milhões de baianos que gostariam de trabalhar, mas não procuraram trabalho em maio por causa da pandemia ou por não haver vagas. O número foi divulgado na Pesquisa Nacional de por Amostra de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última quarta-feira (24).
Desta vez, a PNAD focou em fazer um levantamento sobre os impactos da covid-19 em território brasileiro. Na Bahia, um total de 2,893 milhões de pessoas tiveram dificuldades de acesso ao mercado de trabalho em decorrência da pandemia. O estado só ficou atrás de São Paulo - que é o mais populoso do país.

Larissa não é a única a passar pelo drama do desemprego em sua casa. Além da mãe, aposentada, a irmã foi demitida logo no início da pandemia e ainda não conseguiu ter o seu auxílio emergencial liberado. A irmã tem uma filha, ainda criança, de quem dá conta sozinha por conta do pai ausente.
"Sempre procurei ser organizada, dar orgulho, trabalhar para ajudar em casa e agora voltei a depender de minha mãe, que ganha uma aposentadoria de menos de R$2 mil. Isso não acontecia desde que eu era adolescente. E é complicado porque não tem perspectiva. No desespero, eu poderia trabalhar com qualquer coisa, mas é impossível. Seria arriscado eu sair na rua pra trabalhar porque minha mãe é grupo de risco e não temos plano de saúde", conta Larissa.
Larissa fez mais de 40 processos seletivos em 2020 e parou a busca por emprego por conta da pandemia (Foto: Acervo Pessoal)

Analista de dados do IBGE, Mariana Viveiros explica que o mercado de trabalho da Bahia tem dificuldades históricas e costuma sofrer bastante quando os chamados fatores externos acontecem e lhe impactam: crises econômicas globais ou uma pandemia, por exemplo.
"Em relação às pessoas que procuraram, continua com uma taxa alta. E o que surge de novo são as pessoas que nem procuraram por causa da pandemia. Isso faz sentido que porque as empresas e estabelecimentos estão fechados. Além disso há pessoas não querem se expor a procurar trabalho com tão pouca oferta", diz Mariana.

 

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Serviços

Professor de economia e finanças, Antonio Carvalho pontua que a Bahia tem a 4ª maior população do Brasil, atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Contudo, tem um processo de industrialização reduzido quando comparado a esses estados e isso faz com que a economia baiana seja majoritariamente de serviços.

A capital Salvador, por exemplo, vive em torno de turismo, hotelaria, academias, comércio varejista, bares e restaurantes. Setores que estão impedidos de abrir durante as medidas de isolamento social.
"A pandemia é um fator externo à economia, mas que lhe impacta diretamente. E não temos muito claro um horizonte de melhorias dessa situação sanitária. Esse vírus continua com seu processo de expansão mesmo que tomemos medidas de isolamento. A solução é uma vacina, que não temos ainda", diz o especialista.
A PNAD Covid-19 também apontou que na Bahia, em maio, 4 de cada 10 trabalhadores tiveram redução do rendimento efetivamente recebido. A renda ficou, em média 21,7%, menor que o habitual antes da pandemia. Antonio Carvalho pontua que isso força que as famílias sejam forçadas a priorizar os seus gastos e isso também afeta setores como de indústrias automobilísticas - presentes na Bahia.

"Ninguém vai comprar carro novo agora porque todo o mundo prioriza bens essenciais. A indústria também depende muito do comportamento do mercado internacional, que foi afetado pela pandemia já que ela tem uma escala globalizada", explica.
No Brasil como um todo, em maio, havia 10,129 milhões de desocupados, e outras 26,294 milhões de pessoas não estavam trabalhando, queriam trabalhar, mas não procuraram emprego em razão da pandemia ou por não haver vagas. No total 36,423 milhões de pessoas foram de alguma forma impactadas na sua busca por trabalho.
Retomada econômica
Superintendente de Desenvolvimento do Trabalho no Estado da Bahia, Mário Gavião afirma que o Estado começou a elaborar um plano de retomada da economia e que isso acontecerá de forma gradual e de formas múltiplas.
No entanto, ele pondera que não dá para fazer um modelo ofensivo de geração de empregos durante a pandemia. Isso demanda, entre outras coisas, investimento em obras públicas, um grande planejamento de gestão de recursos humanos - coisas que não são possíveis de acontecer em um contexto em que o distanciamento social é o recomendado para salvar vidas.
Gavião aponta que, nos últimos três meses, o que o Estado procurou fazer foi atuar com benefícios que possam garantir a sobrevivência dos trabalhadores em suas casas. Por exemplo, o direcionamento dos trabalhos no SineBahia para atender as pessoas que abrem o processo de solicitação do seguro desemprego.
Essa solicitação aumentou em 97% quando se compara os períodos de maio de 2019 e o mesmo mês deste ano. E a expectativa é de que esse número continue alto nas próximas semanas.
Ainda de acordo com o superintendente, a Secretaria do Trabalho, Renda e Esporte (Setre) montou cursos de qualificação à distância para 600 trabalhadoras e trabalhadores domésticos sem carteira assinada.
"Na plataforma chamada Contrate Bahia, a pessoa vai receber na qualificação profissional, noção na área de saúde e segurança de trabalho para aprender a ofertar o seu trabalho com segurança para ela e para o contratante. Junto a isso, ela recebe uma bolsa com valor que cubra a aquisição de um botijão de gás, uma cesta básica e um pacote de dados para que ele possa acessar a internet e fazer os cursos", conta.
Por fim, há programas mais amplos pensados para o momento de retomada da economia - algo que ainda está longe dos horizontes oficiais. Um exemplo dado é um programa semelhante ao Contrate Bahia, mas direcionados a jovens egressos do ensino público, uma fatia social que costuma enfrentar dificuldades na hora de se colocar no mercado de trabalho.


 

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O rombo do forró

Um levantamento feito pela Folha de São Paulo diz que o cancelamento das festas de São João deu um tombo de R$ 1 bilhão no Nordeste. Só a Bahia, R$ 550 milhões.

 

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Secretário afasta reabertura imediata do comércio em Salvador

O secretário municipal de Saúde de Salvador, Leo Prates (PDT), afastou nesta quinta-feira (25) a possibilidade de Salvador trabalhar na reabertura imediata do comércio restrito em decorrência da pandemia de coronavírus. O secretário negou que a capital baiana possa adotar neste momento a estratégia de abertura e fechamentos sucessivos de academias, shoppings e salões de beleza de acordo com a evolução e involução de casos da Covid-19 na cidade.

“O nosso problema é que as pessoas não estão vendo corpos pela rua e enterros coletivos. Mas estamos com mais de mil soteropolitanos mortos pelo coronavírus. Só vamos pensar em flexibilização, quando a taxa de ocupação de leitos de UTI ficar abaixo de 70%. Hoje estamos com cerca de 86% ocupados”, falou Leo em entrevista ao Isso é Bahia, de A Tarde FM e Bahia Notícias, desta quinta (25).



O secretário também reagiu à manifestação de donos de salões de beleza que ocorreu nesta semana em Salvador, na região do Iguatemi. “Não existe economia e emprego se não existirem pessoas saudávei. Discordo dessa dicotomia entre economia e saúde. Não existe economia se a população estiver doente”, falou.

 

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Ponte

Ontem, na coletiva de imprensa que lançou a candidatura de Olívia Santana e Niltinho à prefeitura de Salvador, o vice-governador João Leão (PP) reafirmou que a ponte Salvador-Itaparica começará a ser construída ainda no mandato de Rui Costa (PT). Pelo visto, mesmo com a crise provocada pelo coronavírus, as expectativas continuam as melhores.

 

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Discussion Starter #10,767
FÓRUM MAPEIA LINHAS DE CRÉDITO PARA MICRO E PEQUENAS EMPRESAS DO NORDESTE
Foto: Ascom/SDE

Vinte e cinco linhas de crédito de instituições financeiras públicas estão disponíveis para auxiliar microempreendedores dos nove estados do Nordeste neste período de pandemia do Covid-19. O mapeamento foi feito pelo Fórum Regional Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno porte do Estado da Bahia (FRPMPE-BA), presidido pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), e pelo Fórum Nacional Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (FPMPE). Na Bahia, os créditos financeiros são ofertados pela Desenbahia.
“Nosso objetivo é divulgar as novas linhas de crédito para auxiliar os pequenos negócios, facilitar que eles encontrem, de forma ‘mastigada’ onde e como podem acessar essa ajuda para manter seus empreendimentos ativos. É mais uma esperança em meio a crise que estamos vivendo”, destaca o vice-governador João Leão, titular da SDE e presidente do Fórum baiano.
A ação foi realizada através do monitoramento e compilação das principais linhas de crédito de abrangência nacional, além das principais linhas de crédito específicas para a região Nordeste. A SDE informa que atualizará semanalmente esse mapeamento, pois as linhas de benefício financeiro são rotativas.
“Nós sabemos que neste momento de pandemia do coronavírus, a divulgação das várias linhas de crédito nos vários bancos e agências de desenvolvimento, com os comparativos de melhores taxas, prazos e carências, bem como vindo a informação de fonte confiável, é de extrema importância”, destaca Edivan Miranda, presidente do FPMPE.
Conheça aqui o mapeamento completo: _http://www.sde.ba.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/Linhas-de-Crédito-Região-Nordeste_19_06_2020.pdf
Na Bahia, as linhas de crédito disponíveis para pequenos negócios são disponibilizadas pela Agência de Fomento do Estado da Bahia (Desenbahia). “Para capital de giro, as condições oferecidas pela Desenbahia são diferenciadas para apoiar o setor produtivo. Nosso atendimento ao empresariado foi ampliado e temos focado na simplificação e redução de documentos para agilizar o acesso ao crédito”, explica o presidente da Desenbahia, Francisco Miranda.
Linhas de crédito de Capital de Giro
A linha de crédito FUNGETUR, voltado para o segmento do Turismo, irá beneficiar as empresas com sede na Bahia inscritas no CADASTUR e com faturamento fiscal até R$ 4,8 milhões. Antes da pandemia, poderia ser financiado em 48 meses, com carência de 6 meses. Durante a pandemia o período de financiamento subiu para 60 meses e a carência passou para 12 meses. A taxa de juros atual é de 0,57% ao mês. Para os demais setores, há o crédito BNDES MPME, com taxa de juros a partir de 0,61% ao mês, com prazo total de 60 meses e carência que pode chegar a 24 meses.
Para ter acesso ao financiamento da Agência de Fomento, os empreendedores e empresários podem agendar atendimento pelo 0800 285 1626 / 71 3103-1001 ou entrar em contato com os Gerentes pelo e-mail [email protected] . Mais informações em www.desenbahia.ba.gov.br


 

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Discussion Starter #10,768
"A preocupação é com os empregos", diz Sindipetro sobre ofertas feitas pela Landulpho Alves

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25 de Junho de 2020 às 15:02 Por: Divulgação Por: Samuel Barbosa 0comentários

Ocoordenador geral do Sindipetro Bahia, Jairo Batista, conversou com o BNews sobre as propostas vinculantes que a Petrobras começou a receber nesta quinta-feira (25) pela Refinaria Landulpho Alves (Rlam). A estatal é a segunda maior do Brasil e está localizada em São Francisco do Conde, na Região Metropolitana de Salvador (RMS).
"A Petrobras colocou oito refinarias a venda. No ano passado a gente já teve algumas vistas de árabes, chineses e franceses. Eles visitaram a refinaria para conhecer a unidade que eles possam adquirir. Esse anúncio que foi feito essa semana já é uma parte mais avançada do processo de privatização, a fase vinculante é quando as empresas vão apresentar propostas", explicou.
O objetivo do governo federal é vender metade da capacidade de refino, começando pela Landulpho Alves. Segundo Batista, a principal preocupação é com a manutenção dos empregos. Atualmente a refinaria tem cerca de 1.200 funcionários concursados.
"A preocupação dos trabalhadores é o emprego, não só da manutenção do emprego, mas também da qualidade do emprego. A Petrobras hoje importa uma quantidade razoável de derivados de petróleo, nesse momento da pandemia a demanda diminuiu, mas a gente sabe que é sazonal. Há uma necessidade de importar derivados quando nós poderíamos produzir esses derivados aqui. No último estudo que foi feito da parte técnica indicava que o Brasil precisava de mais quatro refinarias para atender a demanda interna".
A categoria teme que após a privatização, a Landulpho Alves fique subutilizada. "Nós temos o temor que a refinaria se transforme somente num imenso tanque de combustíveis, que as empresas vão utilizar somente quando for viável utilizar essa nossa produção. Quando o mercado internacional estiver mais favorável eles vão importar essa gasolina, esse diesel, o próprio GLP das empresas estrangeiras. O emprego vai ficar muito volátil porque eu só vou ter empregado quando for necessário ao meu lucro e ao ponto de vista da exploração", disse.

 

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Discussion Starter #10,769
GOVERNO ASSINA ACORDO PARA GESTÃO DE RECURSOS SOCIOAMBIENTAIS DO PORTO SUL
GOVERNO ASSINA ACORDO PARA GESTÃO DE RECURSOS SOCIOAMBIENTAIS DO PORTO SUL

Com a finalidade de assegurar o desenvolvimento sustentável, a integridade das funções ecológicas e os serviços ecossistêmicos da região Sul, foi assinado, na quarta-feira (24), o termo de acordo para gestão dos R$ 45 milhões oriundos do Termo de Compromisso Socioambiental (TCSA) do empreendimento Porto Sul.
Após o recebimento e julgamento das propostas do chamamento público, o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), associação civil sem fins lucrativos, foi a entidade selecionada para gestão financeira e operacional dos recursos. O termo de acordo tem prazo de vigência de seis anos, podendo ser prorrogado.
Determinando medidas para prevenir danos ambientais e mitigar impactos na região do Porto Sul, o TCSA foi firmado pelo Governo da Bahia, por intermédio da Casa Civil e da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), Ministério Público do Estado da Bahia, Ministério Público Federal, Procuradoria Geral do Estado (PGE) e Bahia Mineração S/A (Bamin) – responsável pelo aporte dos recursos.
“A entidade selecionada será responsável pelo cumprimento das obrigações e execução das ações constantes do TCSA. Entre estas ações, destaco a aquisição de Unidades de Monitoramento Remoto (UMR’s) para Coleta de Dados da Qualidade da Água; monitoramento da cobertura vegetal; aquisição e doação de bens para estruturação da fiscalização ambiental federal, estadual e municipal; revisão e implementação de Planos de Manejo de Áreas de Preservação no Sul do Estado, a exemplo de Itacaré e Serra Grande. A equipe técnica do Estado se debruçou atentamente para elaboração de um edital que efetivamente contemplasse as necessidades de preservação e desenvolvimento socioambiental do Sul do estado”, afirmou o secretário do Meio Ambiente, João Carlos Oliveira.
O Comitê Técnico de Execução do TCSA, formado por servidores da Sema e do Inema, fará o acompanhamento, monitoramento, fiscalização, avaliação e prestação de contas ao Ministério Público acerca da execução dos compromissos assumidos. O Comitê também acompanhará a seleção e contratação de terceiros pela instituição selecionada, bem como a execução dos serviços e ações realizadas pelos terceiros contratados. É ainda responsabilidade do Comitê, elaborar relatórios semestrais informando o cumprimento das obrigações do TCSA, que deverão ser publicados no website da Sema.

Porto Sul

O Porto Sul tem investimento total previsto de R$ 2,5 bilhões e será construído na localidade de Aritaguá, no litoral norte de Ilhéus. Pelo porto será escoado, principalmente, o minério de ferro extraído pela Bahia Mineração no município de Caetité. A estrutura contará com um terminal, com capacidade de armazenamento e transporte de até 41,5 milhões de toneladas de minério de ferro/ano.
O minério sairá de Caetité e chegará ao porto, em Ilhéus, a partir da Ferrovia Oeste-Leste (Fiol), que terá capacidade para transportar 60 milhões de toneladas por ano. Com projeção para plena operação a partir de 2024, o corredor logístico irá escoar e distribuir minérios e grãos produzidos no estado, podendo gerar aumento de 1,93% no PIB da Bahia.

Funbio

O Fundo Brasileiro para a Biodiversidade é um mecanismo financeiro nacional privado, sem fins lucrativos, que trabalha em parceria com os setores governamental e privado e a sociedade civil para que recursos estratégicos e financeiros sejam destinados a iniciativas efetivas de conservação da biodiversidade.
Desde 1996, o Funbio já apoiou 291 projetos que beneficiaram 248 instituições em todo o país. Entre as principais atividades realizadas estão à gestão financeira de projetos, o desenho de mecanismos financeiros e estudos de novas fontes de recursos para a conservação, além de compras e contratações de bens e serviços.


 

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Confiança da Indústria cresce em junho, mas Bahia ainda não apresenta boas expectativas
João Paulo Almeida

Segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Índice de Confiança da Indústria, teve alta de 15,2 pontos, na comparação com maio deste ano. O indicador atingiu 76,6 pontos e se a prévia se confirmar no resultado consolidado, esse será o maior crescimento registrado desde o início da série histórica.
Na Bahia o cenário apresentado ainda não é dos melhores. Segundo a pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) divulgada pelo IBGE, das 11 atividades da indústria de transformação investigadas separadamente, apenas 3 tiveram resultados positivos: fabricação de celulose, papel e produtos de papel (5,6%), fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (4,2%) e a indústria alimentícia (1,8%).
Por outro lado, dentre as 8 atividades industriais com queda na produção no estado, o principal impacto negativo veio da indústria automobilística. A fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias caiu expressivos 97,2% frente a abril de 2019. Foi o maior recuo no mês e a maior contribuição para o resultado negativo em geral.
Para Paulo Castelo Branco, economista e presidente executivo da Abimei (Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos), o dado divulgado reflete uma importante melhora no setor. “Embora ainda estejamos enfrentando os impactos causados pela crise do novo coronavírus, observamos em junho um maior otimismo do segmento”, comenta.
No levantamento realizado pela FGV, o Índice de Expectativas, que avalia o sentimento do setor para o futuro, apresentou crescimento de 20,6 pontos, para 75,5 pontos, sinalizando uma percepção mais positiva para a indústria, além de uma recuperação em dois meses de mais da metade da queda observada em abril. Já o Índice de Situação Atual subiu 9,2 pontos na prévia de junho, para 77,8 pontos.

 

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Entre os maiores

O Senai, que na Bahia tem como joia da coroa o Cimatec, está entre os maiores doadores do Brasil no combate à Covid. Aparece em oitavo lugar na lista da revista Forbes, com as 100 maiores empresas doadoras do país. Essa rede já disponibilizou mais de R$ 5,4 bilhões na luta contra a Covid-19.

 

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PAPITO
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BAHIA MANTEM A MAIOR PARTICIPAÇÃO NA RECEITA GERADA PELO COMÉRCIO NO NORDESTE
BAHIA MANTEM A MAIOR PARTICIPAÇÃO NA RECEITA GERADA PELO COMÉRCIO NO NORDESTE

A Bahia continuou como o estado com maior representatividade no setor comercial nordestino, em 2018, respondendo por cerca de 30% tanto das unidades locais, quanto da população ocupada e da receita bruta de revenda da região, segundo a Pesquisa Anual de Comércio (PAC) 2018, divulgada hoje (26) pelo IBGE.
Em relação a 2009, o estado aumentou sua participação no total de estabelecimentos comerciais do Nordeste, de 26,9% para 28,9% em 2018, mas apresentou ligeira queda na fatia dos trabalhadores do setor (28,0% em 2009 e 26,6% em 2018). Já a participação na receita bruta de revenda se manteve rigorosamente igual nos dois anos: 29,3% tanto em 2009 quanto em 2018.
Em termos nominais, a receita bruta de revenda do comércio baiano mais que dobrou nesse período. Em valores correntes de cada ano (não corrigidos), ela passou de R$ 75,6 bilhões para R$180,4 bilhões entre 2009 e 2018 (+138,8%). Foi o quarto maior crescimento percentual entre os estados nordestinos.
Pernambuco foi quem mais ganhou participação na receita bruta de revenda do comércio do Nordeste, de 18,5% em 2009 para 19,4% em 2018. Em seguida vieram Maranhão (de 9,1% para 9,6%) e Paraíba (de 6,8% para 7,2%). Enquanto isso, apresentaram as maiores quedas no período: Rio Grande do Norte (de 7,0% para 6,3%), Ceará (de 15,5% para 15,0%) e Piauí (de 5,5% para 5,2%).

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BAHIA MANTEM A MAIOR PARTICIPAÇÃO NA RECEITA GERADA PELO COMÉRCIO NO NORDESTE
A Bahia continuou como o estado com maior representatividade no setor comercial nordestino, em 2018, respondendo por cerca de 30% tanto das unidades locais, quanto da população ocupada e da receita bruta de revenda da região, segundo a Pesquisa Anual de Comércio (PAC) 2018, divulgada hoje (26) p
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Consulta pública dá sinal verde para agroindústrias de pequeno porte na Bahia
R$ 88 milhões já foram investidos nos últimos 13 anos



Foto: Reprodução/Agência Senado

Foto: Reprodução/Agência Senado

Após a consulta pública disponibilizada pela Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), as empresas de pequeno porte da agroindústria encontraram viabilidade na Bahia. Um passo importante para atender à expectativa de produtores, especialmente nos municípios com baixo orçamento.
Nos últimos 13 anos, R$ 88 milhões já foram investidos no setor. “É mais dignidade, inclusão social, crescimento e receita para quase 32 mil famílias que serão beneficiadas através das 158 agroindústrias que sairão imediatamente da clandestinidade. E isso é só o começo, porque a garantia de renda e trabalho mantém as pessoas no campo e mais empresas irão surgir”, explica o diretor-geral da Adab, Maurício Bacelar.
Com isso, sete cadeias produtivas deverão ser impactadas. Os matadouros para animais de grande porte (bovinos, bubalinos e equídeos), e de médio porte (suínos, caprinos e ovinos), abate de aves, produtos cárneos (embutidos), pescados, leite e derivados, ovos e derivados, abelhas e derivados.
Com a formalização da consulta pública, os pequenos produtores poderão ter acesso aos mercados tradicionais, institucionais e solidários, elevando a qualidade dos produtos de origem animal, fortalecendo também as cooperativas.
“É uma forma de simplificar e facilitar com transparência o acesso dos pequenos agroindustriais aos requisitos sanitários para o funcionamento de estabelecimentos e todos os outros detalhes para melhorar a economia com produtos inócuos e garantidos pela inspeção”, enfatiza Maurício Bacelar.

 

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Discussion Starter #10,774
Instituto Brasileiro de Mineração pede que TCU libere licitação da Fiol
A estrada de ferro pretende acelerar o desenvolvimento dos municípios Ilhéus e Caetité


Canteiro de obras da  Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Foto:  Elói Corrêa/GOVBA)

Canteiro de obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Foto: Elói Corrêa/GOVBA)

O Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) solicitou apoio do Tribunal de Contas da União (TCU) na análise do processo referente à Ferrovia Oeste-Leste (Fiol). O pedido foi encaminhado no dia 24 de junho, ao ministro Aroldo Cedraz, relator do processo que é pré-requisito para a conclusão das obras do trecho 1, entre Ilhéus e Caetité.
Além do Ibram, o ministro Cedraz já recebeu ofícios do vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico, João Leão, dos presidentes das federações baianas das Indústrias (Ricardo Alban), Agricultura (Humberto Miranda) e Comércio (Carlos Andrade).
De acordo com a Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), a ferrovia será fundamental para o desenvolvimento da Bahia. A estrada de ferro pretende acelerar o desenvolvimento dos municípios ao longo dos seus mais de 1000 km, o panorama atual das obras e a expectativa de setores como mineração e agronegócio.
“A Fiol é uma obra que vai fazer com o interior da Bahia aquilo que o Polo Petroquímico fez com a Região Metropolitana de Salvador. Esta é uma obra que precisa ser compreendida de maneira mais ampla, é um projeto estruturante. Não é uma chuva no sertão, é um rio perene que vai continuar passando”, afirmou o presidente da companhia, Antonio Carlos Tramm.


 

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Fundo soberano dos Emirados Árabes faz oferta pela refinaria Landulpho Alves
Fundo soberano dos Emirados Árabes faz oferta pela refinaria Landulpho Alves

Foto: Divulgação
A Mubadala Investment, fundo soberano dos Emirados Árabes, fez na última quinta-feira (25) uma oferta pela refinaria Landulpho Alves, localizada em São Francisco do Conde, no interior da Bahia, e que pertence à Petrobras.

A refinaria é a segunda maior do Brasil e é a primeira de oito unidades que a estatal pretende vender para reduzir sua dívida e abrir um dos maiores mercados de combustíveis do mundo para investidores privados.

Ainda não há informações se a chinesa Sinopec e o conglomerado indiano Essar Group também emitiram ofertas.

 

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Na contramão do mundo, Candeias gera 1.440 empregos durante pandemia
Fábrica
de chapas de acrílico será reativada e a expectativa é que movimente aproximadamente R$ 10 milhões

Redação

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Enquanto no mundo inteiro as cidades têm registrado aumento do número de desempregados, Candeias está indo na direção contrária e já gerou 1.440 empregos durante a pandemia causada pelo novo coronavírus. Um dos grandes fatores responsáveis por isso é a reabertura de uma fábrica de chapas de acrílico.
A Unigel havia sido fechada em 2015, devido a concorrência com a China. “Havia uma série de desvantagens mercadológicas, além da baixa demanda, que não permitiu a manutenção da nossa fábrica à época, disse o diretor comercial da empresa, Wendel da Souza, em entrevista à revista Veja.
No entanto, com a pandemia uma uma demanda inesperada pelo produto passou a surgir. De acordo com o diretor, a empresa já possui vendas até agosto e a expectativa é que a demanda permaneça extremamente alta até dezembro.
A fábrica baiana produz chapas acrílicas que são usadas nas incubadoras de pacientes em hospitais, divisórias para empresas, bloqueios acrílicos em caixas de lojas, entre outros produtos semelhantes.

 

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Marco do saneamento anima industriais

Chamado de marco legal do saneamento, o novo ordenamento aprovado pelo Senado Federal para o tratamento das águas e rede de esgoto no Brasil está distante de ser ponto pacífico, apesar dos esforços de grupos interessados em atrair investimentos ao setor.

Uma das instituições entusiasmadas com a mudança é a Confederação Nacional da Indústria (CNI), ao considerar de extrema importância a decisão dos senadores, pois permitiria a modernização do saneamento.

Nota distribuída ontem pela CNI diz ser “imprescindível” ao Brasil caminhar na direção de “universalizar os serviços de saneamento”, considerando a relevância para a saúde do cidadão.

Entre as ações positivas impostas pelo Projeto de Lei 4.162/2019 está a necessidade de realização de licitações pois a falta de concorrência, segundo os industriais, atingia diretamente a incapacidade de gestão do setor.

- Além disso, o atual contexto fiscal reforça a necessidade do aumento da participação privada, que hoje é responsável pelo atendimento de apenas 9% da população”, afirma o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

Abertura - A abertura de espaço para a iniciativa privada atuar na exploração do setor, segundo Andrade, deverá atrair grandes investimentos e a geração de, pelo menos, um milhão de empregos em cinco anos.

Atualmente, cerca de 100 milhões de brasileiros não são atendidos por coleta de esgoto, sendo que 30 milhões sequer contam com abastecimento de água em casa. Os investimentos em saneamento básico no Brasil não passam de R$ 12 bilhões anuais.

 

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Empreendimentos da agricultura familiar baiana ofertam delivery
O catálogo Delivery da Agricultura Familiar está disponível no site: www.sdr.ba.gov.br





Empreendimentos da agricultura familiar baiana ofertam delivery
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Consumidores baianos, de municípios como Salvador, Itabuna, Ilhéus, Irecê, Monte Santo, Juazeiro e Ribeira do Pombal, entre outros, contam com o catálogo Delivery da Agricultura Familiar, atualizado, com os produtos da agricultura familiar disponíveis para o serviço de entrega e o nome das organizações produtivas e seus contatos. São dezenas de produtos de qualidade reconhecida, que chegam à mesa das famílias vindos diretamente de quem produz.

O catálogo Delivery da Agricultura Familiar, iniciativa da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) está disponível no site: www.sdr.ba.gov.br, e é uma das inúmeras ações voltadas para o apoio a esses empreendimentos, especialmente neste período de pandemia do novo coronavírus, quando os empreendimentos da agricultura familiar estão se adaptando às novas tendências do mercado que incluem também o consumo de alimentos.

Azeite de licuri, cafés especiais, castanhas de caju selecionadas, derivados de milho não transgênico, geleias e doces de sabores típicos do Semiárido, cervejas de licuri, umbu e maracujá da Caatinga, cortes especiais de cordeiro, carnes de caprinos e ovinos, morangos, chocolates especiais e sem lactose, além de produtos in natura, produzidos de forma orgânica ou agroecológica, são os produtos já inseridos nesse novo formato de comercialização.

O Governo do Estado, por meio da SDR, vem realizando ações voltadas para o apoio às organizações produtivas da agricultura familiar baiana e o incentivo à produção de alimentos saudáveis. Dentre elas, o edital emergencial do Bahia Produtiva, projeto da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), cofinanciado pelo Governo do Estado e o Banco Mundial.

O edital 15, como também é conhecido, busca a Segurança Alimentar e Nutricional e tem o objetivo de apoiar 10 mil famílias de agricultores familiares. São R$15 milhões destinados à produção de alimentos como hortaliças, frutas, raízes, tubérculos e plantas alimentícias não convencionais (PANC). A meta é financiar 300 propostas, cada uma no valor de até R$ 50 mil. O prazo para as inscrições no edital foi prorrogado para o dia 30 de junho.


Bahia Notícias
 

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Polo Industrial de Camaçari: essencial há 42 anos
Complexo responde por 22% do total de riquezas da indústria baiana


Polo de Camaçari é maior complexo industrial da América do Sul (Foto: Vaner Casais/Ag. Bapress)

O Polo Industrial de Camaçari é responsável por R$ 1 em cada R$ 5 em riquezas produzidas pela indústria baiana. De lá saem quase 30% de tudo o que a Bahia exporta e aproximadamente 10% da arrecadação estadual. Mas além do papel econômico que vem desempenhando há 42 anos, o maior complexo industrial da América Latina vem cumprindo uma missão imprescindível no combate ao avanço da pandemia do novo coronavírus.

Se nas últimas quatro décadas a capacidade instalada capaz de produzir 12 milhões de toneladas/ano de produtos químicos e petroquímicos funcionou como motor para impulsionar a economia baiana, mesmo em médio à retração causada pelo isolamento o centro industrial continua a exercer o seu papel. De lá saem produtos fundamentais para produção de medicamentos, materiais de higiene, embalagens para medicamentos, entre outros produtos, no momento em que o fechamento de fronteiras escancarou a importância de uma indústria nacional forte.
Mauro Pereira, superintendente do Comitê de Fomento Industrial de Camaçari, destaca o papel indutor de desenvolvimento que o Polo de Camaçari exerce há 42 anos, através da sua geração de empregos e de riquezas. Além disso, ele ressalta o papel da área industrial como indutora de desenvolvimento e lembra que houve um significativo processo de diversificação no outrora polo petroquímico e agora reconhecido como polo industrial.
“Algumas empresas saíram ao longo dos anos, mas outras chegaram. Se olhar o Polo de Camaçari como um todo, ele cresceu. É um processo que não se repete quando se compara a situação com outras áreas industrias. Não estou falando da Bahia, mas de um processo que se verifica no Brasil”, destaca. Ele lembra que o Polo de Camaçari se manteve pujante, mesmo diante de um cenário desfavorável para o conjunto da indústria brasileira. Para Mauro Pereira, o momento atual é bastante propício para discutir a importância do setor para o país.

“Neste momento, em que o mundo inteiro busca toda a parte de fármacos, remédios de modo geral, nos deparamos com um grau muito elevado de dependência externa. Até os princípios ativos, em muitos casos vem de fora”, lembra. “Não dá para aceitar um grau de dependência tão grande”, diz. Ele lembra que a crise do coronavírus tem feio inclusive que nações evitem determinadas rotas.
Mauro Pereira destaca o potencial que o polo tem para fabricar na Bahia uma série de produtos que hoje são importados. Em Camaçari são produzidas matérias-primas e produtos para as indústrias farmacêuticas, de higiene e limpeza, embalagens e equipamentos de proteção. Mas lembra que a contribuição poderia ser ainda maior. “Existem oportunidades que estão adormecidas que precisam ser olhadas, é preciso parar de enviar apenas matérias-primas para o exterior e receber produtos industrializados, porque a maior parte da geração de riqueza fica lá fora”, destaca o superintendente do Cofic.
“E no momento atual, ainda existe o sentido de urgência. Os EPIs (equipamentos de proteção individuais) para os profissionais de saúde estão sendo demandados em São Paulo, no Norte do Brasil e estão vindo da China. Vão demorar muitos dias ainda para chegar. Poderiam estar sendo produzidos na Bahia”, destaca o superintendente do Cofic.

 

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Diferenciais competitivos

O superintendente do Cofic destaca que o Polo de Camaçari continua a ser importante para a atração de investimentos para o estado. Entre os atrativos, ele destaca o sistema ambiental integrado, gerido pela Cetrel. “Se uma empresa se instala em um outro complexo industrial, ela precisa se preocupar com a montagem de uma estrutura própria para a gestão de seus resíduos, enquanto o Polo oferece isso como um diferencial e um grande atrativo para a indústria que se instala em Camaçari”, diz.

Além disso, um outro destaque está na integração das cadeias de produção. Camaçari tem o maior complexo petroquímico industrial integrado da América do Sul. O processo que se inicia com o refino do petróleo, na Refinaria Landulpho Alves, em São Francisco do Conde. No Polo, estão disponíveis matérias-primas de primeira e segunda geração petroquímicas, o que garante facilidades para atividades industriais que dependem desses insumos. “Você tem numa distância muito curta todo o processo petroquímico, saindo da refinaria, sendo transformado no polo e indo até o seu escoamento pelo Porto de Aratu”, diz Pereira.

O superintendente do Cofic acredita que o aproveitamento do potencial que o Polo de Camaçari ainda tem para crescer depende do investimento nas melhorias das condições de infraestrutura.

 
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