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Dianta do momento em que a cena cultural de Belém vive, principalmente agora, chamando atenção da mídia nacional, resolvi abrir esse thread, semelhantes a de outras cidades como Rio e BH.



A cena e os artistas que fazem de Belém o polo cultural mais interessante do Brasil hoje.



BELÉM — Na imponente construção neoclássica de 134 anos, inspirada no Teatro Scala de Milão, cadeiras tropicais de madeira e palha trançada. No palco, garotos fazem som eletrônico da periferia com roupas que simulam futuristas pinturas indígenas que brilham no escuro. A senhora de anos canta versos que louvam, com divertida conotação sexual, o “tremor” causado na boca (e no corpo todo) pelo jambu — verdura típica da culinária local que causa dormência na língua. Os músicos da orquestra de violoncelistas dançam com seus instrumentos como se estivessem num misto de arrasta-pé e baile de tecnobrega. Guitarras cultivadas por décadas em bordéis fuleiros dialogam com a vanguarda da juventude classe média. Duas musas iluminam o olhar lançado dali sobre o mundo exterior: “Ela é americana/ Da América do Sul” e “Essa ‘lorinha’ americana/ Está querendo me esculachar/ Dizendo que eu sou neguinho/ E na América eu não posso entrar”. No fim, a diva pop pós-moderna comanda o carimbó.


Realizada entre 31 de julho e 4 de agosto no Teatro da Paz, em Belém, a terceira edição do Terruá Pará — espetáculo de quase três horas unindo artistas do estado, entre 20 e 90 anos, de diferentes gêneros — sintetiza um tanto da teia de informações que gera a força da produção cultural paraense hoje. Uma produção cultural que não se limita à música, sua vitrine mais evidente, mostra também nas artes visuais, na moda, no teatro, na literatura e no audiovisual que pode aceitar facilmente definições-clichês como “exuberância amazônica” e “diversidade de floresta tropical”. Justificando, enfim, os olhares atraídos pelo estado recentemente como o polo cultural mais interessante do país.


O terruá (termo criado pelo evento a partir do francês terroir, que indica identidade local) paraense não nasce do acaso. Ele é fruto de uma conjunção de fatores que vão desde a formação histórica da cidade até iniciativas (de Estado ou de “guerrilha”) feitas ao longo da última década que, por um lado, permitiram que surgisse uma geração de público e artistas especialmente criativa e, por outro, deram visibilidade ao que já vinha sendo feito há muito tempo. Avaliando o que acontece na música, Ney Messias, secretário de Comunicação do estado e idealizador do Terruá Pará, defende que na base de tudo está um resgate de um “sotaque perdido”:
O projeto “Mestres da guitarrada”, que Pio Lobato criou em 2003, é o marco zero. Ninguém falava em guitarrada então, era como se não existisse. Mas, a partir dali, as pessoas do Pará voltaram os olhos novamente para essa bagagem, antes desprezada, e viram que havia valor ali. Não só na guitarrada, mas no carimbó e em outros gêneros locais. O que o Terruá Pará faz quando aparece em 2006 (uma segunda edição foi realizada em 2011) é sistematizar esse movimento, dar um sentido a ele.

Sotaque perdido’

Festivais de rock como o Se Rasgum a cada edição se abriam mais para o tal “sotaque perdido”, dando espaço para artistas locais tradicionais, o som da periferia do tecnobrega e a nova geração que aparecia misturando esses elementos. O público acompanhava a transformação.

Lembro que meus amigos riam do Pinduca, e hoje no Se Rasgum tem roda de pogo para suas músicas — diz o cineasta Vladimir Cunha, diretor do documentário “Brega S/A”. — Essa geração que surge agora já cresceu com essa abertura. E é mais esperta com relação à produção, cresceram vendo o Se Rasgum, viajam, têm referências para saber como fazer as coisas. O resultado é algo como o ********* Festival, produzido por moleques de 20 anos, que vai ter bandas indianas, mexicanas e o bregueiro Cacique Cara de Pau juntos. Totalmente diferente da Belém onde eu cresci, onde as pessoas brigavam por música. Metaleiros com punks, essas coisas.

A efervescência da música paraense e a atenção que ela tem recebido acabam dando frutos para outros terrenos, como as artes visuais. E oferecem oportunidades para que a obra de artistas como Berna Reale, Keyla Sobral (atualmente com a exposição “Meu livro de memórias” no Rio, na Galeria do Ateliê) e Roberta Carvalho rompam os limites do estado.

-Ser de Belém, que outrora gerava um preconceito, hoje é quase pré-requisito para você conseguir mostrar sua arte — brinca Roberta, que desenvolve um trabalho de mapping, projetando imagens em árvores, quase sempre de temas amazônicos. — Nas primeiras vezes em que estive em São Paulo, as pessoas se surpreendiam: “Olha, ela é do Norte e está trabalhando com tecnologia.” Temos uma tradição forte de artes visuais, sobretudo a fotografia paraense, uma escola muito valorizada no mundo.

Editora e fundadora da revista eletrônica de arte e cultura contemporânea “Não-lugar”, Keyla lança uma provocação:

— Há grupos como o Qualquer Coletivo, gente como Orlando Maneschy, uma grande diversidade. Podíamos ter um Terruá Pará de artes visuais.

Berna mira nas artes plásticas, mas vai além quando aponta para a questão-chave para se pensar cultura no Pará: a dependência das políticas públicas e das empresas (como a Vivo, que no projeto Conexão Vivo apoia festivais, shows e gravação de CDs):

— Infelizmente uma cidade como Belém não tem mercado para sustentar a arte — diz.

Mesmo a falta de recursos revela soluções que mostram a força da cultura paraense. O Teatro Cuíra é um exemplo claro: criado em 2006 para ser a casa do grupo homônimo (há 30 anos em atividade), o espaço, que fica numa região de prostituição da cidade, era um casarão centenário com as paredes internas derrubadas para virar estacionamento. A configuração acabou favorecendo o grupo, que montou sua sala, com cadeiras compradas de um cinema fechado e arquibancadas e aparelhos de ar-condicionado doados. Assim, surgiu um palco a mais na cidade para outras companhias e músicos, prêmios e patrocínios para projetos específicos — peças do grupo que quase sempre trazem prostitutas da região no elenco.

Quando chegamos, a primeira pessoa a meter a cabeça aqui dentro e perguntar “o que vocês vão fazer aí?” foi uma prostituta. Vimos que tínhamos que trazer as pessoas daqui para dentro do grupo. É uma forma de interagir com a cidade, e teatro se faz assim — defende o dramaturgo e diretor Edyr Augusto Proença, insatisfeito com os rumos da política cultural de Belém.

— O Terruá Pará reúne artistas ótimos, mas a realidade da cultura paraense é essa aqui (olha em volta, mostrando as instalações simples do teatro), não é a do festival.

Escritor com vários romances publicados, Proença vê surgir na literatura uma exploração original dos cenários de Belém, longe da folclorização amazônica e mais interessada na complexidade do cenário urbano de uma cidade encravada na floresta:

— Exploro essa linguagem policial, cinematográfica, sempre em histórias passadas em Belém. Jovens escritores como Marcelo Damaso (produtor do Se Rasgum, ele tem o romance “Iracundo” pronto, à procura de editora) e Cacho Ishak conversam comigo nesse sentido, falam a mesma língua.

Desejo de se ‘amostrar’

Ishak vê as mesmas afinidades. A vista panorâmica da varanda de seu apartamento parece reafirmar seu pensamento: prédios altíssimos acusam a especulação imobiliária de um lado, enquanto a periferia pobre se espalha rasteira do outro. Alguns artistas ressaltam a curiosidade e o desejo de se “amostrar” do “cabôco” (uma espécie de caboclo com a especifidade de Belém) como determinantes para o que acontece no Pará. Um traço que conversa com a formação clássica, herança da fase áurea da borracha. O resultado aparece em trabalhos como o erudito-pop da Orquestra de Violoncelistas da Amazônia e cantoras líricas como a jovem Thaina Souza, que, oriunda do tradicional Conservatório Carlos Gomes, acaba de ganhar uma bolsa para estudar em Viena — há cantores líricos paraenses espalhados pela Europa.

O audiovisual acompanha o momento, com nomes como Vladimir Cunha, Jorane Castro, Roger Elarrat, Cássio Tavernard e Priscila Brasil. Filha de família tradicional, com direito a aulas de francês e piano na infância, Priscila chamou a atenção como diretora do clipe de “Xirley”, de Gaby Amarantos, a cantora de origem pobre, “cabôca”, do bairro de Jurunas, que abraçou a tecnologia. O encontro das duas — hoje a primeira é empresária da segunda — traz, de certa forma, as possibilidades oferecidas por essa cultura paraense que agora se mostra para o Brasil. Dos salões do conservatório às aparelhagens, todos estão sob a mesma opressão da umidade e do calor, lembrada a todo tempo pelo brilho do suor nos rostos — como se diz em Belém, todos breados.

O GLOBO


Berna Reale: artista visual paraense em maior evidência hoje, usa o corpo como suporte de sua obra, em performances e fotografias que foram ou serão vistas de São Paulo a Londres. Perita criminal da Polícia Militar (“O emprego me permite fazer minhas obras”), ela não se vê fora de Belém. "A performance de rua exige que você se insira na cidade, e isso é muito mais fácil para mim aqui. É necessário que se conheça o lugar onde se vive".


Caco Ishak: com um romance publicado, “O cowboy”, vai lançar o livro de poemas “Não precisa dizer eu também”. A gaveta também guarda um romance. Ishak se prepara para documentar a “Rota 66 brasileira”, a rodovia BR-66 criada pelo governo militar para ligar Aracaju a Brasília. "O que falta à literatura paraense é encontrar o ponto entre a tradição literária, que Belém tem de sobra, e as questões de hoje, algo que a música está fazendo".


Roberta Carvalho: a artista desenvolve um trabalho de mapping, projetando, em árvores, imagens de temas quase sempre amazônicos. "Ser de Belém hoje é quase um pré-requisito para você conseguir mostrar a sua arte".


Drika Chagas: a grafiteira fará 11 painéis no bairro da Cidade Velha, numa galeria a céu aberto, com alunos de oficinas de grafite que ela dá pelo estado. "Os painéis serão baseados em histórias de moradores do bairro, personagens lendários da região".


Enquadro: formada por Thiago Pires, Lucas Estrela e Emmanuel Penna, a banda é uma das principais promessas da cena local. Eles usam de forma natural referências como carimbó e brega para trabalhar temas instrumentais. Seu primeiro disco sairá até o fim do ano pelo Ná Discos (selo de Ná Figueiredo, defensor da música paraense há mais de duas décadas). "A gente puxa mais para o lado experimental — diz Lucas Estrela, que tem um projeto paralelo de tecnoguitarrada".


Gotazkaen Estúdio: criado pelo casal Daniel Silva e Diana Figueroa em 2008, o estúdio toca trabalhos tão diversos quanto as capas dos CDs de Gaby Amarantos e Lia Sophia e a revista de arte “Gotaz”. Ao longo de julho, a casa promoveu shows-festas em seu porão, com artistas da novíssima geração paraense, como Marcel Barreto e Projeto Secreto Macacos. "O espaço está aberto para quem quiser chegar, exibir seu curta, qualquer coisa", afirma Daniel.


Priscila Brasil: assinou documentários e clipes antes de trabalhar com Gaby Amarantos. Em breve, lança o “Live in Jurunas” da cantora e filma seu DVD. Prepara nova parceria com Vincent Moon, sua estreia na ficção e uma ambiciosa saga inspirada em “Fitzcarraldo”. "Quero fazer uma travessia de barco, com um grupo de pessoas documentando em linguagens diferentes, de Belen, no Peru, a Belém, no Pará. Será “Belen-Belém”.


Vladimir Cunha: diretor de “Brega S/A” (documentário-referência sobre a cena brega paraense) ao lado de Gustavo Godinho, Vladimir Cunha agora faz pesquisa para um documentário sobre a cumbia e, em breve, lança “O teatro dos pássaros”, projeto sobre a tradição paraense do pássaro junino. "Será um documentário meu sobre a história do gênero e um CD produzido por Félix Robatto, com artistas da nova geração paraense cantando as canções feitas para o pássaro".

O GLOBO

O GLOBO deste último domingo:

 

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Outras reportagens de hoje:

Longa metragem alemão será rodado no Pará a partir de outubro de 2012
Longa conta história de amor de um casal que se separada durante acidente.
Cenas serão rodadas em Belém, e talvez em ilhas próximas da capital.


A Companhia Paraense de Turismo (Paratur) informou na sexta-feira (4) que o Estado do Pará será o cenário do longa metragem alemão 'Verloren im Dschungel'. O filme fala sobre a história de amor de um casal alemão que se separa durante um acidente. O filme começa a ser gravado no próximo mês de outubro, em Belém.

Segundo a direção do longa metragem, além de Belém, existe a possibilidade de algumas cenas do filme serem rodadas nas ilhas de Cotijuba e Combu, na parte insular da capital paraense, e nos municípios de São Caetano de Odivelas, no nordeste do Estado, e Barcarena, na região do Tocantins.

Os produtores Martin Lehwald e Marcos Kantis, e o diretor Carlo Rola estiveram em Belém na sexta-feira (4) para conversar sobre o longa metragem e pedir autorização e apoio do governo do estadual para que o filme seja rodado no Pará. Eles foram recebidos pelos secretários Especial de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção, Sidney Rosa, e de Estado de Turismo, Adenauer Góes. Segundo eles, a ideia é mostrar o enredo do filme associado aos encantos da Amazônia.

“Um casal alemão sofre um acidente de avião e a esposa fica perdida na floresta. Após muitas buscas, ele volta para a Alemanha e acaba casando novamente. Mas, cinco anos depois, aqui no Brasil, descobre que a esposa está viva, na Amazônia, vivendo em uma comunidade ribeirinha do Pará. Ele, então, vem ao encontro dela”, adiantou Marcos Kantis.

De acordo com Martin Lehwald, a decisão de gravar no Pará foi tomada em função da receptividade do governo do Estado ao projeto, cujo roteiro passará por adaptações, para se adequar ao cenário local.

A Paratur informa que o governo do Estado tem todo o interesse em apoiar o projeto alemão, que valoriza a Amazônia, e que já delegou à presidente da Paratur, Socorro Costa, a missão de conduzir as articulações necessárias para que o Estado apoie a iniciativa.

Segundo os realizadores, o longa 'Verloren im Dschungel' será exibido no Brasil, Alemanha e Portugal, para a promoção do destino Pará na Europa. Parte do elenco do filme poderá ser brasileira. A atriz Regina Duarte está cotada para ser a protagonista da história.

http://g1.globo.com/pa/para/noticia/2012/08/longa-metragem-alemao-sera-rodado-no-para-partir-de-outubro-de-2012.html

:banana::banana::banana:

jornal O Liberal 06/08/2012 atualidades 03.


^^A Drika Chagas faz um trabalho muito bonito com grafite nos casarões abandonados da Cidade Velha:





















Fonte
Espetáculo de teatro apresenta ópera inglesa em Belém
Ópera é baseada em 'Eneida', e conta uma história de amor.
A montagem foi feita por alunos da UFPA e UEPA.
Do G1 PA

Comente agoraAlunos da Universidade Federal do Pará (UFPA) e da Universidade do Estado do Pará (UEPA) vão apresentar, em Belém, a montagem de uma ópera inglesa do século XVII. Composta pelo britânico Henry Purcell, a ópera é baseada em um dos livros de "Eneida", obra do poeta romano Virgílio.


Ópera baseada na obra "Eneida" será
apresentada em Belém.
(Foto: Divulgação/UFPA)

A ópera conta a história de amor entre Dido, rainha de Cartago, e Enéias, um herói tirano. Ao saber do casamento dos dois, uma feiticeira se faz passar por um dos deuses, e ordena que o herói deixe a cidade juntamente com seus marinheiros. Dido fica desesperada com a partida do amado, e passa a trocar confidências com sua amiga, Belinda.

Serviço

O espetáculo será apresentado nos dias 7, 8 e 9 de agosto, sempre às 20h, no Teatro Universitário Cláudio Barradas, que fica na Rua Jerônimo Pimentel, 546, esquina com a Rua Dom Romualdo de Seixas, no bairro do Umarizal, em Belém. Os ingressos custam R$ 10, com direito a meia entrada para estudantes.


http://g1.globo.com/pa/para/noticia/2012/08/espetaculo-de-teatro-apresenta-opera-inglesa-em-belem.html
 

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^^Valeu Drico!



Para soar agora lá em cima

Os sons de índios, portugueses, negros, caribenhos, da televisão, da internet e um Estado continental pulsando com uma diversidade de ritmos tão grande quanto à cultura da sua gente. Dos batuques das fazendas da região do Salgado e do Marajó que deram origem ao Carimbó no século XVIII, passando pelas guitarras e a lambada trazidas pelas ondas de rádio nas décadas de 60 e 70, a formação de um fiel público de rock em Belém nos anos 80, a revolução na indústria fonográfica feita pelas aparelhagens de brega e tecno-brega na virada do século chegando, finalmente, ao reconhecimento e exportação atual dos novos artistas do Estado.

A Revista Bravo!, uma das mais conceituadas publicações sobre cultura e arte do Brasil, em dezembro do ano passado, fez uma edição especial em que estampou na capa: “A Belle Époque é Hoje”. A referência à época correspondente ao ciclo da borracha não foi um exagero: hoje, o Pará vive um período de efervescência cultural comparável ao dos anos prósperos de desenvolvimento econômico do final do século XIX e início do XX.

Parte desse sucesso se deve à divulgação da música paraense através do incentivo e apoio que artistas vêm recebendo por meio de políticas como o Terruá Pará, evento que chega à terceira edição este ano. Ano passado, o grande espetáculo musical reuniu cerca de 62 artistas e foi apresentado em São Paulo e reapresentado no Pará no decorrer de 2011. A iniciativa do Governo do Estado, realizada através da Rede Cultura de Comunicação, funciona como uma espécie de portfólio para “vender” nossa grande variedade musical como produto. O show fez tanto sucesso que foi finalista do 7º Prêmio Bravo! Bradesco Prime de Cultura.

Para Adelaide Oliveira, presidente da Funtelpa, o diferencial do Terruá são as consequências pós-show. “O Terruá é mais que um show. É uma política pública que não se encerra em si. Através dos shows, os artistas já receberam convites para outros festivais, como a Gang do Eletro e a Dona Onete, que participaram esse ano do Rec Beat, por exemplo. Além disso, as parcerias musicais e o fomento à criatividade que os músicos recebem constantemente, por meio dos ensaios, não tem preço”, explica a diretora.


Uma das principais atrações do Terruá deste ano é uma cantora que está tão famosa que já gravou até show para a BBC de Londres. Ela havia acabado de participar de uma entrevista por telefone com jornalistas da outra ponta do país quando conversou com o DIÁRIO. “Eu acho que eu já dei mais entrevista do que a quantidade de vezes que eu já tomei banho em toda minha vida”, fala rindo. Gaby Amarantos dispensa apresentações: com música tema de abertura de novela global e participando constantemente de programas de auditórios, a paraense de 34 anos saiu do bairro do Jurunas para ganhar o Brasil.


O primeiro CD da cantora, “Treme”, lançado este ano, foi elogiado pela crítica especializada e a artista foi indicada ao prêmio “Melhores do Ano”, do programa Domingão do Faustão, na categoria “Revelação Musical”. Mas Gaby, no início, não queria subir em palcos. A exemplo da tia Ana Lu e da mãe Elza, quando criança, ela desejava ser professora. “Eu acho que eu acabo ensinando às pessoas uma nova cultura que existe no meu país, independente da palavra ‘brega’, então o que eu tô fazendo é um pouco do que eu pretendia”, comenta.

Assim como Gaby, o talento desta outra artista também lhe rendeu uma música na trilha sonora de uma novela famosa. "Filho da Bahia", composição de Walter Queiroz, foi tema da primeira versão de "Gabriela" e estourou nas rádios. Tal qual a jovem cantora paraense, há cerca de 37 anos, ela passou a ser admirada nacionalmente pelo seu timbre único e sua simpatia contagiante. Dona de uma das risadas mais famosas do Brasil, Fafá, nascida Maria de Fátima Palha de Figueiredo, fez questão de carregar no nome artístico o lugar onde nasceu.

Fafá de Belém é uma das maiores representantes de uma geração de grandes nomes como Nilson Chaves, Lucinha Bastos, Paulo André Barata e Leila Pinheiro. Grandes artistas que, no passado, conquistaram espaço na cena nacional sem as facilidades da internet e lutando pelo apoio da mídia. “Vencemos pelo talento, persistência e qualidade artística”, fala Fafá. Sobre o momento atual da música paraense, a cantora parabeniza os novos talentos e ressalta a importância de valorizar os já consagrados. “Bem-vindos os novos e prestígio aos que ralam e ralaram sem apoio e que, neste momento e sempre, devem ser lembrados e apoiados. Boa sorte a todos e viva o Pará profundo e múltiplo!", declara, bem Fafá.


E se Gaby e Fafá são dois grandes nomes da música popular paraense, a professora e pianista de formação, Glória Caputo, pode ser considerada uma das maiores representantes da música erudita do Estado. Um estilo musical onde brilham talentos como a filha de Glória, Marília Caputo, e o cantor lírico Atalla Ayan, que com apenas 25 anos já foi primeiro tenor da Metropolitan Opera de Nova Iorque (MET) e realizou três temporadas com a Ópera de Stuttgart, na Alemanha.

Se depender de Glória, o Pará, no futuro, irá se tornar um celeiro que exportará dezenas de outros jovens músicos. Diretora do conservatório Carlos Gomes por 13 anos, a professora se dedica desde 2004 ao projeto Vale Música. Cerca de 300 crianças da rede pública da região metropolitana de Belém, que não tinham condições de comprar instrumentos ou pagar aulas de música, têm a oportunidade de ter contato com a arte e com a cultura. “Ainda que nem todos sigam o caminho da música, o que nós estamos oferecendo é uma oportunidade de ver a vida de uma maneira nova”, conta Glória.

Os holofotes, que reconhecidamente não costumam apontar para as bandas do Equador, redescobriram que o Pará é um palco gigante que reinventa tudo que passa por ele e que nós, desde sempre, temos muito de ouvir para mostrar. Nas palavras da professora Glória Caputo: “É um firmamento cheio de estrelas. Umas estrelas brilham mais, outras brilham menos, mas todos têm espaço e sempre vai caber mais uma.”. Ao que parece, o céu do Pará já está do tamanho do Brasil, e todos resolveram olhar para cima. (Diário do Pará)




http://orgulho.diarioonline.com.br/noticia-int.php?idnot=80945
 

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Ótima iniciativa, Ric!

CCBB de Brasília sedia festival com panorama da música paraense



Gaby Amarantos abre programação da 'Invasão Paraense' com show gratuito.
Idealizador diz que Belém 'tem o cenário musical mais efervescente do país'.

A invasão não começou silenciosa. O movimento que há pelo menos uma década pulsa nas ruas de Belém chegou ao resto do país na figura exuberante da cantora Gaby Amarantos e se fez presente até no carnaval pernambucano – que neste ano teve shows de Dona Onete e Gang do Eletro no Rec Beat.



Gaby, Dona Onete e a Gang são algumas das atrações do festival “Invasão Paraense”, que começa nesta sexta-feira (3) no Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília. Passando por ritmos como a guitarrada e o carimbó, o evento quer apresentar ao público um panorama da música paraense.



“Belém hoje uma fase parecida com a que viveu Recife nos anos 90, trazendo para o Brasil uma leva de artistas e de gêneros que o país não conhecia. É a cidade hoje que tem o cenário musical mais efervescente do país”, diz Chico Dub, um dos idealizadores do festival.

Para entender como o Pará se tornou um polo musical tão intenso, Dub afirma que é necessário conhecer os artistas que criaram os ritmos que hoje são considerados tipicamente paraenses.

E por isso vão se apresentar no festival nomes como Pinduca, conhecido como o rei do carimbó, e os Mestres da Guitarrada, projeto do Mestre Vieira em parceria com o músico e produtor Pio Lobato.

Vieira é um dos criadores da guitarrada, gênero tocado em guitarra com cordas de violão e com forte influência de ritmos caribenhos como merengue e lambada.

Os acordes sinuosos da guitarrada estão presentes no repertório de Gaby, da Gang do Eletro e da cantora Lia Sophia, que nasceu na Guiana Francesa, mas mora em Belém – e também se apresenta no festival.

“Eles reverenciam os artistas mais velhos, têm um respeito grande pelas pessoas que abriram as portas”, diz Dub sobre a relação da nova geração com a velha guarda da música paraense.

Brasília, cidade 'bregueira'

Pouco menos de uma semana depois de se apresentar na Praça do Museu Nacional da República, Gaby Amarantos volta a Brasília nesta sexta, novamente em show gratuito. Ela abre a programação do festival e promete fazer um show tão animado quanto o do último sábado (28).

“Vamos ter algumas músicas diferentes, com um repertório mais voltado para a ideia central do festival, com mais músicas do Pará (...) Sempre fui tratada com muito carinho em Brasília, que acho que é uma das capitais mais bregueiras do país, que melhor está acolhendo a música brasileira”, diz a cantora.

Nascida e criada em Jurunas, na periferia de Belém, Gaby é atualmente o expoente mais forte da invasão paraense. Ela avalia que uma série de fatores contribuíram para o reconhecimento dos artistas do seu estado, entre eles o aumento da renda da classe média.

“É claro que tem uma questão econômica de uma classe C que ascendeu, que é o meu caso. É também um momento de quebra de preconceitos. O brega ficou muito popular, era muito segmentado antes. O Brasil sempre ouviu muito brega, mas sempre teve muita vergonha. Eu tinha um público mais popular e agora consigo atingir pessoas de um público mais alternativo, mais cult.”

Neotropicalismo e antropofagia cultural

Chico Dub afirma que o sucesso de Gaby, que ficou famosa com uma versão em tecnobrega de “Single Ladies”, da cantora Beyoncé, é um fenômeno que se repete nas periferias de países da América Latina, da África e da Ásia.

“Desde 2009 eu faço uma pesquisa internacional sobre a música eletrônica e sobre a música feita hoje nas periferias desses países. E todos esses países estão fazendo basicamente a mesma coisa: que é misturar música eletrônica com ritmos folclóricos, com a suas raízes”, afirma.

Para Dub, a maior diferença entre o cenário musical que brotou em Recife nos anos 90, baseado na mistura de maracatu com outros ritmos, e a atual onda paraense é a possibilidade de divulgação via internet e redes sociais.

“Moda é sempre uma coisa passageira, mas eu acho que é [um movimento] que veio para ficar. O Pará tem uma cultura que é muito diferente do resto do país. É uma espécie de neotropicalismo, de antropofagia cultural que eles estão conseguindo fazer e estão conseguindo exportar isso por causa da internet."

Dub, que é diretor artístico do Novas Frequências – festival internacional de música independente e experimental – e um dos curadores do Sónar São Paulo – que teve a Gang do Eletro como atração – afirma que o interesse de gravadoras estrangeiras pelo tecnobrega é latente.

"É muito claro que existe um interesse internacional pelo tecnobrega, porque é algo muito original. Você vê que aquele cenário é muito autêntico, que nasceu de uma vontade individual de cada um deles. Eles não são produtos”, diz.

Os shows de abertura e de encerramento do festival são gratuitos. Os ingressos para os outros custam R$ 6, a inteira. As apresentações começam às 21h. Confira detalhes na página do CCBB.

Veja a programação completa:
3 de agosto – Gaby Amarantos
4 de agosto – Pinduca
5 de agosto – Metaleiras da Amazônia
10 de agosto – Lia Sophia
11 de agosto – Dona Onete & Mestre Laurentino
12 de agosto – Mestre das Guitarradas com Mestre Vieira e Pio Lobato
17 de agosto – Guitarradas do Pará com Mestre Curica e Aldo Sena
18 de agosto – Festa de encerramento: Felipe Cordeiro, Gang do Eletro e Jaloo



Fonte
 

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Ópera na veia



Tinha tudo para dar errado. Ou ser de forma diferente. Com o clima abafado típico da Região Amazônica, Belém do Pará não poderia, pelo menos na teoria, produzir vozes límpidas e agudas de tão boa qualidade. “Pela umidade, pelo calor, deveriam ser vozes mais robustas, mais graves. O calor mexe com as cordas vocais. E, no entanto, olha a quantidade de grandes tenores e sopranos que temos. De cada dez cantoras, oito são sopranos”, espanta-se o pianista Paulo José Campos de Melo, diretor da Fundação Carlos Gomes, que abriga o conservatório de mesmo nome.





Campos de Melo refere-se, principalmente, às novas estrelas do canto lírico: a soprano Adriane Queiroz (leia perfil a partir da página 18), 38 anos, que faz parte do elenco da Staatsoper, a mais importante entre as três casas de ópera de Berlim, e o tenor Atalla Ayan, 25 anos, que hoje mora em Nova York e foi comparado a Plácido Domingo quando jovem pelo crítico Allan Kozinn, do jornal The New York Times. São os nomes mais sonantes e que instigam uma questão óbvia: por que Belém tem uma tradição operística tão enraizada? “A origem vem da época áurea da borracha”, opina o diretor. É esse período de riqueza que possibilitaria, entre outras coisas, a inauguração, em fevereiro de 1878, do Theatro da Paz, um dos mais grandiosos do país. Projetado à semelhança do Teatro alla Scalla, de Milão, ele é reconhecido pela acústica impecável. “O teatro foi construído especialmente para receber o canto lírico”, diz Campos de Melo.



É uma explicação. Há outras. A jornalista e pesquisadora Rose Silveira, autora do livro Histórias Invisíveis do Teatro da Paz, afirma que, além do gênero lírico, o dramático e o cômico passaram a dividir a preferência do público de Belém no século 18. “A mudança ocorreu paulatinamente quando a cidade tornou-se capital do Estado do Grão-Pará e Maranhão e experimentou um primeiro projeto de modernização, promovido pela Coroa Portuguesa a partir de 1750. Era o momento de afirmação política e econômica da metrópole, que gradualmente se tornou uma praça artística atraente para companhias brasileiras e estrangeiras”, explica Rose.



Esses grupos apresentavam-se na Casa da Ópera, chamada também de Teatro Cômico, construída pelo arquiteto bolonhês Antônio José Landi ao lado do jardim do Palácio do Governo. Funcionou de 1780 a 1812. Os espetáculos voltaram a acontecer na década de 1830, abrigados no Teatro Providência, um casarão particular adaptado para essa função, na Praça das Mercês. Lá eram encenados dramas, comédias, farsas, cenas líricas e jocosas, em sintonia com o que ocorria na corte. Durou pouco. Em 1835, as atividades foram paralisadas por causa da lutas da Cabanagem e voltaram ao normal cinco anos mais tarde. Mas o Providência era muito acanhado. “Era um pardieiro”, diz o historiador Vicente Salles. O teatro sofreu um incêndio nos anos 1870, foi reformado e funcionou até o final da década. Nessa mesma época, outros teatros já estavam em atividade em Belém: Santo Antônio, Chalet, Provisório e o Pavilhão de Recreios.




“O ciclo da borracha é importante, mas achar que a partir daí fez-se a luz não é verdade”, reforça Gilberto Chaves, coordenador do Festival de Ópera e ex-diretor do Theatro da Paz. Na opinião dele, já havia uma tradição de cultura italiana e francesa em Belém. “O Theatro da Paz não saiu pela opulência da sociedade da época e sim por uma necessidade de desenvolvimento social”, acredita. Chaves lembra que essa casa é anterior ao Theatro Municipal do Rio de Janeiro, que só foi inaugurado em 1910. O de São Paulo, em 1911. “E o de Manaus, 13 anos depois do Theatro da Paz.” Ou seja, Belém tinha o que Rio e São Paulo não tinham. Com isso, as companhias vinham diretamente da Europa para a capital paraense. “Esses cantores passavam de três a quatro meses aqui. Alguns até ficavam”, conta Chaves. Um dos que se fixaram na cidade foi Luigi Sarti. Oriundo de uma família italiana de músicos celebrados, acabou se tornando professor do Conservatório Carlos Gomes e spalla da orquestra do conservatório. O regente e compositor Enrico Bernardi é outro exemplo. Veio da Itália para apresentações no Theatro da Paz e não voltou mais para lá.



Tamanha efervescência estimulou o surgimento de novos talentos. No século 19, quatro grandes músicos brasileiros, todos formados na Europa, destacavam-se: Henrique Gurjão; José da Gama Malcher, autor de Bug Jargal, a primeira ópera a ter um personagem negro; Menelau Campos, que chegou a ser diretor do Conservatório Carlos Gomes; e o regente de óperas Paulinho Chaves. E no início do século 20, dois cantores marcaram a história do Theatro da Paz: Helena e Ulysses Nobre, conhecidos como Irmãos Nobre. Aos 14 anos, a soprano Helena era tida como uma grande promessa. O barítono Ulysses seguia os passos da irmã, até que os dois foram diagnosticados com hanseníase. Mesmo depois de curados, graças a um tratamento feito no Rio de Janeiro, foram proibidos de sair de casa pelo secretário de saúde do Pará. Mas isso não os calou. Em 1931, a Rádio PRC-5 realizou a primeira transmissão de ópera ao vivo via ondas do rádio da casa dos Irmãos Nobre para o Theatro da Paz.

Presença rápida de Carlos Gomes

Quando ia a Belém, Carlos Gomes (1836-1896) era tratado como celebridade. Causou comoção ao morrer, poucos meses depois de se mudar para a cidade para assumir a escola de música que leva seu nome. O conservatório Carlos Gomes é um dos mais importantes polos de formação erudita de Belém. Adriane Queiroz e Atalla Ayan estudaram nele.

A possibilidade de outros talentos surgirem é grande. A soprano Thaina Souza e o tenor Thiago Costa, ambos na casa dos 20 anos, são duas promessas. “Os cantores líricos paraenses são reconhecidos no mundo inteiro”, garante o professor Eduardo Nascimento, ele também um ex-aluno do Carlos Gomes. Em Belém se diz que o canto está presente no inconsciente coletivo. Atualmente o Festival de Ópera é um dos catalisadores dessa efervescência. É quando músicos convergem para o mesmo ponto. “Todos têm a possibilidade de trabalhar com nomes já consagrados. Alguém que faz parte do coro vê o desempenho de um solista de perto. Imagine o impacto disso. É como um foguete”, compara Gilberto Chaves.

http://bravonline.abril.com.br/materia/opera-na-veia#image=especial-para-opera-6
 

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Nem citaram o Mostarda na Lagarta, pra mim a melhor banda de rock satírico desde os Mamonas :D



Fico muito feliz por Belém estar passando por essa renascença cultural e ajudando a projetar a cultura brasileira para o mundo!
 

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Nem citaram o Mostarda na Lagarta, pra mim a melhor banda de rock satírico desde os Mamonas :D



Fico muito feliz por Belém estar passando por essa renascença cultural e ajudando a projetar a cultura brasileira para o mundo!
:lol::lol::lol::lol:


Já viste o clip deles?

 

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Vou tentar ir no da Lia Sophia, mas no dia dos Mestres da Guitarrada eu não perco por nada, apesar de morar longe pra p...... do CCBB. :cheers:
Eu tô doido para ver o documentário que fizeram sobre o mestre Vieira.

Em Outubro o Terruá Pará será em praça púbica, no caso na praça D. Pedro II, entre os dois palácios.:cheers:
 

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'4 códigos': Belém recebe exposição de artistas paulistanos

Obras recentes e inéditas, feitas exclusivamente para o público da capital paraense estarão na exposição '4 códigos', dos artistas paulistanos Charbel, Décio Soncini, Francisco Gonzalez e Jair Glass. A mostra estará aberta a visitação nesta quarta-feira (8) e prossegue até o dia 6 de setembro, no Museu de Arte do Brasil – Estados Unidos (Mabeu), em Belém.
Os artistas trazem cerca de 40 desenhos e pinturas que brincam com o fantástico e o surreal. Além dessa exposição, haverá também a oficina 'Decifrando códigos' sobre os aspectos da pintura acrílica, colagem, bem como as teorias da arte que influenciam a criação. As atividades acontecem nos dias 8, 9 e 10 deste mês, no Atelier de Artes do CCBEU.



Charbel, Décio Soncini, Francisco Gonzalez e Jair Glass realizavam encontros semanais no início dos anos setenta, no bairro Uaianases, periferia de São Paulo, onde faziam sessões de pintura de paisagens ao ar livre, produção de gravuras e conversavam sobre arte e política. O grupo passou então a ser reconhecido pela crítica, na década de 1980, como 'Grupo Guainases'.
Eventualmente alguns integrantes do grupo participam de exposições coletivas, entre elas a de 2007 em Belém, no MABEU, em que Charbel, Soncini e Gonzalez mostraram suas propostas individuais. Com a dificuldade de se reunirem com a mesma frequência dos tempos do 'Guainases', os pintores criaram o Blog www.4codigos.blogspot.com.br, no qual a produção deles se mantém unida e o público pode acompanhar a evolução do processo de produção da mostra.
Serviço: A exposição '4 códigos' pode ser visitada de 8 de agosto a 6 de setembro, de segunda a sexta, das 10h às 12h e das 13h30 às 19h30 e aos sábados das 9h às 12h, no Museu de Arte Brasil Estados Unidos (MABEU) – Travessa Padre Eutíquio, 1309. A oficina será de 8 a 10 de agosto, no Atelier de Artes do CCBEU, no período da tarde. Informações e inscrições: Travessa Padre Eutíquio, 1309 ou pelo telefone: 3221-6116/6144.
Redação Portal ORM

http://noticias.orm.com.br/noticia....xposição+de+artistas+paulistanos#.UCJNIPZlTCk
 

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Sai a lista de músicas concorrentes

O cenário artístico paraense faz sucesso no Brasil. A safra de novos intérpretes e compositores tem movimentado a cena brasileira. Os olhos dos críticos e analistas culturais estão voltados para os lados do carimbó, passando pela guitarrada, samba, brega, tecnobrega, melody, rock e muitos outros ritmos populares que fazem parte da cultura do Pará.
Um dos eventos que têm revelado talentos é o IV Festival de Música Paraense, realização do grupo RBA, que revela hoje a lista dos selecionados para a próxima etapa do festival. Foram escolhidas 24 músicas em Belém e 12 de Marabá. As eliminatórias acontecem no próximo dia 16, em Marabá, no Clube Mansão. Em Belém, as seletivas serão dias 23 e 30 de agosto, na Fazenda Show.
As eliminatórias são abertas ao público, que poderá retirar convites na sede da RBATV. A grande final acontece no dia 20 de setembro, na Assembleia Paraense.
Neste ano, o Festival de Música Popular Paraense contou com mais de 300 artistas inscritos. Para o diretor do Grupo RBA, Camilo Centeno, o que mais chamou a atenção nesta edição foi a variedade de ritmos inscritos – todos expressam a cultura paraense. “Nesses quatro anos de existência, o Festival de Música Popular Paraense já se tornou um dos eventos mais importantes e que faz parte do calendário artístico-cultural do Estado. A cada ano que passa, aumenta a qualidade do trabalho inscrito”, ressaltou.
Centeno destacou também que a quantidade de artistas novos foi maior este ano, o que confirma que o festival é uma vitrine para quem quer começar a carreira no cenário musical paraense, que está em destaque no Brasil. “Temos artistas que nunca participaram de nenhum festival, estão estreando este ano”, destacou o diretor.
O diretor da rádio 99 FM, Jorge Kobara, que fez parte do júri que fez a seleção, disse que se surpreendeu com a qualidade das letras, arranjos e ajustes das canções. “Deu para perceber que o número de ritmos elétricos foi maior, mas tivemos vários gêneros inscritos, como o merengue, o carimbó, a salsa, o melody, o samba e o rock”, observou.
No ano passado, o festival distribuiu cerca de R$30 mil em prêmios. Allan Carvalho e Ronaldo Silva foram os grandes vencedores. Com a música ‘Pra recordar a Balança’, a dupla levou o prêmio de 1º lugar na categoria “Melhor Música”, no valor de R$ 12 mil. A composição também arrebatou o prêmio de “Melhor Arranjo”, e ganhou mais R$ 2 mil. O IV Festival de Musica Popular Paraense distribuirá prêmios de R$12 mil na grande final para o 1° lugar); R$7 mil para o 2°, e R$5 ao 3º. O melhor arranjo e melhor intérprete receberão o valor de R$2.000,00, cada um.
(Diário do Pará)

http://www.diarioonline.com.br/noticia-214143-sai-a-lista-de-musicas-concorrentes.html
 

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Espaço Cultural apresenta Mosaico Inflamável

A Exposição Mosaico Inflamável marcará a abertura do Espaço Cultural Banco da Amazônia no dia 9 de agosto, a partir das 19h.
A exposição é composta de instalações do artista plástico Egon Pacheco, que apresentará obras produzidas com embalagens de maços de fósforos, rótulos, caixinhas e palitos usados. O artista acumulou estes materiais com o apoio de diversos colaboradores em Santarém-Pará, entre os anos de 2005 e 2012.
A Curadoria da exposição é assinada pelo artista plástico, arquiteto e professor Emanuel Franco. O projeto é feito com embalagens de maço de fósforos, rótulos, caixinhas e palitos usados. As obras compõem uma série de mosaicos com o formato dos seguintes mapas: Brasil, Região Norte, Estado do Pará, Panamazônia, além de uma instalação, baseada na trajetória cartográfica do rio Amazonas, entre outras criações que também tratam a ideia de sustentabilidade como suporte da criação artística.
Os trabalhos também pretendem estimular a reflexão sobre o complexo contexto geopolítico do Brasil mosaico, da Amazônia que queima, dos muitos Nortes em processo de transformação e do Estado do Pará com o seu território indivisível. E também são exibidos na tentativa de estimular a prática de reciclagem, pois o Banco colabora com o desenvolvimento sustentável, apoiando projetos que utilizam materiais recicláveis na produção artística.
Egon Pacheco está entre os artistas contemplados pelo Prêmio Banco da Amazônia de Artes Visuais – 2012 com patrocínio: Banco da Amazônia e Governo Federal. A exposição estará aberta para visitação no período de 10 de agosto a 14 de setembro, de segunda a sexta feira, de 10h às 17h.
A exposição faz parte da política do Banco de fomentar o desenvolvimento sustentável da Região Amazônica, difundindo a cultura por meio da descoberta de novos artistas amazônicos.
Serviço:
Data: 9 de agosto de 2012
Horário: 19 horas
Local: Espaço Cultural do Banco da Amazônia
Abertura da Exposição MOSAICO INFLAMÁVEL
(DOL com informações da assssoria)

http://www.diarioonline.com.br/noticia-214033-espaco-cultural-apresenta-mosaico-inflamavel.html
 

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Orquestra Jovem e Amazônia Jazz Band se apresentam no Theatro da Paz

A música como recurso motivacional de aprendizagem. Este é um dos objetivos do projeto Concertos Didáticos que traz nesta quarta-feira (8) a apresentação da Orquestra Jovem da Fundação Carlos Gomes e da Amazônia Jazz Band. O show acontece no Theatro da Paz, em Belém.


Orquestra Jovem da Fundação Carlos Gomes abre as apresentações pela manhã

Os alunos de escolas públicas do Estado que foram convidados poderão conferir na primeira sessão do concerto, às 10h, ao show da Orquestra Jovem da FCG tendo à frente Rodrigo Santana e como solistas, os pianistas Adriana Azulay e Humberto Azulay.


Amazônia Jazz Band será a segunda atração do dia

No período da tarde, a partir das 16h, será a vez da Amazônia Jazz Band, sob a regência do maestro Nelson Neves e uma seleção musical impecável, subir ao palco do Theatro do Paz. Antes de cada concerto serão mostrados alguns instrumentos seguido de comentários e demonstrações. Na sequência, acontece a execução de repertórios que mostram a amplitude dos mesmos.
Serviço: Apresentação da Orquestra Jovem da FCG e Amazônia Jazz Band. Nesta quarta-feira (8), às 10h e 16h, no Theatro da Paz, em Belém. Mais informações: (91) 3201-9476.

http://noticias.orm.com.br/noticia....+se+apresentam+no+theatro+da+paz#.UCKtDfZlTCk
 

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O cenário artístico paraense faz sucesso no Brasil. A safra de novos intérpretes e compositores tem movimentado a cena brasileira. Os olhos dos críticos e analistas culturais estão voltados para os lados do carimbó, passando pela guitarrada, samba, brega, tecnobrega, melody, rock e muitos outros ritmos populares que fazem parte da cultura do Pará.
Um dos eventos que têm revelado talentos é o IV Festival de Música Paraense, realização do grupo RBA, que revela hoje a lista dos selecionados para a próxima etapa do festival. Foram escolhidas 24 músicas em Belém e 12 de Marabá. As eliminatórias acontecem no próximo dia 16, em Marabá, no Clube Mansão. Em Belém, as seletivas serão dias 23 e 30 de agosto, na Fazenda Show.
As eliminatórias são abertas ao público, que poderá retirar convites na sede da RBATV. A grande final acontece no dia 20 de setembro, na Assembleia Paraense.
Neste ano, o Festival de Música Popular Paraense contou com mais de 300 artistas inscritos. Para o diretor do Grupo RBA, Camilo Centeno, o que mais chamou a atenção nesta edição foi a variedade de ritmos inscritos – todos expressam a cultura paraense. “Nesses quatro anos de existência, o Festival de Música Popular Paraense já se tornou um dos eventos mais importantes e que faz parte do calendário artístico-cultural do Estado. A cada ano que passa, aumenta a qualidade do trabalho inscrito”, ressaltou.
Centeno destacou também que a quantidade de artistas novos foi maior este ano, o que confirma que o festival é uma vitrine para quem quer começar a carreira no cenário musical paraense, que está em destaque no Brasil. “Temos artistas que nunca participaram de nenhum festival, estão estreando este ano”, destacou o diretor.
O diretor da rádio 99 FM, Jorge Kobara, que fez parte do júri que fez a seleção, disse que se surpreendeu com a qualidade das letras, arranjos e ajustes das canções. “Deu para perceber que o número de ritmos elétricos foi maior, mas tivemos vários gêneros inscritos, como o merengue, o carimbó, a salsa, o melody, o samba e o rock”, observou.
No ano passado, o festival distribuiu cerca de R$30 mil em prêmios. Allan Carvalho e Ronaldo Silva foram os grandes vencedores. Com a música ‘Pra recordar a Balança’, a dupla levou o prêmio de 1º lugar na categoria “Melhor Música”, no valor de R$ 12 mil. A composição também arrebatou o prêmio de “Melhor Arranjo”, e ganhou mais R$ 2 mil. O IV Festival de Musica Popular Paraense distribuirá prêmios de R$12 mil na grande final para o 1° lugar); R$7 mil para o 2°, e R$5 ao 3º. O melhor arranjo e melhor intérprete receberão o valor de R$2.000,00, cada um.
(Diário do Pará)

http://www.diarioonline.com.br/noticia-214143-sai-a-lista-de-musicas-concorrentes.html
Esse festival da RBA revelou grandes artistas paraenses. O grande exemplo é a Aíla Magalhães.

A música como recurso motivacional de aprendizagem. Este é um dos objetivos do projeto Concertos Didáticos que traz nesta quarta-feira (8) a apresentação da Orquestra Jovem da Fundação Carlos Gomes e da Amazônia Jazz Band. O show acontece no Theatro da Paz, em Belém.


Orquestra Jovem da Fundação Carlos Gomes abre as apresentações pela manhã

Os alunos de escolas públicas do Estado que foram convidados poderão conferir na primeira sessão do concerto, às 10h, ao show da Orquestra Jovem da FCG tendo à frente Rodrigo Santana e como solistas, os pianistas Adriana Azulay e Humberto Azulay.


Amazônia Jazz Band será a segunda atração do dia

No período da tarde, a partir das 16h, será a vez da Amazônia Jazz Band, sob a regência do maestro Nelson Neves e uma seleção musical impecável, subir ao palco do Theatro do Paz. Antes de cada concerto serão mostrados alguns instrumentos seguido de comentários e demonstrações. Na sequência, acontece a execução de repertórios que mostram a amplitude dos mesmos.
Serviço: Apresentação da Orquestra Jovem da FCG e Amazônia Jazz Band. Nesta quarta-feira (8), às 10h e 16h, no Theatro da Paz, em Belém. Mais informações: (91) 3201-9476.

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A Amazônia Jazz Band é show!:cheers:
 
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