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Crítico de arte suína.
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Seis artistas apresentam obras individuais em salas no prédio que poderão ser visitadas (Foto: Clayton de Souza/AE)





Vitor Hugo Brandalise

Até dezembro, o Edifício Sampaio Moreira, no centro de São Paulo, conhecido como “avô dos arranha-céus” da capital, vai se transformar num grande ateliê de obras de arte aberto ao público.

Há um mês, seis artistas utilizam as antigas salas comerciais como estúdios de criação, num processo que pode ser acompanhado gratuitamente – e que representa oportunidade única no edifício, aberto a visitação pela primeira vez em 86 anos.

“Não é um lugar neutro. O ambiente, com a história que carrega, influencia no desenvolvimento das obras, que dialogam com o prédio. Só poderiam ser criadas aqui”, disse a crítica de arte Luisa Duarte, curadora do Red Bull House of Arts, evento responsável pela abertura do edifício.






O edifício é conhecido como o primeiro arranha céu da capital. Na foto, hall de entrada do prédio (Foto: Clayton de Souza/AE)





Construído em 1924, o Sampaio Moreira sempre teve uso comercial: funcionou como prédio de escritórios até 2008, quando foi desapropriado pela Prefeitura para instalação da Secretaria Municipal de Cultura (prevista para ser aberta em 2012).

Aos visitantes, a dica é que aproveitem as duas facetas do passeio: além de acompanhar a criação artística nos ateliês, a própria arquitetura do prédio, em estilo eclético, deve ser observada.

Logo na entrada, chamam a atenção as escadarias de mármore de Carrara, o painel de madeira maciça, os elevadores manuais, revestidos em vermelho.

E é logo no elevador que aparece a primeira intervenção: uma câmera instalada no fundo mostra o poço do edifício, em movimentação constante, à medida que a cabine sobe e desce.

“Observar a câmera enquanto desce dá a sensação de estar subindo, e vice-versa. Traz sensação de vertigem, que me faz lembrar o centro da cidade”, disse o artista plástico Henrique César, de 23 anos, “residente” do prédio. “Minhas obras pretendem mostrar o lado escondido das coisas, o que há por trás das portas fechadas, das salas sem luz”, afirmou.

Dois andares do edifício, o 10º e o 11º, foram ocupados pelos artistas. Os ateliês foram instalados em salas de 15 metros quadrados, com vista privilegiada do Vale do Anhangabaú, do antigo prédio da Light, do Teatro Municipal.

“Essa vista influencia e pressiona. Aquele teatro recebeu, para ficar num só exemplo, a Semana da Arte Moderna de 1922, o que acrescenta uma dose de pressão no processo criativo”, disse outro residente, o artista Adriano Costa, de 35 anos.

No 10º andar, há ainda uma “galeria transitória”, onde os artistas instalam obras que podem ser modificadas de um dia para o outro. Funciona também como laboratório para a exposição que será realizada na garagem do Sampaio Moreira no dia 25.

A cobertura do prédio, coroada por um pergolado de colunas gregas, é também passagem obrigatória, com vista para o Edifício Martinelli – que com seus 30 andares tirou do Sampaio Moreira o título de arranha-céu em 1934 –, o edifício do Banespa, a Catedral da Sé.

É no terraço, aliás, que a fotógrafa Flávia Junqueira fará sua intervenção: montará uma colorida casa de bonecas de 2 metros de altura. “Vai contrastar com o que há ao redor, os prédios cinzas, que não deixam de ser casas também.”

Serviço
Red Bull House Of Arts, no Edifício Sampaio Moreira
Quando: de quarta-feira a sábado
Horário: das 10 horas às 22 horas
Endereço: Rua Líbero Badaró, 346, centro
Programação completa no site

http://blogs.estadao.com.br/jt-cidades/bem-vindo-ao-edificio-sampaio-moreira/
 

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R.I.P. Niki
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Eu acho lindo esse prédio. Ainda quero conhecê-lo pessoalmente. Pra mim, é uma das maiores jóias arquitetônicas de SP. Fico feliz que ele esteja sendo mantido vivo e ativo.

Alguém reparou que esse prédio mais baixo à esquerda também é daquela época? Na foto dos anos 20, é o prédio onde está escrito "Brasital". Só que foi acrescentado mais um andar no topo dele.
 

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Lindíssimo, mesmo! E como o Osmar falou: uma verdadeira joia arquitetônica.

Engraçado que tópicos, como este, que mostra algo tão bonito e de elevado valor arquitetônico e histórico, são pouco comentados. Uma pena!
 

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Renasceu das trevas. O Estado merece ficar sem papel pra impressão, pois numa reportagem dessa importãncia, colocar apenas duas fotos medonhas do prédio foi um ícone do padrão QMS(qualquer merda serve). Pesquisei sobre mas e não encontrei, com terá sido, como estará agora?
 

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gutoo, o prédio está fechado, mas a Casa Godinho permanece no térreo. Deve ser o que mantém o prédio em pé.

O que eu mais gosto nesse edifício é como ele aparece por trás dos arranha-céus do Anhangabaú, como nessa foto (do blog Fotero):


Aliás, para enriquecer um pouco o thread, segue o link da Casa Godinho, empório estabelecido há 122 anos (desde 1888), muitos deles no Sampaio Moreira, e uma foto do interior da loja (com crédito no canto inferior direito):

 
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