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Gyn Tônica
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Cidades (15/05/2008)

BID aprova Projeto Macambira-Anicuns




"O projeto ainda não está totalmente aprovado, pois depende do Senado, mas já temos o apoio do BID e do Tesouro Nacional”


Moacir Cunha Neto
DA EDITORIA DE CIDADES

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) aprovou projeto de revitalização dos córregos Macambira e Anicuns. O custo estimado da obra é de US$ 100 milhões, dinheiro que será liberado em até cinco anos com a contrapartida de 43% (US$ 43 milhões) da Prefeitura de Goiânia. Entre as ações imediatas, estão a revitalização e proteção de nascentes dos dois mananciais, além da construção de quatro parques com extensão total de até 16 quilômetros e remanejamento de famílias que moram em áreas de risco às margens dos rios.

Uma reunião ocorrida na tarde de terça-feira, 13, em Brasília, serviu para conferir a documentação necessária à liberação do recurso. Participou do encontro com as equipes do BID a representante do projeto em Goiânia, Sônia Pierobon. “Finalizamos a documentação e a assinatura do contrato de liberação do recurso deve ocorrer em no máximo duas semanas”, disse a especialista do BID, Liliam Pena.

Na tarde de ontem, em entrevista ao Diário da Manhã, o prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), esclareceu que o projeto foi aprovado na íntegra pelo BID, mas a pauta ainda tramita no Senado, dependendo da aprovação para a liberação dos recursos e licitação da obra. Não há, segundo ele, previsão de início da execução do projeto, mas, tão logo seja votado no Senado, ocorrerá licitação em Goiânia.

“O projeto ainda não está totalmente aprovado, pois depende do aval do Senado, mas já temos o apoio do BID e do Tesouro Nacional para a concretização da obra”, assegurou. O empréstimo tem período de carência e desembolso de até cinco anos. Por outro lado, o município terá até 25 anos para amortizar (pagar a dívida ao BID). O recurso é denominado em dólar norte-americano, por meio do Mecanismo Unimonetário do Capital Ordinário do BID.
A expectativa é de que o programa alivie o impacto de assentamentos irregulares às margens dos dois mananciais, além de promover a participação dos cidadãos no desenvolvimento sustentável da cidade. Para tanto, entrou na pauta de considerações das equipes que elaboraram o projeto o fato de a população da Capital ter saltado de 150 mil habitantes no ano de 1960 para os atuais 1,2 milhão de habitantes.

Por ter ocorrido a rápida urbanização, sem o conseqüente investimento em infra-estrutura ou planejamentos necessários, são observadas degradações que resultam em enchentes, erosão do solo e poluição da água, especialmente nas bacias dos dois cursos dágua. Desse modo, o programa deve contribuir para melhorar as condições ambientais da área, ao possibilitar a recuperação e instalação de sistemas de drenagem, planejamento do uso da terra e proteção ambiental das margens dos rios.

Consta do projeto o planejamento urbano das áreas contempladas, iniciativa que vai contribuir para melhoria das condições de vida das populações atendidas. Além disso, está prevista infra-estrutura urbana, registro de propriedade de terras, programas de moradia e criação de áreas de lazer e recreação.

“O programa ajudará as autoridades municipais a enfrentar os problemas ambientais causados pela ocupação do entorno de uma cidade em transformação, ao mesmo tempo em que melhorará a qualidade de vida de assentamentos precários ao longo das margens de seus rios”, disse o líder de equipe do Banco Interamericano, Coral Fernández Illescas.

Mas a notícia da construção dos parques causou surpresa à moradora do Jardim Europa (região sudoeste, às margens do Macambira) Cristielly Gomes da Silva Dantas, 19. Ela divide com os pais, Aguimar Gomes e Sandra Gomes da Silva, uma casa localizada na Avenida Berlim. “Será difícil mudar para outro bairro e deixar essa casa, que tem mais de 30 anos e foi da minha avó”, lamenta.


Programa vai beneficiar 300 mil pessoas

O Programa Macambira Anicuns leva em conta a problemática socioambiental, visando a reduzir os impactos negativos do desenvolvimento urbano desordenado. Representa ainda a tentativa de recuperação dos recursos hídricos e dos ecossistemas, com estímulo à relação ambientalmente sustentável entre o ser humano e a natureza.

As intervenções previstas no programa compreendem área total de 5 milhões de m2, abrangendo desde as nascentes do Córrego Macambira (região Sudoeste), seguindo em direção ao Ribeirão Anicuns, na área urbana da cidade.

No trecho do Anicuns contemplado pelo projeto afluem os mananciais Macambira, Cascavel, Abajá e Botafogo, pela margem direita, e o Córrego Capuava, pela esquerda. A estimativa é que pelo menos 70% da população de Goiânia esteja compreendida nestas sub-bacias.

O programa vai beneficiar diretamente 300 mil pessoas e, indiretamente, a Capital, em área total de 25 quilômetros e 86 bairros atendidos. Está prevista a construção dos parques Pedreira do Morro (Morro do Mendanha), das Águas (Criméia Oeste), Buriti (Vila Novo Horizonte) e Macambira (Setor Faiçalville).

Está prevista também a construção nos parques de praça para a terceira idade, playground, quiosques e praça cultural. Os espaços contarão ainda com arena, clube, piscinas, quadras e campo de futebol. Entre os bairros beneficiados estão o Ipiranga, São Francisco, Morada Nova, Jardim Presidente, Parque Oeste Industrial, Residencial Cidade Verde, Setor Rio Formoso, Vila Novo Horizonte, Criméia Leste e Vila João Vaz.

O secretário municipal de Planejamento, Jeová de Alcântara Lopes, afirma que o programa deve permitir a recuperação total das áreas ao longo das margens dos rios, respeitando as peculiaridades de cada região. Destaca ainda que o custo do projeto pode chegar a US$ 150 milhões. “O dinheiro ainda não foi liberado, mas o projeto está em andamento e aguardando aprovação do Senado”, destaca.

Enfrentar os impactos ambientais nas regiões compreendidas ao longo dos dois mananciais será um desafio, como adianta Lopes. Ele não descarta o remanejamento de famílias residentes nas áreas próximas às margens, o que deve ser feito por meio de permuta entre o município e os proprietários de terra. “Faremos permuta de áreas, com o objetivo de dar seguimento ao projeto.”

Pg. 10
http://www2.dm.com.br/digital/index.php?edicao=7496
 

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Muito Bom.

Construção de quatro parques com extensão total de até 16 quilômetros!!! :eek:

Eu moro bem proximo ao ribeirão Anicuns inclusive vejo ele pela minha janela, ele fica ao fundo do condomínio aonde moro.

Será que vão despoluir os rios? Seria uma beleza. :banana:

Espero que o Senado não barre.
 
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