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Bracho! Paola Bracho!
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Hoje, o jornal Folha de S. Paulo traz a seguinte reportagem:
Ascensão e queda do neoclássico


O estilo, apontado por arquitetos como o inimigo número um da identidade paulistana, perdeu espaço entre lançamentos de grandes incorporadoras



GUSTAVO FIORATTI

Decretado por arquitetos de toda a cidade como inimigo número um da identidade contemporânea, o estilo neo-clássico enfim perdeu espaço entre os lançamentos de imóveis em São Paulo. Ao menos as grandes incorporadoras afirmam ter deixado esse gênero de lado.
(...)
O problema, diz o arquiteto [Eduardo Sampaio Nardelli, presidente da Asbea (Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura)], é que o estilo não corresponde à expressão cultural dos novos tempos. "A arquitetura deve fazer um discurso sobre o momento, e o neo-clássico, nesse contexto, é 'fake'", diz. "Às vezes, tem estrutura boa, bons materiais, mas o invólucro é uma falsificação em termos de linguagem. É como o motor de uma Ferrari em uma carruagem."


Para exemplificar o descompasso entre tecnologia e linguagem, Nardelli cita a famosa utilização das colunas gregas. Embora alguns apartamentos possam ter plantas com distribuições similares à da arquitetura praticada hoje, "se você vai trabalhar com pilares enormes, vai deixar de usar uma tecnologia nova que permite vãos livres e vedamentos mais leves", explica.
E o melhor é que os clientes estão contra tal "estilo":
Já Monique Donata Tonini, 38, dona da imobiliária Casa Bacana, diz que a arquitetura que seus clientes mais procuram é a dos anos 1960. "Hoje, 99% já chegam com o discurso do 'não me venha com neoclássicos'. Eles não querem nem visitar para ver se gostam."
O que vocês acham: o neocracissismo está com os dias contados?
 

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Olhe aí, Sorvete. É o que eu já havia comentado naquele thread, 'quotando' a ti. Logicamente, como SP, ainda é, a locomotiva deste país e as outras cidades costumam repetir os seus feitos, o Neoclacissismo ainda está em alta em muitas delas. Mas em breve, elas tenderão a 'imitar' o estilo em voga em SP, acabando gradativamente com essa praga jeca, de prédios neoclássicos...
 

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Olhe aí, Sorvete. É o que eu já havia comentado naquele thread, 'quotando' a ti. Logicamente, como SP, ainda é, a locomotiva deste país e as outras cidades costumam repetir os seus feitos, o Neoclacissismo ainda está em alta em muitas delas. Mas em breve, elas tenderão a 'imitar' o estilo em voga em SP, acabando gradativamente com essa praga jeca, de prédios neoclássicos...
É raríssimo ver residenciais neoclássicos em BH, ainda bem.
 

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Em Natal, também. E os poucos que têm aqui, são discretos. Mas tem umas cidades brasileiras, que pelo amor de Jajá... Dói, de tanto que constrói essas 'jequices'
 

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neoanarquista charmosa
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Gente, se os próprios arquitetos são completamente contra esse estilo, por que ainda projetam neoclássicos a rodo?
 

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Modismo idiota de especulação imobiliária de pais subdesenvolvido (coisa que o Brasil nunca vai deixar de ser).
 

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Gente, se os próprios arquitetos são completamente contra esse estilo, por que ainda projetam neoclássicos a rodo?
Porque os clientes compravam. Se os clientes já estão mudando de conceito, essa é uma ótima notícia. Quem sabe há espaço para obras mais criativas.
 

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Bracho! Paola Bracho!
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Discussion Starter · #10 ·
Quando eu digo neocracissismo, eu estou sendo irônico, pois tais obras nunca poderiam ser consideradas neoclássicas.
 

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O mais curioso dessa "ascensão e queda" do Neocrássico, é o que li numa matéria da revista Bravo (se não me engano) de conteúdo muito parecido com essa aí, sobre o fim do estilo.

A matéria dizia que São Paulo lançou a moda, criou esse padrão de empreendimento, e que não tinha pegado tanto nas outras cidades porque elas eram "atrasadas", "resistentes", "conservadoras", só depois de um tempo de sucesso em São Paulo, a onda chegaria lá. E agora, São Paulo, na vanguarda, já abandonava o estilo.

Fiquei impressionado com a imprensa paulista é auto-referencial, se acha o centro do mundo e ditadora de tendências. O mercado imobiliário de São Paulo lança uma moda ridícula, tosca, anacrônica, de extremo mau gosto, e isso é considerado "vanguarda, tendência, nova moda". Mercados onde prevaleceu o bom gosto, o bom senso, e continuaram usando o estilo contemporâneo, são rotulados de atrasados, resistentes, conservadores. Conservador é usar arquitetura contemporânea, "ser in" é comprar neocrássico e abandonar "antes".

Isso é o mais irônico: a matéria chega à conclusão que SP é o mercado mais vanguardista da arquitetura, porque é o primeiro a abandonar o estilo escroto... que outros locais nem adotaram! :nuts: Difícil uma cidade que nem entrou nessa onda escrota abandonar antes, né... :nuts:
 

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Eu sou Lula!
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Notícia animadora, até ler isso:
a arquitetura que seus clientes mais procuram é a dos anos 1960.
Edifícios dos anos 60 estão entre os mais feios na minha opinião. Bem piores que os neoclássicos. Que os digam os paredões de prédios aberrantes que enfeiam as cidades costeiras do Brasil.
 

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to gulag!
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E qual o lado bom disso? neocLassisismo é legal...
pos-modernismo que é uma bosta.
 

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carioca
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O mais curioso dessa "ascensão e queda" do Neocrássico, é o que li numa matéria da revista Bravo (se não me engano) de conteúdo muito parecido com essa aí, sobre o fim do estilo.

A matéria dizia que São Paulo lançou a moda, criou esse padrão de empreendimento, e que não tinha pegado tanto nas outras cidades porque elas eram "atrasadas", "resistentes", "conservadoras", só depois de um tempo de sucesso em São Paulo, a onda chegaria lá. E agora, São Paulo, na vanguarda, já abandonava o estilo.

Fiquei impressionado com a imprensa paulista é auto-referencial, se acha o centro do mundo e ditadora de tendências. O mercado imobiliário de São Paulo lança uma moda ridícula, tosca, anacrônica, de extremo mau gosto, e isso é considerado "vanguarda, tendência, nova moda". Mercados onde prevaleceu o bom gosto, o bom senso, e continuaram usando o estilo contemporâneo, são rotulados de atrasados, resistentes, conservadores. Conservador é usar arquitetura contemporânea, "ser in" é comprar neocrássico e abandonar "antes".

Isso é o mais irônico: a matéria chega à conclusão que SP é o mercado mais vanguardista da arquitetura, porque é o primeiro a abandonar o estilo escroto... que outros locais nem adotaram! :nuts: Difícil uma cidade que nem entrou nessa onda escrota abandonar antes, né... :nuts:
Bruno eu não creio que a Bravo chegou a fazer uma matéria exaltando o neoclássico! Isso parece até pegadinha... como o nível dessa revista é baixo, chegar a considerar isso um movimento de vanguarda artistica, só pode ser piada.
 

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^^
The thread is not about those XIX century neoclassical buildings. It's about the fake ones in the 2000's. They're über-tacky.


O mais curioso dessa "ascensão e queda" do Neocrássico, é o que li numa matéria da revista Bravo (se não me engano) de conteúdo muito parecido com essa aí, sobre o fim do estilo.

A matéria dizia que São Paulo lançou a moda, criou esse padrão de empreendimento, e que não tinha pegado tanto nas outras cidades porque elas eram "atrasadas", "resistentes", "conservadoras", só depois de um tempo de sucesso em São Paulo, a onda chegaria lá. E agora, São Paulo, na vanguarda, já abandonava o estilo.

Fiquei impressionado com a imprensa paulista é auto-referencial, se acha o centro do mundo e ditadora de tendências. O mercado imobiliário de São Paulo lança uma moda ridícula, tosca, anacrônica, de extremo mau gosto, e isso é considerado "vanguarda, tendência, nova moda". Mercados onde prevaleceu o bom gosto, o bom senso, e continuaram usando o estilo contemporâneo, são rotulados de atrasados, resistentes, conservadores. Conservador é usar arquitetura contemporânea, "ser in" é comprar neocrássico e abandonar "antes".

Isso é o mais irônico: a matéria chega à conclusão que SP é o mercado mais vanguardista da arquitetura, porque é o primeiro a abandonar o estilo escroto... que outros locais nem adotaram! :nuts: Difícil uma cidade que nem entrou nessa onda escrota abandonar antes, né... :nuts:
Verdade. Nada mais irritante (e ridículo) do que imprensa provinciana.
 

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Edifícios dos anos 60 estão entre os mais feios na minha opinião. Bem piores que os neoclássicos. Que os digam os paredões de prédios aberrantes que enfeiam as cidades costeiras do Brasil.
Edificações construídas entre os anos 50 e 70 em São Paulo:















:cheers:
 

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neoanarquista charmosa
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It doesn't mean that, now that they've been demolished, we're going to begin building a style that has nothing to do with the original neoclassicism, and tries to bring up ellements unsuccessfully, thinking only about the sells.


If they were to rebuild these incredible buildings of Rio Branco avenue, but, actually, it's this we're talking about:

 
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