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Ceará
MORADA NOVA
Vaqueiros são homenageados em missa

http://www.opovo.com.br/opovo/ceara/795194.html

Daniela Nogueira
Enviada a Morada Nova

Festa em Morada Nova. Nesse fim de semana, a cidade homenageou os vaqueiros, com a tradicional missa na Igreja Matriz. Houve cavalgada pelas ruas até chegar ao Parque de Exposição

09/06/2008 00:19

Os vaqueiros foram homenageados na missa em Morada Nova(Foto: TALITA ROCHA)​

O chapéu e as botas de couro que as comentaristas usam durante a missa já indicam que a celebração ali é diferente. Nas primeiras filas perto do altar, o grupo vestido de gibão de couro agradece e pede proteção. É a 65ª vez que ocorre a Missa do Vaqueiro, tradição na cidade de Morada Nova, a 161 quilômetros da Capital. Na matriz, a Igreja do Divino Espírito Santo, vaqueiros, familiares e amigos deles se reuniram na manhã do último sábado, 7, para celebrar um dos pontos altos da festa que ocorre todo ano. É o início da vaquejada.

O ritual é todo preparado para homenagear o vaqueiro, chamado de herói, muitas vezes, durante a celebração. As músicas, entoadas entre as orações, falam da garra, da coragem e da bravura do sertanejo. O ritmo das canções foge do tradicional católico e imita a música mais popular. O canto da comunhão, por exemplo, lembra o Assum Preto, famoso na voz de Luiz Gonzaga. No ofertório, são eles, os vaqueiros, quem entram em procissão rumo ao altar. O chapéu de couro, o gibão, o guarda-peito e o chocalho são alguns dos elementos que eles oferecem a Deus. Sinal de fé.

A adaptação dos ritos à vida do vaqueiro, feita há três anos, é aprovada pelo pároco, o padre José Morais de Lima. "Assim, a gente chega mais perto deles. Fica até mais fácil de entender o que estão rezando", conclui. É ele que, durante a homilia, lembra que o dia é para a Igreja celebrar todo homem do campo: "Celebrando o vaqueiro, estamos celebrando a cultura, a valorização humana". Reclama da falta de apoio dado às minorias e faz um apelo: "Que a cultura não fique somente em museus. Que possamos valorizar o homem do campo e os pequenos proprietários que precisam de apoio".

De frente para o altar, a igreja lotada enfrenta o calor e participa. De vermelho estão as madrinhas dos vaqueiros. São esposas, filhas, netas que foram celebrar a vida dos homens da família que ousaram na cavalgada. Outros exibem na camisa amarela: "Vaqueiro herói, esta cidade te saúda". Uma forma simples de também mostrar o orgulho. Ao sinal da cruz, o vaqueiro tira o chapéu e repete o gesto. Sinal de respeito.

Cavalgada

Depois da missa, a cidade pára e sai às ruas para assistir à cavalgada de vaqueiros e outros montadores que seguem até o Parque de Exposição João de Deus Girão, onde ocorre a vaquejada. Hora de continuar a tradição. Pelas ruas de Morada Nova, os vaqueiros encourados, com gibão e chapéu, seguem em trote lento recebendo as saudações da gente que vê, registra com fotos e acena.

Atrás dos vaqueiros, os demais montadores que se achegam. À frente, um pequeno trio elétrico leva dois repentistas, Galego Aboiador e Pedro Neto, que improvisam versos ressaltando os homens de couro e recebem palmas da população que observa. Três quilômetros depois, a procissão a trote é recebida no Parque de Exposição. É lá onde ocorre o almoço oferecido aos vaqueiros. É hora de tirar o chapéu e, mais uma vez, receber os aplausos. São os heróis do campo que chegam e fazem fila em seus cavalos de frente ao Parque. Pouco depois, eles retornariam às selas e mostrariam por que a vaquejada é o esporte do homem do campo.

E-MAIS

Depois da missa dos vaqueiros em Morada Nova, eles seguem para o almoço no parque de exposição da cidade.

Durante a cavalgada pelas ruas da cidade, faziam o controle do tráfego e a segurança agentes do Departamento Municipal de Trânsito (Demutran) e policiais militares, em carros e motos.

Ainda no sábado, a vaquejada começa. Continuou no domingo.

Também há festa na cidade, nos dois dias de vaquejada.

A corrida deste ano leva o nome de Manuel Brito, um "grande vaqueiro" que já morreu, segundo os organizadores.

Foram homenageados quatro vaqueiros, alguns dos mais velhos na cidade. São duas duplas de irmãos: Raimundo Rodrigues Chagas e Vicente Chagas Sobrinho; Joaquim Bezerra de Araújo e José Bezerra de Araújo.

Leia mais sobre esse assunto

* 09/06/2008 00:19:08 - Força e coragem
* 09/06/2008 00:19:08 - Vaquejada é cultural
 
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