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Sob o controle do Estado

Em vez das empresas, governo local é quem vai gerir o sistema, medir prejuízos, calcular e repartir o lucro. Concorrência entre os diferentes meios de locomoção não cabe no novo modelo que é projetado

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Talita Cavalcante
Da equipe do Correio
Breno Fortes/CB - 16/3/07

Todos os novos veículos do sistema terão catracas eletrônicas


Um dos pontos mais importantes do programa Brasília Integrada é a retomada da gestão e do controle do sistema público de transporte pelo governo local. Hoje, 4% do que é arrecadado é repassado ao Executivo. Mas as próprias empresas de ônibus atestam quantas pessoas carregaram. Além disso, as despesas de produção e emissão de vales-transporte são descontados desse percentual. Só depois a verba é repassada aos cofres do Governo do Distrito Federal.

O controle do sistema ficará a cargo da Câmara de Compensação de Receitas e Créditos, que fará também a repartição do lucro para a remuneração dos meios de transporte envolvidos. A Câmara será responsável também por equalizar os lucros e os prejuízos das linhas. “Precisamos resgatar para nós esse controle. O GDF perde milhões deixando nas mãos das empresas esse serviço”, ressaltou o secretário de Transportes do DF, Alberto Fraga. Ele acrescenta que o Brasília Integrada está na fase de audiências públicas, nas quais o projeto é apresentado aos órgãos envolvidos na instalação e à população. Mas Fraga não sabe informar quando o programa entrará em vigor.

Sem disputa
O grande trunfo do Brasília Integrada é a interligação dos meios de transporte, sem que um exerça concorrência sobre o outro. Os sistemas devem trabalhar de forma diferenciada e com linhas distintas (confira arte), sem choques de itinerários. “O importante é que um modo de transporte não compita com o outro”, frisa o urbanista e ex-prefeito de Curitiba, Jaime Lerner. Ele foi o responsável pela implantação do sistema de transporte integrado em Curitiba, na década de 1970. Além disso, prestou consultoria à equipe de transição do atual governador José Roberto Arruda e entregou um relatório de 300 páginas ao secretário de Transportes com sugestões ao Brasília Integrada.

Para que a interligação entre ônibus e metrô seja efetiva, é preciso instalar catracas eletrônicas em todos os veículos que farão parte do programa inicialmente. Por meio de um cartão sem contato, o número de viagens será armazenado dentro de um chip e descontado a cada embarque. Assim, com a “integração aberta e de crédito temporal”, o passageiro pagará uma única viagem, mesmo que precise pegar outro meio de transporte, desde que esteja dentro do tempo preestabelecido e que não mude de sentido. Está prevista a implantação de quatro terminais de integração viária (confira arte). Dois já estão prontos: o da Asa Sul e o da Rodoviária de Brasília. Outros dois, no Park Way e no final da Asa Norte, ainda serão construídos.

O especialista em Política de Transporte da Universidade de Brasília (UnB) Joaquim Aragão compara a capital brasileira à Europa da década de 1960. “Estamos pelo menos 50 anos atrasados em relação a políticas de transporte. Precisamos urgentemente de um plano estratégico de mobilidade, que inclua ciclistas, pessoas com necessidades especiais e transeuntes”, argumentou. Segundo ele, o Brasília Integrada servirá principalmente às pessoas de baixa renda, por conta da implantação do bilhete único.

O trabalhador, lembra Aragão, faz várias viagens e gasta diversas vezes para chegar ao serviço por necessidade, e não por opção. Ele defende um sistema de transporte dinâmico, sob o controle do Estado: “Não dá mais para ficarmos nas mãos de empresas de ônibus e de permissionários. O governo descuidou e eles tomaram conta de tudo. É preciso retomar as rédeas da situação”.


PARTICIPAÇÃO POPULAR

As audiências públicas sobre o Brasília Integrada acontecem de 15 a 24 deste mês. A população de Ceilândia será a primeira a conhecer o programa, na terça-feira, às 19h, na Fundação Bradesco. O segundo encontro será em Taguatinga e os dois últimos no Plano Piloto. Mais informações: www.st.df.gov.br.


NA CÂMARA LEGISLATIVA

A comissão do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) exigiu várias medidas organizacionais do governo local para a implantação do Brasília Integrada. Fez-se, então, o Projeto de Lei nº 303/07, que tramita na Câmara Legislativa em caráter de urgência e normatiza o Brasília Integrada. O projeto hoje está na Comissão de Constituição e Justiça. A legislação trata de três pontos principais: a introdução da bilhetagem eletrônica nos ônibus e microônibus, a gestão governamental do sistema de transporte e a integração entre os meios de transporte viário e metroviário. O mais importante, de acordo com o secretário Alberto Fraga, é a criação de uma nova Câmara de Compensação de Receitas e Despesas do sistema, que será administrada pelo GDF.


Fonte: Correio Braziliense
 

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^^ Já estou rezando!!!!

Vou acrescentar essa outra reportagem que saiu no Correio Braziliense.

Transporte
Trânsito em ordem

Projeto Brasília Integrada prevê redução no número de ônibus, linhas e vans que vão circular pela capital nos próximos anos. Para tanto, o metrô torna-se o principal meio de locomoção pública do DF

O metrô será o principal meio de transporte no Distrito Federal nos próximos anos. Trata-se do eixo central do programa Brasília Integrada, que é elaborado pelo governo local para sanear o sistema público. O projeto prevê a redução do número de coletivos e de linhas, tornando dispensável mais da metade dos percursos. A quantidade de ônibus cai dos atuais 2,3 mil veículos para 1,9 mil. Das 850 linhas hoje em atividade sobrariam apenas 320, reforçadas por uma frota inicial de 450 microônibus — ao todo, o sistema contará com 600 desses veículos, em substituição às 1.529 vans que rodam pelo DF.
De acordo com a proposta, os 1,9 mil ônibus e todos os microônibus do programa serão licitados e terão abertura dos lados direito e esquerdo. As principais mudanças do Brasília Integrada começarão pela Estrada Parque de Taguatinga (EPTG) e pela construção de ciclovias. Nas principais vias, como as avenidas W3 Norte e Sul, os ônibus circularão pela esquerda, adjacentes aos canteiros centrais. Serão implantadas vias marginais na EPTG, na Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia) e na Estrutural. Alguns pontos terão também trâ0nsito reverso em determinadas horas do dia.

Depende do BID
Na Asa Norte, em Sobradinho e Planaltina haverá novos terminais viários e mais linhas diretas para o Plano Piloto, para compensar a ausência do metrô. As mudanças, porém, dependem da liberação de um empréstimo de US$ 161 milhões pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A contrapartida do GDF serão US$ 85 milhões, gastos em obras de adequação — como ciclovias e novas estações de metrô — para a implantação do programa. Desde 2004, o governo negocia o programa com o BID, cuja equipe já fez sete visitas técnicas no DF. A última análise para a assinatura do convênio está marcada para 30 de junho.

Além de ter o metrô como uma espécie de coluna cervical, o projeto será formado por dois sistemas — um básico e outro complementar. No primeiro, ônibus convencionais e microônibus vão ligar o centro de Brasília e os condomínios às cidades. No segundo, os microônibus ou vans levarão passageiros até as áreas rurais, além de transportar executivos e pessoas com necessidades especiais. “O serviço alternativo poderá ser absorvido pela modalidade complementar. Mas, não temos obrigação de aceitar as vans. Vamos negociar isso ainda”, avisou o secretário de Transportes, Alberto Fraga.


O IMPACTO

Programa reduz de 2,3 mil ônibus para 1,9 mil coletivos nas ruas do DF.
Das 850 linhas, apenas 320 serão mantidas. As 1.529 vans serão substituídas por 600 microônibus
 

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Discussion Starter · #4 ·
^^ Já estou rezando!!!!

Vou acrescentar essa outra reportagem que saiu no Correio Braziliense.

Transporte
Trânsito em ordem

Projeto Brasília Integrada prevê redução no número de ônibus, linhas e vans que vão circular pela capital nos próximos anos. Para tanto, o metrô torna-se o principal meio de locomoção pública do DF

O metrô será o principal meio de transporte no Distrito Federal nos próximos anos. Trata-se do eixo central do programa Brasília Integrada, que é elaborado pelo governo local para sanear o sistema público. O projeto prevê a redução do número de coletivos e de linhas, tornando dispensável mais da metade dos percursos. A quantidade de ônibus cai dos atuais 2,3 mil veículos para 1,9 mil. Das 850 linhas hoje em atividade sobrariam apenas 320, reforçadas por uma frota inicial de 450 microônibus — ao todo, o sistema contará com 600 desses veículos, em substituição às 1.529 vans que rodam pelo DF.
De acordo com a proposta, os 1,9 mil ônibus e todos os microônibus do programa serão licitados e terão abertura dos lados direito e esquerdo. As principais mudanças do Brasília Integrada começarão pela Estrada Parque de Taguatinga (EPTG) e pela construção de ciclovias. Nas principais vias, como as avenidas W3 Norte e Sul, os ônibus circularão pela esquerda, adjacentes aos canteiros centrais. Serão implantadas vias marginais na EPTG, na Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia) e na Estrutural. Alguns pontos terão também trâ0nsito reverso em determinadas horas do dia.

Depende do BID
Na Asa Norte, em Sobradinho e Planaltina haverá novos terminais viários e mais linhas diretas para o Plano Piloto, para compensar a ausência do metrô. As mudanças, porém, dependem da liberação de um empréstimo de US$ 161 milhões pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A contrapartida do GDF serão US$ 85 milhões, gastos em obras de adequação — como ciclovias e novas estações de metrô — para a implantação do programa. Desde 2004, o governo negocia o programa com o BID, cuja equipe já fez sete visitas técnicas no DF. A última análise para a assinatura do convênio está marcada para 30 de junho.

Além de ter o metrô como uma espécie de coluna cervical, o projeto será formado por dois sistemas — um básico e outro complementar. No primeiro, ônibus convencionais e microônibus vão ligar o centro de Brasília e os condomínios às cidades. No segundo, os microônibus ou vans levarão passageiros até as áreas rurais, além de transportar executivos e pessoas com necessidades especiais. “O serviço alternativo poderá ser absorvido pela modalidade complementar. Mas, não temos obrigação de aceitar as vans. Vamos negociar isso ainda”, avisou o secretário de Transportes, Alberto Fraga.


O IMPACTO

Programa reduz de 2,3 mil ônibus para 1,9 mil coletivos nas ruas do DF.
Das 850 linhas, apenas 320 serão mantidas. As 1.529 vans serão substituídas por 600 microônibus
Cara.bsb vc não reparou o pq a zona oeste, justamente aonde estão os condominios do Lago Norte e Lago Sul e redondezas do Paranoá e São Sebastião não são atendidas pelo Brasilia Integrada?

Pela informação que eu obtive, pq são locais aonde tem grande concentração de condominios de luxo, claro tem algumas exceções, como os proprios bairros do Paranoá, Itapuã e São Sebastião.

O restante dos bairros é de classe média, média alta e alta, um público que não depende de transporte público, mas que responde por 600 mil pessoas que moram lá.

E por aí vai, como Lago Norte, Lago Sul, Park Way e em breve o Alphaville.
 

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^^ Na verdade todas essa região, ou melhor, todo o DF, serão atendidas pelo Brasília Integrada. Só não terão obras especiais, como mudanças viárias, faixas exclusivas ou grandes terminais, o que é compreensível, nem de longe tem demandas parecidas com a principal área de intervenção, fora que o trânsito ainda flui bem. Mas as linhas integradas e o novo modelo tbm valerão para essas áreas. E se concretizarem o Alphaville é so adaptar a rede e fazer novos terminais.
 

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^^ Mas é muita folga de empresário querer exigir que o GDF invista em uma rodovia que irá beneficiá-los diretamente, se isso é fundamental para o sucesso do condomínio que façam eles mesmo.
Andei dando uma olhada no novo PDOT e ele trabalha essa questão de empreendimentos que geram fluxo, eles devem entregar estudos sobre as mudanças no local que irão acarretar e fazer as adequações que o GDF achar necessário para reduzir os impactos. Tava demorando algo nesse estilo para Brasília, pelo menos deve melhorar a questão da falta de vagas. E o PDOT também criará uma série de polos multifuncionais, que estarão ao redor de áreas consolidadas e de terminais de transporte público, e por isso poderão ter uso do solo mais flexível sem trazer tantos problemas à rede viária.
 

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Discussion Starter · #8 ·
Eu fiquei sabendo que eles vão criar cidades comerciais e industriais em praticamente em todas as regiões, agora tu acreditas que Brasilia passará ter zonas iguais a qualquer outra cidade grande, como Zona Norte, Zona Sul e por ai vai.
 

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^^ Acho que serão 7 macrozonas e cada uma com um pólo multifuncional integrado aos eixos de transporte, o PDOT parece muito bem elaborado, vai contribuir bastante para deixar a cidade mais organizada e integrada, pelo menos acabarão com o isolacionismo de certas regiões e adensarão outras ao invés de criar novas áreas. Parece que o planejamento está sendo colocado novamente como prioridade, Brasília parecia só cobrir urgências e situações consolidadas, o que só agrava os problemas urbanos.
 

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Bilhetagem Eletrônica

O sistema de bilhetagem eletrônica desenvolvido pelas empresas de ônibus com a coordenação do GDF foi apresentado hoje, em pouco tempo toda os ônibus já contarão com o validador, que no futuro será o responsável pela integração (segundo a secretaria a integração estará funcionando até o fim do ano, e o prazo para do todo o Brasília integrada, com obras viárias e terminais, deve ficar pronto em 2 ou 3 anos). Hoje a administração da receita tarifária é feita pelas empresas, mas o projto para a administração voltar para o GDF está na Câmara, isso é fundamental para a integração. A comunicação visual me surprendeu, eu achei que ficou excelente, não esperava algo tão bom das empresas de ônibus daqui.


"Bilhetagem nos ônibus começa a ser implantada
A extinção das vans de condomínios aumentou em 20% o número de usuários de ônibus. A informação foi dada, ontem, pelo Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo, durante apresentação do serviço de bilhetagem eletrônica, denominado Fácil Brasília Transporte Integrado, que começa a ser implantado, hoje, na frota de coletivos do DF e que entra em operação comercial a partir de 15 de julho próximo. Com o fim das vans de condomínio, o metrô aumentou a demanda em 30%.
Segundo o coordenador técnico do projeto, José Aloísio Cavalhieri, só no final do mês se poderá ter uma idéia precisa do aumento da demanda nos ônibus em função do fim do Serviço de Transporte Público Alternativo de Condomínios (STPAC).

O sistema de bilhetagem eletrônica, revelou ele, está apto a acolher os usuários do serviço de transporte coletivo de Brasília. "O Fácil representa um investimento de R$ 30 milhões das 12 empresas de transporte coletivo na modernização da gestão da frota. Uma medida que acabará com o comércio de vales-transporte e outros tipos de fraudes que têm tornado a operação atual do sistema deficitário", ressaltou.

Sem demissão
A bilhetagem eletrônica, garantiu, "não causará demissão de cobradores". Segundo Aloísio, eles continuarão a existir no novo esquema e já vêm sendo treinados pelas empresas de transporte coletivo. "Passarão a atuar como agentes de bordo recebendo o dinheiro da compra dos cartões magnéticos e dos créditos, além de explicar ao usuário a operação", revelou.

Para utilizar o sistema, o usuário deverá se credenciar em uma das agências do Fácil. O cartão lhe será entregue em, no máximo, sete dias. Com ele na mão, o passageiro comprará os créditos da passagem, na loja ou no ônibus. Um chip instalado dentro do cartão eletrônico possibilitará identificar a categoria do passageiro (estudante, idoso e etc) e informará a quantidade de créditos disponíveis.

No ônibus ou numa loja, ao aproximar o cartão do validador (um equipamento eletrônico de leitura óptica), o chip fará o débito do valor da tarifa, mostrará o saldo restante e liberará a passagem pela roleta. Este sistema de carga e recarga, assinalou Aloísio, traz como vantagem adicional a diminuição do volume de dinheiro manuseado, minimizando o perigo de assaltos.

Em caso de extravio ou roubo do cartão, explicou ele, o bloqueio poderá ser feito com segurança e rapidez, por meio do número 0800 94 12345 ou pela internet pelo site www.facildf.com.br. O saldo remanescente será transferido para um novo cartão imediatamente. "A bilhetagem eletrônica é o começo da modernização do sistema de transporte de Brasília", disse." (Fonte: Jornal de Brasília, 17 de maio de 2007)















"TRANSPORTE - Governador e secretário Alberto Fraga conhecem sistema de bilhetagem eletrônica
(16/05/2007 - 19:58)


Empresários do sistema de transporte coletivo apresentaram nesta quarta-feira, dia 16, um modelo de bilhetagem automática que substitui passes e vales de papel por cartões eletrônicos. Sentados O governador José Roberto Arruda, o secretário de Transporte Alberto Fraga e outros integrantes do governo local ouviram as explicações sobre a nova tecnologia. “O projeto está dentro dos nossos anseios. O único impasse é a gestão. O governo precisa ter o controle do sistema”, afirmou Fraga.
O sistema de pagamento eletrônico deverá ser instalado em todos os ônibus e metrôs do Distrito Federal. Ao invés do vale, cada usuário terá um cartão que armazena unidades tarifárias. Ao passar por um aparelho chamado validador, o valor da passagem é automaticamente debitado. O mesmo equipamento mostra ao passageiro o saldo restante. “A bilhetagem automática e integrada é o segredo da melhoria no sistema de transporte coletivo. Sem esse sistema, estaremos sempre atrasados”, observou o governador.

As economias que o sistema pode oferecer também interessaram o governo. Os gastos públicos com vale-transporte, por exemplo, podem cair cerca de 30% com o uso da bilhetagem eletrônica. “Quando pagamos o tíquete aos servidores, não importa se eles usaram ou não todos os vales. O dinheiro sai do governo da mesma forma”, explicou Arruda. “No novo sistema de pagamento, o valor que não foi usado fica como crédito para o mês seguinte.”

Para que a bilhetagem automática seja implantada é preciso definir quem terá responsabilidade sobre a gestão do sistema. “O projeto de lei que apresentamos na Câmara Legislativa prevê que o controle fica com o governo”, enfatizou Arruda. “A gestão pode ser compartilhada e aberta, mas quem manda na bilhetagem eletrônica é o governo.” Depois de ressaltar que não abrirá mão da gestão do sistema, o governador esclareceu que nenhum valor de passagem entrará nos cofres públicos. “O repasse é on line, os empresários não precisam se preocupar com isso.”


Carolina Caraballo – Agência de Comunicação" (Fonte: www.gdf.df.gov.br)
 

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Sem vans irregulares, Arruda promete passagem de ônibus mais barata


Sinval Neto
Do CorreioWeb

17/05/2007
07h41-O governador José Roberto Arruda informou nesta quarta-feira que o preço das passagens de transporte público no Distrito Federal poderá cair em um período de longo prazo. Ele também prometeu que não haverá reajuste para cima nas tarifas nos próximos meses, mesmo com a inflação e os aumentos nos preços de combustíveis.

As notícias surgem após divulgação de dados pela Secretaria de Transporte sobre a demanda no transporte de ônibus e metrô. Após retirar de circulação vans irregulares e piratas das ruas da capital federal, a procura por esses serviços aumentou em 20% (ônibus) e 30% (metrô).

Durante o dia, Arruda também anunciou que o governo irá gerir o novo sistema de bilhetagem eletrônica, que estará funcionando até o fim do ano. Após conhecer o programa, nesta quarta-feira, ele disse que o GDF terá controle da demanda e saberá quando houver real necessidade de aumento nas tarifas. Hoje, os dados sobre a utilização de transporte público são repassados à Secretaria de Transporte pelos próprios empresários, que reivindicam sua percentagem de reajuste.

A notícia não agradou empresários do ramo de transportes. O dono da empresa Viplan, Wagner Canhedo, disse que quer discutir melhor a questão. Já tivemos problemas em 2001, quando o GDF também exercia a mesma função e acabamos tendo um prejuízo de R$ 60 milhões”, afirma. Arruda garantiu que o novo sistema irá devolver o dinheiro aos empresários automaticamente, logo que o passageiro utilizar a catraca. “O governo não irá colocar a mão no dinheiro das empresas”, disse o governador.

Bilhetagem
O novo sistema de bilhetagem eletrônica irá funcionar como nas grandes cidades do mundo. O usuário recarrega um cartão com chip e pode utilizá-lo em todos os meios de transporte. Assim que acionado, o valor é imediatamente debitado. Empresários e governo terão sempre à disposição as transações feitas ao longo do dia.

O secretário de Transporte, Alberto Fraga, garantiu que a bilhetagem eletrônica não irá retirar o emprego dos cobradores de ônibus. “Eles irão continuar em seus postos, mesmo porque haverá pessoas que irão pagar a passagem com dinheiro”, explicou.
 

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spca
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Muito boa essa notícia sobre a bilhetagem eletrônica. Gosto muito da cidade de Brasílai e torço pra que o Brasília Integrada tenha sucesso. Torço tb para que o metrô da cidade possa transportar muito mais gente. Se esse dado de que o metrô aumentou a sua demanda em 30 % seja correto, significa que aumentou de 80 mil pass por dia para 104 mil.. Isso seria muito bom, tomara que continue crescendo mais ainda... até uns 400, 500 mil por dia. Quando tiver uma informação oficial do número de passageiros diários do metrô, eu atualizo o thread sobre o movimento dos metrôs no Brasil. http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=468082
 

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Discussion Starter · #15 ·
Acho que há algo errado com o mapa. Não existe uma rede viária contínua. Os corredores desaparecem assim que chegam no Plano Piloto. Esquisito mesmo, né?
O mapa está correto, apenas saiu errado no caso do entrocamento da EPCL e BR 070, ou a famosa Estrutural, o mapa está fiel, e é um sistema continuo sim, acho que vc não interpretou o mapa corretamente.
 

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Acho que há algo errado com o mapa. Não existe uma rede viária contínua. Os corredores desaparecem assim que chegam no Plano Piloto. Esquisito mesmo, né?
O Plano Piloto é uma área tombada, não é possível cortá-lo com vários corredores exclusivos, o próprio corredor da W3 terá de ser muito bem planejado e aprovado pelo IPHAN. Fora que as vias do Plano não são tão congestionadas, tirando gargalos em horários de pico, logo o corredor não se faz tão ncessário, uma organização nos itinerários já é suficiente. O foco de intervenções viárias, como os corredores, é na área mais congestionada e populosa do DF, nas demais, os corredores virão com o tempo e a necessidade.
 

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Discussion Starter · #17 ·
O Plano Piloto é uma área tombada, não é possível cortá-lo com vários corredores exclusivos, o próprio corredor da W3 terá de ser muito bem planejado e aprovado pelo IPHAN. Fora que as vias do Plano não são tão congestionadas, tirando gargalos em horários de pico, logo o corredor não se faz tão ncessário, uma organização nos itinerários já é suficiente. O foco de intervenções viárias, como os corredores, é na área mais congestionada e populosa do DF, nas demais, os corredores virão com o tempo e a necessidade.
cara.bsb apenas tem uma coisa no mapa que não aparece, que é um projeto ainda maior do que o Brasília Integrada, que a via InterBairros, no projeto será uma freeway, saindo do bairro da Samambaia, até no final da Asa Sul, somente ele vai custar perto de 300 milhões de reais, ainda o transito vai fluir melhor pois os Brasilienses que vivem na zona Oeste terão mais uma alternativa de via para entrar no Plano Piloto.

A rodovia vai ser bem complexa pois haverá parte que seriam os tuneis que serão construidos, e ai os moradores além das vias tradicionais: EPCL, EPTG e EPNB.
 

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^^ A Interbairros é projeto para médio prazo, e posivelmente ainda nem está totalmente detalhada, esse governo possivelmente só irá começar as obras, já o Brasília Integrada está planejado e pode começar a ser implantado a qualquer momento, por isso não a incluiram aí, fora que eu acho que a Interbairros nem deve ganhar corredor de transporte coletivo, uma vez que boa parte do seu trajeto é atendido pelo metrô.
Pelo que eu saiba pelo menos o trecho aqui no Guará será em túnel, uma vez que a via vai passar no meio de uma área residencial bem movimentada. E nos renders da nova rodoviária tbm aparece uma tesourinha que eu julgo ser do cruzamento entre a interbairros e a EPIA.
 

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Discussion Starter · #19 ·
^^ A Interbairros é projeto para médio prazo, e posivelmente ainda nem está totalmente detalhada, esse governo possivelmente só irá começar as obras, já o Brasília Integrada está planejado e pode começar a ser implantado a qualquer momento, por isso não a incluiram aí, fora que eu acho que a Interbairros nem deve ganhar corredor de transporte coletivo, uma vez que boa parte do seu trajeto é atendido pelo metrô.
Pelo que eu saiba pelo menos o trecho aqui no Guará será em túnel, uma vez que a via vai passar no meio de uma área residencial bem movimentada. E nos renders da nova rodoviária tbm aparece uma tesourinha que eu julgo ser do cruzamento entre a interbairros e a EPIA.
Concordo com vc, mas tem que ficar atento que, a InterBairros sairá por etapas, a etapa prioritária será entre o Pistão Sul (Taguatinga) até a EPIA (Asa Sul), e os demais trechos (Samambaia/Pistão Sul) e (EPIA/W3 Sul) será construída em outras etapas.

E no caso da nova Rodoviária, é imperativo que seja construido toda a superestrutura, incluindo as tesourinhas (viadutos).

E pelo que fiquei sabendo, o IPHAN proibiu viadutos iguais ao da Rodoferroviária e escolheram abaixar a rodovia que passa em frente da nova rodoviária e o viaduto que seria acima do nivel da pista, passará agora em nivel.
 

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Discussion Starter · #20 ·
A Interbairros acompanhará a linha do metrô. "É um caminho já aberto, o que minimiza o impacto ambiental". Ele ressalta que isso não resultará em concorrência com o metrô, por se tratarem de tipos diferentes de usuários.

Não há previsão para o início das obras. "Quando concluirmos o projeto executivo, vamos preparar o processo de licitação", diz Filippelli. Depois do início dos trabalhos, entretanto, os brasilienses esperarão pelo menos dois anos para ver a Interbairros pronta. "Esse é o tempo mínimo da obra. Mas ela não trará transtornos à população".

Para viabilizar a Interbairros, a CEB prepara-se para licitar o projeto de enterramento de redes de energia elétrica que passam por aquele ponto.

Serão 8,5 Km de rede subterrânea do Pistão Sul até Águas Claras, passando pelo Guará. Por isso, a Interbairros deverá começar a ser construída pelo lado da Epia. O enterramento do linhão de energia elétrica também possibilitará a criação de novas ocupações em Águas Claras e entre o Guará I e II.
 
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