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Ainda sobre os novos ônibus da SOU Limeira: eles já devem receber a nova placa padrão Mercosul, que passará a ser obrigatória em todo o Brasil, a partir de amanhã, para todos os veiculos zero quilômetro.
 

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Porto Alegre propõe taxar aplicativos para reduzir a zero tarifa de ônibus para trabalhador

Passe livre para o trabalhador formal seria possível em 2021. Taxa sobre congestionamentos e fim de custo de gerenciamento estão entre outras propostas. Tarifa comum poderia ser de R$ 2

A prefeitura de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, enviou nesta segunda-feira, 27 de janeiro de 2020, à Câmara de Vereadores um pacote de medidas para obter receitas de financiamento dos transportes coletivos e reduzir os valores das tarifas.

Entre as propostas estão a taxação de serviços de carros de aplicativos, como Uber e 99; cobrar uma tarifa dos carros emplacados fora de Porto Alegre quando entrarem na cidade; acabar com a taxa administrativa de gerenciamento do sistema; reduzir o total de cobradores de ônibus; e criar uma taxação às empresas para garantir passe livre a quem está registrado em carteira.

Com as medidas, de acordo com os estudos da prefeitura, além de garantir tarifa zero para os trabalhadores formais em 2021, será possível que no mesmo ano, a tarifa comum seja de R$ 2 e para os estudantes, R$ 1.

A gestão municipal ainda pediu a realização de uma sessão extraordinária para votação nas próximas quinta-feira e sexta-feira.

Em nota, o prefeito Nelson Marchezan Júnior diz que, no mundo inteiro, quem transporta majoritariamente os passageiros são os ônibus, mesmo onde há grandes redes de trilhos, e cidades que são referência possuem formas de auxílio ao cidadão no valor da passagem.

“Quem mora, trabalha ou estuda em Cascais, em Portugal, por exemplo, desde o dia 1º de janeiro não paga mais tarifa, graças à taxação de veículos e estacionamentos. São Paulo subsidia 38% do custo da passagem. Berlim, na Alemanha, arca com 54% do valor e Praga, capital da República Tcheca, subsidia um percentual ainda maior, de 74%.” – diz a nota.

Na mesma nota, a prefeitura resume cada uma das propostas.

Fim da taxa da CCT

Acaba com a taxa administrativa, chamada de Câmara de Compensação Tarifária (CCT), cobrada pela prefeitura para fazer a gestão do sistema. Com o fim da taxa, o Município desonera o cidadão que anda de ônibus, para baratear a tarifa do sistema de transporte coletivo. O fim dessa taxa, administrada pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), representa uma economia de 3% do custo do sistema para o passageiro pagante. O valor será revertido para subsidiar a tarifa. Se aprovado, o impacto na redução do valor da passagem será de R$ 0,15.

Tarifa de uso do sistema viário

Aplica uma tarifa de R$ 0,28 por quilômetro rodado para as empresas de transporte por aplicativos (Uber, Cabify, 99, Garupa etc.) pelo uso do sistema viário. Atualmente, aproximadamente 25 mil veículos das plataformas atuam no município. Modelo semelhante já foi implantado em outras capitais do país, com o diferencial de que Porto Alegre vai investir 100% do valor para subsidiar a tarifa de ônibus. A medida reduz em R$ 0,70 a passagem.

Tarifa de congestionamento

O excesso de veículos que circulam em Porto Alegre causa congestionamentos e outras externalidades, como mais poluição e mais tempo de viagem no transporte coletivo, entre outras. Para diminuir o número de veículos e estimular o uso do transporte público, carros emplacados fora de Porto Alegre passam a pagar o valor referente a uma passagem de ônibus uma vez ao dia para entrar na cidade. Esse modelo é adotado em diversas cidades do mundo e vai ajudar a reduzir a tarifa em R$ 0,50.

Redução gradual de cobradores

A flexibilização da lei desobriga a presença do cobrador em casos específicos, como em dias de passe livre, domingos e feriados, das 22h às 4h, em linhas com número reduzido de passageiros e nas linhas alimentadoras, já gratuitas, que levam o passageiro de dentro dos bairros até o eixo principal de atendimento. Nestes casos, muitas vezes os cobradores já não possuem nenhuma função, pois não há passagem a cobrar em dias de passe livre ou nas linhas alimentadoras e, mesmo assim, as empresas hoje são obrigadas a destacar um funcionário para ficar sentado dentro do ônibus. É importante frisar que a lei não prevê a demissão de nenhum cobrador, mas apenas possibilita que gradualmente eles não sejam mantidos nessas linhas específicas. Os profissionais serão capacitados para evoluir profissionalmente e atuar em outras funções nas próprias empresas onde já estão contratados. O impacto da mudança na passagem é de menos R$ 0,05.

Taxa de mobilidade urbana

Inspirado no modelo francês do Versement Transport (VT), a taxa de mobilidade urbana (TMU) é um encargo urbano cobrado das empresas por empregado com carteira assinada, o que vai garantir para esses trabalhadores o passe livre no sistema de transporte coletivo. Além do mais, como o empregador não precisará mais comprar vale- transporte, o funcionário não terá mais o desconto de até 6% no salário quando for usuário unicamente do sistema da Capital.

Se aprovados os demais projetos de leis, o valor cobrado dos empresários diminui e, juntos, eles poderão resultar no custeio de uma tarifa significativamente menor. Os projetos só entram em vigor no próximo período fiscal, ou seja, em 2021.

Valor da passagem – Além de não contar com ajuda de custo no sistema, a capital gaúcha arca com uma série de fatores que transformam a passagem em uma das mais caras do país. No caso da mão de obra, que ocupa metade dos custos da tarifa, o salário pago a motoristas e cobradores chega a ser até 29% superior à média nacional. Esta diferença impacta em R$ 0,40 no valor pago pelo cidadão.

Porto Alegre também aparece nas primeiras posições do ranking quando se fala em isenções da tarifa. Enquanto a média nacional é de 22%, na Capital 30% de usuários não pagam para utilizar o sistema. São 285 mil pessoas por dia custeando a passagem para 124 mil gratuidades. Se esta equação for equiparada ao restante do país, o impacto na passagem seria de R$ 0,55 no valor final. Porto Alegre também oferece a segunda maior frota com ar-condicionado e metade dos veículos com motor traseiro e suspensão a ar. Esses diferenciais somam R$ 0,15 no valor final da passagem.

Via: https://diariodotransporte.com.br/2020/01/27/porto-alegre-propoe-taxar-aplicativos-para-reduzir-a-zero-tarifa-de-onibus-para-trabalhador/
Alguém já pensou em criar corredores de ônibus e cobrar tarifa ou pedágio de quem quer circular neles .

Expande os corredores para a cidade inteira ,os ônibus urbanos teriam circulação livre e o restante dos veículos se quiser pague uma taxa ,destine o valor arrecadado para o transporte.

A pessoa chamou o UBER ou táxi e quer usar o corredor que pague por isso .

A classe média alta ficaria muito feliz em poder pagar 100 ou 150 por mês para circular em corredores exclusivos .
 

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Interessante matéria publicada no site do Adamo.

Mais de 60% dos usuários dos aplicativos vieram do transporte público e preço está entre os principais motivos da troca
Levantamento da associação nacional que reúne as empresas de ônibus realizou 1.410 questionários eletrônicos em dez capitais

Sem prioridade nos investimentos e no espaço urbano, o transporte público, seja por ônibus e trilhos, não têm a velocidade e a abrangência necessárias. Além disso, como há poucas fontes de financiamentos dos serviços, como ocorre em outros países, as tarifas estão cada vez mais altas.

Tudo isso leva a um desinteresse da população pelos meios de transportes de média, alta e altíssima capacidade, que procura outras formas de deslocamentos que, apesar de atenderem anseios individuais ou de pequenos grupos, coletivamente podem trazer em curto e médio prazos prejuízos como aumento de congestionamentos e poluição nas cidades.

Um levantamento da NTU – Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, que reúne mais de 500 companhias de ônibus urbanos e metropolitanos em todo o Brasil, mostra que os aplicativos estão atraindo mais as pessoas que usavam habitualmente somente o transporte público do que as pessoas que faziam uso frequente de carros próprios.

Assim, de acordo com os dados, em tese, os aplicativos não estariam sendo capazes de tirar carros e motos das ruas, mas estão reduzindo a principal fonte de financiamento do transporte coletivo no Brasil: o passageiro pagante.

O levantamento mostra que entre os passageiros que fazem uso diário e semanal dos aplicativos, mais de 60% andavam apenas de transporte público: 61% entre o que todos os dias pegam carros de aplicativo usavam apenas ônibus, metrô e trem. Entre os que usam toda a semana os aplicativos, o índice é de 65%. Já dos que usam aplicativos todo o mês, o total é um pouco menor: 55% vieram do transporte público

Menos de 20% dos usuários de aplicativos andavam apenas de transporte individual motorizado: 19% entre os diários, 16% entre os usuários semanais dos aplicativos e 19% entre os “mensais”.

“A maioria dos entrevistados (52%) utiliza o serviço apenas algumas vezes por semana (entre 2 e 4 viagens). Apenas 10% das viagens são realizadas diariamente, seja por motivo de trabalho, estudo, saúde ou lazer. O segundo grupo mais representativo é formado por clientes esporádicos, que utilizam o serviço para atividades pontuais ao longo do mês.” – diz a apresentação.

O trabalho é o principal motivo dos passageiros que utilizam o serviço todo dia. Os usuários esporádicos ou semanais utilizam o serviço, principalmente, para lazer.

Foram realizadas entrevistas eletrônicas por questionários em redes sociais. Foram avaliados 1.410 questionários no período de 16 de outubro a 22 de novembro de 2019. Desses, 1.321 são referentes a usuários do serviço de transporte por aplicativo. Os demais 89 participaram da pesquisa como não-cliente e sim,usuários de outros modos.

O levantamento focou dez capitais brasileiras:

Belo Horizonte-MG (72 respostas), Brasília-DF (250 respostas), Curitiba-PR (51 respostas), Fortaleza-CE (67 respostas), Goiânia-GO (40 respostas), Porto Alegre-RS (64 respostas), Recife-PE (56 respostas), Rio de Janeiro-RJ (209 respostas), Salvador-BA (85 respostas) e São Paulo-SP (369 respostas). Ainda houve 147 respostas em cidades próximas destas capitais.





Em todos os casos, tanto para usuários diários, semanais como mensais dos aplicativos que deixaram outros meios de transporte, os principais motivos da mudança são: rapidez, preço, conforto, e praticidade.



A maior parte dos usuários de aplicativos gasta, em média, até R$ 20 por viagem, sendo R$ 12,00 entre os passageiros diários, R$ 15,00 entre os semanais, e R$ 20 entre os mensais.



Já entre os que não utilizam o transporte por aplicativos, o custo médio por viagem é de R$ 8,60.

Segundo o levantamento, quando é analisado apenas o transporte individual (carros e motos), o custo médio é de R$ 8,50, enquanto o transporte público (ônibus, metrô, barca, etc.) permanece em R$ 8,40. Em ambos os casos, o preço é aproximadamente a 30% a menos que os clientes do transporte por aplicativo pagam.



OS QUE REJEITAM APLICATIVOS:

O levantamento identificou que há um grupo de pessoas que não querem saber de usar aplicativos.

O principal motivo é o desinteresse, principalmente entre os que andam de carro próprio (24% deste grupo que rejeita os aplicativos). Já 20% proferem o transporte público e 16% têm dificuldades de acesso, em especial pela internet.

 

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^^
Isso era uma coisa perceptível, faz uns 3 anos que os ônibus andam mais vazios e os engarrafamentos nas capitais continuam. Ônibus virou transporte só de quem precisa fazer um deslocamento muito grande ou de quem tem dificuldade pra estacionar o carro no destino.

E tem gente que acha que isso vai se resolver colocando tarifa de graça ou liberando táxi no corredor exclusivo :nuts:
 

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Aqui em Salvador o número de passageiros vem caindo desde o final da década de 90.

A verdade é que o povo se cansou do ônibus e a maioria usa apenas porque não tem condições de utilizar outro meio de transporte. Na hora que conseguem juntar seu dinheirinho, nunca mais entram em um.

Em tempo: esse negócio de criar "taxa de mobilidade urbana" em cima dos apps de transporte sob demanda não me parece ser o caminho. Não acho correto que o usuário seja obrigado a subsidiar um serviço de qualidade duvidosa e que é provavelmente a última coisa que ele quer usar. Nesse ponto fico mais de acordo com o Freddy, mais simples e honesto resolver a questão da carga tributária do que dar dinheiro para quem certamente não irá dar a sua contrapartida.
 

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Me desculpa, mas a coletividade tem prioridade em cima do privado. Portanto, acho super certo taxar quem se locomove, usufrui de toda uma infraestrutura urbana, de maneira individualista, que gera perdas irreparáveis tanto à municipalidade quanto à sociedade como um todo. A cidade é, tem que ser, para todos. E nada mais justo que priorizar estruturas para todos e que quem corre fora dessa estrutura que arque com os custos.

E acho que realmente deveria se "destributar" o transporte coletivo. Mas precisa de lastro econômico para fazer isso. A municipalidade tem que prover recursos que garantam o fim dessa tributação. O fim CGO que ocorreu em BH (E metropolitano) teve como contrapartida alterações nas alíquotas de impostos para cobrir o fim da receita. ICMS sobre o Diesel também.
 

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Me desculpa, mas a coletividade tem prioridade em cima do privado. Portanto, acho super certo taxar quem se locomove, usufrui de toda uma infraestrutura urbana, de maneira individualista, que gera perdas irreparáveis tanto à municipalidade quanto à sociedade como um todo. A cidade é, tem que ser, para todos. E nada mais justo que priorizar estruturas para todos e que quem corre fora dessa estrutura que arque com os custos.

E acho que realmente deveria se "destributar" o transporte coletivo. Mas precisa de lastro econômico para fazer isso. A municipalidade tem que prover recursos que garantam o fim dessa tributação. O fim CGO que ocorreu em BH (E metropolitano) teve como contrapartida alterações nas alíquotas de impostos para cobrir o fim da receita. ICMS sobre o Diesel também.
E continua uma bosta .
 

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Na minha opinião...creio que as unicas armas para competir com carros particulares e de aplicativos de carona, são dois

1 - Rapidez
2 - Confiabilidade

Hoje em dia tempo é um bem precioso, acho que só este fator pode convencer a uma pessoa a abrir mão de conforto e a agilidade de um automovel...bem como a confiabilidade de que este transporte coletivo mais rápido não falhará
 

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E continua uma bosta .
Porque não usou para investir, e sim tapar o sol com a peneira. Ao invés de ter terminado com o CGO e com o ICMS, deveriam ter usado os montantes gerados por essas taxas para investimento no sistema. Mas ficaram em satisfazer movimentos populares...
 

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Os preços dos aplicativos estão muito baixos por aqui justamente por conta do desemprego que faz milhares de motoristas aceitarem valores ridiculamente baixos por uma corrida .

Transportar passageiros em carros de passeio não e barato principalmente em um país com gasolina cara,carro caro,seguro caro ,IPVA ,um monte de radar e agentes para multar .

Já na parte do ônibus existe uma série de problemas.

Empresa de ônibus por ter concessão garantida por anos e igual o funcionário público com estabilidade ou seja nunca saem da zona de conforto e junta se a isso o engessamento dos contratos.

Uma das raras excessões a isso e a HP de Goiânia que está preocupada com o futuro do negócio e busca soluções para atualizar o negócio.
 

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Me desculpa, mas a coletividade tem prioridade em cima do privado. Portanto, acho super certo taxar quem se locomove, usufrui de toda uma infraestrutura urbana, de maneira individualista, que gera perdas irreparáveis tanto à municipalidade quanto à sociedade como um todo. A cidade é, tem que ser, para todos. E nada mais justo que priorizar estruturas para todos e que quem corre fora dessa estrutura que arque com os custos.

E acho que realmente deveria se "destributar" o transporte coletivo. Mas precisa de lastro econômico para fazer isso. A municipalidade tem que prover recursos que garantam o fim dessa tributação. O fim CGO que ocorreu em BH (E metropolitano) teve como contrapartida alterações nas alíquotas de impostos para cobrir o fim da receita. ICMS sobre o Diesel também.
Também sou a favor

Mais olha o caso ,Goiânia as empresas não pagam ISS por decisão judicial (ISS não incide sobre transporte metropolitano )

Não tem cobrador

Tem isenção de ICMS sobre diesel

Não existe mais meia passagem do estudante ,o governo paga toda a passagem e as empresas recebem a tarifa cheia.

E o serviço só piorou ,não piorou mais por que a HP e a Redemob estão segurando as pontas a HP investindo no citybus 2.0 trouxe 130 veículos de Brasília e já tinha 70 ano 2014,então possui uma frota consideravelmente melhor que as outras empresas .

De resto a estatal Metrobus está quebrada assim como seus ônibus .

A maior empresa sem capacidade de investimento .
 

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Me desculpa, mas a coletividade tem prioridade em cima do privado. Portanto, acho super certo taxar quem se locomove, usufrui de toda uma infraestrutura urbana, de maneira individualista, que gera perdas irreparáveis tanto à municipalidade quanto à sociedade como um todo. A cidade é, tem que ser, para todos. E nada mais justo que priorizar estruturas para todos e que quem corre fora dessa estrutura que arque com os custos.

E acho que realmente deveria se "destributar" o transporte coletivo. Mas precisa de lastro econômico para fazer isso. A municipalidade tem que prover recursos que garantam o fim dessa tributação. O fim CGO que ocorreu em BH (E metropolitano) teve como contrapartida alterações nas alíquotas de impostos para cobrir o fim da receita. ICMS sobre o Diesel também.
O problema é que o grande causador do alto custo do sistema não são tributos municipais. E sim os estaduais e os federais, que são os que descem numa bola de neve que já está impossível de ser contida. Esses são os problemas. Iss de 3% não resolve em nada a vida do operador de transporte. É por isso que tem que aliviar não só o sistema, como toda a sua cadeia produtiva.

De uma forma mais simples, o municipio não precisará arrecadar de outras formas porque simplesmente não terá um rombo no caixa. O Estado e a união, por sua vez, conseguem abrir mão desse recurso trazendo a inciativa privada de vez pra dentro do país, sem precisar cobrar tributos absurdos dos que estão vindo também.

Na minha opinião...creio que as unicas armas para competir com carros particulares e de aplicativos de carona, são dois

1 - Rapidez
2 - Confiabilidade

Hoje em dia tempo é um bem precioso, acho que só este fator pode convencer a uma pessoa a abrir mão de conforto e a agilidade de um automovel...bem como a confiabilidade de que este transporte coletivo mais rápido não falhará
Depende. Esses fatores são extremamente importantes, mas não superam o fato de que o transporte coletivo, por obrigações naturais, precisa atender o máximo de pessoas possível no mínimo intervalo de tempo.

Então conforme o deslocamento em questão, há uma logistica que naturalmente tornará maior o tempo em questão, e nisso daí, os apps vão nadar de braçada. Infelizmente não tem nada que possa mudar isso, por mais eficiente que o transporte se torne.

Sempre existirão essas lacunas, que é a demanda que o transporte coletivo jamais será capaz de atender. Sistemas eficientes poderiam garantir que os aplicativos só mordessem essa fatia do mercado. Mas o fato da maioria ser ineficiente, pouco rentável pra quem opera e caro pra quem paga contribui pra que a fatia B do público alvo acabe migrando para os Aplicativos também.

O que não quer dizer que esse público abrirá mão completamente de ter um veículo. Esperar que essa flexibilidade que a eficiencia do Transporte Coletivo trará aos deslocamentos fará com que as pessoas abdiquem de vez do transporte individual é tão inocente quanto acreditar no coelho da pascoa.

Porque não usou para investir, e sim tapar o sol com a peneira. Ao invés de ter terminado com o CGO e com o ICMS, deveriam ter usado os montantes gerados por essas taxas para investimento no sistema. Mas ficaram em satisfazer movimentos populares...
Mas não é qualquer investimento. É um investimento em otimização. Trocar frota também é investimento, e a gente sabe que não adianta bosta nenhuma... kkkkkk

Só olhar pra BH, rombo bilionário, bomba pra explodir... kkk É isso ai.
 

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Aqui mesmo em Aparecida tem dois exemplos práticos (e um bônus) do que o passageiro efetivamente quer.

O primeiro é comodidade. A todo custo. Andar o mínimo possível. O Aparecida x Potim começou perdendo passageiros pras vans por conta do preço mais baixo, mas hoje perde passageiros pros "táxis" (legalizados pela prefeitura de Potim) porque eles simplesmente deixam na porta de casa. Até as vans perderam pros "táxis" nessa briga. Arrisco dizer que a Marron nunca mais recupera esses passageiros.

O segundo é agilidade. A Marron só consegue recuperar seus passageiros do Guará x Aparecida se colocar mais horários (isto é, intervalos ainda menores que os 12 minutos num dia útil), passageiros esses perdidos para alguns """"""""""táxis"""""""""" (uber e outros tantos ilegais).

Além de serem em maior número, e portanto saírem catando passageiro entre os 12 minutos entre-carros, ainda atrapalham a vida dos ônibus, que são os únicos que deveriam prestar o serviço, como nesta foto.



Pior que isso é quando algum desses ilegais é pego pela polícia (já aconteceu): as pessoas defendem O ILEGAL! E lembrando que praticamente todos esses carros que concorrem com ônibus rodam em situação de lastimável pra pior (os uber são os melhorzinhos, com razão). Em outras palavras, o bônus: passageiro não liga pra segurança. Desde que não morra ou não saia com pernas em falta ou desuso :nuts:
 

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Na minha opinião...creio que as unicas armas para competir com carros particulares e de aplicativos de carona, são dois

1 - Rapidez
2 - Confiabilidade

Hoje em dia tempo é um bem precioso, acho que só este fator pode convencer a uma pessoa a abrir mão de conforto e a agilidade de um automovel...bem como a confiabilidade de que este transporte coletivo mais rápido não falhará
Concordo, mas faltou o principal: conforto.
O problema é que o empresário do transporte coletivo quer ter o máximo de lucro investindo o mínimo possível, e cada vez mais subindo a tarifa a preços totalmente incondizentes com o serviço oferecido.
Aí compra aquele carro com chassi fraco, carroceria mais simples possível, com meia dúzia de bancos de plásticos pra levar o máximo possível de gente em pé, cobrando mais que 4 reais, pra uma linha que roda a cidade toda e passa a cada 30 minutos (isso sendo bem otimista), quem é que vai querer andar numa porcaria dessas tendo um app, que te cobra um pouquinho a mais, muito mais rápido, que a qualquer minuto você pode pedir e logo depois tá na sua frente, e você vai sentadinho, no ar?
Enquanto a mentalidade do empresariado (e obviamente, das prefeituras/órgãos públicos), não mudar, o resultado é simples: o sistema de transporte coletivo vai falir!

A mobilidade urbana nas cidades é uma bomba relógio que, no Brasil, tá explodindo: não tem espaço pra todo mundo, o transporte coletivo não é atrativo, as pessoas vão comprar mais carros e no final ninguém vai se mover.
O transporte coletivo é a única solução porque leva mais gente em menos espaço. E logo logo alguém saca essa ideia, surge um Uber dos ônibus, oferecendo um serviço mais rápido, confortável, eficiente e pronto, quebra de vez o empresário de vez, igualzinho como aconteceu com os taxis, e depois vão querer taxar, criar lei pra impedir, etc, etc, mas é um fenômeno que só é evitável com inteligência: melhorando os serviços e investindo tanto quanto você deseja de retorno.

A exemplo, na empresa onde eu trabalho há transporte pros empregados em ônibus padrão rodoviário (lógico que é um sonho esperar isso pro transporte coletivo urbano, mas é ilustrativo de qualidade) que circula a cidade inteira em linhas com rotas pré-determinadas como se fosse um transporte coletivo. A grande maioria usa, porque é atrativo,não passa o estresse do trânsito, é confiável, seguro e, principalmente, confortável!!!

O que não quer dizer que esse público abrirá mão completamente de ter um veículo. Esperar que essa flexibilidade que a eficiencia do Transporte Coletivo trará aos deslocamentos fará com que as pessoas abdiquem de vez do transporte individual é tão inocente quanto acreditar no coelho da pascoa.
Aí também entra a questão do quão atrativo o transporte coletivo é pra relação origem-destino da pessoa, e as políticas de incentivo ao coletivo e desincentivo ao individual. As pessoas não vão deixar de ter um carro, mas dependendo do deslocamento, e se o transporte coletivo for atrativo, ela vai ser condicionada a ir pro ônibus, por exemplo (como citei acima).
 

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Setas não me definem
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Metrô lota de espremer gente, e muita gente defende metrô como solução...

Eu costumo dizer que qualquer modal de transporte público deveria seguir as seguintes premissas, nessa ordem:

1) Transportar o maximo de passageiros possível com o mínimo de veículos. Nesse caso o conforto é sacrifícado, e por isso em troca, o sistema precisa ser o mais rápido e ágil possível, para que o passageiro fique o mínimo de tempo dentro do sistema de transporte (considerando inclusive o tempo aguardando embarque)

2) Se isso não for possível, então o transporte precisa ser o mais confortável possível (aqui também considerando o tempo de espera) de forma que o translado seja uma boa experiência, com o mínimo de incômodo.

3) Se os itens acima não forem possíveis, a custo ao passageiro para usar o transporte precisa ser o mínimo possível, beirando ao irrisório, para compensar a demora no translado e a falta de conforto.

Na maioria dos casos os sistemas de transporte coletivo brasileiros não atendem a nenhum dos três casos. Viagens demoradas, pouco conforto e tarifa que pesa para o público médio dos sistemas. Acaba que com isso que os concorrentes nadam de braçada, sejam eles os apps de transporte (em algumas cidades até o táxi), o transporte individual e também os clandestinos.
 

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Metrô lota de espremer gente, e muita gente defende metrô como solução...

Eu costumo dizer que qualquer modal de transporte público deveria seguir as seguintes premissas, nessa ordem:

1) Transportar o maximo de passageiros possÃ*vel com o mÃ*nimo de veÃ*culos. Nesse caso o conforto é sacrifÃ*cado, e por isso em troca, o sistema precisa ser o mais rápido e ágil possÃ*vel, para que o passageiro fique o mÃ*nimo de tempo dentro do sistema de transporte (considerando inclusive o tempo aguardando embarque)

2) Se isso não for possÃ*vel, então o transporte precisa ser o mais confortável possÃ*vel (aqui também considerando o tempo de espera) de forma que o translado seja uma boa experiência, com o mÃ*nimo de incômodo.

3) Se os itens acima não forem possÃ*veis, a custo ao passageiro para usar o transporte precisa ser o mÃ*nimo possÃ*vel, beirando ao irrisório, para compensar a demora no translado e a falta de conforto.

Na maioria dos casos os sistemas de transporte coletivo brasileiros não atendem a nenhum dos três casos. Viagens demoradas, pouco conforto e tarifa que pesa para o público médio dos sistemas. Acaba que com isso que os concorrentes nadam de braçada, sejam eles os apps de transporte (em algumas cidades até o táxi), o transporte individual e também os clandestinos.
transporte publico de acompanhar as mudanças pelo que o mundo passa a forma como que tudo funciona se assemelha o inicio da década de 2000.

as empresas concessionárias não se arriscam em trazer novidades para o serviço com razão já que não existe concorrência o risco de investir em algo novo e não dar certo e maior do que perder passageiros já que perdendo passageiros basta adequar a oferta de serviço ao novo cenário e geralmente e algo previsÃ*vel.

se alguém quiser trazer algo novo,o poder concedente vai falar:

existe um contrato com outra empresa quando ele vencer vcs disputam a licitação.

a HP de goiânia e uma das rarÃ*ssimas exceções.


o que seria inovar no transporte eu não sei.

talvez uma parceria com UBER/99 para o transporte complementar e alimentador.

serviços diferenciados sob demanda como o citybus 2.0 e o TOPBUS + em fortaleza.

aplicativos com informações de horários em tempo real e algo básico

tarifa por distancia
 

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Metrô lota de espremer gente, e muita gente defende metrô como solução...

Eu costumo dizer que qualquer modal de transporte público deveria seguir as seguintes premissas, nessa ordem:

1) Transportar o maximo de passageiros possÃ*vel com o mÃ*nimo de veÃ*culos. Nesse caso o conforto é sacrifÃ*cado, e por isso em troca, o sistema precisa ser o mais rápido e ágil possÃ*vel, para que o passageiro fique o mÃ*nimo de tempo dentro do sistema de transporte (considerando inclusive o tempo aguardando embarque)

2) Se isso não for possÃ*vel, então o transporte precisa ser o mais confortável possÃ*vel (aqui também considerando o tempo de espera) de forma que o translado seja uma boa experiência, com o mÃ*nimo de incômodo.

3) Se os itens acima não forem possÃ*veis, a custo ao passageiro para usar o transporte precisa ser o mÃ*nimo possÃ*vel, beirando ao irrisório, para compensar a demora no translado e a falta de conforto.

Na maioria dos casos os sistemas de transporte coletivo brasileiros não atendem a nenhum dos três casos. Viagens demoradas, pouco conforto e tarifa que pesa para o público médio dos sistemas. Acaba que com isso que os concorrentes nadam de braçada, sejam eles os apps de transporte (em algumas cidades até o táxi), o transporte individual e também os clandestinos.
O metro é, de fato, uma das soluções, não tem trânsito, dá pra ser alta velocidade, transporte mais pessoas (o que não quer dizer que sejam abarrotadas). Mas aÃ* entra a questão do investimento, e pra metro não é pouco, e sem contar que só fazer 1 linha e deixar ela por 20 anos não vai resolver nada. Pesa mto tbm a polÃ*tica em torno dos transportes...

Mas essa sua primeira premissa de transportar mais em menos é o principal problema dos transportes coletivos hoje em dia e é o que afasta o usuário. E se eu tenho menos, eu preciso de um sistema potente de corredores exclusivos pra fazer esse menos rodar mais e ter mais ciclos. E aÃ* que sai caro...

É preciso atrair o usuário. E também mudar algumas coisas nas estruturas dos transportes, como a metodologia das licitações (que só beneficia o empresário, como já sabemos e se não for assim, ele não se interessa). É um quebra-cabeça complexo, mas se não for montado o quanto antes, a bomba da mobilidade vai explodir.

Ah, e por fim, tem também o empresário de transportes, que precisa ser um visionário (e não extremamente limitado como acontece no Brasil). Nunca me esqueço de uma história do Neeleman (um dos proprietários da Azul), que chegou no Aeroporto de Campinas, não tinha nada, pouquÃ*ssimos voos, e ele viu ali a oportunidade: vamos encher isso aqui de aviões e de pessoas, e vamos fazer muito dinheiro. Olha aÃ* onde está a Azul hoje (lógico que transporte áereo é muito diferente do rodoviário, mas é ilustrativo de que precisa sair da zona de conforto)
 

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Metrô é solução porque, embora você ande nele parecendo uma sardinha enlatada, raramente passa mais que 30 minutos desse jeito.

Transporte público não foi feito pra ser confortável, quem quer esse luxo que compre um carro ou ande de Uber. Transporte público precisa ser prático, levar uma imensa quantidade de pessoas de um ponto à outro de maneira prática e eficiente, sem arrodeios e engarrafamentos.

Essa história de que precisa ter ar condicionado, wi-fi, água e balinhas começou porque uma galera metida a rica veio com essa história de ônibus = metrô = carro. Não funciona em nenhum lugar do mundo, só aqui que o povo quer conforto de milionário com tarifa de graça :bash:

Por fim, perguntem a qualquer pessoa que está num ponto de ônibus às 6 da manhã se ela prefere pegar um caminhônibus e em 30 minutos chegar ao seu destino ou se ela prefere ficar 30 minutos esperando por um ônibus vazio com wi-fi e ar condicionado. A resposta é óbvia, vocês só não veem ela escancarada por aí porque é conveniente que pouca gente saiba.
 
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