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Shiroshima
A comunidade japonesa é bem espalhada mesmo,as pessoas vão ver vc como algo exotico,da mesma forma que acham exotica pessoas muito brancas e cabelo e olhos claros,não pq seja inexistente na cidade,mas pq é raro...
Ate na pequena Espanta Gado,que eu tanto falo aqui e ja fiz threads,tem um cara de origem japonesa
em P Novo é cheio tbm,principalmente no projeto de irrigação....ate hj eu queria saber como foram parar lá,eu perguntei uma vez para um dono de lanchonete que é de origem japonesa,como tantos foram parar la em P Novo,ele simplesmente me falou que chegaram igual as outras pessoas....ate hj n entendi o que ele quis dizer com isso:lol:
ele tbm me falou que tem casos de alguns que chegaram diretamente vindo do Japão:yes:
 

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Caminhando
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A imigração japonesa para a Bahia foi ínfima. É algo tão raro ver descendentes por lá que os tais despertam curiosidade dos locais. Quase a totalidade da imigração japonesa está em SP e PR. A colônia japonesa originalmente forte no PR se deu devido às ferrovias paulistas, que levou muito ao oeste de SP e por conseqüência, o norte do PR e o MS. O MS é até o estado com maior porcentagem deles no país, pouco à frente de PR e SP. A outra frente de imigração foi o PA, mas muito acabaram se dirigindo a SP nos primeiros tempos, devido à precariedade do estado naqueles tempos.
O que se confunde na Bahia é que, muito desses tais "japoneses" (que na vdd são descendentes) são agricultores migrantes de SP e PR, que se dirigiram para a BA desde há poucas décadas, em busca de hectares baratos... não tem absolutamente NADA a ver com os primeiros fluxos migratórios. Mesmo assim, duvido que seja o terceiro estado em volume de descendentes, alguém sabe de uma fonte confiável?
 

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PauloBrasil
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A imigração japonesa para a Bahia foi ínfima. É algo tão raro ver descendentes por lá que os tais despertam curiosidade dos locais. Quase a totalidade da imigração japonesa está em SP e PR. A colônia japonesa originalmente forte no PR se deu devido às ferrovias paulistas, que levou muito ao oeste de SP e por conseqüência, o norte do PR e o MS. O MS é até o estado com maior porcentagem deles no país, pouco à frente de PR e SP. A outra frente de imigração foi o PA, mas muito acabaram se dirigindo a SP nos primeiros tempos, devido à precariedade do estado naqueles tempos.
O que se confunde na Bahia é que, muito desses tais "japoneses" (que na vdd são descendentes) são agricultores migrantes de SP e PR, que se dirigiram para a BA desde há poucas décadas, em busca de hectares baratos... não tem absolutamente NADA a ver com os primeiros fluxos migratórios. Mesmo assim, duvido que seja o terceiro estado em volume de descendentes, alguém sabe de uma fonte confiável?
Acredito que você não conheça bem a RM de Salvador e a Bahia para dizer que existam poucos japoneses e seus descendentes aqui. Te garanto que são numerosos, apesar de serem uma minoria. O que acontece é que eles não influenciaram muito na cultura local, como em outros locais, mas foram influenciados. Conheço filhos de japoneses, nascidos em Salvador, que moram em São Paulo, pois o fluxo migratório inverso também existe.

Aqui tem uma fonte que mostra que a Bahia é o terceiro estado com o maior números de descendentes de japoneses: http://www.japao100.com.br/arquivo/nipo-brasileiros-estao-mais-presentes/
 

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E a população de origem japonesa na Bahia,é mais da metade da do PR
a diferença é realmente pq a comunidade é mais espalhada pelo estado,alem da pop da Bahia ser sensivelmente maior que a do PR
Foram duas colonias japonesas na Bahia,Una e a JK em Mata de São João:yes:
 

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Visconde de Mauá/Rio de Janeiro - Colônia Alemã​

A política de colonização do século XIX deu origem a criação dos núcleos coloniais entre eles o Núcleo Mauá. Com a criação desta colônia a região de Visconde de Mauá viu-se definitivamente incorporada ao País. Os imigrantes europeus de diversas nacionalidades vieram para este núcleo no início do século XX e tem um importante papel na vida da região. É a partir de então que se dá a ocupação definitiva destas terras pelo homem. A presença anterior seja ela dos índios Puris ou dos eventuais posseiros mineiros esteve marcada pelo tom descompromissado com a fixação efetiva. Os alemães presentes no Núcleo Mauá desde 1909 tendem a predominar após 1910 muitos dos quais acabam por se fixar definitivamente em Visconde de Mauá onde até hoje residem muitos de seus remanescentes.

r

 

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Eu que moro aqui no Espírito Santo posso afirmar com absoluta certeza como é interessante como os povos pomeranos preservaram sua cultura e suas tradições... Não é raro passar em Santa Maria de Jetibá e ouvir pessoas falando o pomerano naturalmente, rs. Ás vezes lhe dá até a sensação de estar em outro país!
 

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Cidadão
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A Resposta para a falta de referência da imigração portuguesa está no próprio primeiro post do thread:

Este thread é a versão brasileira do "Pueblos no Hispanos o Portugueses (Alemanes, Italianos, Britanicos, Franceses, etc.http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=318014) " do Latinscrapers e sugiu por idéia Rodriogs. Inicialmente vou repetindo as cidades e os comentários, depois passo a postar as "novidades". A idéia é concentrar aqui todas, ou pelo menos a maior parte, das cidades, povos e culturas que formam o Brasil. O thread está aberto a todos que queiram complementar e não segue uma ordem pré-definida. :eek:kay:

Deberiamos de poner fotos de poblados en Latino America que no sean Hispanos o Portugueses. Como muchas ciudades al sur de Brasil (Blumenau, Joinville, Pomerode, Santa Catarina, etc...), Argentina, Mexico, Chile, Uruguay, Paraguay, Venezuela, Nicaragua, Peru (Pozuzo) y demas paises que tengan otras culturas que ofrecer que no sean majoritarias pero Europeas. Decirnos la historia y demas, sus tradiciones y cultura, que se preserva, todo! Estaria padre poner todos esto de pueblos: Alemanes, Italianos, Franceses, Britanicos (De Cornillas, Irlanda, Gales, Escocia, etc...), Suizos, Escandinavos, Ucranianos, Rusos, Griegos, Libaneses (Es Asia si, pero tiene mucha cultura Europea) etc.....Vamos!!! Pongan sus fotos y presumanos!

 

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swedenborg
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Imigração Belga no Brasil

Imigração Belga em Porto Feliz
Na segunda metade do século XIX, foram tomadas medidas restringindo a entrada de negros africanos para o Brasil.A lavoura cafeeira em franca expansão passou a ter dificuldades com a disponibilidade de mão-de-obra.Para atender esta demanda, o governo incentivou a vinda de imigrantes europeus ao Brasil.Em Porto Feliz, o governo imperial adquiriu 1601 hectares que seriam divididos em lotes e entregues a algumas dezenas de famílias belgas.Esse núcleo agrícola, que recebeu o nome de Colônia Rodrigo Silva, seria uma espécie de escola prática onde agricultores paulistas aprenderiam com os europeus a cultura do trigo, linho, cevada e técnicas de criação de vacas leiteiras.Porém, os objetivos desse núcleo agrícola não foram atingidos.(http://www.portofeliz.sp.gov.br/content.php?t=content&id=28&idm=15)

Os Belgas - A imigração dos belgas para Botucatu
Os Belgas

Início dos anos 60. Uma nova década estava começando e muitas mudanças no terceiro mundo também...

No Brasil, um jovem político chegaria à Presidência da República com esmagadora votação e carregando as esperanças de milhões de brasileiros. Era Jânio Quadros. Tudo era esperança...

No continente africano as mudanças eram mais radicais: começava a ruir o sistema colonizador europeu. O antigo Congo Médio (parte da África Equatorial Francesa), depois República do Congo, obtém a sua independência a 15/08/1960. A França perdia uma colônia e a África ganhava um país independente. O Estado Livre do Congo, fundado pelo Rei Leopoldo II da Bélgica, depois Congo Belga, conseguia a sua independência a 30/06/1960, com o nome de República Democrática do Congo. Já nos anos 70, a intensa campanha de africanização provoca alteração: a República Democrática do Congo passa a ser República do Zaire (com a queda do regime ditatorial que dominava o país desde os anos 70, voltou a denominar-se, à partir de 1997, de República Democrática do Congo).A Bélgica também perdera uma colônia. No continente africano, no início dos anos 60, tudo era esperança para os nativos que buscavam reencontrar as suas raízes e traçar o seu futuro e reconstruir o continente africano, uno e coeso.
A par da situação dos africanos, era delicada a situação dos pioneiros europeus que partiram para o desconhecido e foram colonizar, com bravura, aquela estranha terra, com costumes tão diversos dos seus e onde a adversidade era uma constante. Mais particularmente, a situação dos colonizadores belgas era grave: o desentendimento entre as tribos do então Congo Belga pela predominância no poder, fez com que o Governo da Bélgica procurasse uma solução urgente para seus colonos. O retorno puro e simples à Bélgica não encontrou aceitação pacífica: era entendimento predominante a necessidade de se propiciar aos colonos belgas condições "semelhantes" às que tinham no Congo Belga.

Dois países passaram a ser objetos de estudo: o Brasil e a Austrália. Logo de início a Austrália foi descartada pelas rígidas normas para imigração que tinha nos anos 60. A atenção do Governo Belga centrou-se no Brasil.

Mesmo permitindo a volta à Bélgica, o que ocorreu em larga escala, o Governo incentivava a imigração para o Brasil: o Governo compraria terras e daria apoio e assistência técnica.

A realidade, no entanto, era a de que a Bélgica desconhecia o Brasil, mesmo tendo embaixada e consulados no país. Por isso mesmo, utilizou-se da experiência da Holanda, país vizinho que já mantinha uma experiência agrícola na região de Campinas (Jaguaríuna), a Hollambra I, que tinha no comando, como Presidente, Mr. Hoogenboom.

O acordo dos dois países previa o encontro, a cargo de Mr. Hoogenboom, de uma área agrícola para a instalação de uma cooperativa para os colonos que estavam saindo do Congo Belga.

Talvez aí tenha começado o grande equívoco. A Bélgica não era a Holanda. Embora vizinhos, os dois países tinham as suas particularidades. A Holanda tinha uma população protestante (30%) menor que a população católica (40%), mas os protestantes eram ativos e unidos. A Bélgica tinha uma população católica (97%) predominante. A população belga tinha maior identidade com os franceses: seu espírito era mais latino. A população holandesa tinha maior identidade com os alemães: eram disciplinados e reservados.

A experiência holandesa no Brasil tinha ainda encontrado uma região de terra boa (Campinas) e a predisposição dos colonos holandeses em aceitar a disciplina firme imprimida por Mr. Hoogenboom: a Hollambra I, em Jaguaríuna, era um sucesso.

Encarregado pelo Governo Belga de encontrar uma gleba, Mr. Hoogenboom chegou a ser acusado pelos primeiros cooperados de ter escolhido uma terra cansada para os belgas, ao mesmo tempo em que escolhia em Paranapanema (SP), região de terra boa, uma gleba, na mesma ocasião, para ser sede da Hollambra II, como expansão da Hollambra I, para onde foram os filhos dos cooperados da primeira. A Hollambra II, hoje, tanto quanto a primeira, é um sucesso.

As acusações dos primeiros colonos belgas, além da que acusava o holandês de não comprar a melhor terra, chegaram ao ponto de acusá-lo de comprar a terra por um preço superior ao real e de querer fazer da experiência dos belgas uma Hollambra III...

Não, os belgas não eram os holandeses. Não só não se submeteram a um tratamento rígido, como ao imprimido nas duas Hollambras, como diversamente dos holandeses, integraram-se facilmente com os brasileiros (casamento dos filhos (as) dos cooperados com brasileiras (os), afastando-se da colônia).

A escolha de Mr. Hoogenboom recaiu na Fazenda Monte Alegre, localizada no município de Botucatu (SP). Fazenda muito conhecida no Estado, a Monte Alegre era de propriedade do fazendeiro José Augusto Rodrigues e chegara a ter um milhão de pés-de-café. Em 22 de setembro de 1961, era oficialmente fundada a Sociedade Cooperativa Agropecuária Belgo-Brasileira - SCABB, tendo como primeiro Conselho de Administração, o seguinte: Presidente: Mr. J. Henderichx; Tesoureiro: Mr. A. Michiels; Secretário: A. Renard; Conselheiros: Mrs. E.Champion e Loverius.

A Fazenda Monte Alegre tinha 4.010 alqueires (9.704 Ha), tendo custado, na época, o equivalente a 650 mil dólares (dólar oficial). Até o ano de 1971, vieram 361 pessoas (adultos e crianças), nasceram 40 crianças e faleceram 6 pessoas, tendo havido 14 casamentos (4 entre belgas e 10 com brasileiros (as), sendo que em 1971 a colônia era composta de 405 pessoas (10 brasileiros).

Desse total (405), voltaram 226 para a Bélgica até 1971. No total, vieram 102 belgas cooperados e seus familiares, sendo que em 1963/64, grande parte voltou para a Bélgica.

No início, coube a cada cooperado 50 ha. e, após a redistribuição ocorrida em 1963, com o retorno de parte dos pioneiros à Europa, coube a cada cooperado uma gleba maior, até o limite de 150 ha.
(http://www.armandomoraesdelmanto.com.br/?area=artigos&id=17&pagina=1)

Outros imigrantes se deixaram recrutar individualmente para a colônia do Senador Vergueiro em Ibicaba, para o Mucuri, Blumenau e muitas outras colônias. O total não ultrapassa em muito os 6.000 imigrantes. Particularmente belga, entretanto, é a emigração do excedente de universitários e técnicos. Dezenas de engenheiros, agrônomos, professores e até músicos belgas se estabelecem no Brasil à procura de experiência profissional, melhor remuneração ou uma vida mais aventureira. Um deles, Luiz Cruls, diretor do Observatório Nacional, lidera a expedição para escolher no Planalto Central a melhor localização para a nova capital. Paralelamente, com a proclamação da República e a separação entre o Estado e a Igreja, chegam muitos religiosos belgas, beneditinos e premonstratenses, para repovoar mosteiros e seminários brasileiros. Significativamente, as congregações femininas belgas, como o Colégio des Oiseaux em São Paulo, têm mais êxito ao implantar-se, contribuindo para a educação das moças das elites brasileiras, enquanto que as vicentinas de Gijzegem cuidam de órfãos.

Em Santa Catarina-Colonização belga
Em 1844 Charles Maximiliano Luiz Van Lede e 90 colonos belgas desembarcaram numa pequena ilha, que se hoje existisse ficaria no meio do Rio Itajaí-Açu, em frente à igreja Matriz São Pio X. A ilha foi levada pelas enchentes no início do século XX. Em 28 de julho de 1845 foi fundada a colônia belga. Somente em 21 de junho de 1958 Ilhota foi emancipada politicamente de Itajaí. Acredita-se que o nome Ilhota tenha sido dado pelos indígenas que habitavam a região e absorvido pelos colonizadores. Ilhota é a primeira colônia belga do Brasil.

Um belga que "colonizou" Minas:
Quando Dom Pedro II icumbiu Theóphilo Ottoni de colonizar o Vale do Mucuri, no Nordeste Mineiro, ja que se tratava da última região na Mata Atlântica ainda selvagem, o mesmo Theóphilo trouxe 100 familias estrangeiras para compor a sonhada "Philadelfia Brasileira", hoje Teófilo Ottoni. Dentre tais familias, uma belga: Familia Colen. Tratava-se de Pai + Mãe + 4 crianças. Um dos filhos, Jacobus Elijas Antonius Colen, casou-se com a Italo-Brasileira Carlota Ottoni e teve com ela 15 filhos, dos quais 11 sobreviveram e lhes deram uma infinidade de netos, dos quais Joaquim Gonçalves Colen Oliveira, meu bisavô.

Hoje existe muita gente que descende dessa familia, espalhadas por todo o estado de Minas Gerais, concentradas na

Alguns brasileiros de origem belga, além do Havelange, temos também a Edla Van Steen, o Matheus Nachtergaele, a Alexia Deschamps, além do astrônomo Luiz Cruls.
 

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swedenborg
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Suecos em Iperó-SP

Ali no Vale das Furnas se encontrou minério de ferro, onde posteriormente funcionou a primeira fundição de ferro (e primeira indústria) do Brasil e, em 1816, a Real Fábrica de Ferro de São João de Ipanema.

A fábrica, conhecida como Fundição Ipanema, pertencia à Coroa Portuguesa e a 47 acionistas privados, que trouxeram técnicos suecos para administrá-la. A produção chegou a seis toneladas mensais, na forma de armas e munições para a Revolta Liberal e para a Guerra do Paraguai, além dos artigos básicos no século XIX. Das panelas de ferro a engenhos de açúcar e café, gradis, arame, compassos, escadas, enxadas, foices, machados, luminárias; da ferramenta mais simples ao trabalho mais complexo, tudo se fazia em Ipanema. Ainda hoje existe lá o cemitério protestante da época, já que os suecos e alemães desta fé que lá faleceram não podiam ser enterrados nos cemitérios católicos.Com a desativação da fundição muitos voltaram para a Europa, mas alguns se estabeleceram em Sorocaba e Itu.
 

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swedenborg
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70 anos da Imigração Búlgara no Brasil

Entre os séculos V e IX ocorre a grande mescla de povos cujas migrações definiriam os traços étnicos, linguísticos e culturais da Europa, especialmente dos territórios compreendidos entre o Danúbio e o Mar Egeu, o Mar Negro e o Adriático.

Terra dos trácios, que dominavam o comércio no Mar Negro, a região torna–se alvo de sucessivas invasões. São, no entanto, as incursões dos eslavos e de guerreiros vindos das planícies dos rios Dnieper e Volga, apropriadamente chamados de proto–búlgaros, que vão determinar os aspectos mais marcantes da personalidade e da cultura búlgara.

No ano de 681 nascia a Bulgária. Aquele trecho da mensagem do soberano Omurtag, encontrado em uma coluna nas ruínas de Pliska, a primeira capital, evidencia o desejo quase atávico da preservação das raízes.

No século X a capital era transferida para Preslav que, entre outras coisas, é consagrada na história da cultura eslava pela sua escola literária e pela difusão do alfabeto cirílico, criado no século IX pelos irmãos Cyrilo e Methodio.

Após três décadas de domínio bizantino, já no século XII, Tirnovo torna–se a capital e transforma–se no centro da civilização européia nos Balcãs, até a anexação do país ao Império Otomano.

Invadida no final do século XIV, a Bulgária é mantida sob jugo do Império Otomano por cerca de 500 anos. Ainda assim seu povo consegue preservar a consciência nacional, as tradições culturais e religiosas e, acima de tudo, uma incansável luta pela liberdade.

No final do século XVIII e na primeira metade do século XIX a Rússia concede lotes de terra na Bessarábia. Para lá dirigem–se famílias de colonos gagauzos, alemães, judeus e búlgaros, que se instalam e fundam diversas aldeias.

Outras nações, como a Turquia, a Inglaterra, a França e a Romênia, disputam a região.

Ao término da Primeira Guerra Mundial, a Bessarábia é incorporada à Romênia que, mesmo não hostilizando os habitantes da região, impõem alfabetização, costumes e obrigações civis predominantemente romenas.

A força das tradições falou mais alto e novamente as famílias búlgaras resolvem migrar. O único país que estava recebendo imigrantes para trabalhar na lavoura era o Brasil. Atraídos pelas promessas de passagem gratuíta, moradia, assistência médica e educação para as crianças, decidem pela nova pátria.

A Romênia forneceria os passaportes, nos quais viria destacada a nacionalidade búlgara.

Deixando as suas aldeias em trenós e carroças seguiam para a estação ferroviária na cidade de Bolgrad. Nos trens, atravessavam até três países antes de alcançarem os portos alemães de Bremen e Hamburgo, ou de Gênova, na Itália, onde embarcariam nos vapores com destino ao Brasil.

Em 1926 chegavam as primeiras famílias para trabalhar nas fazendas de café do interior paulista. Outras seguiriam para o Paraná e o Rio Grande do Sul.

Pouco a pouco vão deixando as fazendas, aglutinando–se em algumas regiões do Estado de São Paulo onde acabam por fundar diversas colônias: Aurora, Feiticeiro e Nova Bessarábia, em Santo Anastácio; Esperança, Setenta e Paget, em Quatá. Juntamente com famílias de origem russa iriam se estabelecer nas colônias de Costa Machado (Santo Anastácio), Balisa (Regente Feijó); Estrela e Nova Russia (Quatá); e ainda, em uma colônia na cidade de Presidente Epitácio. Para Varpa, colônia de letos, seguiriam algumas famílias búlgaras.

Abandonados à própria sorte (tchastia), aqui trabalharam e criaram seus descendentes. Aqui encontraram a paz que tanto almejavam. A força da cultura e a firmeza das tradições continuam vivas em suas mentes e permeando cada momento de suas vidas.
 

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Suecos em Iperó-SP

Ali no Vale das Furnas se encontrou minério de ferro, onde posteriormente funcionou a primeira fundição de ferro (e primeira indústria) do Brasil e, em 1816, a Real Fábrica de Ferro de São João de Ipanema.

A fábrica, conhecida como Fundição Ipanema, pertencia à Coroa Portuguesa e a 47 acionistas privados, que trouxeram técnicos suecos para administrá-la. A produção chegou a seis toneladas mensais, na forma de armas e munições para a Revolta Liberal e para a Guerra do Paraguai, além dos artigos básicos no século XIX. Das panelas de ferro a engenhos de açúcar e café, gradis, arame, compassos, escadas, enxadas, foices, machados, luminárias; da ferramenta mais simples ao trabalho mais complexo, tudo se fazia em Ipanema. Ainda hoje existe lá o cemitério protestante da época, já que os suecos e alemães desta fé que lá faleceram não podiam ser enterrados nos cemitérios católicos.Com a desativação da fundição muitos voltaram para a Europa, mas alguns se estabeleceram em Sorocaba e Itu.
Duas partes da minha família vieram dessa fábrica, o lado sueco pelo Daniel Peter Samuel Strömbeck, e o lado bávaro de meu tataravô Friedrich Holtz que veio pela comitiva da Imperatriz Dona Amália de Leuchtenberg da Baviera casada com o Imperador Dom Pedro I, meu tataravô bávaro era um engenheiro que foi colocado para trabalhar na Real Fábrica de Ferro de São João de Ipanema.

Uma das filhas de Daniel Strombeck (dessa imigração sueca) casou com meu tataravô Friedrich Holtz, no caso Carlota Maria de Jesus (Strombeck) Holtz. Para quem tiver mais curiosidade esse é o site da genealogia de minha família:

http://www.holtzgen.com/index.php?ctype=gedcom

Portanto existe também uma imigração do Reino da Baviera :eek:kay:

*no site tem um link escrito "História" no canto direito ao alto, lá diz do Daniel Strombeck
 

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Um fato curioso que eu achei sobre a colonização Alemã em Petrópolis é a casa do colono alemão (hoje é um museu) que deve ser a primeira construção alemã original do Brasil, já que Petrópolis é uma das primeiras colônias alemãs aqui, a casa é de 1850 :eek2:. Se alguém de outros estados, principalmente do sul tiverem dados de casas mais antigas seria interessante.

A casa de Johann Gotlieb Kaiser transformada posteriormente em Museu, foi construída em 1850 nos prazos de terra nºs. 1632 e 1633 que aforou em 08/06/1847. Viveu com sua mulher e sua filha Ana Maria Kaiser que, em 1865, se casou com Nicolau Sutter, tendo 8 filhos.







 
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