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Brasil | Notícias da Indústria naval

4707 Views 15 Replies 13 Participants Last post by  lukguns
22/07/09

Plataformas, sondas, petroleiros e embarcações de apoio em encomendas bilionárias da Petrobras podem fazer do Brasil a meca dos investimentos da indústria naval nos próximos anos. Os valores chegam a US$ 17 bilhões numa primeira fase (entre 2009 e 2010), podendo ir a US$ 40 bilhões até 2012. O mercado brasileiro já detém a quinta maior carteira de encomendas do mundo, com estudos para a construção de até 17 estaleiros, segundo fontes do setor.

A maioria dos projetos, no entanto, aguarda ganhar uma licitação para efetivar os investimentos que, isoladamente, variam de US$ 100 milhões a US$ 1 bilhão. “Primeiro tivemos o boom do ressurgimento da indústria naval brasileira, após 20 anos sem encomendas. Com isso, vieram os estaleiros virtuais, hoje uma realidade, e investimentos na modernização e ampliação de outros, já existentes. Agora são novos investidores nacionais e internacionais de olho nas oportunidades que o País oferece”, diz o presidente da Transpetro, Sérgio Machado.

Além de 26 novos petroleiros - dos quais 18 estão sendo negociados e oito serão licitados dentro de 60 dias - encomendados pela Transpetro, a Petrobras recebe, em 7 de agosto, os envelopes com as propostas para a construção de oito cascos em série para navios-plataforma que vão operar em Tupi.

A estatal também lança neste segundo semestre a encomenda do primeiro pacote de sete sondas de perfuração em águas ultraprofundas, de um total de 28 que serão construídas pela primeira vez no Brasil. Por fim, colocou na praça o primeiro lote para contratação de 24 (de um total de 146) embarcações de apoio.

O governo do Rio está intermediando pelo menos duas negociações de grande porte. Além de ter incentivado a construção de quatro estaleiros no Complexo Industrial de Barra do Furado, no Norte Fluminense, o governo quer atrair investidores para uma área em Itaguaí, no sul do Estado, área próxima ao porto.

“Temos holandeses, brasileiros, franceses, vários interessados. Há uma fila de investidores”, diz o secretário de Desenvolvimento do Estado, Júlio Bueno, que também atua em uma outra frente de negociações, que prevê a compra ou aluguel pela Petrobras da área que abrigou o estaleiro Ishibrás, o maior já instalado no Brasil.

Por conta de sua extensão às margens da Baía de Guanabara e seu calado, a área poderia sediar a construção simultânea de até dois navios-plataformas FPSO (de produção e estocagem de óleo), do tipo que está sendo encomendado para Tupi. O diretor da área de serviços da estatal, Renato Duque, confirma as negociações, mas não dá maiores detalhes.

A ideia é repetir no Rio o arrendamento de um dique seco construído sob encomenda da Petrobras no Rio Grande do Sul, e que é ofertado nas licitações para as empresas interessadas na obra. A área no Rio pertence aos grupos Iesa e Banco Fator.

Além dos estaleiros negociados para o Rio de Janeiro, há ainda novos negócios ocorrendo em pelo menos sete estados, descentralizando a indústria naval, que até então tinha em território fluminense sua principal base. Outros focos de investimentos são Pernambuco, Rio Grande do Sul, Bahia (com quatro estaleiros em estudos), Espírito Santo, Santa Catarina, Ceará e Maranhão.

FONTE: Jornal do Commercio
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Esse não criou riqueza e empregos...na Ásia!

Petroleiro José Alencar tem 100% de aço mineiro
Janaína Oliveira - Hoje em Dia Imprimir
Transpetro/Divulgação

Navio José Alencar tem capacidade para transportar 56 milhões de litros de combustíveis

O petroleiro José Alencar será entregue nos próximos dias. Cem por cento fabricada com aço da siderúrgica Usiminas, a embarcação completa o primeiro lote de encomendas do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef) da Transpetro, braço de transportes da Petrobras.

O programa, que demandará um total de R$ 11,2 bilhões em investimentos e a construção de 49 embarcações, é responsável pelo resurgimento da indústria naval brasileira, após décadas de crise e risco de extinção.

Segundo o presidente da Transpetro, Sérgio Machado, uma das metas da primeira fase do Promef é atingir o índice de nacionalização de 65%, para promover o desenvolvimento da cadeia, gerar emprego e renda no país. Na segunda etapa, o nível sobe para 70%.



“No início, a Usiminas praticamente não participou das licitações. Os custos chegavam a ser 30%, 40%, até 50% maiores. Fomos dialogando e a empresa conseguiu avançar, atingindo um preço competitivo. Queremos uma indústria competitiva”, diz o executivo, à frente da estatal há 10 anos.

Torre Eiffel

Para erguer o navio José Alencar, foram necessárias 7.950 toneladas de aço, peso superior a todo o metal que compõe a Torre Eiffel, em Paris, na França, com aproximadamente 7 mil toneladas. Por nota, a Usiminas informou que no acumulado dos nove primeiros meses do ano, na comparação com igual período de 2012, aumentou em 2% a comercialização de chapas grossas no mercado interno.

Além de expandir o volume, a empresa afirmou que tem investido no aumento do conteúdo tecnológico do seu portfólio. Em 2010, implantou a tecnologia de Resfriamento Acelerado no laminador de chapas grossas da usina de Ipatinga, com investimentos de R$ 539 milhões.

“Isso tem permitido a produção aços com propriedades diferenciadas de soldabilidade, tenacidade e resistência para segmentos estratégicos, como o de óleo e gás e naval”, informou.

José Alencar será o sexto navio entregue dentro do Promef. Até 2020, data de conclusão do programa, a previsão é que a frota tenha 110 embarcações.

As encomendas tiraram a indústria naval do fundo do poço. O setor, que chegou a ter menos de 2 mil operários na virada do século, hoje emprega mais de 70 mil pessoas, segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval).

Apenas no Estaleiro Mauá, onde o navio que leva o nome do ex-vice presidente da República foi construído, foram gerados 4 mil postos de trabalho, dos quais 1.200 diretamente na construção da embarcação.

“Depois de 20 anos sem um navio novo, por falta de encomendas, os estaleiros brasileiros ressurgiram a partir do governo Lula. O mais difícil foi sair da inércia. Passados dez anos, a indústria naval brasileira tem a terceira maior carteira de encomendas do mundo”, ressaltou Machado.

Derivados claros de petróleo

O navio José Alencar – que possui 12 tanques de carga, velocidade de 14,6 nós e autonomia de 12 mil milhas náuticas – será responsável pelo transporte de derivados claros de petróleo.

Com 183 metros de comprimento (o equivalente a quase dois campos de futebol), 32,2 metros de largura, 43,8 metros de altura (mais alto que a estátua do Cristo Redentor), a embarcação tem capacidade para transportar 56 milhões de litros de combustíveis.

http://www.hojeemdia.com.br/noticia...-jose-alencar-tem-100-de-aco-mineiro-1.198250
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