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Estou enxergando o começo da mudança de mentalidade tacanha do país nesse assunto do thread:



Leia mais em: Estado de Minas

Essa limitação da construção em BH é extremamente prejudicial para a cidade ; uma das consequências práticas disso é que o skyline, construído em épocas mais permissivas, como o estabelecido no centro, não podem se renovar, ou seja, não faz sentido algum empresário comprar um prédio inteiro para demolir e fazer outro no lugar, porque simplesmente as leis, pelo quociente de construção, não permitem prédio ali. Ou seja, a legislação atual de BH é ruim para a cidade e horrível para o centro, que tende a ficar cada vez mais velho, mais decadente e por fim, ruir por completo.

Políticos, como sempre, atrapalhando o desenvolvimento da cidade.
 

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Olha! SP, BC.Agora BH acordando. Só o RJ que não acorda.
São Paulo não acordou, para fazer o Residencial Figueira que não tem nem 200m (ou seja, baixo para os padrões mundiais), devido as obrigações de recuo e uso de solo, foi preciso praticamente um quarteirão inteiro. Isso inviabiliza a maioria absoluta dos projetos.

E se foi preciso um terreno gigantesco para fazer um prédio de ~170m, imagine um edifício de 500? Inimaginável. SP não acordou e BH, pior ainda, está muito mais distante de acordar.
 

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Depende do que você chama de acordar. A população em si está alheia a essa discussão, mas o NOVO e o Sindicato da Construção Civil de Minas Gerais já estão há meses dando o grito:




Inclusive o NOVO compareceu ontem e hoje à audiência pública para discutir o novo Plano Diretor.
Não vejo isso como acordar, acordar seria aumentar bastante ou removerem o coeficiente de construção, o que vão fazer aí é no máximo, deixar da forma como está, ou seja, ocupação de solo baixíssima.
 

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Qual sentido de fazer e postar um diagrama com ficções paulistanas que não têm a mínima base na realidade?

Esse JHSF foi pausado e se sair será cortado, o mesmo pro tal de Uriel.

ENFIEM UMA COISA NA CABEÇA = São Paulo não terá prédios altos a menos que mudem várias legislações.

Chega de fanfic!!!!
Detalhe que a nível mundial e pelo tamanho de SP, uma torre do porte desse JHSF ainda seria considerado baixo.

Enquanto Nova York sobe aos céus com edifícios de 300, 400, 500m, SP luta para romper os 180.





 

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BC tem fácil o skyline mais impactante da América do sul. Aliado à paisagem natural, altura média e densidade que já era indiscutível, agora então finalizando esses novos projetos em obras, é outro patamar de qualidade...
Acho isso bem questionável, em BC alguns se destacam pela altura, mas via de regra, o skyline se define por um bando de palitos pintados de branco ; Aliás, acredito que a falta de 'encorpamento' nos edifícios de BC seja algo relacionado à legislação municipal, João Pessoa, por exemplo, cidade litorânea que também vem tendo um boom na construção civil, nota-se edifícios bem mais 'normais':





Mas voltando ao assunto, sobre BC, acho que o impacto de um skyline vai muito além da altura dos edifícios, a arquitetura, conjunto e beleza também contam muito, e nesse sentido, acho difícil BC vencer alguns pontos de Buenos Aires, São Paulo e Santiago. Aliás, paisagem natural também conta muito, e nesse quesito, também pode colocar RJ aí na lista.


Puerto Madero






Santigo






Rio










Aliás, em impacto puramente urbano, acho que São Paulo talvez seja insuperável não só na América do Sul, mas no mundo (não pela qualidade do skyline, mas pela quantidade mesmo):

 

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Também acho essa sua ideia de skyline extremamente questionável, ainda mais quando citou Santiago e Rio de Janeiro. Pra mim skyline de destaque precisa ter prédios altos, não a toa o palavra "sky"+ line. Sek dúvidas a paisagem do Rio de Janeiro com seus morros, floresta, parques, praias e construções harmônicas é uma das mais belas do mundo mas quando se fala de skyline impactante 'around the world, ninguém vai lembrar do Rio de Janeiro.
Skyline é a silhueta de uma cidade sob o horizonte ; claro que edifícios altos ajudam a encorpar (e formar) o skyline, mas eles não são os únicos componentes.

Aliás, você diz que ninguém lembraria do Rio em uma lista internacional, bom:

https://www.worldatlas.com/articles/12-cities-with-the-most-beautiful-skylines-in-the-world.html

https://theluxurytravelexpert.com/2018/08/20/top-10-best-skylines-world/
 

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Ouvi dizer que em B. Horizonte é menos ainda, como sempre o governo atrapalhando o desenvolvimento do país. E alguém saberia dizer qual seria esse coeficiente em Balneário Camboriú?
Em BH o novo plano diretor abaixou o coeficiente de aproveitamento para inacreditáveis UM (inclusive tem um tópico aqui no ssc que discute isso: https://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=2138460 ), pagando para a prefeitura você pode chegar à 4, mas esse é o máximo.

Em BC eu desconheço, mas se não for alto, deve existir um limite bem generoso e não tão caro para outorga onerosa (dinheiro pago para o direito de construir além do permitido). BC pelo fato dos edifícios serem bem finos, suspeito que talvez o coeficiente de aproveitamento nem seja tão alto, mas aí entra outra questão, os recuos obrigatório ; em São Paulo, por exemplo, quanto maior o edifício, maiores devem ser os recuos (espaço entre a construção e a calçada, traseira e laterais), em BC talvez seja um valor fixo, o que permite as construtoras subirem ao infinito sem precisar de um terreno gigante. Assim, mesmo que possa ser baixo o coeficiente de aproveitamento, o que eles fazem é que ao invés de construírem para os lados, fazem prédios de 1 ou 2 apartamentos indo para cima. (afinal, precisam aproveitar a vista para o mar).

Mas enfim, não sei exatamente quais os parâmetros de BC, só estou supondo ; o que eu sei é que esse fenômeno na cidade começou em 2006, quando fizeram um novo plano diretor para a cidade.
 

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Muito obrigado pela dica, caro DNA. I came, I saw, I loved!

https://goianiadofuturo.goiania.go.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/Minuta-do-Plano-Diretor-19fev18-1.pdf

Basicamente em uma ampla macrozona da cidade (AA - área de adensamento - e ADD - área de desaceleração de densidade) não haverão limites de altura!

Também, basicamente, pelo que pude entender, acima do coeficiente de aproveitamento 1 já paga-se outorga. Mas ela é bastante baixa e, o principal, além de poder ser solicitada em qualquer ponto da cidade, simplesmente não há limites para outorgas. Isto é, pode-se alcançar qualquer coeficiente, 20x, 30x, não há qualquer limite.

E, por fim, os recuos. Ah, os recuos! Até 109 metros de altura: 8,4m (frente), 8,4m (lateral) e 10m de fundo. Acima de 109m, mais 20cm adicionais a cada 3,5m de altura. Por exemplo, 50 andares extras acima dos 109m, mais meros 10 metros de recuo. Em outras palavras, aboliram os recuos!!! :banana2::pepper:

Comprem imóveis em Goiânia, mas comprem enquanto puderem!

Futura metrópole das Américas e do Hemisfério Sul!

Cidade Global Alfa! Rainha do Planalto Central! Nova São Paulo!

:cheers2:

Só lembrando que essa é a versão provisória do plano, já que eles ainda estão o 'revisando'- e portanto, mudando várias coisas.

Uma das coisas que eles mudaram, por exemplo (e para melhor), foi diminuir consideravelmente a fração de recuos obrigatórios, além disso, pelo o que entendi, o recuo se dá conforme o edifício sobe, e não no terreno, sendo que os primeiros andares pode ser 100% ocupado sem nenhum recuo.


(p.d = pé direito)


Outra questão é que de fato o coeficiente de aproveitamento da cidade é 1, porém, com o pagamento de outorga onerosa - que pode ser substituída até mesmo em outras ações, como por exemplo, construtora fazer calçadas 'boas' pela cidade - o coeficiente pode ir ao infinito, e também não há limite de altura, porém, existe um limitante chamado "fração ideal", que para as designadas áreas adensáveis é de 1/15, podendo chegar à 1/10, ou seja, a cada 10m² no terreno, pode-se fazer 1 unidade imobiliária.

Porém aqui entra um ponto relevante, o maior limitante de todos, a 'fração ideal' é válida apenas para edifícios e construções residenciais, ou seja, prédios comerciais não possuem absolutamente nenhum limite de construção nas áreas adensáveis da cidade, que não apenas os recuos - que não são lá grande coisa.

Acho que poderia melhorar bastante coisa nesse plano diretor de Goiânia - e também acho que ele é demasiadamente longo e complexo - porém, a nível Brasil, está extremamente "avançado", se assim posso dizer. Mas só iremos de fato ver seus impactos na cidade daqui ~10 anos.
 

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E existe essa regra?

Reveja seus conceitos, pq não necessariamente precisa fazer prédio alto utilizando o quarteirão inteiro.
Talvez quem precise rever seus conceitos é você, porque existe sim essa regra. Aliás, não só uma regra, de forma geral, existem duas que resultam nessas aberrações. A primeira se chama potencial construtivo ; em São Paulo, o potencial construtivo é o máximo 3 ou 4 se não me engano (com artimanhas você pode aumentar, mas no geral é isso), ou seja, você só pode construir 4x a metragem de seu terreno. Se seu terreno possui 100m², você só pode construir 400m², ou seja, um edifício de 4 andares (se você for usar o terreno todo).

Ou seja, para fazer um edifício alto (ao menos na maioria das cidades do Brasil), você precisa sim de um terreno gigantesco.

Outra questão são os chamados afastamentos obrigatórios ou recuos de ajardinamento, que são ferramentas presentes em praticamente todo plano diretor no Brasil. O recuo obrigatório define taxas para que a construção fique distante da rua e de outras construções, sendo que ele cresce junto ao edifício, ou seja, quanto mais alto é o edifício, mais altos precisam ser os recuos (laterais, frontais e de fundo).



Nenhuma construtora, por exemplo, iria cometer o erro de gastar dinheiro com um terreno de 2000m² sendo que seu edifício facilmente caberia em um de 500. Eles fazem isso porque são obrigados (por essas legislações que eu citei). E entre outras coisas, essas legislações são um dos motivos motivos pelos quais não existem edifícios altos no Brasil, afinal, seria necessário um terreno gigantesco para construir um prédio alto, isso acaba inviabilizando o projeto.

Claro que existem exceções (como BC), mas o quadro geral do Brasil (em maior ou menor escala) é esse. O resultado prático disso são quarteirões inteiros murados, construções isoladas.





 

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Orion de Goiânia:

Esse prédio parece um megazord. Sobre o edifício, acredito que ainda no primeiro semestre desse ano os serviços dele estarão disponíveis (Hospital, Shopping, Salas comerciais), por enquanto só funciona o Hotel, uma Churrascaria e o Bistrô no topo/terraço do prédio.

Aliás, esse meu vídeo de tiozão do wpp ficou incompleto, faltou mostrar parte da fachada superior (estão fazendo uns cafés bem interessantes lá), mas tinha um segurança no local, fiquei com vergonha :lol:



Fotos do restaurante no último andar:







 

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Poxa, por um pouquinho o Brasil não tem o seu supertall.

Nem pra colocar uma antena sem vergonha como o One Tower vai fazer para ser o primeiro.


Que esse título fique para algum prédio com um nome menos ridículo que esses genéricos de paga-pau de inglês comercial.

O mais alto da AL, apenas 20 e poucos metros mais alto que os gêmeos de BC, tem um nome muito bacana na lingua nativa da cidade dele.

:lol::lol::lol:
 
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