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Câmara analisa medida que amplia Norte-Sul

24/06/2008 - DCI

Projetada durante o governo Sarney (1985-1990), a Ferrovia Norte-Sul vai ganhar monumental avanço no traçado de seus trechos. Passará a integrar o Maranhão e o Tocantins ao norte e ao sudeste, saindo de Belém até a cidade de Santa Fé do Sul, no Estado de São Paulo. Ao todo, terá 2.380 km de extensão. É o que prevê a Medida Provisória 427/2008 que tranca a pauta da Câmara Federal a partir de quinta-feira.

A MP, no entanto, deverá ser votada somente em julho porque nesta semana o Congresso Nacional atravessa uma espécie de "recesso branco", já oficializado no Senado, por causa das Festas Juninas e das convenções municipais dos partidos. Também deverá ser adiada, para julho, a votação do último destaque da oposição contra o projeto que cria o novo imposto do cheque, a Contribuição Social para a Saúde (CSS).

A matéria relativa à Ferrovia Norte-Sul prevê ainda a transformação estrutura jurídica da Valec Engenharia, Construção e Ferrovia, responsável pelas obras. Passará de sociedade por ações a empresa pública, sob o controle da União.

No Tocantins, o governador, Marcelo Miranda (PMDB), comemorou a entrada em pauta da matéria. "O Tocantins se torna privilegiado com esta decisão do governo, pois a Ferrovia Norte-Sul, espinha dorsal da malha ferroviária brasileira, vai promover a integração das novas fronteiras agrícolas do País com os centros consumidores", disse.

Para o relator da MP, deputado Jaime Martins (PR-MG), defensor do transporte ferroviário, a matéria será recebida com simpatia pela Câmara. "O tema supera as questões partidárias, pois as ferrovias se apresentam como uma questão política", argumenta.

No texto da MP, são previstas ainda a construção de várias ferrovias que vão cortar o País de ponta a ponta, tais como os trens de alta velocidade de São Paulo ao Rio de Janeiro e de Belo Horizonte a Curitiba: a Transnordestina, de Recife a Estreito, no Maranhão; e uma outra de Ilhéus, na Bahia, a Alvorada, no Tocantins.

Recuperação ferroviária

Especialista em Logística de Transportes, o advogado Gregório Rabelo, ex-diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), explica que a ampliação da Ferrovia Norte-Sul e a construção de novas ferrovias permitem diminuir um pouco o atraso ferroviário a que foi submetido o Brasil.

"Chegamos a contar com 35 mil quilômetros de trilhos. No entanto, fruto de descasos e falta de visão estratégica, tivemos uma drástica e inaceitável diminuição do potencial ferroviário, que baixou para apenas 28 mil, dos quais 6 mil não podem ser utilizados", comparou Rabelo.

Restam 22 mil quilômetros, extensão inferior àquela com que o País contava no governo do presidente Washington Luís, em 1922.

Na opinião de Rabelo, a Ferrovia Norte-Sul será a saída para o crescimento e escoamento do agronegócio do Centro-Oeste, sobretudo, por permitir que os produtos sejam exportados pelos portos da Região Norte. Isso evitará que as mercadorias trafeguem em cima de uma frota de caminhões velhos, com até 20 anos de uso, forçados a percorrer extensões de até 1.600 quilômetros para levarem os grãos aos Portos de Santos, em São Paulo, e de Paranaguá, no Paraná.

Fonte: Revista Ferroviária
Link: http://www.revistaferroviaria.com/index.asp?InCdEditoria=2&InCdMateria=6270
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Gregório Rabelo está certo. A Ferrovia Norte-Sul apenas diminui um pouco o atraso que tivemos em nossas ferrovias. Ainda temos muito o que fazer:(.
 
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