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Crimes contra patrimônio caem em SP

Balanço mostra que, de janeiro a setembro, queda foi de 11,4% nos roubos e 5,05% nos furtos, na comparação com o mesmo período de 2009
02 de novembro de 2010 | 0h 00



Josmar Jozino JORNAL DA TARDE - O Estado de S.Paulo
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101102/not_imp633456,0.php

Os índices dos crimes contra o patrimônio apresentaram queda no Estado de janeiro a setembro deste ano em relação a igual período de 2009. As estatísticas de crimes no Estado no terceiro trimestre de 2010 foram divulgadas ontem. Os casos de homicídios e latrocínios (roubos seguidos de morte) também tiveram redução, como antecipou o Estado.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública, os roubos de carga caíram 10,93% e os de banco, 12,29%. Os furtos sofreram redução de 5,05%, e os roubos em geral (excluindo a bancos e carga) caíram 11,4% (veja quadro ao lado). Os furtos de carros recuaram 7,19% e os roubos, 7,88%.

Já as ocorrências de tráfico de drogas aumentaram 11,28% entre janeiro e setembro, na comparação com o mesmo período do ano passado. Foram registrados 2.311 casos a mais nos primeiros nove meses deste ano em relação a igual período de 2009. Para a Segurança Pública, esse resultado indica um aumento da produtividade policial.

Capital. A redução nos roubos e furtos também foi registrada na capital. O número de assaltos a bancos caiu 26,32% na comparação dos trimestres (julho a setembro) do ano passado e deste ano. Foram 38 casos contra 28, respectivamente. Os roubos de carga registraram queda de 15,52% no mesmo período, de acordo com a pasta. Também houve menos roubos de carros no terceiro trimestre deste ano: a queda foi de 1,45%, o que significa 128 casos a menos. Já os roubos em geral tiveram redução de 8,83%.

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Álvaro Batista Camilo, atribui a queda dos índices de criminalidade ao trabalho de patrulhamento preventivo. Ele disse que a presença de policiais nas ruas, com viaturas e motos, é constante. Afirmou ainda que a tecnologia também vem ajudando a distribuir o efetivo e a monitorar os locais com maior incidência de delitos.

De acordo com o comandante da PM, além desses dois fatores, a população também está ajudando o trabalho da polícia, ligando para o 190 (150 mil ligações por dia), muitas vezes antes mesmo de o crime acontecer. O coronel acrescentou que os homicídios caíram graças ao combate ao crime organizado e às drogas; às blitze contra o álcool nas Operações Direção Segura (270 mil abordagens); às apreensões de armas (13 mil em 2009 e 10 mil neste ano), e ao trabalho de investigação da Polícia Civil.

O delegado-geral de Polícia, Domingos Paulo Neto, disse que a Polícia Civil resgatou a identidade da corporação, a investigação. Ele afirmou que dará continuidade à meta de combater os crimes contra o patrimônio: "É a nossa prioridade. Nossos policiais intensificarão as investigações, inclusive trabalhando disfarçados, como ocorreu em operações bem-sucedidas nas regiões da 25 de Março, 23 de Maio e Favela Heliópolis."

Em 2009. No ano passado, os índices de criminalidade registraram altas seguidas, e os casos de roubo em todo o Estado explodiram. No segundo trimestre, foram registrados 69,8 mil casos de roubos, um aumento de 18,8% em comparação com igual período do ano anterior. Foi o recorde absoluto desse tipo de delito no Estado. Antes, os números do primeiro trimestre haviam sido os maiores da série histórica, com 65.325 casos. Na época, a secretaria atribuiu à crise econômica a alta dos números
 

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Cai o nº de roubos seguidos de morte
Houve 22,7% menos casos de latrocínios no Estado de SP nos 9 primeiros meses do ano, em comparação com mesmo período de 2009
01 de novembro de 2010 | 0h 00

Josmar Jozino - O Estado de S.Paulo
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101101/not_imp633003,0.php

O número de latrocínios (roubos seguidos de morte) caiu 22,7% no Estado de São Paulo, nos nove primeiros meses deste ano - em comparação com igual período de 2009. Foram 194 casos, ante 251 no ano passado, de acordo com os registros do Infocrim (o banco de dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública). As estatísticas oficiais só devem ser divulgadas hoje pelo governo do Estado.

Na capital, a redução foi de 17,7%, com 65 casos registrados de janeiro a setembro de 2010, ante 79 em igual período do ano passado. Já na comparação entre o terceiro trimestre deste ano (julho, agosto e setembro) com o anterior (abril, maio, junho), houve um aumento de oito casos em números absolutos(24 ante 16), o que representa elevação de 50%.

Também no Estado, houve queda de 25% no número de roubos seguidos de morte no terceiro trimestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2009 (60 casos, ante 80). Os números, porém, podem sofrer pequena alteração para mais ou para menos, uma vez que algumas ocorrências, inicialmente, foram registradas como latrocínio, mas tiveram outra natureza e vice-versa.

É o caso, por exemplo, do boletim de ocorrência 6329/2010, registrado no 16.º DP (Vila Clementino), em 30 de julho, pelo delegado Rogério Nunes Belelli. Dois PMs ocupavam um Gol na Rua Estado de Israel, na frente do número 1.033, às 20h39, quando dois ladrões chegaram e anunciaram o assalto. Um dos policiais militares reagiu e atirou no assaltante. O criminoso morreu e o parceiro dele, fugiu.

Segundo consta no Infocrim, o delegado Belelli registrou a ocorrência como latrocínio. Entretanto, quem morreu foi o ladrão e não a vítima. Os dados desse boletim certamente foram corrigidos pela Coordenadoria de Análise e Planejamento (CAP), órgão da Secretaria da Segurança Pública responsável pela elaboração das estatísticas oficiais.

Esforços. Na avaliação do coronel José Vicente da Silva Filho, consultor em segurança pública, a queda dos casos de latrocínio no Estado é expressiva e mostra os esforços das Polícias Militar e Civil no combate e na investigação dos crimes contra o patrimônio. Segundo o coronel, as duas polícias estão mais estruturadas e melhor treinadas.

Silva Filho disse ainda que o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), subordinado à Polícia Civil e responsável também pelas apurações dos casos de latrocínio, difundiu sua tecnologia para outros setores policiais do Estado. "E o resultado é a diminuição nesse tipo de crime e também nos homicídios", acrescentou o oficial da reserva. O coronel afirmou, no entanto, que o desafio do novo governo de São Paulo será melhorar ainda mais esses índices.
 
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