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ITAITUBA
Investimentos na área de mineração levam comitiva do país ao município

Até o final do ano, cerca de US$ 26 milhões serão investidos em pesquisa na área de mineração na região do Tapajós. Grande parte desses recursos virá do Canadá, país que enviou uma comitiva para conhecer de perto as atividades mineradoras no Pará. A comitiva foi formada pelo vice-cônsul do Canadá, David Verbiwski, o assessor comercial para Área de Investimentos, Charles Perry, e a responsável pelos setores de meio ambiente e energias renováveis, Mariângela Lima, veio a convite do Instituto Brasileiro de Mineração Amazônia (Ibram).

O grupo chegou ao Estado na última terça-feira, 17, e seguiu direto para o Tapajós, onde atuam duas empresas canadenses. Na quinta-feira a comitiva esteve no município de Itaituba, sudoeste paraense, visitando dois projetos minerais nas áreas de pesquisa mineral de ouro feita pela empresa Jaguar, e na seqüência foram para a Mina do Palito, onde visitaram a empresa Serabi Mineração, que atualmente extrai 100 quilos de ouro por mês. Para terem uma real noção da importância do ouro na economia da região, a equipe visitou uma refinadora, e à noite técnicos do Ibram, das empresas Jaguar e Serabi fizeram uma exposição do potencial mineral da Província do Tapajós.

'Essa visita é muito importante para estreitar as relações comerciais entre Brasil e Canadá. Nós fizemos questão mostrar para eles como está se dando todo o processo produtivo do ouro na região do Tapajós. Essa extração já é feita há 50 anos e continua sendo um investimento seguro, com garantia', explicou Alberto Rogério, consultor do Ibram.

Alberto Rogério afirmou que o objetivo da visita é fazer uma interação entre os dois países e também concretizar algumas negociações em andamento, porque grande parte das empresas que atuam na área está vinculada às Bolsas de Valores de Toronto e Vankuffer. 'Por isso é importante trazê-los para que conheçam a realidade da região e o grande potencial que temos para expandir dentro do cenário mineral no Estado do Pará, no Brasil e no mundo', exaltou.

No Canadá, o grupo irá apresentar as informações colhidas durante a visita a empresas, buscando despertar o interesse de investimento no Pará. 'Conhecendo a realidade, eles poderão incentivar outras empresas e o próprio governo canadense a investir aqui no Tapajós, com isso será possível alavancar recursos para a região e interagir com a população. É importante dizer que o nosso objetivo aqui também não é só a produção do ouro, mas também inserir a economia mineral na economia regional. O mineral extraído aqui tem que ser retirado em benefício da sociedade', concluiu Alberto Rogério.

O vice-cônsul canadense ficou impressionado com o trabalho desenvolvido. 'Muitas pessoas falam do Pará, mas não têm idéia da potencialidade que a região tem. Acredito que aqui tem um poder de investimento muito alto e um retorno satisfatório. Mas ainda é preciso exportar mais equipamentos de mineração', avaliou. 'Apesar do capital de risco, os mercados do Canadá, Austrália, Londres e Estados Unidos, estão interessados em investir na região. Esse dinheiro vem de fora, será investido aqui e nós que vivemos e trabalhamos na região vamos usufruir desses recursos que serão aplicados exclusivamente em pesquisa', destacou Ivo Lubrina de Castro, presidente da Associação dos Mineradores do Tapajós, ressaltando o grande volume de recursos canadense que virá para a área. 'Se as empresas vão investir 26 milhões de dólares em pesquisa, imagine quanto será gasto na implantação de minas', ressalta.

Segundo David Verbiwski, cerca de 20 empresas canadenses já confirmaram na '13ª Exposição Internacional de Mineração - Exposibram 2008', maior evento de mineração do Brasil que acontece em Belém no mês de novembro, no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. A exposição acontecerá em paralelo ao 'I Congresso de Mineração da Amazônia'.

Fonte: Portal ORM
 
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