Skyscraper City Forum banner
Status
Not open for further replies.
1 - 1 of 1 Posts

·
Registered
Joined
·
512 Posts
Discussion Starter · #1 ·
Capital de arte e história

O Distrito Federal é a região do Centro-Oeste com mais museus, 62. Confira o roteiro preparado pelo Correio para o brasiliense e o turista em busca de um passeio cultural diferente

Elisa Tecles


Brasília ganhou fama de ser um museu a céu aberto pela quantidade de monumentos à vista. Os mais famosos pontos turísticos estão concentrados na área central da cidade, mas há preciosidades expostas em lugares pouco conhecidos da capital federal. O Distrito Federal é a região com o maior número de museus do Centro-Oeste. O Sistema Brasileiro de Museus registra 62 espaços no DF, 56 em Goiás, 44 em Mato Grosso do Sul e 23 no Mato Grosso (dados de janeiro de 2009). O Correio preparou um roteiro alternativo de museus, que pode ser aproveitado tanto por turistas quanto por quem mora aqui e busca um passeio diferente.

Objetos aparentemente sem valor e jogados no lixo pelos donos fazem parte do curioso acervo do Museu da Limpeza Urbana, mantido pelo Serviço de Limpeza Urbana (SLU) na usina de Ceilândia. Brinquedos, eletrodoméstico e até dinheiro encontrados nas ruas do DF ocupam as prateleiras do museu. “Os garis encontravam peças importantes no lixo e foram juntando. Depois, acharam por bem fazer o museu”, explicou a guia Maria Rodrigues, 62 anos.

Entre as peças inusitadas, estão uma televisão em preto e branco e uma série dos primeiros modelos de celulares que chegaram ao Brasil nos anos 90, os famosos “tijolões”. Há telefone movido a ficha, máquinas de escrever e uma mesa com máquina de costura embutida que ainda funciona. Um computador com acabamento em madeira e esculturas de sucata produzidas por artistas da Universidade de Brasília (UnB) completam o ambiente.

Um dos itens preferidos de Maria é uma boneca gigante, encontrada no lixo em 1997. Depois de ir para a usina, ela foi higienizada, ganhou cabelos novos, colares e uniforme do SLU. A boneca, apelidada de Elda, virou atração em eventos dos funcionários e hoje descansa no museu. Elda despertou em Maria a ideia de reaproveitar brinquedos achados na usina. No ano passado, a guia começou a juntar bonecas descartadas em bom estado e transformá-las. “Eu fazia um corpo novo com tecido, colocava os braços e as pernas, fazia uma roupa e elas ficavam como novas”, comentou. No fim do ano, ela terminou 42 bonecas e distribuiu para crianças da cidade. “Não deu para quem quis!”, lembrou.

Nordeste em Brasília
Formada por gente de todos os estados do país, Brasília conserva um pedaço do Ceará na Asa Norte. É o Museu de Artes e Tradição do Nordeste, mantido pela Casa do Ceará. O espaço tem amostras do artesanato da região, objetos antigos e réplicas de roupas tradicionais. Um dos ambientes reproduz a vida de um pescador, com cesto de cipó e o manzuá, armadilha de palha para pegar lagostas. Exemplares de filé, macramê e renda de bilro exibem o talento das artesãs cearenses. A responsável pelo museu, Maria de Fátima Azevedo Ramos, 66 anos, explica que parte do material vem de doações, como os ferros à brasa, máquinas de costura e moedores de café antigos. O museu é frequentado por estudantes, brasilienses e turistas vindos de toda parte. “Tem muita gente que mora lá (no Ceará), está de férias aqui e vem visitar”, disse. Apesar de ter nascido em Portugal, Fátima aprendeu tudo sobre a cultura cearense depois de 29 anos trabalhando na casa.

Na vitrine onde estão guardados bonecos e santos, um livreto revela a cômica história de um bode cearense. Reza a lenda que o bode morava em Fortaleza e sabia o endereço de todos os conhecidos. “Ele pegava o bonde, descia na casa e batia na porta. A pessoa já saía com uma comida para ele”, comentou Fátima. Na última sexta-feira, a aposentada Divina Pereira da Silva, 62 anos, ficou curiosa com o acervo do museu e o visitou pela primeira vez. “As pessoas daqui que não têm condições de ir para o Ceará podem conhecer um pouco do estado no museu”, opinou Divina.

Os órgãos públicos federais dedicam espaços para contar sua história e expor objetos antigos. O museu do Tribunal de Contas da União (TCU) guarda máquinas de calcular usadas por funcionários do início do século 20 e um grampeador de aço fundido do século 19. Uma das raridades da sala é a cópia da minuta do decreto de criação do TCU, assinada por Ruy Barbosa em 7 de novembro de 1890. Próximo ao museu, fica o Espaço Cultural Marcantonio Vilaça, que abriga exposições temporárias. Até 22 de agosto, visitantes e funcionários do TCU poderão conhecer obras do artista Miguel Chevalier. São telas impressas e imagens projetadas nas paredes que tratam da integração entre o ambiente natural e o virtual. O TCU oferece transporte gratuito para escolas públicas do DF que queiram levar os alunos ao museu. A visita leva cerca de duas horas e pode ser agendada pelo telefone 3316-5221.


Opções de museus no DF

Museu da Limpeza Urbana
Material recolhido por garis ao longo dos anos.
QNP 28, Ceilândia (Usina do SLU)
Aberto de segunda a sexta, das 8h às 17h
A entrada é gratuita, mas é preciso agendar visita
Telefone: 3376-1043

Espaço Cultural Marcantônio Vilaça e Museu do TCU
SAFS, Quadra 4, Lote 1, edifício-sede do TCU
Aberto de segunda a sexta, das 10h às 18h
Entrada gratuita
Telefone: 3316-5036

Espaço Cultural do Incra
O acervo do memorial conta a história da reforma agrária com objetos usados nos primeiros procedimentos de cartografia, documentos raros, títulos da dívida agrária e fotos. A sala multimídia abriga lançamento de livros e vídeos e tem lugar para 30 pessoas.
SBN, Quadra 1, Bloco C, térreo
Aberto de segunda a sexta, das 9h às 18h
Entrada gratuita
Telefone: 3411-7729/7676

Museu de Valores do Banco Central do Brasil
O visitante conhecerá a história das moedas usadas no Brasil ao longo dos anos. Cédulas antigas, barras e pepitas de ouro completam a coleção. É recomendável reservar pelo menos uma hora para conhecer tudo. O museu agenda visitas para escolas e grupos.
SBS Quadra 3, Bloco B, 1º subsolo, edifício-sede do
Banco Central do Brasil
Aberto de terça a sexta, das 10h às 17h30, e aos sábados e
domingo, das 14h às 18h
Entrada gratuita
Telefone: 3414-2093

Museu de Artes e Tradição do Nordeste
Artesanato e objetos típicos do estado nordestino. Rendas, equipamentos de pesca, objetos e bonecos produzidos na região e inspirados pela cultura local.
SGAN 910, Conjunto F (casa do Ceará)
Aberto de segunda a sexta, das 9h às 17h
Entrada gratuita
Telefone: 3272-3833

Museu do Superior Tribunal de Justiça
O acervo do museu consiste em mobiliário antigo, fotos de ministros e processos. A exposição permanente Espaço, Memória e Ação tem a maquete da obra do STJ. Há ainda um espaço cultural com exposições temporárias. Escolas de ensino fundamental e médio e grupos da terceira idade podem agendar visitas.
SAFS, Quadra 6, Lote 1, edifício dos Plenários, 2º andar
Aberto de segunda a sexta, das 9h às 18h
Entrada gratuita
Telefone: 3319-8373

Museu do Instituto Histórico e Geográfico do DF
A história da construção de Brasília está detalhada nos textos, fotografias e objetos do museu. Entre os destaques da coleção, está a cadeira na qual o ex-presidente Juscelino Kubitschek assistiu à primeira missa e uma arca de madeira usada na missão Cruls para guardar mapas. Há ainda uma réplica da fachada de uma antiga casa de JK e roupas usadas por ele.
SEPS 703/903, Conjunto C
Aberto de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 18h
Entrada gratuita
Telefone: 3226-7753

Memorial do Ministério Público Federal
Objetos, documentos e imagens contam a história da atuação dos procuradores. O memorial possui painéis com textos e imagens que mostram a estrutura do MPF e suas formas de atuação, além de terminais multimídia com conteúdo interativo. Escolas de ensino médio e universitários podem agendar visitas institucionais — o MPF oferece transporte e lanche. Há visitas guiadas em inglês, mediante agendamento prévio.
SAF Sul, Quadra 4, Conjunto C, Bloco B, cobertura — Procuradoria Geral da República
Aberto de segunda a sexta-feira, das 9h às 19h
Entrada gratuita
Telefone: 3105-6496

Museu Histórico da OAB
Documentos e objetos de advogados ilustres da história da ordem, inclusive a petição de impeachment do ex-presidente Fernando Collor. Lá está também a mesa de trabalho de uma funcionária que faleceu ao abrir uma carta-bomba endereçada ao então presidente da ordem, Eduardo Seabra Fagundes, em 27 de agosto de 1980. A visita guiada leva três horas e deve ser marcada com antecedência.
SAS Quadra 5, Lote 2, Bloco N, edifício OAB, térreo
Aberto de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h
Entrada gratuita
Telefone: 2193-9710

Museu do Tribunal Superior Eleitoral
O espaço detalha a evolução do processo eleitoral com objetos que narram a história do tribunal. Diversos modelos de títulos eleitorais e urnas de votação podem ser vistos, além de uma galeria com os ministros que já passaram pelo TSE.
Praça dos Tribunais Superiores, Bloco C — prédio do TSE
Aberto de segunda a sexta-feira, das 8h às 19h
Entrada gratuita
Telefone: 3316-352
 
1 - 1 of 1 Posts
Status
Not open for further replies.
Top