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A combinação de juros baixos, economia em recuperação e alto poder aquisitivo do brasiliense atrai novas construtoras e favorece a parceria entre empresas

Asucessiva queda dos juros e a recuperação da economia deram novo fôlego ao mercado da construção civil em Brasília. Mas outro fator contribui também para a movimentação no setor: a chegada de novas empresas à cidade. O aumento da concorrência é benéfico para o consumidor. A disputa por espaço ajuda a reduzir os preços. O desembarque dos grandes grupos também é bem-visto por algumas construtoras locais que costuraram acordos com as empresas recém-chegadas. A expectativa de faturamento do setor para este ano é de R$ 3,5 bilhões. Para o ano que vem, as perspectivas são de alta — que será impulsionada principalmente pelos primeiros empreendimentos do Setor Noroeste(1).

Uma das novas empresas a desembarcar no mercado brasiliense é a Rossi, uma grande construtora com 30 anos de experiência e atuação em 61 cidades do país. Depois de passar um ano apenas estudando o setor na capital federal, a empresa se prepara para entrar com força no mercado. E não é só a alta renda da população que atrai construtoras com atuação nacional, como a Rossi. As oportunidades de financiamento transformaram o segmento da classe baixa em um dos filões dos negócios imobiliários.

O lançamento de empreendimentos em cidades como Samambaia, Gama e Ceilândia criou oportunidades que atraíram investimentos para Brasília. A Rossi pretende investir pelo menos R$ 100 milhões este ano na capital federal. O principal foco é o Setor Noroeste, onde a empresa tem cinco projeções, arrematadas em parceria com a Fundação dos Economiários Federais (Funcef). No novo bairro, serão construídos apartamentos de dois, três e quatro quartos, além de imóveis de alto padrão, com até 300m². Mas a construtora também tem projetos para Águas Claras, Gama e até mesmo para o Entorno. Em Valparaíso, a Rossi fará um empreendimento para o projeto Minha Casa, Minha Vida, do governo federal — voltado especialmente para a população de baixa renda.

O diretor regional da Rossi, Frederico Kessler, diz que a empresa aposta no crescimento econômico da capital. “Brasília está se transformando em uma das principais metrópoles brasileiras e o mercado da cidade é um dos principais do país. Optamos por fazer uma diversificação da atuação com projetos que vão desde o super-econômico até o altíssimo padrão”, explica Kessler.

Em alguns dos projetos para Brasília, a Rossi fará parceria com o grupo Paulo Octávio. É praxe entre as grandes construtoras se aliar a alguma empresa com expertise local para desbravar os mercados regionais com maior segurança. “É importante somar o know-how com um parceiro local que conhece bem o setor, até mesmo para a boa escolha dos terrenos”, destaca o diretor regional da Rossi.

Crescimento

Para o presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do DF, Adalberto Valadão, o mercado das construtoras e incorporados está em expressivo crescimento, o que abre portas para investimentos de empresas de fora. “Nosso mercado está melhor do que na maioria das regiões. A mudança no perfil dos negócios, com foco também nos empreendimentos de baixa renda, se intensificou por conta dos financiamentos bancários. Hoje, os imóveis cabem no bolso dos consumidores”, destaca Adalberto.

O diretor das Organizações Paulo Octávio, Marcelo Carvalho, conta que o setor imobiliário está muito otimista com relação ao segundo semestre de 2009. “Tivemos um primeiro semestre acanhado, mas os próximos meses vão representar um momento muito importante. A principal causa disso é o Setor Noroeste, que deve deslanchar”, explica Marcelo Carvalho. Ele acredita que o mercado brasiliense tem capacidade para abrigar as novas construtoras. “Tem espaço para todo mundo, empresas de fora são sempre bem-vindas. Brasília é um mercado aberto, não temos como isolá-lo. Então, é preciso somar forças”, acrescenta Marcelo.

Déficit

O déficit habitacional do Distrito Federal hoje é de cerca de 100 mil residências e pelo menos 70% dessa demanda está entre a população de baixa renda. O diretor de Incorporação Imobiliária do Grupo Via, Tarcísio Ferreira Leite Filho, acredita que esse fator contribui para o aquecimento do mercado. “Nós entendemos que existe uma demanda reprimida muito grande no mercado. Não basta as empresas locais quererem fazer tudo que elas não conseguirão”, afirma Tarcísio. “A concorrência é sempre salutar, quando as empresas agem lealmente e com ética”, acrescenta o diretor da Via.

A construtora mineira Tenda, que chegou a Brasília no ano passado, tem como foco principal os consumidores de baixa renda. A empresa, cuja acionista majoritária é a gigante Gafisa, já lançou 1,5 mil unidades em Brasília. “O Distrito Federal e o Entorno têm um grande potencial de crescimento, principalmente por conta do programa Minha Casa, Minha Vida. Chegamos ao DF não para inaugurar alguns empreendimentos, mas para ficar no mercado”, destaca o diretor de Novos Negócios da Tenda, Paulo Berbert.


1 - NOVO BAIRRO
O Setor Noroeste terá 20 quadras com 11 prédios residenciais cada uma. A região será o primeiro bairro verde do país, com novidades como captação de energia solar e recolhimento de lixo a vácuo. O GDF já vendeu três quadras e novos editais de licitação serão lançados até o fim do ano.

O número
100 mil
Déficit habitacional do Distrito Federal, sendo que 70% da demanda são da população de baixa renda

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/impresso/
 

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^^ Ja suspeitava da associação da Funcef com o PO, agora o PO e Funcef se associar a Rossi Engenharia é uma surpresa, apesar que eu sabia da associação do PO e Rossi no mega empreendimento do SIA, ao lado do Walmart, no antigo deposito da Itambé.

Ali vai ser um empreendimento semelhante ao Brasil 21, mas com apenas 12 pavimentos de altura.
 

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Daqui a pouco Águas Claras deixará de ser o principal canteiro de obras do DF. Essa crise internacional deixou um hiato entre edifícios em construção e novos lançamentos. Atualmente existem mais prédios sendo finalizados do que lançamentos. Acredito que em poucos anos Noroeste e Samambaia tiram a liderança de Águas Claras.

O nível dos empreendimentos da Rossi é bom? Ou teremos mais uma MRV da vida?
 

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O nível dos empreendimentos da Rossi é bom? Ou teremos mais uma MRV da vida?
Depende. O nível é compatível com cada tipo de projeto, porque a Rossi faz de tudo.

Pelo que conheço da Rossi na minha cidade, ela faz desde apartamentos pequenos basicões de 60m² em blocões até apartamentos de médio-alto padrão, com mais de 130m², podendo chegar até a mais em certos projetos, beirando os 200m² nos de luxo.

Eles têm uma certa tendência ao "neocrássico" e só a evitam se o mercado local rejeitar tal tipo de construção.
Mas se quiser dar uma olhada no portfolio dela aqui: www.rossiresidencial.com.br
 

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Depende. O nível é compatível com cada tipo de projeto, porque a Rossi faz de tudo.

Pelo que conheço da Rossi na minha cidade, ela faz desde apartamentos pequenos basicões de 60m² em blocões até apartamentos de médio-alto padrão, com mais de 130m², podendo chegar até a mais em certos projetos, beirando os 200m² nos de luxo.

Eles têm uma certa tendência ao "neocrássico" e só a evitam se o mercado local rejeitar tal tipo de construção.
Mas se quiser dar uma olhada no portfolio dela aqui: www.rossiresidencial.com.br
^^ Tem de tudo mesmo! Valeu Fabius! :)
 
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