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Leão
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Carapanã no Ar XV​
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"Quase na língua do Sapo"



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Notícias, dicas e opiniões sobre o Estado do Pará



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Algumas localidades do Pará:​

Belém​




Edições anteriores:

Carapanã no Ar I - forista: CH
Carapanã no Ar II - forista: Belcity
Carapanã no Ar III - forista: dricobel
Carapanã no Ar IV - forista: Jorge Luís
Carapanã no Ar V - forista: Sergiw
Carapanã no Ar VI - forista: dricobel
Carapanã no Ar VII - forista: dricobel
Carapanã no AR VIII - forista: Belcity
Carapanã no Ar IX - forista: Stella Açai
Carapanã no Ar X - forista: Lucas Barros
Carapanã no Ar XI - forista: Guajará
Carapanã no Ar XII - forista:luiz belenense
Carapanã no Ar XIII - forista: Guajará
Carapanã no Ar XIV - forista: Sergiw
 

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Trânsito na capital paraense a beira de um colapso


Segundo estimativa do Departamento Estadual de Trânsito do Pará (Detran-PA), até o final deste ano, a Região Metropolitana de Belém (RMB) deve ter nas ruas 490 mil veículos. Até o final de 2015, os números surpreendem mais uma vez chegando aos 650 mil veículos, uma sobrecarga de 160 mil veículos que terá de disputar espaço com os milhares já nas ruas.

Alguns dos motivos apontados para tamanho crescimento são as facilidades oferecidas àqueles que desejam adquirir um carro novo. São prestações a perder de vista disponibilizadas por concessionárias, bancos e empresas de consórcio.

Apenas em 2011, quase 145 mil receberam emplacamento no Estado. Um dado preocupante, como explica o coordenador de Planejamento do Detran-PA, Carlos Valente. Segundo Carlos, o crescimento anual da frota da RMB é de 13%, muito superior ao que a região pode comportar. Caso um plano de ação para organizar o trânsito na Região Metropolitana não seja adotado como prioridade, as pessoas sofrerão ainda mais com os congestionamentos, acidentes e com a poluição do ar.





Ao contrário do que se prega, ele afirma que a implantação do Bus Rapid Transit (BRT), projeto desenvolvido pela Prefeitura Municipal de Belém (PMB), dificilmente solucionará os problemas diários enfrentados pela população belenense e de municípios vizinhos que diariamente circulam pela capital.

A prefeitura anuncia a BRT como um sistema capaz de dar maior fluidez ao trânsito e potencializar o uso do transporte público em detrimento do automóvel próprio. 'É um sistema que provê um sérvio rápido, confortável, eficiente e de qualidade, concebido para servir pelo menos 45 mil passageiros por hora'. A obra irá consumir cerca de R$ 400 milhões dos cofres do governo, para ligar São Brás à Icoaraci.

O problema, segundo Carlos Valente, é que o problema do trânsito de Belém não consiste apenas na rapidez do tráfego dos coletivos, mas em sinalização e outros serviços necessários para que os condutores dirijam com segurança. 'Na rodovia Augusto Montenegro, por exemplo, pesquisas daqui do Detran-PA confirmam que por seis anos seguidos foi o local com maior índice de mortes. Lá não foram construídas ciclovias, a sinalização é pobre e não existe corredor para os motociclistas', esclarece.





Para ele, os gestores municipais e o Estado deveriam unir forças para tirar do papel o Plano Diretor de Transportes Urbanos, Via Metrópole, que tem por objetivo reorganizar o trânsito na RMB. Mais do que se pensar em reduzir o tempo dos coletivos, o Via Metrópole abrange o sistema viário como um todo, desde a integração do transporte da Região Metropolitana até a segurança de pedestres e ciclistas.

Carlos Valente reforça que Belém não tem mais como comportar os muitos veículos lançados diariamente nas ruas da cidade, sobretudo, nas principais vias. Ele explica que a capital utiliza uma delimitação de espaços ultrapassada, criada na década de 1980.

Tecnologia diminui o impacto ambiental - 'O crescimento da frota de Belém não corresponde ao aumento da poluição do meio ambiente'. A afirmação é do professor da Faculdade de Química da Universidade Federal do Pará (UFPA), José Roberto Zamian. Segundo ele, a capital paraense tem a vantagem de ser uma cidade com o potencial de dispersar os poluentes lançados com a queima de combustível dos carros.

Ele comenta que mesmo nos corredores onde o fluxo é mais intenso, a poluição não é tão grande para o meio ambiente e, consequentemente, para o ser humano, se comparada a cidades como São Paulo. O professor lembra que atualmente os carros novos são fabricados a partir de uma tecnologia que busca equacionar preservação do meio ambiente e a modernidade.

José Roberto ele explica que os novos carros são produzidos com um catalizador que impede que com a queima da gasolina todos os resíduos sejam jogados no ar. Apesar disso, ele deixa claro que este 'cuidado' não consegue impedir a poluição, apenas ajuda a diminuí-la.

Carro foi transformado em bem necessário - Para o consultor de marketing, José Vilhena, que trocou o Gol ano 2001 por um Ford Ka no início deste mês, ter um carro deixou de ser luxo e tornou-se necessário. 'Um carro hoje não é mais um investimento como se pensava em outros tempos, é uma necessidade'. Ele garante que só não opta pelo transporte público porque este não oferece segurança e conforto à população. 'Não dá para abrir mão, hoje os coletivos além de não oferecerem conforto, são comumente assaltados e muito lentos', ressalta.

A mesma coisa, ele avalia em relação ao transporte alternativo, como a bicicleta. Mas, com um agravante, com o clima instável como o de Belém, ora chuva, ora sol, corre o risco da pessoa sair de casa para o trabalho por de baixo de sol e chegar sob temporal.



Fonte: Jornal Amazônia
http://www.orm.com.br/2009/noticias/default.asp?id_noticia=574074&id_modulo=197
 

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Leão
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Ah vcs sabiam que tinha Cairu na Argentina e Eua?????....eu não sabia, saiu uma noticia hoje no amazônia sobre franquias e falava disso..só sabia que tinha no Rio e em São paulo..nao sabia que tinha em outros paises...
 

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Ah vcs sabiam que tinha Cairu na Argentina e Eua?????....eu não sabia, saiu uma noticia hoje no amazônia sobre franquias e falava disso..só sabia que tinha no Rio e em São paulo..nao sabia que tinha em outros paises...
acho que lembro de algo assim, alguém comentou uma vez.
hj ela tá um pouco menos com a concorrencia de fast foods e outras sorveterias.
mas continua sendo uma referencia em sorvetes com frutos amazonicos.
 

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Ah vcs sabiam que tinha Cairu na Argentina e Eua?????....eu não sabia, saiu uma noticia hoje no amazônia sobre franquias e falava disso..só sabia que tinha no Rio e em São paulo..nao sabia que tinha em outros paises...
Na Argentina eu sabia, agora no EUA pra mim é novidade!
 

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Pequenos se exibem

Comércio eletrônico aumenta vendas

Com mais vitrines virtuais à disposição, que vão dos sites de compras coletivas ao Facebook, as pequenas empresas ganharam espaço no comércio eletrônico. No primeiro semestre de 2011, elas responderam por 8% do faturamento das vendas on-line, ante 7% em 2009 e 2010, de acordo com a consultoria E-bit.

Parece pouco, mas isso significa que o faturamento desses pequenos negócios pode ter chegado a R$ 1,5 bilhão no fechamento do ano, caso o comércio eletrônico como um todo tenha faturado os R$ 18,7 bilhões previstos pela E-bit. "Neste ano, a expectativa é que, no mínimo, essa participação das pequenas empresas se mantenha", diz Cris Rother, diretora da E-bit.

Milhares de pequenos negócios entram na rede a cada ano. A projeção da consultoria E-Consulting Corp é que o número de pequenas empresas no mercado brasileiro cresça a uma taxa de 15% ao ano em três anos. "Os pequenos crescem com serviços e produtos personalizados, pois os produtos padronizados são dominados por grandes varejistas", diz Daniel Domeneghetti, da E-Consulting.

Eduardo L’Hotellier criou o portal GetNinjas em outubro para promover a compra e a venda de serviços. O site já chegou à marca de dois mil ofertantes cadastrados (dobrou em 15 dias) e quer fechar o ano com 100 mil. Nele, há desde serviços de consertos domésticos até a criação de logotipos, por valores que vão de R$ 20 a R$ 6 mil.

Os sites de compras coletivas também auxiliam as pequenas. Segundo a E-bit, eles concentram 6,5 milhões de usuários, entre os 32 milhões do e-commerce brasileiro. No Peixe Urbano, cerca de 75% dos ofertantes são de pequenas ou médias empresas. De olho nesse mercado, a Negócios Urbanos montou "site" de compras coletivas em que todos os compradores e 90% dos vendedores são pequenos.

Lista é encabeçada por decoração e moda

O comércio de moda e produtos ligados a design também tem atraído muitos empreendedores para a rede. Entre os cinco primeiros ramos de atividade das lojas cadastradas na plataforma de lojas virtuais MercadShops, três têm a ver com esses setores: decoração, vestuário e calçados e beleza. O portal, aliás, completou um ano em janeiro e já conta com mais de 23 mil vendedores brasileiros cadastrados, entre os 36 mil da América Latina.

E os sites de moda têm muito a crescer no Brasil. A loja virtual de calçados e acessórios femininos olook é um exemplo. Lançado em 12 de dezembro, o site já tem mais de mil produtos vendidos e 400 clientes cadastrados. "No Brasil, a participação dos artigos de moda no comércio eletrônico é pequena, entre 2% e 4%, muito abaixo dos 20% de mercados maduros, como França e Alemanha", afirma André Beisert, sócio da olook, que almeja ter um milhão de pessoas cadastradas.

De olho nesse mercado, o empresário Thiago Santos e outros dois sócios fundaram a E2E no início do ano. A empresa fornece a infraestrutura de comércio eletrônico para lojas de moda já existentes, desde o serviço de logística até a plataforma de transações eletrônicas: "Estamos com dois projetos em curso. Até o fim do ano devemos atender 30 clientes e movimentar R$ 20 milhões/ano."

Empresa faz negócios por meio do Facebook

As redes sociais também entraram na estratégia de Ludmilla Mancilha como uma forma de fechar as vendas dos biscoitos e compotas decoradas de sua empresa, a Milla Mancilha. Hoje, cerca de 70% de suas vendas são fechadas pela internet, por meio do Facebook ou do site. O boca a boca virtual, diz, já levou seus produtos até para a Suíça. "Pelo site, atendemos clientes aqui em São Paulo e também para o Rio", afirma.

O segmento de B2B (negócios para negócios, na sigla em inglês) tem trazido muitas pequenas empresas para o e-commerce, ainda que muitas vezes por imposição do comprador, diz o coordenador de Tecnologia da Informação da FGV, Alberto Luiz Albertin. No B2C (vendas para o consumidor), segundo ele, o que impulsiona os negócios é o amadurecimento dos clientes.

Para Carlos Curioni, sócio do portal de comércio de artesanatos Elo7, que reúne 70 mil artesãos, o aumento da confiança do consumidor virtual foi fundamental para a expansão. Em 2011, o portal dobrou as vendas e pretende triplicá-las em 2012. "Mais de 10% da população brasileira já fizeram transações on-line", lembra. A chegada de tecnologias, como computação em nuvem, deve facilitar a entrada de pequenos e baratear os custos, para Paulo Roberto Feldman, presidente do Conselho das Pequenas e Micro Empresas da Fecomércio-SP.

http://www.orm.com.br/amazoniajornal/interna/default.asp?modulo=222
 

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Franquia é o nome do negócio

Sucesso mundial, o "Franchising" domina cada vez mais o belenense

Cleide Magalhães

Da Redação

O Brasil está em terceiro lugar no ranking mundial de países com maior número de franquias, cuja movimentação financeira própria é de cerca de R$ 63 bilhões, com 80 mil unidades. Em torno de três milhões de empregos, diretos e indiretos, são gerados - ficando atrás somente dos Estados Unidos da América (EUA) e do Japão, segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF). A ABF é uma entidade sem fins lucrativos, criada em 1987, com imagem consolidada no mercado e possui mais de 900 associados, entre franqueadores, franqueados e prestadores de serviços.

Hoje não somente as franquias internacionais fazem sucesso no mercado mundial. Há franquias brasileiras e paraenses que também expandem suas áreas de atuação pelo mundo afora. O Boticário, empresa brasileira de perfumaria e cosméticos, era campeã de franquia no país com 3.131 unidades, segundo a ABF, em 2010, chegando ainda a outros países. A franquia Bob´s, Habibs e China In Box já se instalaram pela América Latina (México), parte latina dos EUA (Flórida e adjacências) e da Europa (Portugal, Espanha e parte da França). Tem até franquia paraense, como a sorveteria Cairu, que chegou ao Rio de Janeiro, São Paulo, Argentina e EUA.

Pesquisas feitas por federações empresariais e universidades que contam com centros de excelência na área - como a Fundação Getúlio Vargas, Universidade de São Paulo, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Fundação Dom Cabral de Minas Gerais - apontam, entre outras coisas, que Belém se torna uma cidade amplamente favorável para franquias na área de serviços. "O cenário econômico em Belém é fortemente movimentado pela prestação de serviços, que é o setor terciário da economia. Podemos, então, considerar que a maioria das franquias é na área de serviços na cidade", afirmou Helder Aranha, mestre em Administração e professor dos Programas de Graduação e Pós-Graduação da Faculdade de Administração da Universidade Federal do Pará (UFPA).

De acordo com a Lei de Franchising n° 8955/94, também chamada de Lei Magalhães Teixeira, que dispõe sobre o contrato de franquia empresarial ("Franchising") regulando os aspectos legais da relação de franquias no Brasil, "franquia empresarial é o sistema pelo qual um franqueador cede ao franqueado o direito de uso de marca ou patente, associado ao direito de distribuição exclusiva ou semi-exclusiva de produtos ou serviços e, eventualmente, também ao direito de uso de tecnologia de implantação e administração de negócio ou sistema operacional desenvolvidos ou detidos pelo franqueador, mediante remuneração direta ou indireta, sem que, no entanto, fique caracterizado vínculo empregatício".

Segundo Aranha, a questão da franquia começou nos EUA, depois da guerra civil, em 1850. A Singer, marca de máquina de costura, iniciou o sistema de franquia norte-americano e marcou o início da franquia no capitalismo planetário. No Brasil, a franquia chegou a partir da rede Yázigi, há 49 anos, e tornou-se uma revolução elevando o País ao atual patamar. Entretanto, ele ressalta que a franquia é uma inovação gerada dentro do próprio capitalismo. "O fato de uma corporação conceder sua marca para outra corporação menor ou para o empreendedor individual passa a ser uma inovação dentro do capitalismo e na área da Administração é tratado dentro dos canais de distribuição, estes previstos nos estudos de marketing e são os recursos empresariais para tornar a sociedade plausível de consumo", informa.

Nesse contexto, shopping centers são os grandes impulsionadores das franquias pela estratégia de mistura de produtos que atraem consumidores. E mais uma vez o Brasil é surpreendente. Ainda de acordo com a ABF, o país ocupa o quinto lugar no mundo no ranking de maiores mercados para shopping centers na Terra, ficando atrás dos Estados Unidos da América, Canadá, Grã-Bretanha e França. Isso faz com que o Brasil seja propício para o empreendedorismo em franquias e Belém segue essa tendência, principalmente com a construção de shopping centers e lojas na área de expansão da cidade, como a BR-316 e rodovia Augusto Montenegro.

Empresas podem sofrer ameaças ao se adaptar a realidades locais

Há outros empecilhos ao desenvolvimento do empreendedorismo nacional: tomadas de decisões intuitivas, que precisam estar aliadas a dados estatísticos e de mercado, que são científicos; visão imediatista; excesso de autonomia; manutenção de empresa familiar que não se profissionaliza; sensação de onipotência de não se "mexer em time que ganha"; clientelismo, em separar os bens de pessoa física e jurídica; dificuldade de recursos financeiros, inovação e tecnologia; gestão centralizadora; sistema de informação simples; dificuldade de acesso à internet no Brasil, que ainda tem poucos kilobytes e banda larga, entre outros.

Na opinião de Aranha, uma das maiores ameaças às franquias no Brasil é a tentativa de tropicalização, isto é, "a tentativa de adaptar a franquia às realidades locais e com isso vulgarizar de tal ordem que causa uma implosão e risco a franqueadores e franqueados e a rede toda. Às vezes, há tentativa de popularizar a franquia e colocar a franquia em mercados que não comportam todas de uma vez", explica o professor.

Outro problema ao fortalecimento das franquias no Brasil é quando o franqueador master perde o foco da sua franquia ao conceber e estatuir outras franquias. "Isso é um fator complicador à sustentabilidade das franquias no Brasil, porque pulveriza esforços e gestão. As franquias devem preservar imagem e credibilidade de suas marcas e investir em qualidade e não quantidade para não comprometer a franquia" , afirma Aranha.

Contudo, se franqueados e franqueadores ficarem atentos para tudo isso, buscarem mais informações e tomarem os cuidados as franquias podem ser a grande tacada de empreendedorismo no Pará e em Belém.

Há instituições tradicionais que dão suporte na área de empreendedorismo e podem informar sobre as linhas de financiamento. Hoje existem linhas de crédito como o BB Franquia (Banco do Brasil) e Franquias da Caixa (Caixa Econômica Federal), os financiamentos variam, com tempo negociado e taxas que oscilam. Segundo o analista do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Pará (Sebrae/PA), Roberto Belluci, é importante que quem esteja interessado em aderir a uma franquia busque orientação e o Sebrae oferece individualizada. No site do Sebrae Nacional (www.sebrae.com.br) e da ABF (www.portaldofranchising.com.br) há várias informações sobre o assunto.

Credibilidade da marca incentiva a adesão ao empreendimento

Segundo o professor, no mercado de franquia a maior vertente que há entre franqueador (quem cria uma franquia) e franqueado (quem recebe concessão de uma franquia) é a vontade de ser empreendedor. "Essa doutrina foi despertada principalmente após a 2ª Guerra Mundial, a partir de 1950, com os reforços de reconstrução do planeta, que gerou alteração sociológica na visão de a pessoa não ser funcionário e ter seu próprio negócio, gerando emprego para si e para outras pessoas. Os franqueadores fazem franquias também por terem acesso ao mercado e oferecerem seus produtos de forma ágil e direta gerando acumulação de lucros, expansão e riqueza".

Os fatores de mercado inibidores para os franqueadores são o risco da quebra de uma rede. "A franquia se estabelece, consegue licença de patentes e na ponta os franqueados falham, há casos em que acontece a quebra e a franquia desaparece e entram em processo de destruição. O que inibe muito a concederem franquias é o medo de perder o controle sobre elas. A tecnologia da informação mudou um pouco isso, porque pode realizar videoconferências e reuniões pela webcam, mas ainda há o conceito de distância", afirma.

Já para quem é franqueado, a motivação no negócio é a credibilidade da franquia. "Uma franquia que tem imagem e marca forte no mercado é o sonho de consumo de 10 e cada 10 candidatos a franqueados, os quais são motivados porque terão menos custos, pois é garantida a consultoria de plano de negócios, o treinamento de funcionário, o manual de conduta, o uso de marca, layout, entre outras."

Esse foi um dos aspectos que fizeram com que Nayara Cruz, 30 anos, que há 13 anos avaliou a credibilidade de uma das mais importantes redes de doçarias no Brasil e há três meses conseguiu inaugurar seu negócio em um shopping center localizado no bairro do Reduto e conta que está satisfeita. "Somos a primeira no Norte do Brasil em uma franquia que conta com 60 lojas. Sempre fui apaixonada pela loja devido à qualidade dos seus produtos. Ficamos em segundo lugar na rede em dezembro e superamos a meta. Meu único receio é que seja somente uma moda, porque muitos negócios em Belém não são contínuos, mas vamos fazer tudo para dar certo e contamos com suporte da franquia, que garante treinamento, consultoria, enfim", afirmou a franqueada.

Porém, para ter acesso à franquia há também fatores inibidores. As pesquisas mostram que são essencialmente as taxas cobradas (por royalties pelo uso da franquia) ou pacotes. "No Brasil há exagero nas taxas, as quais chegam em 38% do faturamento, elevadíssima para os padrões internacionais", considera Helder Aranha. Os estudos feitos por federações empresariais e universidades mostram também que muitos empreendedores desconhecem a questão de administração, que é importante à formação de quadros empresarias quanto à gestão e evitar a mortalidade da empresa. "Ainda é desproporcional a formação dos brasileiros para entender os fenômenos os negócios, porque estes estão relacionados às questões científicas e precisam estar aliados ao processo de administração e os recursos de empresa. Muitos podem ter experiência, visão de mundo, mas falham no aspecto acadêmico, que podem não ser decisivos, mas ajudam a compreender a prática dos fenômenos e qualifica esta prática tornando a pessoa um melhor empreendedor."


http://www.orm.com.br/amazoniajornal/interna/default.asp?modulo=222&codigo=574051
 

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Meio ambiente preservado


Projeto da escola "Cândida santos de sousa" estimula estudantes e comunidade a exercer a sustentabilidade

A Escola Municipal de Ensino Fundamental "Cândida Santos de Souza" está contribuindo para mudar a mentalidade dos moradores do bairro Distrito Industrial em relação ao lixo. As ações realizadas pelos professores e alunos ensinam tanto a evitar o desperdício quanto a preservar o ambiente danificado pela poluição. Tudo começou com o projeto "Consumo consciente: Agir e viver por um mundo melhor", que a escola realiza desde 2009 com ações bimestrais. Temas como sustentabilidade, reciclagem e preservação ambiental são abordados.

Segundo a coordenadora pedagógica Alcilene Magalhães, o objetivo inicial era reduzir o acúmulo de resíduos nas proximidades do colégio e dentro da própria instituição. Quatro anos depois, ela se orgulha ao falar sobre os resultados do projeto. "Nós podemos dizer que conseguimos reduzir em 80% a quantidade de lixo na escola. Não se vê mais papéis no chão, a gente percebe que os alunos estão mais cuidadosos com o ambiente", disse.

De acordo com a coordenadora, durante a Gincana Ambiental Escolar foram arrecadadas cinco mil garrafas plásticas, demonstrando o nível de comprometimento das pessoas envolvidas no projeto. A escola também desenvolve outro trabalho, que é realizado a cada dois anos e mobiliza todos os alunos. É o projeto "Revitalização Escolar: Direito de usar, dever de preservar", em que os estudantes participam de um mutirão para limpar, pintar e arborizar a escola. Com isso, já foram plantadas 250 mudas de árvores.

Todos os alunos de 5ª a 8ª série participam do projeto. São eles próprios quem realizam passeios pelas ruas próximas para ver a situação do lixo, além de pesquisar com os moradores qual o tratamento dado por eles aos seus resíduos. De posse dessas informações, eles se reúnem e discutem alternativas sustentáveis para reverter o quadro. A coordenadora explica que os projetos são interdisciplinares e que a participação vale nota - fazendo com que os alunos não dependam unicamente da prova aplicada, bem como aumente o rendimento escolar dos estudantes.

Os projetos pedagógicos já renderam três prêmios nacionais para a "Cândida Santos de Souza", além da parceria com a prefeitura de Ananindeua, que financiou oficinas para instruir os moradores. A escola realiza cursos de artesanato, reaproveitamento e reciclagem aos sábados, das 8h às 12h, abertos à comunidade. O gestor da instituição de ensino, Belmiro Campelo, explica que as programações de sábado atendem em média 400 pessoas e são uma oportunidade para integrar os pais ao ambiente escolar dos filhos, através de atividades esportivas, como vôlei e futebol, e também recreativas, como a oficina de dança hip-hop.

Ele acredita que esses projetos ajudam crianças e adultos a entender que cada um pode fazer a sua parte para melhorar a sua realidade. "Quando recebemos a escola, em 2006, ela estava completamente depredada. Hoje em dia, os alunos chegam para as aulas e não encontram pichação ou sinais de vandalismo", afirmou o gestor. Campelo entende que junto com o reconhecimento conquistado pelos prêmios recebidos, vêm as responsabilidades junto aos pais e que o esforço conjunto de todos os profissionais transformou a escola em referência do ensino municipal.


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