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A arquitetura e o Aquecimento Global

Casas "verdes" ajudam mais que o Protocolo de Kyoto, diz ONU - Ambientebrasil

Uma boa arquitetura e a economia de energia em prédios poderiam fazer mais pelo combate ao aquecimento global do que todas as restrições de emissão de gases de efeito estufa definidas no Protocolo de Kyoto, afirma um estudo do programa de Meio Ambiente das Nações Unidas (Unep, na sigla em inglês) divulgado nesta quinta-feira (29).
O relatório pede uma ação global para promover construções "mais verdes".
O uso mais eficiente de concreto, metais e madeira na construção e um menor consumo de energia em itens como ar-condicionado e iluminação em casas e escritórios poderiam economizar bilhões de dólares em um setor responsável por de 30% a 40% do consumo mundial de energia.
"Prédios podem ter um papel fundamental no combate à mudança climática", afirma o relatório divulgado em Oslo, Noruega, durante uma conferência sobre maneiras de promover crescimento econômico sem prejudicar o ambiente.
Medidas simples incluem mais cortinas e persianas para evitar a entrada de luz solar em climas quentes, o uso de lâmpadas mais eficientes e melhor ventilação. "Evite erguer uma casa maior do que o que você precisa" é uma das dicas.
"Segundo algumas estimativas conservadoras, o setor de construção em todo o mundo poderia promover a redução da emissão de 1,8 bilhão de toneladas de dióxido de carbono", disse Achim Steiner, chefe da Unep.
"Uma política mais agressiva poderia promover a redução de mais de 2 bilhões de toneladas, ou quase três vezes a quantidade programada para ser reduzida sob o Protocolo de Kyoto", afirmou.
O Protocolo de Kyoto determina que 35 nações industrializadas diminuam a emissão de gases de efeito estufa em 5% em relação aos níveis de 1990 até 2008-12.
Mas o Protocolo tem poucos incentivos para construções mais eficientes na economia de energia.
A Unep também diz que países com rápida taxa de crescimento devem se concentrar em erguer prédios mais eficientes. A China é a principal construtora mundial - acrescenta quase 2 bilhões de metros quadrados de área construída por ano.
"Custos de construção sobem de 3% a 5% com a introdução de soluções eficientes de energia", informa o relatório.
A Unep também aponta para outros fatores que devem ser levados em conta, inclusive o gênero. Alguns estudos indicam que as mulheres preferem quartos mais quentes do que o homem, mesmo que usem roupas de tecido parecido. (Folha Online)
Prédios podem ser peça chave no combate ao aquecimento
A redução do uso de energia e o melhoramento da eficiência o do seu uso em prédios pode trazer grandes benefícios ao combate ao aquecimento global, informou o novo relatório do UNEP - Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente - SBCI - Construções Sustentáveis e Iniciativa Imobiliária.
Segundo o relatório, denominado "Construções e Mudanças Climáticas: Status, Desafios e Oportunidades", uma apropriada regulamentação governamental misturada a um aprimoramento do uso de tecnologias para economia energética e uma mudança comportamental poderia reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2) no setor de construção civil, que representa entre 30% e 40% do uso mundial de energia.
Usando a Europa como exemplo, o relatório afirma que mais de 20% do consumo de energia e mais de 45 milhões de toneladas de CO2 poderiam ser economizados por ano até 2010 com a aplicação de medidas mais ambiciosas para prédios.
No tempo de vida de um prédio comum, a maior parte da energia é consumida durante o período que o prédio está sendo usado, ou seja, quando a energia está sendo usada para aquecimento, iluminação, etc.
Reconhecendo isso, o relatório apressa um o uso melhorado de tecnologias como isolamento térmico, iluminação econômica e utensílios eletrônicos mais eficientes, assim como a importância de campanhas de educação.
Sobre o melhoramento de tecnologias para economia energética, o relatório ressalta a importância de políticas governamentais apropriadas no código do prédio, preço de energia e incentivos financeiros que encorajam a redução do consumo de energia.
Também é enfatizado que o setor imobiliário precisa apoiar essas políticas para que elas funcionem com eficiência. O relatório também aponta que tentativas para encontrar soluções para os prédios irão variar.
Em países desenvolvidos o principal desafio é alcançar uma redução de emissões entre os muitos prédios existentes, e isso pode ser feito basicamente com a redução do uso de energia. (Estadão Online)

Arquitetura pode reverter danos ao meio ambiente - Envolverde

Por Julia Dietrich, do Aprendiz

"Pode a tecnologia nos salvar? Sim, se desconstruirmos a arquitetura só como estética e pensarmos na sua necessidade funcional, em contato direto com o meio ambiente que não pense só na sua preservação e conservação, mas na possibilidade de, por meio dela, reconstruir o que o homem com suas construções invasivas já destruiu". A solução é apontada incisivamente por Volker Hartkopf, professor de arquitetura e diretor do centro de Desempenho e Diagnóstico de Edifícios da renomada universidade norte-americana Carnegie Mellon, oficializando com o Brasil o primeiro Consórcio de Integração de Sistemas Avançados de Edifícios (ABSIC) fora dos Estado Unidos.
Desde 1988, o consórcio opera observando, analisando e pesquisando o impacto da tecnologia avançada sobre condições físicas, ambientais e sociais em locais de trabalho. "Nossa perspectiva de edifícios inteligentes vai muito além de prédios ecologicamente corretos em sociedades ricas. Desenvolvemos, por exemplo, em um campo de refugiados em Bangladesh, abrigos que resistem ao vento e inundações. A chuva que, antes destruía todo um espaço, passou a trabalhar a favor dessas pessoas, sendo canalizada e transformada em água corrente para abastecer o próprio campo", explica.
Hartkopf conta que, além dos benefícios dos trabalhos realizados nas comunidades asiáticas e africanas, é possível verificar outras colaborações sociais que vão além da arquitetura. "Nosso corpo estudantil é multifacetado. Temos estudantes de diversas regiões do globo que se organizam para combater problemas de suas regiões e de regiões de seus pares, fazendo com que reconheçam a proximidade que têm todos os habitantes do globo. Vivemos em citadelas separadas por guerras, preconceitos e dominação do capital e com essas atividades na universidade, combatemos esses preceitos e efetivamente integramos povos, ainda que em pequena escala", comemora.
O professor cita, entre outros exemplos, que pequenas ações podem colaborar de forma muito eficaz e barata tanto para o meio ambiente, quanto para os profissionais que trabalham em determinados espaços. "Observamos e comprovamos que reorganizando a posição das venezianas e janelas de acordo com o movimento do sol, podemos economizar até 70% da energia gasta com iluminação e ventilação, além de melhorar o bem-estar do trabalhador que apresenta melhor desempenho quando não está em constante contato com luzes, refrigeração ou calefação artificiais", esclarece.
Os chamados edifícios auto-sustentáveis viabilizam a economia dos gastos de energia, sem perda de conforto, melhorando o espaço de trabalho ao colocá-lo em constante contato com recursos naturais. "Biologicamente o homem funciona melhor quando em contato com a natureza", aponta o pesquisador que, para comprovar sua teoria, facilitar o monitoramento dos possíveis gastos e verificar o desempenho ecológico dos edifícios, desenvolveu o Natural Enviromental Assesment Toolkit (NEAT) - um robô que, ao circular pelos escritórios, mede a quantidade e qualidade da luz, refrigeração, concentração de gás carbônico, entre outros dados, comparando-os com projeções esperadas.
O professor explica que, com essa verificação e comparação de dados, é possível monitorar e melhorar cotidianamente o espaço, aproveitando mais os recursos que estão em abundância e qualitativamente benéficos. "Cada espaço é avaliado individualmente. Mas é importante ressaltar que o NEAT pensa na avaliação do homem também, pois ao circular pelo ambiente, coleta registros a partir de um questionário, verificando o grau de satisfação e desempenho de cada funcionário", explica ele que já tem grande gama de dados coletados, prontos para publicação, á partir da implementação do sistema em diferentes localidades.
Mesmo lecionando em universidade norte-americana, Hartkopf condena os Estados Unidos e seu método de dominação econômica, responsabilizando o país pela alta destruição ambiental e condição de subjugação de povos. "É preciso verificar também que, com o crescimento da China, estamos indo rumo a uma situação de caos ainda maior. A produtividade capitalista indiscriminada consome energia, recursos naturais e a própria atividade humana. Com uma população ainda maior que a dos EUA e crescimento exponencial das atividades industriais, a China será o novo império de dominação de povos e destruição ambiental", preocupa-se. "Alem, da óbvia avidez de boa parte do mundo pelo petróleo e outros combustíveis, visando colonizar regiões na Ásia, África e América Latina, já visadas pelo alto grau de miséria de suas populações".
"Hoje é impossível pensar em construção sem levar em conta importantes conceitos de sustentabilidade e preservação dos recursos do planeta. Sempre digo que a arquitetura tem a obrigação de integrar o homem, a tecnologia e seu espaço. É um triângulo de ação que deve ser colocado em constante destaque na hora de pensar e realizar um projeto", complementa Edo Rocha, arquiteto urbanista, responsável pela construção de diversos prédios que atendem às demandas de preservação ambiental e idealizador do consórcio ecológico com o Brasil.
(Envolverde/Aprendiz)
 

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Feliz Natal
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bem interessante... já procuro aproveitar ao máximo "o natural"!
 
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