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Discussion Starter #1 (Edited)
A exemplo dos threads do Centro de Porto Alegre, Rio e cia. O centro de SP precisa de um espaço para ser debatido idéias, notícias, projetos e afins. Afinal trata-se do local mais democrático da cidade. É um local bem decadente mas que vem ganhando alguma atenção das autoridades com locais como o Museu da Lingua Portuguesa, Pinacoteca, Sala SP, Praça das Artes, Nova sede do Governo de SP, Teatro de Ópera...

Para ilustrar, a bela seleção de fotos feita por nosso querido forista tchello.




Hoje pela manhã voltei ao centro velho de São Paulo e fotografei dois bairros que basicamente são um só. Eu chamaria tudo de Anhangabaú, mas como oficialmente também há o nome São Bento na jogada e muitos poderiam estranhar, então vou deixar o título como Anhangabaú-São Bento.

Bom, para quem não é de São Paulo, naturalmente já deve ter visto alguma foto ou postal desta região, porque ela é nada mais nada menos que o coração do centro da cidade.

Ficaram de fora a Sé e República, mas como são bairros maiores, então farei threads separados futuramente.

É isso!



Localização





01 Pegando metrô na Barra Funda



02 Descendo na Estação Anhangabaú




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11 Estão restaurando o Teatro Municiapal:banana:




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Fim
Quem quiser elogiar nao esqueça de visitar o thread que ele fez e dos demais bairros

http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=751092

http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?p=53735129#post53735129
 

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Discussion Starter #3
02/03/10
Avanhandava quer calçadas livres



A Ação Local Avanhandava está lutando para recuperar a qualidade do seu espaço público no trecho sob o Viaduto do Café. Diariamente, moradores da região reclamam de moradores de rua que dormem sob o Viaduto do Café. Segundo Darcy Gersosimo, diretor secretário Ação Local Avanhandava, cobertores, colchonetes e muito lixo espalhado dificultam a circulação de pedestres. “Pessoas ficam deitadas pelo passeio público.



Assim permanecem dias e dias, sem que seja feito nada. E nós, que moramos em nossos apartamentos e pagamos impostos, não temos o direito de ter as calçadas desobstruídas para passarmos?”, questiona. A presidente da Ação Local, Ângela Maria Costa dos Santos, já contatou várias autoridades e aguarda que algo seja feito para solucionar o problema. “Temos sido bem atendidos pela Subprefeitura Sé e da GCM, mas queremos ação”, disse Darcy.


http://www.vivaocentro.org.br/acaolocal/noticias/arquivo/020310_a_acaolocal.htm
 

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Não sabia que o governo tava estudando uma nova sede! Aonde seria, especificamente?
 

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Discussion Starter #6
Fica na Avenida Rio Branco, próximo a Praça Duque de Caxias, a região que tá sendo conhecida como a Nova Cracolândia.



 

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Discussion Starter #8
Seria revitalizado, no caso? O que funciona aí hoje em dia?
Ele está sendo revitalizado desde 2008 sem um destino certo ainda, a pedido do Serra que tinha previsão de mudar pra lá mas não é nada oficial.
 

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Discussion Starter #9
O Centro merece mais movimento. curto a iniciativa corajosa de alguns estabelecimentos de tomarem a iniciativa como os bares Brahma e Salve Jorge e o cine maraba.
 

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Discussion Starter #10
Após 54 anos no centro, Othon fecha as portas.
4/1/2009 - O Estado de São Paulo

Inaugurado no 4° centenário, hotel estava no vermelho desde 2006.





Um dos ícones da rede hoteleira paulistana, o Othon Classic, no centro velho de São Paulo, fechou suas portas após 54 anos de atividade. O hotel, um dos quatro-estrelas mais badalados da cidade, acabou sendo vítima da debandada dos hóspedes para unidades na região das Avenidas Paulista e Engenheiro Luís Carlos Berrini. Agora, a torre de 25 andares vizinha à Praça do Patriarca e ao Edifício Matarazzo, sede da Prefeitura, será colocada à venda por cerca de R$ 25 milhões. "A localização é privilegiada, tem um bom apelo comercial", disse Álvaro Brito Bezerra de Mello, presidente da Rede Othon no Brasil e da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih).

A agonia do Othon Classic se intensificou nesta década. Para procurar salvá-lo, o escritório central, no Rio, tentou de tudo: baixou o padrão, reduziu as tarifas e, por fim, passou a funcionar com apenas metade de seus 260 apartamentos. "A diária média caiu para R$ 90, R$ 100. Era um valor impraticável", argumentou Mello. "Na região da Paulista, por exemplo, os hotéis menos luxuosos cobram pelo menos o dobro." Durante um ano e meio, disse o empresário, a unidade operou no vermelho, tendo de ser socorrida pelos outros hotéis da rede. "Chega uma hora que você tem de ser realista. Não somos como o Copacabana Palace. O hotel estava morrendo, não dava mais para financiar aquela situação. Foi quando resolvemos fechar", relembra o proprietário.

Os cerca de cem funcionários tiveram de ser dispensados por falta de vagas nos outros três empreendimentos da rede na capital - dois nos Jardins e um no Brooklin. As obrigações trabalhistas, segundo Mello, foram integralmente cumpridas e alguns já conseguiram se recolocar no mercado. "Fizemos uma bela festa, relembramos os velhos tempos e choramos muito ao nos despedirmos", contou o dono do hotel.

A história do Othon Classic está intimamente ligada à cidade. Inaugurado em 1954 durante as festas do 4º Centenário, abrigava no último andar um dos mais luxuosos restaurantes da capital, o Chalet Suisse (Chalé Suíço), com vista deslumbrante para o Vale do Anhangabaú. "Ali se comia o melhor fondue de São Paulo", assegura Mello. A última vez em que o lobby do hotel ficou cheio foi durante o Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1 deste ano, realizado entre os dias 31 de outubro e 2 de novembro. As portas do número 190 da Rua Líbero Badaró foram definitivamente fechadas na segunda-feira seguinte à corrida, dia 3.

Mesmo chateado, Mello considera normal o fechamento da unidade. "As cidades comerciais se movem muito rapidamente. São Paulo, assim como Nova York, tem essa tendência de se expandir para o sul", avalia. "O que era bom há 20, 30 anos hoje já não é mais. Mesmo os hotéis da região da Paulista já não trabalham tão bem quanto antes. A bola da vez é a Berrini", disse o presidente da Abih, referindo-se à avenida que corta o Brooklin, na zona sul. Por enquanto, diz ele, a rede hoteleira do País ainda não sentiu qualquer reflexo da crise econômica global. "Viajar para o exterior ficou mais caro e muita gente deve ficar por aqui. Até o carnaval não devemos sentir qualquer efeito da crise."

AINDA VAZIOS

Hilton: em outubro de 2004, depois de 30 anos instalado no número 165 da Avenida Ipiranga, no centro de São Paulo, a rede se mudou definitivamente para a unidade do Morumbi, na zona sul da capital. O prédio permanece vazio até hoje. Chegou a ser alugado no fim do ano passado por R$ 670 mil mensais pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), mas o contrato foi temporariamente "suspenso" por divergências entre as partes

Crowne Plaza: o cinco-estrelas da Rua Frei Caneca, na região da Avenida Paulista, fechou as portas em maio deste ano. Foi vendido ao Ministério Público Federal (MPF) por R$ 42 milhões, mas ainda não há prazo para que o imóvel seja reocupado

Caesar Park: em maio de 2004, a unidade da Rua Augusta, localizado a duas quadras da Avenida Paulista, encerrou suas atividades depois de 27 anos. O projeto inicial era transformar o prédio em um conjunto residencial voltado para casais jovens e universitários. A idéia naufragou e o prédio acabou vendido para uma universidade. Chegou a ser usado como estacionamento e, no ano passado, foi atingido por um incêndio provocado por curto-circuito. Passou por reformas, mas até hoje não se sabe qual será o seu destino

http://www.etur.com.br/conteudocompleto.asp?idconteudo=14075
 

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Triste noticia... O predio em que Othon fica e' belissimo, antigo e bem localizado. Tomara que alguma cadeia hoteleira bem boa compre o predio e o transforme no "Hotel Gloria" de SP.
 

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Discussion Starter #12
O restante do projeto está parado? Alguém tem notícias?

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Depois de 10 anos, o prédio dos Correios finalmente vai reabrir

14/1/2007 - PreservaSP

Neste Natal a coletividade do Centro não comenta outra coisa. Jornais como o Diário do Comércio e o Diário de S. Paulo até já anteciparam: o belo edifício da Agência Central dos Correios projetado por Ramos de Azevedo e construído entre 1918 e 1922, importante referência na área central paulistana, terá parte devolvida à cidade no dia de seu aniversário, o próximo 25 de janeiro, quando ela fará 453 anos.

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Gente, uma ótima notícia: depois de anos e anos fechado, finalmente o prédio dos Correios e Telégrafos vai reabrir. Me perdoem por usar as palavras "vergonha" e "descaso" pela milésima vez, mais era mesmo uma vergonha um dos marcos da cidade de São Paulo permanecer fechado por quase 10 anos, por conta de mais uma das infinitas mostras de incompetência e descaso dos nossos governantes. Para se ter uma idéia, o cronograma original previa a conclusão das obras completas da agência e do Centro Cultural (um interessante projeto do escritório Una Arquitetos) para agosto de 98! Depois de todo esse tempo, só a agência vai reabrir (sem o Centro Cultural que continua previsto para as calendas gregas), mas pelo menos não precisaremos mais conviver com essa jóia arquitetônica cercada por tapumes durante uma eternidade.

Na reunião de hoje sugeri que fizéssemos uma manifestação no dia 25, e depois poderíamos aproveitar para dar uma passada no prédio dos Correios.

Abraço,

Jorge.

Notícia do site da Viva o Centro:

Presente muito aguardado: Agência Central dos
Correios, no Anhangabaú, reabre em janeiro

Por Ana Maria Ciccacio

Neste Natal a coletividade do Centro não comenta outra coisa. Jornais como o Diário do Comércio e o Diário de S. Paulo até já anteciparam: o belo edifício da Agência Central dos Correios projetado por Ramos de Azevedo e construído entre 1918 e 1922, importante referência na área central paulistana, terá parte devolvida à cidade no dia de seu aniversário, o próximo 25 de janeiro, quando ela fará 453 anos. São 10 anos desde que o projeto elaborado pelo escritório Una Arquitetos venceu o Concurso Nacional de Arquitetura para recuperar o marcante edifício do Vale do Anhangabaú. A reabertura da agência, sem dúvida, trará mais animação ao Centro.

O que a cidade receberá em janeiro será a primeira fase dos trabalhos de restauro, reforma e modernização do majestoso edifício de 18,8 mil m2 A segunda fase, dependente de parcerias que os Correios continuam buscando, ficará para mais tarde. Em outros termos, com as obras feitas até aqui a Agência Central, que em todo esse tempo funcionou na Rua Líbero Badaró, para onde foi transferida para a execução dos trabalhos, voltará à antiga casa, no nível do Anhangabaú. Esse piso (ou térreo), o subsolo e o mezanino, acessado por uma das escadas rolantes já instaladas e também pela porta da Avenida São João, que voltará a se abrir, estão prontos, assim como toda a infra-estrutura requerida pela segunda fase.

A Associação Viva o Centro sempre defendeu a recuperação desse prédio como um passo importantíssimo na requalificação do Centro. A expectativa agora é de que as obras não parem, que apareçam parceiros e o projeto se conclua, até para que os pavimentos superiores não se deteriorem com o tempo.

Surpresa boa

Quem conheceu a velha agência terá uma surpresa. O vão central do prédio recebeu reforços estruturais e foi desobstruído para deixar entrar a luz do sol – conceito presente no projeto original do escritório Ramos de Azevedo, mas nunca implementado –, graças à imensa cobertura de vidro com brises de alumínio, no teto. O piso em granito bege harmoniza-se com a pintura clara das paredes, e a restauração do lambri de madeira escura não oprime, porque o pé direito é muito alto, com cerca de 10 metros.

Nesse nível do Anhangabaú a área total é de 5 mil m2. Foram instalados 42 guichês para receber uma agência postal toda informatizada e para proporcionar maior conforto no atendimento. O mobiliário é igualmente claro, e toda a infra-estrutura de apoio aos serviços dos Correios fica na retaguarda. Uma porta de vidro corrediça separa a agência do saguão principal de entrada (esse onde parte das paredes são revestidas por lambris), o que permitirá acessar o mezanino fora do expediente comercial.

O mezanino, com 3,3 mil m2, segundo informações prestadas pelos Correios em Brasília, foi reservado ao Museu dos Correios, que exibirá o acervo permanente da instituição, mas também a exposições temporárias, uma Agência Filatélica e uma loja de produtos filatélicos e congêneres, além de um restaurante. Com isso, a expectativa é de que o espaço venha a ser freqüentado pelo público também à noite, em feriados e fins de semana.

Foram providenciadas a recuperação da fachada, limpeza e demolições necessárias no primeiro, segundo e terceiro andares do prédio, e se tomou o cuidado de deixar à vista “janelas técnicas” (que mostram como era a pintura original das paredes, agora restaurada) e de pintar de branco o que foi refeito por não haver condição de restaurar. Nessa fase foram investidos R$ 12 milhões.

Expectativa

A segunda etapa, com previsão orçamentária de R$ 40 milhões, envolverá a reforma dos pavimentos restantes e a construção de um prédio anexo para o Centro Cultural dos Correios em São Paulo. Nesse centro haverá uma sala para espetáculos teatrais, dois cinemas, espaço para exposições de artes plásticas, salão e praça de eventos, uma biblioteca informatizada, centro de convenções, livraria, café e outros restaurantes.

http://www.etur.com.br/conteudocompleto.asp?idconteudo=11840
 

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Discussion Starter #13
Revitalização da Cinelândia Paulistana

São Paulo, sexta-feira, 27 de março de 2009 Folha de S.Paulo


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Prédio no Paissandu vai virar centro cultural
Governo federal cederá espaço na região central de SP para projeto de arquitetos de Paris que prevê teatro, cinema e ateliês

Todo revestido em vidro, o edifício, de 1965, tem 23 andares ociosos desde 2001, e deve ser "relançado" na Virada Cultural deste ano

DANIEL BERGAMASCO
DA REPORTAGEM LOCAL

Praticamente vazio há oito anos, o prédio envidraçado que abrigava a Polícia Federal na esquina da avenida Rio Branco com a rua Antônio de Godoi, no largo do Paissandu (região central), deverá ser reinaugurado neste ano como centro cultural de visitação gratuita.
Lançado em 1965, o edifício Wilton Paes de Almeida, todo revestido em vidro, tem seus 23 andares ociosos desde 2001. Apenas o piso térreo é utilizado por escritórios do INSS.
O governo federal, dono do imóvel, prepara a cessão do espaço por 20 anos para o Momento Monumento, projeto de arquitetos de Paris que prevê teatro, cinema, ateliês, terraço com mirante, entre outras funções. Segundo a Secretaria de Patrimônio da União, o contrato será assinado após os proponentes apresentarem recursos para as reformas do edifício.
A proposta de criação desse centro cultural foi inserida pelo governo francês na programação do Ano da França no Brasil. Os idealizadores receberam recursos públicos e privados do país europeu para a fase inicial, mas para a reforma terão de captar R$ 8,5 milhões com patrocinadores brasileiros, com incentivo por renúncia fiscal.

Virada Cultural
"A estrutura do prédio é boa e esse dinheiro deverá ser suficiente para lançarmos o Momento Monumento neste ano, com seis andares funcionando", diz o artista multimídia Douglas Kuruma, que criou o projeto em parceria com os grupos de arquitetura franceses Coloco e Exyzt.
O edifício deverá ser "relançado" na Virada Cultural, maratona de eventos entre os dias 2 e 3 de maio. Na ocasião, haverá um show de luzes. "Será como se o prédio estivesse adormecido e despertasse de novo", diz Kumura.
A Secretaria de Patrimônio da União diz que já autorizou a performance de relançamento do imóvel e cedeu o prédio para que a produção da Virada seja feita ali.

Captação
Quando lançado, o prédio terá parceria com o Sesc São Paulo, que irá colaborar na programação e no treinamento de pessoal. "O centro de São Paulo nos interessa muito, entre outros motivos por reunir muitos profissionais de comércio e serviço, que são nosso principal público", diz Danilo Miranda, diretor do Sesc e também delegado do Ano da França no Brasil. "A captação de patrocínio está mais difícil com a crise, mas torço muito pelo projeto", diz ele.
 

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Discussion Starter #14
Cidade
Cinelândia abandonada
Sete marcos da antiga Cinelândia estão fechados e abandonados às traças
Por Maria Paola de Salvo | 23/12/2009


Projetado pelo arquiteto Rino Levi e aberto em 1943, o Cine Ipiranga virou depósito do hotel vizinho e em nada lembra o luxo que lhe rendeu o título de principal cinema paulistano

por Fernando Moraes

Frequentada por cavalheiros de terno e damas vestidas pelas melhores modistas da década de 50, a antiga região da Cinelândia, no centro, hoje mais parece cenário de um desses filmes-catástrofe dos últimos tempos. Pelo menos sete das trinta salas de cinema que costumavam iluminar as avenidas São João e Ipiranga estão de portas fechadas. É o caso do Paissandu, Metrópole, Ipiranga, Comodoro, Arouche, Las Vegas e Copan. Em algumas delas, a fachada e a marquise imponentes viraram abrigo para mendigos em qualquer hora do dia. São pelo menos 5 500 poltronas sem uso, apenas acumulando pó. Projetado pelo arquiteto Rino Levi, o Cine Ipiranga, inaugurado em 1943 com o drama Seis Destinos, de Julien Duvivier, foi por três décadas uma das melhores salas da cidade e um orgulho dos paulistanos. “Era muito luxuoso, com uma entrada triunfal e concertos antes das sessões”, lembra, com saudade, o professor de cinema da Faap Máximo Barro, que batia cartão ali todo fim de semana. Hoje, as escadas para a bilheteria estão tomadas por caixas de verduras e frutas. O local encerrou as atividades em 2005 e virou depósito do hotel vizinho. “Até os assentos são originais”, afirma o secretário municipal de Cultura, Carlos Augusto Calil. Ele estuda a proposta de desapropriá-lo para que tenha programação permanente e a preços populares.



Fernando Moraes


O Cine Paissandu, de 1958,convive atualmente com mendigos e pichações.Seu grande hall de entrada abriga afrescos e escadas de mármore



O caso do Ipiranga é apenas um exemplo da dificuldade de mudar um filme que o paulistano já está cansado de ver: o fechamento de salas do centro. “Não teríamos fôlego para recuperar todas elas”, diz Calil. “Mas tentamos atrair investimentos da iniciativa privada por meio de incentivos fiscais.” Em no - vembro, a secretaria encaminhou à Câmara Municipal um projeto de lei que isenta cinemas e teatros de rua do pagamento do imposto sobre serviços de qualquer natureza (ISS) a partir do ano que vem. A proposta ainda aguarda aprovação dos vereadores. Em vigor desde 2004, a lei atual prevê isenção apenas parcial e esbarra em contrapartidas difíceis de cumprir, como uma cota maior de filmes nacionais que a exigida pelo governo federal. “Por causa da burocracia, quase não foi utilizada.”



Fernando Moraes


Cine Copan: inaugurado em 1969, virou sede da Igreja Renascer em 2000 e permanece fechado desde março do ano passado por problemas de segurança



Esse não é o único entrave. Como alguns cinemas são tombados, caso do Ipiranga, Metrópole e Paissandu, é necessário atender a vários requisitos para restaurá-los e reabri-los. E isso toma tempo. Também protegido pelo patrimônio e reaberto em maio depois de ficar fechado desde 2007, o Marabá levou três anos para ter seu projeto de arquitetura aprovado. A reforma, prevista para durar quatro meses, alongou-se por mais meio ano devido a uma sé rie de detalhes exigidos pelo Departamento do Patrimônio His tórico (DPH). “Nos shoppings, consigo levantar um cinema em apenas seis meses”, afirma a presidente da PlayArte, Elda Bettin Coltro. Pelo aluguel do Marabá, na Avenida Ipiranga, ela desembolsa 50 000 reais por mês. “É mais do que pago em shoppings”, conta Elda. Outro risco é a degradação da região. “Apostar ali exige coragem e o retorno é incerto”, diz Adhemar Oliveira, dono do Espaço Unibanco. “É preciso dar incentivos para compensar a falta de segurança e de transporte, como foi feito em Paris na década de 80.”



Fernando Moraes


Cine Metrópole: depois de ficar trancado por onze anos, foi comprado pelos donos da boate The Week e pode virar um centro cultural e de eventos



A expectativa dos exibidores é que o Marabá assuma na Cinelândia o mesmo papel do Unibanco na revitalização da Rua Augusta, nos anos 90. Pode ser o estímulo que faltava para a Cinemark tirar da prancheta um antigo projeto para a revitalização do Cine Marrocos. Inaugurado em 1951 como o mais luxuoso de São Paulo, ele reabriu para eventos neste ano, depois de doze anos. Outro que deve mudar de vocação é o Cine Metrópole, na Praça Dom José Gaspar. Parado desde 1998, foi comprado há pouco mais de um ano pelos donos da casa noturna The Week, que pretendem transformá-lo num centro cultural e de eventos. Desde agosto, o projeto de reforma aguarda aprovação do DPH. Considerado o cinema com o melhor som da cidade, o Comodoro acabou destruído por um incêndio em 2000. O que resta hoje é apenas um terreno, à venda desde então. Já o Cine Copan, uma das sedes da igreja Renascer até o ano passado, está interditado desde março por falta de segurança e agora passa por reformas. O desfecho da história do Paissandu, Arouche e Las Vegas é mais incerto e nebuloso que o dos filmes de Alfred Hitchcock, que os elegantes de antigamente adoravam ver ali.

http://vejasp.abril.com.br/revista/edicao-2144/cinelandia-abandonada
 

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Discussion Starter #15
Prefeitura adia prazo para definir empresa que fará projeto de revitalização da Cracolândia

Cinco consórcios estão concorrendo; o que tiver mais experiência deve ser o vencedor


Uma área de 225 hectares ao lado da Estação da Luz, no centro de São Paulo, deve ser revitalizada para atrair moradores para a região


A Prefeitura de São Paulo, que tinha dois meses para avaliar qual dos consórcios que se candidataram para fazer o projeto da Nova Luz, no centro da cidade, é o mais capacitado para o trabalho, adiou o prazo da definição.

Os envelopes com as propostas foram abertos no dia 18 de dezembro e o vencedor deveria ter sido anunciado em 18 de fevereiro. Entretanto, o governo municipal avaliou, em 12 de fevereiro, que todos os concorrentes deveriam complementar a documentação. Um consórcio, por sua vez, questionou o pedido da prefeitura, atrasando a escolha do escritório que fará o projeto. Nesta semana, foi fixado o prazo de 17 de março para a complementação dos documentos.

A análise dos documentos é feita por uma comissão da SMDU (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano). No total, nove grupos se candidataram, porém, quatro deles apresentaram a proposta fora do horário determinado e foram excluídos. Os candidatos aprovados foram:

- Concremat/City/AECOM/FGV, composto pelas empresas Concremat Engenharia, Companhia City, AECOM Technology Corporation e Fundação Getúlio Vargas;

- Consórcio Urb (Curb), composto pelas empresas Aflalo & Gasperini, Arquitetos Ltda., Davis Brody Bond, Cooper, Robertson & Partners, LLP, A4 Comunicação Ltda., Ctageo Engenharia e Geoprocessamento, Lu Fernandes Escritório de Comunicação e Ecologus Engenharia Consultiva Ltda.;

- Consórcio Cidade Nova, composto pelas empresas AW Construções e Empreendimentos Ltda., Arquiteto Paulo Bastos e Associados Ltda., Cobrape, PBLM Consultoria Empresarial Ltda., Ambiental Engenharia e Consultoria Ltda.;

- Consórcio Nova Luz, composto pelas empresas Logos Engenharia S/A, RTKL Associates, Inc., Piratininga Arquitetos Associados Ltda., e Arcadis Tetraplan S.A.;

- Consórcio DHIW, composto pelas empresas Diagonal Urbana, Hines *- Residencial Brasil Projetos Imobiliários Ltda., Idom - Ingenieria y Consultoria S.A., Jorge Wilheim Consultores Associados.

O vencedor terá que pensar não apenas nos aspectos da arquitetura — transformar um lugar degradado em uma região agradável para se viver — como também na viabilidade do projeto. A prefeitura exige um estudo que mostra os custos para implantar a proposta, uma análise do impacto ambiental e um plano de comunicação para a população.

Mas o que realmente deve contar na escolha do consórcio é a experiência das empresas que o compõem em fazer intervenções do mesmo porte, a prática na elaboração de estudos de impacto ambiental e o currículo da equipe envolvida no projeto.

Depois de definido o vencedor, ele terá quatro meses para apresentar a proposta preliminar de intervenção. Durante o período de elaboração do projeto, os autores terão de ouvir a população e expor a proposta à consulta pública. Só depois será aberta uma nova concorrência para definir quem vai tirar o plano do papel. A obra mesmo só deve começar em 2011.

http://noticias.r7.com/sao-paulo/noticias/prefeitura-adia-prazo-para-definir-empresa-que-fara-projeto-de-revitalizacao-da-cracolandia-20100308.html
 

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Primeiro parabéns pelo tópico, estava sentindo falta mesmo, depois, só uma pequena (e chata) correção: a praça próxima ao Palácio dos Campos Elíseos chama-se " Princesa Isabel" o monumento que tem nela é que é o do Duque de Caxias no cavalo:D
 

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O Palácio dos Bandeirantes foi originalmente concebido para abrigar a Fundação Conde Francisco Matarazzo, fundada pelo próprio, planejada para ser uma instituição de ensino superior especializada em cursos de economia e administração de empresas.

Tal universidade nunca chegou a iniciar atividades devido aos problemas financeiros da família Matarazzo, e o prédio, já construído, foi desapropriado em 1964, na gestão de Adhemar de Barros, sendo no ano seguinte transferida a sede do Governo do Estado para lá.

Em minha opinião, voltar a sede do Governo para o Palácio dos Campos Elíseos não só ajudaria na revitalização do centro, como, desocupado, o Palácio dos Bandeirantes poderia ter a função para a qual foi construído, podendo ser transformado em um campus de universidade estadual.

Além disso, sempre fui contra o "isolamento" de sedes administrativas. A sede do governo estando distante do centro e em bairro nobre faz com que o Palácio dos Bandeirantes seja, guardadas as devidas proporções, um equivalente paulistano contemporâneo de Versailles.
 

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Discussion Starter #18
Eu ainda gostaria de ver o Palácio da Secretaria da Educacao, aquele localizado na praca da republica, como sede do governo. Ele é enorme e mto bem localizado.
 

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Ótimo tópico, o Centro de São Paulo estava mesmo precisando de um espaço para ser debatido aqui no SSC.
Gostei muito da noticia do retorno da sede do Governo para o Palácio dos Campos Elíseos, será um forte incetivo para a revitalização da região da Luz, além do que a localização dele é muito melhor. Mas o que será feito do Palácio dos Bandeirantes?
 
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