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Thread aberto a todos os pontos de vista para a análise racional, científica e filosófica de quaisquer temas ou fenômenos, sejam religiões, ideologias, fenômenos naturais incomuns, história, filosofia, teorias da conspiração.

Eu não acredito neste thread
:lol:




Deixarei os primeiros posts para coletâneas de links e resumos de assuntos.


Sejam todos bem vindos.

:cheers:





OUTROS THREADS INTERESSANTES SOBRE O TEMA

O ônus da prova e incapacidade de provar o inexistente
 

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DEFINIÇÃO

Ceticismo na sua acepção mais exata é a faculdade de observar a realidade o mais imparcialmente possível de modo a determinar os fatos sem apego a ideias preconcebidas.

No idioma coloquial, ceticismo significa meramente “não acreditar”, o cético é meramente alguém de duvida ou rejeita uma proposição, teoria ou fato. Essa definição, é claro, é absurda, porque meramente negar algo não significa ser racional.

O cético, racionalista, é o que aceita ou rejeita uma proposição, teoria ou fato com base na lógica e na evidência.



PRINCÍPIOS E CONCEITOS BÁSICOS
DO CETICISMO[/B]


1) FALSIFICABILIDADE

A falsificabilidade ou testabilidade é a capacidade de uma certa proposição ser testada, e se for o caso, provada como errada. A falsificabilidade é essencial para que uma proposição seja classificada como racional. Por exemplo:

Proposição #1 - o bóson de Higgs existe
Condições de falsificabilidade: construa um aparelho tal com trocentos megatera watts de tal jeito, conduza tal e tal experimento, e se resultado X for obtido, a existência da partícula fica confirmada, em caso de resultado Y, Z, W, fica comprovada a inexistência da partícula.
Resultado: a máquina é construída e em 2012 é confirmada a existência da partícula


Proposição #2 - existe em espíritos, mentes humanas fora do corpo, mas que só falam através de médiuns.
Condições de falsificabilidade: coloque um número longo em um local fechado em que ninguém entre. Se o médium souber o número, é porque o espírito existe, ou algum tipo de percepção "extrassensorial" está envolvida.
Resultado: vários experimentos são realizados e nenhuma prova de percepção extracorporal é comprovada.

Existem proposições verdadeiramente inverificáveis, como a existência de destino ou o solipsismo.

Porque as pessoas acreditam mesmo com vasta evidência da inexistência de certas coisas? Trata-se de crenças patológicas. As religiões, misticismos e pseudo-ciências contêm tipicamente essas crenças patológicas, ou seja, crenças que são tidas por razões erradas, ilógicas, geralmente devido a non-sequiturs.

Para entender mais, temos que compreender os seguintes conceitos:


2) COMPLEXO DE GALILEU

Extremamente popular entre pseudo-cientistas, místicos e teoristas da conspiração, às vezes encontrado nas religiões tradicionais.

Quem tem complexo de Galileu se acha um "gênio incompreendido" perseguido por uma "Inquisição", que se sentiria ameaçada com a sua fantástica teoria revolucionária (que muitas vezes é bem velha). Embora seja verdade que muitas novas teorias e cosmovisões revolucionárias e geniais foram perseguidas e ridicularizadas no início por pessoas de cabeça fechada e contrárias a inovações, isso não significa que todas as ideias rejeitadas e ridicularizadas sejam necessariamente corretas e geniais.

Em resumo: "muitos gênios são rejeitados, mas nem todos que são rejeitados são gênios".

3) SÓ SEI QUE NADA SEI

É o argumento do "a ciência não conhece tudo ainda, portanto minha crença preconcebida ainda tem chance de ser confirmada". Embora seja verdade que a humanidade não sabe, nem de longe, tudo, isso não significa que não saiba nada. Afinal, a ciência não explica tudo, mas a religião não explica nada.

Embora a maioria dos fatos e teorias sejam de confirmação e verificação muito mais difícil, hoje o conhecimento coletivo da humanidade já permite que excluamos do rol do possível uma série de fenômenos e fatos que mesmo assim continuam sendo acreditados, seja por ignorância ou por desonestidade.

Tipicamente esse argumento é levantado tanto por pós-modernistas relativistas quanto pelos religiosos que supostamente possuem valores absolutos. Isso porque mesmo quem acredita se basear sobre argumentos sólidos pode estar errado, e quando além de errado é desonesto pode usar o argumento do “não sabemos tudo” “ a ciência errou tantas vezes”.

“Sabemos muito pouco sobre a mente humana, portanto alma, espírito, percepção extrassensorial, telepatia, telecinese, gnomo, mau olhado, preto velho, pomba gira, encosto, poder da pirâmide, blablablá podem ser verdade”. A vastidão de experimentos realizada sobre esses temas já teria indicado a existência desses fenômenos a essa altura. Portanto ou não existem ou existem de forma completamente diversa do que os seus defensores propõem, ou de forma tão tênua a ponto de serem indistinguíveis da inexistência.

Coisas muito, mas MUITO mais revolucionárias foram propostas por cientistas e pesquisadores na história, inclusive em tempos muito menos abertos a novidades, e como as provas de sua veracidade foram eventualmente apresentadas ou colhidas, foram aceitas como verdade, como as várias manifestações altamente bizarras da física quântica, a teoria de Relatividade, etc. Portanto fica capenga a tese de que existe uma conspiração contra essas teorias esotéricas e místicas, como no caso das pessoas sofredoras de Complexo de Galileu.


Como lidar com essa turma:

Obviamente, como todo regionista ou pseudo-cientista, eles só acreditam em falácias quando elas não têm implicação prática em suas vidas. Todo mundo acredita no poder de cura de Deus e espíritos, ninguém deixa de ir ao hospital quando fica doente. Todo mundo acredita na Teologia da Prosperidade, ninguém fica em casa sem trabalhar e espera que o dinheiro seja materializado por Deus em sua conta.

A ciência não pode provar que queimar todo o seu dinheiro e a sua casa sempre traz prejuízos. Pode ser que seu dinheiro e casa sejam retornados em dobro após serem queimados. Então tente essa hipótese.

“A fé é acreditar no que você sabe que não é verdade".



4) NÃO SE DEVE CRITICAR RELIGIÕES

Muito usado como “último recurso” quando faltam argumentos, sugerindo que qualquer crítica a religiões ou crenças sobrenaturais “espirituais” sejam necessariamente falta de educação e grosseria. É um modo de censura velada.

Afinal, isso implicaria na proibição da Bíblia, já que ela diz que só Jesus salva e os deuses das outras religiões são falsos e demoníacos, e de várias outras religiões, que muitas vezes dizem coisas que podem ser tomadas como desrespeitosas em relação a outras crenças.

É impossível um ser humano viver se esquivando de tudo que pode ofender outras pessoas, pois não há como pesquisar todas as crenças em circulação de modo a não dizer nada que as contrarie. Campanhas de doação de sangue podem ser ofensivas a Testemunhas de Jeová. Representar Jesus em pinturas pode sere ofensivo a muçulmanos, que o consideram um profeta e proíbem imagens de profetas, assim como estátuas de Jesus e Maria podem ser consideradas ofensivas mesmo por cristãos protestantes. A crença católica de que “não há salvação fora da Igreja” certamente é ofensiva a todos os não católicos, assimo como a crença cristã tradicional de que apenas Jesus salva.

O que temos que respeitar é o direito de todos terem a religião ou a crença, filosofia ou ideologia que quiserem, e de poder expressar essas crenças, formar associações em prol dessas crenças, de forma livre e irrestrita.

Isso, primeiro, não significa respeitar o conteúdo da crença, e segundo "respeitar" não é o mesmo que deixar de analisar ou criticar, isso seria "reverenciar". O que as religiões e outras crenças muitas vezes querem para si é reverência, censura e submissão, não "respeito", pois respeito não se exige, se conquista.

Mesmo assim muitos religiosos, crentes e místicos continuam a exigir censura para qualquer tipo de comentário negativo ou desfavorável. Isso é uma forte indicação de que eles são inseguros em suas crenças, caso contrário não agiriam desta forma.



FALÁCIAS, VÍCIOS DE RACIOCÍNIO, ESTRATÉGIAS IRRACIONAIS

1. ARGUMENTUM AD POPULUM

A falácia da popularidade. “A esmagadora maioria das pessoas acredita em X, portanto dizer que X não existe é como chamar bilhões de pessoas de iludidas e estúpidas”.

Geralmente usada para colocar o cético na posição de “dono da verdade” “que se acha melhor que os outros”, etc., uma acusação de arrogância intelectual.


Exemplo: “A esmagadora maioria das pessoas acredita em Deus, portanto dizer que Deus não existe é como chamar bilhões de pessoas de iludidas e estúpidas”.

A popularidade de “Deus” se dá em parte pela natureza vaga do conceito – na verdade uma ampla e infinitamente maleável coletânea de conceitos muitas vezes incompatíveis entre si e até sem sentido que as pessoas rotulam de "Deus", por uma série de razões, uma das quais provavelmente é o fato de que a dominação por religiões teocêntricas em vastas áreas do mundo por milênios criou um estigma contra não acreditar em Deus, o que faz com que as pessoas que não acreditam em Deus simplesmente, ao invés de dizerem "não acredito em Deus/ Deus não existe", passem a chamar outras coisas de Deus (o Universo, a natureza, a beleza, o amor, a verdade, etc.). Além disso várias regiões do mundo passaram quase toda sua história sem Deus, como o Leste Asiático (China, Japão, Coreia, etc.) em que dominam filosofias como o Confuncianismo, o Taoísmo e o Budismo, que não incluem o conceito de Deus.

Mas será que existe uma definição de Deus que seja mais racional, clara, e que deva ser tomada como mais apropriada para o rótulo “Deus”?

Possivelmente, já que dizer que "Deus é o amor", "Deus é a verdade”, “Deus é o universo” nada mais é do que uma maneira desonesta de evitar dizer que Deus não existe. Se Deus é a verdade, então que se use a palavra 'verdade' apenas, e não outro rótulo que só serve para confundir as coisas.

Afinal de contas, a verdade não pode criar universos, revelar profecias, inspirar livros, nem jogar almas no inferno. Portanto Deus não é meramente 'a verdade', e assim por diante com os outros conceitos frequentemente chamados de ‘Deus’.

A definição de Deus (por si uma tarefa contraditória, já que 'definição' implica em limitação, e Deus seria ilimitado) seria de um ser dotado de inteligência, que é anterior a toda a realidade, e criador de toda a realidade, podendo intervir nas regras da natureza e interagir também com os seres inteligentes habitantes dessa realidade (os seres humanos). Isso é o teísmo, de modo muito resumido.

O deísmo, outra definição popular, diz que Deus seria igualmente anterior a toda a realidade e criador de toda a realidade, mas não interage nem intervém nela, e portanto nenhuma religião veio de Deus ou profeta realmente existiu. Deus seria meramente o arquiteto racional de um Universo que funciona sozinho, sem exceções, ou seja, sem milagres.

Por trás da definição teísta e deísta de Deus está o pressuposto de que o Universo não pode ter surgido do nada, sem alguma inteligência para criá-lo e organizá-lo, 'e portanto Deus é necessário'. Deus surge aí como uma pretensa 'resposta' ao mistério, é o famoso Deus das Lacunas, uma das versões mais úteis de Deus. O Deus das Lacunas entra em cena sempre que a pessoa não sabe ou rejeita uma explicação para qualquer coisa, e acha que Deus é uma resposta suficiente.

Deus não é uma resposta para nada, assim como nenhum dos seres religiosos e místicos, como deuses, gnomos, demônios, doendes, almas, fantasmas, energias cósmicas, etc., porque essas entidades em si não são definidas de qualquer maneira, de modo que podem ser evocadas arbitrariamente como causação de qualquer coisa, em qualquer circunstância.


2. Quem não acredita em Deus/ alma/ karma não pode ser moral

Essa afirmação geralmente parte do pressuposto de que Deus seria uma espécie de Papai Noel para adultos – “comporte-se bem e ganhe presentes, comporte-se mal e seja punido”. Nem toda a religião teísta tem esse conceito de Deus, portanto quem usa essa afirmação tem que incluir essa religiões no grupo de pessoas que considera incapazes de agir moralmente.

Quem age assim, fazendo o bem aos outros essencialmente porque espera uma recompensa divina no final, não age de modo moral, age de modo egoísta.

Outro pressuposto de quem usa essa afirmação seria que a crença em Deus seria quase universal na história humana, o que é um ponto de vista errado e extremamente centrado no Ocidente recente. No Extremo Oriente nunca houve religiões centradas na figura de um Ser Supremo, pois Budismo, Confucianismo, Taoísmo e Xintoísmo, embora contenham alguns elementos místicos, não têm nada remotamente similar a Deus.


3. Deus sabe tudo, mas existe livre arbítrio

Se Deus sabe tudo, inclusive o futuro, então ele já sabe o que você vai fazer. Se ele já sabe, é porque já está determinado; se não está determinado, então ele não sabe.

É similar ao absurdo do Karma, em que uma coisa ruim acontece a uma pessoa porque essa pessoa merece ser punida por algo ruim que fez no passado. Mas como pode essa pessoa ter feito algo ruim no passado se qualquer ato maligno que tenha cometido contra outras pessoas são necessariamente o Karma que essas outras pessoas têm que pagar, e assim por diante?


4. É tudo uma questão de fé

O postulado expandido seria algo como “Deus, espírito, karma, etc. são questão de fé, portanto não adianta debater, não há evidência a favor nem contra, é uma coisa que se sente, quem nega a existência desses seres está agindo com o mesmo dogmatismo cego dos fundamentalistas religiosos”.

É verdade que alguns seres místicos pregados por religiões são definidos de modo tão vago que é virtualmente impossível estabelecer quaisquer condições para detectar sua existência ou inexistência.

Mas nem sempre é o caso, muitas vezes é possível ou provar ou indicar fortemente a inexistência de um certo “ser” ou “fenômeno” postulado por religiões ou outras fontes.

Por exemplo, a total ausência de qualquer tipo de informação exclusiva advinda espíritos, que em teoria poderiam saber coisas que nenhuma pessoa viva poderia saber, ou ao menos investigar alguma informação que o médium não conhece e lher fornecer tal informação, é uma forte indicação de que espíritos ou não existem ou não entram em contato com os vivos.

Nesse passo o que ocorre é que o crente simplesmente negará a validade do consenso científico sobre o assunto no qual ele quer acreditar.

Ele entrará em modo de teoria da conspiração e simplesmente dirá que o establishment científico e acadêmico foi comprado ou corrompido por alguma influência obscura, que quer impedir que a verdade venha à tona.

Nisso os místicos e religiosos não estão sozinhos, vejamos a campanha contra a Teoria do Aquecimento Global Antropogênico, em que os que não querem acreditar que a atividade humana está causando aquecimento global simplesmente negam a validade do consenso científico que estabelece essa teoria.

Certamente as crenças sobrenaturais não detêm o monopólio da irracionalidade e da desonestidade.


5. Se você não acredita, então não se meta

Muito usado em comunidades na internet ou até em círculos sociais para impedir a participação de qualquer não-crente na turma dos crentes. É uma expansão da eterna busca pela censura e proteção especial contra críticas que as religiões frequentemente empreendem.

Imaginem de aqui em diante p. ex. numa discussão entre Nazistas, qualquer pessoa que não compartilha dessa ideologia repugnante seja impedida de exprmir opiniões.

A infantilidade e boçalidade desse “postulado” não merece sequer comentários.


6. O século XX foi o mais laicista e o mais sangrento da história

É falso que o século XX foi o mais sangrento da história, ao menos em termos proporcionais. Mais gente morreu apenas porque havia mais gente no mundo. É igualmente errado afirmar que a causa das grandes carnificinas do século XX tenha sido o laicismo ou a falta de religião. O maior assassino do século XX foi o Socialismo Marxista, que sob nenhuma hipótese pode ser classificado como laicista, tendo quase que exatamente todas as características de uma religião ou ideologia irracional, incompatível com o humanismo iluminista criador da democracia moderna, baseado na liberdade individual, liberdade de crença, expressão, agremiação política e separação dos três poderes. O Marxismo foi uma negação de tudo isso e seguia a lógica das religiões exclusivistas ortodoxas intolerantes e opressoras, com sua promessa de Paraíso do Proletariado, caças às bruxas, perseguição a hereges, etc.

O Nazismo (Nacional-Socialismo), segundo maior assassino, nem ao menos fingia ser laicista, ao contrário do Marxismo que se travestia de teoria científica e racional. Os Nazistas eram proibidos de serem ateus, por exemplo, e deviam declarar reconhecer a existência de um Ser Supremo para serem aceitos como Nazistas. Organizações atéias e de livres pensadores foram banidas. Os Nazistas flertaram, com certo sucesso, com a Igreja Católica e Luterana, e tomaram grande parte de sua ideologia antissemítica do livro de Martinho Lutero “Dos Judeus e Suas Mentiras”, que defendia a perseguição e o extermínio dos judeus com bases religiosas. Hitler em si evocava crer estar cumprindo a vontade divina em seus livros, escritos e discursos.

Além disso, geralmente estão incluídas nas mortes do Marxismo e do Nazismo vítimas de desastres econômicos e guerras, ao passo que as mortes das religiões (especialmente Cristianismo e Islã) incluem apenas os acusados de heresia. Essa comparação é injusta, pois só podem ser comparados os números de mortes por “crimes intelectuais” das ideologias. Apenas alguns poucos milhões de pessoas foram mortas devido a discordância ideológica com os regimes Marxistas, a esmagadora maioria das vítimas sucumbiu à pobreza e fome causada pelos desastres econômicos Marxistas. Também milhões morreram de fome sob regimes cristãos, mas como o Cristianismo não é uma teoria econômica seria impossível atribuir a ele essas mortes.

Somente na Cruzada Albigense (1209-1229) no sul da França estima-se terem morrido por heresia centenas de milhares a milhões de pessoas, o que dada a população da época ser dez vezes menor do que a atual, equivaleira a fatalidades na casa dos milhões hoje. Isso numa época sem bombas, metralhadoras, câmaras de gás - todos os infiéis foram mortos a fio de espada.


7. O Marxismo/Comunismo foi o maior assassino da história e se baseava na ciência e nos ideais iluministas e humanistas.

Falso, o Marxismo era a negação dos ideias democráticos e libertários do iluminismo / humanismo.

A atitude dos Marxistas ao tomarem o poder com relação a outros sistemas de crença foi um paralelo quase exato à dos Cristãos quando tomaram o poder no Império Romano e outros países: perseguição, extermínio, opressão e inferiorização.

Os Marxistas não baniram apenas religiões: eram proibidas quaisquer organizações em discordância com o Marxismo-Leninismo, como a maçonaria, inclusive movimentos Marxistas "heréticos" - exatamente como o Cristianismo, que perseguiu "pagãos", judeus, e cristãos heréticos (arianos, gnósticos) bem como fechou a Acedemia de Platão, o Liceu de Aristóteles e outros institutos de educação que não estavam de acordo com o Cristianismo Católico - a "revolução Cristã" foi total e impiedosa no campo cultural. Isso seria o "cristianismo cultural".

Assim como o Cristianismo, o Marxismo postula que havia um Paraíso original - o Comunismo Primitivo - do qual fomos expulsos por termos cometido o Pecado Original da invenção da propriedade privada - e a partir daí passamos a sofrer a Luta de Classes e a Exploração do Homem pelo Homem, a Escravidão.

Mas o Caminho da Salvação foi revelado ao Profeta barbudo Karl Marx e seus apóstolos, Engels, Lenin, etc. através do Livro Sagrado Das Kapital - e se dermos todo o poder ao seguidores da Única Verdadeira Crença, eles nos guiarão ao Paraíso do Proletariado, onde não haverá quase trabalho, não haverá pobreza, não haverá patrão, não haverá problemas! Os trabalhadores todos dançarão da alegria o dia inteiro!

Igual ao Cristianismo, o Marxismo realizava Concílios Ecumênicos - as internacionais - para definir a Ortodoxia. Os hereges eram perseguidos sem piedade, vide Trotski. Logo vários países sob a Nova Única Fé, como China, Albânia, Camboja desenvolveram suas fés heréticas próprias, que proclamaram como a nova única fé, e romperam com a URSS, e eles se odiaram para sempre - Como Igreja Católica vs. Ortodoxa, Protestante, Testemunha de Jeová, Islã, Mormons, etc.


O Marxismo foi um movimento de reação contra os ideais Iluministas de democracia e liberdade individual. Eles é que eram os "reacionários", instituíndo Despotismos monárquicos centrados na figura de um Pai salvador, machistas, moralmente conservadores (os regimes Marxistas baniram a maquiagem, a pornografia, o homossexualismo, a vida noturna, a música pop/rock, o feminismo).

Os Marxistas baniram até a Teoria da Evolução (sonho molhados dos Cristãos atuais), no período de Stalin, por considerá-la "burguesa" e tentaram trocá-la pelo Lysenkoismo, uma teoria "proletária" da biologia em que a cooperação igual substitui a "seleção natural e sobrevivência do mais apto" que soa "capitalista".

No século 19, o cristianismo já tinha sido abandonado como crença séria pela maioria dos intelectuais do Ocidente ex-cristão. O Marxismo veio a preencher esse vácuo da necessidade de acreditarmos que somos portadores de uma Fé Monopolista da Virtude, que antes o Cristianismo preenchia.




PSEUDO-CIÊNCIA, IDEOLOGIAS IRRACIONAIS

1 – Homeopatia
2 – Negacionismo do Aquecimento Global Antropogênico
3 – Anti-Evolucionismo (tcc. “Criacionismo” ou “Design Inteligente”)
4 – Marxismo
5 – Ambientalismo Religioso, Ludismo
6 – Astrologia
7 – Numerologia
8 – Análise de Caligrafia
9 – Cirurgia/ cura espiritual
10 – Fusão a frio?
11 – Poder da pirâmide
12 – Negacionismo do Holocausto
13 – Freudianismo
14 – Racismo
15 – Malthusianismo, Pico do Petróleo



MITOS

1 – Só usamos 10% do cérebro
2 – Antes de 1500 achavam que a Terra era plana


TEORIAS DA CONSPIRAÇÃO ERRADAS

1 – O 11 de Setembro foi orquestrado pelo governo dos EUA
2 – A farsa da Lua
3 –




PSEUDO-CETICISMO

Muitas vezes, as religiões e misticismos também são alvos de acusações falsas e/ou desonestas, seja por parte de céticos mal informados ou por outras religiões concorrentes.

- O Mito de Jesus
- O filme ‘Zeitgeist’
- Críticas erradas contra o Cristianismo
- Críticas erradas contra o Islã
- Críticas erradas contra outras religiões





HISTÓRIA DO CETICISMO E DO NATURALISMO

Epicuro
Anaxágoras
Demócrito
William of Ockham

Diderot
Lavoisier
Bertrand Russel
Harry Houdini
Thomas Jefferson
James Randy
Carl Sagan

No Brasil
Padre Quevedo
Dráuzio Varela


Quandos os crentes são pegos de calças curtas

Geralmente as religiões e misticismos tomam a precaução de serem extremamente vagos e remotos em suas afirmações e pressupostos, postulando coisas que estão fisica ou temporalmente distantes e/ou que são virtualmente impossíveis de se verificar.

Mas existem as exceções. Às vezes as religiões e misticismos caem na burrada de fazer uma afirmação clara sobre algo que eventualmente se torna ampla e publicamente verificável, e acontece que a religião está errada.

1 – O Relato da Vida em Marte ‘psicografado’ por Chico Xavier em 1937.

Em 1937, Chico Xavier psicografou um livro supostamente ditado por sua falecida mãe em que estava claramente afirmado que em Marte havia uma vasta civilização e biosfera ENCARNADA, física, pela superfície e atmosfera do planeta vermelho. Os espíritas modernos, quando confrontados com esse caso, dizem que a vida em Marte descrita no livro na verdade se passava num plano espiritual diferente - a famosa "saída espiritual", em que para evitar admitir que a religião estava errada, o fato é transformado em evento imaterial, metafórico ou espiritual.


2 – Previsões místicas que não se concretizaram



3 –
 

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DICIONÁRIO DAS RELIGIÕES

CRISTIANISMO

O primeiro problema em analisar o Cristianismo é defini-lo. Talvez mais do que qualquer outro sistema de crenças, o Cristianismo tem e sempre teve muitas definições, dado principalmente ao fato de que se baseia sobre a Bíblia, uma coletânea de textos escritos por dezenas de autores ao longo de mais de um milênio em várias culturas e idiomas diferentes.

O primeiro erro em que não se deve incorrer é aquele que quase todos os cristãos incorrem: tentar descobrir qual é o Cristianismo “verdadeiro” e simplesmente excluir todos os Cristianismos que discordam da sua interpretação.

O estudioso imparcial deve usar a definição mais apropriada baseada na observação de qual versão do Cristianismo é a mais influente e definidora na história desse sistema de crença.

Fica claro que A Igreja Católica, as principais denominações Protestantes e a Igreja Ortodoxa dominaram o Cristianismo por toda a sua história, e em comum essas igrejas têm o que chamam de teologia nicena, devido ao Concílio de Nicena, também chamado de Teologia Cristã Tradicional, ou simplesmente Cristianismo Tradicional.

Todas as outras formas de Cristianismo, sejam antigas como o Nestorianismo, o Gnosticismo, o Arianismo, a Igreja Copta (Monofisitismo) quanto modernas, como as Testemunhas de Jeová, os Adventistas do Sétimo Dia, os Mórmons, divergem significativamente dessa Teologia Cristã Tradicional e uns dos outros de modo que aceitar qualquer uma dessas como Cristianismo implicaria em muitos casos ter que rejeitar todas as outras formas, embora os detalhes dessa discussão sejam debatíveis.

O Cristianismo Tradicional postula que:

- A Bíblia é a palavra de Deus, inspirada por Deus e escrita pelos diversos profetas e pais da Igreja.
- Deus tem três facetas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Trinidade, Trinitarianismo).
- Deus inspirou apenas a Bíblia, único livro inspirado.
- Deus criou o mundo, seus seres vivos, e os primeiros seres humanos, Adão e Eva, sem pecado, mas eles cometeram o Pecado Original de comer o fruto do conhecimento contra a instrução de Deus e por isso foram expulsos do paraíso e contaminaram o mundo com o pecado, passando a natureza “caída” geneticamente para todos seus descendentes.
- Eventualmente Deus encarna como seu próprio filho, Jesus, gerado virginalmente em Maria, para morrer na cruz e assim (exatamente qual a relação causal eu não sei) salvar os pecados da humanidade.
- Jesus tem duas naturezas, uma humana (seu corpo) e uma divina (sua alma).
- Voltando ao confuso item anterior, de algum modo do fato de Jesus morrer na cruz "paga os pecados da humanidade” porque Deus “ama tanto a humanidade” que sacrificou seu “único filho” (que era ele mesmo, Deus) na cruz para que a humanidade tivesse um caminho para a salvação.
- De algum outro modo pouquíssimo explicado, esse pagamento do pecado da humanidade não implica que ninguém mais vai para o inferno. Ou seja Jesus pagou nossos pecados, mas a conta ainda vai pra nossa mesa. Alguns são salvos e outros não. O critério inclui geralmente aceitar Jesus como filho de Deus/Deus, aceitar que Jesus se sacrificou na cruz para pagar os nossos pecados, acreditar em Deus, e dependendo da denominação fazer coisas boas. Os protestantes tendem a acreditar que apenas a Fé em Jesus salva, e que não fazemos boas ações senão por termos aceito Jesus e pelo Espírito Santo agir através dos que creem, portanto quem não aceita Jesus não faz nada de bom nunca e vai para o inferno, ou algo do gênero. Mas eles não dizem mais dessa maneira e podem encaixar umas circunstâncias, como dizer que mesmo os incréus podem estar sob a influência do Espírito Santo e serem salvos sem saber. Os católicos acreditam que uma mistura de Fé e Boas Ações salvam.
- No fim dos tempos, uma série de coisas pode acontecer, dependendo do Cristianismo e do humor do teólogo questionado: Jesus voltará para reinar mil anos, e julgar e condenar os pecadores, haverá a ressurreição física dos mortos, seu julgamento e condenação ou salvação, os salvos viverão em uma Terra físicamente reconstituída e sem pecado, ou todo mundo viverá em um paraíso ou inferno imaterial, ou os dois.

Como se pode ver o Cristianismo é uma crença excepcionalmente mal resolvida, mal feita e confusa, mesmo para o padrão das religiões. Não é à toa que literalmente milhares de formas de Cristianismo existem hoje e existiram historicamente, muitas das quais, como dito acima, divergido brutalmente uma das outras, o que frequentemente gerou guerras e conflitos entre cristãos.

Essa natureza vaga (veja que a descrição acima é apenas o Cristianismo Tradicional, desconsiderando os milhares de outros) é uma das coisas que tornou o Cristianismo excepcionalmente maleável a praticamente qualquer ambiente cultural, uma das chaves de seu sucesso em se espalhar e sobreviver mudanças.

Deus não pode nem existir nem não existir já que no teísmo/ deísmo Deus seria o pressuposto da existência, ou seja, está fora de questão se existe ou não, mas por hora usemos o termo "existir".

Se o Teísmo estiver certo e "existir", e for um ser infinitamente capaz e benevolente, então o Cristianismo é falso.

Muitos Cristãos defendem meramente a existência de Deus para comprovarem sua crença. Mas o Cristianismo não é compatível com um ser Supremo benevolente.

Primeiro, porque se baseia num livro que contém mentiras. O Novo Testamento afirma ter havido um censo universal durante o nascimento de Jesus, e não houve. O NT afirma que seria necessário as famílias voltarem para suas cidades de origem para o censo, ao passo que isso jamais foi a prática no Império Romano. Diz também que os judeus proibiam coletar gravetos ou cuidar dos acidentados e doentes durante o Sábath, ao passo que isso nunca fez parte do judaismo, que proíbe meramente o trabalho com fim econômico em benefício próprio, etc. O Antigo Testamento então é tão verídico quanto Harry Potter.

Segundo porque um Ser Supremo teria regras definidas e moral inabalável, ao passo que o Deus da Bíblia é um ser claramente produto da mente humana: moral flexível e fraca, várias regras imorais, etc. O Novo Testamento nos ensina que "a mulher está para o homem como o homem está para Deus" e que "não convém que a mulher ensine no Templo, mas que fique calada", e que o governo do país foi escolhido por Deus e deve ser portanto respeitado, e que o escravo deve amar seu proprietário - evidentemente princípios contrários à moral humanista iluminista superior que reina no mundo felizmente há 200 anos.

O Antigo Testamento nos diz que Deus selecionou certos povos antigos para serem escravos de outros - Ham e Kanaan e seus descendentes seriam escravos dos Semitas, etc. Diz também que Deus ordenou o genocídio de tribos e a escravidão sexual, no caso dos Amalekitas (matem homens, mulheres casadas e crianças, apenas as mulheres mais jovens peguem para si).

O Deus do Novo Testamento é mais cruel e brutal que o do Antigo Testamento. No Antigo Testamento não há a figura do tormento eterno no inferno, nem da salvação pela fé. No NT aprendemos que a maioria das pessoas no mundo será jogada no inferno mesmo sem terem feito nada de especial para merecer ("Não há outro nome no céu e na Terra que leve ao salvamento que não Jesus").

Ou seja, a Bíblia reflete a moralidade das pessoas da época em que foi escrita, exatamete o que se espera de um livro de autoria exclusivamente humana, e não de autoria de um Ser Supremo Perfeito.

Quem acredita na Bíblia (e no Alcorão) portanto não pode ao mesmo tempo acreditar em Deus. O Deus da Bíblia é uma criação humana.




- “Fundamentalismo”

Muitos cristãos dirão que a descrição acima ou outras descrições estritas e tradicionais do cristianismo se tratam de mero “fundamentalismo”, e que o Cristianismo verdadeiro (o que eles acreditam) é muito mais racional e correto.

Alguns dirão que o “fundamentalismo” é uma moda recente, sem base na história da religião, meramente porque o termo fundamentalismo foi criado no início do século vinte, e porque alguns aspectos de algumas variantes fundamentalistas foram criados também recentemente (como a Raptura).

Na verdade o termo “fundamentalismo” só foi criado há cem anos porque antes não havia razão para usá-lo, todo cristianismo seria o que é hoje visto como fundamentalismo, de uma forma ou de outra. Com as descobertas e inovações do mundo industrial e cientifico, eventualmente os cristãos foram cada vez mais abandonando certas partes "inconvenientes" do Cristianismo, até que alguns grupos disseram "basta" e voltaram aos “fundamentos” do cristianismo, denominando-se fundamentalistas. O problema com o fundamentalismo, portanto, não é que é “radical”, o problema não é a atitude dos fundamentalistas, e sim o fato de que os fundamentos sobre os quais baseiam suas crenças é um fundamento ruim, mal feito e no geral falso, i.e. o Cristianismo, seu confuso livro sagrado, a Bíblia.



ISLÃ


ESPIRITISMO




BUDISMO


MARXISMO

Ver também seção "Mitos" acima

O Marxismo acabou sendo o "ópio dos intelectuais", a nova única verdadeira religião, depois que o Cristianismo se tornou obsoleto. O "buraco da forma de religião" que sobrou na nossa mente coletiva foi preenchido pelas promessas absurdas de um Paraíso do Proletariado, livre do pecado do lucro burguês e da luta de classes, num estágio final da história.

Abaixo uns trechos tirados de outros threads.

Thread "O Socialismo Funciona?"

A vagueza de conceitos é outro "trunfo" que o Marxismo tem e compartilha com outros sistemas de crença, inclusive religiões e misticismos. Isso torna o sistema de crença maleável ante as evidências contrárias - sempre que for conveniente, o seguidor do sistema de crença em questão pode meramente redefinir ou distorcer o conceito original, dizendo que os outros estão interpretando incorretamente o sentido original.

E a vagueza também permite que os conceitos fiquem abertos e amplos o suficiente para angariar a simpatia das mais diversas pessoas. A "burguesia" ora vista como o gordo capitalista porco de cartola e charuto tarado por dinheiro obcecado por sua máquina registradora dono de grande fábrica com operários explorados, ora vista (pasme) como a classe média que vao ao shopping e fecha o vidro do carro quando um menino de rua vem pedir dinheiro. De qualquer modo, a "burguesia fede", porque só pobre é virtuso - e depois dizem que eu sou maluco quando afirmo que o Marxismo e esquerdismos esvoaçantes por aí são a reedição da pieguice cristã do "mais fácil um camelo passar pela agulha que um rico entrar no Reino dos Céus" ou "os pobres herdarão o mundo" ou "abandona todas as suas riquezas e só então poderás me seguir".

É em parte a percepção correta de que muitos ricos realmente o são por terem sido desonestos, mas também em parte é a inveja da riqueza alheia = mas ao misturarem a percepção certa com a inveja preconceituosa, a plutofobia cristã-esquerdóide falha em analisar o verdadeiro problema, que não é a "riqueza" e sim a injustiça. O esforço competente, honesto e produtivo deve ser recompensado fartamente, e não há nada errado em um inventor da cura da Aids ter mil vezes mais dinheiro que um Sarney ou Maluf da vida, ou mesmo que eu.

Assim como está correto o esquerdista que aponta as injustiças do sistema que faz com que algumas pessoas acumulem riquezas sem merecimento, mas o problema da plutofobia esquerdóide-cristã é que não param por aí e condenam toda a acumulação de riqueza.

O cristianismo por sua idade já se incorporou à cultura das elites econômicas e hoje só um ou outro padreco da teologia da libertação é que se dá ao trabalho de lembrar que o cristianismo é plutofóbico, e é o predecessor natural do esquerdismo moderno, em seu moralismo pobrista piegas.

Os Cristãos (nem todos) odeiam os Marxistas são porque um é de "direita" e o outro "de esquerda", e sim porque os dois vendem produtos similares (o paraíso/salvação, demonização dos "pecadores" e "burgueses") e são competidores pelo mesmo público alvo.

O lance de "Deus e espiritualidade" vs "materialismo e dialética" é bobagem e distração, nada disso importa, o Budismo e o Confucianismo não têm Deus nenhum e nada têm de paralelo com o Marxismo, todos os paralelos do Marxismo são com o Cristianismo, a presença ou ausência de "Deus" em nada importa.

Bem como essa bobageira de "esquerda vs direita" parece aquele truque de policiais americanos em filmes "good cop vs. bad cop": a direita finge ser o bad cop, a esquerda finge ser o good cop e no fim os dois são a mesma coisa e estão simulando conflitos para estontear o povo e tomar o poder.
 

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HALL DA FAMA

para threads épicos envolvendo a luta entre a razão e a demência.

Ateus farão desbatismo coletivo no dia da chegada do Papa ao Rio


AS DESONESTAS TÁTICAS DO CRIACIONISMO (por Jota Ferro)

Agora relendo os posts vi que de novo cai na velha armadilha dos criacionistas, desde que Darwin surgiu com a teoria da Evolução a tatica é a mesma, para tentar desacredita-la

- "Esteja sempre no ataque", o Criacionista na verdade não quer discutir nada, nem chegar a uma conclusão, nem mesmo tentar entender. O objetivo é atacar uma teoria que vai contra a sua crença, nada mais que isso, o resto não interessa, portanto tentar estabelecer dialogo ou troca de ideias é inutil.

- "Estabeleça as regras", geralmente no início o Criacionista diz, não quero ouvir termos cientificos, que só complicam tudo, essa é uma piada, quer dizer a teoria deve descer ao nível dos ignorantes, para assim poder ser discutida com ignorancia. Ou seja as regras devem ser as dos "crentes" não as da ciência.

- "Repita o mesmo argumento varias veses" para confundir e ganhar pelo cansaço, vejam que o Criacionista repete um unico argumento: Não entendo como a Teoria da Evolução produziu isso, portanto tem que ter sido feito por Deus.. É a falacia logica "Deus das Lacunas" repetida a exaustão. Interessante que essa falacia foi apontada justamente por um evangelico, Henry Drummond.

- "Ignore as respostas inconvenientes", vejam que todas as vezes que respondemos o argumento acima, a resposta foi pura e simplesmente ignorada, nem sequer é discutida, a conversa não sai do lugar, ao invés de discutir a reposta, ele simplesmente repete o mesmo argumento de novo (item 3º).

- "Ignore perguntas que possam levar a uma resposta a ser usada por seu adversario". O Criacionista finge que não vê ou responde de forma evasiva e contra-argumenta usando de novo o item 3º.

- "Use do deboche", essa é velha, desde que Darwin e outros cientistas surgiram com teorias que desmontam crenças religiosas, e não sendo possivel combate-las com evidencias, parte-se para o deboche numa tentativa de desacreditar a teoria. A mais manjada é colocar fotos de macacos, como se um cientista fosse dar a minima pra isso, mas o leigo se choca.

- "Torne tudo absurdo, para poder vender o seu absurdo", toda hora repete, "isso é absurdo" tentando igualar tudo e assim poder vender a ideia da criação magica do mundo, tudo veio do nada, sob a criação de um ser magico e divino. Como tudo "é absurdo" não precisa apresentar provas ou evidencias, basta tentar desacreditar o outro lado.

- "Desacredite as evidencias do outro lado, mas não apresente as suas" (complementação ao 7º), essa tbm é classica, os criacionistas agem como que se para provar a sua "teoria" bastasse desacreditar a teoria adversaria ou seja os cientistas devem provar todos os seus pontos, se não conseguirem, isso porva que a religião esta certa. Se uma teoria esta errada a outra tem que provar que esta certa para se estabelecer, isso é um conceito basico no julgamento de ideias, mas é solnemente ignorada pelos criacionistas.

- "Confunda o leigo usando termos cientificos de forma deturpada", essa tbm é bem comum, uma das mais comuns é: "Se a teoria da evolução estivesse provada, não seria mais uma teoria e sim uma lei cietifica", esse argumento cola bem no leigo que acredita haver uma hierarquia de comprovação, indo da "teoria" para "lei", mas na verdade não faz nenhum setido, teorias e leis são conceitos diferente e um não se torna o outro. Mas aqui Criacionista usou outro: "A Teoria da Evolução é como uma loteria, as probabilidades são totalmente aleatorias". Ignora-se os fatos de que há seleção natural, eliminando os resultados inuteis e ignora-se tbm que as mutações são acumulativas. Quando estes fatos são citados, aplica-se itens 4 e depois o 3.

10º - "Atacar o homem para desacreditar a teoria", Darwin e qualquer outro "inimigo" é acusado de ser membro de um complo ateista para atacar o cristianismo, portanto sua teoria é inimiga e não tem credibilidade, não importa seus argumentos.

11º - "Acuse de fanatismo os que não eceitam seu fanatismo". Ao perceber que não tem argumentos, e que os demais truques acima não funcionaram, acuse o outro lado de fanatismo e preconceito. Não importa se vc não tem provas ou evidencias de nada do que vc "argumenta". O outro lado tem que aceitar que vc esta certo, por que? Por que vc SABE a verdade suprema. Se os outros não a aceitam é por que são "fanáticos" e tem preconceito com suas ideias.
 

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TEORIAS DA CONSPIRAÇÃO

1# "9/11 TRUTHERS" O 11 de Setembro foi uma conspiração do governo dos EUA

O 9/11 como ocorreu seria a pior coisa que o Governo dos EUA poderia planejar para incitar uma guerra ou restrições à liberdade.

Primeiro eles teriam que sequestrar ou simular o sequestro de quatro aviões comerciais. Ambas as opções são assustadoramente arriscadas. Nas duas opções, teriam que matar todos os ocupantes. Depois teriam que jogar os aviões com ou sem ocupantes direto nas torres e acertar. Se falhassem, seriam desvendados.

Daí entra a teoria que estupidamente é o xodó dos conspiracionistas: a tese de que as torres foram demolidas por explosivos plantados, e não meramente pelo choque dos aviões.

Se foram plantados explosivos, para que os aviões? Se usaram os aviões, pra quê os explosivos?

Teriam usado os aviões para disfarçar a ação dos explosivos. Mas então para que os explosivos? Para garantir que os prédios cairiam. Mas para que garantir que os prédios cairiam? Para gerar um efeito de choque maior. Mas o choque de dois aviões contra as torres não geraria já um efeito brutal na opinião pública? Pra quê a obsessão em derrubar os prédios? O efeito psicológico de dois arranha céus escangalhados no skyline prestes a desabar não seria ainda maior? Ah, foi para garantir o seguro e/ou para cancelar os prejuízos que as Torres estavam acumulando.

O seguro seria pago mesmo se as torres não tivessem caído e apenas fossem declaradas como inutilizadas, tanto faz. Isso também anularia qualquer situação econômica negativa. Ao passo que secretamente instalar milhares de explosivos por meses antes dos ataques geraria riscos absurdos de serem descobertos.

E se correram o risco de instalar explosivos (o que exige furos nas paredes, muito barulho e pó), não seria mais fácil culpar os muçulmanos dizendo que eles haviam implantado bombas, como ocorreu em 1993? Em vez de simular o sequestro de aeronaves civis? Que teriam que ter sido desviadas de suas rotas e ter todos seus ocupantes mortos? Sem ninguém perceber?

Isso mais a afirmação dos conspiracionistas de que "nenhum arranha céu desabou por causa de incêndio na história do mundo". Isso é verdade, e continua sendo verdade: O WTC desabou por causa das enormes crateras nas suas estruturas de apoio causadas pelo impacto dos aviões.

Isso tudo é típico das teorias da consipiração irracionais:

1 - uso de método anticientífico = primeiro chegar a uma conclusão e depois construir uma argumentação invertida para dar apoio à conclusão a que se quer chegar.
2 - uso de fatos científicos non-sequitor insinuando a conclusão almejada = uso de fatos que não importam e não têm a ver com a teoria mas que são expostos de uma maneira a parecer que têm a ver.

Tudo isso também se observa nas teorias como "A Farsa da Lua" e no ápice da desonestidade, o Criacionismo.

Mais sobre o 11 de Setembro. Mais aqui.

Por força do uso o termo passou a designar Teoria da Conspiração Irracional. Existem teorias da conspiração racionais e até que foram comprovadas, como o escândalo Watergate em 1974.

É que hoje a moda da teoria da conspiração gerou um número muito grande de teorias irracionais e absurdas da conspiração. São as pessoas tentanto aplicar o ceticismo e a crítica, tentando detectar intenções obscuras e enxergar a realidade além das aparências, mas fracassando nessa empreitada.

As teorias da conspiração mostram que ainda falta muito para as pessoas terem a capacidade de análise e pensamento racional, realmente cético.

As teorias da conspiração são como ilusões de ótica, que só funcionam num determinado ângulo, causando a ilusão de um conjunto final único, mas assim que se olha se outros ângulos, desaparece, se revela absurda.

Foi isso que eu fiz com a teoria do 11 de Setembro apresentada pelo outro forista acima. Mudei o ângulo: em vez de responder às perguntas, perguntei coisas de outro ângulo, e rapidamente a teoria se desfez.

TEXTO COPIA-COLA PARA "PERGUNTAS QUE NÃO QUEREM CALAR" mas que já foram respondidas ad nauseam:

Querido Sr. Conspirólogo da Conspiração:

Que esforço vc fez para estabelecer que essas questões não foram respondidas? Quantas horas de pesquisa vc realizou? Vc tem certeza de que está em bases sólidas para afirmar que essas questões não foram respondidas? Vc acha mesmo que essas questões, popularizadas pelos documentários de Youtube, realmente nunca foram respondidas e debatidas à exaustão por centenas, senão milhares de pesquisadores? Como toda essa gente pode ser tão burra e incompetente a ponto de deixar essas questões em aberto?
 

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Índice de Respostas a Críticas ao Ceticismo feitas em outros threads por qualquer forista

A resposta em si será postada no último post, mas será listada e indexada aqui para referência futura e porque eu estou de saco cheio de repetir as mesmas coisas aos argumentos cansados e podres de sempre.


O ateu Sam Harris defende a destruição física dos religiosos


A ciência é falha, portanto a minha abobrinha de estimação pode ser verdade


A ciência não explica tudo, a religião não explica nada. Dizer que a ciência é falha, e portanto o seu besteirol pessoal favorito ainda tem chance de estar certo, é dizer quue qualquer besteirol ainda tem chance de estar certo, só que ninguém acredita realmente nisso, quando a coisa pega, só acredita quando lhe convém.

Na verdade voce como todo religioso não põe a mão no fogo por nada. Quando fica doente, corre pro hospital, exatamente como se acreditasse que não existe um amigo onipotente que pode te curar. Age de forma idêntica a um ateu (mesmo que use oração, o que vale são as ações, não as palavras).

Não existe crente com o cu na mão. Quando a coisa aperta, todos são ateus e correm pro hospital suplicando por favor ciência me cura, porque meu Deus é inútil.

Em tudo o que importa na vida, todo mundo é ateu (a menos que seja demente). Quer dinheiro, trabalha. Quer saúde, cuida do corpo. Quer sucesso, se esforça. Quer passar no concurso, estuda. Exatamente como seu Deus não existisse.

O que os religiosos precisam é de uma renovação da fé. Chega de materialismo ateu. Chega de ir pra hospital cheio dessa ciência falha humana, pra quê, se temos um amigo BENEVOLENTE E ONIPOTENTE que pode nos curar??? Se vc não põe a mão no fogo pela ciência na teoria da evolução, porque pôr no resto?

Pra quê dízimo e contribuição MATERIALISTA pra igreja? Afinal Deus jamais deixaria sua verdadeira religião desaparecer ou sofrer por causa de dinheiro sujo, não é?

É hora de oração, que é infinitas vezes mais poderosa que o dinheiro. É hora de padres e pastores bloquearam 100% as doações materialistas e pedirem apenas oração a Deus de seus fiéis, por pelo menos 50 anos. Não é possível servir a Deus e ao dinheiro ao mesmo tempo, irmãos.

O que é o vil metal comparado a Deus? Nada. Portanto chega de hospital, chega de dízimo - a menos que os crentes sejam homens de pouca fé.

RENOVAÇÃO DA FÉ JÁ!:banana::banana::banana::banana:

As Perguntas que não Querem Calar sobre o Criacionismo

1 - Quando foi criada a vida? Quando foi criada cada espécie?
2 - Onde foi criada cada espécie?
3 - Quantos indivíduos de cada espécie foram criados?
4 - Os primeiros indivíduos foram criados adultos ou juvenis? Quem foi criado primeiro, o ovo ou a galinha?
5 - Como se explica a distribuição geográfica das espécies atuais e dos fósseis?
 

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Odioso
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mopc em um desses reservados por obséquio posta algo sobre o deísmo, mas não vídeo sem legenda,pois não tenho áudio.
 

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Discussion Starter #18
mopc em um desses reservados por obséquio posta algo sobre o deísmo, mas não vídeo sem legenda,pois não tenho áudio.
Vai demorar uns dias para eu começar a encher esta primeira página, porque estou com muito trabalho esses dias, mas gradualmente, se o thread não for fechado nem eu for banido, o thread pode virar uma breve enciclopédia de "ceticismo".
 

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Compro e vendo likes
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Vou acompanhar. Sou ateu, cético e agnóstico.

Só acredito no que vejo. Porém, isso não implica em não aceitar que possa existir um ou vários deuses, vida extraterrestre, atividades paranormais, etc.
 

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to gulag!
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